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Pedro Mariano lança um novo projeto com orquestra: DNA

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Por Fabian Chacur

Após a bem-sucedida turnê com a qual divulgou seu DVD/CD Pedro Mariano e Orquestra (2014), Pedro Mariano estava preparando um novo álbum gravado em estúdio, quando surgiu a proposta para outro trabalho com acompanhamento orquestral. Foi dessa forma que surgiu DNA, DVD/CD gravado ao vivo no Teatro Alfa, em São Paulo, mais um envolvimento do cantor com esse formato musical tão sofisticado.

Em entrevista exclusiva feita via telefone a Mondo Pop, o intérprete com 43 anos de idade, sendo 23 deles dedicados à música, explica como houve a mudança de foco que gerou seu novo trabalho, detalhes sobre ele e também sua visão da atual cena musical brasileira, e como se manter ativo em um momento tão complicado para todos.

MONDO POP- Sua ideia inicial, após ter lançado Pedro Mariano e Orquestra, era dar continuidade a essa experiência logo a seguir?
PEDRO MARIANO– Na verdade, não. Eu planejava gravar um álbum de estúdio, e já havia começado a planejá-lo. Só que eu havia concebido um novo projeto com orquestra para realizar daqui a algum tempo, e como essas leis de incentivo fiscal te obrigam a solicitar tudo com muita antecedência, foi o que fiz. E a autorização saiu muito antes do que eu esperava, e um patrocinador me perguntou se eu não poderia fazer esse projeto agora.

MONDO POP- Aí, o que era para ser uma coisa virou outra?
PEDRO MARIANO
– Isso. A ideia foi levar o que estávamos fazendo em estúdio para esse formato de orquestra, só que de uma forma diferente. No primeiro projeto, levei tudo para o ambiente orquestral. Neste, fiz o contrário, a orquestra veio até mim. O outro era mais classudão, mais tradicional. Este novo tem mais a ver com o meu som. E trabalhar com orquestra pode ter diversos formatos. Eu me inspirei muito nos feitos pelo Sting, pelo Metallica e pelo Peter Gabriel. As possibilidades são quase infinitas. Acho que isso não termina aqui.

MONDO POP- Como você compara um projeto com o outro, em termos de realização?
PEDRO MARIANO
– O primeiro DVD/CD orquestral foi marcante por diversos aspectos. Senti-me muito confortável para fazer este segundo, sendo que tudo foi muito complexo da primeira vez.

MONDO POP- O espírito geral do trabalho se manteve? Qual era a essência de tudo?
PEDRO MARIANO
– Pensava em reunir canções que tivessem como tema de onde você veio e para onde você quer ir, que tocassem no tema de uma forma introspectiva, analítica, emocional e psicológica. Tinha a música DNA (Edu Tedeschi) há uns cinco anos. Aí, o Jair Oliveira me mandou seis novas composições, e vi que uma delas, Labirinto, tinha a ver com algo que uma pessoa próxima a mim estava vivendo.

MONDO POP- Além dessas duas, temos mais duas inéditas. Como você faz normalmente a seleção de músicas para seus trabalhos?
PEDRO MARIANO
Alguém Dirá (Pedro Altério e Pedro Viáfora) e Enfim (Daniel Carlomagno) são as outras inéditas, e normalmente parto das composições inéditas para iniciar um trabalho. Também busco canções conhecidas inéditas na minha voz, pois ter músicas que as pessoas já conhecem no repertório sempre ajuda a esquentar as plateias, só canções inéditas deixa tudo meio monótono. E neste trabalho também incluí algumas do anterior, que mudaram muito durante a turnê de lançamento, e eu queria registrar essas novas roupagens.

MONDO POP- Como foi para você gravar o dueto virtual com sua mãe, Elis Regina, em Casa No Campo, contracenando com o vídeo?
PEDRO MARIANO
– Eu tinha lançado essa música como single no ano passado. Quando gravo shows ao vivo, gosto de fazer o show de forma contínua, não curto ficar regravando, só mesmo quando ocorre algum problema técnico. Mas Casa No Campo eu tive de fazer umas duas ou três vezes, por causa da sincronia com o vídeo. Foi emocionante.

MONDO POP- Você iniciou a sua carreira no auge de vendas dos CDs, vendendo mais de cem mil cópias de um deles (Voz no Ouvido-2000), que te rendeu um disco de ouro. Muita coisa mudou desde então. Como você encara o cenário atual?
PEDRO MARIANO
– Não se consome música como antigamente. Em termos de receita, isso te limita, e tem outros problemas que não falam a língua da música que te atrapalham bastante. A internet te abre caminhos, não sei se isso é para o bem ou para o mal, pois muitas dessas perguntas que surgiram nesses últimos anos não tem uma resposta clara. Tem artistas se posicionando bem com as plataformas digitais, que, como sabemos, não pagam nada.

