Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Author: Fabian Chacur (page 1 of 51)

Joyce Cândido faz show no RJ para celebrar a sua carreira

Joyce candido - cred. Tuna Mayer - 400x

Por Fabian Chacur

Em 2006, Joyce Cândido lançou Panapaná, seu primeiro CD. Desde então, esta cantora, compositora e pianista viu seu currículo aumentar bastante, com o direito a vários lançamentos, shows no Brasil e exterior e a ter fãs ilustres como Chico Buarque, João Bosco, Jorge Aragão, Milton Nascimento e Bibi Ferreira. Ela celebra essa década com show nesta terça (12) no Rio às 21h no Theatro Net Rio (rua Siqueira Campos, nº 143- Copacabana- fone 0xx21-2147-8060), com ingressos a R$ 60,00 (balcão) e R$ 80,00 (plateia).

Joyce Cândido é daquelas raras artistas que procurou se preparar de forma consistente para desenvolver o seu talento inerente. Ela estudou piano em Marília (SP) e se formou em música na Universidade Estadual de Londrina (PR), cidade na qual residia quando lançou o seu disco de estreia. Logo a seguir, mudou-se para Nova York, onde estudou canto, dança e teatro no Broadway Dance Center, além de cantar no circuito de bares daquela cidade americana.

Ao voltar ao Brasil, gravou o CD O Bom e Velho Samba Novo (2011). Em 2013, saiu o DVD/CD O Bom e Velho Samba Novo- Ao Vivo, com participações especiais de João Bosco, Elza Soares, Toninho Geraes e Carlinhos de Jesus. O EP O Que Sinto (2015), o CD Imaginidade (2017) e o recém-lançado single Fino Trato são seus outros lançamentos. Ela também participou do sambabook de Jorge Aragão.

Em sua apresentação no Theatro Net Rio, Joyce dará uma geral em seu repertório, concentrado basicamente em samba e MPB, e contará com as participações especiais de Badi Assad, Toninho Geraes, Fabiano Salek, Alceu Maia, Rildo Hora e Carlinhos de Jesus, entre outros. Boa oportunidade para se conferir essa talentosa artista de 34 anos.

Cê Pó Pará (ao vivo)- Joyce Cândido:

Karla Bonoff, uma artista que você precisa conhecer agora

karla bonff 2016-400x

Por Fabian Chacur

Em 1977, uma jovem cantora, compositora e musicista americana chamada Karla Bonoff lançava o seu autointitulado álbum de estreia pela gravadora Columbia. Quatro décadas após, esse álbum continua não só soando maravilhosamente belo, como prossegue aguardando um maior reconhecimento por parte de crítica e, especialmente, de público. Então, como forma de celebrar esses 40 anos, vamos mergulhar de cabeça na carreira desta incrível artista.

A forma como descobri Karla foi típica de quem trabalha como crítico musical e é curioso. Lá pelos idos de 1999, entrevistei um trio country brasileiro dos mais competentes, o West Rocky. No disco de estreia deles, Me Faz Bem (1998), o destaque era a deliciosa Quando o Amor se Vai, versão em português de Tell Me Why, música escrita exatamente por miss Bonoff, que até então eu não tinha nem ideia de quem era.

Algumas semanas depois da entrevista, estava em uma loja de CDs situada no Shopping Eldorado, em São Paulo, e dei de cara com o CD All My Life- The Best Of Karla Bonoff. Como sou curioso, ávido comprador de discos e estava com dinheiro, comprei esse álbum cuja capa trazia aquela bela moça de olhar tímido e cabelos escuros.

Logo ao ouvir a primeira faixa dessa excepcional coletânea, quase caí de costas. Lay Down Beside Me é sem medo de errar uma balada rock avassaladora. Com letra que toca no tema da solidão de forma emotiva, traz uma melodia encantadora, em tom menor, um clima introspectivo e uma interpretação de arrepiar de Karla, com direito a certeiras intervenções de guitarra. Tipo da música perfeita, um clássico óbvio que também abre o álbum de estreia de Karla.

Nesse seu primeiro LP solo, Karla Bonoff contou com a participação de músicos do primeiríssimo escalão do chamado bittersweet rock, ou soft rock, aquele estilo musical surgido no finalzinho dos anos 1960 que somava elementos de rock, country e folk com letras emotivas, introspectivas e confessionais e que teve em James Taylor, Carole King, Crosby, Stills & Nash e Cat Stevens alguns de seus nomes seminais.

