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Roberta Campos lança o seu 1º DVD com um show em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Uma das vertentes mais populares da atual música pop brasileira é a que mistura o folk com elementos de pop, rock e MPB. Uma de suas principais representantes é a cantora, compositora e violonista mineira Roberta Campos. Como forma de celebrar os 10 anos de sua carreira discográfica, ela lançou há pouco o seu primeiro DVD, Todo Caminho é Sorte- Ao Vivo (gravadora Deck), no qual dá uma geral em seus hits e traz novidades. O show de lançamento em São Paulo será nesta sexta (28) às 21h no Auditório Ibirapuera (avenida Pedro Álvares Cabral, s-nº- Portão 2 do Parque do Ibirapuera- fone 0xx11-3629-1075), com ingressos a R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira).

Nesta apresentação, Roberta terá a seu lado o mesmo afiadíssimo time musical que a acompanhou na gravação do DVD, composto por Fabio Pinc (teclados e direção musical), Fabio Sá (baixos acústico e elétrico), João Erbetta (violão, guitarra e lep steel), Loco Sosa (bateria) e a adorável Patricia Ribeiro (cello).

O repertório traz hits autorais de Roberta, entre os quais Minha Felicidade, Abrigo, Todo Dia e De Janeiro a Janeiro, e releituras de My Love (Paul McCartney), Casinha Branca (Gilson) e Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor (Lô Borges).

Leia entrevista com Roberta Campos falando sobre o DVD e sua carreira aqui.

Todo Dia (ao vivo)- Roberta Campos:

Elliot Roberts, o célebre manager de Neil Young, morre aos 76 anos

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Por Fabian Chacur

Na metade dos anos 1960, Elliot Roberts tinha vinte e poucos anos e resolveu sair da Willian Morris, a mais famosa empresa de empresariamento de artistas americana, rumo a um desafio. Ele ouviu a fita demo de uma jovem cantora e compositora canadense então radicada em Nova York e decidiu encarar o desafio de ajudá-la a se tornar uma estrela. A aposta deu certo para os dois lados. Enquanto a garota virou Joni Mitchell, uma das maiores e mais influentes estrelas do rock, ele se tornou um dos grandes managers do ramo. Ele infelizmente nos deixou nessa sexta (21) aos 76 anos, de causa não revelada.

Com o nome de batismo Elliot Rabinowitz, ele nasceu no Bronx, Nova York (EUA) em 22 de fevereiro de 1943, e pensava inicialmente em ser ator, até que arrumou um emprego na já citada William Morris. Lá, conheceu outro aspirante à fama empresarial, David Geffen, e tornou-se seu sócio na tarefa de empresariar artistas. Para isso, ele se mudou para Los Angeles junto com sua aposta, Joni, e o namorado famoso dela na época, um certo David Crosby.

Com o fim do grupo Buffalo Springfield, a cantora o aconselhou a ser o manager de um dos integrantes daquele time, ninguém menos do que Neil Young, em 1968. Nascia ali uma parceria que só se encerraria com a morte de Roberts. Em seu livro de memórias Waging Heavy Peace (2012), o roqueiro canadense definiu o amigo como o melhor manager de todos os tempos, capaz de ajudá-lo a viabilizar todos os seus projetos, até aqueles mais complicados.

A parceria com David Geffen também resultou na criação da Asylum Records, selo com o qual lançou artistas como Linda Ronstadt, Jackson Browne e os Eagles. Em 1973, vendeu sua parte na gravadora e montou a Lookout Management, com a qual permaneceu empresariando artistas, entre os quais Joni Mitchell (com quem trabalhou até 1985), Crosby Stills Nash & Young, Tom Petty & The Heartbreakers, Talking Heads e Devo. A parceria com Neil Young era tão intensa que ele opinava nos projetos do roqueiro canadense e dava sugestões de que rumos ele deveria tomar.

Cinnamon Girl– Neil Young:

Prince terá o seu disco Originals lançado no Brasil no formato CD

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Por Fabian Chacur

Uma ótima notícia para os fãs brasileiros de Prince que curtem formatos físicos musicais. O mais recente lançamento póstumo do saudoso artista americano, Originals, chegará ao mercado nacional no dia 28 (sexta) em CD, via Warner Music. O álbum, que saiu inicialmente apenas na plataforma digital Tidal (que tem entre seus proprietários o rapper Jay-Z), agora também está disponível nas outras localidades virtuais dedicadas aos lançamentos digitais.

