Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Author: Fabian Chacur (page 2 of 73)

Roberta Campos lança single, a prévia de seu próximo DVD

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Por Fabian Chacur

Roberta Campos entrou no cenário musical brasileiro com o lançamento de seu primeiro CD, Para Aquelas Perguntas Tortas (2008). Nos últimos 10 anos, ela conseguiu se tornar conhecida nacionalmente, graças a canções delicadas, envolventes e com fortes influências de folk, rock, pop e MPB. Ela deve lançar um novo DVD em janeiro, pela gravadora Deck, e nos proporciona uma amostra deste trabalho com o single Todo Caminho.

Seguindo a linha que lhe permitiu se tornar uma das principais artistas da sua geração, Roberta nos oferece uma canção simples, delicada e que envolve o ouvinte logo em seus primeiros acordes. Tem tudo para se juntar a outros hits da cantora, compositora e musicista mineira, como Abrigo, Minha Felicidade, Varrendo a Lua e Minha Felicidade, algumas delas incluídas em trilhas de novelas televisivas.

Roberta, que irá completar 41 anos de idade em 29 de dezembro e é oriunda da cidade de Caetanópolis (MG), também tem em seu currículo os álbuns Varrendo a Luz (2010), Diário de um Dia (2012) e Todo Caminho é Sorte (2015). Uma de suas marcas é cantar acompanhada de violão, que toca de forma competente e estilosa. Sempre na estrada, faz shows elogiados e bem bacanas, com ou sem banda.

Todo Dia– Roberta Campos:

Baby do Brasil traz o seu show Música Extravagante para SP

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Por Fabian Chacur

Com o lançamento em 2015 do DVD/CD Baby Sucessos- A Menina Ainda Dança, gravado ao vivo, Baby Consuelo voltou ao mundo da chamada “música secular” após muitos anos nos quais se dedicou apenas à música evangélica. Um retorno triunfal, com ótima repercussão perante público e crítica. A cantora volta a São Paulo nesta sexta-feira (23) às 22h30 com um novo show, Música Extravagante, no Espaço das Américas (rua Tagipuru, nº 795- Barra Funda- fone 0xx11-3829-4899), com ingressos custando de R$ 60,00 a R$ 240,00.

Para acompanhar a cantora oriunda de Niterói (RJ), teremos uma banda composta só por craques. A escalação: Frank Solari (guitarra), Schwab (guitarra), Rafael Garrido (guitarra), André Gomes (baixo), Jorginho Gomes (bateria), Luciano Lopes (teclados), Dudu Trentim (teclados) e Marcos Suzano (percussão), todos músicos com altíssimo pedigree artístico. No repertório, sucessos e três músicas inéditas.

Nascida em 18 de julho de 1952, Baby iniciou sua carreira aos 17 anos, ao se mudar, sem lenço nem documento, para Salvador. Lá, acabou entrando em um grupo que iniciava a sua trajetória, Os Novos Baianos, e que se tornaria um dos mais bem-sucedidos e influentes da história da nossa música. Seu estilo único incorpora desde o choro de Ademilde Fonseca até o rock/blues de Janis Joplin, tudo com uma voz deliciosa, potente e repleta de carisma.

Em 1978, iniciou, com o álbum O Que Vier Eu Traço, uma carreira solo que atingiria seu auge durante a década de 1980. Também fez parcerias com o guitarrista do grupo, um certo Pepeu Gomes, com quem viveu entre 1970 e 1988, em casamento que também rendeu seis filhos, vários deles também músicos. Baby se divide entre a trajetória individual e eventuais reuniões do grupo que a revelou, sempre encantando fãs que vão aumentando e se renovando a cada ano que passa.

A Menina Dança (ao vivo)- Baby do Brasil:

Renato e Seus Blue Caps e seu repertório matador em show

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Por Fabian Chacur

Quando o assunto é folk rock brasileiro, provavelmente alguns apressados deixarão de lado Renato e Seus Blue Caps, por associa-los apenas à Jovem Guarda. No entanto, essa banda com mais de 60 anos contínuos de estrada são dos pioneiros do gênero por aqui. Eles tocam no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (23) às 21h30 no Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3.900- loja 160 do Shopping VillageMall- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos de R$ 40,00 a R$ 160,00.

