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Coke Luxe e seu rockabilly vintage faz show em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Eduardo Moreira, o Eddy Teddy (1950-1997) foi um dos caras mais legais que tive a honra de conhecer no meio musical. Ele organizava no início dos anos 1980 incríveis reuniões em sua casa juntando colecionadores de discos e músicos conhecidos, mistura de feira de discos e palco para jam sessions inesquecíveis. Ele também era cantor e guitarrista, e liderou uma banda que deixou marca na cena rocker brasileira, a Coke Luxe.

Se Eddy infelizmente não está mais conosco, deixou um bom fruto, seu filho Luiz Teddy, que desde 2017 resgatou o Coke Luxe com alta categoria. A banda toca neste domingo (18) em festa que começa a partir das 13h no Nos Trilhos (rua Visconde de Parnaíba, nº 1.253- Mooca- fone 0xx11-99203-2803), com ingressos de R$ 10,00 a R$ 30,00.

O Coke Luxe foi criado em 1981 por Eddy Teddy, que também integrou bandas como Rockterapia, Satisfaction, British Beat e Spectral Zoo. Inspirados no revival do rockabilly dos anos 1950 promovido na época por bandas como os Stray Cats, o time também contava com os experientes Billy Breque (guitarra, também do grupo Pholhas), Little Piga (contrabaixo) e Jipp Willis (bateria). Em pouco tempo, conquistaram um fã-clube fiel, especialmente em São Paulo.

O quarteto lançou dois discos, o compacto É Rockabilly (1983) e o LP Rockabilly Bop (1984), ambos pela Baratos Afins, que em 2001 reuniu o conteúdo desses dois trabalhos, acrescido de faixas bônus, em único CD (ouça aqui).

Com o carisma de seu cantor e o entrosamento de seus músicos, eles fizeram inúmeros shows e participações em programas de TV. Em 1984, por exemplo, foram a banda principal de um show que também contou com os então iniciantes Legião Urbana e Zero, no Centro Cultural São Paulo.

O Coke Luxe se manteve na ativa até o fim dos anos 1980. Com as mortes de Eddy em 1997 e de Litte Piga em 2004, parecia ter saído de vez de cena. No entanto, Luiz Teddy, integrante dos grupos The Krents (que lançou um CD pela mesma Baratos Afins) e Run Devil Run resolveu resgatar a banda do pai com Billy Breque e Jipp Willis e trazendo para a vaga de Litte Piga o ótimo Big Marcel, ex-integrante dos grupos Alex Valenzi & The Hideaway Cats e Grilos Barulhentos.

O retorno em 2017 ocorreu apenas como forma de marcar os 20 anos da precoce partida de Eddy Teddy, mas a repercussão foi tão boa que desde então volta e meia temos Coke Luxe em cena, com apresentações recentes em lugares como o Sesc Belenzinho e no aniversário de São Caetano do Sul (SP). No repertório, petardos do porte de Roque o Azarado, Buzum, I.N.P. Rock, 20º Andar e Ouvir Rock ‘N’ Roll. Para curtir e dançar a mil por hora!

Buzum (ao vivo)- Coke Luxe:

Simply Red anuncia single inédito e um novo álbum, Blue Eyed Soul

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Por Fabian Chacur

No dia 8 de novembro, chegará ao mercado musical Blue Eyed Soul, o 12º álbum de estúdio do Simply Red, e seu primeiro de inéditas desde Big Love (2015). Trata-se de um lançamento do selo BMG (não confundir com a extinta gravadora cujo acervo hoje pertence à Sony Music) distribuído pela Warner Music. Como forma de atiçar a curiosidade dos milhões de fãs mundo afora, já está disponível nas plataformas digitais uma de suas faixas, Thinking Of You.

A nova canção é bem pra cima, no melhor estilo soul anos 1960, e tem uma certa semelhança com outro hit do grupo, The Right Thing. O álbum traz 10 composições de Mick Hucknall, cantor, compositor e fundador da banda, com produção a cargo de Andy Wright, que colabora com ele há quase 30 anos.

As gravações de Blue Eyed Soul foram feitas em Londres no British Grove Studios, os mesmos onde foi gravado o álbum Blue And Lonesome (2016), dos Rolling Stones, e cujo proprietário é Mark Knopfler, do Dire Straits.

