Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Category: Colunas (page 2 of 5)

KRUA 88.1 FM – Alaska Rock Radio

A Internet é, sem sombra de dúvidas, uma das maiores descobertas do século XX. Hoje é possível ouvir a programação de uma rádio de jazz de New Orleans, depois um rap de Paris, tudo com apenas alguns cliques.

Há anos ouço muitas rádios on-line, mas agora com o avanço das conexões de banda larga, e o aumento na qualidade das transmissões online, está cada vez mais cool ouvir a uma boa música, grandes lançamentos, novidades, e peculiaridades de cada País, no computador.

Uma ótima dica para quem gosta de rock alternativo é a KRUA, de Anchorage. Na verdade, trata-se de uma college radio da Universidade do Alaska, operada pelos próprios alunos que traz o melhor do rock mundial (que você não ouve nas FMs comerciais). O site traz ainda os charts da rádio, fotos das festas e das bandas que se arriscam ao frio de Anchorage.

Não perca o seu tempo, visite http://krua.uaa.alaska.edu/, escolha a transmissão 128kbps e divirta-se!

Genesis fará shows nos EUA

Este parece que será o ano do retorno de bandas que fizeram muito sucesso nos anos 80. Primeiro, o The Police. Agora, quem divulgou mais datas de sua turnê de retorno é o Genesis, cuja fase áurea em termos de sucesso comercial rolou naqueles anos. Em entrevista coletiva realizada na quarta-feira em Nova York, os três integrantes da atual encarnação do time -Phil Collins, Mike Rutherford e Tony Banks- anunciaram que os shows do braço norte-americano da turnê terão início no dia 7 de setembro, em Toronto, Canadá, e até o momento tem shows marcados na América do Norte até o dia 12 de outubro, incluindo locais nobres como o Hollywood Bowl (Los Angeles) e o Giants Stadium (East Rutherford, New Jersey). Eles não iam juntos para a estrada desde 1992.

Como forma de aproveitar a promoção, a Rhino irá lançar uma caixa com 12 discos intitulada Genesis: 1976-1981, envolvendo versões remasterizadas dos álbuns lançados nesse período, DVDs com raridades, versões mixadas em 5.1, entrevistas, vídeos e fotos. Intitulada Turn It On Again, a turnê terá início no dia 11 de junho em Helsinque, na Finlândia. Existe a possibilidade de ser gravado um DVD/CD ao vivo registrando os shows.

Ainda não há previsão de que o Gênesis inclua o Brasil em seu roteiro. Vale lembrar que a banda já nos visitou uma vez, em 1977, quando Phil Collins dava seus primeiros passos como vocalista da banda. Aliás, outro projeto deles é, no futuro, incluírem dois ex-integrantes, Peter Gabriel (vocal) e Steve Hackett (guitarra), e partirem para shows nos quais tocariam na íntegra o repertório do álbum duplo The Lamb Lies Down On Broadway (1974), o último do qual Gabriel participou. 
Genesis toca ao vivo The Carpet Crawlers nos anos 70
http://www.youtube.com/watch?v=PtzgBJ13vro 
Clipe da música That’s All
http://www.youtube.com/watch?v=NTdU9m3nhu8 
Clipe da música Throwing It All Away
http://www.youtube.com/watch?v=w_27SRoNB6A

The Beatles (White Album) – The Beatles (1968/Apple-EMI)

white.jpgAcho que a melhor definição para The Beatles, álbum duplo mais conhecido pelo apelido “Álbum Branco”, é “disco montanha russa”. Essa associação me ocorreu por uma razão óbvia: são tantos e tão diferentes os climas das 30 canções contidas neste antológico trabalho do grupo britânico que sua seqüência mais parece um passeio em um brinquedo desse gênero. Com uma diferença básica: no caso musical, é uma viagem que não só não tem contra-indicações, como não inclui altos e baixos.

John Lennon, certa vez, definiu que “o disco branco não era mais os Beatles, e sim John e a banda, Paul e a banda etc”. Isso de certa forma explica tanta diversidade. Dá para se imaginar heavy metal, vaudeville, folk, rock and roll básico, blues, country, baladas românticas, jazz, reggae/ritmos caribenhos etc em um único trabalho? Pois é o que temos em White Álbum.