O grupo carioca surgiu em 1960, e ainda mantém de sua formação clássica Renato Barros (guitarra, vocal e composições) e Cid Chaves (vocal e sax). O time atual também inclui Darci Velasco (teclados, há 23 anos na banda), Amadeu Signorelli (baixo, há 21 anos na banda) e Gelsinho Moraes (bateria, o mais recente da turma). Integraram o grupo nomes como Paulo Cesar Barros, Erasmo Carlos (que gravou um álbum com eles) e Michael Sullivan, entre outros.

Estourando em plena Jovem Guarda, essa banda trouxe como marca registrada versões matadoras de músicas dos Beatles, entre as quais Menina Linda (I Should Have Known Better), Até o Fim (You Won’t See Me) e Tudo o Que Sonhei (If I Fell), entre outras, sempre com aqueles timbres de guitarra deliciosos e típicos dos primórdios do folk rock.

De quebra, Renato e Seus Bluecaps apresentavam vocalizações bem bacanas e composições de Renato Barros, que é o autor de alguns clássicos daqueles anos, entre os quais Devolva-me e A Primeira Lágrima.

Se a partir dos anos 1980 eles não mais conseguiram emplacar novos hits, continuaram na ativa, fazendo bons shows e gravando discos respeitáveis. Seus discos são procurados até no exterior, por colecionadores de rock dos anos 1960.

Um Embalo Com Renato E Seus Blue Caps-1966-álbum em streaming:

Made In Brazil faz dois shows com LP Paulicéia Desvairada

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Por Fabian Chacur

Há 40 anos, o grupo Made In Brazil lançou Paulicéia Desvairada, considerado por muitos o melhor álbum de suas cinco décadas de existência dedicadas ao velho e bom rock and roll. Como forma de celebrar essa efeméride bacana, a banda fará na próxima quarta-feira (21) em São Paulo dois shows, respectivamente às 18h e 21h, no Sesc 24 de Maio (rua 24 de Maio, nº 109- Centro- fone 0xx11-3350-6256), com ingressos de R$ 9,00 a R$ 30,00 para cada apresentação.

Paulicéia Desvairada é o terceiro álbum da banda dos irmãos Oswaldo Rock Vecchione (vocal, baixo, violão, guitarra e gaita) e Celso Kim Vecchione (guitarra, violão, baixo e teclados), e traz homenagem à mitológica Semana de Arte Moderna Moderna de 1922, especialmente ao seu lado criativo e rompedor de barreiras. O álbum contou com a coprodução do lendário e saudoso jornalista e crítico musical Ezequiel Neves, que depois trabalharia com o Barão Vermelho.

Com 12 músicas, o LP (posteriormente relançado em CD) mostra rocks certeiros, baladas bem bacanas e blues, também, além de vocais de apoio femininos e metais. Entre outras, destacam-se a faixa titulo, Gasolina, Eu Vou Estar Com Você, Massacre, Uma Banda Made In Brazil, Massacre e Chuva. O set list dos shows trará todas essas 12 canções, e provavelmente mais alguns hits dessa banda seminal.

Além dos irmãos Vecchione, a atual formação do Made conta com Rick R.Monstrinho Vecchione (bateria), Guilherme Ziggy Mendonça (guitarra e violão), Octavio Lopes Garcia Bangla (sax), Solange Sol Blessa (vocais de apoio) e Thiago Mineiro Tavares (teclados).

Teremos como músicos convidados feras que participaram do disco e da turnê de divulgação do mesmo na época. São eles Caio Flávio (vocais), Tony Babalu (guitarra e violão), Lucinha Turnbull (vocal), Tibet (vocal), Rubens Rubão Nardo (vocal) e Naná Fernandes (guitarra). “A festa vai continuar até o mundo acabar”, como dizem versos do rockão que dá nome a esse álbum tão bacana. Uma noitada que promete se tornar histórica no centro de Sampa City!

Paulicéia Desvairada- ouça em streaming:

Fito Paes faz turnê no Brasil e divulga o seu novo trabalho

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Por Fabian Chacur

Fito Paez, um dos maiores nomes do rock latino, voltará ao Brasil em dezembro para três shows, nos quais cantará seus sucessos e divulgará por aqui seu mais recente álbum, La Ciudad Liberada (2017- ouça aqui ). O início será no dia 2/12 (domingo) às 21h em Porto Alegre, no Auditório Araújo Vianna (av. Osvaldo Aranha, nº 685- fone 0xx51-3268-6664), com ingressos de R$ 55,00 a R$ 280,00. Em São Paulo será em 3/12(segunda-feira) às 21h no Teatro Bradesco (av. Palestra Itália, nº 500-3º piso- Bourbon Shopping SP-fone 0xx11-3670-4100), com ingressos de R$ 80,00 a R$ 280,00.