Mick Hucknall mantém apenas o saxofonista Ian Kirkham da formação clássica do grupo nos anos 1980, mas a escalação atual permanece mais ou menos estável desde 2003 em shows e discos. O grupo tocará no icônico Hide Park de Londres no dia 15 de setembro, em evento promovido pela Radio 2.

Em comunicado à imprensa, o cantor afirma que fugiu do que seria comum de se fazer em sua idade (fará 60 anos em 2020), uma sonoridade mais introspectiva e sombria, e procurou gravar um álbum energético, pra cima e com poucos overdubs, com a banda tocando junta, como se fosse ao vivo.

Essas são as faixas de Blue Eyed Soul:

1. Thinking of You
2. Sweet Child
3. Complete Love
4. Take a Good Look
5. Ring That Bell
6. BadBootz
7. Don’t Do Down
8. Riding on a Train
9. Chula
10. Tonight

Thinking Of You– Simply Red:

Lady Antebellum lança o single Pictures e prepara CD de inéditas

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Por Fabian Chacur

Lady Antebellum na área! O excelente trio americano lançou em maio o ótimo single What If I Never Get Over You (veja o clipe aqui). Agora, é a vez de outra delícia auditiva, Pictures, que ganha o ouvinte sem muita dificuldade. As duas faixas são prévias de um álbum que o grupo está preparando para lançamento futuro, ainda sem data definida.

Com uma carreira mais do que consolidada nos EUA, o time formado por Hillary Scott, Charles Kelley e Dave Haywood surgiu em 2006, e embora seja parte da nova cena country americana, tem um trabalho muito mais próximo do soft rock dos anos 1970, com nítidas influências de Eagles, Fleetwood Mac e James Taylor, além de algo das mais recentes Dixie Chicks.

Nascido em Nashville, Tennessee, a capital mundial da country music, o Lady Antebellum emplacou três de seus sete álbuns de estúdio (entre eles um de músicas natalinas) no topo da parada americana, os altamente recomendáveis Need You Now (2010), Own The Night (2011) e Golden (2013). Seu CD mais recente, Heart Break, saiu em 2017.

Leia mais sobre o Lady Antebellum aqui .

Pictures– Lady Antebellum:

Banda Power Blues lança single com show no Madame Satã (SP)

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Por Fabian Chacur

Em 2014, o guitarrista e compositor paulistano Daniel Gerber voltou ao Brasil após 20 anos morando nos EUA e deu início a uma nova banda. Ex-integrante do Made In Brazil e da Santa Gang, ele buscava uma imersão no universo do blues rock, com fortes influências do rock paulistano dos anos 1970. Nascia a Power Blues, quarteto que acaba de lançar o poderoso single Mentes Criminosas e promete um álbum de estreia com músicas autorais para breve.

Eles se apresentam neste sábado (17) a partir das 19h no lendário Madame Satã (rua Conselheiro Ramalho, nº 873- Boa Vista- fone 0xx11-2592-4474), com ingressos a R$ 20,00. A abertura ficará por conta da Santa Gang, que volta à ativa após 31 anos. Teremos as participações de Kim Kehl, Oswaldo Rock Vecchione e Celso Kim Vecchione. Gerber também fará tocará no show da Santa Gang, em evento com cara de celebração do rock paulistano.

Além de Daniel Gerber na guitarra e composições, a Power Blues conta em sua escalação com Paula Mota (vocal, ex-Lado C e Made In Brazil), Daniel Kid Ribeiro (baixo, tocou com Walter Franco, Ronaldo e os Impedidos e Tony Tornado) e Roby Pontes (bateria, tocou com o Golpe de Estado). Um time experiente e entrosado. Veja vídeos da banda aqui.

Em entrevista ao Mondo Pop, Daniel fala sobre a carreira, o longo período em que viveu nos EUA, a Power Blues e muito mais.

MONDO POP- Antes de entrarmos no tema Power Blues, fale um pouco sobre as suas experiências com a Santa Gang e o Made In Brazil, e também sobre o início da sua carreira como músico.
DANIEL GERBER
– Comecei a tocar com apenas 11 anos, e aos 12, ganhei do meu avô a minha primeira guitarra. Toquei em várias bandas, entre elas a Santa Gang, até que fui convidado a tocar no Made, onde fiquei de 1983 a 1986 e depois de 1989 a 1991. Fiz inúmeros shows, participei de discos como Deus Salva…O Rock Alivia (1985) e compus diversas músicas em parceria com o Oswaldo Rock Vecchione. Perdia de dois a três quilos por show, eram apresentações muito intensas.