Prince tinha diversas marcas registradas em sua forma de trabalhar. Duas delas eram a extrema produtividade e o detalhismo. Dessa forma, ele compunha um total de músicas que excediam sua própria capacidade de gravar, e isso o levava a encaminhar parte dessa extensa produção de canções para outros artistas. Como forma de apresentar tais músicas aos artistas que as lançariam, gravava sozinho demos tão bem produzidas que, em alguns casos, os artistas acabavam se valendo delas, acrescentando apenas novos vocais ou pequenos detalhes.

Originals traz 15 faixas com essas características, várias delas hits massivos com nomes como Sinéad O’Connor (Nothing Compares 2 U), Sheila E (Glamorous Life) e Martika (Love…Thy Will Be Done), por exemplo. The Time, Vanity 6, Apollonia 6, Jill Jones, The Family e Mazarati são outros artistas-grupos que gravaram essas músicas originalmente, vários deles apadrinhados por ele. A seleção do repertório ficou a cargo do produtor e gerenciador de talentos Troy Carter

Eis as faixas incluídas em Originals:

-Sex Shooter
-Jungle Love
-Manic Monday
-Noon Rendezvous
-Make-Up
-100 MPH
-You’re My Love
-Holly Rock
-Baby, You’re a Trip
-The Glamorous Life
-Gigolos Get Lonely Too
-Love… Thy Will Be Done
-Dear Michaelangelo
-Wouldn’t You Love to Love Me?
-Nothing Compares 2 U

Ouça Love…Thy Will Be Done– Prince:

Ithamara Koorax canta clássicos do jazz em show no Rio de Janeiro

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Por Fabian Chacur

Ithamara Koorax está celebrando 30 anos de carreira no cenário musical, e quem ganhará o presente será o público carioca. Neste sábado (22) às 20h, a cantora oriunda de Niterói (RJ) mostra o repertório de seu CD Sings The Jazz Masters. A apresentação terá como palco a Sala Cecília Meirelles (Largo da Lapa, nº 47- Lapa- fone 0xx21-2332-9223), com ingressos a R$ 40,00. Uma boa oportunidade de vê-la dedicando-se especialmente ao jazz, um dos gêneros que domina com categoria, junto com a bossa nova, a música erudita, MPB e música pop.

O currículo desta intérprete é tão significativo que, mesmo bastante resumido aqui, dá uma boa ideia de sua envergadura artística. Com 25 CDs lançados e participação em mais de 250 trabalhos alheios, ela já fez shows em cerca de 20 países, gravando e cantando ao lado de nomes indiscutíveis do naipe de Tom Jobim, Ron Carter, Luiz Bonfá, Dave Brubeck, Larry Coryell, Marcos Valle e John McLaughlin, só para citar alguns. De quebra, ainda teve várias músicas incluídas em trilhas de novelas e seriados televisivos.

No show Ithamara Koorax Sings The Jazz Masters, que conta com roteiro e direção a cargo do expert em jazz e bossa nova Arnaldo DeSouteiro, a cantora terá a seu lado um trio integrado por Paula Faour (piano), Jorge Pescara (baixo) e Cesar Machado (bateria). O repertório traz clássicos do jazz eternizados por nomes como Miles Davis, Bill Evans, John Coltrane, Ella Fitzgerald, Frank Sinatra, Chet Baker e Toni Bennett, só para citar alguns.

São canções que resistiram ao teste do tempo e se mantém belas, intensas e atuais. Entre elas, temos All Blues, Giant Steps, My Favorite Things, Autumn In New York, Love For Sale, April in Paris e How Do You Keep The Music Playing. Para curtir e mergulhar em um universo musical mais do que nobre.

