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Double Fantasy volta em duas versões

Por Fabian Chacur

Double Fantasy nunca foi um dos meus álbuns prediletos de John Lennon, embora inclua pelo menos cinco músicas muito boas.

Mas essa história de dividir álbum com Yoko Ono nunca deu certo, vide outro momento menor da discografia do ex-beatle, Some Time In New York City, de 1972.

Outro fator que conta pontos negativos em realação ao último álbum lançado em vida por Lennon é a produção um pouco polida demais e com cara de trabalho pop de artistas menos dotados do que ele.

Sempre tive vontade de ouvir as canções mais legais desse disco em versões mais básicas, só para sentir como ficariam.

Como que lendo meus pensamentos e realizando meu desejo, sai junto com o pacote de relançamentos remasterizados e com novas embalagens da discografia básica de John Lennon uma nova versão de Double Fantasy.

O pacote intitula-se Double Fantasy Stripped Down, e traz dois belíssimos desenhos em preto e branco reproduzindo capa e contracapa do álbum original. Ficou lindo, e quem fez foi Sean Ono Lennon, segundo filho do astro.

Trata-se de um álbum duplo, sendo o primeiro CD a versão original e o segundo o disco em um formato mais cru, sem tantos elementos de produção e com ênfase nos vocais do autor de Imagine.

O resultado nos proporciona várias conclusões. A primeira: Lennon não tinha porque achar que sua voz precisava ficar embolada no meio da mixagem por não ser tão boa, algo que fez durante os anos 70.

O cara estava cantando muito, e ouvir seu vozeirão lindo e bem a frente na nova mixagem das versões despidas de músicas como (Just Like) Starting Over, Cleanup Time (que ficou muito melhor do que na versão original) e I’m Losing You são a prova disso.

Mesmo em canções nas quais dá para sentir mais a falta dos instrumentos adicionais, como Watching The Wheels e Woman, você percebe melhor a emoção emprestada pelo genial astro de Liverpool nesse trabalho.

Lógico que, no caso das canções de Yoko Ono, tudo continua na mesma, ou seja, afora a rapidinha e quase new wave Kiss Kiss Kiss e na lírica Every Man Has a Woman Who Loves Him (que o casal canta em dueto), o resto é plenamente esquecível, naquela toada “bruxa malvada pop”. Socorro!

A embalagem e o encarte que acompanham o álbum duplo são simplesmente maravilhosos e tornam este ítem um dos mais atraentes do pacotão Lennon lançado neste final de ano. Vale cada centavo que você pagar nele.

2 Comments

  1. vladimir rizzetto

    December 4, 2010 at 11:57 am

    Salve, Fabian, baluarte!

    Olha, eu tenho a mesma opinião sobre essa chata da Yoko… Ela deu uma sorte danada… Quando ela se mete a cantar, então… deixa prá lá…
    Eu gosto do Double Fantasy, mas, reconheço que sua produção deixou o disco um tanto, digamos, comportado. Enfim, deveria soar um pouco mais ‘rocker’, não é verdade?
    Aliás, Fabian, toda a carreira do John pendeu mais para o pop, do que o rock, com excessão do Plastic Ono Band, e é por isso, que eu o coloco em segundo lugar, atrás do Paul, ou Wings, como queira.
    Bela dica, o negócio, agora, é mexer no meu humilde orçamento…

    Off topic

    Como a Shakira é bonita! Jesus, eu fico ‘abestalhado’ quando vejo essa mulher…

    Grande abraço, Fabian

  2. admin

    December 5, 2010 at 10:02 pm

    Shakira é escandalosamente bela, meu caro Vladimir. Mas o talento dela vai ainda além!!!! Quanto ao Lennon, acho que você tem razão, embora ele tenha lá seus momentos roqueiros em seus anos solo, e alguns bem legais. Acho que você irá curtir o Double Fantasy versão alternativa. Grande abraço e muito obrigado pela presença sempre qualificada aqui em Mondo Pop!

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