MONDO POP- Como foi o seu período nos EUA, e o que você fez por lá?
DANIEL GERBER
– Vivi nos EUA entre 1993 a 2013. Tive a oportunidade de ver muitos shows de artistas como Jeff Beck, e também participei de bandas como a The Mangrols e a Charlie Doc Band, esta última uma banda completa, com teclados, metais, foi uma experiência incrível. Também trabalhei com equipamentos de luz e som, área de que gosto muito. Fiz mais de 200 projetos de luz e som pelos EUA. Foi uma experiência maravilhosa em um país organizado e estabilizado. Voltei para o Brasil por causa da minha família e dos amigos, sentia muita falta da minha terra.

MONDO POP- Como surgir a Power Blues, e como você define o seu direcionamento musical?
DANIEL GERBER
– Quando voltei ao Brasil, em 2013, participei de shows do Made In Brazil e conheci a Pàulinha Mota. Resolvemos criar uma banda, que no início era de blues raiz, mas que fui eletrificando aos poucos. Hoje, fazemos um blues rock, som que começou com o Buddy Guy, seguido pelo Jimi Hendrix e que atualmente tem como grandes seguidores o Kenny Wayne Shepherd e o Joe Bonamassa, com distorções mais refinadas, pois atualmente você pode controlar melhor as frequências.

MONDO POP- Você teve importante participação no cenário do rock paulistano. Isso também influenciou o som da Power Blues?
DANIEL GERBER
– Com certeza. Quando começamos a investir em material autoral, as influências do Made In Brazil, Rita Lee & Tutti Frutti, Mutantes e Joelho de Porco, do rock paulistano dos anos 1970, veio a tona. É um som que costuma ter certas características marcantes e peculiares, como determinados riffs de guitarra, a métrica das letras etc.

MONDO POP- Mentes Criminosas, o single que vocês estão lançados, serve como um bom cartão de apresentações da banda. Como foi a escolha dessa faixa, e como você define o álbum que está sendo finalizado pela banda?
DANIEL GERBER
– Essa faixa é bem representativa do som da Power Blues, porque mistura um riff de surf rock, bateria tribal, hard rock, solo de baixo e uma letra de crítica sócio-política, mostra várias das nossas influências. O álbum, que sairá em breve, é muito eclético, pois penso que não precisamos ser lineares, é uma coisa misturada, livre.

MONDO POP- Como será o show no Madame Satã?
DANIEL GERBER
– Tocaremos as músicas que entrarão em nosso primeiro álbum e também algumas músicas de Mutantes, Rita Lee & Tutti Frutti (Corista de Rock será uma delas) e Made In Brazil (Deus Salva…o Rock Alivia, que é uma das minhas parcerias com o Oswaldo Rock Vecchione). Vou fazer uma participação especial no show da Santa Gang, também, e vão participar do nosso show o Oswaldo, o Celso e o Kim Kehl. Iremos filmar e gravar o show, para um possível lançamento em DVD, e teremos ótimas condições de som e de luz, algo que acho essencial para a nossa proposta musical.

MONDO POP- O seu álbum sairá em quais formatos? E como você vê as mudanças na forma de se lançar música geradas pela internet?
DANIEL GERBER
– O álbum sairá em CD e vinil, e também estará nas plataformas digitais. A internet abriu caminhos para todos os estágios, mudou tudo para a música em geral. Hoje, você anda com a música no bolso, em um celular. As pessoas se perdem em meio a tanto conteúdo. Você gasta bem menos para gravar, mas ninguém quer comprar, mostra o som para o mundo, mas precisa de suporte para poder sobreviver.

MONDO POP- Como superar essas dificuldades? Ainda há público para o rock no Brasil?
DANIEL GERBER
– Tem muito roqueiro no Brasil, é só conferir o número de downloads de músicas desse gênero musical em plataformas digitais como o Spotify feitos por aqui. A concorrência aumentou muito, é preciso uma dose maior de perseverança. Você precisa oferecer músicas boas e um show bom para o público. Sem um bom trabalho, você não cativa um público. As mudanças tecnológicas impulsionam as mudanças na música, sempre foi assim. O importante é emocionar as pessoas, tem de tocar o coração delas.

