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Ave Sangria anuncia álbum para breve e lança single de estúdio

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Por Fabian Chacur

A banda Ave Sangria durou pouco em sua primeira encarnação, na metade inicial da década de 1970. No entanto, marcou época com seu único trabalho de estúdio, autointitulado, lançado em 1974 pela gravadora Continental e em poucas semanas tirado de cena pela censura da ditadura militar. Graças a muita procura do público jovem via internet, três integrantes da formação original trouxeram o grupo de volta à ativa a partir de 2014, e agora nos proporcionam um single gravado em estúdio, Dia a Dia, amostra do álbum que pretendem lançar ainda este semestre, com título já escolhido, Vendavais.

Esta canção saiu pela primeira vez no álbum póstumo ao vivo Perfumes Y Baratchos (2014), registro de um show derradeiro realizado em 1975. A nova versão de estúdio mostra muito vigor e eletricidade. Marco Polo (vocal e composições), Almir de Oliveira (vocal, guitarra-base e composições) e Paulo Rafael (guitarra-solo e viola) agora tem a seu lado Juliano Holanda (baixo e vocais), Gilu Amaral (percussão) e Júnior do Jarro (bateria e vocais).

O novo álbum do Ave Sangria trará Dia a Dia e mais dez outras composições, em trabalho gravado no Rio de Janeiro, embora a banda seja uma das grandes representantes da psicodelia pernambucana. O guitarrista Paulo Rafael ficou conhecido após sair deste grupo como braço direito do conterrâneo Alceu Valença, participando de seus trabalhos mais emblemáticos. Ele também gravou três álbuns solo e integra a Primavera Nos Dentes (leia sobre eles aqui), que lançou um CD em 2017 com releituras de músicas dos Secos & Molhados.

Dia a Dia– Ave Sangria:

Bryan Adams grava com Jennifer Lopez e Ed Sheeran em novo CD

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Por Fabian Chacur

Boas novidades paras os inúmeros fãs de Bryan Adams. O cantor, compositor e músico canadense anunciou para o dia 1º de março o lançamento de Shine a Light, o seu novo álbum de inéditas. Para dar uma aquecida na expectativa de todos, o artista já disponibilizou duas faixas, ambas muito boas. Uma, o rock com violão em destaque Shine a Light, já tem até um clipe, por sinal dos mais legais, e é uma canção escrita por ele com o astro do momento, Ed Sheeran.

A outra chegou às plataformas digitais tipo hoje, That’s How Strong Our Love Is (ouça aqui), e é um dueto de Adams com a estrela Jennifer Lopez, a primeira gravação reunindo os dois. Trata-se de uma canção com uma levada estilizada de reggae, boa melodia e um encaixe bacana das vozes dos dois. “Trabalhar com Jennifer foi um sonho! Nossas vozes soam maravilhosas juntas”, afirmou ele, em press release enviado à imprensa pela gravadora Universal Music.

Shine a Light é o primeiro trabalho de inéditas de Bryan Adams desde 2015, quando lançou o excelente Get Up, produzido por Jeff Lynne (Electric Light Orchestra, Travelling Wylburys, George Harrison, Tom Petty etc). Vale lembrar que tanto este como o anterior, o álbum de covers Tracks Of My Years (2014), não foram lançados no Brasil em formato físico, fato surrealista se levarmos em conta que ele já fez shows lotados por aqui e sempre teve seus álbuns lançados em nosso mercado desde o início de sua carreira, em 1979. Cruzemos os dedos para tenhamos versão nacional em CD de Shine a Light.

Shine a Light (clipe)- Bryan Adams:

This Was, do Jethro Tull, é relançado em versão luxuosa

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Por Fabian Chacur

Em outubro de 1968, chegava às lojas This Was, o álbum de estreia do Jethro Tull. Como forma de celebrar os 50 anos desse importante trabalho, a Warner lança no Brasil This Was- 50th Anniversary Edition em dois formatos. O físico, um CD simples, traz a versão remasterizada em estéreo por Steven Wilson e seis faixas bônus, enquanto nas plataformas digitais está disponibilizada uma versão equivalente a um álbum triplo e recheada de conteúdo bacana e raro, para deleite dos fãs.

Gravado entre junho e agosto de 1968, o trabalho de estreia do grupo britânico traz em sua formação Ian Anderson (vocal e flauta), Mick Abrahams (guitarra e vocal), Glenn Cornick (baixo) e Clive Bunker (bateria). Trata-se do único álbum de estúdio do Jethro Tull no qual uma faixa, no caso Move On Alone, não é cantada por Anderson, e sim por Mick Abrahams, que por sinal sairia do time pouco tempo após o lançamento deste disco.