Rock pesado? Aposte na alucinante Helter Skelter e na vibrante Everybody’s Got Something To Hide Except Me And My Monkey. Seu negócio é blues sujo e ardido? Tente a excepcional Yer Blues. Vaudeville? Honey Pie, por excelência. Baladas introspectivas? Julia, Long Long Long. Baladas ardidas? A sublime While My Guitar Gently Weeps e as ácidas I’m So Tired , Cry Baby Cry, Happiness is a Warm Gun e Sexy Sadie. Rock and roll básico/clássico? Vá de Revolution 1, Savoy Truffle, Birthday, Glass Onion e Back In The USSR. Lirismo? Dear Prudence, I Will, Martha My Dear, Mother’s Nature Son, Blackbird. Country? Don’t Pass Me By, Rocky Racoon, Good Night . Experimentalismo? Revolution 9, Piggies, Wild Honey Pie, The Continuing Story Of Bungalow Bill, Why Don’t We Do It In The Road? Caribe meets pré-reggae? Ob-la Di Ob-la Da. Quer cardápio mais variado, mais rico, mais criativo? 
George Harrison e Ringo Starr cantam ao vivo While My Guitar Gently Weeps:

http://www.youtube.com/watch?v=Vw9CaPR1yho 
Paul McCartney canta Helter Skelter ao vivo:

http://www.youtube.com/watch?v=ZV18scOsX54 
Paul McCartney canta Back In The USSR ao vivo:

http://www.youtube.com/watch?v=M7UsNhIoscM

Bryan Adams ao vivo: carisma rock and roll

Quem foi ao Credicard Hall na noite de terça feira pensando que iria ver apenas um cantor de baladas, quebrou a cara. Sim, Bryan Adams tem canções românticas em seu repertório, e das boas. Mas seu show é, seguramente, um espetáculo de rock and roll fortemente fincado nas tradições do gênero, com influências de Bruce Springsteen, John Mellencamp, Bob Seger e outros luminares da área. Resultado: o público que lotou a casa de espetáculos paulistana abandonou rapidamente as cadeiras de pista e se pôs a pular, dançar e vibrar com a adrenalina em estado puro e o carisma do astro canadense.

Em termos de recursos visuais, foi um dos shows mais básicos de um grande artista que já vi. Iluminação simples, sem cenário, nem nada. Todos usando camisetas, jeans e botas pretas. Apenas quatro amplificadores marshall daqueles grandões, um arsenal com mais de 10 guitarras e violões, e o mais importante: bons músicos. A começar pelo guitarrista Keith Scott, um rocker de primeira, capaz de despejar riffs e solos de guitarra sempre certeiros, sem frescuras e floreados na medida certa. Ele toca com Adams há mais de 20 anos, assim como o excepcional baterista Mickey Curry, que deu uma aula de pique, sutileza e desenvoltura. Os dois novatos do time, o baixista Norm Fisher e o tecladista Gary Breit, seguram a onda sem grandes traumas.Mas Bryan Adams é a estrela, com sua voz potente, habilidade na guitarra e violão e puro carisma no palco. Ele cantou, tocou, tirou fotos com a platéia e mandou ver em hits como “Cuts Like a Knife”, “Heaven”, “Back To You” e “Run To You”. No final, Adams deu o bis no formato voz, violão e gaita, e arrepiou, especialmente com “Straight To Your Heart”. Que show! 
Set list completo do show de 6.3.2007 no Credicard Hall:

“Can’t Stop This Thing We Started”, “Somebody”, “Open Road”, “18 ‘Till I Die”, “This Time”, “Let’s Make a Night To Remember”, “Back To You”, “I Think About You”, “Summer Of ‘69”, “Best Of Me”, “Have You Ever Really Loved a Woman”, “Everything I Do I Do It For You”, “Cuts Like a Knife”, “When You’re Gone”, “It’s Only Love”, “Heaven”, “The Only Thing That Looks Good On Me It’s You”, “Cloud Number 9”, “Run To You”. Bis final (voz, violão e gaita): “Please Forgive Me”, “Straight To Your Heart”, “When You Love Someone” e “All For Love”.