Mentes Criminosas– Power Blues:

Lana Del Rey relê clássico de Donovan para filme de terror

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Por Fabian Chacur

A sonoridade desenvolvida pela cantora e compositora americana Lana Del Rey tem forte influência do pop-rock dos anos 1960. Essa proximidade se mostra ainda mais forte em seu mais recente single, Season Of The Witch, não por acaso um clássico daquele período. A ótima regravação integra a trilha sonora de Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro, filme de terror do cineasta Guilhermo Del Toro programado para estrear nos cinemas brasileiros no dia 26 de setembro.

Season Of The Witch foi lançada originalmente em 1966 pelo seu autor, o cantor, compositor e músico britânico Donovan Leitch (ouça aqui), que a escreveu em parceria com o cantor e compositor americano Shawn Phillips. Essa gravação traz como charme a participação especial de Jimmy Page, então ainda um muito requisitado músico de estúdio e às vésperas de integrar os Yardbirds e em seguida criar a banda que o eternizou no panteão do rock, o Led Zeppelin.

Com seu clima psicodélico, essa incrível canção foi posteriormente relida e regravada por inúmeros grupos e artistas, entre os quais Al Kooper & Stephen Stills (no projeto Super Session), Vanilla Fudge, Lou Rawls, Joan Jett, Robert Plant (apenas em shows), Richard Thompson, Karen Elson, Terry Reid e Sam Gopal. Além disso, entrou em trilhas de filmes e seriados de TV, entre os quais Crossing Jordan, em episódio clássico da marcante série estrelada pela excelente atriz Jill Hennessy na década passada.

Além dessa faixa, restrita à trilha do filme, Lana também acaba de divulgar outra gravação inédita. Trata-se da delicada balada Looking For America (ouça aqui), mais uma prévia de seu novo álbum, com o polêmico título Norman Fucking Rockwell e programado para lançamento no dia 30 deste mês. A capa traz Lana ao lado de um jovem ator com pedigree: Duke Nicholson, neto de Jack Nicholson.

Season Of The Witch (clipe)- Lana Del Rey:

Isabella Taviani lança single com releitura de hit da Legião Urbana

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Por Fabian Chacur

Isabella Taviani encontra-se no momento em meio às sessões de gravação de um novo álbum, que será o sucessor de Carpenters Avenue (2016), bela homenagem ao grupo de Karen e Richard Carpenter. Enquanto esse trabalho, que está previsto para sair no final deste ano, não chega, ela nos oferece um single cuja faixa não será incluída no futuro trabalho. Trata-se de Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar, releitura de canção da Legião Urbana Incluída em seu clássico CD As Quatro Estações (1989).

A cantora carioca explica o que a motivou a fazer esse resgate. “Numa tarde dessas, enquanto organizava meus discos, As Quatro Estações veio parar na minha mão; quando ouvi Se fiquei esperando meu amor passar, percebi que deveria regravá-la, num tom mais intimista e bem suave: voz, violão, violoncelo e nada mais”, conta.“É preciso cantar, ouvir e pensar novamente Legião Urbana!”.

Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar– Isabella Taviani:

Biltre e Tuyo em Lara, uma parceria que rendeu um clipe

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Por Fabian Chacur

No início desde ano, o trio curitibano Tuyo tocou no Rio de Janeiro pela primeira vez, divulgando o seu álbum de estreia, Pra Curar. Na Cidade Maravilhosa, conheceram pessoalmente a banda carioca Biltre. Nascia ali um namoro cujo fruto acaba de ser divulgado. Trata-se de Lara, faixa e clipe já disponíveis nas plataformas digitais.

A trama de Lara, cujo título é uma variação de larica, aquela célebre fome que costuma dar nas pessoas de madrugada por razões as mais diversas possíveis, gira em torno de uma tigela de açaí. O conteúdo da mesma é dividido como forma de forrar os estômagos dos envolvidos na ação, com direito a efeitos simples e bem encaixados e uma canção sensual, com batida r&b com jeitão do charme dos anos 1980 e vocalizações espertas e divertidas.

