Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

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Submarinos toca 1º CD no Sesc Vila Mariana

Por Fabian Chacur

Criado em 2012, o Submarinos é o grupo que reúne Fernando Catatau (guitarra), conhecido por seu trabalho com o grupo Cidadão Instigado, com o badalado produtor Júnior Boca (também vocalista e guitarrista). Eles mostram o repertório de seu primeiro CD, Pela Mágica Imaginação, em show nesta quinta-feira (20) às 20h30 no Sesc Vila Mariana (rua Pelotas, 141- fone 5080-3000 www.sescsp.org.br/vilamariana), com ingressos de R$ 2,40 a R$ 12,00. Um bom programa roqueiro à brasileira.

Também fazem parte do Submarinos outros nomes bacanas da cena independente brasileira: João Leão (teclados), Juliana R. (vocal e teclados), Marcelo Cabral (baixo) e Tony Gordin (bateria). A essência do trabalho dessa banda sai da comunhão de ideias entre Júnior Boca e parcerias com Catatau, Rian Batista (também do Cidadão Instigado), Juliana R. e o trompetista Guizado, que acabaram gerando as composições incluídas no álbum de estreia.

O som da nova banda de Júnior Boca investe em uma fusão de elementos do folk e do rock com um tempero de psicodelismo e música brasileira. Pela Mágica Imaginação, álbum de estreia dos Submarinos, será a base do repertório do show do grupo no Sesc Vila Mariana, com a inclusão de outras músicas de seus integrantes aqui e ali.

Ouça The Slope, com o Submarinos:

Imagery lançará CD de estreia no exterior

Por Fabian Chacur

Um dos bons lançamentos do cenário rock brasileiro em 2012 foi o álbum de estreia da banda paranaense Imagery. The Inner Journey (leia a crítica aqui) arrancou elogios da crítica especializada e teve boa acolhida perante o público brasileiro. Pois agora chegou a hora de o público internacional conferir esse lançamento no formato físico, e de forma bastante especial.

O primeiro álbum do grupo formado por Joceir Bertoni (vocal e guitarra), Ricardo Fanucci (baixo), Bruno Pamplona (bateria) e Henrique Loureiro (teclados) será distribuído nos EUA, Europa e Japão pela Cleopatra Records. Este selo está na ativa há 21 anos e tem em seu catálogo belos títulos de heavy metal, rock progressivo, rock gótico, soul e outros estilos musicais bacanas.

Com sede em Los Angeles, a Cleopatra divulgou texto feito por seu fundador, Brian Perera, no qual ele elogia bastante nossos compatriotas. “O Imagery mistura com muita habilidade o rock progressivo clássico com o heavy metal moderno. Já faz um tempo desde que me deparei com uma nova banda que pode misturar gêneros de forma tão perfeita”.

Perera afirmou, também, que deseja ajudar o quarteto brasileiro a expandir seu universo de fãs nos principais mercados da América do Norte, Europa e Japão, onde The Inner Journey será distribuído nas mais importantes lojas do ramo. Títulos de bandas como Motorhead, Hawkwind, Tangerine Dream, Nektar e The O’Jays já saíram com o selo Cleopatra.

Veja o clipe da música Start The War, do Imagery:

Ao vivo, mais Titãs do que nunca

Por Fabian Chacur

Com 31 anos de uma carreira repleta de grandes momentos, os Titãs não parecem dispostos a dormir em cima dos louros conquistados. Boa prova é o show que a banda paulista mostrou nesta quinta-feira (10) na choperia do Sesc Pompeia, que será repetido nesta sexta-feira (11), com ingressos já esgotados. Uma hora e meia de garra, vibração, criatividade, vitalidade e carisma. O pulso ainda pulsa. Mesmo!

Titãs Inédito é um espetáculo corajoso, pois mostra em sua parte inicial dez canções inéditas em uma enfiada só. Essas músicas poderão estar presentes no próximo álbum de inéditas do hoje quinteto, previsto para sair em 2014. A safra é boa, tendo como marcas a urgência, a concisão e a simplicidade bem trabalhada. Mensageiro de Desgraça, República de Bananas e Não Pode são destaques, mas a rigor nenhuma delas merece ser rejeitada.

