Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Author: Fabian Chacur (page 1 of 40)

Night And Day- Joe Jackson: 35 anos e ainda impecável

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Por Fabian Chacur

Em junho de 1982, Joe Jackson lançou o seu álbum mais ambicioso. Aos 27 anos de idade (completaria 28 em agosto daquele mesmo ano), o cantor, compositor e músico britânico havia surgido com força no cenário musical com uma sonoridade rotulada como new wave pela crítica, e conseguiu ótimos resultados comerciais. Mas Night And Day era um passo adiante dos mais arriscados, pois trazia uma sonoridade bem peculiar.

Ao invés do ótimo rock básico com elementos de reggae e pop presentes em hits como Is She Really Going Out With Him, I’m a Man e Fools In Love, Jackson parecia querer trazer para o seu universo próprio algo do surpreendente disco que lançou em 1981, Jumpin’ Jive, composto por releituras de clássicos da era do swing jazz dos anos 1930 e 1940.

Vale lembrar que ele era quase uma exceção em sua geração, pois tem o piano como o seu instrumento base, ao invés da guitarra. E, embora roqueiro de coração, Jackson traz uma formação composta também por música erudita e jazz, elementos que se incorporaram à sua formação quando estudou música formalmente. Portanto, era questão mesmo de tempo que isso aflorasse no seu trabalho.

Night And Day marcou a saída do artista da Inglaterra rumo aos EUA, mais precisamente a Nova York. Nos estúdios da Big Apple, ele teve a inspiração de usar como tema do novo álbum uma espécie de viagem de um dia por aquela cidade, iniciada à noite e encerrada de dia, como o título entrega. De cara, uma ousadia para aqueles dias: nada de guitarra. A formação básica do disco inclui teclados diversos, baixo, bateria e muita percussão.

Ele usou o seu piano como base para um som no qual a latinidade aflorou com força total, trazendo fortes elementos de salsa, mambo e até um bocadinho de bossa nova. O jazz dá o tom, com espaços para solos mas sem cair em uma proposta intrincada demais, sendo, portanto, bem acessível aos ouvidos médios. O tempero pop e elementos eletrônicos, além de pitadas de rock, arredondaram a coisa toda.

Completando tudo, Jackson nos oferece nove faixas, sendo cinco compondo o lado A do disco de vinil, a faceta “night”, e quatro no lado B, a parte “day”. As canções vão se entrelaçando, e funcionam como se fossem a trilha sonora que acompanha um novato na grande cidade, tentando descobrir suas nuances e superar suas dificuldades de contatos e assimilação com as pessoas.

A abertura com Another World é impactante, seguida pela percussiva e misteriosa Chinatown. T.V. Age, ironizando a forte influência da TV na vida das pessoas, é seguida pela salerosíssima Target, que abre alas para a incrível Steppin’ Out. Maior hit da carreira do artista (chegou ao 6º lugar nos EUA), tem uma batida rítmica mágica, que serve como uma transição da noite para o dia, representado pelas canções do lado B.

A parte day do álbum se inicia com a bela balada Breaking Us In Two, que traz em sua melodia, involuntariamente ou não, trechinhos de Steppin’ Out e da clássica Day After Day, hit do grupo britânico Badfinger. Cancer, com sua letra que lida de forma quase sarcástica com a gravidade dessa doença terrível, é outro orgasmo latino, no qual Jackson faz solos endiabrados de piano nos quais mostra um senso rítmico e melódico digno de um gênio dos teclados.

A introspectiva Real Man toca no sempre delicado tema da masculinidade, com um refrão onomatopaico cativante. O álbum é encerrado com uma balada arrebatadora, Slow Song, que desde então costuma encerrar seus shows, e na qual ele defende a necessidade das canções lentas em momentos decisivos da vida. Um encerramento classudo para um grande álbum.

Joe Jackson admite que temia pelo resultado comercial de Night And Day, pelo fato de ser muito diferente dos LPs que havia lançado anteriormente. O público, no entanto, não o decepcionou, pois o álbum atingiu o 3º lugar no Reino Unido e 4º nos EUA, sendo até hoje seu campeão de vendas. Um disco que soa moderno, delicioso e cativante, mesmo 35 anos após seu lançamento. Música boa é para sempre.

obs.: fiz o possível para escrever um bom texto sobre esse, que é um de meus discos favoritos, mas tenho consciência de que não cheguei nem aos pés da crítica que a minha ídala Ana Maria Bahiana escreveu na época, e que não só me levou a procurar esse álbum como, por tabela, acabou me tornando um fã entusiasmado de Joe Jackson. Valeu, Ana!

