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Titãs lançam um novo clipe de Sonífera Ilha com celebridades

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Por Fabian Chacur

Com nove integrantes logo no seu início e oito em sua fase clássica, os Titãs foram diminuindo até chegarem ao formato atual, com Sergio Britto, Branco Mello e Toni Bellotto. Após uma turnê bem-sucedida com essa formação, eles anunciam que lançarão em breve o álbum Titãs Trio Acústico, relendo seus hits. A primeira amostra saiu hoje. Trata-se de Sonífera Ilha, seu primeiro hit, que está sendo divulgada com um clipe ótimo e repleto de convidados especiais.

Cenas da banda feitas em estúdio são intercaladas com registros de Rita Lee e Roberto de Carvalho, Fernanda Montenegro, Lulu Santos, Elza Soares, Os Paralamas do Sucesso, Casagrande, Andreas Kisser, Edi Rock, Fábio Assunção, Cyz Mendes, Alice Fromer e Érika Martins, que dublam os versos da canção.

Embora intitulado Trio Acústico, vemos no clipe o grupo se valendo de instrumentos elétricos como guitarra e baixo, além de piano, este, sim, acústico de fato. Cantada por Paulo Miklos na versão original de 1984, desta vez Sonífera Ilha contou com o vocal principal de Branco Mello.

Sonífera Ilha (clipe)- Titãs:

Leila Pinheiro e Antonio Adolfo lançam videoclipe de Teletema

Foto: Leo Aversa

Foto: Leo Aversa

Por Fabian Chacur

Há parcerias que se mostram clássicas logo ao serem anunciadas, e a que reúne em um mesmo trabalho o pianista, compositor, arranjador e produtor Antonio Adolfo e a cantora Leila Pinheiro se encaixa feito luva nessa definição. O legal é que eles se unem para reverenciar o trabalho de outra dupla que marcou história na música popular brasileira, a formada pelo próprio Adolfo e o saudoso Tibério Gaspar (1943-2017). O primeiro videoclipe para divulgar este álbum, com a música Teletema, foi lançado nesta quinta-feira (26).

Gravada originalmente por Regininha e incluída na trilha sonora da novela global Véu de Noiva em 1970, essa belíssima canção ganhou um novo arranjo que se encaixou feito luva na voz de Leila. Participam da gravação Roberto Menescal (guitarra), Jessé Sadoc (trompete), Marcio Bahia (bateria) e Jorge Helder (contrabaixo), além do próprio Antonio Adolfo, que foi o diretor musical e arranjador do álbum, nos teclados.

Já disponibilizado pela gravadora Deck nas plataformas digitais e em breve também em CD físico, Vamos Pro Mundo- A Música de Antonio Adolfo traz 13 das mais de 50 músicas escritas pelos dois parceiros, clássicos da música brasileira, entre as quais Cláudia e Sá Marina, esta última grande sucesso na voz de Wilson Simonal e décadas depois na de Ivete Sangalo.

Teletema (clipe)- Leila Pinheiro e Antonio Adolfo:

Chico Lobo mostra novidades e hits em show ao vivo via internet

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Por Fabian Chacur

Há 35 anos na estrada, Chico Lobo é um dos grandes nomes da viola no Brasil. Este talentoso cantor, compositor e músico oriundo de São João Del Rei (MG) se engajou nesse movimento para levar a música ao vivo às pessoas em um período no qual os shows presenciais estão suspensos devido à pandemia do covid-19. Ele se apresentará através de seu canal do youtube (o link está aqui) neste sábado (28) às 17h o show Quarentena Ao Vivo.

No melhor estilo viola e voz, sozinho em cena, Chico se apresentará durante 35 minutos, alternando-se entre clássicos de seu repertório e algumas inéditas que estarão em seu novo álbum, atualmente em fase de gestação. Seus filhos Mateus, Luisa e Tomás se incumbirão da transmissão, enquanto o músico e amigo Tatá Symba se responsabilizará pela parte técnica.

