Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

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Jamie Cullum lança single inédito e bem retrô Don’t Give Up On Me

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Por Fabian Chacur

Aproximadamente um ano depois do lançamento de seu mais recente álbum, Tailer (2019), o excelente cantor, compositor e tecladista britânico Jamie Cullum oferece uma novidade aos fãs espalhados pelos quatro cantos do mundo. Trata-se do single Don’t Give Up On Me, já disponível nas plataformas digitais e divulgado por um clipe no popular formato lyric video, com muita elegância e eficiência.

Com uma levada rítmica no melhor estilo Motown Records, com ecos do clássico You Can’t Hurry Love, das Supremes, mas reaproveitado de forma própria, o astro que completará 41 anos de idade no próximo dia 20 de agosto mostra a desenvoltura de sempre, oferecendo-nos uma canção pop e dançante sem cair no ramerrão e com sua voz deliciosa conduzindo tudo.

Com mais de 20 anos de estrada, Jamie Cullum merecia muito mais sucesso comercial do que tem, mas ainda assim conseguiu cativar um público fiel, inclusive no Brasil, onde fez shows concorridos. Se os seus oito álbuns de estúdio são bem bacanas, é nos palcos que o cara se mostra mais à vontade, sempre esbanjando carisma e talento como cantor, pianista e performer.

No repertório, temos uma seleção de canções próprias mescladas com standards sempre muito bem explorados. A releitura que ele faz de Rocket Man, de Elton John (ouça aqui) é um bom exemplo dessa sua capacidade de incorporar canções alheias com muita personalidade e classe.

Leia mais sobre esse craque do pop-jazz-funk aqui.

Don’t Give Up On Me– Jamie Cullum:

The Smithereens releem 1º single dos Beatles com o Andy White

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Por Fabian Chacur

Com a morte em 12 de dezembro de 2017 de Pat DiNizio, cantor e guitarrista-base, o excelente grupo americano The Smithereens parecia chegar ao fim. No entanto, seus outros integrantes- Jim Babjak (guitarra e vocais), Dennis Dikens (bateria e vocais) e Mike Mesaros (baixo e vocais), após um show em homenagem ao saudoso colega em 13 de janeiro de 2018, resolveram seguir em frente. E surpreendem com o lançamento neste mês do single Love Me DoP.S. I Love You, no formato vinil de 45 rpm (pode ser adquirido aqui).

Neste show em 2018, Babjak, Dikens e Mesaros contaram com as participações especiais de Steven Van Zandt (que integrou a E Street Band de Bruce Springsteen), Dave Davies (ex-The Kinks), Marshall Creenshaw, Graham Maby (da banda do cantor, compositor e músico britânico Joe Jackson) e Lenny Kaye (guitarrista e fiel escudeiro de Patti Smith), e ali surgiu a ideia de fazerem shows com vocalistas convidados. Até o momento, assumiram o posto de DiNizio o roqueiro Marshall Creenshaw e Robin Wilson (do grupo Gin Blossoms).

A história em torno deste novo single é bem interessante, e tem início em 2007, quando os Smithereens lançam Meet The Smithereens!, álbum no qual releem na íntegra o primeiro álbum dos Beatles lançado pela Capitol Records nos EUA, Meet The Beatles! (1964). Na mesma época, resolvem gravar lados B e outras canções dos Fab Four lançadas em 1963 e 1964, material que acabaria gerando mais um álbum da banda, B-Sides The Beatles (2008).

O quarteto americano pensava em convidar alguém ligado ao grupo de Liverpool para marcar presença neste seu álbum, e então ficaram sabendo que o baterista de estúdio britânico Andy White, que em setembro de 1962 participou das gravações daquele histórico primeiro single dos Beatles, estava morando na região de Nova York. Eles o contataram, fizeram o convite para ele participar da gravação de P.S.I Love You, e a faixa foi incluída em B-Sides The Beatles. Andy também gravou com artistas como Tom Jones, Herman Hermits e Del Shannon.