Night And Day– Joe Jackson:

Venus Café faz uma maratona de quatro shows em Sampa

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Por Fabian Chacur

A banda carioca Venus Café nunca se apresentou em São Paulo. Até agora. Neste fim de semana, eles não só quebrarão esse ineditismo como também serão protagonistas de uma verdadeira maratona. Serão quatro apresentações em um prazo de aproximadamente 24 horas, que englobarão três shows em São Paulo propriamente dita e um último em Santo André, situado na Grande São Paulo. Haja fôlego para o quarteto dar conta do recado!

Tudo começa nesta sexta (23) às 19h no Golden Line Tattoo, um estúdio de tatuagem situado no bairro da Penha em cuja garagem são realizados shows de rock. No sábado (24), serão três performances, uma às 15h no evento Voz do Underground, em Pinheiros, outro às 19h no Ocupa Ouvidor 63, no centro, e finalizando a blitzkrieg roqueira a partir das 23 no Jailhouse Rock Pub, situado na cidade de Santo André.

Na estrada há seis anos e com influências de Thin Lizzy, Queen, AC/DC, Beatles, The Darkness e John Fogerty, entre outros, o grupo conta com Dangerous Dan (vocal), Captain Love (baixo), Frankie Goes (guitarra) e Jules Brasa (bateria). Eles definem seu som assim: “Rock classudo, palhaçadas ultrajantes, trejeitos afetados: pra quê ter um bolo sem cobertura se ele pode vir cheio de glacê, cerejas e enfeites?”

Eles tem no repertório músicas autorais como a vibrante Rock ‘N’ Roll Tupiniquim, e conseguiram há pouco ser um dos vencedores da etapa carioca do concurso Original’s Studio, promovido pela grife de jeans Levi’s. Eles também participaram do álbum-tributo indie O Mundo Ainda Não Está Pronto, homenagem ao Pato Fu, no qual releram Me Explica, com direito a elogios dos integrantes da banda mineira.

Serviço:

Golden Line Tattoo

Bandas: Venus Café + outras atrações

Data: 23 de junho (6a)

Horário: 19h

Endereço: Av. Amador Bueno da Veiga nº 725 – Penha, São Paulo

Telefone: (11) 2307-1276

Entrada Franca

Voz do Underground

Bandas: Venus Café, Demorock PRS, Cronos N.T, Garçom Flamejante, Guerrilha

Data: 24 de junho (sáb)

Horário: 14 às 20h

Endereço: Praça Eugene Boudin – Pinheiros, São Paulo – próx Av. Eusébio Matoso x Nações Unidas

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/125933411316029/

Entrada Franca

Centro Cultural Ouvidor 63

Bandas: Venus Café + outras atrações

Data: 24 de junho (sáb)

Horário: 18:00-0:00

Endereço: Rua do Ouvidor, 63 – Sé, São Paulo

Página no Facebook: https://www.facebook.com/ocupaouvidor63revitalizacao/

Entrada Franca

Jailhouse Rock Pub

Bandas: Venus Café, Sentimento Carpete e Livro Ata

Data: 24 de junho (sáb)

Horário: Das 22h às 3h

Endereço: Rua das Monções 684, Santo André

Telefone: (11) 2786-3281

Página no Facebook: https://www.facebook.com/jailhousepub2/

Couvert: R$4,00

Rock ‘N’ Roll Tupiniquim– Venus Café:

Carlinhos Vergueiro mostra o samba de São Paulo em show

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Por Fabian Chacur

Em um raro momento infeliz de sua bela trajetória, certa vez Vinícius de Moraes chamou São Paulo de “O Túmulo do Samba”. Como forma de brincar com a frase de seu parceiro musical, o cantor, compositor e músico paulistano Carlinhos Vergueiro intitulou seu mais recente show O Cúmulo do Samba, um trocadilho genial. Ele se apresenta em São Paulo no dia 4/7 (terça-feira) às 21h no Teatro Itália (avenida Ipiranga, nº 344- República- fone 0xx11-2122-2474), com ingressos a R$ 20,00 e R$ 40,00.

