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Mais sobre Crosby, Stills & Nash em SP

Por Fabian Chacur

O show de Crosby, Stills & Nash realizado em São Paulo na noite desta quinta-feira (10) marcou tanto as pessoas que o viram que achei interessante acrescentar coisas e fatos ao que escrevi na minha resenha.

Farei de forma desorganizada e sem me prender a uma ordem específica. Trata-se apenas de uma desculpa para escrever mais sobre um show que realmente marcou a sensibilidade de muita gente boa.

De cara, vamos a uma análise mais pormenorizada do repertório apresentado por eles. Do álbum Crosby, Stills & Nash (1969), que marcou a estreia do trio, tivemos Marrakesh Express, Long Time Comin’, Wooden Ships, Helplessy Hoping, Guinevere e Suite: Judy Blue Eyes.

De Dèja Vu (1970), primeiro álbum creditado a Crosby, Stills, Nash & Young, marcaram presença no show Carry On/Questions, Dèja Vu, Our House, Almost Cut My Hair e Teach Your Children.

The Lee Shore e Love The One You’re With podem ser encontrados em Four Way Street (1971), álbum duplo ao vivo do Crosby, Stills, Nash & Young, sendo que a segunda teve sua versão de estúdio registrada no primeiro álbum solo do Stills, intitulado Stephen Stills (1970).

Bluebird e For What’s Worth foram gravadas em suas versões originais de estúdio pelo grupo Buffalo Springfield, respectivamente Buffalo Springfield Again (1967) e Buffalo Springfield (1966). So Begins The Task é do álbum Manassas (1972), do grupo liderado por Stills e Chris Hillman (dos Byrds), e As I Come To Age é do álbum solo Stills (1975).

Crosby Nash (2004), belíssimo álbum duplo da dupla que não foi muito badalado na época de seu lançamento (uma injustiça, pois o disco é ótimo!!!), contribuiu com duas músicas, Lay Me Down e Jesus Of Rio.

Military Madness, que o trio e o quarteto tocaram em diversos shows, é do disco solo de Graham Nash Songs From Beginners (1971). Já a bela e quase progressiva Cathedral vem de CSN (1977).

Girl From The North Country é de Bob Dylan e foi lançada originalmente no álbum The Freewheelin’ Bob Dylan (1963).

E duas canções interpretadas no show são inéditas em disco: Radio, de David Crosby, e Almost Gone (The Ballad Of Bradley Manning), de Graham Nash e James Raymond. Esta última possui até clipe.

Durante o show, David Crosby aprsentou duas músicas com especial deferência: Girl Of The North Country e As I Come Of Age, que ele definiu como suas canções favoritas de, respectivamente, Bob Dylan e Stephen Stills.

Dos três, Stills foi de longe o que mais vezes saiu do palco. No entanto, foi ele quem demonstrou certa insatisfação quando David Crosby, aparentemente de forma inesperada, saiu do palco pelo lado esquerdo. “Where’s the fucking Crosby?”, disse ele, ao não ver o colega no palco. Sorte que o ex-Byrds logo voltou e ficou tudo por isso mesmo.

Graham Nash, por sua vez, é aparentemente o mais simpático, e sem dúvida quem está em melhor forma física, fato ressaltado por seu visual (camiseta preta básica e jeans) e pelo fato de cantar descalço, o que não o impediu de dar umas corridas pelo palco bem elogiáveis.

Se estava meio rouco, Stills deu um banho de categoria em seu desempenho como músico. Dos vários violões e guitarras que tocou durante o show, minha favorita foi a guitarra modelo strato na cor verde limão. Linda, e da qual ele tirou sons simplesmente arrepiantes e virulentos, especialmente em Bluebird.

Veja o clipe de Almost Gone (The Ballada Of Bradley Manning):

4 Comments

  1. Caro Chacur, sugiro que vc passe mais uma semana acrescentando a cada dia uma pós-resenha sobre esse grandioso show!
    A título de colaboração, acrescento que a canção dylaniana (“Girl FROM THE North Country”, e não “OF THE”), embora seja originalmente do “Freewheelin'”, tem uma versão mais conhecida (e de fato melhor) no album “Nashville Skyline” (cantada em dueto com Johnny Cash). Porém, o mais importante sobre essa “composição”, é que o Dylan simplesmente adaptou melodia e letra de um tema do folclore inglês, que remonta a uns 5 séculos atrás! Ele foi gravado também por Pete Townshend com o título “North Country Girl” e, se vc reparar nos 2 últimos versos da primeira estrofe, sua origem é a mesma de “Scarborough Fair” do Simon & Garfunkel!!

  2. Grande Cláudio, muito obrigado pela correção! Era tanto nome de música que eu sabia que acabaria errando algum deles. E valeu pela verdadeira aula em relação a essa música. Eu quase coloquei a informação sobre a segunda versão da música do Dylan, mas preferi ficar só nas versões originais mesmo. E realmente daria para ficar escrevendo uma semana sobre aquele show maravilhoso, certamente um dos melhores que vi em toda a minha vida. E olha que eu vi muita coisa nesses anos todos, graças a Deus. Grande abraço e volte sempre!!!!

  3. Apesar de achar as duas versões de ‘Girl from …’ lindas, considero a primeira de uma beleza ímpar, aquele picking do violão é arrebatador.
    Quase chorei lendo esta resenha, não fui ao show do CSN aqui no Rio e fiquei péssima.
    bjss

  4. admin

    May 19, 2012 at 3:27 pm

    Você deveria ter ido, Maria. Foi um daqueles shows que a gente fica se lembrando dele depois com muita emoção, felicidade e prazer. Enfim, acontece. Fica a torcida para que eles voltem, para que você consiga preencher essa lacuna em seu currículo de shows. Tudo de bom, obrigado pela visita e volte sempre!!!!

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