Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Author: Fabian Chacur (page 1 of 82)

Rockfest reunirá em São Paulo bandas clássicas do rock pesado

scorpions

Por Fabian Chacur

Outubro é aquele mês normalmente associado às Oktoberfests, que se realizam por aí (especialmente em Blumenau-SC) e cuja ênfase fica em torno de bebidas e comidas tradicionais alemãs. Para os fãs do rock pesado, no entanto, esse mês trará este ano como objeto de desejo o Rockfest. O Festival ocorrerá em São Paulo no dia 21 de setembro (sábado) a partir das 16h na Allianz Parque (avenida Francisco Matarazzo, nº 1.705- Água Branca). No elenco, Scorpions (foto), Whitesnake, Megadeth, Europe e Armored Dawn. Mais informações aqui.

A escalação acabou virando uma espécie de Copa do Mundo do rock, pois conta com representantes de cinco países. O Brasil terá no elenco a banda Armored Dawn, sexteto na estrada desde 2014, com dois álbuns no currículo e shows ao lado de Megadeth, Rhapsody, Symphony X, além de participar do Motörboat, cruzeiro capitaneado pelo extinto grupo Motörhead que saiu de Miami em 2016.

Da Suécia, vem o Europe, um hard rock melódico com ecos de progressivo que conquistou os fãs nos anos 1980 com álbuns como The Final Countdown (1986), cuja faixa-título emplacou no Brasil como trilha de um comercial de cigarros.

O grupo americano Megadeth, liderado pelo cantor, compositor e guitarrista Dave Mustaine, também surgiu nos anos 1980, viveu seu auge comercial nos 1990 e vivencia uma nova fase positiva após a entrada no time do guitarrista brasileiro Kiko Loureiro (ex- Angra) e o lançamento do CD Dystopia (2016)

Capitaneado pelo carismático vocalista britânico David Coverdale, ex-integrante do Deep Purple, o Whitesnake é outro que estourou durante a década de 1980, graças a rocks como Guilty Of Love e Crying In The Rain e as baladas roqueiras Is This Love, Love Ain’t No Stranger e Here I Go Again, só para citar alguns hits.

Tal qual o Whitesnake, os alemães do Scorpions também tiveram grande destaque na primeira edição do Rock in Rio, em 1985. Tendo como líderes o guitarrista Rudolph Schenker e o vocalista Klaus Meine, o grupo conquistou fãs no mundo inteiro com sua bem azeitada fórmula de rocks pesados como Big City Nights e Rock You Like a Hurricane e baladas intensas como Still Loving You e Winds Of Change. A banda sempre atraiu inúmeros fãs em seus shows no Brasil.

Big City Nights (clipe)- Scorpions:

ZZ Top celebra 50 anos de estrada com uma coletânea

zz top capa coletanea-400x

Por Fabian Chacur

Há 50 anos, caía na estrada uma banda oriunda da cidade de Houston, Texas (EUA), com o intuito de investir no blues e nas variações mais básicas e viscerais do rock. Surgia o ZZ Top, grupo que permanece na ativa e celebra este cinquentenário com Goin’ 50, coletânea que a Warner Music lançará em junho em duas configurações, no Brasil. Uma, física, trará 18 faixas, enquanto a outra, para as plataformas digitais, inclui um total de 50 faixas. Trata-se de uma celebração mais do que merecida.

No início, o cantor, compositor e guitarrista Billy Gibbons tinha a seu lado Lanier Greig (baixo e teclados) e Dan Mitchell (bateria). Após o lançamento do single com as músicas Salt Lick e Miller Farm, no entanto, esse dois músicos sairiam fora, substituídos ainda naquele 1969 por Dusty Hill (baixo) e Frank Beard (bateria). Felizmente, os novos parceiros permaneceriam firmes e fortes ao lado de Gibbons durante as décadas que se seguiriam.

O primeiro álbum do trio saiu em 1971, intitulado ZZ Top’s First Album. O sucesso em termos comerciais veio a partir do terceiro trabalho, Tres Hombres (1973), que atingiu o 8º posto na parada americana. Graças a shows sempre energéticos e ao carisma de seus músicos, especialmente do guitarrista Billy Gibbons, logo frequentador assíduo das listas de melhores no instrumento, a banda aos poucos foi ganhando fãs entusiásticos.

Nos anos 1980, passaram a lotar estádios, graças ao estouro de álbuns como Eliminator (1983), que vendeu mais de 10 milhões de cópias nos EUA. Eles acrescentaram teclados eletrônicos, mas sem descaracterizar sua sonoridade clássica, uma mistura de blues, rock, hard rock e boogie. A entrada da música Doubleback, faixa do álbum Recycler (1990), na trilha do filme De Volta Para o Futuro 3 também ajudou bastante em sua popularidade.

O bacana do ZZ Top é a sua postura desencanada, com dois de seus integrantes (Gibbons e Hill) usando longas barbas e todos eles vestindo roupas esporte bem avacalhadas. O que conquistou o grande público foi mesmo a música, pois os shows também não ficam se valendo de recursos cênicos exagerados.

