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Cantora americana Anastacia volta com o álbum Evolution

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Por Fabian Chacur

Caught In The Middle é o novo single da cantora e compositora americana Anastácia, que viveu o auge de sua popularidade no início dos anos 2000. A música, que traz forte tempero de reggaeton, é a primeira a ser divulgada do álbum Evolution, o primeiro que lança desde Resurrection, que saiu em 2014. O clipe traz a intérprete investindo em coreografias e em um clima dançante próximo do pop atual.

Evolution tenta misturar apostas em uma sonoridade mais próxima das cantoras pop atuais, como o primeiro single denota muito bem, com faixas nas quais a fusão soul-disco-funk que tornou mundialmente conhecida a artista nascida em 17 de setembro de 1968 se mantém presentes, entre as quais Stamina, Reckless, Not Coming Down e Pain.

Anastácia Lyn Newkirk batalhou bastante até conseguir maior visibilidade para o seu trabalho. Ela trabalhou como dançarina em vídeos de grupos como o trio de hip hop Salt-N-Pepa, fez vocais de apoio em discos de artistas como a cantora pop Tiffany e atuação em grupos de pouco destaque. Ela se tornou conhecida do grande público ao participar em 1998 do programa The Cut, da MTV americana, no qual apresentou sua composição Not That Kind pela primera vez.

Sua interpretação poderosa impressionou astros do porte de Elton John e Michael Jackson, além dos jurados do programa, o produtor David Foster e a cantora Faith Evans. Não foi a vencedora, mas conseguiu um contrato para gravar um álbum-solo, Not That Kind, que saiu em 2000 e lhe valeu fãs na Europa, América do Sul e Oceania, vendendo mais de 7 milhões de cópias. Curiosamente, fracassou em sua terra natal.

Até 2005, Anastácia se manteve com bastante popularidade. Posteriormente, continuou lançando novos trabalhos, mas com repercussão um pouco inferior. E nunca conseguiu emplacar nos EUA. De quebra, ela teve (e ainda tem) de lutar contra constantes problemas de saúde, entre eles a doença de Crohn (que não tem cura) e câncer em duas ocasiões diferentes. Felizmente, esta verdadeira guerreira conseguiu seguir em frente, como prova com este novo trabalho.

Caught In The Middle (clipe)- Anastacia:

Músico Laudir de Oliveira, ex-Chicago, morre durante show

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Por Fabian Chacur

Dizem que nada mais glorioso para um artista do que morrer durante uma exibição de seu talento. Pois foi exatamente isso o que ocorre na tarde deste domingo (17) com o genial percussionista brasileiro Laudir de Oliveira. Ele nos deixou aos 77 anos durante um show em homenagem ao saudoso Paulo Moura do qual participava em Olaria, no Rio de Janeiro. Laudir foi vítima de um infarto, e deixa um belo legado, construído em rica trajetória musical.

Nascido no Rio de janeiro em 6 de janeiro de 1940, Laudir começou a se tornar conhecido como músico nos anos 1960, tocando com nomes como Marcos Valle e Sergio Mendes. Em 1969, mudou-se para os EUA, e se tornou um músico bastante acionado para gravações e shows. Ele participou da versão de Feelin’ Alright gravada por Joe Cocker, por exemplo, e fez parcerias com os compatriotas Airto Moreira e Flora Purim, também radicados na terra de Louis Armstrong.

Em 1973, foi convidado a tocar com o Chicago, um dos primeiros grupos de rock de sucesso a mesclar guitarra, baixo, bateria e teclados a uma sessão de metais, influenciado por jazz e soul. Após gravar dois discos com eles como músico de apoio, foi confirmado como integrante oficial em 1975 e ficou por lá até 1980, um período de grande sucesso da banda. Ele está presente em hits como Happy Man, If You Leave Me Now, Baby What a Big Surprise, No Tell Lover e inúmeros outros.

Além de sua atuação tocando diversos instrumentos de percussão e tendo ótimo entrosamento com o baterista da banda, Danny Seraphine, ele participou como vocalista da faixa You Get It Up (de 1976) e é o coautor (em parceria com Marcos Valle) da música Life Is What It Is, gravada pela banda em 1979. Em 1978, participou tocando congas do álbum Destiny, dos Jacksons, que inclui os hits Shake Your Body (Down To The Ground) e Blame It On The Boogie.