Com mais de 25 CDs e também dois DVDs em seu currículo, Chico Lobo já teve músicas gravadas por artistas do calibre de Maria Bethânia, Mauricio Pereira e a Banda de Pau e Corda, além de dividir o palco com Renato Teixeira, Zé Geraldo, Zé Alexandre e Quinteto Violado. Ele explica o início dessa nova forma de divulgar seu trabalho:

“Nesse momento tão dramático que o meio artístico vive, temos de usar a nossa criatividade, as nossas relações e levar ao público a nossa música, a nossa esperança. Usar dessa modernidade em nosso favor. E assim chegar na casa das pessoas; criar vínculos maiores – de parceria dos artistas com o seu público. Acho isto importante e decidi ir à luta”.

Após essa apresentação solo, Lobo irá participar do Homestage Festival de Portugal, no dia 31 de março às 17h, festival virtual comandado a partir de Portugal que será realizado de 27 de março a 1º de abril com a participação de 86 artistas oriundos de 11 países.

Outra boa notícia fica por conta de ele estar organizando o Festival Quarentena Violada, que nos dias 11 e 12 de abril trará performances de 12 violeiros do primeiro escalão. Vale lembrar que os músicos tem nos shows uma parte muito importante de arrecadar fundos para a sua subsistência. Então, doações dos fãs (equivalentes ao valor de ingressos) serão bem-vindas.

CHICO LOBO apresenta: QUARENTENA AO VIVO — Show Lá em Casa
DIA: 28 de Março (sábado)
HORÁRIO: 17h
CENSURA: Livre
INGRESSO: Contribuição livre, a produção sugere o valor de R$15,00
DEPÓSITO EM CONTA: Viola Brasil Produções (CNPJ 05.725.977/0001-90) | Banco Itaú (nº 341) – Agência:3076 | Conta: 14.525-3

Chico Lobo e Maria Bethânia ao vivo:

The Pretenders liberam 2ª faixa de seu futuro álbum de inéditas

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Por Fabian Chacur

Os fãs dos Pretenders tem boas razões para sorrir. Acaba de ser disponibilizada nas plataformas digitais a faixa-título de seu novo álbum, Hate For Sale, previsto para sair no dia 17 de julho pela gravadora BMG Brasil (não confundir com o selo criado nos anos 1980 e cujo conteúdo hoje é parte do conglomerado Sony Music). Trata-se de um punk rock áspero e curto, com menos de três minutos de duração, embora nele a voz da líder da banda, Chrissie Hynde, soe melódica e suave. Trata-se da segunda música divulgada deste trabalho, que será o 11º da discografia da banda criada em 1978 e com uma carreira bastante relevante.

A outra faixa conhecida do álbum é The Buzz (ouça aqui), um rock balada com ecos dos anos 1960 e com aquela assinatura típica que levou a banda a vender milhões de álbuns e a lotar seus shows nos quatro cantos do mundo.

A produção do disco ficou a cargo do bem-sucedido produtor Stephen Street, conhecido por seus trabalhos com The Smiths, Morrisey na carreira-solo, Kaiser Chiefs e The Cranberries e que que atuou com os Pretenders nos álbuns Last Of The Independents (1994) e !Viva El Amor! (1999).

Será o 1º álbum desde Alone (2016), creditado aos Pretenders mas a rigor um trabalho solo de Chrissie. Desta vez, ela se dedica aos vocais e guitarra-base e tem a seu lado o baterista Martin Chambers (o outro integrante da formação original da banda a se manter em cena), Nick Wilkinson (baixo) e James Walbourne (guitarra), este último seu parceiro nas novas composições.

Sobre a inspiração que a motivou a escrever a letra da faixa que deu nome ao novo CD, ela deu uma declaração bem-humorada:

“Juro que essa música não é sobre Donald Trump, Boris Johnson ou Bolsonaro. Nenhuma das minhas músicas fala diretamente de política, em geral elas falam sobre ex-relacionamentos mesmo”, garante. A inspiração punk ela garante vir de uma de suas bandas favoritas, os britânicos do The Dammed.