A seleção de músicas de Goin’ 50 dá uma geral em toda a carreira, sendo que a digital inclui ao menos uma faixa de cada um de seus álbuns de estúdio, do primeiro até o mais recente, La Futura (2012), com direito ao raro primeiro single. A versão física faz um apanhado mais resumido, porém muito bacana da carreira toda, e serve como uma boa amostra da bela trajetória do trio texano, que já se apresentou no Brasil lá pelos idos de 2010 e está iniciando uma turnê americana para festejar essas bodas de ouro roqueiras.

Confira o repertório do álbum físico:

La Grange
Sharp Dressed Man
Gimmie All Your Lovin’
Tush
Cheap Sunglasses
I’m Bad, I’m Nationwide
Legs
Got Me Under Pressure
Rough Boy
Sleeping Bag
Velcro Fly
Doubleback
Viva Las Vegas
Pincushion
What’s Up With That
Fearless Boogie
Piece
I Gotsta Get Paid

Confira o repertório do álbum digital:

La Grange
Sharp Dressed Man
Gimmie All Your Lovin’
Tush
Legs
Rough Boy
I’m Bad, I’m Nationwide
Cheap Sunglasses
Got Me Under Pressure
Sleeping Bag
Velcro Fly
Doubleback
Viva Las Vegas
Salt Lick
Miller’s Farm
(Somebody Else Been) Shaking Your Tree
Francine
Beer Drinkers & Hell Raisers
Waitin’ For The Bus
Jesus Just Left Chicago
Heard It On The X
Back Door Medley (Live)
It’s Only Love
Arrested Whilst Driving Blind
Enjoy and Get It On
I Thank You
Leila
Tube Snake Boogie
Pearl Necklace
TV Dinners
Can’t Stop Rockin’
Stages
Delirious
Woke Up With Wood
Concrete And Steel
My Head’s In Mississippi
Give It Up
Decision Or Collision
Gun Love
Pincushion
Breakaway
Girl In A T-Shirt
Fuzzbox Voodoo
She’s Just Killing Me
What’s Up With That
Bang Bang
Rhythmeen
Fearless Boogie
36-22-36
Piece

Doubleback (clipe)- ZZ Top:

Uganga ousa e consolida a sua sonoridade com o álbum Servus

Uganga_Capa_Servus-400x

Por Fabian Chacur

Não é fácil desenvolver uma sonoridade original e consistente na seara do rock pesado. Um dos problemas é o fato de esse gênero exigir virulência e massa sonora, o que às vezes leva algumas bandas a caírem em uma armadilha que as prendem a clichês que sempre dão certo em termos gerais, em detrimento de uma personalidade mais apurada. O grupo mineiro Uganga, em seus mais de 25 anos de trajetória, nunca despencou nesse perigoso alçapão, e dessa forma cresce a cada ano. Servus, o seu novo álbum, mostra mais uma vez o poder criativo e energético dessa turma do barulho, no melhor sentido do termo.

A história do Uganga (leia mais sobre eles aqui) teve início no Triângulo Mineiro, mais precisamente na bela cidade de Uberlândia (MG). Possuem no currículo cinco álbuns de estúdio, um ao vivo gravado na Alemanha, um DVD incluindo documentário sobre sua trajetória e show ao vivo e turnês por Brasil e Europa.

A maturidade adquirida nessa trajetória se mostra muito evidente em Servus, a partir dos apoios obtidos para a sua realização. A Waken Foundation, por exemplo, é uma organização alemã sem fins lucrativos criada em 2008 pelos produtores do festival Waken Open Air, considerado o maior de heavy metal do planeta, e que apoia projetos consistentes de hard e heavy metal de todo o mundo. Outro parceiro importante para a realização deste álbum é o Programa Municipal de Incentivo À Cultura (PMIC) de Uberlândia, que soube reconhecer o quanto a banda divulga e eleva o nome da cidade pelo mundo afora.

O retorno desses investimentos você percebe logo ao manusear o CD físico, com direito a capa digipack dupla e um encarte luxuoso com letras, fotos e ficha técnica completa. As impactantes artes de capa e contracapa ficaram a cargo do artista pernambucano Wendell Araújo, que já trabalhou com grupos como Ratos de Porão e Cólera. A qualidade técnica de gravação, mixagem e masterização tem padrão internacional, e foi feita em nosso país, basicamente no estúdio Rock Lab, em Goiânia (GO), com produção a cargo do vocalista da banda, Manu Joker, em parceria com Gustavo Vazquez.

Se tudo isso relatado até aqui já seria suficiente para ficar bem impressionado com o Uganga, o que de fato os torna dignos de muitos elogios é o conteúdo musical de Servus. Mesmo com tanto tempo de estrada, o time continua com aquela fúria energética típica de bandas iniciantes. No entanto, essa adrenalina toda é filtrada de modo a gerar um resultado tecnicamente impecável, fugindo da mera barulheira insana rumo a uma estrutura na qual você consegue ouvir cada detalhe, incluindo as tramas das guitarra, a sólida cozinha rítmica e os penduricalhos adicionais incluídos em cada uma das 13 faixas.

