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Category: Editorial (page 1 of 2)

Anitta não cabia em um show de total excelência artística

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Por Fabian Chacur

Repercute e ainda repercutirá por muito tempo a participação da cantora carioca Anitta no show de abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, realizado na noite desta sexta-feira (6) no estádio do Maracanã. Uns dizem que ela não poderia estar presente no show. Outros, que ela representa o que há de mais moderno e popular na música brasileira atual. Os fãs vibraram; os detratores baixaram a lenha. E aí, qual seria a posição mais sensata para essa análise?

Para mim, o xis da questão reside no fato de que a abertura de um evento de proporções mundiais e visto por bilhões de pessoa via TV pelo mundo afora só deveria comportar a excelência do país em todos os aspectos. Incluindo a parte artística. E é aí que a coisa pega em relação à escalação da jovem cantora e compositora de 23 anos para atuar ao lado de dois gênios da arte brasileira, Caetano Veloso e Gilberto Gil.

É preciso respeitar Anitta, antes de tudo. Não é fácil chegar ao topo das paradas de sucesso e se manter por lá por tipo três anos, como a intérprete de Bang e Show das Poderosas está conseguindo. Isso é fruto do trabalho da gravadora Warner e de quem gerencia a sua carreira, claro, mas se ela não tivesse talento algum, obviamente não daria certo por tanto tempo. E para quem acha três anos pouco, isso é uma eternidade no mundo do show business, no qual reputações e carreiras começam e terminam mais rápido que o tempo para ler este parágrafo.

No entanto, é nítido que Anitta é ainda uma artista em formação. Não se trata de uma espécie de talento inato que surgiu de forma rápida e se consolidou a jato. São raríssimos os artistas com esse dom. E não há problemas em relação a isso, pois cada um amadurece no seu tempo. No entanto, quando se trata de escolher alguém que represente não só uma nação, mas uma cultura que é repleta de grandes talentos, não dá para escolher alguém com esse status.

Para vestir a camisa de um elenco de cantoras que já teve Elis Regina, Elizeth Cardoso, Dalva de Oliveira e tantos outros talentos absurdos, não dá para se colocar uma novata promissora. Era missão para Gal Costa, Ivete Sangalo, Maria Bethânia, alguém com essa estatura. Ou, se fosse o caso de colocar alguém mais jovem cronologicamente, que se optasse por Vanessa da Mata, Céu ou Maria Rita, essas, sim, novas, mas já com trajetórias sólidas.

Anitta não se saiu mal interpretando Isso Aqui o Que É, clássico de Ary Barroso, ao lado de Caetano e Gil. Não desafinou, não errou letra, nada desse gênero. Merecia uma nota seis, seis e meio, algo assim. Mas, pelo amor de Deus, esse show era coisa para nota dez! Se você tem quem possa ganhar a medalha de ouro, pra que apostar em alguém que só pode nos proporcionar a de bronze, ou nem isso? É simples assim. Valeu, Anitta, mas não deu pra você, com todo o respeito.

Isso Aqui o Que É– Caetano Veloso:

Isso Aqui o Que É– Joyce Moreno:

Isso Aqui o Que É– Emilio Santiago:

Ruy Castro, esqueça do rock, para o bem de todo o mundo!

2015 Coachella Valley Music And Arts Festival - Weekend 2 - Day 1

Por Fabian Chacur

Sou leitor assíduo do jornalista e escritor Ruy Castro. Adoro seu texto classudo e fluente e suas informações sempre bacanas sobre bossa nova, música brasileira em geral e jazz. Então, é com muita tristeza que serei obrigado a lhe dedicar umas linhas não muito alegres, tendo como motivação a crônica Música e Tiroteio, publicada na edição desta quarta-feira (27) da Folha de S.Paulo. Na verdade, foi uma espécie de gota d’água.

Quem acompanha a coluna do autor de tantos livros essenciais sabe que, quando ele se mete a opinar sobre rock, a coisa fica feia. Sai de lado o profissional criterioso, pesquisador, bom de texto, e entra em cena o fanfarrão, que obviamente odeia esse gênero musical e faz o possível para deprecia-lo, mesmo que tenha de se valer de argumentos inconsistentes e rasos e de gracinhas bobocas que não cabem em alguém de seu porte profissional. Um horror.

