Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Page 2 of 268

Griswolds dá um toque punk a hits das trilhas de animações

griswolds-promo2-400x

Por Fabian Chacur

Várias das músicas mais populares de todos os tempos saíram das trilhas das animações, antigamente chamadas de “desenhos animados”. São aquelas melodias que todos conhecem, e cujas letras acompanhamos juntos. Pois o grupo Griswolds teve a ideia de reunir 12 desses petardos em seu novo CD, Punkidz. O título entrega a intenção do trio: os hits aparecem em inusitadas versões punk rock.

Criada e sediada na cidade de Jaú (SP), a Griswolds pensou inicialmente em Punkidz como um show, mas durante sua gestação, ficou claro que o resultado merecia virar um CD, o que ocorreu após um ano e meio do início de tudo. E outra coisa ficou clara nesse processo criativo: o ideal seria gravar as versões em português das músicas, e não as originais em inglês, como costumam fazer em seus discos e shows.

“Até gravamos You’ll Be In My Heart (da trilha de Tarzan, hit de Phil Collins), mas logo percebemos que a maioria das pessoas conhece e canta essas músicas nas versões dubladas em português das animações, e ficou legal, pois é algo diferente do que a gente faz habitualmente”, explica o vocalista e guitarrista Fernando Lazzari, que integra o grupo com o irmão Alexandre (bateria) e o cunhado Naka (baixo).

Além da música do ex-cantor e baterista do Genesis (cuja versão em inglês encerra o álbum, como faixa-bônus), temos canções de animações desde clássicos dos anos 1960 até os atuais, incluindo A Bela e a Fera, Mogli, Toy Story e O Rei Leão. A curiosidade é a divertida A Canção dos Gatos Siameses, de A Dama e o Vagabundo. “Queríamos uma canção de vilões, e essa se encaixou perfeitamente”, justifica Fernando.

O show de lançamento de Punkidz, que teve uma bela prévia no último dia 26 de julho no Cinema Municipal de Jaú, com casa cheia e ótima acolhida por parte do público, traz músicas do novo CD, algumas dos anteriores e uma ou outra ainda não gravada pelo trio. “Cada uma é ilustrada por um vídeo com cenas das animações”, explica o músico.

Criado em 2010, o grupo, que foi batizado com o sobrenome da família do filme Férias Frustradas, surgiu como um projeto paralelo do grupo de canções próprias e covers Estado de Shock, que lançou um LP/CD em 1993 e durou de 1990 a 2011. Inicialmente, o trio apenas gravava as músicas, até que realizou seu primeiro show em maio de 2011.

A Griswolds fica numa espécie de fronteira entre banda cover e de material próprio, pois se só toca canções alheias, sempre faz isso com arranjos originais, criativos e distantes dos gravados originalmente por seus criadores. “Não ligo de nos chamarem de banda cover, mas a gente procura fazer as nossas versões, com a nossa pegada, fugindo do óbvio e trazendo coisas inusitadas”, comenta Fernando.

Durante esses oito anos de existência, a Griswolds conseguiu criar um público fiel em sua cidade natal, e também tem no currículo várias apresentações no estado de São Paulo, em cidades como Campinas, Bertioga, Registro e Presidente Prudente, além de conseguir boa repercussão através das redes sociais.

Para saber mais sobre a banda, entre aqui.

A Bela e a Fera (clipe)- Griswolds:

Vânia Bastos volta a SP com a homenagem a Pixinguinha

VâniaBastos-MarcosPaiva-concerto-a-pixinguinha-400x

Por Fabian Chacur

Desde sua estreia, em abril de 2013, o show Concerto Para Pixinguinha, de Vânia Bastos e Marcos Paiva, não só passou por palcos nobres e plateias idem como também gerou o elogiadíssimo CD homônimo (leia a resenha de Mondo Pop aqui). Com novo cenário e figurinos, o espetáculo volta a São Paulo nesta terça(7) às 21h no Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, nº 740- Campos Elísios- fone 0xx11-3226-7300), com ingressos custando de R$ 30,00 a R$ 80,00.