Após a première do novo repertório, os Titãs deram um mergulho em seu passado, com direito ao petardo de 1987 (embora atualíssimo) Desordem, a divertida (e pouco tocada ao vivo) Dona Nenê, a encantadora pop-rock Flores, as energéticas Bichos Escrotos e Polícia, a infalível Sonífera Ilha e a evocativa Domingo. Predominaram faixas do antológico Cabeça Dinossauro (1986), marco do rock brasileiro que eles releram em CD/DVD ao vivo em 2012.

Poucas bandas de rock ou de qualquer outro estilo no mundo conseguiriam se manter firmes e fortes após as saídas de integrantes do naipe de Nando Reis, Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Charles Gavin. E é exatamente isso o que a atual encarnação dos Titãs está conseguindo, e com louvor. As explicações para esse êxito não são tão difíceis de serem descobertas, especialmente após vê-los ao vivo em seu momento presente.

Começa pela atual autossuficiência do time, que incorporou o baterista Mário Fabre na vaga de Charles Gavin. Branco Mello assumiu o baixo, Toni Belotto se mantém na guitarra e Sérgio Britto e Paulo Miklos investem em guitarra, baixo e teclados. O resultado é uma sonoridade urgente, compacta e sem muitos rodeios e filigranas. Rock na veia, botando os ia-iás para fora o tempo todo de forma contagiante.

E o charme do tipo “cereja do bolo” fica com os três cantores. Paulo Miklos e Sérgio Britto com seus vozeirões e carismas particulares, com o primeiro mais teatral e o segundo visceral por natureza. Branco é o contraponto, com boa voz mais contida e efeito cênico marcante no melhor espírito new wave. Juntos, equivalem a um daqueles ataques goleadores que devastam as defesas adversárias sem dó nem piedade.

O mais legal é constatar que o entrosamento e a fome de bola dos Titãs em seu ano 32 equivale ao de uma banda iniciante talentosa tentando se firmar no competitivo mundo da música de 2013. Não é de se estranhar que eles possuam na plateia de seus shows um número significativo de garotos que nem eram nascidos quando Cabeça Dinossauro dominava as paradas de sucesso nos anos 80.

Como diria aquele clássico lançado por Paul Simon em 1975, esses caras ainda estão doidos, apesar de todos esses anos (Still Crazy After All These Years). Vale a pena conferir seus próximos passos, especialmente esse álbum de inéditas que irá suceder o ótimo Sacos Plásticos, de 2009. Tudo leva a crer que o epitáfio do grupo ainda está longe de ser cravado.

Veja o clipe de Desordem, com os Titãs:

Matchbox Twenty esbanja poder de fogo em SP

Por Fabian Chacur

Durante as generosas duas horas e dez minutos em que esteve no palco do Espaço das Américas(SP), na noite desta terça-feira (17) em São Paulo, o grupo americano Matchbox Twenty provou que sabe como cativar seus fãs sem depender de recursos cênicos nem parafernálias audiovisuais. Para eles, bastou garra, talento, profissionalismo e ótimas canções para agradar as 4.800 pessoas presentes.

O show teve início às 21h32 com a exibição de um vídeo que apresentou a banda em um clima de vaudeville. Aliás, os dois telões instalados nas laterais do palco captavam a ação do show em alta definição e qualidade de imagens excepcional. De resto, apenas iluminação correta e cena totalmente livre de aparatos visuais. Quem segurava a onda eram mesmo os músicos.

Além dos quatro integrantes oficiais do grupo americano, tínhamos mais dois músicos de apoio se incumbindo de bateria e teclados/eventual guitarra. No centro de tudo, o cantor Rob Thomas, que em alguns momentos também se incumbiu de violão, guitarra e teclados. Carismático e muito simpático, ele soube conduzir a festa pop-rocker, além de provar ter uma voz simplesmente ótima e bastante potente.

O repertório do show deu uma geral nos cinco álbuns lançados por eles nesses 17 anos de carreira, com ênfase no primeiro, o excepcional Yourself Or Someone Like You (1996), que colaborou com Real World, Long Day, 3 am, Push, Girl Like That, Back 2 Good e Hang, esta última em pot-pourry com Peaceful Easy Feeling, hit dos lendários Eagles em sua fase mais country, no início dos anos 70.

Sucessos como Disease (parceria de Rob com Mick Jagger), Unwell, How Far We’ve Come e Bent também estiveram no set list, assim como várias faixas do mais recente álbum do quarteto, North (2012), pérolas como She’s So Mean, Parade, Overjoyed e a maravilhosa The Way, cujo vocal principal ficou a cargo do guitarrista solo Kyle Cook, que se mostrou de uma simplicidade matadora no instrumento, com solos sempre na medida certa.

