Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Author: Fabian Chacur (page 2 of 85)

História Secreta do Pop Brasileiro estreia em 17 de junho em Sampa

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Por Fabian Chacur

O mundo musical brasileiro possui inúmeros personagens que, mesmo tendo obtido enorme sucesso comercial, foram relegados ao esquecimento. Pior: são praticamente ignorados pela mídia, exceto por alguns abnegados jornalistas, radialista e pesquisadores musicais. Pois a ideia de História Secreta do Pop Brasileiro, série produzida e dirigida pelo jornalista André Barcinski, é precisamente dar a inúmeras dessas figuraças do pop feito no Brasil nos anos 1970 e 1980 o devido destaque. A estreia dessa incrível produção será no dia 17 (segunda-feira) às 21 no Cinesesc, em São Paulo (saiba mais detalhes no serviço desta matéria).

Obs.: a série também será exibida no canal a cabo Music Box Brazil, ainda em data a ser devidamente divulgada, segundo informação da assessoria de imprensa da Kuarup.

São oito episódios temáticos, durante os quais figuras impagáveis e repletas de histórias incríveis como Mister Sam, Gilliard, Dudu França, Paulo Massadas e inúmeros outros nos mostrarão um panorama desses anos todos. Brasileiros se fingindo de gringos e gravando em inglês, astros sendo produzidos de forma pitoresca, apresentadoras de TV virando cantoras na marra, o que não falta é fato pitoresco nessa parada. A pesquisa ficou por conta do saudoso jornalista Paulo Cavalcanti (saiba mais sobre ele aqui), um craque nessa área.

O projeto marca a entrada da conceituada gravadora e editora Kuarup nos projetos audiovisuais, e também inclui uma trilha sonora gravada especialmente para este projeto. O produtor escalado foi o competente e experiente Helio Costa Manso, integrante da banda Sunday, uma das melhores do pop brasileiro em inglês, e que trabalhou nas gravadoras RGE e Som Livre. A relação completa das gravações você também encontra a seguir, e reúne feras como Dudu França, Marcos Ficarelli, os Pholhas e o próprio Sunday.

EPISÓDIOS:

1 – Os Clones
Conheça a história dos clones brasileiros de Trini Lopez, Dee D. Jackson e Genghis Khan.

2 – Falsos Gringos
Nos anos 70, o pop brasileiro foi invadido por cantores estrangeiros de fachada, como Morris Albert, Mark Davis, Terry Winter (inglês radicado no Brasil), Dave Maclean, Paul Denver, Chrystian e muitos outros.

3 – Os Carbonos
A curiosa história de um grupo paulistano que gravou como banda de apoio, segundo cálculos, cerca de 50 mil músicas em 30 anos de carreira, incluindo hits como Fuscão Preto, É o Amor, Feelings e Domingo Feliz.

4 – Discos-Fantasmas
Nos anos 70, as lojas de discos passaram a vender milhares de LPs de covers, a maioria sem créditos de músicos. A série vai revelar as histórias envolvendo alguns desses LPs.

5 – Cantores de Estúdio
A história fantástica dos vocalistas de apoio que formaram o coral mais atuante da música brasileira, participando de discos de Gilberto Gil, Raul Seixas, Rita Lee, Zé Rodrix, Gretchen, Sidney Magal, Tim Maia e centenas de outros.

6 – A Explosão da Música Infantil
Quem foram os produtores e compositores responsáveis pela explosão da música infantil de Xuxa, Bozo, Trem da Alegria, A Turma do Balão Mágico e outros ícones da criançada? A resposta está neste episódio.

7 – Os Bailes
A maior escola do pop brasileiro. A série vai contar a história das bandas de baile no Brasil, de pioneiros como Tony Campello, nos anos 50, às domingueiras de clubes paulistanos no fim dos anos 60, que revelaram Sunday, Memphis, Kompha e Watt 69, entre outros.

8 – Mister Sam
Um perfil do genial Santiago Malnati, o argentino que revolucionou o pop brasileiro ao lançar Gretchen, Nahim, Lady Lu e Black Juniors, e também se tornou um dos grandes DJs da noite paulistana.

Lançamento História Secreta do Pop Brasileiro no 11º. In-Edit Brasil
Evento inicial – 17 de junho (segunda-feira), às 21h.
Local – Cinesesc (Rua Augusta, 2075, em São Paulo-SP)
Exibição seguida por debate com o diretor André Barcinski e o produtor musical Hélio Costa Manso

2º. Evento – Exibição da Série História Secreta do Pop no Cine Olido
Data – 22 de junho (sábado), às 15h e às 17h
Local – Cine Olido – Av. São João, 473 – Centro Histórico de São Paulo.
Às 19h haverá um show com a banda Sunday, chamado “Hits Again e A História Secreta do Pop Brasileiro”, com hits do repertório da série.