Capitaneando essa estrutura bem azeitada, Manu Joker se mostra um dos melhores cantores de rock pesado do Brasil. Sua voz tonitroante é controlada de forma quase cirúrgica, e com uma dicção impecável (algo não tão frequente em vocalistas dessa praia), que nos permite entender e mergulhar nas letras em português, o que valoriza ainda mais as conquistas deles no exterior, onde o inglês é quase obrigatório para quem quiser ver sua música valorizada.

O conteúdo poético contido nas letras do álbum traz um forte protesto contra o sofrimento da maior parte da população nas mãos dos poderosos de plantão, sem cair em panfletarismos ou ideologias restritivas. O refrão da alucinada faixa título exemplifica bem essa linha de pensamento: “escravos somos nós, escravos coniventes de loucos genocidas insanos, errados somos nós, massa de manobra, não mais do que servos”. A esperança de tempos melhores, no entanto, sempre aparece, com elementos espiritualistas sendo utilizados.

Manu tem a seu lado neste álbum Christian Franco (guitarra), Thiago Soraggi (guitarra), Maurício “Murcego” Pergentino (guitarra), Raphael “Ras” Franco (baixo e vocais) e Marcelo Henriques (bateria e vocal). Pergentino saiu do time após a gravação do álbum, substituído por Lucas “Carcaça”. Um time coeso, vibrante e tecnicamente impecável, que viabiliza a sonoridade thrascore, uma mistura de thrash metal com o punk hardcore, de forma plena e muito criativa.

Também temos as participações especiais da cantora e dançarina pernambucana Flaira Ferro, que com Manu e Luiz Salgado divide os vocais da incrível faixa E.L.A., do grupo chileno de rap Lexico na vigorosa Hienas, e também de Renato BT (do John No Arms), DJ Eremita, Marco Melo (sax), Fábio Marreco (do Totem) e o espiritualista Sr. Waldir, este último na enigmática Depois de Hoje…, que traz sampler de um discurso do líder pacifista indiano Mahatma Ghandi.

Servus nos mostra uma inquietude e inconformismo com os rumos atuais vividos pela humanidade, mas sempre com um olho no futuro que pode ser melhor, se as pessoas do bem se unirem para modificar essa situação. Com este álbum, o Uganga mostra que quem considera o heavy metal um antro de gente que só sabe fazer barulho insano e abordar temas satânicos precisa urgentemente atualizar os seus conceitos. Aqui, estamos diante de rockers do melhor calibre, lutando por um mundo melhor em todos os sentidos, tanto musicais como de convivência entre os seres humanos.

Servus (videoclipe)- Uganga:

Nelson Angelo e Joyce, o LP, está de volta no formato vinil de 180 g

joyce e nelson angelo-400x

Por Fabian Chacur

Em 1972, com vinte e poucos anos cada, Nelson Angelo e Joyce Moreno (então, assinando apenas Joyce) eram um casal que resolveu lançar um disco em dupla. Nascia, dessa forma, o álbum Nelson Angelo e Joyce, lançado na época pela EMI-Odeon. Se não vendeu lá essas maravilhas, foi devidamente cultuado por um público que se ampliou com o decorrer dos anos. Este trabalho está retornando às lojas no formato LP de vinil de 180 gramas, em lançamento feito em parceria por Universal Music e Polysom, parte integrante da coleção Clássicos de Vinil, desenvolvida pela Polysom.

O ouvinte desavisado certamente associará o som das 13 faixas deste álbum com a musicalidade criada pelo Clube da Esquina. E essa semelhança não é por acaso. O mineiro Nelson também fazia parte daquele grupo de artistas geniais capitaneados por Milton Nascimento. Cantor, compositor e músico, ele tem diversos discos solo em seu currículo, e é o autor da belíssima Fazenda, um grande sucesso na gravação do Bituca de Três Pontas.

Boa parte dessa turma genial estava radicada no Rio naquele 1972, quando, por sinal, foram lançados Clube da Esquina (Milton e Lô Borges) e Lô Borges (de Lô Borges, o célebre Disco do Tênis). A terra de Joyce, vale lembrar.

Joyce se encaixou feito luva na sonoridade folk-rock-rural do disco, com diversas composições de Nelson (uma com Joyce) e outras de nomes como Danilo Caymmi, Ronaldo Bastos e Márcio Borges. De quebra, participam do disco baluartes do Clube da Esquina como Lô Borges, Toninho Horta, Wagner Tiso e Beto Guedes. No repertório, canções deliciosas como Meus Vinte Anos, Comunhão, Sete Cachorros e Um Gosto de Fruta, entre outras.

Vale lembrar que, nessa época, nasceram Clara Moreno e Ana Martins, filhas do casal que posteriormente se tornaram também cantoras. Elas inspiraram um dos maiores sucessos da carreira de Joyce Moreno, a doce e delicada Clareana, defendida em um festival da Globo em 1980 e faixa do estupendo álbum Feminina (leia sobre esse CD aqui), que a cantora irá interpretar na íntegra neste fim de semana em São Paulo, durante a Virada Cultural. Um programa imperdível, ainda mais sendo gratuito.