Além do Chicago, Laudir gravou com inúmeros outros artistas, entre os quais Milton Nascimento, Nina Simone, Chick Corea, Gal Costa, Maria Bethânia, Jennifer Warnes, Gerry Mulligan e inúmeros outros. Ele também trabalhou como produtor, dançarino, ator e artista plástico. Ele acompanhou Carlos Santana na edição de 1991 do Rock in Rio, e voltou ao Brasil no fim dos anos 1980, após 20 anos na terra do Tio Sam.

Life Is What It Is– Chicago:

Grant Hart, ex-Husker Du, faz a sua última e triste viagem

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Por Fabian Chacur

Grant Hart, baterista, vocalista e compositor da seminal banda americana Husker Du, nos deixou nesta quinta-feira (14), aos 56 anos. Ele lutava nos últimos meses contra um câncer no rim, que infelizmente não teve como ser curado. Diversos músicos lamentaram essa inestimável perda, entre eles Bob Mould, seu ex-colega de banda, que divulgou sua tristeza nas redes sociais, conforme ótima matéria da edição online do jornal Star Tribune, da cidade americana de Minneapolis (leia aqui).

Em uma dessas tristes coincidências, o único show de Hart em São Paulo completará quatro anos de sua realização nesta sexta-feira (15). Foi um evento incrível, no qual o artista americano mostrou seu enorme talento e encantou os inúmeros fãs presentes à Galeria Olido (leia a resenha deste show histórico aqui). E o ingresso foi gratuito!

Grantzberg Vernon Hart nasceu em 18 de março de 1961. Ele montou o Husker Du na cidade de Minneapolis, a mesma que deu ao mundo o genial Prince, em 1979. Junto com Bob Mould (guitarra e vocal) e Greg Norton (baixo), o baterista, cantor e compositor resolveu investir em um punk rock bastante agressivo, que ganhou o rótulo de hardcore. O primeiro single do grupo, com as faixas Statues e Amusement, saiu em 1981. O primeiro álbum, o ao vivo Land Speed Record (1982), é um registro básico, cru e hardcore até a medula.

Com o tempo, o Husker Du ampliou os seus horizontes e criou uma sonoridade que pode ser definida de forma geral como se fosse uma mistura do Black Flag com os Byrds. Álbuns como Zen Arcade (1984) e Flip Your Wig (1985) os tornaram bastante conhecidos no meio underground do rock americano, a ponto de atrair a atenção da gravadora Warner, que resolveu apostar nos rockers feiosos e gordinhos, mas muito talentosos.

Candy Apple Grey (1986), a estreia deles na Warner, é uma obra-prima, na qual essa fusão de folk-rock clássico com hardcore soa simplesmente perfeita. Hart e Mould eram os compositores do grupo e também se alternavam como vocalistas principais. Dois craques. Mas as canções de Hart, maravilhas como I Don’t Want To Know If You’re Lonely e Sorry Somehow, são as melhores, poderosos diamantes sônicos bem lapidados, sem perder a energia, nem a ternura, jamais.

Infelizmente, nem esse clássico, nem o seu ótimo sucessor, Warehouse: Songs And Stories (1987), conseguiram bons números de venda. Em 1987, ou seja, há exatos trinta anos, eles acabaram se separando, especialmente devido a brigas entre Hart e Mould, rivalidade que se manteve por muitos e muitos anos e impediu qualquer chance do retorno da banda. E aquela praga que frequentemente atinge pioneiros na música os pegou em cheio.

Logo após o seu fim, bandas como Pixies e, especialmente, Nirvana, beberam com categoria em sua fonte e conseguiram colher os frutos em termos comerciais e de popularidade que foram negados ao Husker Du. Após o fim da banda, Grant Hart iniciou uma carreira-solo com o excelente Intolerance (1989), que este que vos escreve tem autografado pelo autor.

