Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Author: Fabian Chacur (page 1 of 120)

Keith Richards lança box set com gravação de show feito em 1988

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Por Fabian Chacur

Os fãs de Keith Richards tem uma opção das melhores para um presente de natal vitaminado. Trata-se de Live At The Hollywood Palladium 1988, que registra uma performance do guitarrista e vocalista dos Rolling Stones realizada em Los Angeles, California, em dezembro de 1988, acompanhado de sua banda The X-Pensive Winos, durante uma série de shows que fez nos EUA para divulgar seu primeiro álbum solo, Talk Is Cheap (1988). Você pode saber todos os formatos e preços deste lançamento aqui.

Este trabalho está disponível nas plataformas digitais e também em LP duplo (nas cores preta e vermelha), CD e box set. O mais atraente (e obviamente mais “expensivo”) é a box set, atualmente comercializado no site do próprio artista pela bagatela de aproximadamente 175 dólares (acima de mil reais).

A caixa oferece ao fã 2 LPs de vinil, CD, DVD, um vinil de 10 polegadas com três faixas, um livro com 40 páginas contendo fotos, um ensaio feito pelo jornalista David Fricke e uma entrevista atual com o icônico guitarrista. De quebra, também temos a reprodução de vários itens referentes ao show, como ingresso, credencial etc. Quem tiver uma conta bancária generosa e for fissurado por ele certamente se deleitará com este presentão.

Eis as faixas de Live at the Hollywood Palladium:

1. Take It So Hard
2. How I Wish
3. I Could Have Stood You Up
4. Too Rude
5. Make No Mistakes
6. Time Is On My Side
7. Big Enough
8. Whip It Up
9. Locked Away
10. Struggle
11. Happy
12. Connection
13. Rockawhile
14. I Wanna Be Your Man (Box Set and Digital Only)
15. Little T&A (Box Set and Digital Only)
16. You Don’t Move Me (Box Set and Digital Only)

I Wanna Be Your Man (live)- Keith Richards & The Xpensive Winos:

James Blake lança releitura de um grande sucesso de Roberta Flack

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Por Fabian Chacur

Pouco tempo após o lançamento do seu EP Before, com um estilo mais próximo das pistas de dança, o cantor, compositor e músico britânico James Blake nos oferece um novo single em direção totalmente oposta. Trata-se de The First Time Ever I Saw Your Face, cuja apresentação no melhor estilo voz e piano no programa Tonight Show With Jimmy Fallon teve tanta repercussão que o artista resolveu disponibilizar a performance em todas as plataformas digitais.

The First Time Ever I Saw Your Face é de autoria do britânico Ewan MacColl e foi lançada em 1957. Sua versão mais conhecida é a de Roberta Flack, lançada em 1969 no álbum de estreia da genial cantora e compositora, First Take. Embora muito boa, a gravação só fez sucesso ao ser incluída por Clint Eastwood na trilha de seu primeiro filme como diretor, o excelente Play Misty For Me (1971).

Incluída no momento mais romântico do filme, cuja trama mostra a paixão obsessiva de uma mulher por um DJ de rádio, a música invadiu as paradas de sucesso americanas, com o single e também First Take atingindo o primeiro lugar por lá. De quebra, ainda faturou os Grammys de Disco do Ano e de Música do Ano na edição do troféu de 1972. A releitura de James Blake segue o estilo intimista da performance inigualável de Roberta Flack.

Com 32 anos de idade, James Blake possui no currículo quatro álbuns, entre eles o elogiado de estreia de 2011, autointitulado, e o mais recente, Assume Form (2019), que lhe rendeu o 6º lugar nos charts britânicos e o 21º nos EUA, suas melhores performances nesse quesito. Ele já gravou com astros do porte de Beyoncé, Jay-Z, Frank Ocean, Andre 3000 (ex-Outkast) e Kendrick Lamar, e participou da trilha sonora de Black Panter (2018).

The First Time Ever I Saw Your Face– James Blake:

Pitty investe no pop eletrônico em seu single dançante Na Tela

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Por Fabian Chacur

Pitty é uma artista inquieta e criativa. Em seu novo single, ela mais uma vez explora novos caminhos musicais, com um resultado que certamente surpreenderá muitos fãs. Na Tela, a nova canção, tem um beat bem dançante e fortes elementos eletrônicos, e certamente trará comparações com o trabalho de Anitta, embora tenha a assinatura própria da estrela baiana.

Composta logo na fase inicial da quarentena gerada pelo novo coronavírus, ela se inspirou nas relações virtuais exigidas pelo afastamento social, e na curiosidade que isso traz. “Fiquei imaginando um roteiro inspirado nisso. Primeiro veio o groove do refrão, uma coisa rítmica e percussiva, gosto de brincar com ritmo nas palavras”, explicou a cantora em comunicado à imprensa.