Joyce e Nelson Angelo- ouça o álbum em streaming:

Johnny Alf e sua essência são as marcas de dois álbuns digitais

johnny alf o interprete capa-400x

Por Fabian Chacur

Alfredo José da Silva, embora sóbrio, não era um nome muito charmoso para um dos grandes nomes da história da nossa música. Felizmente, ele atendeu a sugestões de amigos e tornou-se Johnny Alf, denominação muito mais classuda. E deu muito certo. Esse grande cantor, compositor e pianista carioca, que completaria 90 anos no próximo dia 19, mas que infelizmente nos deixou em 2010, construiu uma obra sólida e densa que merecia ser bem mais cultuada do que é. A Kuarup acaba de disponibilizar em todas as plataformas digitais dois álbuns inéditos deste gênio, intitulados O Autor e O Intérprete.

Para alguns dos maiores especialistas no tema, entre eles o jornalista Ruy Castro, Johnny foi o pioneiro da bossa nova, misturando com criatividade e sutileza samba e jazz já no início da década de 1950. Versátil, ele sabia não só compor com desenvoltura como também tocar um piano personalizado, além de reler com classe canções alheias. Um artista de primeira, que habitualmente rendia o máximo ao vivo, nos palcos da vida, com uma categoria reservada a poucos.

Os dois álbuns digitais trazem faixas extraídas de gravações ao vivo realizadas no início dos anos 2000 pertencentes ao acervo do produtor e empresário Nelson Valência, que trabalhou por muitos anos com Johnny Alf. Esse material foi pesquisado pelo consagrado produtor musical e jornalista Thiago Marques Luiz, que se incumbiu de selecionar o repertório que chegou aos produtos finais.

O álbum O Autor nos traz dez das composições mais icônicas do nobre songbook do artista carioca, com direito a Rapaz de Bem, O Que é o Amor, Eu e a Brisa e Ilusão À Toa. O Intérprete, por sua vez, nos oferece suas certeiras releituras de maravilhas alheias do porte de Corcovado, Chega de Saudade, Desafinado, Valsa de Eurídice, Alguém Como Tu e The Shadow Of Your Smile.

Totalmente à vontade e em excelente forma, tanto vocal como instrumental, Johnny aparece no formato do trio de jazz, acompanhado por um guitarrista e um baterista. Suas performances tem total DNA jazzístico, respeitando as melodias mas não se negando a improvisos deliciosos e a belos solos de piano e guitarra aqui e ali. Em alguns momentos, ele fala com a plateia, dando informações sobre as músicas. A qualidade de áudio é das melhores.

O material merecia ter lançamento físico, com direito a um encarte com texto informativo redigido por Thiago e uma capa aproveitando as simples, porém muito belas e eficientes imagens que ilustram as versões digitais, mas só o fato de essas gravações raras chegarem à tona e estarem agora disponíveis para todos os fãs da melhor música brasileira já merece fartos aplausos.

O Intérprete- Johnny Alf (ouça em streaming):

Distopia mostra para o Brasil o seu rock oriundo de Rondônia

distopia foto-400x

Por Fabian Chacur

Com apenas dois anos de estrada, a banda Distopia começa a colher frutos de sua atuação. Oriundo do estado de Rondônia, mais precisamente da capital daquele estado do norte do país, Porto Velho, tem em sua escalação Vandrin Rodrigues (guitarra e composições), Hugo Borges (vocal), Rafini Root (guitarra), Mikeias Belfort (baixo) e Renan Lima (bateria). Seu primeiro álbum, autointitulado, saiu em 2017, uma amostra de seu rock alternativo com tempero melódico e romântico.

Nos últimos meses, tiveram o single À Deriva produzido pelo consagrado Luiz Carlos Maluly (RPM e inúmeros outros), participaram dos festivais Boto Rock e Rondon Rock e também do programa Estúdio Show Livre, apresentado pelo lendário Clemente (Inocentes e Plebe Rude). Eles abriram um show em Rondônia para o Biquini Cavadão e em breve farão o mesmo para Fernando Anitelli, vocalista e líder do grupo O Teatro Mágico, só que desta vez em São Paulo.

Seu mais recente single, Meu Vício Sem Fim, acaba de ter seu clipe divulgado, já com milhares de visualizações. Eles também lançaram recentemente um EP, Por Acaso. Leia entrevista com Vandrin Rodrigues, na qual ele fala sobre a banda, a cena roqueira de Rondônia e muito mais.

Mondo Pop- O Distopia mudou muito do lançamento do primeiro álbum para cá. Como ocorreram essas mudanças? Dá para afirmar que, na verdade, o primeiro álbum acabou sendo o embrião para o que a banda é hoje?
Vandrin Rodrigues-
Afirmamos atualmente que se trata exatamente disso. Eu me reuni com o compositor Hélio Vieira e resolvemos pegar algumas músicas que tínhamos, juntar o trabalho e ver o que saia. A princípio, entramos no estúdio do Hugo Borges, nosso atual vocalista, pra gravar as músicas. Então, convidamos Rafini Root (guitarra) Mikeias Belfort (baixo) e Renan Lima (bateria) para participarem das gravações do que veio a se tornar o primeiro álbum da banda. Na época, mais pessoas de fora participaram, e pouco tempo depois o que era inicialmente o álbum Distopia acabou se tornando a “banda Distopia”. O amadurecimento mostrado no EP Por Acaso trata-se justamente de a gente ter se abraçado dessa vez realmente como uma banda e todos participarem do processo de composição. Isso trouxe uma variedade enorme de influencias que acredito que conseguimos harmonizar no segmento indie pop.