MONDO POP- Qual é a vantagem de estar inseridos nelas, então?
PEDRO MARIANO
– Elas te dão notoriedade, mas você na verdade não sabe se dá certo. Minhas músicas mais bem-sucedidas no Spotify, por exemplo, são as que lancei de dez anos para cá. As pessoas procuram as coisas mais contemporâneas, e é o que as plataformas oferecem a elas. O que me preocupa é a forma como as pessoas tem consumido música, não acompanham mais os artistas, suas ramificações. Ninguém procura a informação, tem muito “mais do mesmo”.

MONDO POP- Como será a divulgação de DNA, em termos de shows? Todos os shows da turnê serão acompanhados por orquestra?
PEDRO MARIANO
– Faço shows com vários formatos (voz e piano, banda, orquestra etc) porque o barco tem de seguir. Na turnê anterior, fiz shows acompanhado por orquestras locais, mas o custo não caiu tanto como seria de se imaginar.

MONDO POP- Você lançou DNA pelo seu selo, o Nau, em parceria com a gravador LAB 344. Como avalia essa experiência de ter o próprio selo nos últimos anos, depois de ter sido contratado de gravadoras grandes?
PEDRO MARIANO
– O meu selo está sendo muito produtivo. Tenho bons parceiros. Quero sempre continuar fazendo meus trabalhos no meu tempo, do jeito que quero. Era difícil, continua difícil, mas esse nunca foi o foco. Vou sentindo o clima, não planejo nada nem para daqui a seis meses. Continuo lançando CDs e DVDs, mas o formato físico virou mais um portfólio do que um produto de consumo, tem mais um efeito emotivo, é um presente que você pode autografar.

De Peito Aberto (do DVD DNA)- Pedro Mariano:

Griswolds dá um toque punk a hits das trilhas de animações

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Por Fabian Chacur

Várias das músicas mais populares de todos os tempos saíram das trilhas das animações, antigamente chamadas de “desenhos animados”. São aquelas melodias que todos conhecem, e cujas letras acompanhamos juntos. Pois o grupo Griswolds teve a ideia de reunir 12 desses petardos em seu novo CD, Punkidz. O título entrega a intenção do trio: os hits aparecem em inusitadas versões punk rock.

Criada e sediada na cidade de Jaú (SP), a Griswolds pensou inicialmente em Punkidz como um show, mas durante sua gestação, ficou claro que o resultado merecia virar um CD, o que ocorreu após um ano e meio do início de tudo. E outra coisa ficou clara nesse processo criativo: o ideal seria gravar as versões em português das músicas, e não as originais em inglês, como costumam fazer em seus discos e shows.

“Até gravamos You’ll Be In My Heart (da trilha de Tarzan, hit de Phil Collins), mas logo percebemos que a maioria das pessoas conhece e canta essas músicas nas versões dubladas em português das animações, e ficou legal, pois é algo diferente do que a gente faz habitualmente”, explica o vocalista e guitarrista Fernando Lazzari, que integra o grupo com o irmão Alexandre (bateria) e o cunhado Naka (baixo).

Além da música do ex-cantor e baterista do Genesis (cuja versão em inglês encerra o álbum, como faixa-bônus), temos canções de animações desde clássicos dos anos 1960 até os atuais, incluindo A Bela e a Fera, Mogli, Toy Story e O Rei Leão. A curiosidade é a divertida A Canção dos Gatos Siameses, de A Dama e o Vagabundo. “Queríamos uma canção de vilões, e essa se encaixou perfeitamente”, justifica Fernando.

O show de lançamento de Punkidz, que teve uma bela prévia no último dia 26 de julho no Cinema Municipal de Jaú, com casa cheia e ótima acolhida por parte do público, traz músicas do novo CD, algumas dos anteriores e uma ou outra ainda não gravada pelo trio. “Cada uma é ilustrada por um vídeo com cenas das animações”, explica o músico.

Criado em 2010, o grupo, que foi batizado com o sobrenome da família do filme Férias Frustradas, surgiu como um projeto paralelo do grupo de canções próprias e covers Estado de Shock, que lançou um LP/CD em 1993 e durou de 1990 a 2011. Inicialmente, o trio apenas gravava as músicas, até que realizou seu primeiro show em maio de 2011.

A Griswolds fica numa espécie de fronteira entre banda cover e de material próprio, pois se só toca canções alheias, sempre faz isso com arranjos originais, criativos e distantes dos gravados originalmente por seus criadores. “Não ligo de nos chamarem de banda cover, mas a gente procura fazer as nossas versões, com a nossa pegada, fugindo do óbvio e trazendo coisas inusitadas”, comenta Fernando.

Durante esses oito anos de existência, a Griswolds conseguiu criar um público fiel em sua cidade natal, e também tem no currículo várias apresentações no estado de São Paulo, em cidades como Campinas, Bertioga, Registro e Presidente Prudente, além de conseguir boa repercussão através das redes sociais.