Paul Doucette, antes apenas baterista, nos últimos anos deixou as baquetas para apenas alguns momentos durante o show, dedicando-se mais à guitarra, que toca com segurança e bastante energia, ajudando a agitar o público, enquanto o baixista Brian Yale prima pela discrição a la John Deacon (ex-Queen). Rob Thomas é quem comanda o time no palco, mas sem estrelismo ou arroubos de prima-dona, jogando para o time e brilhando.

Uma das surpresas ficou por conta do público, que cantou junto da banda durante boa parte do espetáculo, provando que existem muito mais fãs do Matchbox Twenty em São Paulo do que eu poderia imaginar. Rob não escondeu a surpresa e a felicidade por perceber isso, e retribuiu com um show maior em termos de duração do que os mais recentes da banda.

Se o show foi ótimo, o bis não ficou atrás, com direito a um cover muito bem escolhido, a música Don’t Change, um dos primeiros sucessos da carreira da banda australiana Inxs. O fim ficou por conta de uma versão turbinada da power balada Push, que deixou aquele gostinho de quero mais nos fãs. O Matchbox Twenty provou que pode se tornar uma das surpresas do Rock in Rio, pois foi talhada para brilhar nas grandes arenas do mundo.

Veja show do Matchbox Twenty na íntegra, realizado em 2012:

SET LIST SHOW MATCHBOX TWENTY
ESPAÇO DAS AMÉRICAS-SP-17.9.2013

Parade
Bent
Disease
She’s So Mean
How Far We’ve Come
3 am
Real World
If You’re Gone
Overjoyed
All Your Reasons
Long Day
I’ll Believe You When
Girl Like That
Hang/Peaceful Easy Feeling(The Eagles)
I Will
Unwell
Radio
So Sad So Lonely
English Town
The Way
Bright Lights
BIS
Our Song
How Long
Back To Good
Sleeping At The Wheel
Don’t Change (Inxs)
Push
Início: 21h32
Fim: 23h13
Fim após BIS: 23h44

Grant Hart cativa fãs do Husker Du em SP

Por Fabian Chacur

Grant Hart entrou no palco da Galeria Olido em São Paulo às 18h08 deste domingo (15) munido apenas de sua guitarra Gibson modelo semiacústico. Antes disso, o ex-baterista e cantor da seminal banda oitentista Husker Du já havia dado um banho de simpatia atendendo os fãs no saguão do teatro, dando autógrafos e tirando fotos com quem desejasse. Um público pequeno e entusiástico.

No melhor esquema “one man band”, Hart tocou durante 1h40 com profissionalismo extremo, bom humor e respeito aos presentes. Seu desempenho na guitarra é correto, sem esbanjar técnica e demonstrando o suficiente para apresentar de forma digna suas ótimas canções. Como disse meu amigo Giovanni, seria bacana vê-lo acompanhado por um guitarrista afiado que valorizasse ainda mais suas belas melodias.

Durante sua performance, o músico de 52 anos oriundo da cidade americana de Minneapolis mostrou canções do Husker Du, da banda Nova Mob (criada e encerrada nos anos 90) e da carreira solo, incluindo material do recém-lançado álbum individual The Argument, inédito no Brasil. Don’t Want To Know If You Are Lonely, Barbara e Diane foram algumas dessas músicas incluídas no set list, todas bem legais.

Com um vozeirão bem potente, Hart mostrou sua versatilidade como compositor, indo de momentos mais agressivos e quase hardcores (mesmo nesse perfil solitário e sem batera e baixo) até instantes de puro folk e country. Suas canções exploram o universo dos acordes simples e sem muito rebuscamento de forma criativa, inteligente e sensível, sem cair na mesmice ou repetição de formatos.

O público presente, com agradável predominância de jovens que eram crianças ou nem mesmo tinha nascido quando o Husker Du saiu de cena (em 1988), recepcionou Grant Hart com a devida reverência, aplaudindo bastante cada canção e chamando dois bis do roqueiro, atendidos com prazer. Sua saída do palco foi hilária: “ah, depois mandem um abraço para, como é mesmo o nome dele?”, referindo-se ao ex-parceiro de Husker Du Bob Mould, que tocará no Brasil em outubro (leia aqui). Saiba mais sobre Grant Hart aqui.

