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Daniela Spielmann lança o seu 2º CD solo com show no Rio

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Por Fabian Chacur

Celebrando 20 anos de uma carreira repleta de realizações, a saxofonista e flautista carioca Daniela Spielmann marca esse momento de sua trajetória musical com um novo CD. Trata-se de Afinidades, o segundo álbum solo e o primeiro autoral, sucedendo Brazilian Breath (2003). O lançamento no Rio será nesta quinta (18) às 20h no Blue Note Rio Club (avenida Borges de Medeiros, nº 1.424- Lagoa- fone 0xx21-3799-2500), com ingressos a R$ 45,00 (meia) e R$ 90,00 (inteira).

Afinidades foi concebido e realizado durante um período de dois anos, e traz como grupo base os músicos que habitualmente tocam com Daniela ao vivo: Xande Figueiredo (bateria), Domingos Teixeira (violão) e Rodrigo Villa (contrabaixo). Também participaram do álbum músicos badalados como Silvério Pontes (trompete e flugelhorn), Matheus Ceccato (violoncelo) e Dudu Maia (bandolim).

A saxofonista e flautista investe em uma mistura de ritmos como maracatu, samba-choro típico de gafieira, bossa nova, afoxé, baião e latinidade, sempre com muita brasilidade e uma abertura ao improviso oriunda do jazz. O show terá as participações especiais de Silvério Pontes (flugel e trompete), Alexandre Romanazzi (Flauta), Sheila Zagury (piano) e Beto Cazes (percussão).

Em seu currículo, Daniela Spielmann traz a participação, entre 2000 e 2014, na banda do programa global Altas Horas, apresentado por Serginho Groismann. Ela também tocou e gravou com grupos como Rabo de Lagartixa, Sincronia Carioca e Mulheres em Pixinguinha, além de ter atuado com nomes do porte de Sivuca, Zé Menezes, Zé da Vlha, Silvério Pontes, Áurea Martins e Zélia Duncan. Diversos shows pelo Brasil e exterior também marcam sua trajetória.

Choro Pro Zé– Daniela Spielmann e Sheila Zagury:

Joe Jackson lança um single e anuncia novo CD para 2019

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Por Fabian Chacur

Boas novas para os fãs de Joe Jackson. O cantor, compositor e músico britânico lançou um novo single, o estonteante e contagiante rock Fabulously Absolute, primeira amostra do conteúdo do que será o seu 20º álbum de estúdio. Fool (foto), que será disponibilizado nos formatos CD, vinil e digital pela gravadora EarMusic, já tem data para chegar ao mercado discográfico internacional (mas não no Brasil): 18 de janeiro de 2019.

Será o primeiro álbum de estúdio de Jackson desde o excelente Fast Forward (2015). O trabalho começou a ser gravado no dia seguinte ao fim da turnê de divulgação de FF, que durou três anos e abrangeu 103 apresentações. O time que o acompanha no álbum é o mesmo da turnê, com o inseparável baixista Graham Maby, que toca com ele há 40 anos, e também Teddy Kumpell (guitarra) e Doug Yowell (bateria).

A produção do CD ficou a cargo do próprio artista, em parceria com Pat Dillett, conhecido por seus trabalhos com David Byrne, Sufjan Stevens e Glen Hansard, entre outros. O álbum será divulgado por uma nova turnê que terá início em fevereiro e passará inicialmente por Europa e EUA. Intitulada Four Decade Tour, a série de shows celebrará os 40 anos de lançamento do primeiro álbum de Joe Jackson, Look Sharp! (1979).

O set list dos shows incluirá músicas do LP de estreia e também de Night And Day (1982), Laughter And Lust (1991) e Rain (2008), além de algumas canções de seus outros CDs e covers nunca antes feitos por ele. Aos 64 anos, Joe Jackson tem como marca a consistente mistura de rock, jazz, soul, música erudita e pop, com direito a uma sonoridade original e que viveu seu auge comercial nos anos 1980 com o megahit Steppin’ Out. Sua discografia é sensacional, para dizer o mínimo.

Leia mais textos sobre Joe Jackson aqui.

Fabulously Absolute– Joe Jackson:

Callas in Concert adiado para 2019 por razões logísticas

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Por Fabian Chacur

Duas notícias para os fãs brasileiros da saudosa cantora lírica Maria Callas (1923-1977). Primeiro, a má: o show tributo Callas in Concert- The Hologram Tour (saiba mais sobre esse espetáculo aqui), que seria realizado em São Paulo na próxima quarta-feira (16) foi adiado por razões logísticas.