Evento Extra – Exibição da Série História Secreta do Pop na Cinemateca
Data – 23 de junho (domingo), às 18h e às 20h
Local – Cinemateca -Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino – 04021-070. Os episódios de 1 a 4 serão exibidos na sessão das 18H e às 20H serão exibidos os episódios de 5 a 8.

Conheça as músicas da trilha:

FEELINGS
Intérprete: Dudu França e Sunday

TELL ME ONCE AGAIN
Intérprete: Pholhas

SUMMER HOLIDAY
Intérprete: Paul Denver e Sunday

HANG ON SLOOPY
Intérprete: Ficarelli (Loupha) Sunday

I’M GONNA GET MARRIED
Intérprete: Sunday

LISTEN TO THE MUSIC
Intérprete: Dave Maclean e Sunday

MY MISTAKE
Intérprete: Pholhas

RAIN AND MEMORIES
Intérprete: Paul Denver e Sunday

SHE MADE ME CRY
Intérprete: Pholhas

VENUS
Intérprete: Sunday

WE SAID GOODBYE
Intérprete: Dave Maclean e Sunday

YOU REALLY GOT ME
Intérprete: Ficarelli (Loupha) e Sunday

MY PLEDGE OF LOVE
Intérprete: Dudu França e Sunday

O MENINO DA PORTEIRA
Intérprete: Diego Jimenez e Coro

LA BARCA
Intérprete: Diego Jimenez e Coro

NÃO SE VÁ (TU T’EN VAS)
Intérprete: Diego Jimenez e Coro

Veja o trailer de História Secreta do Pop Brasileiro:

Odair José solta o verbo em mais um belo álbum roqueiro e rebelde

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Por Fabian Chacur

Em 2015, com o álbum Dia 16 (leia a resenha de Mondo Pop aqui), Odair José iniciou uma trilogia roqueira que prosseguiu em 2016 com Gatos e Ratos (leia a resenha de Mondo Pop aqui). Agora, chega a vez de Hibernar na Casa das Moças Ouvindo Rádio, outro trabalho vigoroso, criativo e com uma assinatura forte e própria. Coisa fina! Uma profissão de fé no nosso velho e bom rock and roll feita no capricho e com letras rebeldes e incisivas.

Hibernar na Casa das Moças Ouvindo Rádio impressiona bem a partir da embalagem digipack do CD, com direito a encarte caprichado e visual com arte a cargo de Roger Marx que traz desenhos ilustrando a temática das letras. A produção incrível em termos visuais e sonoros conseguiu ser viabilizada graças ao apoio do Proac (programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo), com distribuição a cargo do ótimo selo goiano Monstro Discos, um dos mais ativos do indie rock brasileiro. Aliás, muito legal essa parceria entre eles e um dos mais importantes artistas goianos de todos os tempos.

Com 11 músicas, o álbum teve seu nome criado a partir da união dos títulos das três faixas que o abrem. A sonoridade lembra o rock com tempero blues e hard da década de 1970, pontuado por riffs de guitarra bem bacanas, teclados e a inclusão de gaita e metais aqui e ali. A voz de Odair nunca esteve melhor, algo incrível para quem completou 70 anos em agosto do ano passado. Sinal de que o cara está se cuidando muito bem, especialmente se levarmos em conta a intensidade de cada uma dessas canções.

As letras trazem temas bem atuais unidos a outros bastante presentes na obra do cantor, compositor e músico goiano, mas que também permanecem inseridos no contexto das pessoas. A paixão por descobrir as coisas pelas ondas do rádio (Ouvindo Rádio), a necessidade de dar uma respirada em meio ao caos que vivemos (Hibernar) e a busca do prazer com as “damas da noite” ou com quem quer que seja (Na Casa das Moças, Gang Bang, Liberado, Fetiche) estão em cena.

A obsessão pelas redes sociais é detonada em Fora da Tela, enquanto o lamentável e absurdo apoio do governo atual à liberação geral da posse de armas sofre forte questionamento na virulenta Chumbo Grosso.

O espírito daquele cara que vem do interior para encarar a vida nos grandes centros surge em Rapaz Caipira e Imigrante Mochileiro, e o dia-a-dia nessas cidades inspirou Pirata Urbano. Além de uma excelente banda, o disco também traz participações de Toca Ogan e Jorge du Peixe (da Nação Zumbi) e das cantoras do grupo As Bahias e a Cozinha Mineira. Timaço que dá show de rock.

Após viver longos períodos fora da mídia e sem poder fazer aquilo que realmente desejava, hoje Odair José usufrui com categoria da liberdade artística que conquistou a duras penas, como prova esse muito bacana Hibernar na Casa das Moças Ouvindo Rádio. Quem sai no lucro somos nós. Que venham mais coisas boas pela frente, quem sabe um DVD gravado ao vivo com esse repertório roqueiro ou coisa do gênero. Pois agora, quem dá as cartas é ele. Melhor assim!