Com a música esboçada, ela procurou o músico e produtor Daniel Weksler, que se incumbiu de criar uma batida adequada ao que se imaginava realizar. É o primeiro trabalho conjunto deles. Como forma de manter um tempero rock presente, o guitarrista da banda da artista, Martin, foi convocado para cumprir essa missão, que realizou com a categoria de sempre.

A direção do ótimo clipe ficou a cargo de Fernando Mencocini, com quem Pitty já havia trabalhado anteriormente em Ninguém É De Ninguém. “Ele apresentou um roteiro bastante sensorial, uma viagem para esse olhar para dentro que o distanciamento traz”, explica a cantora.

Na Tela (clipe)- Pitty:

Novo Tempo (1980): Ivan Lins consolida e cria outros caminhos

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Por Fabian Chacur

Em 1980, Ivan Lins encerrou a sua passagem pela EMI-Odeon, período iniciado em 1977. De todas as fases de sua brilhante carreira como cantor, compositor e músico, esta pode ser considerada a de maior brilhantismo e criatividade. O astro carioca lançou por aquela gravadora quatro excelentes álbuns. O que pôs ponto final a esse período, Novo Tempo, traz peculiaridades muito interessantes que dão a este trabalho uma grande importância em sua discografia.

Pra começo de conversa, a fase EMI-Odeon de Ivan serviu para consolidar a parceria entre ele, Vitor Martins e Gilson Peranzzetta. Com o poeta, cujo marco inicial é a maravilhosa Abre Alas (de 1974), firmou-se uma dobradinha de entendimento impecável, com versos inspirados sobre relacionamentos, a condição humana e a situação política daquele momento de trevas no Brasil sempre musicados com melodias deliciosas e originais.

Em termos musicais, Gilson Peranzzetta, que iniciou seu trabalho com Ivan Lins no LP Chama Acesa (1975, lançado pela gravadora RCA), mostrou-se o lugar-tenente perfeito, em uma combinação de dois tecladistas que se completam de forma precisa, cirúrgica mesmo. De quebra, seus arranjos e orquestrações ajudaram a dar a cada canção a moldura adequada, sem amarras ou limitações estilísticas. Valia tudo, desde que fosse bem feito e coerente.

Essa trinca incrível deu seus passos iniciais rumo à perfeição em Somos Todos Iguais Nessa Noite (1977), estreia na EMI, e atingiria seu auge criativo nos sublimes Nos Dias de Hoje (1978, leia a resenha aqui) e A Noite (1979, leia a resenha aqui). Como igualar tanta qualidade e sucesso logo a seguir?

Esse foi provavelmente o principal desafio de Novo Tempo. E Ivan o encarou com garra, e incorporando as características daquele momento. No Brasil, vivíamos o início de uma abertura política, que tinha como marco principal a Lei da Anistia, que permitiu o retorno ao país de diversos exilados políticos. Havia esperança no ar, mesmo que a ditadura militar continuasse, com o General Figueiredo na presidência. Eis a inspiração que gerou a maravilhosa canção que deu nome a este álbum. Esperança permeada por temores.

Novo Tempo, a canção, é quase que um contraponto a Aos Nossos Filhos (1978), uma torcida intensa para que dias melhores estivessem mais perto do que se imaginava há apenas dois anos. “No novo tempo, apesar dos perigos, a gente se encontra, cantando na praça, fazendo pirraça, pra sobreviver”. Bem, seriam mais cinco longos anos de ditadura, mas é melhor seguir no tema música.

Nesse mesmo espírito, surgiu Coragem, Mulher, inspirada no triste Caso Marli, ocorrido em 1979, quando PMs invadiram um barraco em Belford Roxo (RJ) e sequestraram e mataram um rapaz, Paulo Pereira Soares, de 18 anos, que acabou sendo morto com 12 tiros por três policiais militares.

Sua irmã, Marli Pereira Soares, uma empregada doméstica, encarou o desafio de reconhecer os assassinos de Paulo, oriundos do 20º Batalhão de Polícia Militar de Belford Roxo. A moça tinha 25 anos, e virou um símbolo da resistência contra a violência policial afligindo os pobres.

“Como te atreves a mostrar tanta decência, de onde vem tanta ternura e paciência, qual teu segredo, seu mistério, seu bruxedo, pra te manter em pé até o fim”. Uma bela homenagem a uma personagem de nossa história recente que, infelizmente, ainda sofreria muito nos anos seguintes, com direito a ter sua casa saqueada e incendiada, além de perder um filho e um afilhado também vítimas da violência, já nos anos 1990.