A boa nova fica por conta de que o espetáculo já tem uma nova data confirmada. Será no dia 27 e março de 2017, no mesmo Espaço das Américas. Saiba mais no comunicado oficial sobre o adiamento enviado pelos organizadores do evento e reproduzido abaixo:

Adiamento do espetáculo Callas in Concert – The Hologram Tour

O espetáculo Callas in Concert – The Hologram Tour, que aconteceria no próximo dia 16 de outubro, no Espaço das Américas, em São Paulo, foi adiado por questões logísticas.

A apresentação foi remarcada para o dia 27 de março de 2019 (quarta-feira) e o local e horário do evento permanecem inalterados.

Os ingressos adquiridos para a data anterior serão válidos para a nova data, não sendo necessária a troca dos mesmos.

Caso não possa comparecer ao evento no dia 27/03/2019 (quarta-feira), será possível solicitar o cancelamento através do nosso atendimento até 01/12/2018 (sábado).

Sobre o reembolso
Caso opte pelo cancelamento, o procedimento de estorno seguirá conforme descrito abaixo:
Os valores estornados incluirão: Valor de face do ingresso, taxa de conveniência e taxa de entrega (se houve a cobrança). Esclarecemos que ingressos cortesia não serão restituídos.
As compras realizadas via Site, Aplicativo e Contact Center da Ingresso Rápido serão estornadas através do cartão de crédito utilizado e constarão na próxima fatura ou subsequente do mesmo cartão. O prazo passará a contar a partir do recebimento do e-mail de confirmação do cancelamento.
As compras parceladas no cartão de crédito (com ou sem juros) serão estornadas em única vez e se houver parcelas a vencer serão antecipadas na mesma fatura em que ocorrer a devolução.
Se você adquiriu ingressos nos Pontos de Vendas Oficiais da Ingresso Rápido utilizando cartão de débito, o valor será estornado diretamente na conta vinculada ao cartão utilizado e o valor ficará disponível na conta em até 15 (quinze) dias úteis após a data do cancelamento em sistema. Este prazo poderá ser alterado de acordo com o banco emissor e tem validade a partir da data de confirmação do cancelamento, através do canal oficial de atendimento, callas@ingressorapido.com.br.
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· Nome Completo;

· Telefone de contato;

· CPF do Titular da Compra;

· Senha de compra (sequência de 7 números que estão no canhoto do ingresso);

· Nome do Banco;

· Agência (com digito);

· Conta Corrente (com digito) – se for conta poupança, especificar na mensagem;

· Foto do Ingresso (OBRIGATÓRIO)

O crédito na conta especificada será realizado em até 15 (quinze) dias úteis a contar do envio do e-mail de confirmação de cancelamento.
ATENÇÃO: Não nos responsabilizamos por ingressos adquiridos fora dos canais de venda citados neste comunicado.
Em caso de dúvidas envie um e-mail para callas@ingressorapido.com.br. O atendimento será realizado exclusivamente por este canal.

Tony Babalu vai tocar no Sesc Belenzinho neste sábado (13)

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Por Fabian Chacur

Quem acompanha Mondo Pop certamente já leu algo sobre Tony Babalu por aqui. E começa a ler de novo, pois esse incrível guitarrista, compositor e produtor fará um show em São Paulo neste sábado (13) às 21h no teatro do Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, nº1.000- Belenzinho- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos de R$ 6,00 a R$ 20,00. Boa chance para se conferir ao vivo um músicos diferenciado.

Com mais de 40 anos de carreira, Tony Babalu integrou bandas como Made In Brazil, Artigo de Luxo, Quarto Crescente e Bem Nascidos e Mal Criados, entre outras, além de produzir outros artistas. Na carreira solo, concentrou-se no som instrumental, com forte acento roqueiro mas aberto a influências como blues, funk de verdade e jazz. Seu estilo é diversificado e criativo, com direito a belos riffs e solos elegantes e energéticos com assinatura própria.

No Sesc Belenzinho, ele será acompanhado por Adriano Augusto (teclados), Leandro Gusman (baixo) e Percio Sapia (bateria). No repertório, músicas de seu mais recente álbum, o incrível Live Sessions II (2017), que rendeu a Babalu o Troféu Cata-Vento na categoria rock, e também faixas do anterior, o não menos do que ótimo Live Sessions At Mosh (2014). Tipo do show para sair de alma lavada.

