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Filme mostra o berço dos singer-songwriters

Por Fabian Chacur

Há casas de shows que entram para a história pelos espaços importantes que abriram para artistas que posteriormente se tornaram ídolos e ícones da música.

Criada em 1957 em Hollywood, California, na lendária Santa Monica Boulevard (eternizada na letra da música All I Wanna Do, de Sheryl Crow), a Troubadour é uma das mais exemplares e icônicas.

Embora tenha proporcionado espaço para diversos estilos musicais e bandas e artistas iniciantes como Guns N’ Roses, Motley Crue, Radiohead, Franz Ferdinand e inúmeros outros, esse espaço é um dos principais marcos de uma praia específica, a dos singer/songwriters.

Inspirados na folk music, country e rock e tendo em Bob Dylan uma espécie de padrinho improvável, essa geração do rock apareceu no finalzinho dos anos 60, e teve em James Taylor e Carole King suas figuras de ponta.

Afinal, foi graças aos discos Sweet Baby James (1970) e Mud Slide Slim And The Blue Horizon (1971), de Taylor, e Tapestry, de Carole, que o também chamado bittersweet rock alçou voo rumo à estratosfera em termos artísticos e comerciais.

E o Troubaudor, clube criado pelo empresário e músico Doug Weston, serviu como base de lançamento de muitos astros associados a esse estilo, como Taylor, Carole, Linda Ronstadt, The Eagles e Elton John, que no início da carreira era bittersweet total e que fez lá, no dia 25 de agosto de 1970, seu primeiro show em território americano.

Pois acaba de ser lançado lá fora em DVD (em parceria dos selos Concord Music Group, Hear Music, Rhino Music e Warner) o documentário Troubadours – The Rise of The Singer-Songwriter,  que conta a história do movimento tendo o clube como gancho e mote.

Trazendo cenas da época misturadas a entrevistas feitas para o projeto com Taylor, Carole, Jackson Browne, David Crosby, Bonnie Raitt, Elton John e outros, trata-se de uma deliciosa viagem pelo surgimento e desenvolvimento de uma das mais interessantes vertentes da música pop.

Outro mote para o vídeo foi o show realizado em 2007 e registrado em DVD/CD reunindo James Taylor e Carole King para comemorar os 50 anos do clube, o fantástico Live At The Troubadour, que obteve a façanha de atingir o segundo lugar na parada americana, algo raro nos dias de hoje para astros de sua geração.

Os depoimentos são ótimos. Elton John, por exemplo, responde, ao ser questionado sobre uma possível mágoa de Doug Weston (morto em 1999) pelo fato de ele não ter mais tocado lá, após estourar mundialmente.

“Foi ótimo tocar no Troubadour, mas o que ele queria, que eu ficasse tocando lá para sempre?”.

Como brinde, temos um CD com dez músicas representativas da fase áurea do bittersweet rock dos anos 70.

Eis a seleção:

Sweet Baby James – James Taylor

Desperado – Linda Ronstadt

Dixie Chicken – Little Feat

Take Me To The Pilot– Elton John

Ol’ 55 – Tom Waits

Love Has No Pride – Bonnie Raitt

Sail Away – Randy Newman

Why Me – Kirs Kristofferson

It’s Too Late – Carole King

Obs.: o único problema do DVD é não ter legendas em inglês. Até que me dei bem ao ouvir as entrevistas, mas entender o que David Crosby fala, por exemplo, não é exatamente uma tarefa das mais simples…

2 Comments

  1. hahahahahahaha. David Crosby fala todo enrolado- parece que tá eternamente “brisado” e ainda por cima a cada 10 palavras, 11 são “oh, man!”E ainda sempre quis saber de ONDE VEIO AQUELE SOTAQUE CAIPIRA DELE SENDO QUE ELE É DE LOS ANGELES (?)

    fiquei com vontade de ver o dvd, tem Carole King, tem James Taylor…tem um monte de gente legal dando entrevistas…

    Saudações Chacur!

  2. admin

    June 9, 2011 at 2:42 pm

    David Crosby é um dos meus ídolos, mas acho que só conseguiria entrevistá-lo se fosse pessoalmente, e olhe lá…rsrsrsrs Brigadão pela visita e tudo de bom!

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