Para saber mais sobre a banda, entre aqui.

A Bela e a Fera (clipe)- Griswolds:

Jorge Ailton lança o seu 3º CD solo com “arembi” elegante

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Por Fabian Chacur

O cantor, compositor e músico carioca Jorge Ailton iniciou a sua trajetória profissional há 19 anos, tocando na banda de Sandra de Sá. Desde então, além de acompanhar artistas do calibre de Mart’nália, Toni Garrido, Paula Toller e Lulu Santos (com quem toca há oito anos), ele também investe em uma carreira solo que acaba de gerar seu terceiro fruto, o álbum Arembi, lançado pela gravadora Lab 344.

O título do CD (também disponível nas plataformas digitais), uma transcrição fonética adaptada do original r&b (rhythm and blues) é uma forma criativa de explicitar o desejo de Ailton em termos musicais.

“O título do álbum parece um nome suburbano, aquela coisa colaborativa. O r&b, o soul, são na verdade sotaques, como o samba; ouvi isso a vida inteira, frequentei os bailes, os ambientes, curti as variações desse estilo musical, via o pessoal dançar, aí surgiu naturalmente a minha forma de mostrar essa sonoridade”, explica.

Arembi traz 11 músicas, sendo cinco só dele e outras seis escritas com parceiros como Lulu Santos, Ronaldo Bastos, Fernanda Abreu e Hyldon. “Esse disco é como se eu tivesse chegado em casa, enquanto nos discos anteriores (O Ano 1, de 2010, e Canções em Ritmo Jovem, de 2013) eu ainda estava no caminho. Agora eu me sinto mais à vontade”.

O baixista considera muito importante as experiências que teve integrando bandas de apoio de outros artistas. “Acho que o mais bacana do artista é manter a antena sempre ligada. Procuro pegar o que cada artista que acompanhei tem de bom, como a explosão da Sandra e da Mart’nália, a organização do Lulu… Peguei um pouquinho de como cada um deles lida com as suas carreiras e procurei aprender, além de trazer coisas para a minha própria”.

A ideia de Jorge Ailton é conciliar a carreira solo com o trabalho com outros artistas enquanto for possível. “Acho uma tendência normal no futuro ser só artista solo, mas continuo fazendo as duas coisas. O escritório do Lulu é muito bem organizado, e ele sempre dá muito espaço para quem toca com ele, sabe reconhecer talentos. O Davi Moraes, por exemplo, também concilia o trabalho solo com atuação em bandas de outros cantores”.

As onze faixas de Arembi investem em várias tendências da black music de forma envolvente. “Acho que o meu som tem uma sensualidade elegante que mistura sons eletrônicos e orgânicos; esse é um disco feito com amigos, todos os envolvidos tem uma vida pregressa comigo, como o Mondego (produtor do CD), que conheço há mais de 20 anos”.

Isso Que Não Tem Nome (clipe)- Jorge Ailton:

Max Viana lança novo álbum no Brasil e também no Japão

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Por Fabian Chacur

Em 1998, com 25 anos de idade, o guitarrista Max Viana começou sua carreira de músico profissional integrando a banda de seu pai, ninguém menos do que Djavan. Era o princípio de uma trajetória repleta de conquistas. A mais recente é seu quarto álbum solo, Outro Sol, que está sendo lançado simultaneamente no formato digital no Brasil e Japão. Ele fala sobre este trabalho e sobre a carreira em entrevista concedida a Mondo Pop.

Mondo Pop- A sua carreira como músico profissional começou há 20 anos, como guitarrista da banda do seu pai. Quando sua trajetória como artista solo se iniciou? Como foi esse processo?
Max Viana
– Na verdade, o início foi também em 1998, na mesma época em que entrei na banda do meu pai. Eu comecei a gravar as minhas composições para ver como elas ficariam na minha voz, visava mais a validação das minhas músicas. Aí, eu gostei do que ouvi e iniciei um longo processo que retomei em 2001 e que teve como consequência o meu primeiro disco solo, lançado em 2003.

Mondo Pop- Como você compara esse seu primeiro disco solo, No Calçadão, com Outro Sol?
Max Viana
– Vejo coisas no meu novo álbum que tem a ver com as músicas de No Calçadão. A junção entre a black music e a MPB, por exemplo. Tem Linha de Frente, que é mais samba rock, tem O Amor Não Acabou, que é um samba. Sempre investi na diversidade, de não seguir um único caminho. Para mim, a MPB ganhou todo esse espaço no mundo graças a essa versatilidade, essas várias tendências e estilos diferentes.

