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Deep Purple toca de novo no Brasil em março

Por Fabian Chacur

 

Eles se apresentaram pela primeira vez no Brasil em 1991, ou seja, 23 anos depois de sua criação. No entanto, parece que gostaram, pois seus shows por aqui tem sido constantes, desde então. Estou falando do grupo britânico Deep Purple, que em março fará sua nona turnê em nosso país. Em Sampa City, eles tocarão nos dias 6 e 7 de março na Via Funchal. O time virá com a formação que vem mantendo desde 2001, que inclui apenas um de seus fundadores, o baterista Ian Paice, que permanece desde o primeiro álbum, Shades Of Deep Purple (1968). No entanto, ninguém pode se queixar da qualidade dos outros músicos desta encarnação do “púrpura profunda”. Ian Gillan, que foi eleito pela rádio digital inglesa Planet Rock como dono da quarta melhor voz da história do rock, e o baixista Roger Glover, entraram em 1969. O guitarrista Steve Morse (ex-Dixie Dregs) teve em 1994 a difícil tarefa de substituir o mito Ritchie Blackmore, e se deu bem. Por sua vez, o experiente tecladista Don Airey (tocou com Ozzy Osbourne, Whitesnake e Rainbow, entre outros) precisou de muita personalidade para encarar a responsabilidade de entrar na vaga de Jon Lord. Com essa escalação, lançaram dois discos de estúdio, os bons Bananas (2003) e Rapture Of The Deep (2005), e um ótimo CD/DVD ao vivo, Live At Montreux 2006, cujo subtítulo é They All Came Down To Montreux, trecho da letra de sua música mais conhecida, Smoke On The Water. Este último lançamento, feito no Brasil pela gravadora ST2, é bem legal pelo fato de mesclar clássicos como Space Truckin’, Highway Star e Smoke On The Water com boas faixas mais recentes, do tipo Rapture Of The Deep e Kiss Tomorrow Goodbye. Pioneiros do hard rock, continuam em boa forma, felizmente, sempre investindo em solos elaborados e postura de palco muito eficiente.

 

Deep Purple toca Smoke On The Water ao vivo em Montreux/2006:

 

http://br.youtube.com/watch?v=xXPI30rPu4k

2 Comments

  1. vladimir rizzetto

    January 14, 2009 at 4:35 pm

    O Deep Purple é uma das bandas que mais idolatro, e embora eles ainda estejam num bom nível, acho que ficaram muito descaracterizados após a saída do tecladista Jon Lord.
    A verdade é que sou um daqueles “blackmorianos convictos” e não consigo me acostumar com a idéia da banda existir sem Blackmore e Lord, mesmo reconhecendo que Steve Morse é um tremendo guitarrista, inclusive gosto muito do disco Purpendicular, onde ele toca pela primeira vez.
    Quanto a Don Airey, ele é um ótimo tecladista, tendo prestado serviços relevantes ao rock, como por exemplo nestas bandas que você observou, Fabian. Só para ilustrar, citaria aquela introdução “diabólica” de Mr. Crowley e o solo de órgão em Difficult to Cure, a versão hard rock da 9ª sinfonia de Beethoven (olha eu falando do gênio Blackmore, de novo!).
    Enfim, para mim, trata-se da preservação da mística, apenas isso.
    Saudações, Fabian

  2. Valeu pelo ótimo comentário e pela visita, Rizzetto, e apareça sempre. Grande abraço!!!!!

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