Aliás, uma das marcas de This Was é exatamente a sua sonoridade, mais próxima do blues, do rhythm and blues e até do jazz. Com a saída de Abrahams e a entrada de Martin Barre, o Tull se encaminhou rumo a um som mais próximo do rock progressivo, com fortes influências da música folk britânica e guitarras mais próximas do hard rock. Song From Jeffrey é provavelmente a música mais conhecida do álbum, incluida em algumas ocasiões nos set lists de shows da banda. O disco atingiu o 10º lugar na parada britânica, e equivale a um belo início de trajetória desta banda tão importante.

O conteúdo reservado apenas ao formato digital no Brasil traz gravações ao vivo feitas pela banda em 1968 exclusivamente para a rádio BBC de Londres, algumas raridades como Christmas Song e Love Story, e também a versão original do áudio em estéreo lançada na época e uma versão remasterizada em mono. No exterior, esse material está disponível no formato físico em uma box set com três CDs, encarte especial com fotos e informações e coisas do gênero.

Confira as faixas de That Was: 50th Anniversary Edition:

Disco Um: Steven Wilson Stereo Remix *** também na versão física

“My Sunday Feeling”
“Some Day The Sun Won’t Shine For You”
“Beggar’s Farm”
“Move On Alone”
“Serenade To A Cuckoo”
“Dharma For One”
“It’s Breaking Me Up”
“Cat’s Squirrel”
“A Song For Jeffrey”
“Round”
faixas-bônus:
“Love Story”
“A Christmas Song”
“Serenade To A Cuckoo” (Take 1)*
“Some Day The Sun Won’t Shine For You” (Faster Version)*
“Move On Alone” (Flute Version)*
“Ultimate Confusion”*

Disco Dois

“So Much Trouble” (BBC Sessions)
“My Sunday Feeling” (BBC Sessions)
“Serenade To A Cuckoo” (BBC Sessions)
“Cat’s Squirrel” (BBC Sessions)
“A Song For Jeffrey” (BBC Sessions)
“Love Story” (BBC Sessions)
“Stormy Monday” (BBC Sessions)
“Beggar’s Farm” (BBC Sessions)
“Dharma For One” (BBC Sessions)
“A Song For Jeffrey” (Original Mono Mix)
“One For John Gee” (Original Mono Mix)
“Someday The Sun Won’t Shine For You” – Faster Version (Original Mono Mix) *
“Love Story” (Original Mono Mix)
“A Christmas Song” (Original Mono Mix)
“Sunshine Day”
“Aeroplane”
“Blues For The 18th”
“Love Story” (1969 US Promo Single Stereo Mix for FM Radio Airplay)
US FM Radio Spot #1
US FM Radio Spot #2

Disco Três

“My Sunday Feeling” (Original Stereo Mix)
“Some Day The Sun Won’t Shine For You” (Original Stereo Mix)
“Beggar’s Farm” (Original Stereo Mix)
“Move On Alone” (Original Stereo Mix)
“Serenade To A Cuckoo” (Original Stereo Mix)
“Dharma For One” (Original Stereo Mix)
“It’s Breaking Me Up” (Original Stereo Mix)
“Cat’s Squirrel” (Original Stereo Mix)
“A Song For Jeffrey” (Original Stereo Mix)
“Round” (Original Stereo Mix)
“My Sunday Feeling” (2008 Remastered Version – Mono)
“Some Day The Sun Won’t Shine For You” (2008 Remastered Version – Mono)
“Beggar’s Farm” (2008 Remastered Version – Mono)
“Move On Alone” (2008 Remastered Version – Mono)
“Serenade To A Cuckoo” (2008 Remastered Version – Mono)
“Dharma For One” (2008 Remastered Version – Mono)
“It’s Breaking Me Up” (2008 Remastered Version – Mono)
“Cat’s Squirrel” (2008 Remastered Version – Mono)
“A Song For Jeffrey” (2008 Remastered Version – Mono)
“Round” (2008 Remastered Version – Mono)

This Was- Jethro Tull (álbum completo em streaming):

Nós do Rock Rural reúne feras do folk brasileiro com show em SP

Nós do Rock Rural. Foto - Ernane Galvão-400x

Por Fabian Chacur

Há aproximadamente dois anos, alguns dos mais expressivos músicos do rock rural ou folk à brasileira começaram a se reunir para shows realizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, com formações variáveis. A repercussão foi tão boa que gerou o CD Nós do Rock Rural, gravado ao vivo há um ano no Sesc Vila Mariana (SP). O espetáculo de lançamento em São Paulo do álbum que leva o selo Kuarup será realizado neste domingo (17) às 18h no Sesc Pinheiros- Teatro Paulo Autran (rua Paes Leme, nª 195- Pinheiros- fone 0xx11-3095-9400), com ingressos de R$ 12,00 a R$ 40,00.