No Rio, será dia 5/12 (quarta-feira) às 21 no Teatro Bradesco Rio (av. das Américas, nº 3.900- loja 160-Shopping Village Mall- Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos de R$ 110,00 a R$ 280,00.

Com 55 anos e oriundo de Rosário, Argentina, Fito é cantor, compositor, músico, cineasta, roteirista e escritor. Ele lançou seu primeiro trabalho solo, Del 63 (1984), quando ainda integrava a banda de apoio de um de seu ídolos, o ícone do rock portenho Charly Garcia. Em 1986, passou a se dedicar apenas à trajetória individual, fazendo uma irrequieta e inteligente fusão de rock, pop, jazz, soul e latinidades mil.

Em 1992, seu álbum El Amor Después Del Amor se tornou o mais bem-sucedido da história do rock argentino. Hits como Dar Es Dar, Mariposa Technicolor, Y Dale Alegria A Mi Corazón e Ciudad de Pobres Corazones o impulsionaram a fazer shows pela América Latina e outros países, sempre com ótima repercussão por parte do público. Seu CD Abre (1996) foi produzido pelo lendário Phil Ramone (que trabalhou com Paul McCartney, Billy Joel, Frank Sinatra, George Michael etc)

A ligação de Fito Paes com o Brasil vem desde os anos 1980, quando participou do filme Rock Estrela (1986) e gravou com Caetano Veloso. Desde então, gravou com Paralamas do Sucesso (é de sua autoria a música Trac Trac, grande hit do trio), Chico Buarque, Rita Lee e Titãs, além de ter lançado em 2015 o elogiado álbum Loucura Total, gravado em dupla com Paulinho Moska.

La Ciudad Liberada (clipe)- Fito Paez:

David Bowie em um CD duplo gravado ao vivo em tour de 78

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Por Fabian Chacur

Welcome To The Blackout (Live London ’78) é um CD duplo inédito de David Bowie gravado ao vivo durante sua turnê Isolar II realizada entre março e dezembro de 1978 e lançado no Brasil pela Warner em formato físico. Como já havia saído naquela época um álbum duplo ao vivo registrado na mesma tour, Stage, a pergunta inicial é: seria este novo lançamento indicado apenas aos colecionadores mais fanáticos e a completistas de plantão? A resposta é um solene e categórico não.

Logo de cara, vale a pena levar em conta as datas em que esses álbuns foram gravados. Stage é oriundo de shows realizados em 28 e 29 de abril e 5 e 6 de maio de 1978 em Filadélfia, Boston e Providence, nos EUA, quando tínhamos por volta de 20 shows realizados da Isolar II Tour. Welcome To The Blackout saiu de registros feitos nos dias 30 de junho e 1º de julho daquele mesmo ano, em Earls Court, Londres, com mais de 50 shows da turnê já feitos. Ou seja, este último álbum traz um show mais bem concatenado.

O set list de Welcome To The Blackout é basicamente o mesmo dos shows de 1978, enquanto o de Stage traz uma ordem de músicas bem diferente. Vale registrar que a reedição em CD de Stage lançada em 2005 apresenta pela primeira vez o set list original das apresentações ao vivo, sendo que a recentemente lançada caixa A New Career in a New Town (1977–1982) traz as duas versões desse álbum em seu conteúdo.

A Isolar II Tour mostrava um David Bowie investindo na sonoridade eletrônica, experimental e um pouco mais introspectiva do que em eras anteriores de sua trajetória, cujas marcas são exatamente os dois álbuns que ele lançou em 1977, Low e Heroes, e cujos repertórios são a base dos set list de Welcome To The Blackout. Completam o repertório diversas músicas de Ziggy Stardust (1972) e algumas outras pinçadas dos outros álbuns, devidamente adequadas à sonoridade daquela turnê.

Como de praxe em toa a trajetória de Bowie, a banda de apoio é excepcional, trazendo como destaques os guitarristas Adrian Belew e Carlos Alomar, o tecladista Roger Powell e o baterista Dennis Davis. Um time afiado, que criou uma moldura sonora tensa, urbana, claustrofóbica e metódica, mais do que adequada à performance estupenda de Bowie como cantor, apostando bem nas regiões mais graves de sua voz.