Leia mais sobre Tony Babalu aqui.

Tony Babalu ao vivo no Sesc-2017:

Lô Borges faz 2 shows em SP e lança o seu novo DVD ao vivo

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Por Fabian Chacur

Considerado um dos mais importantes integrantes do movimento musical chamado de Clube da Esquina, Lô Borges resolveu reler músicas de seus dois discos de estreia no incrível DVD Tênis + Clube (leia a resenha de Mondo Pop aqui). Ele mostra esse trabalho com shows em São Paulo nesta sexta (5) e sábado (6) às 21h no Sesc Pinheiros- Teatro Paulo Autran (rua Paes Leme, nº 195- Pinheiros- fone 0xx11-3095-9400), com ingressos de R$ 15,00 a R$ 40,00.

A direção musical (do DVD e do show) é de Pablo Castro (voz, violões, piano, guitarra e vocais), que lidera a banda composta por Gui de Marco (violões, guitarras, percussão e vocais), Paulim Sartori (contrabaixo, bandolim, percussão e vocais), D’Artagnan Oliveira (bateria, percussão e vocais), Dan Oliveira (guitarras, violões, percussão e vocais) e Alê Fonseca (teclados e programações), um timaço capaz de muitas e boas.

O repertório do show traz todas as faixas do primeiro álbum solo de Lô, autointitulado e mais conhecido como “Disco do Tênis”, e todas as canções de sua autoria do LP Clube da Esquina (1972), creditado a ele e a um certo Milton Nascimento. De quebra, também temos Para Lennon e McCartney, sua composição gravada brilhantemente pelo Bituca em 1970. Tipo do show feito sob medida para receber o adjetivo de imperdível, ainda mais no delicioso Sesc Pinheiros.

Veja trechos do DVD Tênis+Clube, de Lô Borges:

Gerson Conrad canta músicas do novo álbum em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Foram precisos apenas dois álbuns, lançados em 1973 e 1974, para que os Secos & Molhados se tornassem um dos grupos de maior impacto da história da música brasileira. Gerson Conrad, um de seus integrantes ao lado de Ney Matogrosso e João Ricardo, seguiu em frente após a separação da formação clássica da banda com uma carreira solo discreta e bacana. Ele lança o CD Lago Azul com show em São Paulo nesta sexta (5) às 21h, no Teatro UMC (Avenida Imperatriz Leopoldina, nº 550- Vila Leopoldina- fone 0xx11-3476-6403), com ingressos a R$ 25,00 (meia) e R$ 50,00 (inteira).

Nos Secos & Molhados, Gerson cantava e tocava violão. Compôs apenas duas músicas nos dois discos de estúdio que consagram a banda, Delírio (parceria com Paulinho Mendonça) e antológica Rosa de Hiroshima (poema de Vinícius de Moraes musicado por ele). Em 1975, logo após o fim do trio original, lançou o LP Gerson Conrad e Zezé Motta, em parceria com a cantora e atriz e com letras de Paulinho Mendonça.

O primeiro disco totalmente solo, Rosto Marcado, viria em 1981. Desde então, ficou longe dos estúdios, embora sempre fazendo shows, até chegar a Lago Azul, lançado em CD e em formato digital pela gravadora Deck. O álbum traz 12 composições autorais, escritas por ele em parceria com o fiel parceiro Paulinho Mendonça e também com Alessandro Uccello, Pedro Levitch e Aru Jr.

Além das músicas do novo trabalho, entre as quais Teias, que está sendo divulgada com um clipe muito bacana com cenas registradas durante as gravações do CD e também no centro de São Paulo, Gerson também trará músicas dos S&M. Sua banda, a Trupi, é integrada por Aru Jr. (guitarra e vocal), Chico Weiss (teclados), Fernando Faustino (bateria), Gustavo Aldab (baixo e cello), Kyra Cherry (voz e percussão) e Walter Mourão (guitarra e voz), além dele no vocal principal e violão.

Teias (clipe)- Gerson Conrad:

Charles Aznavour, estilista da canção, nos deixa aos 94 anos

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Por Fabian Chacur

Ouvi uma música de Charles Aznavour pela primeira vez aos 11 anos de idade, quando meu irmão Victor comprou um compacto simples com a belíssima canção L’amour C’est Comme Un Jour como presente para a nossa mãe, Victoria. Nos anos 1990, tive a honra de participar de uma entrevista coletiva com ele. E, agora, lamento profundamente a sua morte, aos 94 anos, ocorrida na madrugada desta segunda (1ª) em sua casa, situada no sul da França.

