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Morre Doug Fieger, o vocalista do The Knack

por Fabian Chacur

Em pleno Carnaval, os fãs de rock and roll estão de luto. Morreu neste domingo (14) o cantor, compositor e guitarrista americano Doug Fieger. Ele era líder da banda The Knack, do sensacional hit My Sharona, de 1979.

Fieger foi vítima de um câncer que o atormentava desde 2005. Com 57 anos, ele nos deixa como legado uma das obras mais explosivas do chamado power pop, aquele estilo vibrante de rock marcado por canções concisas.

Tendo como precursores canções dos Beatles, Eddie Cochran, Buddy Holly e The Who, o estilo power pop se desenvolveu nos anos 70 e teve como expoentes o Badfinger, o Big Star e o The Knack, entre outros.

As bandas de power pop nunca perdiam/perdem tempo com conversa mole, e sempre investem em vocais certeiros, riffs vibrantes e refrões contagiantes, em canções que raramente passam dos quatro minutos de duração.

O The Knack surgiu com essa proposta em 1978, e rapidamente ganhou fãs ilustres como Bruce Springsteen, Stephen Stills e Ray Manzarek (tecladista dos Doors). Isso, mesmo antes de gravar.

Seu primeiro álbum, Get The Knack, saiu em 1979. A produção ficou a cargo de um verdadeiro gênio do rock,  Mike Chapman, que atuou com gente do alto calibre de The Sweet, Suzy Quatro e Blondie, só para citar alguns.

Com sua mistura de Beatles, punk, new wave e The Who, o The Knack arrepiou nas paradas logo com o primeiro single extraído do seu álbum inicial. Um single que marcou a história do rock:  My Sharona.

Em plena febre da disco music, o quarteto americano tornou-se conhecido mundialmente graças a um rock com batida marcial, riff alucinante e um refrão (ma-ma-ma-ma-ma-ma-ma-my Sharona) que logo virou clássico.

My Sharona permaneceu no topo da parada americana por seis semanas, e é daqueles clássicos que nunca saem de moda, tendo entrado até em trilhas de filmes, entre os quais Caindo Na Real (Reality Bites-1994).

Mas Get The Knack não é só essa música. O álbum permaneceu durante cinco semanas no número um da Billboard, e é uma coleção de rocks urgentes e deliciosos, entre os quais Good Girls Don’t, Let Me Out e Maybe Tonight. Vendeu seis milhões de cópias no mundo todo.

Depois, a banda não conseguiu se manter no topo. Os discos posteriores venderam bem menos, embora fossem interessantes. O time inicialmente se separou após o lançamento de Round Trip (1981), seu terceiro álbum.

Eles voltaram em 1987, e depois ficaram nessas idas e vindas por muitos anos, fazendo ainda shows bem legais e gravando coisas bacanas. Deixaram um legado dos mais respeitáveis.

Além do já saudoso Doug Fieger, que era o vocalista principal e o guitarrista base, o The Knack era integrado em sua formação clássica por Berton Averre (guitarra solo), Prescott Niles (baixo) e Bruce Gary (bateria).

obs.: na capa do CD, Doug Fieger é o segundo da esquerda para a direita

4 Comments

  1. Alexandre Damiano

    February 16, 2010 at 2:55 pm

    porra…quer merda.

    e tanta bosta continua viva… vê se esses bosta de forro nordestino morre alguém. esse merdas vivem dentro de uma garrafa de pinga e nada acontece.

    Desculpa Fabian, mas eu ando tão mal humorado que perdi a linha.

    abs
    Alexandre Damiano

  2. Alexandre, uma das poucas coisas realmente democráticas é a morte. Ela não escolhe cor, sexo, classe social, idade etc. Quando chega a hora, ela vem, não tem jeito….. Pena que gente do calibre do Doug se vá tão cedo, mas fazer o que? Curtir a obra bacana que ele nos deixou, a todo o volume!!!! Grande abraço, obrigado pela visita e espero te ver com saúde e de bom humor, como diria um de meus ídolos, Guilherme Arantes….

  3. Engraçado como bandas como o The Knack podem trazer lembranças de um certo período da vida de muitas pessoas . E isso com apenas dois discos ( ou 1 e meio ? ) que causaram impacto . Pois é , o Knack teve o seu grande momento , e dividiu conosco . Boa viagem Doug Fieger , uma lembrança da nossa adolescência . Esse “nossa” inclui alguns que sabem quem são .

  4. A minha, por exemplo, seo Marcelo Covoes!!!!! O single de My Sharona tocou absurdamente em minha casa, quando caminhava célere rumo aos 18 anos. E o CD de estreia com as faixas bonus que relatei acima rola até hoje. Que ele descanse em paz, pois cumpriu com categoria sua passagem por esse mistério chamado vida. Grande abraço!!!!

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