Das 24 músicas apresentadas, algumas delas instrumentais (como Warszawa e Sense Of Doubt), destacam-se as sublimes Heroes, Beauty And The Beast, Sound And Vision, Fame, Blackout e Station To Station, assim como uma hipnótica e insana releitura de Alabama Song (de Kurt Weill e Bertold Brecht, da década de 1920 e regravada pelos Doors em 1967). Mas, a rigor, não há uma única música fraca ou irregular.

Welcome To The Blackout (Live London ’78) flagra um dos maiores gênios da história do rock em um momento de criação fervilhante, no qual suas performances ao vivo se mostravam absolutamente essenciais para se ter uma ideia total da qualidade de seu trabalho. Ah, e mais uma vantagem deste álbum em relação a Stage: a capa, muito mais expressiva. O encarte traz belas fotos em preto e branco e uma resenha do show publicada na época. Para ouvir uma, duas, três, mil vezes.

Welcome To The Blackout-Live London ’78- ouça em streaming:

Banda Leela lança single/clipe e promete álbum para 2019

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Por Fabian Chacur

Boa notícia para os fãs do rock alternativo dos anos 2000. A Leela, banda criada no Rio de Janeiro e radicada há alguns anos em São Paulo, acaba de lançar seu primeiro single inédito em um bom tempo. A nova música está sendo divulgada por um clipe dirigido pelos badalados Los Cabras, dupla de diretores integrada por Antônio Adriano e Thiago Reys.

Youtube Mine é uma canção assinada pelo núcleo da banda, Bianca Jhordão e Rodrigo O’Reilly Brandão, em parceria com o inquieto e genial Fausto Fawcett. O tema é a quase irracional necessidade das pessoas na atualidade em ganhar notoriedade a qualquer custo nas redes sociais, buscando likes sem se preocupar com o conteúdo e a relevância daquilo que oferecem às pessoas. Um eletrorock dançante e energético.

O Leela lançou o seu primeiro álbum, autointitulado, em 2004, e conseguiu boa repercussão, com direito ao prêmio de banda revelação no VMB da extinta MTV Brasil. Fazendo muitos shows e abrindo para bandas importantes, eles lançaram posteriormente os CDs Pequenas Caixas (2007) e Música Todo Dia (2012).

O novo álbum, prometido para 2019, trará 10 faixas inéditas gravadas pelo grupo nos últimos cinco anos em seu próprio estúdio, o Music Bunker, mesma denominação de seu selo independente que o lançará. Youtube Mine foi gravada com Bianca Jhordão (voz e guitarra), Rodrigo O’Reilly Brandão (guitarra, vocais, synths, programações e produção musical), Eduardo Barreto (baixo) e Rafael Garga (bateria).

YouTube Mine (clipe)- Leela:

Luiz Melodia tem LP clássico e genial reeditado em vinil 180g

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Por Fabian Chacur

Mais um item bem bacana é adicionado ao catálogo da série Clássicos em Vinil, editada pela Polysom. Trata-se de Maravilhas Contemporâneas, do completamente genial cantor, compositor e músico carioca Luiz Melodia, que infelizmente saiu de cena em 2017 aos 66 anos, deixando como inestimável legado trabalhos desse altíssimo gabarito.

Maravilhas Contemporâneas saiu originalmente em 1976, lançado pela gravadora Som Livre. Trata-se do segundo álbum de Melodia, e certamente aquele que o encaminhou rumo ao estrelato. A faixa que impulsionou a divulgação e a vendagem desse trabalho é a seminal Juventude Transviada, parte integrante da trilha sonora da novela global Pecado Capital e tocada com destaque naquela atração televisiva.

Outra faixa de bastante destaque é Congênito, daquelas que nunca saía do repertório de seus shows, com ritmo gostoso e letra filosófica e profunda, além de direta. O álbum, com 11 faixas, também inclui pérolas do porte de Baby Rose, Memórias Modestas, Paquistão e Quando o Carnaval Chegou, todas com aquela mistura de rock, soul, samba, jazz, reggae e o que mais pintasse de bom. Genialidade em estado puro.