Na verdade, ele já publicou asneiras sobre Beatles, Bob Dylan e muitos outros, e sempre me irrito muito pela falta de argumentos consistentes. Mas agora, o cara se excedeu. Então, vamos lá, começando por dois erros factuais crassos: a banda AC/DC é obviamente australiana, e não canadense, como está na edição impressa. Já corrigiram na online. Outro erro permanece na online: o grupo americano de rock chama-se Eagles Of Death Metal, não Eagles Of The Death Metal. Começou mal a coisa, e só vai piorar daqui pra frente, acreditem.

Em seu texto, Castro comenta sobre a aposentadoria de Brian Johnson, vocalista do AC/DC. E vem com aquele conceito arcaico de que rock não passa de barulho. Meu Deus do céu, em pleno século XXI, ainda existe quem defenda essa bandeira furada? Socorro! Em seguida, ele cita a idade do cantor, 68 anos, que ele acha alta demais para roqueiros. E diz que ele deveria se dedicar a “matar palavras cruzadas ou colecionar selos”. De quebra, ainda manda isso: “O rock é- ou era- uma música jovem e rebelde, e não fica bem ter como um de seus expoentes um hippie velho e de boina”.

Dá para encarar o preconceito contido nessa frase de Castro? Acho que ele certamente não viu ao menos alguns segundos dos shows atuais dos setentões Paul McCartney, Mick Jagger e Keith Richards, entre outros “velhinhos” que continuam mandando ver. E vale lembrar que, há muito, mas há muito tempo mesmo, o rock é considerado música para jovens, sim, mas para jovens de alma, não necessariamente de idade cronológica, que, convenhamos, nesses casos não vale muita coisa.

Para o colunista da Folha, “hoje, o rock é a música mais velha do mundo”. Ah, é? E como o senhor explica a incrível afluência de uma garotada composta por adolescentes e jovens adultos nos shows de artistas veteranos de rock, misturando-se com pais e até avôs para curtir esse estilo musical? Seria anomalia isso? Ou apenas a constatação de que música boa não tem idade, seja ela rock and roll, bossa nova ou seja lá o que for? Acorde, Castro!

E a coisa vai piorando. A seguir, ele diz que Brian Johnson não é o único a ficar surdo, e cita como afetados pela enfermidade Neil Young, Ozzy Osbourne, Eric Clapton, Brian Wilson (dos Beach Boys, pelo menos o nome desse grupo ele acertou…), Pete Townshend (do The Who) e George Martin. E aí, manda a asneira mor, digo, essa frase: “Exceto por Martin, morto há pouco, você não ouviu falar muito deles ultimamente. Devem estar em casa, afinando os aparelhos de ouvido”.

Como? Seu Castro (seria parente de Fidel e Raul Castro?), só se o senhor estiver, também, ficando surdo, pois todos os nomes citados por Vossa Excelência estão ativos, lançando discos, fazendo shows e plenamente relevantes, mesmo com décadas e décadas de carreira. Ou seja, só não ouviu falar muito deles ultimamente quem não se informou nos grandes meios de comunicação impressa, televisiva, radiofônica e virtual.

Aí, ele finaliza citando o triste incidente do atentado na casa de shows Bataclan, em Paris, durante um show do grupo Eagles Of Death Metal. Aí, novamente vem o preconceito (esse, sim, vetusto e empoeirado) de que rock não passaria de barulho, na frase lamentável: “pelo áudio, não é possível distinguir entre a música e o tiroteio. Parece uma coisa só”.

Sr. Castro, nada contra sua aversão ao rock. É um direito, em um mundo democrático em termos de gostos. Mas justificar sua opinião de forma tão tosca não cabe em um profissional tão gabaritado. Especialmente pelo fato de que nem mesmo a maior parte dos artistas que você tanto admira, da bossa nova, bolero, jazz etc, concorda contigo, todos respeitando e admirando Beatles, Rolling Stones, AC/DC etc. Cada um na sua praia musical. Até Sinatra gravou Beatles!

Então, fica a dica: por favor, Señor Castro, continue se dedicando com o talento habitual aos seus estilos preferidos, e nos poupe de suas tolices anti-rock, que soam como a daqueles que, lá pelos idos de 1963-1964, consideravam o rock um modismo passageiro, que não deixaria traços. No entanto….E já dizia Neil Young, citado de passagem pelo senhor: hey, hey, my, my, rock and roll will never die. Não adianta torcer contra. Música boa é para sempre. Grande abraço, sou seu fã!

