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Raquel Martins faz show nesta sexta (29) na Casa Gramo (SP)

raqueol martins e grupo 400x

Por Fabian Chacur

Raquel Martins é daquelas pessoas que não vieram ao mundo a passeio. Ela é cantora, compositora, violonista, produtora musical e doutoranda em música pela Unicamp. Sempre a mil por hora, ela apresenta nesta sexta (29) a partir das 21h em São Paulo o show Música Para (R) Existir. O local será a Casa Gramo (rua Bento de Abreu, nº 223- Vila Romana- fone 0xx11-3864-4186), e estarão a seu lado no palco Gê Ruiz (baixo) e Si Sa Medeiros (percussão).

O trabalho autoral de Raquel teve seu primeiro registro discográfico em 2007, com o álbum No Vai e Vem do Metrô. Desde então, além de inúmeros shows, também nos proporcionou os CDs Homem Sem Rosto (2015), O Mar e Outras Águas (2016-com Olivia Gênesi) e Percepções Sonoro-Poéticas (2017).

No show desta sexta, ela mostrará músicas autorais e também cânticos populares de matrizes afro-brasileiros. Raquel nasceu no estado do Rio de Janeiro e está radicada em São Paulo desde 2001. Leia mais sobre ela aqui e ouça mais canções de seu repertório aqui.

Menina Moleque– Raquel Martins:

Olivia Gênesi/Raquel Martins cantam juntas em São Paulo

olivia genesi e raquel-400x

Por Fabian Chacur

Embora a grande mídia prefira ignorar, existem inúmeros artistas talentosos no atual cenário musical brasileiro, todos batalhando para solidificar e viabilizar suas carreiras. Olivia Gênesi e Raquel Martins integram uma parte nobre desse time, com trajetórias bem bacanas e trabalhos de primeira. Elas se apresentam em São Paulo nesta quarta (5) às 21h no projeto Talento MPB do Bar Brahma (avenida São João, nº 677- República- fone 0xx11-2039-1250), com ingressos a R$ 30,00.

Juntas, as duas lançaram em 2016 o CD O Mar e Outras Águas, cujo repertório se fará presente neste show, assim como canções de seus discos solo mais recentes, Amor e Liberdade (Olivia) e Percepções Sonoro Poéticas (Raquel). As duas cantarão, sendo que Olivia tocará piano, guitarra, escaleta e percussão, enquanto sua colega de palco se incumbirá de guitarra, violão e baixolão.

Uma canção será lançada precisamente neste show, uma homenagem ao histórico local onde a apresentação será realizada. Trata-se de Lua Paulistana, com letra a cargo de Raquel e melodia feita por Olivia. A faixa será lançada em breve nas plataformas digitais no formato single pelo selo Elefante D. O som delas é uma mistura de MPB, pop, rock, folk e muito mais, com direito a letras consistentes e melodias bacanas.

Saiba mais sobre Olivia Gênesi aqui, e sobre Raquel Martins aqui.

Seiva da Vida (ao vivo)- Olivia Gênesi e Raquel Martins:

Raquel Martins lança Homem Sem Rosto com show em SP

raquel martins 2-400x

Por Fabian Chacur

Há 20 anos no cenário musical, Raquel Martins é cantora, compositora e violonista. Ela está lançando seu segundo CD solo, Homem Sem Rosto, no qual alterna canções mais sacudidas com momentos introspectivos. Raquel mostra o repertório do novo álbum em show no dia 24 de abril (sexta-feira) às 22h em São Paulo no bar Ao Vivo (rua Inhambu, 229- Moema- fone 5052-0072), com couvert artístico a R$ 30,00 (a pessoa levará o CD como brinde). Saiba mais sobre a sua carreira e sobre este ótimo novo trabalho em entrevista feita por Mondo Pop.

Mondo Pop- Quais as diferenças básicas entre seu novo CD, Homem Sem Rosto, e o anterior, No Vai e Vem do Metrô, de 2008?
Raquel Martins– No primeiro disco me pautei principalmente em minhas próprias experiências individuais, sociais e afetivas, embora algumas canções já apontassem para um interesse mais coletivo e um olhar mais voltado para o mundo externo. A produção também foi feita de modo praticamente artesanal na sala da minha casa e em meu computador. Dividi a produção com Amarante Trindade. Esse processo artesanal conferiu ao disco uma ingenuidade sonora desligada de um compromisso com um resultado perfeito, que muitas vezes interfere negativamente no processo criativo.
Já no segundo disco me pautei principalmente pela experiência coletiva presente nas relações sociais, nos movimentos de massa, nas efervescências urbanas, nos fenômenos globais que incidem na subjetividade do sujeito pós-moderno. Parti do global para chegar ao particular. Em algumas canções as temáticas voltadas aos comportamentos de massa são evidentes. Outras trazem uma leveza na abstração das narrativas. Mas o que os dois discos têm em comum é a autoria do desenho das capas, pois os dois foram feitos por mim. No segundo disco, desenhei o Homem sem Rosto e usei efeitos digitais para compor o fundo a partir de uma foto de meu acervo pessoal. Com relação à produção musical esse segundo disco foi produzido com melhores recursos referentes à parte técnica: estúdios de gravação, masterização, equipamentos etc. Também conta com distribuição feita pela Tratore.