O time escalado para este trabalho é dos mais representativos dessa sonoridade pontuada por violões, vocalizações espertas, violas aqui e ali, influências do som rural e da country music e com guitarras dando o tempero esperto final. Tavito, por exemplo, integrou o célebre grupo Som Imaginário e colaborou com os artistas do Clube da Esquina, além de ter desenvolvido uma bela carreira solo. É um dos melhores arranjadores de vocalizações do país, tendo feito isso em discos importantes de grandes nomes da música brasileira.

Guarabyra, integrando o trio Sá, Rodrix & Guarabyra e depois uma dupla com Sá, é um dos pioneiros do rock rural no Brasil, emplacando sucessos eternos do porte de Primeira Canção da Estrada, Sobradinho (cuja letra infelizmente é mais atual do que nunca, mais de 40 anos após seu lançamento), Dona, Espanhola e tantas outros clássicos eternos da nossa música popular.

Por sua vez, Zé Geraldo é o mais influenciado por Bob Dylan e Raul Seixas da turma, com um trabalho que comporta rock, country, folk e o que mais vier, capaz de nos proporcionar maravilhas do porte de Milho aos Pombos, Cidadão, Como Diria Raulzito, Senhorita e dezenas de outros, que seus fãs fieis cantam com ele a plenos pulmões, a cada novo show pelo Brasil afora.

Fortemente influenciados por esses três, Tuia e Ricardo Vignini completam com categoria o quinteto. Tuia Lencioni, com mais de 20 anos de estrada, passagem pelo grupo Dotô Jeka e dono de uma sólida carreira individual cujo fruto mais recente é o belo álbum Reverso Folk (2016), idealizou este show e é o seu diretor artístico. Já o violeiro Ricardo Vignini esbanja talento em projetos como o grupo Matuto Moderno e o duo Moda de Rock, misturando rock, música caipira, folk e ainda mais e tocando com rara desenvoltura e criatividade.

O show terá como repertório as músicas incluídas no CD, e algumas das possíveis selecionadas são Pote Azul, Espanhola, Rua Ramalhete, Hey Zé, Começo, Meio e Fim, Casa no Campo, Dona e Senhorita, equivalendo a uma boa amostra e pura celebração dessa sonoridade tão brasileira e tão universal que esses cinco artistas ajudaram a consolidar durante esses anos todos.

Dona (ao vivo)- Nós do Rock Rural:

Choro Pra Cinco fará os seus primeiros shows em São Paulo

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Por Fabian Chacur

O choro, ou chorinho, é um dos gêneros mais belos e nobres da música brasileira. Centenário, nunca some totalmente de cena, para felicidade de quem tem bom gosto e sabe escolher boas opções sonoras para curtir. Uma das formações mais bacanas da atualidade nessa praia é o Choro Pra Cinco, de Brasília, que enfim fará suas primeiras apresentações ao vivo em São Paulo, ambas com entrada gratuita. A primeira nesta quinta (14) às 19h no Centro Cultural São Paulo (rua Vergueiro, nª 1.000- Paraíso- fone 0xx11-3397-4002) e a segunda nesta sexta (15) às 19h na Galeria Olido (Avenida São João, nª 473- Centro- fone 0xx11-3331-8399).

Criado em 2012 na capital brasileira, o Choro Pra Cinco é integrado por Thanise Silva (flauta), George Costa (violão), Vinícius Magalhães (violão 7 cordas), Pedro Molusco (cavaquinho) e Gabriel Carneiro (pandeiro). Eles tem como principal mérito, além da perfeita coesão instrumental, o fato de mesclarem com inteligência nos shows clássicos do chorinho e da MPB com várias composições próprias, o que dá um sotaque próprio ao seu trabalho.