Duas das canções do disco poderiam ter feito parte do trabalho anterior em termos temáticos, A Noite, pois são centradas em complicadas relações afetivas. Curiosamente, elas mostram dois caminhos possíveis para um casal em fase complicada. Uma, Bilhete, encerra a partida de vez, com direito a mala na porta, pedido de chave de volta e um adeus sem muita vontade de um novo contato.

Enquanto isso, Virá reflete o ponto de vista de quem não se conformou com o final, e aguarda, paciente, o retorno do parceiro-parceira: “virá, de qualquer jeito virá, virá a contragosto, virá por amizade, virá por desespero, virá por cama e comida, por boa bebida, por dinheiro”.

Também retomando caminhos anteriores, a rural Sertaneja nos traz ecos de Ituverava (1977), bela homenagem de Vitor Martins a sua cidade natal, enquanto Barco Fantasma vem da mesma lavra inspirada na música portuguesa que gerou a inspirada Um Fado (1977).

A única canção de fora do núcleo Ivan-Vitor-Gilson é a inspirada releitura de Coração Vagabundo (1967), de Caetano Veloso, que de certa forma dialoga em termos poéticos com Novo Tempo, com versos como “meu coração não se cansa de ter esperança de um dia ser tudo o que quer”.

Desde o início de sua carreira, Ivan Lins sempre se mostrou aberto à mistura da música brasileira com elementos do jazz, soul e r&b. Na fase EMI, pode-se dizer que um novo formato dessa vertente surge em Dinorah Dinorah (1977), com uma levada mais moderna e próxima da sonoridade internacional. Não por acaso, essa música foi regravada por George Benson no álbum Give Me The Night, lançado naquele mesmo 1980 e que também inclui Love Dance (Ivan Lins, Gilson Peranzzetta e Paul Williams).

Há pelo menos duas representantes dessa sonoridade híbrida e genial neste álbum: a faixa-título, que alguns afirmam ter sido cogitada para entrar em um álbum de Michael Jackson (Thriller, para ser mais preciso), e a fantástica Arlequim Desconhecido, que abre o álbum. Ambas seriam regravadas por artistas internacionais posteriormente, e não por acaso, pois se encaixam feito luva na sonoridade jazz-pop então prevalente nas rádios americanas.

Uma faixa é totalmente à parte do resto do material. Trata-se de Setembro, assinada por Ivan e Gilson e dividida em duas partes, Antonio e Fernanda e Caminho de Ituverava. Sem letra, ela traz vocalizações arranjadas pelo genial Tavito, cordas e um clima que em alguns trechos pode nos levar surpreendentemente à fase mais experimental dos Beach Boys.

Outro momento muito significativo é a encantadora Feiticeira, canção leve, romântica e delicada com direito a um arranjo ousado que incorpora elementos de baião. Pode-se considerá-la uma espécie de pioneira de uma veia da obra de Ivan que posteriormente nos renderia sucessos maravilhosos do porte de Vitoriosa (1986) e Iluminados (1987).

Entre os músicos participantes do álbum, todos ótimos, um merece destaque especial. Trata-se de Alex Malheiros, baixista do grupo Azymuth que marca presença em 9 das 10 faixas. Sua forma moderna e swingada de tocar ajudou a dar uma roupagem mais próxima do jazz-funk americano ao som do disco, com direito a alguns momentos absurdamente inspirados. Ouça suas linhas de baixo em Arlequim Desconhecido, Setembro e Novo Tempo e tente não concordar comigo.

Curiosamente, nos créditos do álbum, Malheiros é identificado apenas como “Alexandre”, o que me levou a fazer uma extensa pesquisa para descobrir quem era esse cara, até que consegui a resposta ao ouvir uma entrevista feita por Nelson Faria com o saudoso baixista Arthur Maia, no qual ele relembra que entrou na banda de Ivan Lins para substituir precisamente Alex Malheiros, que gravou Novo Tempo mas não participou da turnê.

A embalagem de Novo Tempo também merece ser elogiada. Na capa, Ivan aparece com a camisa aberta, com jeitão de quem está pronto pra qualquer parada. Na parte interna e na contracapa (a capa é dupla), Ivan está ao lado dos parceiros Martins e Peranzzetta, sendo que em uma foto eles compartilham um jornal com manchetes típicas de um país pressionado por momentos difíceis.

Se não fez tanto sucesso como os trabalhos anteriores pela EMI, Novo Tempo conseguiu manter Ivan Lins nas paradas de sucesso e lotando os seus shows. Típico disco de transição, encerrou com classe uma fase brilhante de sua carreira e, por tabela, deu o pontapé inicial em outra, também das mais ricas. Mas essa é uma outra história, que a gente conta futuramente.