Aznavour se mantinha ativo, e nos visitou pela última vez em março de 2017. Tive a honra de redigir o press release que ajudou a divulgar seus shows no Brasil na época, e tomo a liberdade de republicar abaixo esse texto, que dá uma geral na trajetória desse incrivelmente simpático cantor, compositor e ator francês, um verdadeiro estilista da canção que nos proporcionou muito prazer auditivo.

Na entrevista coletiva, entre outras, tive a oportunidade de perguntar a ele como foi contracenar com os personagens do Muppet Show, nos anos 1970, divertido programa estrelado por bonecos carismáticos como a Miss Pigg e o Caco (Kermit). “Era esquisito contracenar com bonecos, mas foi muito divertido gravar esse programa”, relembrou-se.

Aí vai o texto do meu release, em homenagem a ele:

Se há um artista que conseguiu atravessar gerações com suas canções inesquecíveis, ele atende pelo nome de Charles Aznavour. Aos 92 anos, ele permanece mais ativo do que nunca, fazendo shows pelo mundo todo. Ele volta ao Brasil em março de 2017, com apresentações em São Paulo e no Rio de Janeiro. Imperdível.

Na verdade, este memorável cantor, compositor e ator francês anunciou em 2006 sua “Farewell Tour”, ou seja, uma turnê de despedida. O sucesso dessa turnê foi tamanho que o artista resolveu permanecer na estrada, ele que já se apresentou em mais de 90 países pelo mundo afora e continua saudável e vivaz.

São mais de 100 milhões de discos vendidos, mais de 1.200 músicas gravadas, quase 300 álbuns lançados, participação em mais de 80 filmes e o respeito por parte de público e crítica, algo muito difícil de se obter de forma simultânea.

Charles Aznavour nasceu em Paris em 22 de maio de 1924, filho de um cantor e uma atriz oriundos da Armênia. Sua carreira no cenário musical se iniciou na década de 1940, como intérprete e compositor. Aí, um encontro marcou sua vida para sempre.

Após ver uma apresentação do cantor em uma emissora de rádio, no final dos anos 1940, ninguém menos do que Edith Piaf, a grande diva da canção francesa, o levou para abrir seus shows em uma turnê pela França e EUA. O cantor, inclusive, morou durante um período com ela, que gravou algumas de suas composições, assim como outros importantes cantores franceses.

O sucesso também como intérprete ganhou força a partir da década de 1960. Sua capacidade de entreter as plateias nos shows o ajudou nesse sentido, além do talento para escrever canções em francês, inglês, italiano, espanhol e alemão.

Com o tempo, seus hits se espalharam pelo mundo afora, entre os quais maravilhas do porte de She, The Old Fashioned Way, La Bohème, Yesterday When I Was Young, Que C’Est Triste Venise e L’Amour C’est Comme Un Jour, só para citar algumas.

Nos últimos 40 anos, o artista se apresentou pelo mundo afora, sempre com casa cheia, e teve suas músicas gravadas por nomes como Elton John, Sting, Bob Dylan, Placido Domingo, Céline Dion, Julio Iglesias, Liza Minnelli, Ray Charles e Elvis Costello.

Não é de se estranhar que, em 1988 ele tenha sido eleito o entertainer do século XX pela CNN e Time. Nada mais justo, para um artista que supera as barreiras culturais e linguísticas, além de sempre estar engajado em causas humanitárias e culturais.

L’amour C’est Comme Un Jour– Charles Aznavour:

The Doors tem edição deluxe do CD Waiting For The Sun

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Por Fabian Chacur

Lançado originalmente há 50 anos, Waiting For The Sun é o terceiro álbum dos Doors, e marca a primeira vez em que o quarteto americano atingiu o posto máximo da parada americana de álbuns. Como forma de celebrar a efeméride, a Rhino/Warner está lançando no exterior uma deluxe edition incluindo um LP de vinil de 180 gramas e dois CDs que no Brasil só poderão ser conferidos nas plataformas digitais.