Mondo Pop- Vocês trabalharam com o Luiz Carlos Maluly no single À Deriva. Como foi essa experiência? Vocês pretendem gravar mais músicas, ou mesmo um álbum completo, com ele na produção?
Vandrin Rodrigues-
A experiência foi incrível. Viajamos todos para São Paulo para gravar o clipe e foi um dia muito intenso para todos nós. Já posso confirmar que isso rendeu bons frutos com o sucesso de À Deriva, e estamos para lançar outro single que (Maluly) ajudou a produzir. Em breve teremos mais novidades em nossas redes.

Mondo Pop- Vocês são uma das primeiras bandas de Rondônia a aparecer no Sudeste. Em que lugares fora do norte do país vocês já estão com uma repercussão mais significativa?
Vandrin Rodrigues-
Nossa música tocou em algumas rádios do Sul também, mas o trabalho ainda é recente para podermos afirmar. Acredito que no norte e no sudeste é onde estamos aparecendo mais, pelo menos por enquanto. Vale lembrar que não somos a primeira banda de Rondônia a aparecer na mídia nacional, pois a Versalle conseguiu isso, bombando no programa Super Star.

Mondo Pop- Falem um pouco sobre como é o cenário rock em Rondônia. Muitas bandas? Que estilos elas tocam? Como é o relacionamento entre essas bandas? Dá para dizer que há uma cena consistente de rock por lá? Citem algumas dessas bandas.
Vandrin Rodrigues –
– Hoje, temos em média 50 bandas listadas no festival Boto Rock, isso apenas na capital, Porto Velho. O cenário está passando por uma fase nova, uma galera começando a aparecer, e há bastante variedade dentro do gênero, desde o heavy metal ao indie rock. Algumas das bandas que estão lançando trabalhos no momento são Os Ultimos, O RetroAtivo e Tuer Lapin. Eu diria que estamos passando por uma fase boa e estamos com um movimento consistente.

Mondo Pop- Como foi a experiência de participar do programa Estúdio Showlivre, com a apresentação do lendário Clemente, dos Inocentes? E a repercussão?
Vandrin Rodrigues-
Foi simplesmente incrível, pois trabalhamos com técnicos muito profissionais, e o Clemente (dos Inocentes e Plebe Rude) conduziu a entrevista muito bem. A partir do momento em que entramos no estúdio nos sentimos em casa. A energia que conseguimos captar foi muito boa e nos surpreendemos com a quantidade de pessoas nos assistindo. Além dos amigos que acompanham nosso trabalho, conseguimos bastante visibilidade pelo brasil afora. Foi uma das maiores experiências que já tivemos como banda.

Mondo Pop- Vocês tiveram a oportunidade de tocar com o Biquini Cavadão em Porto Velho. Falem um pouco sobre essa experiência, e se vocês se identificam com o trabalho deles.
Vandrin Rodrigues
– A maioria das personalidades do rock nacional fazem parte de nossa bagagem de influencias, e não é diferente com o Biquini Cavadão. A experiência foi muito gratificante e principalmente desafiadora, mas conseguimos dar a volta por cima.

Mondo Pop- Em julho, vocês abrirão shows para o show solo de Fernando Anitelli, líder do grupo Teatro Mágico, em São Paulo. Como surgiu essa oportunidade, e qual a expectativa de vocês em relação a tocar com um grupo cujo público é imenso?
Vandrin Rodrigues
– Estamos muito ansiosos para realizar esse trabalho, e a ideia é que possamos aprender mais sobre o que é participar ativamente da banda, viajando, se planejando, passando por diferentes cidades e lidando com diferentes públicos.

Mondo Pop- Vocês lançaram um EP digital, Por Acaso. Falem um pouco sobre ele, e onde pode ser ouvido. A música Meu Vicio Sem Fim faz parte dele?
Vandrin Rodrigues-
Meu Vicio Sem Fim é nossa nova música, foi lançada no formato single. O EP Por Acaso é resultado de muitos meses de trabalho e dedicação no estúdio. Passamos 2018 quase inteiro em meio a esse processo de composição e produção, gravamos cerca de 14 músicas e fizemos a triagem para o EP. Dentre as 14, estavam A Deriva e Meu Vicio Sem Fim, que resolvemos lançar como single. Nosso EP está disponível em todas as plataformas digitais.

Mondo Pop- Como vocês definem o som de vocês, em termos de letras e de músicas? Quais são seus temas favoritos, e quais as influências em termos musicais e poéticos?
Vandrin Rodrigues-
Nos consideramos um grupo de rock alternativo. As letras têm um link direto com o nome da banda, pois pensamos em falar um pouco sobre como é a vida nesse mundo distópico em que vivemos. Nossas influências a respeito de letras vêm principalmente de músicas atuais, mas as bandas que temos como base são em maioria dos anos 90 para trás.