Ouça músicas de Novo Tempo em streaming:

Mick Fleetwood lançará álbum ao vivo homenageando Peter Green

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Por Fabian Chacur

No dia 25 de fevereiro deste ano, Mick Fleetwood realizou um show homenageando Peter Green e a fase inicial do grupo que criou em 1967, o Fleetwood Mac. Essa celebração se tornou histórica e acabou sendo uma espécie de flores em vida para o mitológico guitarrista, cantor e compositor britânico, que nos deixou no último dia 25 de julho, aos 73 anos. Esse evento histórico foi registrado em áudio e vídeo e será lançado no exterior em vários formatos físicos e digitais (saiba mais aqui) no dia 30 de abril de 2021 pela gravadora BMG.

O elenco escalado para esse show capitaneado pelo baterista Mick Fleetwood incluiu outro integrante daqueles anos de blues rock do FM, o guitarrista Jeremy Green, e também a cantora e tecladista Christine McVie, que entrou no time pelos idos de 1970. Além deles, tivemos, entre outros, feras do porte de Pete Townshend, Noel Gallagher, Kirk Hammett, John Mayall, Steven Tyler, Billy Gibbons e Neil Finn, com gravação a cargo do produtor Glyn Johns.

“O show foi uma homenagem ao blues, onde todos nós começamos, e é importante reconhecer o profundo impacto que Peter e essa primeira fase do Fleetwood Mac tiveram no mundo da música. Ele foi meu maior mentor e foi uma alegria homenagear seu incrível talento. Tive a honra de compartilhar o palco com alguns dos muitos artistas que Peter inspirou durante os anos e que compartilham meu grande respeito por ele”, conta Mick Fleetwood.

O filme com o registro do show, intitulado Mick Fleetwood & Friends Celebrate The Music Of Peter Green And The Early Years Of Fleetwood Mac, será exibido nos cinemas no exterior em março de 2021, e já tem um trailler disponível. Certamente, uma bela celebração ao blues rock britânico dos anos 1960.

Confira as faixas do álbum ao vivo de Mick Fleetwood & Friends:

Act I

1. Rolling Man (feat. Rick Vito)

2. Homework (feat. Jonny Lang)

3. Doctor Brown (feat. Billy Gibbons)

4. All Your Love (feat. John Mayall)

5. Rattlesnake Shake (feat. Billy Gibbons & Steven Tyler)

6. Stop Messin’ Round (feat. Christine McVie)

7. Looking For Somebody (feat. Christine McVie)

8. Sandy Mary (feat. Jonny Lang)

9. Love That Burns (feat. Rick Vito)

10. The World Keep Turning (feat. Noel Gallagher)

11. Like Crying (feat. Noel Gallagher)

12. No Place To Go (feat. Rick Vito)

13. Station Man (feat. Pete Townshend)

Act II

1. Man Of The World (feat. Neil Finn)

2. Oh Well (Pt.1) (feat. Billy Gibbons & Steven Tyler)

3. Oh Well (Pt.2) (feat. David Gilmour)

4. Need Your Love So Bad (feat. Jonny Lang)

5. Black Magic Woman (feat. Rick Vito)

6. The Sky Is Crying (feat. Jeremy Spencer)

7. I Can’t Hold Out (feat. Jeremy Spencer)

8. The Green Manalishi (With The Two Prong Crown) (feat. Billy Gibbons & Kirk Hammett)

9. Albatross (feat. David Gilmour)

10. Shake Your Moneymaker (group finale)

Veja o trailer do documentário do show:

Antonio Adolfo mergulha no universo sonoro do Bituca

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Por Fabian Chacur

Com mais de 50 anos de estrada, Antonio Adolfo é uma espécie de músico-vinho, pois parece ficar melhor a cada ano. Pianista, compositor e arranjador com um extenso currículo (leia mais sobre ele aqui), nos últimos anos se tornou ainda mais produtivo, lançando novos álbuns em intervalos cada vez menores. E um melhor do que o outro. O mais recente é o sublime BruMa Celebrating Milton Nascimento, lançado em CD e nas plataformas digitais.

Desta vez, o músico carioca de 73 anos optou por mergulhar no universo musical de Milton Nascimento, que ele conheceu ainda em 1967, quando o Bituca de Três Pontas tornou-se conhecido nacionalmente ao participar com destaque do 2º Festival Internacional da Canção (FIC). Do songbook generoso e repleto de momentos geniais do astro nascido no Rio e criado em Minas Gerais, selecionou nove pérolas lançadas originalmente entre 1967 e 2002.

A obra de Milton traz como marca registrada uma fusão originalíssima das várias vertentes da música popular brasileira com rock, jazz, soul e ainda mais, com uma originalidade ímpar. Nos anos 1980, por exemplo, o curador de um festival de música precisava dar um rótulo para cada artista que participaria do evento. Quando chegou a vez do nosso astro, não teve dúvida ao denominar o estilo daquele artista brasileiro como “Milton”. Bem isso.