Hart ainda criou a banda Nova Mob, que se manteve por algum tempo na ativa e lançou alguns discos, mas sem sucesso. Depois, retornou à carreira-solo. Seu último trabalho individual foi The Argument (2013). Naquele mesmo ano, foi feito o documentário Every Everyting- The Music, Life & Times Of Grant Hart, de Gorman Bechard (o mesmo de Color Me Obsessed-2011, sobre os Replacements, outra banda seminal de Minneapolis), dando uma geral em sua vida.

Bob Mould voltou a se aproximar do ex-colega de banda nessa fase final. Inclusive, anunciaram há uma semana o lançamento, previsto para novembro deste ano, de Savage Young Du, caixa com três CDs trazendo gravações inéditas da fase inicial do Husker Du. Em julho deste ano, em um de seus últimos shows (ou quem sabe o último), em Minneapolis, Hart teve a participação de integrantes do Soul Asylum, Babes In Toyland e Run Westy Run. Leia mais sobre ele aqui.

Em entrevista concedida em 2009 ao Star Tribune, o músico, que foi amigo de Patty Smith e Willian S. Burroughs, deu uma declaração que pode servir como um belo epitáfio: “Acho que o trabalho que eu produzi durante a minha vida irá mais do que reparar o mundo por alguma inconveniência que eu tenha causado”. Descanse em paz.

Candy Apple Grey- Husker Du (ouça em streaming):

Claudia Castelo Branco canta músicas do seu CD solo no Rio

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Por Fabian Chacur

Integrante do duo Gisbranco, Claudia Castelo Branco também tem uma carreira-solo das mais respeitáveis. Ele mostra um fruto dessa vertente de seu trabalho, o álbum Você na Nuvem, com uma apresentação no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (14) às 19h30 no Centro de Referência de Música Carioca Artur da Távola (rua Conde de Bonfim, nº 824- Tijuca- fone 0xx21-3238-3831), com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira). O show faz parte do projeto Ciclo Internacional de Compositoras Sonora.

Cantando e tocando piano, Claudia terá a seu lado Marcos Campello (guitarra) e Rodrigo Maré Souza (percussão), com participação especial da cantora e pianista Michele Leal. Além de músicas de Você Na Nuvem, incluindo a ótima faixa-título, ela também apresentará composições inéditas escritas em parceria com Chico Cesar e Bianca Gismonti.

Por sinal, Bianca Gismonti é a sua parceira no duo Gisbranco, que já gravou dois CDs e um DVD em sua carreira até o momento. Em sua trajetória pelo mundo musical, Claudia Castelo Branco já teve a chance de dividir o palco com nomes importantes da nossa música, entre os quais Mônica Salmaso, Chico Cesar, Marcos Suzano,Jaques Morelenbaum, Carlos Malta, Na Ozzetti e Ava Rocha.

Você Na Nuvem– Claudia Castelo Branco:

Monique Kessous mostra seu novo CD com um show no Rio

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Por Fabian Chacur

Após mais de seis anos, Monique Kessous voltou ao mercado fonográfico com um novo álbum, o terceiro de sua trajetória musical. Valeu a espera. Dentro de Mim Cabe o Mundo é um trabalho delicioso, no qual esta cantora, compositora e instrumentista carioca dá um banho de talento e sensibilidade. Ele se apresenta no Rio neste sábado (16) às 20h no Espaço Furnas Cultural (rua Real Grandeza, nº 219- Botafogo- fone 0xx21-2528-5166), com ingressos gratuitos que devem ser retirados uma hora antes do show.

O mais recente álbum de Monique tem como um de seus destaques a ótima faixa Meu Papo é Reto, parceria dela com Chico Cesar que conta com a participação especial de Ney Matogrosso. Eu Sem Você, por sua vez, integra a trilha da novela global Pega Pega. Outras presenças especiais no CD: Paulinho Moska, Jesse Harris e Mamadou Diabar.

Além de músicas do novo trabalho, a artista carioca também resgatará algumas de seus discos anteriores, Com Essa Cor (2008) e Monique Kessous (2010), além de reler canções dos repertórios de Maysa, Caetano Veloso, Zeca Baleiro e Lady Gaga. Leia mais textos de Mondo Pop referentes a Monique Kessous aqui.