Mondo Pop- Para finalizar, contem sobre os planos para o futuro próximo- um álbum completo, novos singles, shows etc.
Vandrin Rodrigues-
Para o próximo semestre estamos planejando lançar um novo álbum. Já estamos em fase de produção e esperamos em breve poder confirmar algumas novidades bem bacanas. Muito obrigado pela entrevista. Agradecemos o espaço e esperamos poder estar por aqui em breve!

Meu Vício Sem Fim (clipe)- Distopia:

Lô Borges nos oferece 10 novos clássicos no inspirado Rio da Lua

Capa.cdr

Por Fabian Chacur

Em 2018, Lô Borges nos ofereceu uma bela e emocionante releitura de seus trabalhos de estreia de 1972, o maravilhoso DVD Tênis+Clube Ao Vivo no Circo Voador (leia a resenha aqui). Seria até normal esperar que ele ficasse um bom tempo capitalizando os louros oriundos desse lançamento. No entanto, o cantor, compositor e cantor mineiro prova que, aos 67 anos, quer mesmo é viver novas emoções. No caso, um novo CD, o maravilhoso Rio da Lua (Deck).

Rio da Lua adiciona duas novidades a sua carreira. Normalmente, Lô compõe as melodias, para depois encaixar as letras, feitas por ele ou outros parceiros. Desta vez, inverteu-se o processo. As letras apareceram primeiro, para serem posteriormente musicadas. A segunda nova decorre daí: pela primeira vez, ele compôs em parceria com o cantor, compositor e músico mineiro Nelson Angelo, outro egresso do Clube da Esquina. O amigo mandava as letras via aplicativo digital, e ele as ia transformando em canções. O resultado gerou dez belezuras compatíveis com o que de melhor eles já fizeram.

Tendo seu violão como âncora, Lô traz a seu lado Henrique Matheus (guitarras), o irmão Telo Borges (piano e teclados), Thiago Corrêa (baixo) e Fernando Monteiro (bateria). Esse time criou uma sonoridade envolvente e consistente, repleta de sutilezas e de uma capacidade inesgotável de embelezar canções que já seriam capazes de nos cativar, mesmo que fossem executadas só no modo voz-e-violão. Virou uma sólida banda de folk-pop-rock, ou de MPB pop, se preferir. Tudo criando o clima ideal para abrigar a voz suave, docemente apaixonada e fantasticamente bem colocada desse trovador roqueiro que é Lô Borges.

O parceiro de Milton Nascimento soube aproveitar a poesia visionária e viajante de Nelson Angelo, cujas letras nos falam de sonhos e de como encarar a vida, os momentos difíceis, as paixões e as perspectivas futuras, tudo sem cair em autoajuda barata ou reducionismo imbecilizante. Aqui, o tom é a beleza estética com forte conteúdo filosófico. Tudo embalado por aquelas melodias que vão te ganhando de tal forma que, quando você se dá conta, já ouviu o CD umas mil vezes. E que venha a milésima primeira!

Qualquer uma das dez canções merece elogios efusivos, mas a faixa-título, Em Outras Canções, Flecha Certeira, Partimos, Inusitada e especialmente Profeta, que encerra o álbum com seu clima jazzy misterioso, são pepitas preciosas em meio a uma verdadeira Serra Pelada musical. Rio da Lua, é obra ao mesmo tempo repleta da consistência que só a maturidade dá ao artista e recheada daquele idealismo juvenil inspirado e sincero que tantas coisas boas proporcionou no mundo da música. Que venham boas novas todo dia!

Ouça Rio da Lua, de Lô Borges:

Rita Coolidge faz lindos shows no Brasil, só que não! Cancelados!

rita coolidge 2-400x

Por Fabian Chacur

No dia 13 de dezembro de 2018, Mondo Pop anunciou em primeira mão a vinda ao Brasil, pela primeira vez, da cantora americana Rita Coolidge (leia a matéria aqui). Uma bela notícia, por sinal. Ela faria três shows por aqui, em abril de 2019, em Vila Velha (ES), São Paulo e Rio de Janeiro. Pois bem. No fim das contas, o que era para ser, e estava plenamente confirmado, não se fez real. Em português mais claro: os shows não aconteceram!

Bem, aí, meu querido leitor, minha querida leitora, você certamente deve estar falando aí com os seus botões: mas que raio de jornalista é esse, que anuncia a realização de um show e esse show não acontece? Bem, vamos lá. Para começo de conversa, as três datas de Rita Coolidge no Brasil foram confirmadas oficialmente pela produtora que as realizaria, a respeitada Poladian Produções, que já trouxe ao país Eco & The Bunnymen, P.I.L., B.A.D. e inúmeros outros. As apresentações também estavam na programação oficial do site da intérprete de We’re All Alone e tantos hits. Logo, não havia o que questionar.

O cancelamento da turnê ocorreu não muito antes de sua realização, e não foi divulgado de forma muito intensa. Na verdade, só fiquei sabendo disso esta semana e por acaso, ao conversar com uma pessoa que trabalha no meio musical. Dê um google e tente achar essa informação mais perto da data dos shows e encontrará o mesmo que eu: nada. Pior: entre no site da produtora, e os shows ainda estão lá, como se tivessem sido realizados normalmente. Como não estou em São Paulo, demorei esse tempo para descobrir tal “novidade”.