For Those About To Rock We Salute You– AC/DC:

Hells Bells– AC/DC:

You Shook Me All Night Long– AC/DC:

As várias faces do Lobão Mau e do Lobão Bobo

Por Fabian Chacur

Mais uma vez o glorioso João Luiz Woerdenbag Filho, 55 anos, mais conhecido pelo nome artístico Lobão, consegue criar uma grande polêmica em torno de declarações incisivas e agressivas dirigidas aos mais diferentes nomes da música, política e cultura brasileira. Não por acaso, está lançando um novo produto, no caso o livro Manifesto do Nada na Terra do Nunca, onde tais declarações estão inseridas.

Conheço muito bem a figura. A primeira entrevista que fiz com ele foi no já longínquo ano de 1986, quando ele lançou o que eu reputo ser seu melhor trabalho, o álbum O Rock Errou. Desde então, tive a oportunidade de participar de entrevistas coletivas ou fazer exclusivas com ele em pelo menos mais dez ocasiões nesses quase 30 anos.

Em cada uma delas surge um Lobão. Ora mais simpático e tranquilo, ora agressivo, ora até mesmo com jeito de quem tomou umas e outras, para dizer o mínimo. Mas algumas características se mantiveram sempre: a verborragia, as opiniões contundentes, a inteligência, o jeitão de manipulador e de quem diz as tais “verdades”. Sempre dá ótimas entrevistas.

Desta vez, as vítimas de sua língua ferina são Mano Brown, a produtora cultural Paula Lavigne, a presidente Dilma Roussef o Rei Roberto Carlos…Sobrou até para Sérgio Reis, quem diria… E, como de costume, a metralhadora giratória do cantor, compositor e músico carioca angariou apoios e ataques das pessoas mais diferentes possíveis.

Nem vou entrar no mérito das coisas que ele disse nesta nova blitzkrieg opinativa, embora a forma como ele as faz tenha esse abominável formato de “não tenho medo de dizer as verdades”, ou seja, como se tudo o que o autor de Me Chama afirma fosse a verdade absoluta e tudo o que os outros falam são mentiras covardes e imperdoáveis. Ninguém é detentor absoluto das tais “verdades”, Big Wolf. E você sabe bem disso.

Apoiar ou criticar integralmente aquilo que Woerdenbag Filho diz é entrar em uma fria. Ao ler suas declarações, sempre dá para concordar e discordar de muita coisa. O mais ponderado, sempre, é analisar cada opinião dele e tirar suas próprias conclusões. Agora, uma coisa é fato: ele adora atirar nas chamadas “vacas sagradas”.

Se desta vez são Mano Brown, a Doutora Dilma, “Reiberto” Carlos e Paula Lavigne os principais atingidos, em outras ocasiões os alvos foram Caetano Veloso, Gilberto Gil, Herbert Vianna e tantos outros. Nada de novo no front. E isso costuma ocorrer com mais frequência quando ele lança novos trabalhos.

A obra do artista Lobão é altamente relevante, mas repleta de altos e baixos, o que o torna um fantástico proprietário de telhado de vidro. Vasculhem suas entrevistas nesses anos todos e descubram incoerências em praticamente todas elas. Em uma das coletivas de que partipei, por exemplo, ele detonou os próprios fãs, dizendo que eles “só sabem pedir autógrafos”.

Durante outra entrevista concedida a mim, desta vez uma exclusiva feita em um final de tarde, a assessoria de imprensa da gravadora perguntou se ele poderia conceder mais uma. A resposta: “claro, eu faço tudo o que precisar, pois preciso divulgar muito esse show para lotar o Olympia (extinta casa de espetáculos onde ele iria cantar)”.

Portanto, meus caros, esse filme é bem idoso, e no fim, o Big Bad (or Good) Wolf sempre ganha no final. Seus trabalhos são bem divulgados, alguns artistas estendem as polêmicas e o nome de Lobão circula forte na mídia durante um bom período de tempo. Quer saber? “Eu não quero mais nenhuma chance, eu não quero mais revanche”.

Ah, e não pretendo comprar esse novo livro, não, como não comprei a autobiografia dele. Fiquei satisfeito em ler trechos do mesmo, que já me deram uma boa amostra do que se tratava. Está de bom tamanho. Afinal, tal qual ele, também tenho de pagar minhas contas, que não são poucas. Se um dia ganhar de presente…

Ouça Revanche, com Lobão, do álbum O Rock Errou:

Não encham o saco do Tom Zé, please!