Hate For Sale– The Pretenders:

Kenny Rogers, embaixador da country music e um astro pop

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strong>Por Fabian Chacur

Um verdadeiro embaixador mundial da country music. Eis uma definição possível para o cantor, músico e eventual compositor Kenny Rogers, que nos deixou na noite desta sexta-feira (20) por causas naturais, conforme comunicado de sua família. Em uma carreira que teve início na segunda metade dos anos 1950 e se manteve até 2018, o astro americano nos deixou uma obra repleta de hits e na qual sempre demonstrou uma inquietude, acrescentando elementos sonoros diversos à música country.

Kenneth Ray Rogers nasceu em Houston, Texas, no dia 21 de agosto de 1938, e demonstrou interesse pela música logo aos quatro anos de idade, quando cantava em troca de moedas. Seu primeiro single solo, That Crazy Feeling, saiu em 1958, mas foi como integrante do grupo de jazz Bobby Doyle Three, no qual cantava e tocava baixo, que ele se destacou inicialmente. Em 1966, entrou no grupo folk New Christy Minstrels, também como baixista e vocalista, e não demorou para ver que, ali, não conseguiria dar vasão à sua criatividade.

Junto com outros integrantes do NCM, ele em 1967 lançou sua própria banda, The First Edition (depois renomeada como Kenny Rogers & The First Edition). E o primeiro hit veio em 1968 com o contundente single Just Dropped In (To See What Condition My Condition Is), um belo rock com pitadas psicodélicas que atingiu o posto de nº 5 na parada americana. Outro rock na mesma linha, Something’s Burning, ajudou a impulsioná-los.

Embora o grupo fizesse boas vocalizações e tivesse muita competência, era Rogers quem ficava com os holofotes, tocando baixo e cantando os principais hits, que também incluem canções de acento country como Ruby (Don’t Take Your Love To Town) e Reuben James. Nessa época, o cantor foi generoso a ponto de ter sido o mentor de um certo cantor, compositor e baterista de nome Don Henley, então um jovem desconhecido em busca de reconhecimento, que viria a partir de 1972 como integrante dos Eagles.

No final de 1975, para tristeza de Kenny, o The First Edition decidiu encerrar sua trajetória, tornando inevitável para ele encarar de uma vez por todas o desafio de uma carreira-solo. Desta vez mais próximo da música country, estourou em 1977 nesse mercado com a canção Lucille, e até o fim daquela década emplacou diversos outros hits, entre os quais The Gambler (que inspirou uma série de filmes de TV estrelados por ele) e Coward Of The Country.

Foram as baladas românticas que o levaram a conquistar o público do mainstream, como She Believes In Me e You Decorated My Life. Em 1980, ele se sentiu repetitivo, e resolveu tentar uma nova experiência. “Nos anos 1960, Ray Charles gravou álbuns nos quais releu canções country com um acento soul; pensei, então, que seria uma boa ideia fazer o contrário, e convidei Lionel Richie para compor algo para mim”, relembrou o astro em entrevista contida no documentário The Journey, de 2006.

A parceria rendeu Lady, canção que atingiu o número 1 da parada americana no formato single e impulsionou o álbum na qual foi incluída, Greatest Hits (1980), a conseguir a mesma façanha. O ex-líder dos Commodores também produziria um álbum completo para o cantor americano, Share Your Love (1981), que atingiu o sexto posto na parada ianque.

Outra parceria bacana fora do universo country ocorreu com os Bee Gees. Barry Gibb foi o produtor de seu álbum Eyes That Seen In The Dark (1983), com direito à participação da banda. O disco gerou hits bacanas como You And I, This Woman e Islands Is The Stream, e atingiu o sexto posto nos EUA. Esta última, dueto com Dolly Parton, o levou de novo ao número 1 em sua terra natal.