Mas vou contar uma coisinha para vocês: isso não é um fato inédito. Várias vezes são anunciados shows de artistas internacionais por aqui, por produtoras grandes, e no fim das contas eles não ocorrem. Em 2015, por exemplo, teríamos em junho os quatro primeiros shows da cantora Sinead O’Connor, pela produtora Opus, outra especialista em trazer grandes nomes da música. E não rolou.

Assim como não rolou o retorno de Robin Gibb ao Brasil, que veio ao país pela primeira (e, infelizmente, única) vez em novembro de 2005. Uma nova tour brazuca rolaria em 2010, mas foi adiada para abril de 2011, devido a problemas de saúde do cantor. Poucos dias antes, mais uma vez, novo adiamento, desta vez definitivo. E, infelizmente, o artista nos deixou no dia 20 de maio de 2012.

Os fãs do grupo americano The Doobie Brothers, entre os quais me incluo, vibraram ao ouvirem o anúncio de que a banda seria uma das atrações do Rock in Rio em 1991. Seria, mas não foi, pois houve o cancelamento prévio. E a banda não veio até hoje. Portanto, vamos cruzar os dedos e torcer para que Daryl Hall & John Oates, atração anunciada para o mês de junho de 2019 (leia mais aqui), realmente venha a fazer a felicidade de seus fãs brasileiros. Do contrário, entrará nessa relação dos que foram sem ter nunca terem sido…

Love Me Again– Rita Coolidge:

Tuia e Ricardo Vignini fazem show no Teatro J. Safra (SP)

tuia e ricardo vignini-400x

Por Fabian Chacur

Dois grandes amigos e dois grandes divulgadores do chamado rock rural. São eles Tuia Lencioni e Ricardo Vignini, colegas de geração que há mais de 20 anos investem em carreiras musicais ricas e repletas de bons momentos. Após participarem recentemente do excelente CD Nós do Rock Rural- Encontro de Gerações (leia a resenha aqui) ao lado de Zé Geraldo, Guarabyra e Tavito, eles fazem um show em dupla em São Paulo neste domingo (5) às 11h30 no Teatro J. Safra (rua Josef Kryss, nº 318- Barra Funda- fone 0xx11-3611-3042), com ingressos a R$ 5,00 (meia) e R$ 10,00 (inteira).

Além de Tuia (voz e violão) e Vignini (viola e violão), o show, intitulado 2 do Rock Rural, trará também os músicos Felipe Rosa (violão, bandolim e vocais) e Wanderley Jr. (teclados e violão). O repertório inclui composições próprias como Flor, Encontro e Colisão e Capuxeto e clássicos do rock rural como Senhorita (Zé Geraldo) e Espanhola (Sá & Guarabyra), só para citar dois deles. Um show para curtir, cantar junto e sair com a alma lavada.

Cantor qualificado e compositor inspirado, além de ótimo violonista, Tuia integrou o grupo Dotô Jeka e há um bom tempo investe em frutífera carreira solo (leia mais sobre ele aqui). Por sua vez, Ricardo Vignini é um ás das violas. Sim, no plural, pois ele toca várias versões desse instrumento musical, sempre com destreza e habilidade. Além da carreira solo, também integra o duo Moda de Rock e o grupo Matuto Moderno (leia mais sobre ele aqui).

Encontro e Colisão (ao vivo)- Tuia e Ricardo Vignini:

Rolling Stones reeditam o seu histórico Rock And Roll Circus

rolling stones rock and roll circus

Por Fabian Chacur

Nos últimos anos, os fãs dos Rolling Stones tem necessitado de uma condição financeira privilegiada para manter sua coleção de itens referentes à banda devidamente atualizada. Agora, chega a vez de The Rolling Stones Rock And Roll Circus, que a ABKO Films e ABKO Music, em parceria com a Universal Music, lançará em breve em versão 4K Dolby Vision. Serão disponibilizadas as versões Deluxe Edition (incorporando Blu-ray – DVD, 2 CDs e um livro com 44 páginas), LP triplo, CD duplo e digital. No Brasil, o único item relativo aos formatos físicos a ser lançado será o DVD, com os outros limitados às plataformas digitais.

Nessa verdadeira enxurrada de produtos referentes à banda de Mick Jagger e Keith Richards, Rock And Roll Circus é um dos mais importantes. Gravado em dezembro de 1968 com o objetivo de ser um especial de TV, ficou nos arquivos durante quase 30 anos, sendo lançado de forma oficial em áudio e vídeo apenas em 1996. O show trazia um cenário relembrando o de um circo cinematográfico, com o grupo britânico recebendo diversos convidados especiais.