Em um intervalo no estúdio, White e o grupo fizeram de forma descontraída uma gravação de Love Me Do, mas naquela época não a acharam digna de entrar em B-Sides The Beatles. Algum tempo após as mortes de Andy (que nos deixou em 2015) e DiNizio, o trio remanescente encontrou e reavaliou essa gravação, e viu que ela poderia ser usada sem grandes problemas, especialmente devido à ótima e segura performance de seu ex-vocalista.

Acrescentando alguns elementos e contando com a participação de Kristin Pinell tocando melódica, a gravação de Love Me Do foi completada, com a versão já lançada anteriormente de P.S. I Love You incluída no lado B deste compacto de vinil. Vale lembrar que o grupo celebra 40 anos de carreira neste ano, e que Mike Mesaros voltou ao time em 2017, após ter saído em 2005 para dar lugar ao baixista Severo “The Thrilla” Jornacion.

P.S. I Love You– The Smithereens:

Tuia aposta em eletrofolk em seu novo single e clipe, De Repente

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Por Fabian Chacur

Tuia não está se deixando influenciar pelo clima pesado gerado pela pandemia do novo coronavírus. Após lançar um novo e ótimo álbum pela gravadora Kuarup, Versões de Vitrola Vol. 1 (leia a resenha aqui), o cantor, compositor e músico paulista não perde tempo e lança um novo single, De Repente, que está disponível em áudio e também em um elegante clipe.

A nova faixa é bastante diferente do material lançado por ele até aqui. Desta vez, Tuia nos oferece uma mistura do seu som folk-rock rural com uma batida dançante e um apelo pop escancarado, com direito a refrão hipnótico, timbres instrumentais deliciosos e uma prevalência do som de teclados.

O resultado agrada em cheio, e conta com produção do multi-instrumentista Victor Jadowski e masterização a cargo de João Milliet. Ele define a nova levada apresentada neste lançamento como eletrofolk ou folkbeat. A letra investe em positividade e astral positivo, sem cair na mediocridade ou obviedade. Para dar uma arejada em tempos tão incertos.

De Repente (clipe)- Tuia:

Metallica lança segundo álbum com orquestra em 28 de agosto

metallica s&m capa

Por Fabian Chacur

Em 1999, o Metallica lançou um de seus projetos mais ousados e bem-sucedidos, o álbum S&M, gravado ao vivo e no qual foi acompanhado pela San Francisco Symphony, sob a batuta do saudoso maestro, compositor e músico americano Michael Kamen (1948-2003). Como forma de celebrar os 20 anos desse evento histórico, o grupo apresentou-se novamente com essa orquestra em 6 e 8 de setembro de 2019. O registro dessas performances será lançado pela Universal Music no dia 28 de agosto em vários formatos, sendo que, no Brasil, apenas em CD duplo com booklet, DVD e álbum digital.

As duas apresentações da mais bem-sucedida banda da história do thrash metal marcaram a inauguração do Chase Center, em San Francisco, Califórnia, com a presença de um total aproximado de 40 mil fãs alucinados.

A direção musical da orquestra ficou a cargo de Michael Tilson Thomas, e o maestro foi Edwin Outwater, comandando uma orquestra com quase 80 integrantes que executou arranjos grandiosos e impactantes. O repertório traz músicas da banda e dois temas extraídos do universo erudito.

O filme que registrou o evento foi exibido pela primeira vez em 3.700 cinemas de todo o mundo em outubro de 2019. A versão que será lançada em DVD e Blu-ray, no entanto, virá, segundo informa a assessoria de imprensa da banda, é ainda mais grandiosa e elaborada, com direção a cargo de Joe Hutching.

Duas das músicas, Nothing Else Matters (veja aqui) e All Within My Hands, já estão disponíveis para o público. S&M (1999) vendeu milhões de cópias e atingiu o 2º posto na parada americana. Saiba mais aqui. Veja o trailer do filme aqui.