Essa habilidade está plenamente presente em seu álbum Caminho dos Ventos, disponível em CD e também nas principais plataformas digitais. Este trabalho altamente recomendável traz dez faixas, entre elas as deliciosas Pela Sombra (Thanise Silva), Âncora (George Costa), Antes Que Eu Me Esqueça (George Costa e Vinícius Magalhães), Pergunta Pra Rafa (Vinícius Magalhães), Sutil (Hamilton Costa e Sebastião Tapajós) e É Nessa Que Eu Vou (Rafael dos Anjos).

Nesses sete anos de estrada, o quinteto brasiliense fez vários shows em sua cidade natal e também em Araxá (MG), Curitiba, Recife e, agora, São Paulo. Eles já realizaram duas consistentes turnês internacionais, com direito a shows em locais fechados e ao ar livre e workshops na Alemanha, França, Suíça e Bélgica (veja um registro em vídeo da segunda tour aqui).

Pela Sombra (clipe)- Choro Pra Cinco:

Monarco canta com Alcione e Zeca Pagodinho em show no Rio

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Por Fabian Chacur

Monarco é um dos grandes nomes do samba de todos os tempos. E, felizmente, está firme e forte, no vigor de seus 85 anos de idade. Ele lançou recentemente um novo álbum, Monarco de Todos os Tempos, pela gravadora Biscoito Fino. E este é o mote para o show que o cantor e compositor carioca fará no Rio nesta quinta-feira (14) às 22h no Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nª 3.900- loja 160 do Shopping VillageMall- Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos de R$ 40,00 a R$ 150,00. Teremos participações de Zeca Pagodinho e Alcione.

Hildimar Diniz, nome de batismo de Monarco, compôs o seu primeiro samba aos 12 anos de idade, e quatro anos depois, conheceu a turma de bambas da Portela, escola de samba pela qual rapidamente se apaixonou. Em 1951, passou a integrar a sua ala de compositores, e não demorou para se tornar um dos caras mais badalados de lá. Ele participou do histórico álbum Portela Passado de Glória (1970), produzido por Paulinho da Viola e que tornou conhecida a chamada Velha Guarda da Portela, capitaneada por ele.

O primeiro disco solo de Monarco, autointitulado, saiu em 1974, e deu início a uma série de outros, nos quais sempre defendeu suas composições com vários parceiros de forma classuda, com uma voz bonita e que até hoje continua sendo muito bem colocada. Suas canções fizeram sucesso nas vozes de inúmeros intérpretes, maravilhas do porte de O Quitandeiro, Vai Vadiar, Coração em Desalinho, Lenço e inúmeras outras. Entre seus inúmeros fãs ilustres, temos Marisa Monte, que produziu um de seus discos e o incluiu com destaque no documentário O Mistério do Samba (2008), também produzido por ela.

O mais recente álbum deste grande portelense teve como produtor Mauro Diniz, que além de grande cantor, compositor e músico é filho da fera. Pai e rebento assinam seis das faixas do álbum, que conta com as participações especiais de Alcione (em Uma Canção Para São Luiz) e Zeca Pagodinho (Seu Bernardo Sapateiro). Uma das faixas mais bacanas deste ótimo CD é Aurora da Minha Vida, que conta com um clipe bem produzido para divulgá-lo.

Aurora da Minha Vida (clipe)- Monarco:

Linda Ronstadt brilha em álbum ao vivo inédito gravado em 1980

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Por Fabian Chacur

Com mais de 35 álbuns lançados em seus 50 anos de carreira discográfica, Linda Ronstadt nunca havia nos ofertado um disco gravado ao vivo. Pois essa lacuna acaba de ser preenchida de forma brilhante com Live In Hollywood, que a Warner Music lançou nos formatos CD e vinil no exterior, e também nas plataformas digitais de todo o mundo. Eis um registro sensacional de uma cantora considerada uma das grandes da história do country rock, e não só dele, por sinal.

Infelizmente, esta icônica artista se afastou do cenário musical em 2011. Em agosto de 2013, revelou a razão: é portadora do mal de Parkinson, que a impede de desempenhar o dom que a tornou capaz de emplacar três álbuns no topo da parada americana, de ganhar 13 troféus Grammy, vender mais de 30 milhões de discos em todo o mundo, entrar no Rock And Roll Hall Of Fame e ser considerada a pioneira entre as roqueiras solo a lotar grandes arenas, na década de 1970.

Live In Hollywood foi gravado ao vivo em um show registrado para exibição no canal a cabo HBO em 24 de abril de 1980 no Television Center Studios, em Hollywood. Aos 33 anos (completaria 34 no dia 15 de julho daquele mesmo ano), a moça vivia o auge em termos de popularidade, estando no início da turnê que divulgou o álbum Mad Love, lançado dois meses antes e que atingiu o terceiro lugar na parada ianque graças a hits como I Can’t Let Go e How Do I Make To You, que por sinal fazem parte do set list do show que gerou este trabalho ao vivo.