Karla Bonoff (o álbum) apresenta ao mundo uma cantora de bela voz, uma instrumentista extremamente competente e uma compositora iluminada. Além da já citada Lay Down Beside Me, o álbum nos traz pérolas sonoras como a envolvente balada country em andamento de valsa Home, o rockão I Can’t Hold On, a balançada Isn’t It Always Love e a tocante Lose Again, só para citar algumas.

Era um álbum que permitia ao ouvinte mais atento notar que sua autora não estava estreando com tanta competência do nada. Fica claro, ao ouvi-lo, que tínhamos ali o fruto de anos anteriores de trabalho, mesmo sendo Karla ainda bastante jovem. E é exatamente este antes, e também o depois da carreira dela que vamos contar daqui pra frente. Com direito à entrada em cena de muitos nomes conhecidos da música, trilhas de filme etc. Vamos lá!

Dupla com a irmã, um grupo, Linda Ronstadt…

Nascida em 27 de dezembro de 1951, Karla Bonoff iniciou de fato sua carreira musical ao formar uma dupla com a irmã, Lisa, intitulada The Daughters Of Chester P.(as filhas de Chester P.), uma homenagem ao pai. Elas tiveram a oportunidade de gravar uma demo para a Elektra Records no final dos anos 1960 com a produção de Bruce Botnick, que trabalhou com os Doors, mas a gravadora não as contratou, e Lisa preferiu seguir carreira como professora.

Karla seguiu adiante, e virou presença constante no Troubador, mitológico barzinho de Los Angeles nos quais nomes como James Taylor, Jackson Browne, Elton John e os músicos que depois formariam os Eagles eram figuras constantes. Por lá, a moça fez amizade com o músico Kenny Edwards, integrante da Stone Poneys, banda da qual também fazia parte a cantora Linda Ronstadt. Com o fim desse grupo, eles começaram uma parceria musical que duraria mais de 40 anos.

Com o acréscimo de Andrew Gold e Wendy Waldman, Karla e Edwards criaram a Bryndle. Essa banda gravou um álbum para a A&M Records no início dos anos 1970, mas novamente nossa heroína não deu sorte, pois o disco nunca foi lançado, o que levou os integrantes do grupo a partirem para seus próprios projetos. Eles, no entanto, nunca se distanciariam, sempre participando uns dos discos/shows dos outros, deixando no ar a possibilidade de um dia voltarem.

Kenny Edwards foi convidado a integrar a banda de apoio da ex-colega de Stone Poneys, Linda Ronstadt, que se tornou uma estrela da cena country rock. Um dia, Karla teve a chance de mostrar canções para Ronstadt, e um ano depois disso, mais precisamente em 1976, nada menos do que três músicas da compositora entraram no álbum Hasten Down the Wind: Someone To Lay Down Beside Me, Lose Again e If He’s Never Near, com direito a participação de Karla fazendo backing vocals.

A qualidade das músicas rendeu o contrato com a Columbia. Após o primeiro álbum, que teve repercussão mediana, apesar de sua alta qualidade, ela lançou em 1979 Restless Hearts, outro LP belíssimo com direito a baladas doloridas como Restless Nights, rocks como Baby Don’t Go e dois momentos bacanas para o currículo: When You Walk In The Room, grande sucesso em 1963 de e com Jackie De Shannon (que de quebra participou dessa releitura), e The Water Is Wide, hit do Kingston Trio com participação nos vocais e violão de James Taylor.

Como a repercussão do álbum anterior foi respeitável (nº 31 nos EUA), tivemos em 1982 o terceiro trabalho dela, Wild Heart Of The Young, que traz como destaques a maravilhosa balada que lhe dá o nome e Personally, obscura canção de r&b regravada por ela que acabou se tornando, ironicamente, o maior sucesso de sua carreira solo, atingindo o posto de nº 19 na parada de singles da Billboard.

O quarto álbum de Karla, New World, chegou às lojas em 1988 e tem em seu repertório as encantadoras Tell Me Why, All My Life e Goodbye My Friend. Seria o último trabalho solo de estúdio dela até o momento (2017), que depois lançaria apenas o excelente CD duplo ao vivo Live (2007). Antes, tivemos a coletânea All My Life- The Best Of Karla Bonoff (1999), melhor iniciação para a sua obra.