O pacote nos oferece uma versão remasterizada do álbum original, inéditas versões brutas das faixas do álbum e gravações ao vivo de show realizado em Copenhague, Dinamarca, em 17 de setembro de 1968. O trabalho foi realizado e supervisionado pelo produtor e engenheiro de som Bruce Botnick, que se incumbiu dessas tarefas na versão original. Ele explica, em texto promocional, a importância das rough mixes (versões brutas), que ele encontrou em seus arquivos:

“eu prefiro algumas dessas rough mixes para as finais, pois elas representam todos os elementos e vocais de fundo adicionais, diferentes sensibilidades sobre os equilíbrios e algumas irregularidades intangíveis, que são bastante atraentes e revigorantes”.

Waiting For The Sun, o álbum, marcou o auge da popularidade do grupo de Jim Morrison e Ray Manzarek em termos comerciais, impulsionada por Hello I Love You, que atingiu o primeiro lugar na parada. Spanish Caravan, The Unknown Soldier e Five To One são outros momentos que se eternizaram nas mentes dos fãs de todo o mundo. Não figura entre os meus favoritos da banda, mas é dos mais respeitáveis.

Conheça as faixas incluídas na deluxe edition:

Disc One (CD):

1.Hello, I Love You
2.Love Street
3.Not To Touch The Earth
4.Summer’s Almost Gone
5.Wintertime Love
6.The Unknown Soldier
7.Spanish Caravan
8.My Wild Love
9.We Could Be So Good Together
10.Yes, The River Knows
11.Five To One

Disc Two (Todas as faixas são inéditas)

Rough Mixes
1.Hello, I Love You
2.Summer’s Almost Gone
3.Yes, The River Knows
4.Spanish Caravan
5.Love Street
6.Wintertime Love
7.Not To Touch The Earth
8.Five To One
9.My Wild Love

Live In Copenhagen
10.The WASP (Texas Radio And The Big Beat)
11.Hello, I Love You
12.Back Door Man
13.Five To One
14.The Unknown Soldier

180g LP (Remastered Original Stereo Mix)

Lado 1
1.Hello, I Love You
2.Love Street
3.Not To Touch The Earth
4.Summer’s Almost Gone
5.Wintertime Love
6.The Unknown Soldier

Lado 2
1.Spanish Caravan
2.My Wild Love
3.We Could Be So Good Together
4. Yes, The River Knows
5.Five To One

Hello I Love You– The Doors:

Angela Maria, um marco para os fãs da música brasileira

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Por Fabian Chacur

Angela Maria entrou no meu universo de fã de música lá pelos idos de 1977. Vá Mas Volte, composição do saudoso Wando e gravada por ela, entrou na trilha sonora da novela global Duas Vidas, e não demorou para se transformar em um monstruoso sucesso nacional. Uma dessas baladas matadoras, mereceu uma interpretação que mistura precisão e muita emoção, dando à intérprete a chance de conquistar novos fãs.

Esse verdadeiro ícone da canção brasileira nos deixou neste sábado (29) em São Paulo, aos 89 anos, e felizmente teve a chance de receber as flores em vida. Ela estava internada há 34 dias, e foi vítima de uma infecção generalizada. Seu mais recente álbum saiu em 2017, o elogiado Angela Maria e as Canções de Roberto & Erasmo, e em 2015 o jornalista Rodrigo Faour lançou Angela Maria, a Eterna Cantora do Brasil, uma biografia caudalosa e à altura da artista enfocada.

Nascida em 13 de maio de 1929 com o nome de batismo Abelim Maria da Cunha, a cantora iniciou sua carreira contra o desejo de seus familiares, e foi por isso que, em 1947, adotou o nome artístico Angela Maria, como forma de não ser percebida por eles. Mas com tanto talento, isso um dia teria de acabar. Como deixar aquela pequena e bela intérprete longe dos holofotes?

Angela foi uma das últimas grandes estrelas da chamada era do rádio, e a partir do lançamento de seu primeiro disco, em 1951, logo conquistou um verdadeiro séquito de fãs. Entre eles, estava o então presidente Getúlio Vargas, que deu a ela o apelido de Sapoti, que a acompanhou durante toda a sua longa e bem aproveitada vida.

Com um vozeirão de timbre extremamente agradável de se ouvir, ela emplacou sucessos como Babalu, a já citada Vá Mas Volte, Gente Humilde e uma dezena de outros. Ao contrário de várias colegas de geração, ela sempre soube se renovar, mantendo dessa forma uma popularidade suficiente para sempre atrair as atenções de imprensa, TV e rádio.