Ouça Hibernar na Casa das Moças Ouvindo Rádio na íntegra:

Hanna lança CD em homenagem a João Gilberto com show no RJ

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Por Fabian Chacur

Há quatro anos, a cantora Hanna, uma alagoana radicada no Rio, lançou um álbum em homenagem a João Gilberto. A repercussão do trabalho foi tão boa que ela resolveu mergulhar mais uma vez no universo musical do consagrado cantor, compositor e violonista baiano, e assim surgiu O Amor É Bossa-Nova- Homenagem a João Gilberto Volume 2, cujo show de lançamento no Rio de Janeiro será nesta sexta (7) às 21h na Casa Julieta de Serpa (praia do Flamengo, nº 340- Flamengo- fone 0xx21-2551-1278), com ingressos a R$ 30,00 (meia) e R$ 60,00 (inteira).

Com 23 faixas, o disco duplo traz como trunfos duas composições de João Gilberto, Bim Bom e Hó-Ba-La-Lá, cujas regravações foram devidamente autorizadas pelo autor, algo não muito frequente. Ela também escolheu composições de outros autores que o Papa da Bossa Nova consagrou em seu repertório, entre elas Eu Vim da Bahia, Fotografia, O Samba da Minha Terra, Pra Que Discutir Com Madame, Águas de Março, Insensatez e Retrato Em Preto e Branco.

No show, Hanna será acompanhada por Lulu Martin (piano), Jorge Pescara (contrabaixo), Tinho Martins (sax e flauta) e Fabio Cezanne (bateria). Com mais de 30 anos de carreira, a cantora teve músicas em trilhas de filmes e novelas, além de shows pelo Brasil e em países como Itália, Suíça, Grécia e França. Sentimentos foi gravada por ela e entrou na trilha da novela global Partido Alto (1984), tendo sido tema da personagem vivida pela atriz Cristiane Torloni.

Eu Vim da Bahia (clipe)- Hanna:

Boca Livre celebra 40 anos de estreia com Viola de Bem Querer

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Por Fabian Chacur

Em 1979, saía pela via independente o álbum de estreia do Boca Livre. Não demorou para que se tornasse um verdadeiro fenômeno, pois mesmo sem a ajuda das grandes gravadoras, atingiu em cheio o grande público e ultrapassou a marca das 100 mil cópias vendidas. E aquilo era só o começo de uma trajetória belíssima. Quatro décadas depois, o quarteto carioca celebra a efeméride com Viola de Bem Querer, um trabalho que os mantém em seu alto patamar de qualidade artística.

Quando fiquei sabendo do novo título do álbum do Boca Livre, imaginei que se trataria de um trabalho retrospectivo de seus maiores sucessos, pois a frase remetia a dois grandes hits da banda, Quem Tem a Viola e Toada (Na Direção do Dia). Errei feio! Na verdade, Viola de Bem Querer é uma composição do jovem cantor, compositor e músico paulista Breno Ruiz, lançada por ele em seu álbum Cantilenas Brasileiras, lançado em 2016 pela via independente.

Com letra a cargo do consagrado Paulo Cesar Pinheiro, esta belíssima canção, curiosamente, foi gravada por Breno em versão na qual temos ele cantando e tocando piano (seu instrumento habitual) e acompanhado por Igor Pimenta (baixo acústico). Ou seja, não tem viola! Na releitura feita pelo Boca, o instrumento se faz presente, reforçando sua mensagem simples e encantadora.

A formação atual do Boca Livre é a sua mais estável nesses 41 anos de estrada, com Zé Renato (voz e violão), Mauricio Maestro (voz, baixo e violão), David Tygel (voz e viola) e Lourenço Baeta (voz, violão e flauta). Desde o início, investem em uma sonoridade que traz como influências mais visíveis o Clube da Esquina, a ala mais melódica do rock rural, bossa nova e outras vertentes bacanas da nossa música popular. Isso, dando continuidade à tradição de grandes grupos vocais brasileiros, como MPB-4 e Os Cariocas.

Viola de Bem Querer, como um todo, os mostra no geral com uma ênfase no som mais rural, o que transparece logo na capa e nas fotos incluídas no belo encarte da versão em CD deste trabalho. São nove faixas no total. O padrão habitual se mantém, com algumas composições de integrantes do time, como as belas Santa Marina (parceria de Lourenço Baeta com o poeta Cacaso), Noite (escrita por Zé Renato com a genial Joyce Moreno, autora de um dos pontos altos do álbum de estreia, Mistérios, feita com Mauricio Maestro), Eternidade (Mauricio Maestro) e a instrumental O Paciente (David Tygel).