Aliás, vale destacar a capacidade dele em gravar belos duetos com cantoras. A escocesa Sheena Easton, por exemplo, marca presença em We’ve Got Tonight (1983), matadora releitura de balada do roqueiro Bob Seger que atingiu o 6º posto nos EUA. Kim Carnes, que como ele também integrou os New Christ Minstrels, gravou com ele Don’t Fall In Love With a Dreamer (1980) e What About Me (1984, também inclui o cantor de r&b James Ingram).

Com a cantora country Dottie West a coisa foi ainda além, pois eles gravaram dois álbuns juntos, Every Time Two Fools Collide (1978) e Classics (1979). Ele repetiria a dose com Dolly Parton em Love Is Strange (1990, hit original de Mickey & Sylvia e regravado por Wings e muitos outros) e You Can’t Make Old Friends (2013). E ele gravou com a maravilhosa Gladys Knight em 1990 a música If I Knew Then What I Know Now.

Sempre inquieto, Kenny tem outros encontros bacanas em seu currículo. Seu álbum The Heart Of The Matter (1985), o último que emplacou no topo da parada country americana, teve produção do lendário George Martin, que produziu uma certa banda de Liverpool. Timepiece (1984) traz a releitura de standards da música americana e acompanhamento orquestral, com produção a cargo do consagrado David Foster.

Kenny Rogers se apresentou no Brasil em janeiro de 1991, no mesmo período em que estava sendo realizado o Rock in Rio, e por estar cobrindo o festival eu não tive a oportunidade de entrevistá-lo, nem de ver seu show em São Paulo.

Em 2006, ele lançou o álbum Waters & Bridges, que o colocou novamente nos primeiros postos da parada americana com hits como The Last Ten Years, I Can’t Unlove You e Calling Me, esta última um dueto com o discípulo Don Henley.

E já que falamos em Brasil há pouco, vale lembrar que I Can’t Unlove You (que o trouxe de volta ao top 20 americano) teve versão em português, Eu Não Sei Dizer Que Eu Não Te Amo, na qual a dupla Edson & Hudson conta com a participação (cantando em inglês) do próprio Kenny.

Os dois últimos álbuns de estúdio de Kenny foram You Can’t Make Old Friends (2013, de material inédito) e Once Again It’s Christmas (2015, álbum natalino, um dos vários que gravou em sua carreira). Em 2016, ele deu início à sua última turnê, intitulada The Gambler’s Last Deal, cujas última datas foram canceladas em abril de 2018 devido a problemas com sua saúde.

O último show dele em Nashville ocorreu em 25 de outubro de 2017, e não poderia ter sido melhor, pois contou com inúmeras participações especiais, incluindo as de Lionel Richie, Travis Tritt, The Judds, Kris Kristofferson, Alison Krauss, Lady Antebelum, Crystal Gayle, Reba McEntire e Dolly Parton.

A voz de Kenny Rogers é uma das mais facilmente reconhecíveis no universo da música pop, e a forma como ele interpretou as músicas que gravou sempre foi de forma muito personalizada e emotiva.

De quebra, seu carisma nos palcos explica o porque ele conseguiu se tornar um astro de proporções mundiais, vendendo milhões de discos e lotando ginásios e casas de shows pelos quatro cantos do planeta.

No já citado documentário The Journey (que saiu em DVD no Brasil via Coqueiro Verde Records), Kenny fez uma espécie de definição de como encarou sua incrível e bem-sucedida trajetória artística:

“Minha mãe me deixou como herança vários pensamentos simples, mas muito interessantes. Um deles fala sobre como é importante você curtir cada momento que vive, mas sem nunca se conformar ou se acomodar. Seria a receita da felicidade, para ela. E posso dizer que, durante a minha carreira, curti cada momento que vivi, mas nunca me conformei ou me acomodei, sempre buscando novos rumos”.

We’ve Got Tonight (live)- Kenny Rogers & Sheena Easton (uma das musicas favoritas da minha saudosa mãe Victoria, a quem dedico este post):

Alejandro Sanz e Juanes fazem um show conjunto via internet

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Por Fabian Chacur

Em tempos de corona vírus, o mundo dos espetáculos está vivendo tempos de muitas incertezas. Para dar conta de se manterem ativos, alguns artistas começam a apresentar saídas criativas. Os astros internacionais Alejandro Sanz e Juanes, por exemplo, tiveram de cancelar os shows que fariam no último final de semana em suas respectivas turnês. Ao invés de chorarem as pitangas, mostraram um caminho paliativo para atender os fãs.