Como o título de certa forma já indica, O Cúmulo do Samba reúne um repertório integrado por canções de grandes autores de samba de São Paulo. Além do próprio Carlinhos, teremos obras com as assinaturas ilustres de Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini, Eduardo Gudin, Toquinho e Geraldo Filme, entre outros. Duvido que, se ainda estivesse entre nós, Vinícius sustentasse seu “palpite infeliz” após ouvir tantos sambas paulistanos com tamanha qualidade.

Nascido em Sampa City em 27 de março de 1952, Carlinhos Vergueiro se tornou conhecido nacionalmente a partir da vitória obtida no festival Abertura (1975), promovido pela Rede Globo, com a belíssima música Como Um Ladrão. A partir daí, conseguiu cativar um público fiel graças a seus sambas dolentes e melodiosos, sempre repletos de lirismo, bom-humor e inspiração, maravilhas do porte de Camisa Molhada, Torresmo à Milanesa e Dia Seguinte.

De quebra, ele ainda conseguiu ter como parceiros gente do calibre de Chico Buarque, Adoniran Barbosa, Vinícius de Moraes, Toquinho, J.Petrolino, Elton Medeiros, Sueli Costa, Paulo Cesar Pinheiro e Paulinho da Viola. Em sua ótima discografia, que traz mais de 20 títulos, destaque para Na Ponta da Língua (1980), Carlinhos Vergueiro e Convidados (1988) e Contra-ataque- Samba e Futebol (1999). Carlinhos é pai da cantora Dora Vergueiro.

Camisa Molhada– Carlinhos Vergueiro:

Turma do Pagode grava CD ao vivo com diversos convidados

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Por Fabian Chacur

Na última segunda-feira (12), em pleno Dia dos Namorados, o grupo Turma do Pagode gravou o seu novo CD ao vivo. O local foi o estúdio NaCena, em São Paulo, que contou com uma plateia composta por convidados especiais e integrantes de diversos fãs-clubes do grupo espalhados pelo Brasil. Ainda sem título definido ou data de lançamento programada, o trabalho trará bons atrativos para quem segue o seu trabalho.

Com 17 faixas, divididas entre regravações e inéditas, o repertório inclui, entre outras, Cobertor de Orelha, Se Eu Pudesse, Tá de Parabéns e Antes Só do Que Mal Apaixonada. O elenco de convidados é estelar, um verdadeiro “quem é quem” no cenário do pagode: Dodô (Pixote), Reinaldo- O Príncipe do Pagode, Netinho de Paula, Leandro Lehart e Márcio Art do Art Popular e os ex-Exaltasamba Chrigor e Péricles.

Com 15 anos de estrada, o grupo formado por Leiz (tantã e voz), Caramelo (banjo e voz), Rubinho (pandeiro), Marcelinho (cavaquinho), Leandro Filé (violão), Fabiano Art (surdo e percussão), Neni Art (repique de mão, pandeiro, cuica e percussão) e Thiagão (percussão) atualmente faz shows para divulgar seu DVD/CD XV Anos (2016), que traz como chamariz a faixa Deixa em Off, um dos grandes sucessos recentes do pagode, com mais de 55 milhões de acessos no Youtube.

Deixa em Off (ao vivo)- Turma do Pagode:

Duo S.E.T.I. lança novo single e promete álbum para breve

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Por Fabian Chacur

Dois anos após o lançamento de seu ótimo EP Êxtase (2015, leia a resenha de Mondo Pop aqui), o duo de synth pop/dream pop S.E.T.I. nos traz um novo single. Trata-se de O Ilusionista, música que serve como uma saborosa amostra do seu próximo trabalho, previsto para sair ainda em 2017.

A faixa O Ilusionista foi gravada em São Paulo como parte do projeto Original’s Studio da Levi’s, que selecionou 8 bandas paulistas e 8 bandas cariocas para gravaram em um estúdio montado especialmente para esse fim. O grupo também participou do evento Casa Levi’s, realizado em São Paulo em abril de 2017, escolhido por votação na internet.