Somadas às autorais, temos composições alheias escolhidas a dedo, como a deliciosa Um Paraíso Sem Lugar (Geraldo Azevedo e Fausto Nilo), e clássicos perenes da música brasileira em encantadoras adaptações personalizadas. Amor de Índio (Beto Guedes e Ronaldo Bastos) vem do Clube da Esquina, enquanto Um Violeiro Toca (Almir Sater e Renato Teixeira) sai do berço da canção rural brasileira. A surpresa fica por conta de Vida da Minha Vida (Moacyr Luz e Sereno), hit na voz de Zeca Pagodinho que aqui ganhou contornos latinos e percussivos.

Além dos quatro se desdobrando em vocais e instrumentos musicais, o disco conta com participações de músicos do porte de Pantico Rocha (bateria, conhecido por seu trabalho com Lenine), João Carlos Coutinho (piano elétrico), Bernardo Aguiar (pandeiro), Thiago da Serrinha (percussão) e Marcelo Costa (percussão). A sonoridade delicada e envolvente do grupo se mostra muito bem preservada, enfatizando os belos arranjos vocais, dividindo-se entre uníssomos, solos e vocalizações elaboradas e encantadoras.

Muito legal ver um grupo celebrar 40 anos de seu disco de estreia com um trabalho que não soa saudosista ou redundante. Aqui, o que temos é a fidelidade intensa e entusiástica a um estilo próprio de se fazer música, sem se render a modismos ou tendências do cenário musical, e oferecendo apenas o melhor a quem os acompanha nesses anos todos. Da mesma forma que ouvimos até hoje Boca Livre (o álbum) com o mesmo prazer de 1979, certamente este Vida da Minha Vida continuará encantando daqui a muitos e muitos anos.

Viola de Bem Querer– Boca Livre:

Hot Chip divulga single Melody Of Love; full album sai em junho

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Por Fabian Chacur

O grupo britânico Hot Chip voltará ao Brasil em novembro, quando será uma das atrações, em São Paulo, do Popload Festival 2019. Enquanto isso não ocorre, eles acabam de divulgar o single Melody Of Love, deliciosa canção dançante de melodia pegajosa, daquelas que entram no seu cérebro e não saem mais de lá. E nada contra! Trata-se do segundo a ser divulgado este ano. O primeiro foi Hungry Child (veja o clipe aqui). As duas faixas estarão no sétimo álbum dos caras, A Bath Full Of Ecstasy, que será lançado no dia 21 de junho, sendo que no Brasil só nas plataformas digitais.

Na estrada desde 2000, a banda do músico e compositor Alexis Taylor traz como novidade ter na produção de um de seus álbuns alguém de fora do time. E eles não escolheram qualquer um. São eles o francês Philippe Zdar, da banda Cassius, que trabalhou recentemente com o Franz Ferdinand, e o escocês Rodaidh McDonald, cujo currículo inclui colaborações com Adele, Vampire Weekend, David Byrne e Gil Scott-Heron, entre outros. O synthpop com fortes influências oitentistas e com toques de disco music do grupo está em ótimas mãos.

O primeiro álbum do Hot Chip, Coming On Strong, saiu em 2004. Desde então, eles conseguiram não só cativar um público dos mais respeitáveis na cena indie pop como também atraíram as atenções de nomes importantes da música. Entre eles, o lendário Robert Wyatt, da banda progressiva Soft Machine e com sólida carreira solo e colaborações com outros grandes nomes da música, que gravou com eles em 2008 o EP Hot Chip With Robert Wyatt and Geese.

Eis as faixas de Bath Full Of Ecstasy:

1. Melody of Love
2. Spell
3. Bath Full of Ecstasy
4. Echo
5. Hungry Child
6. Positive
7. Why Does My Mind
8. Clear Blue Skies
9. No God

Melody Of Love (clipe)- Hot Chip:

Meu Tio e o Joelho de Porco na programação do Canal Brasil

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Por Fabian Chacur

Em 1988, um certo Rafael perdeu precocemente seu pai, o empresário Sérgio Terpins, vítima de um infarto. A presença de seu tio Tico o ajudou bastante a lidar com uma perda tão terrível e repentina. Dez anos depois, é Tico que se vai, também antes do que se imaginaria. Em 2018, agora cineasta, Rafa nos oferece um delicado relato sobre esse parente tão peculiar, que para o público em geral tem relevância como o criador da incrível banda Joelho de Porco. Trata-se de Meu Tio e o Joelho de Porco, delicioso documentário que o Canal Brasil exibe nesta quinta (30) às 18h45, sexta (31) às 15h45 e domingo (2-6) às 10h55.

É importante ter em mente essa dualidade de intenções do documentário para apreciá-lo melhor. Não se trata de um filme exclusivamente sobre o grupo paulistano surgido em 1972 e criado pelo cantor, compositor e baixista Tico Terpins em parceria com o vocalista Próspero Albanese, que ele conheceu nos tempos de colégio. Ou seja, análises um pouco mais detalhadas dos álbuns lançados pela banda, suas influências musicais, algumas contradições em sua trajetória e mesmo opiniões de críticos ficaram de fora, mostrando que um segundo filme só sobre o grupo em si seria mais do que bem-vindo.