Michael Jackson atacará de Las Vegas?

mjackson.gifNos últimos anos, o nome Michael Jackson parece sempre estar envolvido em confusões e situações inusitadas. Um dia, é o fato de quase jogar o próprio filho pela janela de um hotel. No outro, a milésima acusação de molestar crianças. De repente, um julgamento que mais parecia um reality show desses bem toscos. E por aí vai, e, habitualmente, não vai lá muito bem. A novidade acerca do antigamente rotulado como “rei do pop” é o fato de o porta-voz do artista, Raymone K.Bain, ter afirmado que Jackson está estudando propostas para fazer shows em Las Vegas. Isso mesmo, Las Vegas, a capital mundial do jogo e dos shows caríssimos e habitualmente bregas e nostálgicos. Mais: ele, após temporadas vivendo no Bahrein e em Dublin, agora fixou residência naquela cidade americana, situada em pleno deserto.

“Mr.Jackson está estudando inúmeras propostas, e isso também inclui shows em Las Vegas”, explicou Raymone ao site www.billboard.com . “Ele não se mudou para a cidade por causa dos shows, e sim porque achou a localização conveniente para gravar e manter contato com compositores, produtores e artistas com os quais está trabalhando em seu novo disco”.

Na área estritamente musical, o criador de álbuns antológicos como Thriller (1982) e Off The Wall (1979) atualmente encontra-se em estúdio, trabalhando com gente como o badalado produtor Will.I.Am, do grupo Black Eyed Peas, no intuito de lançar seu primeiro disco de estúdio desde Invincible (2001). Ele saiu da Sony/BMG após quase três décadas por lá, e as últimas notícias garantiam que esse novo CD sairá pelo obscuro selo 2 Seas Records, do sheik Abdulla Hamad Al Khalifa, do Bahein. 
Videoclipe de Thriller
http://www.youtube.com/watch?v=rT90keJ51bY 
 

Videoclipe de Rock With You
http://www.youtube.com/watch?v=WZl-8TZxAL0 
 

Videoclipe de Don’t Stop ‘Till You Get Enough
http://www.youtube.com/watch?v=W2c0w1YCNmA

Muita emoção em gravação de DVD

Trinta anos de estrada no conturbado mercado nacional não é para qualquer um, ainda mais se tratando de uma carreira repleta de sucesso. Como forma de comemorar essa trajetória, o Boca Livre passou pelo Auditório Ibirapuera (SP) com o intuito de gravar seu primeiro DVD, cujo título será Boca Livre ao Vivo. A formação atual do quarteto vocal inclui três integrantes originais, o cantor e violonista Zé Renato, o baixista, violonista, arranjador vocal e cantor Maurício Maestro e o cantor e violonista David Tygel, e também o violonista, percussionista e flautista Lourenço Baeta, que em 1981 substituiu Cláudio Nucci.

Como músicos de apoio na gravação, os ótimos Marcelo Mariano (baixo e produção musical), Pantico Rocha (bateria e percussão) e João Carlos Coutinho (piano, acordeon e teclados). Se só tivéssemos essa turma no palco, já teria sido um ótimo show, mas os convidados especiais deram um toque ainda mais nobre à festa: MPB 4, Renato Braz, Rodrigo Maranhão, Fred Martins e Roberta Sá. O repertório equivaleu a uma gostosa viagem por todas as fases do grupo, uma das melhores formações vocais da história da MPB em todos os tempos. Muita emoção, arranjos impecáveis e o prazer de quem sabe fazer e o faz por prazer pontuaram a apresentação.

Tivemos várias canções do antológico primeiro disco, auto-intitulado (leia matéria na seção discos indiscutíveis em www.mondopop.net) como Quem Tem a Viola, Toada, Mistérios, Diana, Fazenda e Ponta de Areia, além de maravilhas de seu repertório como Panis Et Circenses e Bicicleta. Sua mistura de música brasileira com o folk americano a la Crosby Stills & Nash se mostra mais atual do que nunca. O DVD deve sair ainda em 2007, e foi gravado em parceria com o Canal Brasil, selo MP, B e a gravadora Universal.

Thais Gulin estréia com CD classudo

gulin.gifVivemos em plena era dos reality shows, na qual as celebridades são criadas com a mesma velocidade que se esfacelam, diante de sua insignificância. Portanto, chega a ser admirável uma artista como a paranaense Thais Gulin demorar três anos para conceber, formatar e finalmente gravar seu disco de estréia. A moça tem 28 anos de idade, mas não se deixou levar pelo excesso de ansiedade, fazendo tudo sem pressa. Resultado: Thaís Gulin, seu CD de estréia, lançado pela gravadora carioca Rob Digital, esbanja consistência, personalidade e qualidade artística.