Veja Grant Hart ao vivo no esquema voz e guitarra:

Documentário registra carreira dos Eagles

Por Fabian Chacur

History Of The Eagles, documentário sobre a seminal banda americana que acaba de ser lançada no Brasil pela Universal Music nos formatos DVD duplo e Blu-ray, não poderia começar melhor. Em entrevista concedida em 1977, quando a banda vivia o auge de sua primeira fase, o cantor, compositor e baterista Don Henley faz um comentário sobre a trajetória como músico.

“Bem, acho que essa não é uma carreira que você leve para a vida inteira”. Em segundos, é retrucado pelo cantor, compositor e guitarrista Glenn Frey, que criou a banda com ele em 1971. “Não é?”. Os dois caem na risada. Mal sabiam eles que, 35 anos depois, eles continuariam fazendo música juntos, mesmo passando por inúmeros altos e baixos, brigas e reconciliações etc etc etc (e tome etc!). No fim, deu tudo certo.

O grande mérito deste excepcional documentário produzido por Alex Gibney e dirigido por Alison Ellwood é não tentar esconder as partes polêmicas da história da banda americana criada em Los Angeles a partir de dois músicos que tocavam juntos na banda de apoio da então ascendente estrela do country rock Linda Ronstadt, exatamente Frey e Henley.

Com total colaboração de integrantes e ex-integrantes do time, The Story Of The Eagles abrange desde os tempos iniciais dos músicos, com direito a momentos das bandas da qual fizeram parte anteriormente, até a realização de Long Road Out Of Eden (2007), seu primeiro álbum de estúdio desde The Long Run (1979). O material aproveitado é vasto, com entrevistas atuais e também belos registros de todas as fases desse supergrupo americano.

Até mesmo making ofs das fotos de capa de alguns de seus álbuns são apresentados, trazendo cenas de shows, entrevistas com artistas relacionados à banda como Jackson Browne, J.D. Souther e Linda Ronstadt e depoimentos até mesmo de hoje “personas non gratas” perante a banda, como o empresário e dono de gravadoras David Geffen. Todos os ex-integrantes foram entrevistados, sem censura prévia.

O documentário é dividido em duas partes. Na primeira, com cerca de duas horas de duração, é contada a história dos Eagles de seu início até a primeira separação, ocorrida em 1980 após uma briga histórica entre Glenn Frey e o guitarrista Don Felder, cujo diálogo agressivo é reproduzido na íntegra em áudio. Depoimentos bem ácidos de Frey (especialmente) e de Felder também estão aqui.

Os álbuns gravados em Londres com a produção do lendário Glynn Johns (trabalhou com o The Who e os Rolling Stones, entre outros), o início com uma sonoridade country rock mais delicada, a entrada de Don Felder e Joe Walsh para dar um tempero mais rocker ao time (com a saída posterior do guitarrista original do time, Bernie Leadon), a saída do baixista e vocalista Randy Meisner em 1977 dando sua vaga a Timothy B. Schmidt, tudo é esmiuçado.

A segunda parte, com pouco mais de uma hora, mostra o que os músicos fizeram entre 1980 e 1990, quando tiveram início as primeiras tentativas sérias de se trazer a banda de volta, o que ocorreria de fato em 1994 com o álbum Hell Freezes Over, que teve o apoio da MTV. A importância do formato de rádio Classic Rock, a rejeição de Glenn Frey inicialmente, o retorno triunfal, está tudo lá.

Fica bem claro ao espectador que desde o início os Eagles buscavam o estrelato e a realização de um trabalho que aliasse perfeição técnica a forte apelo comercial. Ou seja, nunca rolou ingenuidade no roteiro deles, pois naquela época (início dos anos 70) o rock and roll se consolidava como uma indústria na qual fazer dinheiro era um dos pontos mais importantes.

Mesmo com essa mentalidade, o talento de seus integrantes, especialmente Henley e Frey, gerou uma obra que se perpetuou entre o que há de melhor na história do rock, especialmente o de viés americano, com aquelas influências perenes de rock and roll, country, folk, hard rock e soul music. Veja esse documentário sublime e sinta que esta é uma banda que vai muito além do Hotel Califórnia.