Mas a relação entre Rafael e seu tio famoso, explicitada na tela, nos ajuda muito a conhecer melhor esse personagem peculiar. Um cara genial em termos artísticos, que soube encaminhar o bom humor existente no trabalho dos Mutantes rumo a estâncias ainda mais extremas, em uma união rock-sátira que iria inspirar Língua de Trapo, Premeditando o Breque e diversos outros artistas dessa praia, até mesmo os Mamonas Assassinas, como ilustra depoimento de Zé Rodrix, integrante do grupo nos anos 1980.

Fugindo de uma abordagem mais convencional, Rafael é uma espécie de mestre de cerimônias do filme, amarrando as cenas com suas participações guiando o LTD do tio e conversando com um boneco que representa o músico, em diálogos deliciosos. O material de arquivo teve excelente utilização, permitindo conferir a trajetória da banda e suas performances em apresentações na TV e em shows, além de algumas entrevistas resgatadas. Depoimentos atuais de ex-integrantes como Próspero e de parentes de Tico nos permitem descobrir peculiaridades desse personagem incomum.

Se era um músico de primeira, Tico tinha um bom-humor do tipo “perco o amigo, mas não perco a piada”. Vários desses momentos absurdos gerados por seu temperamento irrequieto são relatados no filme, incluindo “causos” bizarros ocorridos durante shows e programas de TV. O legal é que Rafael não tenta esconder esse lado inconsequente do tio, uma das possíveis razões pelas quais o Joelho de Porco não conseguiu o sucesso que merecia ter atingido.

Outro problema que Rafael conseguiu superar do jeito que deu foi o fato de Billy Bond, vocalista da banda durante a sua “fase punk”, que gerou o álbum Joelho de Porco (1978), lançado pela gravadora global Som Livre, ter saído do time de forma nada amigável. No filme, o bonequinho Tico afirma que aquele álbum, o com mais visibilidade dentre os quatro que gravaram, com direito a comerciais na Globo e tudo, não passava de “um disco sem alma”.

E Rafa lê o SMS enviado por Billy justificando o porque não aceitou o convite para dar a sua versão para o fim de sua participação no Joelho de Porco. O curioso fica por conta da apresentação dos registros de TV e shows dessa fase, nas quais as imagens de Bond são distorcidas. Ficou estranho, mas acabou sendo melhor do que excluí-las, pois são em quantidade bastante expressiva.

A parceria com Arnaldo Baptista em seu primeiro compacto simples, de 1973, o incrível álbum de estreia São Paulo 1554-Hoje (1975), um dos melhores da história do rock brasileiro, o polêmico “disco punk” de 1978 e os dois dos anos 1980, já na fase com Zé Rodrix, Saqueando a Cidade (1983) e 18 Anos Sem Sucesso (1988) são abordados, assim como a atuação de Tico Terpins no mercado publicitário e como dono de estúdio de gravação.

Meu Tio e o Joelho de Porco equivale a uma deliciosa viagem pela vida de um cara do tipo malucão que nos deixou um legado musical que merece ser mais reverenciado, e sua principal virtude é exatamente essa: incentivar quem o vê a ir atrás dos quatro álbuns do grupo, todos repletos de maravilhas do porte de Boing 723897, México Lindo, Mardito Fiapo de Manga, São Paulo By Day, O Rapé, Vai Fundo, A Última Voz do Brasil e tantas outras.

Ouça São Paulo 1554-Hoje, do Joelho de Porco:

Benito di Paula leva a turnê Fim de Papo a Belo Horizonte (MG)

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Por Fabian Chacur

Em fevereiro deste ano, Benito di Paula deu início à turnê Fim de Papo, que ele anuncia como a última de sua bem-sucedida carreira. A previsão é de que sejam realizados shows em aproximadamente 120 cidades do Brasil e do exterior. Nesta sexta (31), esse incrível cantor, compositor e pianista marcará presença em Belo Horizonte (MG), em show único às 21h no Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, nº 1.537- Centro- fone 0xx31-3236-7400), com ingressos de R$ 60,00 a R$ 75,00.

Uday Vellozzo (seu nome de batismo) nasceu em Nova Friburgo (RJ) em 28 de novembro de 1941. Depois de batalhar durante muitos anos como músico da noite em São Paulo, lançou o seu primeiro álbum em 1971. Pouco depois, estourou nacionalmente, graças a hits massivos como Mulher Brasileira, Charlie Brown, Retalhos de Cetim e muitos outros, especialmente durante a década de 1970, a fase áurea de sua trajetória musical.

A explicação para o sucesso de Benito di Paula reside em uma mistura muito criativa e contagiante de samba, música latina e romantismo, com uma forma jazzística e sofisticada de tocar piano. De quebra, ele também é um ótimo cantor, e ao vivo costuma primar por improvisos e muita inventividade. Nos shows da atual turnê, ele conta com a participação do filho, Rodrigo Vellozo, e além dos hits, também toca músicas do mais recente álbum de inéditas, Essa Felicidade É Nossa, lançado em 2017 pela 74 Music.