Mondo Pop- Você lançou quatro álbuns solo nesses 20 anos de carreira, um número relativamente pequeno. Qual é a explicação para isso? Perfeccionismo, os problemas do mercado musical?
Max Viana
– É uma soma de várias coisas, incluindo esses problemas do mercado discográfico. Meu pai é bem mais perfeccionista do que eu, o disco para mim é legal no sentido de ser a fotografia de um momento. Fiquei dez anos trabalhando com o meu pai, produzi discos do Dudu Falcão, da Luiza Possi, de artistas de Angola, fiz a trilha para uma peça teatral da Heloísa Périssé, gravei com a Claudia Leitte, compus com o Guilherme Arantes, trabalhei em vários projetos diferentes.

Mondo Pop- Caramba, você fez muitas coisas nesse tempo todo de carreira…
Max Viana
– Ter uma aptidão para a música e não explorá-la ao máximo não é legal. Por isso, procuro sempre estar aberto aos mais diversos tipos de trabalho, sem me dedicar apenas a uma dessas vertentes.

Mondo Pop- Como foi que surgiu a oportunidade de lançar Outro Sol no Japão?
Max Viana
– O Renato é um brasileiro que atua no Japão, ele fez o contato, e foi a Universal Music Japan quem na verdade me convidou para gravar por lá. Mas ficou claro que seria um desperdício não lançar no Brasil, também, e é por isso que o álbum está saindo aqui e lá. No Japão, também sairá no formato físico no segundo semestre. Não mudei a minha concepção musical em função do disco sair no Japão, pois o público japonês gosta dessa diversidade da música brasileira, a música dita “de exportação” dá ao músico uma liberdade maior.

Mondo Pop- Você regravou nesse álbum Samurai, um dos maiores sucessos do Djavan. Como surgiu a ideia dessa releitura?
Max Viana
– Eu gravei parcerias minhas com o meu pai nos meus dois primeiros discos solo, mas nunca havia relido um sucesso dele. Quem teve a ideia foram os japoneses, pois Samurai fez muito sucesso lá nos anos 1980, regravá-la seria uma espécie de fecho de um ciclo. Ficou uma versão renovada, turbinada, bem 2018.

Mondo Pop- A música que você faz é bastante sofisticada, mas possui melodias e letras que fogem do hermético, tanto que Canções de Rei e Prazer e Luz (ambas de No Calçadão, de 2003) integraram trilhas de novela. Como você se autoavalia, musicalmente, e porque seu estilo musical aparece pouco atualmente na grande mídia?
Max Viana
– Acho o meu trabalho muito acessível em termos de melodias e letras. Tenho uma veia popular, mas um pouco mais sofisticada do que o que toca hoje em rádios e na TV. Nada contra, cada um vai buscar o que gosta, o que é preciso acontecer é mais democratização nos veículos de massa, abrindo espaços para estilos musicais além dos que estão na moda.

Mondo Pop- Como foi para você ter decidido trabalhar com música sendo filho de um dos nomes mais importantes da história da MPB?
Max Viana
– Para mim, sempre foi tranquilo a coisa de ser filho do Djavan. Uns são mais rigorosos comigo, outros, mais acessíveis, você se acostuma com a vida que você tem. Em outras profissões, isso é encarado com mais naturalidade, tipo medicina, direito, um filho seguir os passos do pai nessas áreas, enquanto na música encaram de forma um pouco pejorativa. Tem o lado bom e o lado ruim. A vida é sábia, não tem de ter só o lado bom, é preciso do equilíbrio.

Mondo Pop- Você compôs várias músicas com o Dudu Falcão, que também é parceiro de Lenine e Danilo Caymmi e foi gravado por muita gente. Como é seu trabalho com ele?
Max Viana
– Já fizemos parcerias de todas as formas, com ele fazendo letra e eu música, os dois fazendo as duas coisas etc. Ele é muito rápido, intenso, natural, aprendo muito com ele, A gente compõe sempre, independente de trabalho, de ter um disco para lançar ou coisa assim. Eu produzi o disco dele, não se trata “apenas” de um letrista.

Canções de Rei (clipe)- Max Viana:

Maneva lança single e gravará um DVD/CD acústico ao vivo

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Por Fabian Chacur

Há mais de dez anos na estrada, o grupo Maneva iniciou sua parceria com a Universal Music há quase dois anos. Desde então, conseguiu ampliar ainda mais os seus horizontes. Sua mais recente turnê passou por 19 estados e 130 cidade, atingindo mais de 600 mil expectadores. Agora, chegou a hora de preparar um novo trabalho. Eles acabam de lançar um novo single, e gravam neste fim de semana um DVD/CD acústico. Os ingressos para o show de sábado (2/6) já estão esgotados, mas ainda existem ingressos para o de domingo (3/6). Saiba mais aqui.

Integrado por Tales de Poli (vocal), Felipe Sousa (guitarra), Fernando Gato (baixo), Diego Andrade (percussão) e Fabinho Araújo (bateria), o Maneva é um dos nomes mais bem-sucedidos do reggae brasileiro nos últimos anos. Para Diego, esse sucesso tem a ver com as vibrações positivas do som da banda. “Cantamos o que a gente sente, com vibrações positivas, pra cima, trazendo as pessoas para o bem”, avalia.