Trailer de The History Of The Eagles:

Tuia aposta em delicadeza em Jardim Invisível

Por Fabian Chacur

Dez canções melódicas, delicadas, com fortes influências de folk, MPB, pop e rock, ênfase em instrumentos acústicos e interpretadas de forma apaixonada. Eis um pequeno resumo possível do conteúdo de Jardim Invisível, novo CD solo de Tuia Lencioni, cantor, compositor e músico paulista. Aquele tipo de trabalho que consegue ser ao mesmo tempo acessível ao ouvido médio e sofisticado. Bela façanha não muito fácil de se concretizar.

Tuia se tornou conhecido como integrante do Dotô Jeka, banda que lançou em 1996 o álbum Tia Marieta pela Virgin Records e teve como marca uma mistura de rock com elementos de música rural. O artista avalia a experiência com o grupo, que durou dez anos, como positiva, além de um aprendizado que lhe permitiu investir na carreira solo de forma consistente.

“A banda era temática, não dava para sair disso, criamos um monstrinho, a mistura do rock com a música regional, e eu me sentia limitado musicalmente. Aprendi muito com o Dotô Jeka em todos os sentidos, até produção, divulgação etc. Artista solo às vezes tem dificuldade de se encaixar em algum gênero, é o meu caso, mas é o melhor caminho para mim”.

Em 2010, Tuia lançou o DVD/CD Ao Vivo, com boa repercussão. Agora, chega a vez de um trabalho de estúdio, Jardim Invisível, com oito inéditas e duas releituras de músicas incluídas antes no ao vivo, Atalhos e O Céu. “Achei que seria legal regravar essas músicas num clima mais anos 70, com influências do Clube da Esquina, mas com a cara de hoje”.

Hoje morando em São José dos Campos (SP), após dez anos de Rio de Janeiro, Tuia explica que seu novo CD reflete bastante o clima bucólico e prazeroso daquela região, próxima do sul de Minas Gerais e com cidades como São Luiz do Paraitinga (SP) e São Bento do Sapucaí (SP) nas proximidades. “É um disco quase conceitual, inspirado por esse ambiente de flores, de céu, de sentir-se bem. As letras falam muito de amor, de forma poética e melódica”.

Investindo em uma carreira distante de clichês e padrões estereotipados, Tuia explica a dificuldade de se superar algumas barreiras existentes no meio musical brasileiro atual.

“Hoje, é o popularesco de um lado e o cult demais do outro. Meu som é pop, mas é elaborado também. Estou fazendo um trabalho de divulgação em Minas Gerais e no Nordeste bem legal, onde existem espaços. Estou comendo pelas beiradas por lá, chego a competir com Ana Carolina, Marisa Monte, em termos de execução. É um trabalho de resistência, contra essa coisa de estética contra conteúdo”.

Jardim Invisível pode ser adquirido nos shows de Tuia e também através de seu site (www.tuiamusica.com.br ) ou em versão digital no iTunes.

Veja o clipe de O Céu, com Tuia:

Rock perde Alvin Lee, do Ten Years After

Por Fabian Chacur

Alvin Lee, cantor, compositor e guitarrista que ganhou fama como líder da célebre banda britânica Ten Years After, morreu no dia 6 de março, vítima de complicações inesperadas surgidas após um procedimento cirúrgico de rotina, segundo informações postadas em seu site pessoal. O músico inglês tinha 68 anos de idade.

A formação clássica do Ten Years After incluía, além de Alvin Lee no vocal e guitarra, o baixista Leo Lyons, o tecladista Chick Churchill e o baterista Rick Lee. Eles lançaram seu primeiro álbum em 1967, com repercussão mediana. A coisa começou a melhorar para o quarteto a partir do álbum ao vivo Undead (1968).

A fama de Alvin Lee veio mesmo em 1969, quando seu grupo participou em 3 de julho do Newport Jazz Festival, algo inédito para um grupo de rock, e brilhou como uma das atrações do mitológico festival de Woodstok em 15 de agosto, ambos os eventos em solo americano, pátria de suas principais influências (rock básico, blues, folk e hard rock).

A performance de Lee em Woodstock tornou-se seu cartão visitas. No filme que registra os momentos marcantes do evento, ele simplesmente arrasa em I’m Going Home, com direito a citações de clássicos do rock, solos dinâmicos e com uma rapidez e originalidade que poucos músicos seriam capazes de se aproximar. O álbum Ssssh (1969) estourou logo a seguir.