Mulher Brasileira– Benito di Paula:

NU (Naked Universe) lança novo álbum com show em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Após estrear em 2015 com um álbum bastante elogiado, o duo NU (Naked Universe) nos apresenta Atlântica, seu segundo álbum, disponível nas plataformas digitais com distribuição a cargo da Ditto Music. Como forma de apresentar ao público paulistano o material dessa nova incursão deles pelo mundo da música pop experimental, teremos um show neste domingo (2-6) às 18h no Sesc 24 de Maio (rua 24 de maio, nº 109- Centro- fone 0xx11-3350-6256), com ingressos custando de R$ 9,00 a R$ 30,00.

NU (Naked Universe) é um projeto musical capitaneado por Ligiana Costa (cantora e compositora) e Edson Secco (compositor e produtor musical). Sua sonoridade mergulha em um pop eletrônico com viés experimentalista e um clima etéreo que de certa forma remete à new age e à world music mais introspectiva. Dá para dançar, sim, mas de forma mais sensual e delicada.

Atlântica é resultado de uma imersão de sete dias do duo na Mata Atlântica, nos quais realizaram uma nova música a cada dia. O repertório apresenta sete faixas, entre as quais Canción de Amor, Durga 1 e Kyrie. Marcam presença Luiza Lian, São Yantó (que também participará deste show) e Nansy Silvvs.

Canción de Amor– NU (Naked Universe):

I Am (1979) marca o auge da incrível banda Earth, Wind & Fire

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Por Fabian Chacur

Muito difícil escolher o melhor álbum lançado pelo Earth, Wind & Fire. Durante sua trajetória, a banda criada pelo genial cantor, compositor, músico e produtor americano Maurice White nos proporcionou diversos trabalhos de primeiríssima linha, especialmente durante a década de 1970, seu auge em termos criativos e comerciais. Mas dá para selecionar, sem sustos, o LP que marca o auge deles, aquele momento em que viraram praticamente uma unanimidade perante os mais diversos públicos. Estou falando de I Am, lançado em 1979, quando os caras tomaram a cena pop de assalto, de uma vez por todas.

Até aquele momento de sua carreira, o grupo já havia conseguido grandes feitos, como atingir o topo das paradas americanas de álbuns e singles, lotar ginásios pelos EUA e outros países com seu show repleto de efeitos especiais e produção sofisticada e também conquistar fãs fora do universo da black music.

O mais importante, obviamente, é a qualidade artística da música que lhes possibilitou tais conquistas, uma brilhante fusão de soul, funk, rock, jazz e músicas africana e latina. Faltava apenas a cereja do bolo, ou seja, ganhar o público mainstream, entrando no primeiro escalão da popularidade mundial.

Inquieto e inteligente, Maurice White sempre buscou parcerias com gente de fora da banda, como forma de somar forças e também levar adiante sua intenção de criar um som universal e ao mesmo tempo criativo e popular.

Em I Am, essa busca o impulsionou a iniciar um trabalho ao lado do compositor, músico e produtor canadense David Foster, que até aquele momento já havia gravado com e produzido artistas do porte de George Harrison, Daryl Hall & John Oates e outros. Fã da banda, ele conheceu Maurice através de uma amiga em comum, e logo de cara mostrou a ele uma balada que havia composto ao lado dos amigos músicos Jay Graydon e Bill Champlin.

Maurice não só adorou a tal balada, nada menos do que After The Love Has Gone, como perguntou a Foster se ele não estava interessado em tentar compor alguma coisa a seu lado. Foster aceitou, e as jam sessions entre eles geraram seis das nove faixas incluídas em I Am. Com boas influências da black music, Foster trouxe para o grupo elementos da música pop que ajudaram a banda a se aproximar do mainstream radiofônico.

Aliás, as duas faixas que conseguiram concretizar esse feito são de certa forma opostas, e ambas agradaram em cheio importantes setores do grande público da época. Uma é a já citada After The Love Has Gone, que chegou ao número 2 da parada de singles da Billboard e pegou em cheio os fissurados por canções românticas, nostálgicas e de apelo fortemente melódico.

A outra mirou os fãs da então extremamente popular disco music. Trata-se de Boogie Wonderland, única música do disco não assinada por White (composição de Joe Lind e Allee Willis) e a única faixa escancaradamente do gênero gravada pela banda, e que estourou com força total nas discotecas de todo o mundo e de quebra atingiu o nº 6 entre os singles da Billboard.