Thaís, ao contrário de muita gente por aí, preparou-se muito bem para essa estréia fonográfica. Estudou/estuda música e teatro, morou no exterior, participou de musicais, atuou em cinema…. Ou seja, são mais de dez anos suando a camisa. Isso obviamente se reflete nas doze faixas de seu CD.

A voz é forte, bem colocada, capaz de se alternar entre a agressividade e o sutil, sem forçar qualquer barra. Os arranjos e a produção, a cargo do também tecladista Fernando Moura, são preciosos, sem se perder em virtuosismos excessivos, nem em minimalismo raquítico. Na medida, sempre. Duas canções são de sua autoria, A Vida da Outra (Dela) Ou Eu (parceria com Rogério Guimarães) e Cinema Incompleto (Núpcias) (nova letra para melodia de Arrigo Barnabé). As outras se dividem entre obras de autores consagrados e outros não tão conhecidos, mas sem se pautar por obviedades. Entre outras, temos De Boteco Em Boteco (Nelson Sargento), Hino de Duran (Chico Buarque), Garoto de Aluguel (Táxi Boi) (Zé Ramalho), Cisco (Carlos Careqa) e História de Fogo (Otto e Alessandra Negrini). Thaís Gulin, o disco, é MPB sem ranços, sem fórmulas pré-fabricadas. Merece ser apreciado, e tem jeito de ser trabalho de artista que veio para ficar. 

Videoclipe de A Vida Da Outra (Dela) Ou Eu
http://www.youtube.com/watch?v=EQg2zAvm0QI 

Informações sobre Thaís Gulin no site da Rob Digital: 
http://www.robdigital.com.br/site_2005/mais_informacoes.asp?codigo_produto=578

Reynaldo Bessa esbanja poesia ao vivo

bessa.gifReynaldo Bessa é um desses caras que não abraçou a profissão de músico por acaso, ou por causa do glamour, do dinheiro, do assédio feminino. Questão de vocação, mesmo. Quatro discos no currículo, vinte anos de estrada, o cantor, compositor e violonista potiguar radicado em São Paulo é um batalhador típico, que evolui a cada novo trabalho, que sabe se cercar de gente competente ao seu redor, e que, condições sine qua, ama seu trabalho e tem muito talento.

Sempre inquieto, o cidadão realizou nos dias 6 e 7 de fevereiro no Teatro Crowne Plaza, em São Paulo, dois shows que foram gravados com o intuito de gerar material para seu primeiro DVD. Bessa cantará no dia 20 de abril no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, e no dia 2 de maio, na Sala Baden Powell, no Rio, com o mesmo intuito, e o documentário também incluirá cenas gravadas em Mossoró (cidade onde nasceu), Natal e Fortaleza, com lançamento previsto para o início de 2008. Antes, deve chegar ao mercado o disco ao vivo Com Os Dentes, com obras de poetas de diversas gerações musicadas pelo artista.

Bem, e o show? Tudo mais do que nos conformes, a começar pela banda, muito bem dirigida pelo baixista Marcelo Randemark (leia crítica do CD solo dele em www.mondopop.net ) e contando com Elias Maria (sopros, puro carisma), Leandro Brenner (violão aço e guitarra, bastante eficiente) e Jorge Pena (percussão e efeitos, outro carismático). Cantando com categoria e tocando um violão fluido e delicioso, Reynaldo capitaneou a turma investindo em canções de seus discos, com ênfase no mais recente, O Som Da Cabeça do Elefante, e também em duas inéditas, as poderosas E Suma Com Eles…. (com versos de Charles Bukowski) e Cartas de Amor (versos de Fabrício Carpinejar). Com ótima dinâmica e direito a alguns momentos voz e violão, o show cativou a platéia, e certamente renderá um DVD excelente. 