A tour do espanhol Sanz se intitula La Gira (a turnê), enquanto a do colombiano Juanes leva o nome de Para Todos. Amigos de longa data, eles resolveram se reunir em um estúdio, acompanhados por cinco músicos- entre eles o consagrado pianista cubano Gonzalo Rubalcaba- e fazer um show conjunto. O evento foi transmitido via internet no último domingo (15), e teve participação do público em um chat. Eles denominaram, a performance El Gira Se Queda En Casa Para Todos (a turnê fica sendo em casa para todos).

Artistas como o britânico Yungblud e a dupla brasileira Kleiton & Kledir também prometem ações semelhantes em função dos cancelamentos de seus shows. Locais que abrigam shows fazem algo semelhante. A paulistana Audio Rebel, por exemplo, cancelou todos os shows programados para março, mas manterá (via agendamento) outras atividades do local, como ensaios, gravações e oficina de instrumentos (luthieria).

Veja a gravação do show de Alejandro Sanz e Juanes:

Keith Olsen, o cara que ajudou o Fleetwood Mac a achar seu rumo

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Por Fabian Chacur

Em dezembro de 1974, Mick Fleetwood, líder do Fleetwood Mac, estava perdidinho. Seu guitarrista e cantor, Bob Welch, havia acabado de sair da banda, justo no momento em que o time parecia caminhar para o sucesso comercial. Para sua sorte, surgiu na vida dele um certo Keith Olsen, que lhe abriria as portas para uma nova fase que tornaria o FM uma das bandas de maior sucesso da história do rock. Olsen nos deixou no último dia 9, aos 74 anos, vítima de um ataque cardíaco, mas deixou como herança um currículo dos mais respeitáveis.

Nascido em 12 de maio de 1945, Keith Olsen começou a sua carreira tocando baixo em bandas de folk e rock. Em 1966, entrou na The Music Machine, pioneira formação de garage rock que fez sucesso naquele mesmo ano com o matador single Talk Talk, com uma pegada que influenciaria o punk rock da década seguinte. Após sair do time, em 1967, integrou duas bandas efêmeras, The Millenium e Sagittarius, de pouco sucesso comercial.

As experiências como integrante de bandas o incentivaram a tentar uma outra atividade na área musical, a de engenheiro de som e produtor. Ele já havia trabalhado em um disco da James Gang quando conheceu um jovem e talentoso casal, Lindsey Buckingham e Stevie Nicks, que naquele 1973 atuavam como dupla. Entusiasmado com o talento deles, não só conseguiu atrair as atenções da gravadora Polydor, que os contratou, como de quebra foi o produtor e engenheiro de som de seu álbum de estreia, Buckingham Nicks (1973).

Embora seja excepcional em termos artísticos, o álbum obteve números decepcionantes em termos comerciais, o que deixou o casal roqueiro em uma situação muito difícil. O amigo Olsen, para ajudá-los, chegou a deixá-los morar em sua casa, e também contratou Nicks como empregada doméstica.

É nesse momento que ocorre o encontro entre Keith Olsen e Mick Fleetwood. Este último procurava um estúdio para a gravação de seu próximo álbum, e calhou de Olsen estar por lá. O produtor resolveu mostrar a qualidade do estúdio onde estavam, o hoje lendário Sound City, na Califórnia, tocando uma faixa de Buckingham Nicks. Após a audição, Fleetwood viu a oportunidade de resolver não um, mas três problemas ao mesmo tempo.