Citada como influência por artistas como Elis Regina, Milton Nascimento e Ney Matogrosso, só para citar alguns, Angela Maria teve boas parcerias com Cauby Peixoto e Agnaldo Timóteo, sendo que ela se mostrou decisiva para impulsionar a carreira artística deste último. Romântica até a medula, mas sem nunca perder a classe, ela se tornou um verdadeiro mito da canção brasileira.

Angela Maria era uma das últimas representantes da era do rádio ainda entre nós, e soube se manter durante todos esses anos na ativa, com muita dignidade e qualidade artística. Um verdadeiro exemplo para as novas gerações de cantoras. Mais uma perda difícil de assimilar para um país que tem vivido tantas dificuldades. Descanse em paz, Sapoti!

Vá Mas Volte-Angela Maria:

Marty Balin, cantor da banda Jefferson Airplane, nos deixa

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Por Fabian Chacur

Em 1978, uma das canções da trilha internacional da novela global O Pulo do Gato me conquistou por completo. Era Count On Me, do grupo americano Jefferson Starship, bela balada rock que tinha como destaque a bela interpretação de um de seus cantores, Marty Balin. Esse incrível vocalista, compositor e fundador de outra banda seminal, a Jefferson Airplane, nos deixou nesta quinta-feira (27), aos 76 anos. Uma enorme perda para o rock.

A morte de Balin foi anunciada nesta sexta-feira (28) por sua esposa, Susan Joy Balin, sem que as causas tenham sido relevadas. O artista sofreu em 2016 um ataque cardíaco que lhe deixou sequelas. A parceira, com quem teve duas filhas, divulgou um belo texto sobre o parceiro:
“Marty e eu dividimos o mais profundo amor- ele frequentemente chamava isso de nirvana-e era mesmo. Éramos todos envolvidos pelo seu amor, e sua presença estará para sempre comigo”.

Martyn Jerel Buckwald, que adotou em 1962 o nome artístico Marty Balin, nasceu em 30 de janeiro de 1942. Ele inicialmente enveredou pela música folk, mas aos poucos se envolveu com o rock. Em 1965, fundou em San Francisco o clube The Matrix, e lá surgiu a semente do que seria uma das bandas mais importantes da história do rock, a Jefferson Airplane, que teve início quando ele conheceu o cantor, compositor e músico Paul Kantner (que nos deixou em 2016, leia aqui)

O primeiro álbum do grupo saiu em 1966. No ano seguinte, seu segundo trabalho, Surrealistic Pillow, ganhou as paradas de sucesso e levou ao resto do mundo o rock psicodélico. Na banda, Marty era a voz mais apaixonada, normalmente compondo canções de amor como It’s No Secret e Today. A combinação de seus vocais com os de Kantner e da incrível Grace Slick deram à banda um material muito rico, que complementado por Jorma Kaukonen (guitarra), Spencer Dryden (bateria) e Jack Casady (baixo) gerou ouro puro.

Em 1970, no entanto, Balin preferiu seguir outros rumos, e largou o Airplane, que, não por acaso, entrou em uma fase de altos e baixos que culminou com o seu fim, lá pelos idos de 1973. No entanto, no ano seguinte, Kantner e Slick resolveram criar uma nova banda, agora intitulada Jefferson Starship, e Marty entrou nela quando seu primeiro álbum já estava praticamente pronto. Só que o grande hit daquele LP foi precisamente a faixa dele, Caroline.

Até o fim dos anos 1970, o Starship virou uma máquina de hits, entre os quais Miracles e a minha amada Count On Me. Em 1981, já fora da banda, Marty Balin iniciou a sério uma carreira-solo, que já no primeiro álbum rendeu um belo hit, a bela canção Hearts, de autoria do mesmo autor de Count On Me (Jesse Barish), que atingiu o oitavo posto na parada americana de singles. Mas seu sucesso comercial individual parou por aí.

O Jefferson Airplane e o Jefferson Starship teriam breves retornos com Balin nos anos 1980 e 1990, e o artista também investiu em lançamentos individuais, sendo que o último, The Greatest Love, saiu em 2016. Vale lembrar que Marty Balin era um grande performer ao vivo, e sofreu um terrível ataque em 1969 durante o show do Airplane no malfadado festival de rock de Altamont, capitaneado pelos Rolling Stones nos EUA e de triste memória.

Count On Me– Jefferson Airplane:

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