Além de ter marcado a última performance de Brian Jones com a banda que ajudou a fundar, o show traz outras atrações históricas, como o Dirty Mac, supergrupo formado para esta apresentação que traz “apenas” John Lennon (guitarra e vocal), Eric Clapton (guitarra), Keith Richards (baixo) e Mitch Mitchell (bateria, do Jimi Hendrix Experience). Eles tocam uma versão endiabrada de Yer Blues, que os Beatles haviam lançado há pouco no Álbum Branco. Também estão presentes The Who, Jethro Tull, Marianne Faithfull, Yoko Ono e Taj Mahal.

Se a versão em condições técnicas revitalizadas já é uma bela pedida, o fato de termos inúmeras faixas-bônus em áudio equivale ao ponto mais cobiçado pelos colecionadores, nesta nova edição de Rock And Roll Circus. O Dirty Mac, por exemplo, toca nada menos do que Revolution, além de uma jam session. A versão anterior em CD era simples, vale lembrar. O filme foi dirigido por Michael Lindsay-Hog, o mesmo do filme Let It Be, dos Beatles, cujas gravações estavam sendo iniciadas naquela mesma época.

The Rolling Stones Rock and Roll Circus (4K FILM)

O FILME

Song For Jeffrey – Jethro Tull

A Quick One While He’s Away – The Who

Ain’t That A Lot Of Love – Taj Mahal

Something Better – Marianne Faithfull

Yer Blues – The Dirty Mac

Whole Lotta Yoko – Yoko Ono & Ivry Gitlis, and The Dirty Mac

Jumpin’ Jack Flash – The Rolling Stones

Parachute Woman – The Rolling Stones

No Expectations – The Rolling Stones

You Can’t Always Get What You Want – The Rolling Stones

Sympathy for the Devil – The Rolling Stones

Salt Of The Earth – The Rolling Stones

EXTRAS

Widescreen Feature, Aspect Ratio: 16:9 (65 min)

Entrevista Pete Townshend, Aspect Ratio: 4×3 (18 min)

The Dirty Mac:

‘Yer Blues’ Tk2 Quad Split, Aspect Ratio: 4×3 (5:43)

Taj Mahal:

-Checkin’ Up On My Baby, Aspect Ratio: 4×3 (5:37)

-Leaving Trunk, Aspect Ratio: 4×3 (6:20)

-Corinna, Aspect Ratio: 4×3 (3:49)

Julius Katchen:

-de Falla: Ritual Fire Dance, Aspect Ratio: 4×3 (6:30)

-Mozart: Sonata In C Major-1st Movement, Aspect Ratio: 4×3 (2:27)

Mick & The Tiger/ Luna & The Tiger, Ratio: 4×3 (1:35)

Bill Wyman & The Clowns, Aspect Ratio: 4×3 (2:00)

Lennon, Jagger, & Yoko backstage, Aspect Ratio: 4×3 (45sec)

COMENTÁRIOS DAS FAIXAS DO FILME:

Life Under The Big Top (Artistas) Apresentando: Mick Jagger, Ian Anderson, Taj Mahal, Yoko Ono, Bill Wyman, Keith Richards (65 min)

Framing The Show (Diretor & Diretor de Fotografia) Apresentando: Michael Lindsay Hogg, Tony Richmond (65 min)

Musings (artistas, escritor, fãs que estiveram na gravação) Apresentando: Marianne Faithfull, David Dalton, David Stark (50 min)

The Rolling Stones Rock and Roll Circus Edição de Áudio Ampliada

1. Mick Jagger’s Introduction Of Rock And Roll Circus – Mick Jagger

2. Entry Of The Gladiators – Circus Band

3. Mick Jagger’s Introduction Of Jethro Tull – Mick Jagger

4. Song For Jeffrey – Jethro Tull

5. Keith Richards’ Introduction Of The Who – Keith Richards

6. A Quick One While He’s Away – The Who

7. Over The Waves – Circus Band

8. Ain’t That A Lot Of Love – Taj Mahal

9. Charlie Watts’ Introduction Of Marianne Faithfull – Charlie Watts

10. Something Better – Marianne Faithfull

11. Mick Jagger’s and John Lennon’s Introduction Of The Dirty Mac

12. Yer Blues – The Dirty Mac

13. Whole Lotta Yoko – Yoko Ono & Ivry Gitlis with The Dirty Mac

14. John Lennon’s Introduction Of The Rolling Stones + Jumpin’ Jack Flash – The Rolling Stones

15. Parachute Woman – The Rolling Stones

16. No Expectations – The Rolling Stones

17. You Can’t Always Get What You Want – The Rolling Stones

18. Sympathy for the Devil – The Rolling Stones

19. Salt Of The Earth – The Rolling Stones

FAIXAS-BÔNUS

20. Checkin’ Up On My Baby – Taj Mahal

21. Leaving Trunk – Taj Mahal

22. Corinna – Taj Mahal

23. Revolution (rehearsal) – The Dirty Mac

24. Warmup Jam – The Dirty Mac

25. Yer Blues (take 2) – The Dirty Mac

26. Brian Jones’ Introduction of Julius Katchen – Brian Jones

27. de Falla: Ritual Fire Dance – Julius Katchen

28. Mozart: Sonata In C Major-1st Movement – Julius Katchen

Yer Blues- The Dirty Mac (John Lennon+):

Older posts

© 2019 Mondo Pop

Theme by Anders NorenUp ↑