Consciente de tal fato, Adolfo soube explorar o rico universo melódico e harmônico do artista abordado, ampliando de forma criativa e bem concatenada caminhos sugeridos por algumas daquelas canções, tornando-as peças instrumentais únicas que, no entanto, mantém de forma elogiável o DNA original concebido pelos autores. Você as ouve, curte e muito a nova roupagem, mas reconhece cada uma delas, algo nada fácil de se realizar.

Antonio Adolfo é um pianista sublime, com aquele toque delicado e swingado nas teclas que sempre explora timbres personalizados e envolventes. Como arranjador, o cara é um mestre de primeira grandeza, sabendo como poucos organizar os instrumentos participantes e dando a eles funções principais e acessórias com um cuidado digno de um ourives musical. As partes de metais, por exemplo, são sempre encantadoras.

Generoso, ele sabe abrir espaços para seus acompanhantes, enquanto dá um show no seu instrumento. O time escalado para seus álbuns é invariavelmente estrelado, e este aqui tem como destaques os fantásticos Jessé Sadoc (flugelhorn e trumpete), Jorge Helder (contrabaixo), Marcelo Martins (sax tenor e flauta), Cláudio Spiewak (guitarra e violão) e Rafael Barata (bateria), esbanjando técnica e sensibilidade como poucos.

A roupagem estilo jazz brasileiro dada a Fé Cega, Faca Amolada, a pegada percussiva de Caxangá e o clima intimista imprimido a Cais e Encontros e Despedidas são bons exemplo do bom gosto de Antonio Adolfo na exploração da musicalidade da obra do nosso querido Bituca. BruMa, cujo título é uma homenagem a Brumadinho e Mariana, tem tudo para agradar desde os fãs de música mais sofisticada até aqueles que curtem uma trilha sonora agradável como pano de fundo sonoro. Easy Listening? Lovely Listening, isso, sim!

Ouça BruMa Celebrating Milton Nascimento em streaming:

Mumford & Sons releem hit dos Beatles em EP gravado ao vivo

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Por Fabian Chacur

Mumford & Sons, uma das bandas mais consistentes do folk-rock britânico deste século, tem em seus shows uma de suas armas mais efetivas para cativar o público. Como forma de compensar o fato de não terem tido a oportunidade de encerrar a turnê que divulgou seu 4º e mais recente álbum de estúdio, Delta (2018), eles acabam de lançar nas plataformas digitais o EP Delta Tour, com gravações ao vivo feitas nos últimos três anos.

Uma das faixas certamente conseguirá ótima repercussão. Trata-se de With a Little Help From My Friends, clássico dos Beatles assinado por John Lennon e Paul McCartney e lançado no álbum Sgt.Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967). A versão da banda inglesa, no entanto, teve forte influência do arranjo da gravação de Joe Cocker lançada em 1968 e depois eternizada no festival de Woodstock em 1969 e posteriormente no documentário sobre este evento histórico.

Ao lado de Marcus Mumford e seus três colegas de banda, temos mais 16 músicos e cantores nesta releitura, entre os quais os badalados Dermot Kennedy e Lianne La Havas. Com 12 anos de estrada, o Mumford & Sons tem quatro álbuns de estúdio, sendo o mais recente Delta (2018), que atingiu o topo da parada de sucessos americana e o 2º lugar no Reino Unido. Uma de suas fãs ilustres é a mitológica cantora Joan Baez.

With a Little Help From My Friends (live)- Mumford & Sons:

Lana Del Rey lança sua releitura para o clássico hit Summertime

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Por Fabian Chacur

Composta em 1934 pelo célebre compositor americano George Gershwin e parte integrante de sua ópera Porgy And Bess, Summertime é certamente uma das músicas mais regravadas de todos os tempos, com algo em torno de 25 mil versões diferentes registradas. Soma-se a elas mais uma, a recém-lançada pela cantora e compositora americana Lana Del Rey, que recebeu o título Summertime The Gershwin Version e já disponível nas plataformas digitais e em um elegante clipe.

Lana trouxe a canção para o seu universo sonoro fortemente influenciado pelo pop dos anos 1950 e 1960. Ou seja, sua releitura tem forte proximidade com o jazz estilo standard. Sua gravação traz também belos vocais de apoio e uma interpretação reverente a essa canção maravilhosa, que os roqueiros conheceram na incandescente voz de Janis Joplin e que mestres como Louis Armstrong, Miles Davis, Billie Holiday e Ella Fitzgerald gravaram com categoria.

A versão da cantora de 35 anos de idade teve sua estreia em um baile de gala beneficente da Orquestra Sinfônica de Nova York. Lana fez doações não só para essa entidade, mas também para a Orquestra Sinfônica de Los Angeles, e procurou incentivar o apoio aos músicos de orquestra que, nesse momento de pandemia, sofrem com a falta de apresentações ao vivo que lhes possam render o tal do pão de cada dia. Belo gesto!