My Favorite Things– Ithamara Koorax:

Congás Transforma reúne música e gastronomia em evento gratuito

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Por Fabian Chacur

Que tal um evento que reúne shows de grandes artistas brasileiros, palestras e aulas-show de craques da gastronomia e atividades direcionadas às crianças? Melhor ainda: em um belo parque, ao ar livre e com entrada gratuita? Se você é de São Paulo, pode anotar na agenda. A segunda edição do Congás Transforma será realizada no dia 29 de junho (sábado) das 10h às 20h na Ilha Musical do Parque Villa Lobos (avenida Professor Fonseca Rodrigues, nº 2.001- Alto de Pinheiros- saiba mais aqui).

O elenco musical é de primeira linha. O saxofonista Leo Gandelman, que há quatro décadas nos encanta com seus trabalhos solo e participações em trabalhos alheios, virá acompanhado pelo Julio Bittencourt Trio para reler à sua moda grandes clássicos do repertório dos Beatles.

Por sua vez, o brilhante bandolinista carioca de 43 anos Hamilton de Holanda (FOTO), que ampliou os horizontes desse marcante instrumento musical, dará uma geral no repertório de seus diversos álbuns lançados nesses anos todos.

Também estão programadas apresentações da Orquestra Voadora, do Trio Titanium e da DJ Ale Rauen. Na área gastronômica, teremos Olivier Anquier, Bel Coelho, Helena Rizzo e Lorenzo Ravioli. Os pequenos terão as performances da trupe Três Marias e Um João, além de diversas atividades lúdicas direcionadas a elas. Praça de alimentação com food trucks estará instalada no local.

Canto de Ossanha (ao vivo)- Hamilton de Holanda:

Barbara Mendes lança o CD Orgânico com um show no Rio

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Por Fabian Chacur

Orgânico apresenta ao grande público uma parceria musical de grande quilate. A cantora mineira criada no Rio de Janeiro Barbara Mendes interpreta 11 canções inéditas do excelente cantor, compositor e músico pernambucano Tito Marcelo. O resultado do trabalho do também casal na vida pessoal não poderia ser mais bem-sucedido. Primeiro álbum autoral da cantora desde Nada Pra Depois (2009) e disponível em CD e nas plataformas digitais, o disco será lançado com show no Rio de Janeiro nesta terça (18) às 21h no Teatro XP Investimentos (Jockey Club Brasileiro- avenida Bartolomeu Mitre, nº 1.100- Leblon- fone 0xx21-3807-1110), com ingressos custando a R$ 40,00 (meia) e R$ 80,00 (inteira).

O currículo de Barbara Mendes é dos mais respeitáveis. Ela morou por dez anos em Nova York, onde estudou canto e fez shows. Além disso, participou por lá de trilhas de filmes, teatro e balé. Seu primeiro álbum foi lançado em 2000, Live In Greece, gravado ao vivo em Atenas, na Grécia.

No álbum Nada Para Depois (2009), contou com as participações especiais de Djavan, Ivan Lins e Hamilton de Holanda. De quebra, lança em breve no exterior álbum com composições do genial Roberto Menescal vertidas para o inglês.

O clima musical contido em Orgânico é pontuado por belas canções que navegam entre MPB, folk, pop, blues e um leve tempero jazzístico. Colabora intensamente para sua alta qualidade artística a presença efetiva, nos arranjos, produção musical, guitarra e violões, do consagrado argentino radicado no Brasil Victor Biglione, que dá uma aula master de como ser acompanhante de forma elegante, criativa e expressiva.

Tito Marcelo se mostra um excelente compositor, ele que também viveu em Brasília (DF) e tem três bons discos solo em seu currículo- Frágil Verde, Força de Quebrar (2011), Pra Ficar no Sol (2014) e O Futuro Ligeiro da Demora (2016). Ele participa de duas faixas do CD, Degelo (voz e violão) e Recalques (violão).

No show desta terça (18), Barbará será acompanhada por uma banda composta por André Valle (violão de cordas de aço), Pedro Braga (violões), Alexandre Katatau (contrabaixo) e Allen Pontes (bateria). Nele, sua voz de belo timbre explorada de forma competente e sensível certamente trará também alguma coisa de trabalhos anteriores, além de faixas do ótimo Orgânico.