Tô de Pé, o novo single, está sendo divulgado com um videoclipe gravado na avenida Paulista, e fala sobre a batalha para ser feliz mesmo seguindo um estilo de vida diferente do padrão tradicional da sociedade em geral. Caio, um músico de rua descoberto quando a equipe que registrou o vídeo pesquisava as locações, é o personagem principal.

“Acho que a gente pode ser feliz buscando novas soluções para encontrar a felicidade, para termos uma vida que apreciamos. E esse novo single representa isso, a busca da vida que será perfeita para você sem se importar com os outros”, explica Tales.

O trabalho, que mostrará a banda em meio a violões, percussão, metais e teclados eletroacústicos, trará uma mescla de nove faixas inéditas com outras tantas canções não tão conhecidas do repertório do grupo oriundo da zona norte da cidade de São Paulo.

“Deixamos de fora os nossos maiores hits para não ficar mais do mesmo, pois eles já fazem parte dos DVDs anteriores; temos os lados B do nosso acervo antigo que o grande público ainda não conhece, como Teu Chão, Ruínas e Vá Vivendo, por exemplo”, explica Diego.

Duas surpresas só serão descobertas na hora dos shows. Uma será a primeira vez em que o grupo gravará uma música de outro artista. Diego só dá uma pista: é um grande sucesso do pagode dos anos 1990. A outra fica por conta da provável participação de convidados especiais.

Este será o terceiro DVD e oitavo CD da bem sucedida carreira do Maneva. “Levantamos essa bandeira das bandas orgânicas, que são poucas atualmente no Brasil comparando com as eletrônicas, mas esse é o som no qual acreditamos”, finaliza Diego.

Tô De Pé (clipe)- Maneva:

Gabily investe no funk carioca em seu novo single, “Toma”

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Por Fabian Chacur

Gabily ficou conhecida no cenário nacional ao lançar, no final de 2016, um EP pela Universal Music do qual se destacou a faixa Deixa Rolar, de pegada pop dançante e apelo romântico. A cantora carioca de 23 anos agora volta com um novo single pela mesma gravadora, Toma, gravado em parceria com o MC WM, no qual mergulha de cabeça no funk carioca. Ela afirma ser o início de uma nova fase em sua carreira.

“Em 2018, pretendo trabalhar mais no funk. Acho que o público pode estranhar um pouco, pois eu nasci no pop e agora estou vindo para o funk, o contrário do que normalmente ocorre. Mas estou totalmente funk agora, acho que o funk te dá uma liberdade de expressão em dança, em música, em fala, a mulher se sente livre, encara os preconceitos”, explica, em entrevista a Mondo Pop.

Toma, a faixa que inaugura esse nova fase, já está disponível nas plataformas digitais em áudio e clipe. Trata-se de um exemplo dessa liberdade que ela busca em seu trabalho. “Essa música defende uma igualdade entre o homem e a mulher, que um pode usar para o outro a mesma abordagem, sem preconceitos nem limitações”, explica ela, que diz admirar o trabalho do MC WM como funkeiro e como produtor.

Para Gabily, o EP Deixa Rolar ajudou a posicioná-la perante o cenário musical. Quem curtiu o formato pop desse trabalho pode aguardar futuramente algo nessa linha, pois se há algo que a artista carioca preza é liberdade artística. “Minha ideia é lançar uns quatro singles na linha do funk até o final deste ano, mas a seguir já tenho uma faixa nessa linha romântica, não quero ficar presa a um único jeito de fazer música”.

Os formatos single e EP serão seguido pela artista, que não pensa em lançar álbuns. “Hoje não existe um padrão rígido de formatos musicais, pode ser single, álbum, o que for. Aqui no Rio essa coisa do álbum acabou faz tempo, todos investem nos singles, que te permitem dar ao público aquele gostinho de mistério, de fugir do padrão único que as músicas de um álbum costumam seguir. Acho melhor lançar um DVD com os clipes, uma espécie de álbum visual”, explica.

Desde 2015, quando lançou sua primeira música de trabalho, Não Enrola, Gabily já gravou parcerias com vários artistas, entre os quais Ludmilla, Mika (Mikael Borges, ex-Rebelde) e a dupla Lucas e Orelha. Algumas rolam por sugestão de seus produtores, os badalados Umberto Tavares e Mãozinha. “Mas eu dou palpite em tudo na minha carreira. Isso até me atrapalha um pouco, pois gosto de acompanhar tudo de perto”.

Dos 16 aos 21 anos, Gabriela Batista (seu nome de batismo) trabalhou em um banco, e nesse período cursou três semestres do curso universitário de Gestão Financeira na Unigranrio. Ela abandonou a faculdade ao decidir se concentrar integralmente na carreira musical, que ela havia experimentado ainda criança ao lançar um CD gospel quando tinha apenas 9 anos de idade.