Compositora regravada por grandes nomes da música

Expressiva representante da ala singer-songwritter (cantautori, em italiano) do universo pop, ou seja, aqueles artistas que gravam com mais frequência as suas próprias canções, Karla Bonoff no entanto também é bastante conhecida por ter seu repertório relido por grandes nomes da música. Linda Ronstadt abriu essa porteira em 1976, como já dissemos anteriormente. E não foi só isso.

Em 1989, no seu álbum Cry Like a Rainstorm, Howl Like the Wind, Linda voltou a recorrer ao songbook da amiga, e gravou de uma só vez All My Life, Trouble Again e Goodbye My Friend. Além de o álbum ter vendido muito, All My Life, que teve a participação do cantor Aaron Neville, rendeu a Linda Ronstadt um troféu Grammy.

Bonnie Raitt, aclamada cantora, compositora e guitarrista americana, fez belíssima gravação de Home no álbum Sweet Forgiveness (1977). Em 1979, foi a vez de a cantora country Lynn Anderson (famosa pelo megahit Rose Garden, que fez sucesso no Brasil na versão Mar de Rosas, com os Fevers) recorrer a uma canção da Karlinha, a sacudida Isn’t It Always Love, do seu álbum Outlaw Is Just a State Of Mind.

E tem também Tell Me Why. Em 1993, a estrela country Wynonna Judd, ex-integrante do duo The Judds e irmã da atriz Ashley Judd, resolveu regravar essa canção, só que seus músicos não conseguiam reproduzir o arranjo da gravação original. Aí, surgiu a ideia de convidar a própria Karla, que tocou o violão e fez backing vocals nessa releitura, um grande hit country naquele ano, integrante do álbum Tell Me Why, de Judd.

Uma curiosidade: foi exatamente essa regravação de Wynonna que levou o grupo brasileiro West Rocky a fazer a sua versão. Eles nem tinham ideia de quem era Karla Bonoff, e, no entanto, por tabela foram os responsáveis por eu ter descoberto essa artista maravilhosa. Vale registrar que, em 2006 e 2013, a dupla sertaneja Guto & Nando também releu Quando o Amor Se Vai (Tell Me Why), respectivamente em um CD de estúdio e em um DVD ao vivo.

A segunda chance do Bryndle enfim chegou

A história do Bryndle aparentemente seria a de uma espécie de grupo que foi sem nunca ter sido, em razão do melancólico fim de seu contrato com a gravadora A&M. Isso, embora seus integrantes sempre tenham se mantido próximos um dos outros. Kenny Edwards, por exemplo, foi o produtor de vários dos discos de Karla, enquanto Andrew Gold e Wendy Waldman participaram deles.

No entanto, o tempo acabou dando uma nova chance aos amigos, que se reuniram novamente com o objetivo de reativar a banda no inicio dos anos 1990. Desta vez, o projeto se mostrou plenamente vitorioso, pois rendeu dois álbuns, Brindle (1995) e House Of Silence (2002), além de inúmeros shows e aparições em programas de TV.

Infelizmente, tudo acabou com as mortes de Kenny Edwards em 2010 e Andrew Gold em 2011. Desde então, Karla continuou na estrada fazendo shows solo, dando uma geral em seu repertório de hits. Alguns deles são em parceria com Livingston Taylor, irmão de James Taylor.

Duetos e participações em trilhas de filmes

Acho que a história de Karla Bonoff tinha acabado por aqui? Doce ilusão! Chegou a hora de dar uma geral nos duetos e participações em trilhas de filmes. E tem muita coisa boa. Em 1983, por exemplo, ela participou do segundo CD de Christopher Cross, Another Page, fazendo um dueto com ele em What Am I Supposed To Believe.

Em 1996, ela gravou junto com a consagrada banda country Dirt Band a música You Believed In Me, que entrou no álbum feito em homenagem aos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996. J.D. Souther, seu contemporâneo dos tempos de Troubadour e grande nome do soft rock dos anos 1970, gravou em dueto com ela Step By Step, incluída em 1986 na trilha do filme About Last Night.

E já que entramos no tópico trilhas sonoras, temos outro dueto bacana feito com o astro country Vince Gill, When Will I Be Loved, incluída na trilha do filme 8 Seconds, que por sinal também traz outra canção interpretada por Karla, Standing Right Next To Me.