O elenco de músicos que a acompanha no show é uma verdadeira seleção de craques da cena de Los Angeles, mais precisamente do bittersweet rock e do country rock. O saudoso Kenny Edwards (guitarra), que esteve a seu lado no efêmero (porém influente) grupo The Stone Poneys em 1967-1968 e depois se tornou seu braço direito, Danny Kortchmar (guitarra), Dan Dugmore (pedal steel), Russell Kunkel (bateria), Bob Glaub (baixo), Bill Payne (do grupo Little Feat, teclados), Wendy Waldman (vocais de apoio) e Peter Asher (seu produtor, percussão e vocais de apoio). Um timaço, nomes que você encontra em discos das feras dessa praia, tipo James Taylor, Jackson Browne e tantos outros.

Além das músicas do álbum mais recente, ela também nos mostra hits bacanas do seu repertório, entre os quais uma explosiva releitura de You’re No Good com direito a belas performances dos músicos, incluindo um solo de guitarra espetacular de Kenny Edwards. Outras canções matadoras são Just One Look, Back In The U.S.A. e Desperado. Aliás, vale recordar que esta última foi composta e gravada originalmente por uma banda que em 1971, por alguns meses, foi sua banda de apoio, e deixou a função para se aventurar no voraz mundo do rock. Seu nome: The Eagles, ninguém menos do que eles.

Coincidência ou não, Live In Hollywood sai no ano em que a carreira-solo de Linda Ronstadt completa 50 anos, ela que anteriormente havia gravado três álbuns com os Stone Poneys. Em 1969, a cantora lançou Hand Sown…Home Grown, e se criou no cenário do clube Troubadour (West Hollywood, California), que revelou ela, os Eagles, Jackson Browne, James Taylor, Carole King (como cantora) e até mesmo o britânico Elton John (que iniciou sua conquista do mercado americano com um show lá em 1970).

Com forte veia roqueira, Linda no entanto não se limitou a esse estilo musical em sua carreira. Quando criança e adolescente, ouviu literalmente de tudo na casa dos pais, e a partir da década de 1980, deu vasão a essa veia eclética gravando standards do jazz, música mexicana, gospel, ópera e até new age. Entre esses trabalho, destacam-se os gravados com direção do célebre arranjador e maestro Nelson Riddle (que trabalhou com Frank Sinatra) e o grupo Trio, que integrou ao lado das amigas Dolly Parton e Emmylou Harris. Vale recordar que ela foi uma das primeiras a gravar músicas de Elvis Costello.

Eis as músicas de Live In Hollywood:

1. I Can’t Let Go
2. It’s So Easy
3. “Willin’
4. Just One Look
5. Blue Bayou
6. Faithless Love
7. Hurt So Bad
8. Poor Poor Pitiful Me
9. You’re No Good
10. How Do I Make You
11. Back In The U.S.A.
12. Desperado”

You’re No Good (ao vivo)– do álbum Live In Hollywood:

Daryl Hall & John Oates: sucesso comercial e qualidade artística

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Por Fabian Chacur

Parece mentira, mas 46 anos após lançarem seu primeiro álbum, Whole Oats (1972), e posteriormente conquistarem as paradas de sucesso de todo o planeta, enfim Daryl Hall & John Oates virão ao Brasil pela primeira vez. Antes tarde do que nunca, já dizia aquela célebre frase. Até o momento, apenas uma apresentação está confirmada, e será em São Paulo, no dia 11 de junho (terça-feira) às 21h30 no Espaço das Américas (rua Tagipuru, nª 795- Barra Funda- fone 0xx11-3829-4899), com ingressos de R$ 115,00 a R$ 420,00. Uma dupla que merecia muito mais reconhecimento por parte da crítica especializada.

Sim, eles não são mais moleques- Daryl tem 72 anos, enquanto John ostenta 70. No entanto, permanecem na ativa, fazendo turnês e trabalhando bastante. Sua original mistura de soul, rock e pop soa mais cativante e original do que nunca, fórmula própria que lhes rendeu mais de 40 milhões de cópias vendidas e o título de dupla mais bem-sucedida em termos comerciais da história da música pop, superando até mesmo Simon & Garfunkel, Tears For Fears e The Everly Brothers, só para citar outros concorrentes de peso.