Aliás, o fato de ser filha de pais evangélicos não trouxe complicações a Gabily, quando ela resolveu se dedicar à música secular (termo usado pelos evangélicos para definir música que não seja a religiosa). “Meus pais me apoiaram demais, assim como os meus amigos. Para eles, continuo sendo a Gabriela, o meu trabalho não tem a ver com a minha religiosidade, que continua a mesma, indo à igreja e tudo o mais”.

Toma– Gabily e MC WM:

Victor Mota lança EP e busca o crossover na música popular

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Por Fabian Chacur

Era para Victor Mota ter se tornado um profissional bem-sucedido na área de atuação em que se formou em termos universitários, a administração de empresas. No entanto, a música, que há muito fazia parte de sua vida, atropelou esse rumo que parecia inevitável. Ele acaba de lançar o seu primeiro EP, Antes do Sol Chegar, que já está disponível nas principais plataformas digitais e é fruto de um processo de consolidação e criação que durou uns bons anos antes de, enfim, se concretizar.

O cantor, compositor e músico cearense explica como ocorreu essa reviravolta em seu direcionamento de vida. “A música foi um hobby para mim até o limite em que isso foi possível. Só que chegou um momento em que tudo estava encaminhado na administração de empresas, não tinha tempo para música nem em termos de hobby”. relembra. Aí, o conselho de um professor o levou a ir para os EUA conhecer a célebre Berklee School Of Music, em Boston.

“Fiquei inicialmente um mês por lá para conhecer a Berklee e sentir o tamanho do desafio. Então, voltei ao Brasil e, em maio de 2010, retornei novamente para os EUA, desta vez para estudar”, relembra. “Foi uma experiência de vida, um divisor de águas, abriu a minha cabeça. Convivi com pessoas de todo o mundo, até mesmo do Brasil”.

Na Berklee, uma das escolas de música mais conceituadas do mundo e que tem entre seus formandos nomes do gabarito de Quincy Jones e Diana Krall, ele teve a oportunidade de participar de workshops com músicos como Ivan Lins, Marcos Valle e Filó Machado. “A Berklee dá muito valor ao músico brasileiro, tem até um curso de música brasileira lá. Essa oportunidade de interagir com o Ivan, o Marcos e o Filó foi marcante para mim”.

Após voltar ao Brasil, no final de 2013, Mota passou um período de um ano e meio em Fortaleza, tocando em bares. Em 2015, mudou-se para São Paulo, em busca de uma equipe para trabalhar com ele e viabilizar seu projeto de carreira. “Para mim, o sucesso de um artista depende da equipe com a qual você trabalha, é preciso montar um time”.

Depois de lançar vídeos no Youtube (um deles com o conterrâneo Marcos Lessa) e se apresentar ao vivo, incluindo shows semanais em um badalado hotel em São Paulo, Victor resolveu investir em um EP digital com quatro músicas, escolhidas a partir de um universo inicial de 30 composições próprias. “Vivemos um momento no qual as informações vem de todos os lados, é melhor lançar as coisas aos poucos, o mercado nos levou a essa coisa do EP, do single”, justifica.

O EP traz as músicas Antes do Sol Chegar (divulgada por um videoclipe já disponível no Youtube), Vem, Dias Melhores e Vou (Saudade é Feita). “Procurei nesse EP dar pinceladas do meu trabalho; temos muito violão e voz, com canções sobre relacionamentos; em um próximo trabalho, quero mostrar o meu lado guitarrista, e também estou aberto a outros temas para as letras”.

Aliás, se há algo que Victor Mota ressalta em sua abordagem artística é a abertura em relação a flerte com diversos estilos musicais. “Minha música sempre vai ser pop, minhas referências musicais também transitam por vários estilos, é o que artistas como John Mayer, Paulinho Moska, Marília Mendonça e Jamie Cullum fazem, por exemplo, e é definido lá fora como crossover”.

Atualmente, por sinal, ele está compondo com artista sertanejos que ele prefere não revelar no momento. “Está sendo uma troca muito boas para nós, pois estou aprendendo e ensinando ao mesmo tempo. O resto do mercado musical tem muito a aprender com o sertanejo, eles sempre estão abertos a essas parcerias, e isso explica o porque é um gênero musical tão popular”, explica.

Victor pretende lançar novas músicas no segundo semestre, embora ainda não saiba em que formato. Um álbum completo está em seus planos para o futuro. Para ele, o formato digital e as redes sociais são ferramentas importantes para progredir em termos profissionais. “O digital tem uma coisa caótica, você é bombardeado de informações o tempo todo. O caminho é criar um contato direto com o público, cativá-lo e atraí-lo para os seus shows”.

A expressão “ser popular sem cair no popularesco” parece feita sob medida para as pretensões profissionais de Victor Mota no cenário da música brasileira. “Meu propósito sempre foi fazer música popular, para o povo. Junto todos os estilos, jogo em um caldeirão e crio a minha própria linguagem, sem forçar a barra para fazer sucesso”.