Além de definir o Sound City como o lugar onde gravaria seu novo LP, de quebra se interessou e muito pelo guitarrista daquele álbum, e pediu o contato dele para Olsen. Buckingham adorou o convite, mas impôs ao futuro patrão uma condição: sua esposa tinha de ir, também. Pedido aceito, surgia a formação que daria ao Fleetwood Mac fama mundial, com Nicks (vocal) e Buckingham (vocal e guitarra) se juntando a Fleetwood (bateria), John McVie (baixo) e sua então esposa Christine McVie (vocal e teclados).

Keith Olsen produziu Fleetwood Mac (1975), que levou a FM ao primeiro posto da parada ianque pela primeira vez em sua carreira e emplacou clássicos do rock como Rhiannon, Say You Love Me, Landslide, Monday Morning e Over My Head. Se a banda entrou para o primeiro time do rock, o produtor deste álbum também viu as portas da cena rocker se abrirem para ele.

A partir dali, Olsen foi o produtor ou coprodutor de álbuns que ajudaram outros artistas a alcançar o estrelato. O grupo Foreigner, por exemplo, estourou graças ao álbum Double Vision (1978), que traz os hits Hot Blooded e a faixa-título.

A excelente cantora e compositora americana Pat Benatar tornou-se uma estrela do rock graças aos álbuns Crimes Of Passion (1980) e Precious Time (1981), que atingiram respectivamente as posições de nº 2 e nº 1 no mercado americano e emplacaram hits certeiros do porte de Hit Me With Your Best Shot e Hell Is For Children, ambos produzidos por Olsen.

O maior hit da carreira do cantor, compositor e ator americano Rick Springfield, Jessie’s Girl, assim como o álbum no qual a canção está incluída, Working Class Dog (1981), está no currículo de Olsen, assim como Whitesnake (1987), álbum que emplacou de vez a banda de David Coverdale no mercado americano, atingindo o 2º posto na parada da Billboard.

Além desses trabalhos de grande sucesso, Keith Olsen também atuou em discos de artistas e grupos importantes como Scorpions (Crazy World-1980, o que inclui o megahit Winds Of Change), Ozzy Osbourne, Santana, Sammy Hagar, Heart, Kim Carnes, Emerson Lake & Palmer e Kingdom Come. A partir de 1996, Keith Olsen passou a trabalhar no desenvolvimento do surround sound na música para o selo Kore Group e outras empresas

Talk Talk– The Music Machine:

Curved Air e Renaissance tem shows adiados para agosto

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Por Fabian Chacur

Seguindo uma série de adiamentos de shows internacionais no Brasil, incluindo o Lollapalooza (previsto agora para dezembro, seria em abril) e Sammy Hagar (seria este mês, ainda sem nova data), desta vez é a turnê que reuniria os grupos britânicos Curved Air e Renaissance que teve de ser reescalonada. Segundo comunicado oficial da produtora Top Cat, os shows, que ocorreriam nos dias 19, 21 e 22 deste mês, não poderão ser realizados por causa da crise gerada pela pandemia mundial do corona vírus.

Felizmente, já temos novas datas confirmadas para as apresentações das históricas bandas de progressive folk. São elas 20 de agosto (São Paulo, no Espaço das Américas), 21 de agosto (Rio de Janeiro, Vivo Rio) e 22 de Agosto (Belo Horizonte, no Palácio das Artes).

O adiamento ocorreu por recomendação de órgãos superiores e em função da nota divulgada esta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Será a segunda visita do Renaissance ao Brasil, e a primeira do Curved Air.

Leia mais sobre os shows e as bandas aqui.

Ashes Are Burning– Renaissance:

Arnaldo Brandão relembra seus tempos de Londres em videoclipe

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Por Fabian Chacur

Um clipe e uma canção podem nos levar para recantos distantes de nossas capacidades sensoriais habituais. Esse é o dom evidente de Luciana In The Sky, nova gravação solo do lendário Arnaldo Brandão, canção escrita em parceria com o feríssima Tavinho Paes na qual eles recriam de maneira divertida e evocativa tempos vividos na Londres de 1973, mesclando cenas atuais do roqueiro em estúdio com registros da época em super 8 nos quais ele aparece com Claudia O’Reilly e outros amigos.