Este single sucede a sacudida e energética Vamos Gozar (veja o clipe aqui), gravada em parceria com a cantora, compositora e atriz carioca Letrux, e integrará um EP que o quarteto integrado por Arthur Ferreira, Dioclau Serrano, Diogo Furieri e Vicente Coelho vai lançar em breve e cuja marca será exatamente essa troca de figurinhas com outros artistas da cena pop brasileira.

Lara (clipe)- Biltre e Tuyo:

The Darkness lança single e promete álbum para outubro

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Por Fabian Chacur

Na segunda metade da década de 1960, surgiu no universo do rock a expressão “álbum conceitual”, aplicada para definir discos cujas músicas giravam em torno de um mesmo conceito. Frank Zappa, Beatles, The Who e The Zombies são alguns dos pioneiros nessa seara. Desde então, essa categoria do rock tem suas idas e vindas, surgindo novamente sempre que se imagina que tenha sido esquecido de vez. Agora, é a vez da banda britânica The Darkness resgatar novamente esse tipo de concepção musical.

O álbum Easter Is Cancelled, que será o sexto de estúdio do quarteto britânico, chegará ao mercado fonográfico no dia 4 de outubro pela gravadora Cooking Vinyl (no Brasil, apenas nas plataformas digitais). Como forma de esquentar as turbinas e atiçar o ouvido dos fãs, já pode ser conferido o primeiro single a ser extraído deste trabalho, Rock And Roll Deserves To Die, com direito a um clipe divertido e uma sonoridade que mescla hard rock a um clima folk. Bem legal!

No press release enviado à imprensa, o líder do grupo, o cantor e guitarrista Justin Hawkins, explica a coisa toda:

“No final do dia, a raça humana deve considerar as verdades essenciais da existência. The Darkness, sua vanguarda na jornada da vida, olhou para o abismo. As observações que trazemos do limite estão presente no novo álbum. O resultado é um álbum bíblico, e todos que disseram que rock and roll é a música do diabo deveriam ouvir e entender que, na verdade, é a voz de Deus”.

Criado em 2000, o The Darkness traz atualmente em sua escalação Justin Hawkins, seu irmão Dan Hawkins (guitarra base e vocais) e Frankie Poulain (baixo e vocais), da formação original, e o baterista Rufus Tiger Taylor, que entrou em 2015. Seu álbum de estreia, o excelente Permission To Land (2003), chegou ao topo da parada britânica e ao 36º posto nos EUA, vendendo mais de três milhões de cópias em todo o mundo com um hard rock direto e bem feito.

Após problemas de Justin com drogas e uma separação que durou de 2006 a 20111, a banda voltou em 2012 com o álbum Hot Cakes, e desde então se mantém firme e forte no cenário rock. Easter Is Cancelled promete ser o seu álbum mais ousado, e atrai as expectativas dos fãs de todo o mundo.

Eis as faixas de Easter Is Cancelled:

1. Rock And Roll Deserves To Die
2. How Can I Lose Your Love
3. Live ‘til I Die
4. Heart Explodes
5. Deck Chair
6. Easter Is Cancelled
7. Heavy Metal Lover
8. In Another Life
9. Choke On It
10. We Are The Guitar Men

Rock And Roll Deserves To Die (clipe)- The Darkness:

D.A. Pennebaker eternizou cenas de grandes nomes da música pop

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Por Fabian Chacur

As décadas de 1960, 1970 e 1980 foram palco de grandes momentos da história da música pop mundial. Se por ventura você ainda não era vivo ou não tinha idade suficiente para ter presenciado in loco o que de melhor ocorreu nessas épocas, a única saída é recorrer a documentários. E um dos profissionais que melhor trabalhou no ofício de eternizar performances sublimes em filmes foi o diretor americano D.A. Pennebaker, que infelizmente nos deixou aos 94 anos de idade no último dia 1º (quinta), sendo que sua morte só foi divulgada no último sábado (3). Seu currículo na área musical é simplesmente arrasadora.

Don Alan Pennebaker nasceu em Evanston, Illinois (EUA) em 15 de julho de 1925, filho de um fotógrafo. Ele se formou em engenharia, mas acabou se embrenhando pelo cinema. Seu primeiro curta-metragem envolvendo música saiu em 1953, Daybreak Express, no qual cenas registradas em estação de metrô de Nova York ao som da música de mesmo título, de Duke Ellington. Em 1960, ganhou os holofotes com Primary, na qual registrou a disputa das primárias do Partido Democrata que nomearam como candidato John F. Kennedy.