Eis as faixas da versão CD duplo:

CD 1

1 The Ecstasy of Gold

2 The Call of Ktulu

3 For Whom the Bell Tolls

4 The Day That Never Comes

5 The Memory Remains

6 Confusion

7 Moth Into Flame

8 The Outlaw Torn

9 No Leaf Clover

10 Halo on Fire

CD 2

1 Intro to Scythian Suite

2 Scythian Suite, Opus 20 II: The Enemy God And The Dance Of The Dark Spirits

3 Intro to The Iron Foundry

4 The Iron Foundry, Opus 19

5 The Unforgiven III

6 All Within My Hands

7 (Anesthesia) – Pulling Teeth

8 Wherever I May Roam

9 One

10 Master of Puppets

11 Nothing Else Matters

12 Enter Sandman

FORMATOS METALLICA & SAN FRANCISCO SYMPHONY: S&M2

– Caixa Deluxe (edição limitada 4LP vinil cor, exclusivo livro de fotos, 2CDs, Blu-ray, partituras, cinco palhetas de guitarra, poster, cartão para download);

– Caixa Super Deluxe (com todo o material acima mencionado + partitura original assinada pelos membros da banda. Edição limitada a 500 cópias via Metallica.com);

– 4LP Pretos com livro de fotos e cartão para download;

– 4LP Cor com livro de fotos e cartão para download (exclusivo via varejo independente – indie retail e via Metallica.com);

– 2CD com booklet de 36 páginas;

– 2CD/Blu-ray com booklet de 36 páginas;

– 2CD/DVD com booklet de 36 páginas;

– Blu-Ray;

– DVD;

– Álbum Digital;

– Filme Digital.

Veja o clipe de All Within My Hands:

Elizeth Cardoso tem centenário celebrado com material digital

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Por Fabian Chacur

Nesta quinta-feira (16), completa-se o centenário do nascimento de Elizeth Cardoso (1920-1990), uma das cantoras mais importantes e emblemáticas da história da nossa música popular. Como forma de celebrar essa efeméride das mais significativas, a Universal Music disponibiliza nas plataformas digitais de uma só vez 18 álbuns de carreira, 7 coletâneas e 1 EP com quatro faixas. De quebra, ainda temos três playlists temáticas criadas para a ocasião.

O material abrange um período situado entre 1956 e 1978, durante o qual a cantora carioca integrava o elenco da hoje extinta gravadora Copacabana, cujo acervo atualmente integra o arquivo da Universal Music. Foram anos em que ela se firmou de vez no cenário musical brasileiro, fazendo por merecer o apelido Divina, ganho graças à sua capacidade incrível de interpretar canções de vários estilos com muita paixão, técnica e personalidade.

Este pacote é acrescido a outros 14 álbuns e 5 coletâneas que a Universal Music já havia distribuído no cenário digital. Infelizmente, nenhum desses relançamentos está previsto para merecer o formato físico, privando assim quem gosta de ouvir música desse modo de ter tal opção. Uma pena.

Eis os álbuns disponibilizados, com algumas de suas faixas:

Fim de Noite (1958) – regravações de Negro telefone, Culpe-me, Segredo, Último desejo, Feitio de oração, Prece ao vento e No rancho fundo.

Naturalmente (1958) – É luxo só, Jogada pelo mundo e Na cadência do samba.

Magnífica (1959) – Cidade do interior, Velhos tempos e Aula de matemática.

A Meiga Elizeth Nº2 (1962) – Deixa andar, Tudo é magnífico e Moeda quebrada.

A Meiga Elizeth Nº4 (1963) – Balada da solidão e Nosso cantinho.

A Meiga Elizeth Nº5 (1964) – Canção que nasceu do amor e Diz que fui por aí.

400 anos de Samba (1965) – O meu pecado.

Elizeth Sobe o Morro (1965) – A flor e o espinho, Luz negra, Malvadeza Durão, Folhas no ar, Minhas madrugadas e Sim.

A Bossa Eterna de Elizeth e Cyro (1966) – Tem que rebolar (com Cyro Monteiro).