Summertime (clipe)- Lana Del Rey:

Aline Calixto conta os detalhes sobre o seu primeiro DVD

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Por Fabian Chacur

Aline Calixto é uma cantora e compositora carioca criada em Minas Gerais cuja carreira fonográfica teve início com um álbum autointitulado em 2009. Em 2011, foi a vez do segundo, Flor Morena, cuja faixa-título, de autoria de Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Junior Dom, que fez sucesso nacionalmente ao entrar na trilha sonora da novela global Fina Estampa. Os dois discos foram lançados pela gravadora Warner Music.

Concentrando-se no samba mas sempre aberta a outras influências musicais, Aline lançou Meu Ziriguidum (2015- Independente) e Serpente (2017, em parceria com a gravadora LAB 344) e se firmou como uma das grandes cantoras da cena de BH, com direito a uma belíssima voz e muita presença de palco.

Como forma de celebrar essa carreira que tem tudo para proporcionar ainda mais frutos nos próximos anos, ela está lançando 10 Anos Aline Calixto- Ao Vivo em BH, DVD físico e álbum digital mais uma vez em parceria com a LAB 344 e contanto com diversos apoios. Com produção musical, arranjos e violão a cargo do fiel parceiro musical Thiago Delegado, com ela desde o começo, ela conta com as participações especiais de Beth Carvalho e Monarco e a Velha Guarda da Portela, entre outros.

Em entrevista concedida por e-mail a Mondo Pop, ela nos dá detalhes sobre esse ótimo lançamento, certamente um dos melhores do ano em termos de música popular brasileira, e também sobre sua trajetória artística e mesmo acerca de sua opção de se dividir entre o Brasil e a França em termos de residência.

MONDO POP- Para começar, faça uma avaliação desses dez anos de carreira, que hoje na verdade já são 12(rsrsrsrs).
ALINE CALIXTO
– Muita coisa aconteceu, né? Foram 4 discos solos, 1 DVD, participações em CDs e DVDs (Samba Social Clube, Sambabook, Martinho da Vila Canta Noel, dentre outros). Muitos shows pelos quatro cantos do mundo. Parcerias maravilhosas, muito estudo, enfim, só tenho a agradecer por tudo.

MONDO POP- O show foi gravado em junho de 2018, mas o DVD só está saindo agora. Conte um pouco sobre como foi a trajetória para conseguir viabilizar um projeto tão importante para você como esse, e quais foram os principais obstáculos que você teve se superar para concretiza-lo.
ALINE CALIXTO
– Pude realizar esse projeto porque fui contemplada pela Lei Estadual de Incentivo a Cultura de MG e a CEMIG entrou na parceria. Foi um ano totalmente dedicado a sua produção. Alguns percalços apareceram na caminhada, como, por exemplo, a mudança na data de gravação. A primeira data foi exatamente no dia de uma paralização dos rodoviários em BH. Eu e minha equipe decidimos não realizar a gravação, visto que muita gente (artistas que participaram) e equipamentos viriam de fora do estado. Mas ok, no final deu tudo certo! O lançamento era pra acontecer em meados de junho de 2019, porém em fevereiro daquele ano descobri que estava grávida, logo os planos foram adiados. Quando definimos a nova data de lançamento, que seria após o carnaval de 2020, veio a pandemia. Esperamos alguns meses e então dei a palavra final, bora lançar o trabalho e, quando puder, faremos os shows de lançamento. Agora é aguardar a vacina!!

MONDO POP- O repertório do DVD se divide entre músicas dos seus três CDs, inéditas e releituras de músicas alheias. Fale inicialmente das inéditas, especialmente de Dona do Pedaço, e depois sobre os critérios que seguiu para selecionar as músicas dos CDs anteriores que acabaram entrando no DVD.
ALINE CALIXTO
– Não foi tarefa fácil desenhar esse repertório, mas acredito que o resultado ficou bem dentro do que imaginava. Um “resumão” da minha trajetória musical. Somente uma faixa é inédita, que escolhi a dedo. Dona do Pedaço foi um lindo presente do André da Mata e Felipe Acaf. Há também releituras, mas essas o público já conhecia, pois as cantava em meus shows.