A gravação feita especialmente para filmes que provavelmente mais lhe rendeu deve ter sido a da canção Somebody’s Eyes, integrante da trilha de Footloose, álbum que permaneceu 10 semanas no topo da parada americana e vendeu milhões de cópias mundo afora, impulsionado pela faixa-título, interpretada por Kenny Loggins.

Para os fãs de músicos, vai aí uma pequena relação dos craques da música que participaram dos álbuns de estúdio de Karla Bonoff: Waddy Watchel, Leland Sklar, Dan Dugmore, Russel Kunkel, Rick Marotta, Danny Kortchmar, Don Henley, Victor Feldman, Bill Payne, Timothy B. Schmidt, Garth Hudson, Peter Frampton e Glenn Frey.

Bem, se você chegou até aqui, não deixe de ouvir o trabalho de Karla Bonoff, que está disponível nas melhores plataformas digitais disponíveis na rede, e em selecionadíssimas lojas de CDs e LPs. Duvido que quem tiver um ouvido apurado e curtir música pop de qualidade não acabe se apaixonando pela obra desta brilhante artista. Comece como eu, por essa música que eu postei abaixo. Boa viagem sonora:

Someone To Lay Down Beside Me– Karla Bonoff:

Ventura Sinfônico já está nas melhores plataformas digitais

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Por Fabian Chacur

Para aqueles que não conseguem se esquecer do Los Hermanos, uma boa notícia, embora sem envolver um novo retorno da banda. Trata-se do lançamento de Ventura Sinfônico, releitura na íntegra e no formato orquestral do terceiro álbum da banda carioca realizada pela Orquestra Petrobrás Sinfônica, com regência a cargo do maestro Felipe Prazeres. O trabalho já está disponível nas melhores plataformas digitais, e logo será encontrado também em CD e DVD via gravadora Deck.

Sem a participação de nenhum dos integrantes do grupo, Ventura Sinfônico tem os vocais a cargo de Roberta Campos e Rodrigo Costa (ex-Forfun). A masterização do trabalho foi feita na Califórnia (EUA) e ficou a cargo do produtor Ken Lee, que já trabalhou com Santana, Melvins e Machine Head, entre outros. Cara Estranho, Samba a Dois, Último Romance e A Outra são algumas das 15 faixas deste trabalho, lançado pelo quarteto originalmente em 2003.

Para não dizer que não tivemos presença alguma da turma do Los Hermanos em Ventura Sinfônico, Marcelo Camelo e Bruno Medina deram entrevistas no documentário Ventura Sinfônico- Além do Que Se Vê, incluído no DVD e que mostra o making of das gravações desta releitura, com direito a depoimentos dos participantes do trabalho.

Ventura Sinfônico na íntegra em streaming:

Renato Teixeira cativa em CD com direito a uma orquestra

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Por Fabian Chacur

Em seus quase 50 anos de carreira como cantor, compositor e músico, Renato Teixeira ajudou a aproximar a música rural do público urbano com um trabalho consistente, inspirado e profissional. Ele agora atinge o auge do refinamento ao lançar Terra de Sonhos, CD lançado pela gravadora Kuarup e também disponível nas plataformas digitais no qual é acompanhado pela Orquestra do Estado de Mato Grosso.

Gravado no estúdio Inca (MT), o álbum surgiu a partir de uma turnê realizada pelo autor de Romaria com a orquestra regida pelo maestro Leandro Carvalho que passou por oito cidades mato-grossenses em um período de duas semanas. Teixeira é acompanhado por um total de 23 músicos, entre os quais os violonistas Chico Teixeira e Natan Marques, este último conhecido por tocar com Elis Regina e Simone, entre outros.

O repertório de 14 músicas mescla sucessos eternos do repertório do artista nascido em 20 de maio de 1945 em Santos (SP) como Amora, Terra de Sonhos e Tocando em Frente, a inédita Passatempo e clássicos da música rural brasileira do porte de Chalana, além de algumas belas homenagens a Mato Grosso, como Mato Grosso Rico, de Paraíso e Tinoco, e Ciriema (Siriema do Mato Grosso), de Mário Zan e Nhô Pai.