Até 1973, Alvin e sua banda ainda emplacariam alguns hits, entre os quais a belíssima I’d Love To Change The World e também I Woke Up This Morning, Love Like a Man e Positive Vibrations, até que o grupo resolveu sair de cena, para tristeza dos fãs.

A partir daí, Alvin Lee se dividiu entre trabalhos solo e novas formações do Ten Years After. O primeiro disco solo, On The Road To Freedom (1974), conta com participações especiais de George Harrison, Steve Winwood, Jim Capaldi e Ron Wood. Em 1986, gravaria novamente com Harrison e Leo Lyons no álbum individual Detroit Diesel.

Alvin Lee se apresentou há alguns anos no Brasil no hoje extinto Palace.

I’d Love To Change The World – Ten Years After:

I’m Going Home (live in Woodstock)- Ten Years After:

Justin Bieber quebra recorde com novo álbum

Por Fabian Chacur

Pelo visto, não adianta mesmo torcer contra Justin Bieber. Ao contrário do que imaginavam alguns críticos, o fenômeno canadense está se mantendo no topo das paradas de sucessos nos últimos três anos, e 2013 não será exceção na até aqui consagradora carreira do cantor e compositor.

Believe Acoustic, seu novo álbum, estreou na parada dos EUA no primeiro posto, com 211 mil cópias comercializadas em sua primeira semana de vendas. Para que se possa ter uma ideia da excelente largada do novo disco de Fever Bieber, o segundo posto ficou com Passione, do consagrado tenor italiano Andrea Bocelli, que vendeu 94 mil cópias no mesmo período, ou seja, menos da metade.

E a coisa avança. Trata-se da quinta vez que ele atinge o topo da parada ianque, o que o torna o único artista a conseguir tal façanha antes de completar 19 anos de idade, o que irá ocorrer no dia 1º de março. Ele estava empatado com Miley Cyrus, com quatro pole positions. Detalhe: são quatro number one albums em quatro anos consecutivos.

My World 2.0 (2010), Never Say Never The Remixes (2011), Under The Mistletoe (2011) e Believe (2012) foram os trabalhos anteriores do astro pop adolescente a conseguir o topo nos EUA. Believe Acoustic inclui oito versões acústicas de faixas de Believe e as inéditas Yellow Raincoat, I Would e Nothing Like Us.

Um dado interessante: 75% das vendas de Believe Acoustic vieram de downloads legalizados, sendo que, deste número, de 20 a 25% foram obtidos na pré-venda, quando os fãs nem sabiam ao certo o que iriam ouvir. Uma prova de fidelidade que mostra a força de Justin Bieber entre os concorrentes no meio pop.

Vale registrar o álbum que largou no quarto lugar nesta semana na terra de Barack Obama, com 44 mil cópias comercializadas, a maior parte delas no formato físico. Trata-se de Love, Charlie, de Charlie Wilson. Ele ficou conhecido no final dos anos 70 e meados dos anos 80 como vocalista e líder da Gap Band, que emplacou hits funk-dance como Burn Rubber On Me, Ooops! Upside Your Head, You Dropped a Bomb On Me e Steppin’ Out.

Beauty And A Beat– Justin Bieber:

Ooops! Upside Your Head – The Gap Band:

Caetano lança clipe colaborativo de Abraçaço

Por Fabian Chacur

Caetano Veloso e a Universal Music, através das redes sociais, pediram fotos aos fãs tendo como tema registros de abraços. Inúmeros foram mandados a eles via Instagram. Centenas foram selecionados e agoram estão eternizados no clipe da música Abraçaço, que dá nome ao mais recente trabalho de inéditas de Caê (leia crítica aqui), gravado com a ótima banda Cê.

O clipe recém-lançado, que você poderá ver no fim deste post, ficou muito legal, e combina de forma bastante feliz com o clima urgente e atraente dessa canção, um dos pontos altos do álbum de inéditas que o autor de Leãozinho lançou em 2012, ano em que completou 70 anos de idade (leia homenagem de Mondo Pop aqui).

Outros lançamentos bacanas e recentes envolvendo Caetano Veloso são a belíssima reedição do álbum Transa (1972), com direito a remasterização e reprodução da arte original da versão original em vinil (leia a crítica aqui) e o CD gravado ao vivo nos EUA ao lado do ex-integrante dos Talking Heads David Byrne (leia crítica aqui).

Veja o clipe de Abraçaço, de Caetano Veloso:

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