Mondo Pop- Você tem um trabalho solo, e também trabalhou com a Banda Gandaia e o Batuque das Sinhás. Como você encara essas duas possibilidades de atuar, uma na qual tudo depende da sua orientação e outra tendo de se sintonizar com outras pessoas?
Raquel Martins– Cada situação exige uma atuação diferente. Na Banda Gandaia, além de ser instrumentista e cantora, ficava responsável por montar o repertório para adequá-lo às minhas características vocais. Acabava centralizando a função de “administrar” a banda. Com o Batuque das Sinhás, por se tratar de um quarteto vocal, a interligação com o outro é essencial. Para que eu encaixe minha voz na harmonia, preciso ouvir o que a outra cantora está fazendo e assim por diante. Em ambas as situações, é necessária uma sincronia quase perfeita entre os componentes, tanto em banda, quanto em outras formações vocais ou instrumentais. Agora, quando o trabalho é solo como no meu caso, sobra tudo, mas tudo mesmo, pra quem está no front, no caso o responsável e intérprete do trabalho, desde o processo criativo à parte burocrática e de divulgação etc.

Mondo Pop- Como foi trabalhar com o Pedro Arantes como produtor, como surgiu a ideia de trabalhar com ele, e o que você imagina que ele tenha acrescentado a seu trabalho? Onde o CD foi gravado?
Raquel Martins– Eu já havia iniciado a produção do disco que estava pela metade quando o Mateus Schanoski (tecladista da banda) me indicou o Pedro Arantes. A experiência de trabalhar em parceria com o Pedro foi enriquecedora, pois foi mais um aprendizado em minha carreira. Eu chegava com as músicas e as ideias meio que prontas e ele apresentava as suas propostas. Isso gerava um debate de ideias e uma confluência de conhecimentos e influências de ambos. Algumas músicas eu já havia produzido, que são as primeiras do disco (com exceção de Pérolas – 2ª faixa). Da sétima faixa em diante, incluindo a segunda, fizemos meio que a quatro mãos. Eu gravava algumas coisas em meu home studio, como baixo, teclado e percussão e mandava para o Pedro. Ele mixava e colocava as intervenções sonoras dele. Gravamos em São Paulo em alguns estúdios, entre eles o Eco Estúdio, na gravação das vozes e violões. A masterização foi feita por Bruno de Castro, no Eco Estúdio. Eu gostei bastante do resultado.

Mondo Pop- Guilherme Arantes participou da faixa Mais Cedo. Como surgiu essa parceria, e por que especificamente nesta música?
Raquel Martins– Esta música que compus a partir de uma poesia de Bia Clemente, que também toca saxofone na banda, é uma das mais complexas harmonicamente e muito bucólica, cuja letra abstrata sugere paisagens e emoções. Acredito que essas características tenham influenciado a escolha do Guilherme Arantes por essa música. A produtora Coaxo do Sapo, responsável pela produção do disco e que é dirigida por Pedro Arantes é de propriedade do Guilherme Arantes, também seu pai. Esse fato contribuiu em grande parte para sua participação no disco.

Mondo Pop- Você dividiu o repertório do CD em lado A e lado B, como se fosse um disco de vinil. Pensa em lançar Homem Sem Rosto no formato vinil?
Raquel Martins– A ideia de dividir o disco em dois lados surgiu do intuito de destacar as músicas mais dançantes das mais introspectivas e voltadas à reflexão, fazendo uma alusão à lógica do vinil que colocava as canções mais comerciais no lado A. Não pretendo lançar em vinil, pois a produção ainda é cara e a absorção pelo mercado ainda é pequena, embora esteja aumentando a demanda de vinil. Mas são poucas as lojas que comercializam e o público consumidor é muito limitado.

Mondo Pop- Você possui uma formação teórica e formal em música. Qual a influência disso no seu lado autoral? Te dá uma disciplina maior para criar, por exemplo?
Raquel Martins– Minha formação musical como bacharel em violão popular expandiu minhas possibilidades de inserção no mercado de trabalho e me atribuiu conhecimento primordial para elaboração dos arranjos, composição e, sobretudo, para execução e técnica do instrumento. Meu mestrado que estou prestes a concluir na USP ampliou meu olhar para o mundo, concebendo-me subsídios ideológicos e teóricos que penetraram minhas ideias e interferiram em minha estética musical.