Muito Elizeth (1966) – Mundo melhor, Lamento, Cidade vazia, Sem mais adeus, Meiga presença e Apelo.

A Enluarada Elizeth (1967) – Melodia sentimental, Meu consolo é você, Carinhoso, Demais e Seleção de sambas da Mangueira.

Viva o Samba – Elizeth Cardoso, Francineth, Cyro Monteiro, Roberto Silva (1967) – Meu drama (Senhora tentação).

A Bossa Eterna de Elizeth e Cyro Nº2 (1969) – Louco e Sei lá, Mangueira.

Falou e Disse (1970) – Corrente de aço, É de lei, Refém da solidão, Aviso aos navegantes, Foi um rio que passou em minha vida e A flor de laranjeira.

Feito em Casa (1974) – Água de sereno e Peso dos anos.

Elizeth Cardoso (1976) – Minha verdade, Entenda a rosa e De partida.

Live in Japan (1977) – Barracão, Naquela mesa, Apelo, É luxo só, Manhã de carnaval, A noite do meu bem e Última forma.

A Cantadeira do Amor (1978) – Deixa, Até pensei, Velho arvoredo e Acontece.

Elizeth Cardoso (EP com 4 faixas raras) – Trinta e um de dezembro, Chuvas de verão e Quarto vazio” (as três de 1957), além de Balão apagado, de 1961.

As coletâneas são: Super Divas (2012), Bis – Cantores do Rádio (2000), Disco de Ouro – Vol. 2 (1979), Elizeth Cardoso – Vols. 1, 2 e 3 (lançados entre 1971 e 72); A Exclusiva (1970), além de três playlists temáticas: Elizeth Cardoso com o Samba no Pé, Elizeth Cardoso Muito Romântica e Elizeth Cardoso Revive Clássicos da Música Brasileira.

Sei Lá, Mangueira– Elizeth Cardoso:

Documentário no Canal Brasil mostra luta de músicos no Mali

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Por Fabian Chacur

Que tal viver em um país no qual, da noite para o dia, fazer e ouvir música passa a ser um crime passível de mutilação e até mesmo morte? Parece uma distopia inventada por algum roteirista criativo demais e pervertido demais, não é mesmo? Pois foi exatamente isso o que ocorreu no continente africano, mais precisamente no Mali, em 2012. Como resistir e se rebelar contra tamanho horror? Eis o mote de They Will Have To Kill Us First (2015), emocionante documentário que o Canal Brasil exibe nesta terça (14) às 11h e nesta quinta (16) às 15h30.

A história tem origem em um golpe de estado promovido por uma aliança que se mostraria desastrosa entre membros da etnia tuareg e jihadistas islâmicos no intuito de derrubar o governo do Mali. Quando conseguem seu intento, as alas mais radicais da parceria, ligadas a organizações funestas como Al Qaeda e Estado Islâmico, assumem a ponta da ação e tomam conta do norte do país, incluindo cidades importantes como Timbuktu e Gao.

Como sempre costuma ocorrer quando milícias armadas e religiosos fanáticos se unem, o novo “regime” impõe uma legislação retrógrada, repressiva e violenta intitulada Sharia. Entre outras coisas, é proibida a execução em rádios e TVs de música de quaisquer tipos, além de shows e de músicos. E é neste ponto do golpe ocorrido em 2012 que a diretora americana Johanna Schwartz centra o seu foco.

A forma encontrada por ela para abordar esse verdadeiro cenário de horrores foi dar voz a personagens da cena musical de Mali. Temos aqui a cantora Khaira Arby, apelidada por seus inúmeros fãs de Rouxinol do Norte, a cantora Disco e seu marido Jimmy (envolvido no golpe e claramente arrependido de sua ação), o emergente grupo Songhoy Blues e o músico Moussa Sidi.