MONDO POP- A participação da Beth Carvalho no seu DVD acabou sendo histórica por ter sido o último registro dela. Relembre como foi essa gravação, do seu relacionamento com a Beth e a tristeza que é lançar o DVD sem que ela esteja mais entre nós.
ALINE CALIXTO
– Foi o último registro audiovisual em show que a Beth participou. Ela estava radiante, super feliz! Tínhamos uma relação de amizade muito linda. A conheci no início da minha carreira, e desde então nunca perdemos o contato. Ela era uma “mãe musical” pra mim. Sempre mostrava a ela os repertórios dos meus discos antes de iniciar as gravações. Fiquei muito abalada na época do seu falecimento. Lembro bem que, um dia depois da morte dela, estava pronto o primeiro corte do DVD e eu não consegui assistir. Estava grávida de 5 meses. Precisei segurar a onda e acalmar o coração. Tenho plena certeza que ela está muito feliz com a realização do meu sonho e por ter feito parte dele.

MONDO POP- A presença de Monarco e a Velha Guarda da Portela é quase que um selo de qualidade em seu DVD, tal a importância e a representatividade deles na história do nosso samba. Como surgiu a ideia dessa parceria, e como foi para você tê-los nesse DVD?
ALINE CALIXTO
– Conheço o pessoal há um tempo, né? São pessoas queridas que me acolheram desde o início da minha carreira. Monarco é sempre generoso, é a segunda vez que ele participa de uma gravação comigo. Já cantei algumas vezes com a Velha Guarda e é óbvio que passava pela minha mente que quando eu fizesse um registro audiovisual seria maravilhoso se eles pudessem participar. Quando o projeto saiu do papel, uma das primeiras coisas que fiz foi conversar com eles. Ficaram super felizes e prontamente aceitaram! Escolhi duas músicas, uma é emblemática e ficou conhecida na voz de uma das maiores cantoras desse país, que sempre foi uma das minhas maiores fontes de inspiração, Clara Nunes. Cantar Portela na Avenida com a Velha Guarda foi arrepiante. A segunda foi um lado B da Velha Guarda, Benjamin. Adoro esse samba!

MONDO POP- Temos outras participações bem bacanas no DVD. Comente um pouco sobre cada uma delas.
ALINE CALIXTO
– Tive a honra de dividir o palco com uma das mais importantes figuras da música mineira que é o Maurício Tizumba, e com ele o seu Tambor Mineiro. Foi lindo trazer também ao palco a novíssima geração do samba representada pelo Tavinho Leoni e Isadora Ferreira. Duas grandes vozes de BH também se juntaram ao projeto, Cinara Ribeiro e Marina Gomes. Acho importante dar espaço a outras mulheres. Aposto muito as minhas fichas nesses duas vozes do samba mineiro. Teve também representantes de vários blocos de carnaval de BH dividindo a faixa Beijo Mesmo, foi uma verdadeira festa nesse momento no palco!

MONDO POP- Explique como foi a escolha da rua Sapucaí em BH como palco para o show deste DVD, sua relação com esse local, e a importância desse espaço para o samba em Minas Gerais.
ALINE CALIXTO
– É uma rua emblemática da cidade. Um endereço central, que tem uma vista linda e nos últimos anos se tornou um espaço de grande efervescência cultural. Foi nessa rua que eu cantei em BH pela primeira vez. Mal imaginava que retornaria ao mesmo local para a gravação do meu DVD.

MONDO POP- Flor Morena foi tema da novela global Fina Estampa e é provavelmente o seu maior sucesso em termos nacionais. Você imaginava que essa música teria toda essa repercussão quando a gravou? Qual a sua relação com ela?
ALINE CALIXTO
– Eu sempre soube que essa música seria um marco na minha história por que foi um presente lindo que recebi do Zeca, Arlindo e Jr. Dom. Quando chegou a notícia de que ela faria parte da trilha de uma novela, fiquei meio paralisada e depois foi caindo a ficha. Ela é de fato o meu cartão de visitas. Tenho muito orgulho desse samba.

MONDO POP- Você começou sua carreira quando a indústria fonográfica brasileira caminhava para um momento muito difícil, que só piorou nesses anos todos. Como foi encarar toda essa dificuldade e conseguir sobreviver em termos profissionais, apesar de tudo?
ALINE CALIXTO
– Foi difícil sim, mas nada é eterno, tudo está em constante movimento. Quando vivemos e encaramos essa realidade, as coisas tendem a fluir melhor. Os formatos mudam, as pessoas mudam, a gente só precisa entender o balanço do mar pra melhor saber conduzir o barco.

MONDO POP- Como você avalia hoje a experiência que teve com a Warner, que lançou seus dois primeiros CDs, e como funciona atualmente a parceria com a gravadora independente LAB 344?
ALINE CALIXTO
– A Warner foi minha primeira casa, me abriu muitas portas e aprendi muito lá dentro. Tenho um carinho e respeito eternos pelo Sérgio Afonso e por todos os profissionais que fizeram parte de sua equipe, sempre atenciosos comigo. A LAB é uma empresa que me recebeu de braços e ouvidos abertos! Outro Sérgio na liderança também rsrsrs. Tenho total liberdade e sintonia com eles. É meu segundo projeto que sai com a assinatura do selo. E que venham mais!