Os arranjos, assinados por Ruriá Duprat, André Mehmari, Paulo Aragão, Vitor Santos, Tiago Costa e Ítalo Peron, valorizam de forma perfeita as belas melodias e versos de cada canção, gerando assim um belo diálogo entre o espírito erudito sempre presente em gravações com instrumentos orquestrais e a ruralidade que marca o DNA das composições de Renato Teixeira. A cereja do bolo é o vocal doce, afinadíssimo e repleto de sensibilidade desse grande artista.

Terra de Sonhos equivale a uma luxuosa viagem pelo universo musical de Renato Teixeira, que há 50 anos nos oferece um trabalho no qual sensibilidade criatividade e consistência são marcas registradas. Indo de momentos mais líricos a outros convidando à dança, o set list do álbum envolve o ouvinte com muita felicidade. Aos 72 anos de idade, esse consagrado artista transpira vitalidade e muita disposição de encarar novos desafios, o que é uma coisa maravilhosa.

Renato Teixeira e Orquestra de Mato Grosso ao Vivo:

Chitãozinho & Xororó lançam DVD c/ convidadas especiais

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Por Fabian Chacur

Desde o início de sua carreira, há mais de 40 anos, a dupla Chitãozinho & Xororó tem como marca nunca deitar em cima dos louros conquistados. Com mais de 40 milhões de álbuns vendidos nessa trajetória tão vitoriosa, eles voltam a surpreender o seu público com um lançamento. Desta vez, será Elas em Evidências, que sairá no dia 8 de dezembro nos formatos DVD, CD e álbum digital.

A marca registrada do novo trabalho dos irmãos oriundos de Astorga (PR) é o elenco de participações especiais, pela primeira vez composta apenas por mulheres. Estão no supertime Alcione, Simone & Simaria, Maiara e Maraisa, Paula Fernandes, Anavitória, Marília Mendonça, Ana Clara, Bruna Viola, Kell Smith e Tânia Maria (ufa!).

Gravado ao vivo em 4 de outubro no KM de Vantagens Hall no Rio de Janeiro, o DVD/CD/Álbum Digital é justificado por Xororó: “Não tem como ouvir uma música bonita e não pensar em alguma protagonista para ela, por isso resolvemos juntar grandes vozes femininas de vários ritmos e estilos diferentes para montar esse trabalho. A ideia é justamente mesclar tudo e mostrar a força e independência feminina”.

Nesta segunda-feira (4/12), a gravadora Universal Music, responsável pelo lançamento, divulgará nas plataformas digitais o clipe de Evidências, gravada ao vivo com a participação de todo o elenco. Elas em Evidência tem tudo para ser um dos lançamentos mais badalados e procurados pelo grande público neste fim de 2017.

Conheça o repertório completo:

01. Abertura / Nascemos Para Cantar

02. Sistema Bruto

03. Um Homem Quando Ama

04. Sinônimos (Paula Fernandes)

05. Brincar de Ser Feliz (Paula Fernandes)

06. Falando Às Paredes

07. Eu Menti (Simone e Simaria)

08. Alô (Simone e Simaria)

09. Nuvem de Lágrimas (Maiara e Maraísa)

10. 60 Dias Apaixonado (Maiara e Maraísa)

11. Chovendo na Roseira (Anavitória)

12. No Rancho Fundo (Anavitória)

13. Caipira (Bruna Viola)

14. A Majestade, O Sabiá (Bruna Viola)

15. Malagueña Salerosa

16. Vá Pro Inferno Com Seu Amor

17. Galopeira

18. Fio de Cabelo (Tânia Mara)

19. João e Maria (Ana Clara) – Inédita

20. Se Deus Me Ouvisse

21. Como Nossos Pais

22. Página de Amigos (Marília Mendonça)

23. Foi Só Um Caso (Marília Mendonça) – Inédita

24. Era Uma Vez (Kell Smith)

25. Pode Ser Pra Valer (Kell Smith)

26. Separação (Alcione)

27. Evidências (Todos)

Veja o trailer de Elas em Evidências:

Roberta Campos lança o clipe para a sua bela canção Abrigo

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Por Fabian Chacur

A faixa Abrigo é uma das que mais vem se destacando na trilha sonora da novela global O Outro Lado do Paraíso. Como forma de promove-la, a cantora e compositora mineira Roberta Campos acaba de lançar um videoclipe, com direção geral e roteiro assinados por Bruno Bennec, que já havia trabalhado com ela em Minha Felicidade.