Por Fabian Chacur

Esse tema até já saiu de pauta (felizmente), mas não me sentiria bem se não desse minha opinião sobre o mesmo. A confusão envolveu o cantor, compositor e músico baiano Tom Zé e o fato de ele ter feito a locução de um dos inúmeros comerciais de uma célebre marca de refrigerantes tendo como foco a Copa do Mundo de Futebol da Fifa de 2014.

Nele, o eterno tropicalista lê um texto absolutamente normal, no qual são enfocados diversos aspectos do Brasil e de seu povo no intuito de conseguir superar o desafio de recepcionar um evento tão importante e divulgado nos quatro cantos do mundo como um mundial de futebol, sem dúvidas o esporte mais popular do planeta.

Algumas pessoas começaram a cornetar Tom Zé, naquele velho esquema de considerá-lo como “vendendo sua credibilidade para uma causa ruim só para encher os bolsos de dinheiro”. Para começo de conversa, o fato de a Copa do Mundo da Fifa de 2014 ser realizada no Brasil não é um problema, e sim a forma como os políticos usam desse tipo de evento para encher seus bolsos e beneficiar seus interesses escusos.

Mas o torneio em si é um dos mais bacanas do meio esportivo. E qual seria o problema de Tom Zé ganhar um dinheiro honesto para ser o locutor de um texto correto e sem nada que o pudesse desabonar? É o tipo de patrulhamento ideológico detestável, exercido por alguns seres metidos a campeões do “politicamente correto” em seus piores aspectos.

Quem acompanha a carreira do genial criador baiano sabe as dificuldades que ele já enfrentou em sua longa carreira. Nos anos 80, por exemplo, ele quase largou mão da música para trabalhar em um posto de gasolina na sua cidade natal, Irará, na Bahia, como forma de sobreviver. Onde estavam esses “patrulheiros” nessa época? Enchendo o saco de outro infeliz?

De quebra, Tom Zé ainda afirmou que usará esse dinheiro honesto e ganho com seu trabalho digno e honrado para gravar seu proximo disco. Ele poderia até usá-lo para viajar para Aruba, se preferisse, pois a bolada é dele. Mas dizer que o investirá em um trabalho artístico dá boa prova de sua integridade artística e humana. Deixem esse jovem senhor de 76 anos em paz e vão encher as Doutoras Dilmas e os Lulas da vida, please!

Ouça na íntegra o brilhante álbum Estudando o Samba, de Tom Zé:

Comercial da Coca-cola com locução de Tom Zé:

Clara Nunes e a falta que faz uma Guerreira

Por Fabian Chacur

Em 2 de abril de 1983, o Brasil perdeu Clara Nunes. Com apenas 40 anos de idade, partia de forma prematura para o outro lado do mistério uma das melhores cantoras da história da nossa música, intérprete de grandes recursos vocais e performáticos e de uma personalidade artística simplesmente imbatível.

A bela mineira nascida em Caetanópolis em 12 de agosto de 1942 não teve vida fácil, e passou por muitas e não tão boas até chegar ao estrelato. Foi operária, venceu concursos de rádio, gravou discos irregulares nos quais investiu em diversos estilos musicais, teve o apoio do impagável Carlos Imperial, sofreu com a vida amorosa…

Clara pegou no breu mesmo na década de 70, quando descobriu que, embora tivesse talento para cantar o que quisesse, era no samba que conseguiria ampliar de forma incomensurável os seus horizontes artísticos e de popularidade. E graças a seu mergulho apaixonado nesse gênero musical, tornou-se a nossa Guerreira, repleta de graça, carisma e talento.

A voz de Clara era poderosa, forte, agressiva, mas impressionantemente melódica, ao mesmo tempo. Daqueles gogós com assinatura, que nas primeiras notas ouvidas já se fazia reconhecida por todos. Em sucessos como Conto de Areia, O Canto das Três Raças, Meu Sapato Já Furou, Tristeza Pé No Chão e O Mar Serenou, ela provava que dava para fazer sucesso e cantar música relevante em termos artísticos ao mesmo tempo.

Nunca deixou de ser versátil, mesmo depois de vestir o manto da sambista clássica. Gravou com categoria forró, música baiana, samba-canção, bolero e o que mais pintasse, sempre esbanjando categoria e personalidade- vide Feira de Mangaio, Basta Um Dia, Fado Tropical e Lama,bons exemplos dessa vertente musical de Clara.