A faixa tem um clima bem urbano, viajante e etéreo, com direito a uma melodia pop e belos vocais. Na estrada desde 2012, integram o S.E.T.I. Roberta Artiolli (voz e synths) e Bruno Romani (baixo e guitarra). A letra de O Ilusionista é definida pela cantora de forma bem clara: “Parece zelo, parece preocupação, parece cuidado mas na verdade é opressão da mulher. ‘O Ilusionista’ aponta para o machismo velado que “caras de bem” praticam o tempo todo”.

Com influências bem digeridas de bandas bacanas como Depeche Mode, A-ha, Massive Attack, Portishead e Garbage, entre outras, o grupo tem como nome uma sigla cujo significado é “search for extraterrestrial intelligence” (busca por inteligência extraterrestre). Bruno explica a intenção desse batismo: “A sigla representa bem o nosso interesse por aparatos tecnológicos e a busca por um tipo de som moderno”.

Ouçao single O Ilusionista AQUI.

Benjamin(ao vivo)-S.E.T.I. :

Biquini Cavadão mostra o seu novo e ótimo CD em SP e RJ

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Por Fabian Chacur

Para quem anda meio cético em relação à qualidade da música lançada nos últimos tempos, uma boa notícia. O grupo Biquini Cavadão acaba de lançar As Voltas Que o Mundo Dá, um desses discos que já chegam ao mercado com a aura de clássico, tal a qualidade de seu conteúdo.

Eles mostram esse trabalho com shows nesta quinta-feira (15) às 20h no Rio no Teatro Imperator-Centro Cultural João Nogueira (rua Dias da Cruz, nº 170- Meyer- fone 0xx21-2597-3897), com ingressos de R$30,00 a R$ 60,00, e na próxima terça-feira (20) às 21h30 em São Paulo no Teatro Bradesco (rua Palestra Itália, nº 500- Perdizes- fone 0xx11-3670-4100), com ingressos de R$ 40,00 a R$ 160,00.

Após a turnê que comemorou seus 30 anos de carreira, o quarteto carioca se mostrou disposto a novas experiências. A primeira equivaleu a convidar o consagrado Liminha para ser o produtor do álbum. Ele não só aceitou a incumbência como também se incumbiu de tocar baixo e fazer gravações adicionais de guitarra, violão, bandolim e loops. A parceria não poderia ter dado mais certo, especialmente pela experiência dele com diversas sonoridades.

Bruno Gouveia (vocal), Carlos Coelho (guitarra, violão, dobro e bandolim), Miguel Flores da Cunha (piano, synth e órgão) e Álvaro ‘Birita’ (bateria e pandeiro) mergulham de cabeça em um pop rock delicioso, repleto de texturas sonoras, belas melodias, letras profundas e uma capacidade de unir sonoridades assimiláveis pelo público médio a uma sofisticação admirável, inspirados em grupos craques nessa praia como Prefab Sprout, Deacon Blue e até os Beatles.

Se possui grande apuro técnico e de arranjos, o que se sobressai no álbum são as canções, diversificadas e bastante inspiradas. O pop puro de Um Rio Sempre Beija o Mar e Como Eu Te Conheci, o clima etéreo de Arco-Íris, o rock mais agitado de Coragem e A Saudade é o Museu do Amor, o apelo de Você Marcou, é uma boa surpresa atrás da outra.

Nas letras, temas bem desenvolvidos, como as idas e vidas do amor, as incertezas de nossos rumos e a esperança em momentos mais iluminados. Nos shows, não devem faltar hits como Tédio, Vento Ventania e Timidez, certamente entremeadas com várias dessa nova e inspirada leva de canções. O Biquini Cavadão chega à maturidade artística proporcionando aos fãs um trabalho consistente, profundo, honesto e, acima de tudo, delicioso de se ouvir.

Um Rio Sempre Beija o Mar– Biquini Cavadão:

Alucinação (Belchior) ganha a reedição em vinil via Polysom

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Por Fabian Chacur

A Polysom, em parceria com a Universal Music, acaba de lançar uma reedição no formato vinil de 180 gramas de um dos grandes clássicos da nossa MPB. Trata-se de Alucinação, do saudoso Belchior, álbum que chegou originalmente às lojas em 1976 e foi responsável pelo estouro do cantor, compositor e músico cearense. O disco integra a série Clássicos em Vinil, que prioriza títulos essenciais da discografia brasileira.