O método com o qual Pennebaker fazia seu trabalho partia de um princípio básico: ser uma espécie de espectador neutro dentro de um contexto, ou “fly on the wall” (mosca na parede), como ficou conhecido esse tipo de abordagem. Em uma entrevista concedida à revista Film Comment, ele delineou seu método de trabalho:”observe. Apenas observe. Não interprete, não explique”.

O pulo do gato em termos de projeção na área musical ocorreu quando foi convidado a registrar a turnê realizada por Bob Dylan na Inglaterra em 1965. O filme resultante desta experiência, Dont Look Back (1967) flagra toda a polêmica passagem do artista de sua fase acústica para uma abordagem mais roqueira, atraindo reações agressivas por parte dos fãs mais puristas, que desejavam ver seu ídolo eternamente atrelado ao folk acústico.

Mama Cass de queixo caído

Em 1967, lá estava Pennebaker registrando o seminal Monterey Pop, festival que se tornou um marco da música pop e do rock em particular, atraindo um público muito maior do que se esperava e escancarando a importância roqueira no universo cultural naqueles anos efervescentes e criativos.

A cena em que ele mostra a cantora Mama Cass, do The Mamas And The Papas, com o queixo caído ao presenciar na platéia uma performance demencial da então ainda desconhecida Janis Joplin na música Ball And Chain é um dos pontos altos do simplesmente espetacular Monterey Pop (1968).

Posteriormente, seriam lançados outros dois filmes com material inédito registrado durante aquele festival, Jimmy Plays Monterey (1986) e Shake! Otis At Monterey (1987), centradas nos shows incríveis realizados por Jimmy Hendrix e Otis Redding naquele evento mitológico.

Plastic Ono Band no Canadá

Em 1969, John Lennon montou um grupo com a esposa, Yoko Ono, e os amigos Eric Clapton (guitarra), Klaus Woorman (baixo) e o então desconhecido Allan White (bateria, tocaria depois com o Yes) e participou de um festival de música em Toronto, no Canadá, evento do qual também participaram os pioneiros do rock Bo Diddley, Jerry Lee Lewis, Chuck Berry e Little Richard.

O show, uma das raras performances ao vivo de John Lennon sem os Beatles, virou filme graças às lentes de Pennebaker, gerando o documentário Sweet Toronto (1971), que embora traga performances dos outros roqueiros, é centrada na performance completa de Lennon e seus asseclas, a mesma que gerou o álbum ao vivo Live Peace In Toronto (1969), o “álbum da nuvem”, creditado à Plastic Ono Band.

Em 1973, chega a vez de Pennebaker filmar o último show da turnê de David Bowie encarnando o personagem Ziggy Stardust, realizado em 3 de julho daquele ano no Hammersmith Odeon, em Londres. Um registro cru e direto de um show no qual Bowie vive um dos vários momentos icônicos de sua trajetória, ao lado da banda Spiders From Mars.

O filme propriamente dito, Ziggy Stardust And The Spiders From Mars- The Motion Picture, só sairia em 1979, e sua impactante trilha sonora, em 1983.

Uma curiosidade sobre esse documentário: o lendário guitarrista Jeff Beck participou do show em sua parte final, no pot-pourry The Jean Genie/Love Me Do e em Round And Round. Essa performance, no entanto, só foi exibida em um especial na TV americana que foi ao ar em 1974, e não aparece nem no filme, nem na trilha sonora. As razões pela qual o guitarrista pediu para que a sua participação fosse tirada do filme nunca foram devidamente esclarecidas.

Chris Hegedus, Depeche Mode etc

Em 1976, Pennebaker ganha uma assistente ao trabalhar pela primeira vez com Chris Hegedus, então com apenas 25 anos. Eles se casaram em 1982, e ela se mostrou uma talentosa documentarista, trazendo nova energia para o trabalho do veterano cineasta. A chamada união do útil com o agradável.