Meu Papo é Reto (clipe)- Monique Kessour e Ney Matogrosso:

Banda Versalle lança um clipe gravado na incrível Rondônia

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Por Fabian Chacur

Não são muitos os que podem afirmar que já foram a Rondônia, ou que conhecem alguma coisa daquele estado situado no norte do Brasil. Uma boa oportunidade para se conferir algumas belas cenas registradas por lá é o clipe de A Saudade é Algo Que Eu Não Quero, recém-lançado pela banda Versalle. A música foi lançada no álbum Distante Em Algum Lugar, lançado em 2015 pelo selo Slap, da Som Livre.

As locações não foram escolhidas por acaso. A banda Versalle foi criada em 2009 precisamente em Porto Velho, capital daquele estado. Fazem parte do quarteto Criston Lucas (vocal), Rômulo Pacifico (guitarra), Miguel Pacheco (baixo) e Igor Jodir (bateria).

“A música traz uma letra melancólica e nostálgica que fala sobre a partida de alguém em busca do sonho maior. O sentimento de saudade, apesar de ser algo não quisto, é real e deve ser vivido. É um pequeno poema musicado muito significativo para a banda”, explica Criston.

A Versalle se tornou conhecida nacionalmente ao ser uma das finalistas do reality show musical SuperStar, da Rede Globo. Desde então, participaram do Lollapalooza 2016 e lançaram, além do álbum Distante Em Algum Lugar, o EP Apenas (2016). Seu rock melódico traz bem assimiladas influências de The Smiths, Legião Urbana, Interpol, Artic Monkey e Mutantes, entre outras.

A Saudade é Algo Que Eu Não Quero (clipe)-Versalle:

Polysom relança em vinil dois álbuns do Maestro Soberano

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Por Fabian Chacur

A Polysom, em parceria com a gravadora Warner, está acrescentando dois belíssimos itens a sua coleção Clássicos em Vinil, que está relançando em vinil de 180 gramas alguns dos grandes clássicos da nossa música popular. Desta vez, foram pinçados álbuns da discografia do saudoso Maestro Soberano, que todos sabem ser o eterno Tom Jobim. Os títulos são Urubu (1975) e Terra Brasilis (1980), ambos com a qualidade habitual da obra deste grande mestre da Bossa Nova.

Urubu foi gravado em Nova York por Tom, que cantou, tocou piano acústico e elétrico e também violão. Os arranjos e regência da orquestra que o acompanhou ficaram a cargo do célebre maestro alemão Claus Ogerman. Entre outros, participaram do álbum feras como Ron Carter (baixo), João Palma (bateria), Ray Armando (percussão) e Miúcha (vocais na faixa Boto). Ligia, Ângela e Saudades do Brasil são algumas das oito faixas deste antológico trabalho.

Terra Brasilis é um LP duplo produzido pelo lendário produtor Aloysio de Oliveira, com arranjos escritos por Claus Ogerman. O disco conta com releituras de maravilhas do porte de Wave, Dindi, Samba de Uma Nota Só, Desafinado, Modinha e Se Todos Fossem Iguais a Você, em um total de 20 faixas. Uma curiosidade é a participação, tocando violão, de Bucky Pizzarelli, grande músico de jazz que também é pai do guitarrista John Pizzarelli, outro fã de Tom e de bossa nova.

Urubu- Tom Jobim (álbum na íntegra em streaming):

Amsterdan e Stereophant são as atrações do Rio Novo Rock

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Por Fabian Chacur

O projeto Rio Novo Rock, que há três anos abre mensalmente no Rio de Janeiro espaço para as bandas do novo rock feito no Rio e em outros estados, marca presença este mês nesta quinta-feira (7), um belo feriado, por sinal. Estarão em cena as bandas Amsterdan (FOTO) e Stereophant, além da DJ Suirá e do VJ Miguel Bandeira. A festa roqueira rola a partir das 20h em seu palco habitual, o Imperator- Centro Cultural João Nogueira (rua Dias da Cruz, nº 170- Meier- fone 0xx21-2597-3897), com ingressos de pista a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira).

Nesta edição da mais consistente vitrine do novo rock nacional, teremos duas representantes locais. Com um ano de atividade, a banda Amsterdan conta com Rafael Reis (vocal), Adison Filho (guitarra), Fernando Fully (guitarra), Mateus Muniz (baixo e vocais), Caio Firmo (sintetizador) e Guga Peçanha (bateria). Seu primeiro álbum, 1766, traz faixas como Natural, Labirinto e Foi-se o Tempo, e conta histórias que todos nós vivemos diariamente, na definição de seus integrantes.