Não é de se estranhar, portanto, que I Am tenha sido o álbum mais popular do E,W&F no Reino Unido, atingindo por lá a posição de nº 5, e também nos principais mercados discográficos do mundo. Mas vale ressaltar uma coisa: se essas duas faixas são apelos a públicos que o grupo nunca havia atingido em cheio, não caem em fórmulas pré-estabelecidas ou diluições picaretas, sendo excelentes e também sem fugir demais ao espírito musical desenvolvido por Maurice White e seus discípulos.

E o disco nos oferece muito mais. O LP tem início de forma apoteótica com In The Stone entrando em cena com uma abertura digna dos melhores musicais da Broadway, para mostrar logo de cara o vasto acervo de armas musicais desse timaço musical: o entrosamento da voz máscula de Maurice com o sedutor falsete de Philip Bailey, os metais sempre pontuando tudo, percussão salerosa e afro para contagiar e o time de guitarras, baixo (do estupendo Verdine White, irmão de Maurice) e teclados dando o arremate final.

Uma das marcas registradas do E,W&F é a criação de interlúdios musicais, pequenos trechos que ou introduzem uma canção ou a ligam à outra que vem a seguir. E é um deles que abre o caminho para que surja a galopante Can’t Let Go, delicioso “balanço” (termo que se usava no Brasil nos anos 1970 para definir canções dançantes) que tocou em nossas rádios. Chega o momento da primeira balada, After The Love Has Gone, cujo solo de sax no final é a deixa para a entrada da sacudida Let Your Feelings Show, encerrando o lado A do LP de vinil original.

Boogie Wonderland abre o lado B para chacoalhar o esqueleto de todos, clima que a incrível Star se incumbe de manter, mesmo não sendo propriamente disco e com vocais simplesmente encantadores. O romantismo na melhor tradição da soul music marca a belíssima Wait, de andamento mais lento e com aquelas paradinhas deliciosas. O momento instrumental do álbum vem a seguir, a roqueira Rock That!, com ótima performance dos músicos. You And I, que fecha o disco, tem um clima ao mesmo tempo romântico, swingado e sensual que certamente influenciou o charm dos anos 1980.

Verdine White define I Am como “o nosso Abbey Road“, o disco mais bem-sucedido em termos comerciais da carreira dos Beatles, enquanto Maurice White o considera não só um dos melhores da banda como um dos mais influentes. “Alguns artistas fizeram suas carreiras baseados em faixas deste álbum”, afirmou ele em texto incluído na box set The Eternal Dance (1992).

Curiosidades envolvendo personagens e fatos sobre I Am:

***** David Foster ganhou seu primeiro Grammy, o Oscar da música, com After The Love Has Gone. Sua participação em I Am foi um divisor de águas na carreira dele, que posteriormente faria trabalhos de imenso sucesso comercial com artistas como Chicago, Whitney Houston, Céline Dion, Josh Groban, Michael Bublé e Andrea Bocelli, entre muitos outros. Ele compôs mais algumas músicas com Maurice White, entre as quais os hits And Love Goes On e Could It Be Right.

***** Em sua ótima autobiografia Hit Man (2008- Pocket Books, não foi lançado no Brasil), David Foster relembra que ele e Maurice White se entendiam muito bem em quase tudo, menos em duas questões: alimentação e cigarros. Enquanto o líder do E,W& F era adepto de alimentação natural e hábitos saudáveis, Foster se dizia um voraz consumidor de hambúrgueres e fast food em geral, além de fumar em torno de três maços de cigarro por dia.

***** Os parceiros de David Foster em After The Love Has Gone tem um belo pedigree musical. O guitarrista americano Jay Graydon, por exemplo, gravou com inúmeros astros da música e é autor de vários hits de Al Jarreau, entre eles a deliciosa Mornin’. Além do Grammy com essa bela balada, ele faturou outro, desta vez com a swingada Turn Your Love Around, hit na voz de George Benson e que inclui na parceria novamente Bill Champlin e Steve Lukather (do grupo Toto).

****** Também com belo currículo como músico de estúdio e autor, Bill Champlin de quebra integrou entre 1981 e 2009 o grupo Chicago, tendo gravado o vocal principal em grandes hits como Hard Habit To Break, Look Away e I Don’t Wanna Live Without Your Love. Vale lembrar que, como músico de estúdio, Jay Graydon gravou o solo de Peg, do grupo Steely Dan, citado por muitos como um dos melhores de todos os tempos. Ouça e tente não concordar aqui.

***** Na edição original em vinil de I Am e mesmo na caixa The Eternal Dance, o título da mais famosa balada do disco é After The Love IS Gone. Na edição em CD, no entanto, a grafia é After The Love HAS Gone , a mesma na qual voce encontra informações sobre ela na internet. A segunda versão, ressalte-se, é a correta em termos gramaticais, pois coloca a palavra no tempo certo, ou seja, no passado.