Site do artista
www.reynaldobessa.com.br
 

Profile no my space
www.myspace.com/reynaldobessa 

Jornal eletrônico de MPB comandado pelo artista
www.otoque.com.br

Audioslave acabou, diz Chris Cornell

audioslave.jpgAinda estamos em fevereiro, mas os fãs de rock já tem uma grande perda a lamentar em 2007. Em notícia exclusiva do site www.billboard.com , Chris Cornell anunciou que o Audioslave, banda com a qual gravou três discos, encerrou as atividades. Existem várias razões que podem ter originado a separação, e uma refere-se a “conflitos pessoais que não puderam ser resolvidos e também diferenças musicais”, conforme anúncio oficial enviado pelo cantor e compositor à imprensa.

Outro ponto refere-se ao retorno do Rage Against The Machine, banda da qual Tom Morello (guitarra), Tim Commerford (baixo) e Brad Wilk (bateria) faziam parte antes de criarem o Audioslave ao lado de Cornell (leia mais em http://www.mondopop.net/blog/?s=rage+against+the+machine ).

E tem também o o fato de Chris Cornell estar lançando seu segundo disco solo, Carry On, previsto para chegar ao mercado em maio. O álbum inclui um inusitado cover de Billy Jean, de Michael Jackson, e músicas de sua autoria como Finally Forever, Poison Eye e No Such Thing, além de You Know My Name, tema do filme Casino Royale.

O cantor está atualmente escolhendo músicos para acompanhá-lo em uma turnê de divulgação do CD, sucessor de Euphoria Morning, lançado em 1999 entre sua saída do Soundgarden, uma das bandas mais importantes do movimento grunge, e da criação do Audioslave, em 2002. A volta do Rage Against The Machine, embora inicialmente prevista para ocorrer apenas em função do Coachella Valley Music & Arts Festival (www.coachella.com ), pode, portanto, acabar se tornando definitiva.

É esperar para ver, conferir e ouvir. E os fãs do Soundgarden, que acabou há uma década, podem ficar levemente animados, pois Cornell não descarta um possível retorno da banda no futuro, embora não demonstre tanto entusiasmo.

Volta do The Police agita noite do Grammy

Lógico que a premiação foi importante, que as Dixie Chicks deram um banho de eficiência, que os Red Hot Chili Peppers firmaram-se de vez como Dinossauros do rock. Mas se há algo que fez a noite da entrega dos troféus Grammy, a 49ª edição do Oscar da música, ter se tornado história e especial, foi a apresentação do The Police.

Pela primeira vez em quatro anos, e, mais importante, primeira vez para valer desde 1986, Sting, Andy Summers e Stewart Copeland mandaram ver uma vigorosa versão para seu primeiro hit, Roxanne. Além disso, anunciaram esta semana que irão iniciar sua primeira turnê em 24 anos no dia 28 de maio, com uma apresentação em Vancouver, no Canadá.

Depois, EUA, Europa e (cruzem os dedos!) América do Sul. Para quem não lembra, o Police esteve por aqui em 1982, para dois shows no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Na agenda, está prevista apresentações no Madison Square Garden, que (cobrem-me depois) certamente serão filmadas para lançamento em DVD.

Trio feminino de country pop dos mais eficientes, as Dixie Chicks estão na estrada há mais de uma década, e se notabilizaram em 2003, quando sua vocalista Natalie Maines afirmou ter vergonha de ser conterrânea de George W.Bush (ambos são texanos). Os conservadores não gostaram, as garotas sofreram boicotes, mas não baixaram a guarda. Resultado: cinco troféus Grammy, incluindo os três mais importantes (álbum, disco e gravação).

Os Chili Peppers levaram quatro estatuetas. Bob Dylan levou dois Grammys, a pasteurizada Carrie Underwood ganhou da muito mais talentosa Corinne Bailey Rae na categoria revelação, e Sérgio Mendes não conseguiu vencer o Gnarls Barkley na categoria melhor performance urbana/alternativa.

E a redenção da noite: Ike Turner, mais lembrado por ter batido até cansar na Tina Turner do que por seu inegável talento como músico, levou o Grammy de melhor álbum de blues tradicional.

Veja todos os vencedores do Grammy 2007:

www.grammy.com

The Police toca Roxanne no Grammy 2007:

http://www.youtube.com/watch?v=0N9QhJvOHtU

Dixie Chicks cantam Not Ready To Make Nice-Grammy 2007:

http://www.youtube.com/watch?v=_HytH2Ud_xw

Older posts Newer posts

© 2019 Mondo Pop

Theme by Anders NorenUp ↑