A canção é assinada por Roberta em parceria com Fernanda Takai, e integra o álbum Todo Caminho é Sorte (2015). O clima surreal do vídeo é inspirado em livros como Alice no País das Maravilha, Alice no País do Espelho e As Viagens de Gulliver, e mostra a artista em vários tamanhos, de minúscula a gigante, com direito a ficar em cima de um disco de vinil girando em um toca-discos portátil dos tempos antigos. Muito bacana.

Roberta Campos é mineira e irá completar 40 anos no próximo dia 29 de dezembro. Ela conta com quatro álbuns solo em sua discografia, e tem no currículo hits como Varrendo a Lua, Mundo Inteiro, De Janeiro a Janeiro e Minha Felicidade, esta última utilizada na abertura de outra novela global, Sol Nascente. O seu som é uma mistura de pop, folk e MPB.

Abrigo (clipe)- Roberta Campos:

Lia Sophia traz convidados de muita classe em seu novo CD

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Por Fabian Chacur

Conhecida nacionalmente graças à inclusão de algumas de suas gravações em trilhas de novelas e séries globais, Lia Sophia está com filhote novo na área. Trata-se do álbum Não Me Provoca, o quinto de sua carreira, no qual assina oito das onze faixas (sendo uma delas versão). Como agradáveis surpresas para os fãs, temos as participações especiais de dois grandes nomes da MPB, Ney Matogrosso e Paulinho Moska.

Gravado em Belém e no Rio de Janeiro, o novo trabalho da cantora e compositora nascida na Guiana Francesa e radicada desde os 17 anos em Belém (PA) conta com a produção musical de Pedro Luis, com direção artística a cargo dele, de Lia e também de Taísa Fernandes. A concepção musical da artista busca uma mistura das sonoridades da Amazônia com elementos sonoros mais universais, caindo em uma fusão original e com letras sobre temas atuais e significativos.

Ney marca presença em Ela, que também traz na guitarra Félix Robatto. Por sua vez, Moska não só canta com Lia como também toca o ronroco, um instrumento de origem andina que entrou na gravação por sugestão do próprio músico. Outro destaque do disco é Teu (Tuyo), versão da música de Rodrigo Amarantes que abre a série Narcos, da Netflix.

Teaser do novo CD de Lia Sophia:

Guilherme Arantes fará show gratuito no Ibirapuera em SP

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Por Fabian Chacur

Quem gosta de música pop de qualidade e gostaria de ver shows bem bacanas no próximo sábado(2/12) em São Paulo sem gastar um tostão tem uma ótima opção. Será no Parque do Ibirapuera-Arena de Eventos (avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº- Portão 10- próximo do Museu Afro Brasileiro) a partir das 16h. No programa, Rodrigo Pitta e Guilherme Arantes.

As apresentações fazem parte do Projeto Flui SP, criado pela Dançar Marketing, patrocinado pela empresa Lorenzetti e viabilizado através do Proac ICMS. Fazer da arte uma ferramenta de comunicação para a construção de uma sociedade melhor e mais responsável sobre o consumo de água é como os criadores definem sua ação. A ideia é ajudar na conscientização da sociedade sobre a necessidade do uso responsável das reservas naturais de água do planeta.

Rodrigo Pitta é um poeta, compositor, cantor e dramaturgo que já lançou dois CDs autorais e teve cinco músicas incluídas em trilhas sonoras de novelas globais. Ligado nas questões ambientais, ele tem em seu repertório as músicas Água Tudo e Água Gasolina, que certamente integrarão o set list de seu show no Parque do Ibirapuera.

Ironicamente rotulada como “hino da Sabesp” pelo irreverente crítico e jornalista Maurício Kubrusly, a canção Planeta Água é na verdade uma belíssima exaltação a um dos mais preciosos bens que a natureza nos proporciona. Com ela, Guilherme Arantes obteve o 2º lugar no festival global MPB Shell de 1981. Os aplausos destinados ao artista e também as vaias dirigidas a Lucinha Lins e à música que interpretada por ela venceu o evento, Purpurina, entraram para a história.

Na estrada há mais de 40 anos, Guilherme possui um repertório repleto de hits inesquecíveis, como Meu Mundo e Nada Mais, Cuide-se Bem, Amanhã, Cheia de Charme, Um Dia Um Adeus e tantos outros. Com ótimas composições e grande competência como tecladista e cantor, ele se firmou como um dos melhores artistas pop brasileiros, e nos últimos anos realizou a façanha de atrair as atenções de uma nova geração, ávida por curtir suas belas letras e melodias.