O Stereophant possui dois álbuns: Correndo de Encontro a Tudo (2013, relançado este ano em versão remixada e remasterizada) e o novo Mar de Espelhos. Integram o time Alexandre Rozemberg (vocal), Vinícius Tibuna (guitarra), Thiago Santos (guitarra), Fabrício Abramov (baixo) e Bernardo Leão (bateria). No mais recente trabalho, contam uma história dividida em três blocos de cinco canções cada.

Homem ao Mar (clipe)- Stereophant:

Céu e Boogarins lançam vídeo e farão show no Rock in Rio

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Por Fabian Chacur

Uma das parcerias mais interessantes programadas para o Rock in Rio 2017 é a que reunirá o grupo goiano Boogarins e a cantora e compositora paulistana Céu. Em maio, eles se reuniram no Red Bull Studio em São Paulo para iniciar os ensaios de sua colaboração. De quebra, aproveitaram para gravar um clipe com a música Foi Mal, que acaba de ser divulgado. Você pode conferir o resultado no link que está aqui.

Foi Mal saiu em versão de estúdio no mais recente álbum do quarteto, Lá Vem a Morte, e equivale a uma boa amostra de como poderá ser intensa a performance desses talentos da cena musical brasileira atual. O show está programado para ocorrer no dia 15 (sexta-feira) no Palco Sunset, espaço do festival reservado para esse tipo de atração exclusiva.

Céu está na estrada há 15 anos, e se consolidou no cenário da música pop brasileira com sua mistura de reggae, rock, pop, folk e MPB na qual se destaca sua voz suave e melódica. Integrado por Fernandinho Dinho Almeida (vocal e guitarra), Benke Ferreira (guitarra), Raphael Vaz (baixo) e Ynaiã Benthroldo (bateria), o Boogarins está na estrada desde 2012, e já fez inúmeros shows por Brasil, América Latina, EUA e Europa, cativando fãs com sua versão abrasileirada da psicodelia.

Lá Vem a Morte- Boogarins (ouça em streaming):

Walter Becker, do Steely Dan, sai do cenário pop aos 67 anos

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Por Fabian Chacur

No dia 28/8, o grande Tony Babalu me mandou por e-mail uma música de um dos guitarristas que citou em sua lista de favoritos, o americano Walter Becker. Somebody’s Saturday Night simplesmente me fascinou, ainda mais por ser de um disco que eu desconhecia, Circus Power (2008), o único dele ou da banda que o tornou famoso, a Steely Dan, que eu não tenho. Na tarde deste domingo (3), sem ter entrado na internet, resolvi ver o DVD Classic Albums que conta a história do delicioso álbum Aja (1977). Só aí, no finalzinho da noite, é que conferi as notícias. E tomei essa paulada na fuça!

Na manhã deste domingo, foi anunciada a morte deste espetacular guitarrista, baixista, compositor, produtor e eventual vocalista, por razões não divulgadas. O cara tinha apenas 67 anos. Nem é preciso dizer que diversos músicos manifestaram o seu enorme pesar por essa grande perda, especialmente o seu parceiro de Steely Dan, o cantor, compositor, músico e produtor Donald Fagen, que promete preservar a obra do grupo e do amigo.

Walter Becker nasceu em Queens, Nova York, em 20 de fevereiro de 1950, e conheceu Donald Fagen no Bard College, quando ambos eram ainda adolescentes. A amizade logo virou parceria musical, e em 1969 eles foram morar juntos no Brooklin para iniciar uma carreira como compositores. Eles até tiveram um belo êxito, que foi ver sua canção I Mean To Shine gravada pela estrela Barbra Streisand em seu álbum Barbra Joan Streisand (1971), que atingiu o 11º posto na parada americana. Mas as coisas não foram muito além disso.

