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Moving Pictures é relançado em edição especial

Por Fabian Chacur

Moving Pictures, oitavo álbum de estúdio do Rush, possui uma enorme importância na trajetória da banda canadense.

Lançado em 1981, este CD colocou Geddy Lee (vocal, baixo e teclados), Neil Peart (bateria) e Alex Lifeson (guitarra) no primeiríssimo time do rock, atingindo o terceiro posto na parada americana e vendendo mais de quatro milhões de cópias na terra do Tio Sam, e outro tanto ao redor do mundo.

Mais: deu ao trio seus primeiros hits de verdade, sendo um deles o maior de todos até hoje: Tom Sawyer, celebrizada aqui no Brasil ao ser usada pela TV Globo como abertura do seriado MacGyver, exibido em nosso país como Profissão Perigo.

Como forma de comemorar seus 30 anos de lançamento, a Universal Music colocou nas lojas uma edição especial desse trabalho histórico.

O pacote inclui um CD com versão remasterizada de Moving Pictures e também um DVD, que traz clipes de Tom Sawyer, Limelight e Vital Signs (este inédito), galeria de fotos e versão em DVD áudio nos formatos stereo e 5.1.

De quebra, temos também um belíssimo encarte colorido com direito a fotos, texto contando a história do disco, ficha técnica completa e letras das canções.

Moving Pictures mostra o Rush conciliando com rara felicidade a incrível habilidade de seus músicos com temas mais compactos e diretos, resultando em maravilhas como a já citada Tom Sawyer e também Limelight, Red Barchetta e The Camera Eye.

A instrumental YYZ é uma prova consistente de como os caras tocam bem e sabem se valer de seus instrumentos com criatividade e categoria.

Este álbum atraiu novos fãs para o grupo canadense, além de não afastar os antigos, e é até hoje considerado um dos melhores trabalhos de rock dos anos 80.

Veja Tom Sawyer, com o Rush:

4 Comments

  1. Saudações Palestrinas, Fabian.

    Já comprei e recomendo [aliás graças a deus ter saído em edição nacional, visto que o mesmo não foi feito em relação ao Kinks….].

    Agora, nas mesas de bar, onde discutimos futebol e música, existe uma questão com a qual sempre polemizo e sou voto vencido. Para mim Moving Pictures é o último grande disco do Rush e tudo que veio depois não é nem sombra do passado da banda.

    Evidentemente, só faltam jogar a cadeira do bar na minha cabeça… mas não consigo ouvir os posteriores e não ver uma banda auto indulgente martelando idéias que não funcionam…

    Enfim… para mim… em que pese eles estarem presentes no Moving Pictures [bem colocados no entanto], Rush tecladinho é “paia”

    Gostaria de saber sua opinião.

    Abraços.

  2. fabian chacur

    July 15, 2011 at 3:30 pm

    Saudações palestrinas, Juarez! Vou ser sincero: não sou um entusiasta do Rush, embora possa dizer que aprendi a curti-los e a respeitá-los nos últimos 20 anos. Se tiver de escolher o melhor disco do trio, é o Moving Pictures mesmo, sem dúvidas. Mas acho que os discos deles sempre tem pelo menos umas duas ou três músicas legais, embora seja ao vivo que eles continuam mandando muito bem! Espero ter respondido sua pergunta. Grande abraço e apareça sempre!!!

  3. vladimir rizzetto

    July 15, 2011 at 10:30 pm

    Fabian e Juarez

    Bom, quero dizer que você, Juarez, não está mais sozinho! Sou da mesma opinião.
    Aliás, o Rush ocupa um lugar especialíssimo entre minhas bandas favoritas. Tenho especial predileção por eles, massssssssss, estou me referindo especificamente, ao primeiro disco até o Moving Pictures. Este período, que compreende o homônimo, Fly by Night, passando por A Fareweel to Kings e terminando (!) no disco supracitado é o estado-da-arte da banda canadense!
    Não consigo, por mais que eu tente, encontrar alguma “imperfeição” em todos estes discos.
    Além de ser uma banda fantástica, o Rush também povoa minha memória afetiva. Todas as vezes que escuto algum desses discos, recupero boas lembranças.
    Voltando à sonzeira, o período pós-Moving Pictures é marcado muito mais por equívocos e extrema presunção. De repente, o Rush começou a posar de banda “cool”, descolada e moderninha.
    Enfim, as tentativas foram muitas e os fracassos retumbantes. Me refiro ao abominável Hold Your Fire (olha que título sugestivo…), o anêmico Power Windows, entre outras infelicidades.
    Porém, nem tudo é tragédia e salvam-se alguns. Presto e outro que tem uma capa azul (olha como eu me ligo nessa fase…) são bem respeitáveis.
    Mais recentemente, o Rush ressuscitou a guitarra de Alex, porém, sobra peso e falta bons refrões e, principalmente, alma!

    Grande abraço.

  4. Valeu pela sua opinião, Vladimir, pois Rush é sempre um tema polêmico em termos de rock, pois há quem os ame e há quem os odeie. Portanto, quanto mais pareceres sobre eles por aqui, tanto melhor. Grande abraço, e numa coisa, pelo visto, nós três concordamos: Moving Pictures é realmente um belíssimo álbum!!!

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