Como herança, Clara Nunes nos deixou uma discografia repleta de grandes momentos e a certeza de que poderemos ter novas cantoras bem interessantes, mas nenhuma com o seu perfil. Chega a ser hilariante ouvir algumas intérpretes que tentam regravar ou cantar ao vivo seus sucessos, pois raríssimas (uma delas é a ótima Aline Calixto) conseguem dar conta do recado. Seria melhor escolherem outras canções, pois as que a Guerreira eternizou são dela e de ninguém mais. Uma diva de verdade!

O Canto das Três Raças, com Clara Nunes:

Dois DVDs essenciais para fãs dos Beatles

 Por Fabian Chacur

Sem muito alarde, o selo Coqueiro Verde está lançando no Brasil dois DVDs que podem ser classificados sem medo como excepcionais. Ambos tem os Beatles como tema, foram produzidos para a BBC de Londres, e felizmente fogem daquele esquema “caça-níqueis” que alguns produtos envolvendo os Fab Four infelizmente recebem, no mercado. The Unseen Beatles centra suas atenções nas turnês que a melhor banda de rock de todos os tempos fez entre 1963 e 1966.

Além de contar com cenas raras ou inéditas do grupo em cena, nos bastidores e mesmo em raros momentos de lazer, o documentário inclui entrevistas feitas com personagens envolvidos com a banda, como o empresário Allan Williams, o assessor de imprensa Tony Barrow e o jornalista Larry Kane (que acompanhou a banda em uma dessas turnês).

Você poderá conferir como era precária a estrutura em volta deles, como seus shows eram curtos (meia hora, não mais do que isso) e como ainda era embrionário o mundo do show business do rock, que só atingiria proporções realmente profissionais a partir dos anos 70. Destaco cenas gravadas com qualidade por um fã do último show da banda com cobrança de ingressos, realizado no dia 29 de agosto de 1966 no Candlestick Park, em San Francisco, EUA.

Stuart Sutcliffe-O Beatle Que Foi Esquecido conta a curta trajetória de vida do artista plástico, que por circunstâncias se tornou o primeiro baixista dos Beatles, mais especificamente pelo cara ser grande amigo de John Lennon.

 Traz cenas da época, fotos e entrevistas reveladoras com a viúva de Stuart, a mitológica Astrid Kircher (que criou o corte de cabelo do grupo e também o estilo de fotos eternizado na capa de With The Beatles) e os amigos Jurgen Volmer e Klaus Woorman (autor da capa de Revolver e baixista do Manfred Mann). A importância de sua curta passagem pelos Beatles, e também a qualidade de seu trabalho como artista plástico, são destacadas. Ele morreu com apenas 21 anos. 

Help!, ao vivo em 1965 no Shea Stadium
http://br.youtube.com/watch?v=hbGhoiGgVQM

Cida Moreira esbanja elegância ao cantar Cartola

Por Fabian Chacur

Angenor de Oliveira (1908-1980), que o fã da MPB conhece melhor pelo nome artístico Cartola, faria 100 anos em 2008. Faria, não. Faz. Afinal, quem compôs canções absolutamente maravilhosas, como As Rosas Não Falam, Autonomia, O Sol Nascerá e tantas outras, permanecerá sempre vivo nos corações e mentes de todas as pessoas com um mínimo de sensibilidade.

Vários trabalhos estão chegando ao mercado com justas homenagens a um dos fundadores da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. Um dos mais sublimes é esse Angenor, disco no qual Cida Moreira relê 16 de suas composições, lançamento da Lua Music que acaba de chegar às lojas físicas e virtuais.

Cida Moreira tem bagagem suficiente para encarar o desafio de reler essa obra tão caudalosa, delicada e inspirada sem cair no lugar comum. Cartola esbanjou poesia, lirismo, sensibilidade e poder de síntese, e a intérprete há mais de 30 anos na estrada não perdeu de vista tais características.

Dona de um vozeirão que rendeu ótimos discos como Summertime (1981), Abolerado Blues (1983) e Cida Moreira Canta Chico Buarque (1993), ela optou neste Angenor por navegar pela sutileza. Seu timbre grave de voz surge delicado, classudo, doce, ressaltando com categoria cada palavra, cada nota, cada nuance.