Antes do Sol Chegar (videoclipe)- Vitor Mota:

Jehane Saade lança videoclipe Fuego e busca novos rumos

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Por Fabian Chacur

Jehane Saade define como marco inicial de sua carreira musical a criação de sua primeira composição, Je Ne Veux Plus, em 2009. O fato de a letra ser em francês diz muito sobre o direcionamento da carreira desta descendente de libaneses. Ela inicia uma nova fase na sua trajetória com o lançamento do single Fuego, com letra mesclando castelhano e português e divulgada por um caprichado lyric vídeo gravado no Líbano.

Com levada dançante com forte tempero do reggaeton, Fuego equivale a uma amostra do que a cantora carioca quer fazer neste momento da carreira. “Pretendo ir lançando novas faixas aos poucos, fazendo músicas dentro dos padrões aceitáveis do pop atual, ampliando os meus horizontes, para entrar nas principais vitrines”, define.

Versátil, Jehane é cantora, compositora, dançarina, atriz e jornalista. Seu contato com a música foi bem precoce, pois sua mãe canta e o pai dava aulas de canto lírico, além de ser ator. “Ouvi muita ópera quando criança, e também Chico Buarque, George Moustaki e a música libanesa, que é muito profunda, com muitas modulações; minha veia artística sempre teve muito apoio da minha mãe”.

Além da música, ela sempre teve envolvimento com grupos teatrais, o que a ajudou a desenvolver sua expressão corporal. Em 2012, gravou em Los Angeles (EUA) um EP com o produtor e músico Erich Bulling, conhecido por seu trabalho com artistas do porte de Rita Lee, Fafá de Belém e Fábio Jr, entre outros. “Foi uma grande oportunidade que eu deveria ter aproveitado melhor, mas optei por voltar ao Brasil por razões familiares”, relembra.

Em 2016, ela lançou seu primeiro álbum, Exótica, disponível nas plataformas digitais e trazendo 11 faixas autorais com sonoridade eletrônica, dançante e hipnótica, entre as quais Pé na Estrada, Fora do Lugar, a pioneira Je Ne Veux Plus, Meia Noite em Paris e Caminho de Buda. “É um projeto autoral em todos os aspectos, totalmente genuíno”.

Jehane tem uma orientação de vida bastante voltada para o seu eu interior. “Nos tempos modernos, a arte começou a ser consumida de uma forma descartável e efêmera, e eu busco uma visão mais artística, com uma linguagem mais plástica, com tudo bem harmonizado, indo profundamente rumo ao meu interior; busco o eterno”.

Além de lançar novas músicas, a artista carioca também pretende estruturar um show no qual possa desenvolver de forma completa a sua concepção artística, na qual mescla elementos de música, teatro e dança. “Sempre imagino linguagens visuais para as músicas que faço, brincar com as linguagens, misturar teatro com música, mas de forma espontânea, traduzindo o que penso de forma aberta, deixar fluir”.

Fuego (clipe)- Jehane Saade:

Jão faz trabalho autoral após cover bem-sucedido de Anitta

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Por Fabian Chacur

Jão e Anitta ainda não se conhecem pessoalmente, mas o cantor e compositor paulista deve uma à estrela pop brasileira. Um fã-clube da cantora encontrou no Youtube um cover feito por Jão da música Bang!, e proporcionaram ao clipe caseiro quase 400 mil acessos. Um ano e dois meses depois, surge a Universal Music, que o contratou e agora aposta na vertente autoral do artista de 23 anos, com os singles Álcool e Ressaca.

Ao contrário do que os títulos podem dar a entender, o artista oriundo da cidade de Américo Brasiliense e há quatro anos radicado em São Paulo não investe em relatos de bebedeiras a la sertanejo universitário em suas letras. “Essas duas músicas foram feitas a partir do contraste entre a expectativa e o resultado final, saiu do óbvio”, explica.

O nome artístico, básico e curiosamente igual ao do guitarrista e fundador do grupo punk Ratos de Porão, entrou na vida de João Vitor Romania quando ele ainda era criança. “Na hora de definir meu nome artístico, achei Jão ideal, porque é muito prático, simples e fácil de falar, além de me acompanhar desde a minha infância”.

A música faz parte da vida de Jão desde sempre, pois, segundo ele, sua família é muito festeira e bem musical. Ainda em sua cidade natal, aprendeu sozinho a se gravar com o auxílio de um computador, e seu objetivo era fazer coisas diferentes, fugindo do habitual voz e violão. E foi dessa forma que gravou a releitura de Bang!.

Os clipes dos singles foram gravados tendo locais específicos de São Paulo como cenário. “Nunca imaginei que pudesse participar de dois clips feitos de forma tão profissional, mostrando São Paulo de uma forma muito legal. Ficaram ótimos”, avalia. As faixas farão parte de seu primeiro EP, previsto para sair no primeiro semestre de 2018 pela via digital. “Serão lançados alguns singles antes, e por enquanto não pensamos em lançar em CD ou vinil”.

