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Dez anos sem George Harrison, o beatle quieto

Por Fabian Chacur

Fiquei sabendo da morte de George Harrison (1943-2001) através de meu grande amigo Raul Bianchi, outro beatlemaníaco alucinado como eu. Foi uma tristeza do tamanho do mundo. Como perder um familiar, um irmão.

Ele tinha apenas 58 anos, e estava mais ativo do que nunca.

Dos quatro integrantes dos Beatles, George sempre foi o mais tranquilo, o mais quieto, o mais discreto. Em termos musicais, seus solos sempre concisos e irresistíveis influenciaram incontáveis músicos ao redor do planeta, incluindo um certo Lulu Santos.

Ótimo compositor, ele também tinha a seu favor uma voz doce e de timbre inconfundível, mais do que perfeitas para suas letras que falavam de amor, de fé, das mazelas do “mundo material”.

Nos Beatles, teve um papel fundamental, não só como músico como também com algumas músicas marcantes, entre as quais Something, Here Comes The Sun e While My Guitar Gently Weeps.

Na carreira solo, proporcionou aos fãs maravilhas como Give Me Love (Give Me Peace On Earth), Bangladesh, My Sweet Lord, Learning How To Love You, Love Comes To Everyone… Ficaria durante dias citando grandes momentos de sua carreira individual.

Além disso, ainda arrumou tempo para organizar o primeiro festival de rock beneficente de todos os tempos, o Concerto Para Bangladesh, e integrou um supergrupo inesquecível, os Traveling Wylburys, ao lado de Bob Dylan, Roy Orbison, Tom Petty e Jeff Lynne.

Melhor do que escrever mais linhas aqui, é oferecer a vocês cinco dessas músicas maravilhosas, entre as inúmeras que gravou após o fim dos Beatles. Prova de que sua musicalidade permanecerá para sempre! E é como diz seu hit póstumo (lançado em 2002): “se você não sabe para onde está indo, qualquer estrada te levará para lá!”

Blow Away (1978) – George Harrison:

I Got My Mind Set On You (1988) – George Harrison:

Love Comes To Everyone (1978) – George Harrison:

Living In The Material World (1973)- George Harrison:

Any Road (2002) – George Harrison:

4 Comments

  1. Quem fala muito do Harrison é o Eric Clapton no seu livro. Apesar dos pesares, foram muito amigos. Li também não me lembro onde que a guitarra na obra prima While My Guitar Gently Weeps é do Clapton. História negada por ambos. Não sou beatlemaníaco, mas sou claptonmaníaco!

    Abração Fabian!

  2. Caro Fábio:
    Eric Clapton e George Harrison são dois dos maiores nomes da história da guitarra, cada qual do seu jeito. E nem mesmo uma mulher ( e que mulher!) conseguiu acabar com a amizade dos dois. Quando ao solo de While My Guitar Gently Weeps, reza a lenda que é do Clapton mesmo, que o teria gravado a convite de Harrison, em uma forma de dar uma maneirada no clima entre ele, Harrison, e os outros beatles, que na época (1968) estava complicadíssimo. Enfim…. Grande abraço e tuuuuuuudo de bom!!! E volte sempre!!!

  3. vladimir rizzetto

    December 2, 2011 at 12:52 am

    Grande Fabian

    Lembrança mais que justa, obrigatória, diria! hehehe
    Assim como você, sou apaixonado pela música do George e, lembro-me do dia de sua morte até hoje. Tenho o momento gravado na mente. Foi uma coisa estranha, fiquei triste, resignado, enfim, foi assim… Em homenagem a ele fiz uma montagem com o rosto dele e a inscrição “all thing must pass” e mandei fazer duas camiseta com essa arte. Uma para mim e outra para minha mulher. A dela, inclusive está conservada até hoje…
    Quanto a musica dele, propriamente dita, ele nos legou uma série de momentos inesquecíveis em sua carreira solo, além da época dos Beatles, é claro.
    O insuperável All Things Must Pass, Livin in the material…, Dark Horse, entre outros, além, do maravilhoso e supracitado, Travelling Wylburys.
    Músicas preferidas? Ah, tem tantas… IF I’D have you Anytime, Beware of Darkness, Love Comes to Everyone, Be Here Now (essa eu nem sei como descrever… acho que foi o próprio Criador que o inpirou), That’s All, So Sad, Give me Love, putz, quanta coisa genial ele criou!
    Ah, sim, adoooro Blow Away.

    Abração, Fabian!

  4. A obra do George Harrison é imortal, tanto a com os Beatles quanto a solo, Vladimir. Também gosto muito das músicas citadas por você, todas essenciais. Grande abraço e volte sempre!!!

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