Veja o clipe de Recalques, de Barbara Mendes:

Creedence Clearwater Revival e seu show em Woodstock-1969

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Por Fabian Chacur

Entre os inúmeros grupos e artistas solo que participaram do mitológico festival de Woodstock, o Creedence Clearwater Revival era um dos que viviam seu auge em termos comerciais e artísticos. Por razões contratuais, eles não apareceram nem no filme e nem mesmo na trilha sonora do documentário sobre o festival, realizado em agosto de 1969. Nas reedições do material registrado no festival ocorridas nos anos 1990, algumas faixas de seu histórico show enfim chegaram à tona. E, agora, enfim teremos a performance do quarteto em sua totalidade, com o título Live At Woodstock, lançado pela Universal Music.

Como forma de aguçar a curiosidade de todos, acaba de ser lançado o primeiro single, com a faixa que abriu o show, a espetacular Born On The Bayou, com mais de cinco minutos de pura energia. Para tristeza dos fãs brasileiros do grupo, esse material só estará disponível por aqui nas plataformas digitais. No exterior, também teremos versões em CD simples e vinil duplo. Green River, Bad Moon Rising e Suzie Q são alguns dos petardos.

John Fogerty (vocal e guitarra), Tom Fogerty (guitarra), Stu Cook (baixo) e Doug Cosmo Clifford (bateria) conseguiram uma façanha: em plena era do psicodelismo, flower power e o início do rock pesado, encantar o público e vender milhões de discos com uma releitura energética do rock dos anos 1950 com elementos de country, folk e soul que recebeu o apelido de swamp rock.

Eles mesclavam composições próprias do genial John Fogerty e sua voz de trovão com releituras personalizadas de clássicos do rock e do soul, algumas marcadas por longas passagens instrumentais nas quais o talento dos músicos se sobressaia. Um absurdo esse álbum não ser disponibilizado em formato físico no Brasil. Como diria o outro, é o fim dos tempos…

Eis as faixas incluídas em Live At Woodstock:

1- Born On The Bayou

2- Green River

3- Ninety-Nine And A Half (Won’t Do)

4- Bootleg

5- Commotion

6- Bad Moon Rising

7- Proud Mary

8- I Put A Spell On You

9- The Night Time Is The Right Time

10- Keep On Chooglin’

11- Suzie Q

Born On The Bayou (live in Woodstock)- C.C.R.:

Sheryl Crow divulga single com Joe Walsh e lança CD em agosto

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Por Fabian Chacur

Acaba de ser disponibilizado nas plataformas digitais um dueto inédito de Sheryl Crow com o cantor, compositor e guitarrista dos Eagles Joe Walsh. A canção é o ótimo rock funkeado Still The Good Old Days. Trata-se da quarta faixa divulgada de Threads, novo álbum da cantora, compositora e musicista americana, cujas versões físicas e digital serão disponibilizadas no exterior no dia 30 de agosto pela Universal Music.

O álbum mostra Sheryl gravando com vários artistas do primeiro escalão da música. Prove You Wrong, outro rockão invocado (ouça aqui), traz as presenças de Stevie Nicks e Maren Morris, enquanto o blues rock Live Wire (ouça aqui) reúne a roqueira americana com as incríveis Bonnie Raitt e Mavis Staples.

A faixa restante, das já divulgadas do álbum até aqui, traz um dueto possibilitado pela tecnologia com o saudoso Johnny Cash na introspectiva balada Redemption Day (ouça a nova versão aqui), canção que ela lançou originalmente em seu álbum autointitulado de 1996. Pela qualidade das amostras, um dos melhores trabalhos de sua carreira está a caminho.

Nascida em 11 de fevereiro de 1962, Sheryl Crow gramou bastante antes de conseguir sucesso individual. Antes, foi vocalista de apoio de artistas como Eric Clapton e Michael Jackson, entre outros. Teve um álbum solo abortado em 1991, e só lançou um primeiro disco em 1993. Mas valeu a espera, pois Tuesday Night Music Club vendeu milhões de cópias e abriu de vez as portas do cenário musical para o seu rock-pop-folk-soul-country de alta qualidade.