Convidados pelo produtor Gary Katz para integrar o elenco de compositores da gravadora ABC, eles gravaram muitas demos, como já haviam feito antes, mas ninguém topava gravar. Inteligente, Katz percebeu que o material era ótimo, mas muito sofisticado, e resolveu incentivá-los a gravar por conta própria. Nascia o Steely Dan, que estreou em 1972 com o álbum Can’t Buy a Thrill, trabalho no qual misturam rock, pop, música latina e jazz de forma brilhante.

Graças a hits como Do It Again e Reeling In The Years, o álbum levou o grupo para a estrada, mas desde o início ficou claro que Fagen e Becker não era fãs de turnês. Tanto que, em 5 de julho de 1974, quando faziam a turnê de seu terceiro álbum, Pretzel Logic, resolveram largar os palcos e se concentrar apenas na gravação de seus discos. Isso os tornou posteriormente um duo de fato e de direito.

Até o fim dos anos 1970, os amigos mergulharam em uma sonoridade mais sofisticada, com direito a soul, funk e jazz e moldada com o apoio dos melhores músicos de estúdio que o dinheiro podia contratar. Entre outros, gravaram com eles Michael McDonald (que depois iria para os Doobie Brothers e posteriormente viraria artista solo), Jeff Skunk Baxter (também foi para os Doobie Brothers), integrantes que criariam o Toto e muitos outros.

O perfeccionismo de Becker e Fagen chegou ao ponto de, no álbum Aja (1977), que alguns consideram sua obra prima, eles montarem uma banda para cada música. Embora sofisticado, seu som conseguiu ótimo resultado comercial, e pode ser considerado uma das principais influências para o som que dominou as FMs dos EUA e de boa parte do mundo nos anos 1980, música consistente e apelo popular suficiente para torna-la viável comercialmente.

Após passar por vários problemas pessoais, como a morte de uma namorada em seu apartamento em 1978 e ser atropelado por um taxi logo depois, além do consumo de drogas e a pressão pelo sucesso, Becker sentiu o baque. O Steely Dan lançou em 1980 o álbum Gaucho, e em junho de 1981, anunciou sua separação. Donald Fagen mergulhou na carreira solo, enquanto Becker foi morar com a família em Maui, Havaí, e desacelerou sua vida musical, produzindo alguns trabalhos para Ricky Lee Jones, China Crisis, Fra Lippo Liipi e Michel Franks.

A partir de 1986, os amigos voltaram a manter eventuais contatos. Em 1991, Becker participou de shows do projeto New York Rock And Soul Revue, liderado por Fagen e que se dedicava a reler clássicos da soul music. O entusiasmo dos dois foi tão grande que em 1993, 19 anos após seu último show, o Steely Dan voltava à tona para uma turnê que gerou em 1995 um ótimo álbum ao vivo, intitulado Alive In América.

Um pouco antes disso, Fagen lançou o disco solo Kamakiriad (1993), produzido por Becker, que por sua vez veio em 1994 com seu primeiro trabalho individual, 11 Tracks Of Whack, com produção do parceiro.

Em 2000, enfim os fãs puderam comemorar um novo álbum de material do grupo, Two Against Nature. E valeu a espera. Além de vender bem e atingir o sexto posto na parada americana, o CD ainda proporcionou a eles quatro troféus Grammy, incluindo o de álbum do ano. Everything Must Go (2003) veio a seguir, e seria o último trabalho de estúdio da banda, outro sucesso de vendas e de crítica.

Em 2008, Walter Becker lançou seu segundo álbum solo, o ótimo Circus Power, no qual tocou baixo e guitarra e também cantou. Na parceria, Fagen se incumbia mais dos vocais e dos teclados, enquanto Becker esbanjava categoria na guitarra e no baixo. Vale lembrar que o Steely Dan conseguiu conquistar desde fãs de rock até os do jazz, sendo uma daquelas bandas que os melhores músicos costumam citar frequentemente entre suas preferência.

Só pra variar, eu conheci o Steely Dan graças ao meu saudoso irmãos mais velho, Victor, que em 1972 comprou o compacto com Do It Again de um lado e Fire In The Hole do outro. A levada meio latina e bem hipnótica da primeira me cativou rapidamente, e até hoje é uma de minhas músicas favoritas deles. Duro saber que não teremos novos discos nem da banda, nem de Becker. Que jeito besta de começar setembro!

Somebody’s Saturday Night– Walter Becker:

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