Recentemente, a Universal Music relançou este mesmo título no formato CD, na caixa Três Tons de Belchior, que também inclui os álbuns Melodrama (1987) e Elogio da Loucura (1987). Trata-se de um desses trabalhos bons de ponta a ponta, e que é absolutamente necessário nas discotecas de quem gosta de boa música, seja em que formato for (leia a resenha do relançamento em CD aqui).

Fotografia 3×4– Belchior:

Braza lança o segundo álbum enfatizando o formato digital

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Por Fabian Chacur

Com dois anos de existência, o grupo carioca Braza já está lançando o seu 2º álbum. Tijolo Por Tijolo está sendo disponibilizado nos formatos CD e digital, e possivelmente (no futuro) em vinil. No entanto, a ideia do trio é ter como foco o digital. “Esse formato deu uma melhorada nos últimos tempos, ficou mais organizado e é muito mais abrangente; tem muito para melhorar, o que é bom, pois incentiva a evolução; não dá para viver disso, mas você também não fica ganhando migalhas”.

Quem deu a explicação acima, em entrevista via fone a Mondo Pop, foi Vitor Isensee (teclados e vocal), que integra o Braza ao lado de Danilo Cutrim (guitarra e voz) e Nicolas Christ (bateria). Ele explica a importância da parceria com a gravadora Deck nessa aposta no digital. “Essa nossa parceria com a Deck é antiga, e envolve também a edição das nossas músicas; eles tem bons contatos nessa área, sabem como trabalhar nesse setor”, elogia.

Para quem nunca ouviu falar desse trio carioca mas acha os nomes de seus integrantes familiares, uma explicação. Na verdade, eles fizeram parte da bem-sucedida banda For Fun, que entre 2001 e 2015 lançou quatro CDs de estúdio e um ao CD/DVD ao vivo, fazendo história na cena rock brasileira dos anos 2000. O grupo acabou em 2015.

“A vontade de encerrar o For Fun é pretérita em relação a fazer outras coisas. Não tínhamos mais as mesmas sintonias artísticas com o Rodrigo Costa (n.da r.: baixista e vocalista do extinto grupo), que tem essa veia mais para o rock, enquanto nós três queríamos fazer algo mais para o reggae. Mas continuamos amigos dele, sem problemas pessoais”.

Mesmo incluindo 3 dos 4 integrantes da formação clássica do For Fun, o Braza é uma banda bastante distinta, na opinião de Vitor. “Por mais que sejamos 3/4 do For Fun, somos uma nova banda, propondo coisas novas sem renegar o que fizemos antes, até por que existem em nosso trabalho anterior sementes do que fazemos atualmente”.

A vontade de trabalhar era tanta que o primeiro álbum, autointitulado, saiu em 2016, e o segundo, agora, algo comum no cenário musical até os anos 1980 mas que ultimamente se tornou raro. O enfoque dos rapazes também teve correções de rota. “O For Fun era mais espontâneo; agora, a gente procura desenvolver o conceito de tudo o que estamos fazendo para chegar a uma identidade própria”.

Para atingir esse objetivo, o trio possui colaboradores que, juntos, formam quase um coletivo, na visão de Vitor. “O Pedro Lobo, por exemplo, tocou baixo e coproduziu os dois álbuns; o Pedro Garcia, que é baterista do Planet Hemp, gravou e mixou os dois discos para nós; e isso também ocorre na parte visual, no clipe etc”.

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Com dez faixas, Tijolo Por Tijolo teve como primeira faixa a ser divulgada a envolvente Ande, com direito a clipe elaborado. “Essa foi a primeira música composta para este disco. Sintetiza bem a sonoridade que a gente está procurando fazer, é uma boa apresentação”.

Tijolo Por Tijolo também traz uma participação ilustre, na faixa Exército Sem Farda. Trata-se da cantora e DJ jamaicana Sister Nancy, uma das precursoras da vertente dancehall do reggae. “Quem fez o nosso contato com ela foi o Bruno Negreiros, que tem forte ligação com o cenário Sound System no Rio; fizemos a gravação via internet, os jamaicanos curtem muito fazer isso, foi uma experiência muito boa”.

O Braza não parou sua agenda de shows para gravar o CD, e continua na estrada, com vários shows já marcados. “O For Fun tinha um público grande, e acho que conseguimos atrair uma parte dele, mas é um recomeço; estamos andando bem mais de van do que nos últimos tempos do For Fun”, avalia Vitor, de forma bem-humorada.