Incumbindo-se com a classe habitual de vocal, violão, guitarra e piano, Arnaldo é acompanhado nesta gravação por Lourenço Monteiro (bateria), Flavia Couri (baixo), Alberto Mattos (piano e acordeon) e Robson Riva (percussões). O clima é de psicodelia pura, com bem digeridos ecos da criação dos Beatles na fase 1966/1967. As cenas trazem até uma rápida passagem da capa do icônico Aladdin Sane, clássico LP de David Bowie lançado naquele 1973.

Com 68 anos de idade e nascido no Rio de Janeiro em 2 de dezembro de 1951, Arnaldo Brandão começou a se tornar conhecido na cena musical integrando o grupo The Bubbles, que depois virou A Bolha. Após alguns anos morando em Londres, ele tocou (só para citar dois nomes básicos) com Raul Seixas e Caetano Veloso em momentos seminais de suas trajetórias nos anos 1970 e 1980.

Depois, alçou voos autorais em projetos como o Brylho (do megahit Noite do Prazer, da qual é um dos autores) e o Hanói-Hanói, de sucessos como Totalmente Demais e tantos outros. Cantor, compositor, multiinstrumentista, é além disso tudo uma figura de uma simpatia adorável. Que essa faixa seja a amostra de muitas coisas boas a surgirem com a sua assinatura nos próximos tempos.

Luciana In The Sky (clipe)- Arnaldo Brandão:

Duo Aduar lança seu sublime álbum com show em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Sublime. Essa palavra resume minha opinião acerca de Riachinho das Pedras, álbum de estreia do Duo Aduar e também de um novo selo discográfico, o Lobo Kuarup, fruto de parceria entre o consagrado violeiro mineiro Chico Lobo e a gravadora Kuarup. O álbum será lançado em luxuoso formato CD em São Paulo com pocket show nesta sexta (13) às 19h na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (avenida Paulista, nº 2.073- Cerqueira César- fone 0xx11-3170-4062), com entrada gratuita.

Gabriel Guedez (violão e voz) e Thobias Jacó (viola e voz) deram início ao Duo Aduar em 2017, pouco depois de se conhecerem nas escadarias da escola de música da Universidade Federal de São João Del Rei, histórica cidade mineira. Não demorou para que se tornassem figurinhas carimbadas nos principais festivais de música realizados pelo Brasil afora, tendo conquistado o primeiro lugar em sete edições dos mesmos. Merecidamente.

Seu trabalho de estreia traz oito músicas, sendo seis autorais e duas releituras, a lírica Matança, de Augusto Jatobá, e a icônica A Vida do Viajante (Hervê Cordovil e Luiz Gonzaga), que se encaixa feito luva no espírito estradeiro da dupla.

Valendo-se apenas de suas vozes e de violão e viola, o Duo Aduar construiu tapeçarias sonoras envolventes e de uma doçura mágica. Nas letras, trazem belíssimas e cada vez mais necessárias mensagens ecológicas, protestando de forma incisiva contra a devastação da natureza em nosso país sem, no entanto, jamais perder a ternura. As vocalizações merecem um capítulo à parte, de tão perfeitas, tocantes e bem concatenadas.

A audição do álbum é prazerosa demais, ganhando o ouvinte logo de primeira e tornando-se viciante a partir da segunda. O Silêncio do Rio, Terra Nossa, Sentinela, Riachinho das Pedras, Índia Tuíra e De Que Depende o Perdão? formam, ao lado dos dois covers, um conjunto conciso e tocante de melodias inspiradas na música rural brasileira com muita inspiração e originalidade.

Em tempos tão áridos como os que vivemos atualmente, a audição deste álbum equivale a uma forma encantadora de instigar a consciência das pessoas em torno da importância que a natureza tem para que possamos permanecer vivos de forma saudável e encantadora. Que seja apenas o marcante início de uma bela trajetória desse incrível Duo Aduar.

Veja o clipe de Riachinho das Pedras, do Duo Aduar:

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