Planeta Água (ao vivo)- Guilherme Arantes:

Jão faz trabalho autoral após cover bem-sucedido de Anitta

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Por Fabian Chacur

Jão e Anitta ainda não se conhecem pessoalmente, mas o cantor e compositor paulista deve uma à estrela pop brasileira. Um fã-clube da cantora encontrou no Youtube um cover feito por Jão da música Bang!, e proporcionaram ao clipe caseiro quase 400 mil acessos. Um ano e dois meses depois, surge a Universal Music, que o contratou e agora aposta na vertente autoral do artista de 23 anos, com os singles Álcool e Ressaca.

Ao contrário do que os títulos podem dar a entender, o artista oriundo da cidade de Américo Brasiliense e há quatro anos radicado em São Paulo não investe em relatos de bebedeiras a la sertanejo universitário em suas letras. “Essas duas músicas foram feitas a partir do contraste entre a expectativa e o resultado final, saiu do óbvio”, explica.

O nome artístico, básico e curiosamente igual ao do guitarrista e fundador do grupo punk Ratos de Porão, entrou na vida de João Vitor Romania quando ele ainda era criança. “Na hora de definir meu nome artístico, achei Jão ideal, porque é muito prático, simples e fácil de falar, além de me acompanhar desde a minha infância”.

A música faz parte da vida de Jão desde sempre, pois, segundo ele, sua família é muito festeira e bem musical. Ainda em sua cidade natal, aprendeu sozinho a se gravar com o auxílio de um computador, e seu objetivo era fazer coisas diferentes, fugindo do habitual voz e violão. E foi dessa forma que gravou a releitura de Bang!.

Os clipes dos singles foram gravados tendo locais específicos de São Paulo como cenário. “Nunca imaginei que pudesse participar de dois clips feitos de forma tão profissional, mostrando São Paulo de uma forma muito legal. Ficaram ótimos”, avalia. As faixas farão parte de seu primeiro EP, previsto para sair no primeiro semestre de 2018 pela via digital. “Serão lançados alguns singles antes, e por enquanto não pensamos em lançar em CD ou vinil”.

A música de Jão é basicamente r&b moderno, mas buscando caminhos próprios. “A música tem de mexer com as pessoas, trazer emoções, para fazer você se divertir, pensar; gosto de misturar elementos musicais, criar algo novo”. E não nega que amaria gravar com Anitta. “Ela viu o meu clipe e disse que adorou, adoraria fazer um trabalho com ela”.

Álcool (clipe)- Jão:

Alexandra Jackson lança o EP com show no Blue Note Rio

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Por Fabian Chacur

Se já era fã da música brasileira, Alexandra Jackson mergulhou de vez nesse universo sonoro ao fazer diversos shows por aqui durante os Jogos Olímpicos de 2016 ao lado de Daniel Jobim. A cantora americana volta à Cidade Maravilhosa para um show nesta terça-feira (28) às 20h no Blue Note Rio (rua Borges de Medeiros, nº 1.424- fone 0xx21-3799-2500), com ingressos a R$ 90,00. O foco é o lançamento de seu EP Legacy & Alchemy.

Alexandra, que é filha do primeiro prefeito afroamericano da cidade de Atlanta, terá para acompanha-la uma banda composta por feras da nossa música, além da participação especial do badalado Pretinho da Serrinha. Eis a escalação do timaço: Marco Brito (piano e direção musical), David Feldman (teclados), João Castilho (guitarra), Marcelo Mariano (baixo), Teo Lima (bateria), André Siqueira (percusão), Aldivas Ayres (trombone), Marcelo Martins (sax), e Jessé Sadoc (trompete).

Com produção a cargo do experiente Robert Hebert, o EP mistura músicas brasileiras como Garota de Ipanema com obras internacionais, entre as quais Brazilica (de autoria de Maurice White, do grupo Earth, Wind & Fire, e gravada em 1976 por seu mentor, Ramsey Lewis) e Our Time Now (de Rod Temperton, autor de Thriller, Give Me The Night e outros grandes hits de Michael Jackson e George Benson).

Sunshine (ao vivo)- Alexandra Jackson:

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