Se há uma preocupação com o lado comercial (“as contas precisam ser pagas”, diz, rindo), Vitor enfatiza o lado artístico. “Com arte, você não pode ficar tempo demais na zona de conforto, é sempre importante ter novos desafios. Estamos com muita vontade de lançar novos trabalhos, tanto que lançamos este pouco tempo após o primeiro, algo que nunca fizemos nos tempos de For Fun”, reflete.

Ouça Tijolo Por Tijolo em streaming aqui .

Ande (clipe)- Braza:

Nova coletânea dos Bee Gees sai em formato CD no Brasil

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Por Fabian Chacur

Se um dia o Guiness Book Of Records fizer uma apuração para saber qual é o artista/grupo com maior número de coletâneas de sucesso lançadas na história da indústria fonográfica, os Bee Gees certamente ocuparão uma posição bem alta no ranking. Isso, se não forem os vencedores dessa hipotética competição. Mais um item está sendo incluído nesta série interminável. Trata-se de Timeless-The All Time Greatest Hits, lançada em CD no Brasil pela Universal Music.

O álbum, também disponível em versão digital e nas plataformas de streaming, possui 21 faixas, e tem como atrativo o fato de ter tido seu repertório selecionado pelo único integrante do trio ainda vivo, Barry Gibb. Ele justificou suas escolhas com um texto, incluído na compilação:

“Há uma espiritualidade acerca deste álbum e dessas canções, que significam muito para nós. Então, é extraordinário que elas estejam juntas de uma maneira tão natural. Eu as escolhi com a intenção de ter uma ordem cronológica no álbum, e apesar de existirem várias outras canções, estas aqui eu sinto que são aquelas das quais Maurice, Robin e eu temos mais orgulho. Estas canções representam caminhos e momentos de nossas vidas. Momentos que nunca serão esquecidos”.

A seleção privilegiou os grandes sucessos, indo desde Spicks And Specks, de 1966, um de seus primeiros grandes hits na Austrália, até You Win Again, de 1987, estouro na Inglaterra e única canção dos anos 1980 incluída no CD. De resto, são os hits dos anos 1960 e1970, maravilhas como To Love Somebody, How Can You Mend a Broken Heart, Stayin’ Alive, Jive Talkin’ e Night Fever. Serve como boa introdução a uma obra superlativa. E como essas compilações logo são tiradas de catálogo, sempre é bom ter uma disponível.

Repertório de Timeless- The All Time Greatest Hits:

Spicks And Specks, New York Mining Disaster 1941, To Love Somebody, Massachussetts, Words, I’ve Gotta Get a Message To You, I Started a Joke, Lonely Days, How Can You Mend a Broken Heard, Jive Talkin’, Nights on Broadway, Fanny (Be Tender With My Love), You Should Be Dancing, How Deep Is Your Love, Stayin’ Alive, Night Fever, More Than a Woman, Too Much Heaven, Tragedy, Love You Inside Out, You Win Again.

Love You Inside Out– Bee Gees:

Pitty volta aos palcos com um show em Ribeirão Preto-SP

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Por Fabian Chacur

Após cerca de um ano e meio longe de cena, a data de retorno de Pitty aos palcos está chegando. Será neste sábado (10) em Ribeirão Preto (SP), no festival João Rock, do qual também participam nomes importantes como Capital Inicial, CPM 22, Nando Reis, Humberto Gessinger, Lenine, Alceu Valença, Nação Zumbi, Zé Ramalho e Armandinho. Os ingressos estão esgotados.

A volta da roqueira baiana será feita aos poucos, sem precipitação. Outras duas datas de sua programação para os próximos meses já foram divulgadas por sua assessoria. Serão no dia 7 de julho no WebFestValda, ao lado da banda Maneva, e no dia 30 de setembro, em Natal (RN), no Mada. Ela falou sobre o retorno:

“Vou fazer alguns shows especiais, baseados na saudade dos palcos, saudade dos fãs e vontade de ter esse encontro de novo. São apresentações montadas especialmente para esse momento, entre o disco Setevidas (Deck/ 2014) e um próximo álbum”.

Sete Vidas(clipe)- Pitty:

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