MONDO POP- Fale um pouco sobre sua parceria musical com o Thiago Delegado, que está com você desde o início e foi o diretor musical deste DVD, além de participar como músico.
ALINE CALIXTO
– É meu casamento mais duradouro rsrsrs. Eu e ele crescemos musicalmente juntos. Acompanhamos mutuamente nossas trajetórias musicais. Delegado me compreende bem. A gente dá muito certo juntos, o que acho natural pois são muitos anos de parceria e amizade. Ele é um talento nato. Agradeço ao universo por ter colocado ele no meu caminho.

MONDO POP- O DVD traz nos bônus uma faixa especial focada no Bloco da Calixto, que teve início em 2014. Como foi essa experiência para você, especialmente com releituras de músicas de outros estilos musicais para o universo do carnaval?
ALINE CALIXTO
– Esse é um trabalho paralelo que conduzo desde 2014, quando crio o Bloco da Calixto. A ideia era justamente produzir um trabalho em que eu pudesse cantar outras músicas que não somente samba e dar a elas um toque carnavalesco. Eu adoro desenvolver o repertorio do bloco, que a cada ano traz um tema. Em 2017, o tema foi o Amor, daí compus em parceria com o Juliano Butz a música Beijo Mesmo, que acabou entrando também no DVD, juntamente com um pout pourri de canções que foram temas de outros anos.

MONDO POP- Como está a sua vida profissional e pessoal atualmente, e como a pandemia do novo coronavírus influenciou nesse sentido? Você vai mesmo se dividir entre morar na França e no Brasil?
ALINE CALIXTO
– A pandemia mudou de forma geral a vida de todos, umas mais que as outras. Eu e meu esposo há algum tempo já pensávamos em pôr em prática nosso plano de dupla moradia. Só não esperávamos que seria tão rápido. A área dele sofreu muito no Brasil (ele trabalha com enologia e viticultura), mas na França, nunca parou. Como a minha profissão é mais flexível com relação a localização, resolvemos adiantar os planos e nos dividir entre Brasil e França. Nesse momento, estamos finalizando a “temporada França” e voltamos pro Brasil no finalzinho desse ano ainda.

MONDO POP- Como vai ser a divulgação do DVD? Já tem algum show programado dentro da nova configuração atual, ou com lives, ou com drive thru, ou mesmo show presencial com plateias reduzidas?
ALINE CALIXTO
– Estamos em negociação para a realização de um show por hora somente em versão virtual. Acho que show presencial só mesmo depois da vacina, né?

MONDO POP- Quais são os seus planos para 2021?
ALINE CALIXTO
– Vacinação assim que possível e, após, poder retornar aos palcos pra fazer o show que inspirou o DVD.

Nos Combates Dessa Vida (ao vivo)- Aline Calixto e Beth Carvalho:

Del Amitri faz prévia de futuro álbum com o seu novo single

del amitri 400x

Por Fabian Chacur

A banda escocesa Del Amitri disponibiliza seu primeiro single com uma música inédita nos últimos 18 anos. Trata-se da deliciosa balada rock Close Your Eyes & Think Of England, amostra inicial do álbum Fatal Mistakes, que a gravadora britânica Cooking Vynil promete lançar em 30 de abril de 2021 em diversos formatos, incluindo CD, vinil colorido, fita cassete, vinil standard e nas plataformas digitais.

Entre 1985 e 2002, o grupo liderado por Justin Currie (vocal) e Ian Harvie (guitarra) lançou seis álbuns de estúdio, sendo que quatro deles atingiram o Top 10 da parada do Reino Unido, vendendo algo em torno de seis milhões de cópias. Uma coletânea com seus hits também atingiu o Top 10, trazendo faixas como Nothing Ever Happens, Always The Last To Know e Roll To Me. Esta última atingiu o Top 10 americano no formato single.

O som do Del Amitri é um rock melódico com elementos do folk britânico e forte vocação para criar canções épicas e muito boas de se ouvir. Conheci o som deles graças a uma seleção feita em fita-cassete pelo meu amigo Maurício Noriega, na época meu colega de Diario Popular e hoje comentarista do canal a cabo SporTV. Eles participaram do Woodstock ’94 e marcaram presença no então badalado programa de David Letterman.

Além de Currie e Harvie, a formação atual do Del Amitri também traz Andy Alston (teclados e percussão), Kris Dollimore (guitarra) e Ash Soan (bateria). Após saírem de cena em 2002, eles voltaram para realizar pequenas turnês em 2014 e 2018, com boa repercussão. O novo álbum foi produzido por Dan Austin, conhecido por seus trabalhos com as bandas Biffy Clyro e You Me At Six.

Close Your Eyes & Think Of England (clipe)- Del Amitri:

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