A moldura instrumental segue o mesmo conceito, com arranjos ao mesmo tempo sofisticados e simples. Temos 16 faixas, entre as quais destaco Senões, O Mundo é um Moinho, Cordas de Aço, Autonomia e O Inverno do Meu Tempo. Merece elogios o fato de Cida não se prender apenas às canções mais conhecidas, tendo garimpado jóias esquecidas como O Silêncio de Cipreste, por exemplo. Angenor é uma homenagem a altura desse nome tão fundamental para a história da cultura brasileira como um todo.

Confira Cida Moreira e Zélia Duncan cantando Rise Up ao vivo:

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Universal lança página de conteúdo para celular

Por Fabian Chacur

As gravadoras multinacionais demoraram a perceber que não podem se limitar aos formatos tradicionais de mídia para vender seu produto, a música. No entanto, agora parece que as mesmas estão tentando recuperar o tempo perdido. Totalmente focada na importância que os celulares começam a tomar em termos de consumo de conteúdo musical, a Universal Music promete colocar no ar em setembro uma página de conteúdo exclusivamente para esse tipo de mídia.

A mesma oferecerá ao consumidor músicas para download legalizado, vídeos inéditos e exclusivos, promoções e diversas outras possibilidades. Fazem parte do acervo da gravadora nomes como U2, NX Zero, Amy Winehouse, Mariah Carey, César Menotti & Fabiano, Leonardo, Akon, Fresno, Rhiana e Fergie, entre inúmeros outros.

Vale a lembrança de que celulares lançados com conteúdo musical exclusivo de artistas como Skank, Jota Quest, Fergie e Simple Plan já foram lançados no Brasil com grande sucesso, conseguindo superar a marca de 50 mil aparelhos vendidos. Podem esperar muito mais nesse setor em termos de produtos exclusivos. Tudo começou com os ringtones, que hoje continuam sendo importantes, mas que são apenas uma das inúmeras possibilidades de se faturar, no setor. 

Confira o site da Universal em:
http://www.universalmusic.com.br/default.aspx  

Caetano Veloso entre nos melhores da Downbeat

Por Flavio Canuto

A revista americana de jazz “Downbeat” colocou o cantor e compositor baiano Caetano Veloso em segundo lugar entre as escolhas anuais dos críticos.

Acho que essa surpreendeu até o próprio Caetano. A Downbeat, revista norte-americana especializada em jazz, colocou o álbum “Cê”, no terceiro lugar na categoria melhor álbum, apenas três votos atrás do Radiohead.

Caetano viajou todo o planeta durante a turnê de “Cê”,e obteve ótimas críticas a respeito do álbum nos jornais e revistas mais influentes do mundo.

Clique aqui e leia a crítica de Cê.

Apocalypse acerta com a Free Mind Records

Por Fabian Chacur

O APOCALYPSE, uma das maiores bandas brasileiras de rock progressivo, já finalizou toda produção de seu novo álbum, The Bridge of Light. Esse será o décimo disco dos gaúchos e sairá em setembro pela Free Mind Records (Unearthly, Grave, Blackmass, Solitude Aeternus etc). A banda assinou contrato de dois anos com a gravadora paulista. 

Segundo Gustavo Demarchi, vocalista e flautista do APOCALYPSE, o crescimento da Free Mind no mercado chamou a atenção dos músicos. “Quando começamos a conversar, notamos de imediato o entusiasmo do Rodrigo Balan, que revelou-se uma pessoa disposta a não apenas lançar um álbum, mas a vestir a camisa da banda, uma parceria no sentido literal da palavra”

The Bridge Of Light trará novas composições como The Dance of Dawn, Next Revelation, Last Paradise e uma suíte conceitual de quase 40 minutos dividida em sete partes que conta a história de um menino órfão e seus questionamentos existenciais. O trabalho de arte está sendo finalizado pelo talentoso artista Robson Piccin  – http://mentalstorms.blogspot.com – que já assinou capas de bandas como Laudany, Lothlöryen, Eternal Malediction, Lumina, Hevilan, Symmetrya etc. 

O Apocalypse se prepara para mais dois grandes shows no mês agosto que dão seqüência às comemorações de 25 anos de carreira do grupo. Serão duas apresentações seguidas em Porto Alegre (RS). No sábado dia 16 de agosto eles tocam na Casa de Cultura Mário Quintana (Teatro Bruno Kiefer), e no domingo, dia 17, eles dividem o palco do Bar Opinião com o Shaman e também outras bandas gaúchas na quinta edição do festival “RS Metal”.          

Mais Informações: www.apocalypseband.com / www.myspace.com/apocalypsebr

Fonte: Som do Darma – www.somdodarma.com.br

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