Clipe de Still The Good Old Days– Sheryl Crow e Joe Walsh:

André Midani, do Dia D na França ao maravilhoso mundo da música

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Por Fabian Chacur

A vida é mesmo imprevisível. Pode um cara oriundo da longínqua Síria e criado na França ter sido decisivo para a história da música popular brasileira durante inúmeras décadas? Uma trajetória improvável, porém plenamente real. Esse cara, André Midani, teve uma bela missão, e a cumpriu de forma plena e apaixonada. Mas toda história, infelizmente, tem um fim, e ele nos deixou nesta quinta-feira (13) aos 86 anos de idade, vítima de um câncer que o atormentava há alguns meses, segundo informou seu filho, Phillipe.

Nascido na Síria em 25 de setembro de 1932 (mesma data e mês que eu, que honra!), André veio para o Brasil em 1955, e por aqui, firmou-se na indústria fonográfica, ramo no qual ele havia começado a atuar na França. Sempre com os ouvidos abertos e dono de uma sensibilidade musical enorme, além de ousadia ilimitada, atuou em gravadoras como a EMI-Odeon, Phillips e Warner. Foi decisivo no desenvolvimento das carreiras de gente como João Gilberto, Jorge Ben Jor, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Titãs, Lulu Santos e dezenas, senão centenas de outros nomes importantes para a nossa música.

Mesmo com todo esse currículo e todas as suas realizações, Midani sempre se mostrou simpático, acessível e disposto a aprender novas lições. Sua vida incrível foi contada de forma deliciosa no livro Música, Ídolos e Poder- Do Vinil Ao Download (leia a resenha aqui) e na ótima série televisiva André Midani- Do Vinil Ao Download, de 2015 (leia mais aqui).

Não por acaso, executivos do calibre dele começaram a ter menos espaço nas grandes gravadoras transnacionais sediadas no Brasil a partir do final dos anos 1980, quando essas empresas aos poucos entraram em uma decadência cujos frutos podres colhemos atualmente. Para Midani, a música enquanto arte vinha sempre em primeiro lugar. Bom seu legado ter sido devidamente cultuado enquanto ele ainda estava entre nós. Sua passagem se dá em um momento difícil do Brasil, mas que ele fique como exemplo para uma futura volta por cima, em todos os setores, especialmente o da cultura.

Veja entrevista com os diretores da série de TV sobre André Midani:

Toni Tornado (1971) é relançado em LP de vinil de 180 gramas

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Por Fabian Chacur

Tony Tornado beirava os 40 anos de idade em 1970, quando foi convidado a defender, no V Festival Internacional da Canção, a música BR-3 (de Antonio Adolfo e Tiberio Gaspar). Ele já havia encarado inúmeros desafios na vida até então, incluindo morar durante cinco anos em Nova York, imitar cantores como Chubby Checker e Little Richard em programas da TV brasileira e o que mais pintasse. Ali, achou finalmente o seu rumo, sendo o vencedor da fase nacional daquele evento promovido pela TV Globo e cativando com uma performance espetacular.

Um ano depois, lançou o seu disco de estreia, Toni Tornado (a grafia de seu nome artístico usava o i, ao invés do y atual). Esse disco clássico acaba de ser relançado em vinil de 180 gramas, em parceria da Polydisc com a Universal Music.

BR-3 é a faixa mais conhecida daquele trabalho, uma balada intensa que ajudou a introduzir a soul music no Brasil, com direito a vigorosos e perfeitos vocais de apoio por conta do Trio Ternura. Experiente, Tony incorporou esse estilo musical com muita propriedade, e esse álbum de estreia segue tal linha com categoria, trazendo 12 faixas, entre as quais o seu maior hit e também Me Libertei (Frankie e Tony Bizarro) e O Jornaleiro (Major e Toni Tornado).

Após mais um hit, Podes Crer, Amizade, faixa de seu segundo e também autointitulado álbum, de 1972, Tony mergulhou na carreira de ator, que lhe proporcionou muito sucesso em filmes, novelas, séries etc. Dessa forma, a música ficou em segundo plano, na sua vida, tanto que ele nunca mais gravou um disco solo. Uma pena, pois o cara era do ramo. Nesse disco agora relançado, temos produção de Milton Miranda e orquestrações, arranjos e participações de Paulo Moura e Walter Branco, todos brilhantes.

BR-3– Toni Tornado:

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