****** Além de David Foster, Maurice White contou com outra parceria nas canções incluídas em I Am. Trata-se da compositora Alee Willis, que é coautora de sete das nove faixas do álbum, atuando neste caso principalmente no quesito letras. Ela é conhecido como coautora de outros hits importantes, entre os quais Neutron Dance (Pointer Sisters), What Have I Done To Deserve This (Pet Shop Boys e Dusty Springfield) e I’ll Be There For You (The Rembrandts, tema principal da série de TV Friends). Ela também é uma das autoras de September, do E,W&F.

***** Única faixa do álbum não assinada por Maurice White, Boogie Wonderland é uma parceria de Alee Willis com Jon Lind. Este compositor também escreveu com White Sun Godess, gravada originalmente por um dos mentores de Maurice White, Ramsey Lewis e depois pela banda no ao vivo Gratitude. Entre seus hits para outros artistas, vale destacar Crazy For You (Madonna) e Save The Best For Last (Vanessa Williams), sendo que ambas atingiram o topo da parada americana.

****** Duas canções adicionais foram gravadas para integrar o álbum I Am, mas acabaram ficando de fora de sua versão original. São elas Dirty, da qual participa o saudoso gaitista Junior Wells (conhecido por sua dupla com Buddy Guy) e Diana, esta última outra parceria entre Maurice White e David Foster. Essas gravações foram adicionadas como faixas-bônus da versão remasterizada de I Am, lançada em 1999 pela Sony Music.

***** A capa de I Am, com ilustração a cargo de Shusei Nagaoka e design assinado por Roger Carpenter, são inspiradas no Egito antigo, uma das fascinações de Maurice White, um fã de assuntos místicos e espiritualistas. Ele conseguiu levar a banda para lá em uma ocasião, sendo que, segundo ele, “metade deles amou e metade odiou”. A contracapa traz um pot-pourry de vários fatos históricos e discos voadores voando ao fundo, em ilustração bela e apoteótica de Shusei.

*****Eis a escalação do E,W&F, considerada a sua clássica: Maurice White (vocal, percussão e bateria), Verdine White (baixo), Philip Bailey (vocal e percussão), Larry Dunn (teclados), Al McKay (guitarra), Fred White (bateria, irmão de Maurice e Verdine), Johnny Graham (guitarra), Andrew Woolfolk (sax tenor) e Ralph Johnson (percussão). A sessão de metais trazia Don Myrick (sax tenor e barítono), Louis Satterfield (trombone) e Rahmlee Michael Davis (trompete).

Ouça I Am em streaming:

Morrissey relê clássico de Laura Nyro com Billie Joe Armstrong

Por Fabian Chacur

california son morrissey-400x

Em seus mais de 35 anos de carreira, Morrissey já releu algumas canções alheias. Desta vez, no entanto, ele resolveu dedicar um álbum inteiro a esse tipo de repertório. Trata-se de California Son, lançamento de seu selo próprio, o Etienne, que no Brasil é distribuído pela Warner Music nas plataformas digitais, sem lançamento físico ainda previsto por aqui. A grande surpresa fica por conta de um dueto improvável dele com Billie Joe Armstrong.

Sim. O ex-cantor dos Smiths e há 31 anos como artista solo gravou ao lado do cantor, compositor e guitarrista do Green Day, banda que nos anos 1990 ajudou a revitalizar o punk rock. O mais legal é a música que eles escolheram para interpretar juntos. Trata-se de Wedding Bell Blues, composição da genial Laura Nyro que fez sucesso nos anos 1960 com a autora e também com o grupo The Fifth Dimension, uma deliciosa balada soul pop que já teve diversas regravações. A dessa dupla ficou muito simpática e é o ponto alto deste trabalho.

Com produção de Joe Chiccarelli, conhecido por seus trabalhos com U2, Elton John, Aerosmith e Jason Mraz, o trabalho também conta com as participações especiais nos vocais de Petra Haden, Ed Droste, Ariel Engle, Lydia Night e Sameer Gadhia. It’s Over, clássico de Roy Orbison, contou com o aval do filho do autor de Oh Pretty Woman, Roy Junior, que declarou:

“Nós amamos Morrissey! O cabelo de Morrissey e suas letras melancólicas e poéticas sempre me lembravam do meu pai. Sua versão de It’s Over é ótima”.

Eis as faixas de California Son e quem as popularizou (entre parênteses):

1. Morning Starship (Jobriath)
2. Don’t Interrupt The Sorrow (Joni Mitchell)
3. Only a Pawn In Their Game (Bob Dylan)
4. Suffer the Little Children (Buffy St Marie)
5. Days of Decision (Phil Ochs)
6. It’s Over (Roy Orbison)
7. Wedding Bell Blues (The Fifth Dimension)
8. Loneliness Remembers What Happiness Forgets (Dionne Warwick)
9. Lady Willpower (Gary Puckett)
10. When You Close Your Eyes (Carly Simon)
11. Lenny’s Tune (Tim Hardin)
12. Some Say I Got Devil (Melanie)

Wedding Bell Blues– Morrissey e Billie Joe Armstrong:

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