Longe de suas cidades natais, eles se abrigam no sul do Mali, na cidade de Bamako, ou mesmo no país vizinho Burkina Faso, em campos de refugiados. Em comoventes depoimentos, falam sobre seu passado, suas angústias e seus sonhos de um futuro melhor durante um período de três anos.

Como rebeldes que não aceitavam a “nova ordem” imposta pelos jihadistas eram punidos com mutilações (uma delas mostrada no filme de forma chocante, provavelmente extraída de vídeo postado na internet) ou morte, a luta deles pela liberdade de expressar seus talentos se mostra difícil, porém vencedora.

Khaira e Disco conseguem organizar o primeiro show público em Timbuktu após três anos, evento realizado na raça, contra todas as dificuldades. Por sua vez, Moussa consegue retornar à cidade natal, para ver seu lar totalmente destruído pelos “revolucionários”, mas encontrando a esposa ainda viva.

O grupo Songhoy Blues, que realiza uma excitante, criativa e vibrante mistura de blues, rock e música africana, tem um destino melhor. Com o apoio dos astros Damon Albarn (Blur e Gorillaz), Brian Eno e Nick Zinner (do grupo Yeah Yeah Yeahs), conseguem gravar, na Inglaterra, seu primeiro álbum, apropriadamente intitulado Music In Exile (2015)(veja um clipe deles aqui).

O título do documentário (eles terão de nos matar primeiro) sai de um dos depoimentos dos personagens, que mostram sua devoção e comprometimento com a música. Este documentário serve não só como o registro de uma verdadeira tragédia humanitária ocorrida na sofrida África como também um potente alerta para quem se sente seguro, mesmo vendo a união de forças retrógradas, fanatizadas e violentas ampliando seus tentáculos e tomando o poder nos quatro cantos do mundo. Aconteceu (e ainda acontece!) no Mali, pode se materializar em qualquer parte do mundo, especialmente no BRASIL!

They Will Have To Kill Us First (trailler):

Veja mais um trailler do filme aqui.

Norah Jones aparece de peruca loira no clipe de Flame Twin

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Por Fabian Chacur

Em seu novo clipe, feito para divulgar o single Flame Twin, Norah Jones aparentemente resolveu ver como ficaria loira. A morena que ficou famosa inicialmente com cabelos longos e que, há uns dez anos, passou a variar entre cortes mais curtos e médios, usa em seu novo vídeo uma longa peruca loira que a deixa com um visual bastante diferente. Com sua beleza, no entanto, a moça pode fazer o que quiser em termos capilares, pois o resultado sempre será bom. Ou quase sempre, obviamente, pois errar é humano…

Flame Twin é uma balada introspectiva, com belos timbres de teclados, ótima melodia e uma interpretação envolvente por parte da estrela americana, que se incumbe dos vocais e também do piano.

O consagrado baixista John Patitucci, que gravou mais de 10 discos-solo e já tocou com gente do naipe de Wayne Shorter, Chick Corea, Al Di Meola e Dave Gruisin, é o destaque dos músicos que a acompanham aqui, com o time também incluindo Brian Blade (bateria) e Pete Remm (guitarra, sintetizador e órgão).

No clipe, a filha do saudoso músico indiano Ravi Shankar (com quem ela nunca se deu bem, por sinal) aparece contracenando com ela própria graças a efeitos especiais, em meio à natureza, com um clima bem compatível com a atmosfera intimista e meio soturna dessa bela canção.

Lançado em junho pelo selo Capitol (hoje parte do conglomerado Universal Music), o álbum que inclui este single, Pick Me Up Off The Floor está indo mal nas paradas de sucesso, tendo atingido até o momento o 87º lugar nos EUA e o 47º lugar no Reino Unido. Seria efeito da pandemia do novo coronavírus? Vale dizer que a imprensa em geral está elogiando bastante este trabalho, centrado em composições da própria Norah.