Maravilhas Contemporâneas- ouça o álbum em streaming:

Angela Ro Ro faz um show de clima intimista em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Cantora, compositora e pianista de sucesso, Angela Ro Ro estará em São Paulo neste sábado (10) para um show às 21h30 no Tupi Or Not Tupi (rua Fidalga, nº 100- Vila Madalena- fone 0xx11-3813-7404), com ingressos a R$ 100,00. Além dela, teremos no palco o pianista Ricardo MacCord, seu parceiro em músicas como Compasso (faixa-título do CD lançado pela artista em 2006). Clima intimista e promessa de uma noite bem bacana para quem for.

Atualmente vivendo uma fase bem mais tranquila do que aqueles anos turbulentos no qual era frequente manchete de jornais e publicações sensacionalistas por causa de abusos alcoólicos e relações românticas mal resolvidas, ela nos mostrará clássicos de seu repertório, entre os quais Amor Meu Grande Amor, Tola Foi Você, Só Nos Resta Viver, Balada da Arrasada e Compasso, além de uma releitura de Summertime, clássico na voz de Janis Joplin, cantora que certamente a influenciou.

Angela Ro Ro gravou seu primeiro álbum quando já tinha 30 anos, em 1979. Mas valeu a espera, com o estouro de faixas como Amor Meu Grande Amor, Tola Foi Você e A Mim e a Mais Ninguém. Sua mistura de rock, blues e MPB deu muita liga, e ela se mostrou ótima compositora e também capaz de interpretar com garra e originalidade canções de Caetano Veloso (Escândalo) e João Donato (Simples Carinho), entre outros. Com sua voz rouca e cativante, continua relevante na MPB.

Amor Meu Grande Amor– Angela Ro Ro:

Nau terá um álbum inédito da década de 80 lançado nesta 6ª

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Por Fabian Chacur

Ótima notícia para os fãs do rock brasileiro dos anos 1980. Será lançado nesta sexta (9) um álbum inédito do extinto grupo paulistano Nau, lembrado por ter tido como vocalista a saudosa cantora, compositora e escritora Vange Leonel (1963-2014). Intitulado O Álbum Perdido do Nau, será disponibilizado nas plataformas digitais pela gravadora Deck. Até o momento, não está previsto o lançamento em formato físico, o que torcemos para que ocorra futuramente.

O Nau surgiu lá pelos idos de 1984, formado por Vange (vocal e teclados), Zique (guitarra), Beto Birger (baixo) e Mauro Tad Sanches (bateria). Com uma sonoridade pesada, quase hard rock, que também trazia momentos mais reflexivos-psicodélicos, o quarteto tornou-se badalado na cena rocker de São Paulo, e atraiu as atenções de Luis Calanca e da sua Baratos Afins, que os incluiu na coletânea Não São Paulo II ao lado das bandas Gueto, 365 e Vultos.

Devido a problemas técnicos, esta compilação, gravada em 1986, só saiu em 1987, quando o Nau já havia sido contratado pela gravadora CBS (hoje Sony Music). As músicas incluídas no álbum foram Madame Oráculo e Sofro. Naquele mesmo ano, saiu o autointitulado álbum de estreia do grupo (ouça aqui ), produzido por Luis Carlos Maluly, conhecido por seu bem-sucedido trabalho com o RPM de Paulo Ricardo.

Com excelente qualidade, o álbum valeu à banda uma matéria de duas páginas da revista Veja, e também a capa da publicação independente Som & Imagem. Embora tenha tido ótima repercussão na cena indie, o LP vendeu muito menos do que merecia, o que gerou o desinteresse da multinacional em lançar um novo trabalho deles.

Já com o experiente baterista Kuki Stolarski na vaga de Mauro Tad Sanches, o Nau entrou no estúdio Big Bang, em São Paulo, para gravar um novo álbum, com músicas inéditas cujas letras eram da jornalista Cilmara Bedaque. Com o fim do contrato com a CBS e a separação da banda, em 1989, este trabalho permanecia inédito até agora.

Após o fim do Nau, Vange lançou em 1991, pela Sony Music, seu primeiro e único trabalho solo, autointitulado. Com uma pegada mais dançante, ela emplacou o hit Noite Preta, tema de abertura da novela global Vamp. Esse Mundo, do mesmo álbum, entrou na trilha de outra atração global, Perigosas Peruas, em 1992.

Nau no programa Boca Livre, de Kid Vinil, em 1988:

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