O fruto dessa renovação se mostrou em toda a sua intensidade no genial 101 (1989), que documentou o exato momento em que a banda britânica Depeche Mode deixou de ser mais uma das inúmeras bandas de tecnopop aspirando ao estrelato e entrou com tudo no primeiro escalão da música pop. Isso ocorreu durante a turnê americana do grupo realizada em 1988.

A grande sacada de 101 é mostrar a banda de Dave Gahan e Martin L. Gore sendo acompanhada por um grupo de fãs devotados e carismáticos, algo que seria imitado posteriormente por emissoras de TV como a MTV, por exemplo. Pennebaker e Hegedus afirmaram em entrevistas ter sido este o seu trabalho favorito, na seara musical.

Se boa parte das incursões musicais de D.A. Pennebaker registrou fatos que estavam acontece naquele exato momento, um de seus filmes mais bacanas equivale a um verdadeiro resgate, embora tenha como mote a realização de um show. Trata-se de Only The Strong Survive (2002), que reúne craques da soul music como Isaac Hayes, Jerry Butler, The Chi-lites, Sam Moore (da dupla Sam & Dave), Wilson Pickett, Mary Wilson e Rufus e Carla Thomas, entre outros.

Este documentário chegou a ser considerado uma espécie de Buena Vista Social Club do soul, por reunir artistas seminais daquela vertente musical deixados de lado pela grande mídia. Depoimentos emocionantes, como Sam Moore lembrando dos tempos em que atuou como traficante, Jerry Butler virando político ou o medo de Carla Thomas em arrumar os dentes e eventualmente perder seu estilo vocal, são cerejas de um bolo no qual performances arrasadoras são o mote. Saiu em DVD no Brasil, procurem que vale a pena.

Veja o trailer de Only The Strong Survive:

Yes lança álbum duplo 50 Live em formatos físico e digital no Brasil

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Por Fabian Chacur

Como forma de celebrar seus 50 anos de carreira, o Yes está lançando nesta sexta (2) no Brasil via Warner Music, em CD duplo e nas plataformas digitais, o álbum Yes 50 Live. Gravado ao vivo basicamente durante show realizado na Filadélfia (EUA), o trabalho inclui faixas de dez de seus álbuns de estúdio, com ênfase na fase mais progressiva de sua trajetória, deixando de lado o repertório desenvolvido nos anos 1980 e 1990 ao lado do guitarrista sul-africano Trevor Rabin.

A atual formação do Yes inclui Steve Howe (guitarra), Geoff Downes (teclados), Alan White (bateria), Billy Sherwood (baixo), Jon Davison (vocal) e Jay Schellen (bateria). O álbum traz as participações especiais de ex-integrantes como os tecladistas Tony Kaye (em Yours Is No Disgrace, Roundabout e Starship Trooper) e Patrick Moraz (em Soon) e também Tom Brislin (teclados) e Trevor Horn (vocal).

O set list traz a versão completa da longa e maravilhosa Close To The Edge, faixa-título do fantástico álbum da banda lançado em 1972 e um de seus melhores, e também clássicos como Roundabout, Soon e Yours Is No Disgrace.

Com capa mais uma vez trazendo desenho do genial Roger Dean, o álbum é bem interessante, mas não dá para negar que é no mínimo esquisito ouvir um disco do Yes sem a presença do cantor Jon Anderson, fora desde 2008, e, principalmente, do saudoso baixista e fundador do grupo, Chris Squire (1948-2015).

Vale lembrar que, repetindo situação já ocorrida em outros períodos da história dessa seminal banda de rock progressivo, há desde 2016 uma outra formação na ativa com ex-integrantes do time. Trata-se de Anderson, Rabin And Wakeman, que reúne Jon Anderson, Trevor Rabin e Rick Wakeman, sendo que este último prometeu novos shows do trio para 2020.

Eis as faixas de Yes 50 Live:

Disco um

Close To The Edge
-The Solid Time Of Change
-Total Mass Retain
-I Get Up I Get Down
-Seasons Of Man

Nine Voices (Longwalker)
Sweet Dreams
Madrigal
We Can Fly From Here, Part 1
Soon
Awaken

Disco dois

Parallels
Excerpt From The Ancient
Yours Is No Disgrace
Excerpt From Georgia’s Song And Mood For A Day
Roundabout
Starship Trooper
a. Life Seeker
b. Disillusion
c. Wurm

Ouça Yes 50 Live em streaming:

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