A música de Jão é basicamente r&b moderno, mas buscando caminhos próprios. “A música tem de mexer com as pessoas, trazer emoções, para fazer você se divertir, pensar; gosto de misturar elementos musicais, criar algo novo”. E não nega que amaria gravar com Anitta. “Ela viu o meu clipe e disse que adorou, adoraria fazer um trabalho com ela”.

Álcool (clipe)- Jão:

Tim Reynolds inicia uma turnê de quatro shows pelo Brasil

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Por Fabian Chacur

O violonista alemão radicado nos EUA Tim Reynolds inicia neste domingo (26) às 19h no Teatro Municipal de Niterói (RJ) uma curta turnê pelo Brasil que inclui também shows no dia 1º/12 no Rio de Janeiro (Blue Note Rio) e 2/12 em Belo Horizonte (A Autêntica). A sequência se encerra no dia 5/12 às 21h30 em São Paulo no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 194- Moema- fone 0xx11-6100), com ingressos de R$ 115,00 a R$ 160,00.

Nascido em 15 de dezembro de 1957 na Alemanha, filho de um militar americano, Reynolds tornou-se conhecido no cenário musical dos EUA a partir da década de 1990, como artista-solo, integrante do trio TR3 e também tocando com a Dave Matthews Band. Vale lembrar que ele foi um dos maiores incentivadores de Matthews a se tornar músico profissional, quando o hoje astro do rock era apenas um bartender de uma pequena casa de shows no interior dos EUA.

Os shows do artista serão acústicos, e provavelmente terão algum material do álbum That Way, gravado neste formato e previsto para sair em dezembro nos EUA. No repertório, canções próprias e também releituras de obras de artistas e grupo admirados por ele, como Prince, Jethro Tull, James Brown e Led Zeppelin.

O show terá convidados brasileiros: Carlos Malta (que já participou de shows da Dave Matthews Band e de nomes como Roberto Carlos, Caetano Veloso e muitos outros), Pedro Agapio (do grupo 3 Steps) e Fernando Anitelli (do Teatro Mágico). Reynolds já tocou no Brasil anteriormente, como integrante da Dave Matthews Band e com seu grupo paralelo, o TR3, projetos que ele intercala com a sua carreira-solo, que agora ele vem mostrar por aqui.

Leia a seguir entrevista feita por mim em 2013 por telefone com Tim Reynolds e que ficou inédita por razões alheias à minha vontade:

Nascido na Alemanha e criado desde moleque nos EUA, Reynolds se juntou à Dave Matthews Band quando o grupo estava em vias de gravar seu primeiro álbum por uma grande gravadora, Under The Table And Dreaming (1994). Ele já esteve algumas vezes no Brasil, com a DMB e o TR3, e tem ótimas recordações.

“Amei a música, a atmosfera e o público brasileiro, e é muito bom poder voltar agora com o meu próprio trabalho, tocando em um lugar mais intimista, onde a troca de energias é mais direta”.

A atual encarnação da TR3 (com a qual ele tocou por aqui em 2013) está na ativa há dez anos, e Reynolds a considera melhor do que a inicial, com a qual se apresentou no inicio de sua carreira, nos anos 80, e que deixou de lado ao entrar na DMB.

“Nossa formação atual é mais sólida, tocamos bastante juntos, somos como uma família. Sinto que crescemos a cada ano em termos musicais”, explica. Eles já lançaram os álbuns Radiance (2009), From Space And Beyond (2011) e Like Some Kind of Alien Invasion (2014). Ele normalmente não toca músicas da Dave Matthews Band em seus shows individuais. “Não faria sentido”, justifica.

Tim Reynolds garante curtir muito tocar com o TR3 e a Dave Matthews Band, além dos shows acústicos em duo que costuma fazer com Matthews (que geraram vários discos gravados ao vivo).
“Gosto de me dedicar a trabalhos diferentes entre si, são desafios bons de encarar. Com a DMB sou um “sideman” (músico de apoio), toco as partes de guitarra. Na TR3, componho, faço arranjos, mostro mais quem eu sou. E tem o duo de violões com Dave. Gosto de investir em coisas diferentes, aprender coisas novas”.

Dos diversos trabalhos que gravou com Dave Matthews nesses anos todos, ele aponta Away From The World (2012), como o seu favorito. “Gostei muito desse disco, pude improvisar mais como músico, e achei ótimo trabalhar de novo com o produtor Steve Lillywhite, que voltou a produzir um álbum da DMB após 14 anos”. Entre seus ídolos, ele aponta Led Zeppelin, Cream. Robin Trower e Golden Earring, que considera influências marcantes no som do TR3.

Betrayal (live)- Tim Reynolds:

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