Já escrevi bastante em Mondo Pop sobre esses caras, por gostar muito do trabalho da dupla e também achar uma tremenda injustiça a forma como seu trabalho é ignorado pelos “çábios” da crítica especializada nacional e internacional. O que eles fazem é algo extremamente difícil de se fazer, que é música com alma, qualidade artística e forte apelo comercial, tudo junto e misturado. I Can’t Go For That (No Can Do), Out Of Touch, Kiss On My List, Private Eyes, One on One, é muita música boa junta. Garantia de shows efervescentes!

Para quem desejar ler mais sobre o trabalho deles, com direito a muitos detalhes, resenhas, links para canções etc, é só entrar aqui e se divertir.

Veja o clipe de I Can’t Go For That (No Can Do):

Elba Ramalho mostra novo álbum com shows no Sesc Pinheiros (SP)

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Por Fabian Chacur

Em 1978, Elba Ramalho deu início à sua carreira fonográfica. Quatro décadas depois, firmou-se como uma das cantoras de maior sucesso do país, com público fiel e novos lançamentos que sempre atraem as atenções de público e crítica. O mais recente, O Ouro do Pó da Estrada, lançado pela gravadora Deck, é o mote para os shows que ela fará sexta (8) e sábado (9) às 21h e domingo (10) às 18h no Sesc Pinheiros- Teatro Paulo Autran (rua Paes Leme, nº 195- fone 0xx11-3095-9400), com ingressos de R$ 15,00 a R$ 50,00.

Para acompanhá-la, a intérprete paraibana terá a seu lado uma banda composta por Marcos Arcanjo (guitarra e violões), Elder Caldas (percussão), Rafael Nascimento (sanfona), Fernando Gaby (baixo), Tostão Queiroga (bateria), Yuri Queiroga (guitarra), José Durval Pereira (zabumba) e Alessandro Rocha (vocais).

Não faltarão faixas de O Ouro do Pó da Estrada no repertório. Deste, que é o 38ª título de sua extensa discografia, fazem parte canções inéditas e releituras, entre as quais Girassol da Caverna, Na Areia, Oxente e Se Não Tiver Amor. Como seria de se esperar, também teremos alguns dos maiores hits da trajetória dessa explosiva intérprete, que no palco sempre aproveita sua faceta atriz para envolver e eletrizar as plateias do Brasil e do mundo.

Veja o making of e ouça as faixas de O Ouro do Pó da Estrada:

Altemar Dutra Jr. dá uma prévia de novo CD com show em Sampa

Altemar Dutra Jr - crédito Murilo Alvesso-400x

Por Fabian Chacur

Filho de peixe, peixinho é, não é mesmo? Bem, nem sempre. Tem alguns rebentos de grandes músicos e cantores que, infelizmente, não chegam nem mesmo aos pés do talento de seus genitores. Para felicidade geral de todos, Altemar Dutra Jr. não só possui muito talento, como conseguiu honrar o nome de seu pai, Altemar Dutra (1940-1983), um dos grandes cantores românticos do Brasil em todos os tempos. O intérprete está na fase final da preparação de seu novo álbum, O Melhor de Mim, e se apresenta em São Paulo nesta quarta-feira (30) às 21h no Teatro Itália (Avenida Ipiranga, nª 344- subsolo do Edifício Itália- fone 0xx11-3255-1979), com ingressos custando R$ 40,00 (meia) e R$ 80,00 (inteira).

Neste show, que terá a participação especial do cantor Alexandre Arez, Dutra Jr. mostrará em primeira mão algumas faixas que estarão em O Melhor de Mim. As músicas levam assinaturas nobres: Michael Sullivan, Paulo Massadas, Lincoln Olivetti, Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Benito di Paula, Isolda, Peninha, José Augusto e Antonio Marcos. Também será incluída no CD uma composições inédita do próprio intérprete, intitulada Pequenas Coisas da Vida.

O repertório ainda trará músicas dos trabalhos anteriores do cantor e compositor paulistano nascido em 16 de abril de 1969, entre as quais temos releituras preciosas dos hits de seu saudoso pai. Sentimental Demais, Risque, Contigo Aprendi, Que Queres Tu de Mim e Somos Iguais devem ser algumas delas. Ele estreou em disco em 1997 com Transparente, e desde então lançou outros quatro e um DVD, sem incluir o novo CD, em fase final de mixagem.

Ouça o CD Sentimental Nós Somos (2014), de Altemar Dutra Jr.:

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