Flame Twin (clipe)- Norah Jones:

Goats Head Soup, dos Rolling Stones, volta em vários formatos

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Por Fabian Chacur

Mais um álbum dos Rolling Stones ganhará uma reedição luxuosa e repleta de formatos. Desta vez, o escolhido foi Goats Head Soup (1973), que na época atingiu o topo da parada americana e teve como faixa mais conhecida a célebre balada Angie, que no formato single também liderou os charts nos EUA. O lançamento ocorrerá no dia 4 de setembro nas plataformas digitais e em diversas configurações físicas, sendo que no Brasil a loja virtual da Universal Music (no link aqui) venderá as versões CD duplo deluxe, LP simples de vinil e fita-cassete simples.

Goats Head Soup teve suas 10 faixas originais devidamente remasterizadas. O segundo CD da edição deluxe oferece dez faixas que se dividem entre versões alternativas, outtakes e três inéditas: Criss Cross (já disponível nas plataformas digitais), Scarlett (com participações especiais de Jimmy Page e Rick Grech-das bandas Family e Blind Faith) e All The Rage.

A caixa com três CDs e um Blu-ray traz um terceiro CD intitulado Brussels Affair, gravado ao vivo em outubro de 1973 na Bélgica durante a turnê de lançamento de Goats Head Soup, com 15 faixas. O Blu-ray traz o álbum original em versão de áudio 5.1 e três clipes feitos para divulgar na época as músicas Dancing With Mr. D, Silver Train e Angie.

Como se não fosse o bastante, essa box set com três CDs e um Blu-ray ainda traz, de quebra, um livro de 120 páginas com fotos bacanas e textos analíticos dos críticos Ian McCann, Nick Kent e Daryl Easlea e quatro pôsteres reproduzindo os cartazes de shows da turnê que divulgou aquele álbum, hoje clássico.

Os fãs de vinil encontrarão versões de Goats Head Soup em LP simples, LP duplo, LP duplo com capa alternativa e vinil transparente e uma caixa com 4 LPs. Os formatos não disponíveis na loja brasileira da Universal Music podem ser adquiridas no site oficial da banda.

CONFIRA AS FAIXAS DOS PRINCIPAIS FORMATOS

CD SIMPLES

1. Dancing With Mr D

2. 100 Years Ago

3. Coming Down Again

4. Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)

5. Angie

6. Silver Train

7. Hide Your Love

8. Winter

9. Can You Hear The Music

10. Star Star

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2CD DELUXE

CD 1

1. Dancing With Mr D

2. 100 Years Ago

3. Coming Down Again

4. Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)

5. Angie

6. Silver Train

7. Hide Your Love

8. Winter

9. Can You Hear The Music

10. Star Star

CD 2
Rarities & Alternative Mixes

1. Scarlet

2. All The Rage

3. Criss Cross

4. 100 Years Ago (Piano Demo)

5. Dancing With Mr D (Instrumental)

6. Heartbreaker (Instrumental)

7. Hide Your Love (Alternative Mix)

8. Dancing With Mr D (Glyn Johns 1973 Mix)

9. Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker) – (Glyn Johns 1973 Mix)

10. Silver Train (Glyn Johns 1973 Mix)

BOX SET 3 CDS + BLU-RAY

AS FAIXAS DOS DOIS 1ºs CDs SÃO AS MESMAS DA EDIÇÃO DELUXE

CD 3 – Brussels Affair – Live 1973

1. Brown Sugar

2. Gimme Shelter

3. Happy

4. Tumbling Dice

5. Star Star

6. Dancing With Mr D

7. Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)

8. Angie

9. You Can’t Always Get What You Want

10. Midnight Rambler

11. Honky Tonk Women

12. All Down The Line

13. Rip This Joint

14. Jumpin’ Jack Flash

15. Street Fighting Man

BLU-RAY (com 10 faixas só de áudio e três com áudio e vídeo)

Dolby Atmos, 96kHz/24 bit high resolution stereo, and 96 kHz/24 bit DTS-HD Master Audio 5.1

1. Dancing With Mr D

2. 100 Years Ago

3. Coming Down Again

4. Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker)