Mondo Pop- Você pesquisa diversos ritmos musicais urbanos e isso se reflete no som que faz, especialmente no novo CD. Fale da importância dessas pesquisas em sua criação.
Raquel Martins– Sempre fui apaixonada por música popular brasileira. Mas durante minha pesquisa de mestrado, me dediquei especificamente ao rap e, consequentemente, a manifestações populares produzidas na periferia que são discriminadas. Em razão desse interesse e das leituras que fizeram parte da construção de minhas análises, acabei compondo meu primeiro rap intitulado “Além do bem e do mal”, título homônimo ao do livro de Nietzsche “Para além do bem e do mal: prelúdio a uma filosofia do futuro”. Resgatando minhas influências e interesse por gêneros populares, transitei pelo samba-rock, baião, baladas e funk.

Mondo Pop- Quais são as principais influências que você detecta no seu som, em termos de ritmos e de trabalhos alheios?
Raquel Martins– Como toquei muitos anos na noite, sempre trabalhei com ritmos mais dançantes como samba, samba-rock, baião e funk. Mas também toco muito canções do Tom Jobim e do Lô Borges, que influenciam harmonicamente meu processo de composição musical.

Mondo Pop- O que é a música para você?
Raquel Martins– É uma ponte que me faz transitar por dimensões diferentes, uma arte que é construída no tempo-espaço, algo volátil que se esgota no final da performance e se imortaliza por meio da memória. A música é arte que atinge primeiro os sentidos.

Mondo Pop- Última pergunta (ufa!!! rsrsrss): fale um pouco de como será o seu show de lançamento, em termos de repertório, formação (músicos que tocarão com você) e abordagem sonora. Terá só músicas gravadas por você ou também incluirá repertório alheio?
Raquel Martins– A abertura do evento será feita pelo PAXKAYAB – projeto de música eletrorgânica do Pedro Arantes. Depois, será exibido pela primeira vez o videoclipe feito para a música “O Som da Massa”, produzido por Jô Bittencourt. Em seguida, irei tocar guitarra e cantar as músicas do CD junto de minha banda, formada por Bia Clemente (saxofone), Mateus Schanoski (teclado), Ronaldo Gama (baixo), Lilo Cazarini (bateria e Pedro Arantes (base eletrônica e samples). Após a execução das músicas do CD, iremos fazer um “bailinho”, onde tocaremos músicas de Jorge Benjor, João Donato, Tim Maia, Caetano Veloso e Gilberto Gil para o povo terminar a noite dançando muito!

No Vai e Vem do Metrô– Raquel Martins:

Teaser sobre a música O Som da Massa, de Raquel Martins:

Olivia Gênesi brilha com sua mistura doce de sonoridades

olivia genesi capa cd

Por Fabian Chacur

A cantora, compositora, arranjadora e tecladista paulistana Olivia Gênesi lançou o seu primeiro CD em 2000. Desde então, fez inúmeros shows, gravou diversos outros trabalhos, interpretou canções próprias e de outros autores e buscou se aprimorar como artista. Toda essa estrada soa nítida em seu novo CD, Amor e Liberdade, o décimo dessa trajetória pelo cenário independente.

Vamos começar pela cantora. Sua voz é delicada, suave, quase frágil, com ecos do timbre da grande Vânia Bastos. Olivia se vale dessas características com bastante desenvoltura nas 14 faixas de seu novo álbum, e de forma inteligente buscou uma sonoridade que se adequasse a ela. Nada mais importante para um intérprete do que saber usar de forma inteligente o seu potencial, e é exatamente isso o que essa artista faz com o seu canto.

Sua sonoridade é uma mistura de jazz, rock, folk e várias tendências da MPB, com uma abordagem minimalista e rica nos detalhes, que se sobressaem graças ao talento dos músicos que a acompanham no álbum. Entre outros, temos aqui Fernando Garcia (bateria), Fábio Dregs (guitarra), Arismar do Espírito Santo (guitarra), Hugo Hori (flauta) e Raquel Martins (guitarra), além da própria Olivia no piano, escaleta, percussão e arranjos.

O repertório traz apenas uma música alheia, a deliciosa Lua No Céu de Janeiro, de Luis Carlos Sá e Dery Nascimento. Não faltam momentos preciosos, como o delicado rock Versiidade, a incrível mistura de jazz, forró, balada e psicodelia O Amor Vai Brotar, a jazzy Astrologia, o rock Mudada, a balada jazz O Feminino e o rock na veia Astrologia.

Forró da Bela serve como interessante amostra dessa perspectiva mestiça da criação de Olivia, pois parte do ritmo nordestino rumo a um resultado que tem variações sutis de climas que remetem a rock, jazz e pop. E ressalte-se o poder das ótimas letras, nas quais temas como amor, vida e relacionamentos afetivos são destrinchados com lirismo, paixão e um quê visionário também. E tem a deliciosa Amores Líquidos, repleta de toques e insights bacanas.

Amor e Liberdade é um título que serve como uma boa pista das intenções de Olivia Gênesi enquanto artista, pois mescla a paixão de quem visivelmente gosta do que faz com a liberdade de mergulhar nas misturas que achar cabíveis. Este álbum pode não agradar a todos, mas certamente será muito apreciado por quem tem bom gosto e sensibilidade poética e musical.

Amores Líquidos(clipe)- Olivia Gênesi:

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