5. Angie

6. Silver Train

7. Hide Your Love

8. Winter

9. Can You Hear The Music

10. Star Star

+ Original videoclipes: Dancing With Mr D, Silver Train e Angie

Ouça Criss Cross, dos Rolling Stones:

Biquini Cavadão exibe nesta quinta (9) show gravado em 2018

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Por Fabian Chacur

Com o cenário de shows e festivais paralisado por causa da pandemia do novo coronavírus, os artistas estão investindo em novas formas de manter contato com seus fãs. As lives são uma delas. Outra atividade que tem se tornando frequente é a exibição, em redes sociais, de material inédito ou raro. O Biquini Cavadão se encaixa na segunda opção. O grupo carioca com 35 anos de estrada apresentará nesta quinta (9), a partir das 20h, em seu canal no Youtube (nesse link aqui) o show Ilustre Guerreiro ao Vivo.

Gravado ao vivo em 1º de dezembro de 2018 no Teatro Bradesco em São Paulo, o show flagra o início da turnê de divulgação do álbum Ilustre Guerreiro, no qual a banda carioca releu de forma personalizada oito composições de seu padrinho musical, Herbert Vianna. A tour invadiu 2019 e os levou a mais de 80 cidades pelo Brasil afora, além de duas performances nos EUA.

O show traz as músicas do álbum entremeadas com sucessos da banda como Zé Ninguém, Vento Ventania e Tédio. Em cena, Bruno Gouveia (vocal), Coelho (guitarra), Miguel Flores da Cunha (teclados) e Álvaro Birita (bateria) contam com o apoio de Marcelo Magal (baixo) e Walmer Carvalho (sax e flauta). Esta apresentação já foi exibida pelo canal a cabo Music Box Brasil.

Vale registrar que já está disponível nas plataformas digitais a versão em áudio do show, que tem como acréscimo mais três composições de Herbert Vianna em versões de estúdio- Fui Eu, Caleidoscópio e Quase Um Segundo.Na apresentação do show nesta quinta (9), serão entremeadas mensagens dos integrantes do grupo gravadas em suas casas durante o isolamento social.

Ouça Ilustre Guerreiro ao Vivo em streaming:

Grateful Dead lança versões inéditas de Workingman’s Dead

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Por Fabian Chacur

Entre os mais importantes grupos da história do rock, o Grateful Dead é certamente um dos com a mais extensa discografia. São mais de 200 itens, que incluem trabalhos de estúdio, outtakes e gravações ao vivo registradas durante seus 30 anos de existência. E o arquivo ainda traz coisas inéditas. A Warner Music acaba de disponibilizar nas plataformas digitais The Angel’s Share, com material nunca antes lançado referente às sessões de gravações do álbum Workingman’s Dead.

Lançado em 14 de junho de 1970, Workingman’s Dead é o quarto álbum de estúdio da banda americana, e marca uma investida em canções no estilo country-folk-rock e em vocalizações, saindo um pouco da sonoridade psicodélica que os marcou em sua fase inicial. O resultado agradou ao público, e atingiu o 27º posto na parada ianque, conseguindo ótimas vendagens e rendendo a eles discos de ouro e platina referentes a mais de um milhão de cópias comercializadas.

The Angel’s Share mostra exemplos da progressão de cada uma das oito faixas originais do álbum, desde suas fases iniciais até a formatação definitiva, com direito a conversas entre os integrantes da banda e seus produtores neste trabalho, Bob Matthews e Betty Cantor-Jackson. São mais de duas horas de gravações, garimpadas por Brian Kehew (engenheiro de som) e Mike Johnson (arquivista) em meio a dezenas de fitas recém descobertas no acervo da banda liderada pelo saudoso Jerry Garcia (1942-1995).

Para quem curte essa fase da banda, vale lembrar que também está sendo lançada no exterior, no formato CD triplo, a 50th Anniversary Edition de Workingman’s Dead, que traz uma versão remasterizada do álbum e mais o registro de um show no Capitol Theater, Port Chester, Nova York, em 1971, com canções deste LP e também do posterior, American Beauty, que saiu em novembro de 1970 e segue a mesma sonoridade de Workingman’s Dead.

Eis as faixas de Workingman’s Dead: The Angel’s Share:

Uncle John’s Band (Session) – total playing time 10:15
1. False Start 1 (Not Slated)
2. Breakdown (Not Slated)
3. False Start 2 (Not Slated)
4. Complete Track (Not Slated)
5. Take 6 Breakdown (Slated)
6. Take 7 Breakdown (Slated)

High Time (Session) – total playing time 16:00
7. Breakdown 1 (Not Slated)
8. Breakdown 2 (Not Slated)
9. Take 3 Breakdown (Slated)
10. Complete Track 1 (Not Slated)
11. Studio Chatter
12. Complete Track 2 (Not Slated)
13. Take 6 Breakdown (Slated)
14. Take 7 Breakdown (Slated)

Dire Wolf (Session) – total playing time 26:54
15. Breakdown 1 (Not Slated)
16. Complete Track 1 (Not Slated)
17. Complete Track 2 (Not Slated)
18. Take 2 Breakdown (Slated)
19. Take 3 False Start & Breakdown (Slated)
20. Breakdown 2 (Not Slated)
21. Take 6 Breakdown (Slated)
22. Breakdown 3 (Not Slated)
23. False Starts 1 (Not Slated)
24. Breakdown 4 (Not Slated)
25. False Starts 2 (Not Slated)
26. Complete Track 3 (Not Slated)
27. Complete Track With Vocals (Not Slated)
28. False Start 3 (Not Slated)

New Speedway Boogie (Session) – total playing time 29:12
29. Demo With Acoustic Guitar, Drums & Vocals (Not Slated)
30. Complete Track With Vocals 1 (Not Slated)
31. Take 2 Breakdown With Vocals (Slated)
32. Take 3 Breakdown With Vocals (Slated) 33. Slated Take 3 breakdown with vocals
33. Mis-named As Take 3 False Start With Vocals (Slated)
34. Take 4 Complete With Vocals & Lead Guitar (Slated)
35. Arranging Take With Vocals (Not Slated)
36. Breakdown With Vocals 1 (Not Slated)
37. Breakdown With Vocals 2 (Not Slated)
38. Complete Track With Vocals 2 (Not Slated)
39. Take 8 Complete With Vocals (Slated)

Cumberland Blues (Session) – total playing time 3:26
40. Various Breakdowns & Take 9 (Slated)

Black Peter (Session) – total playing time 20:17
41. Breakdown 1 (Not Slated)
42. Breakdown 2 (Not Slated)
43. Studio Chatter
44. Breakdown 3 (Not Slated)
45. Breakdown 4 (Not Slated)
46. Complete Track With Vocals (Not Slated)

Easy Wind (Session) – total playing time 35:29
47. Complete Track With Vocals 1 (Not Slated)
48. Breakdown With Vocals 1 (Not Slated)
49. Breakdown With Vocals 2 (Not Slated)
50. Breakdown With Vocals 3 (Not Slated)
51. Breakdown With Vocals 4 (Not Slated)
52. Complete Track With Vocals 2 (Not Slated)
53. False Starts & Breakdowns With Vocals (Not Slated)
54. Incomplete Track With Vocals (Not Slated)
55. Take 17 With Vocals (Slated)
56. Take 18 Breakdown With Vocals (Slated)
57. Take 19 Breakdown With Vocals (Slated)
58. Take 20 With Vocals (Slated)
59. Take 21 False Start With Vocals (Slated)
60. Take 22 Breakdown With Vocals (Slated)
61. Take 23 Breakdown With Vocals (Slated)

Casey Jones (Session) – total playing time 10:37
62. Breakdown 1 (Not Slated)
63. Breakdown 2 (Not Slated)
64. Complete Track With Vocals (Not Slated)

Ouça Workingman’s Dead na íntegra em streaming:

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