O show, assim como o CD, oferecem ao público uma caprichada seleção de clássicos do repertório de Pixinguinha (1897-1973), um dos nomes mais importantes da história da nossa música popular, dono de uma obra densa e deliciosa. Aquela incrível combinação de letras poéticas e melodias que, embora sofisticadas, tem o eterno dom de cativar os ouvintes de todas as faixas etárias e classes sociais. Vânia e Paiva souberam reler essas canções com reverência e ousadia.

Vânia terá a seu lado no show o Marcos Paiva Quarteto, integrado por seu experiente líder no contrabaixo, arranjos e direção musical, Cesar Roversi (sax tenor e soprano, clarinete e flauta), Jônatas Sansão (bateria) e Nelton Essi (vibrafone). Canções como Rosa, Carinhoso, Isso É Que É Viver e Urubu Malandro são alguns dos destaques. O CD foi lançado pelo selo Conexão Musical, de Fran Carlo e Petterson Melo, em parceria com a gravadora Atração Fonográfica.

Após ter se destacado na primeira metade dos anos 1980 como integrante da célebre banda Sabor de Veneno, de Arrigo Barnabé, Vânia Bastos lançou seu primeiro álbum solo em 1986. Desde então, firmou-se como intérprete talentosa e de muito bom gosto na seleção de repertório, dedicando projetos a Edu Lobo, Tom Jobim, Caetano Veloso, Clube da Esquina e Pixinguinha, firmando-se como dona de uma das mais consistentes carreiras entre as melhores cantoras brasileiras.

Concerto Para Pixinguinha- Vânia Bastos e Marcos Paiva:

Joyce Moreno relê seu álbum de estreia de forma sublime

joyce moreno 50 capa-400x

Por Fabian Chacur

Como forma de comemorar seus 50 anos de carreira e 70 de vida, ambas muito bem vividas, Joyce Moreno teve uma ideia bem interessante. A cantora, compositora e violonista carioca resolveu regravar na íntegra o seu álbum de estreia, lançado em 1968 e autointitulado. Uma forma de concretizar aquele pensamento que às vezes temos, do tipo “como eu teria feito o que fiz aos 20 anos com a maturidade de hoje?” O resultado é o CD 50, lançado pela Biscoito Fino.

Joyce, o álbum, equivale a uma estreia promissora, mas com algumas arestas, especialmente se levarmos em conta o que essa incrível artista faria nos anos posteriores ao seu lançamento. Os arranjos orquestrais são classudos, mas nem sempre adequados, e sua voz soava afinada, mas sem a personalidade e a forte assinatura própria que os anos de estrada bem aproveitados lhe proporcionariam. De quebra, com seu violão sem destaque, só como pano de fundo.

Em 50, o excelente repertório do disco de 1968 recebe um tratamento mais minimalista, embora sofisticado e criativo, tendo como estrutura básica a incrível banda que a acompanha há muitos anos, formada por ela na voz e violão, o marido Tutty Moreno na bateria, Rodolfo Stroeter no contrabaixo e Hélio Alves no piano. Um time entrosadíssimo que se entende perfeitamente, com muito swing e sem nunca pecar pelo excesso. As canções mandam, sempre.

Temos também diversos convidados especiais que se encaixam feito luva nas faixas das quais participam. Gente do porte de Francis Hime, André Mehmari, Marcos Valle, Danilo Caymmi, Roberto Menescal, Zélia Duncan, Fabio Peron e Pedro Miranda. Em quatro faixas, Joyce deixa seu icônico violão de lado e se concentra nos vocais, dando aos convidados a tarefa de assinar esses arranjos musicais.

O resultado mescla bossa nova, samba, chorinho e canções com sutileza, categoria, swing e aquele jeito solto que marca o melhor da obra da autora de Feminina, Mistérios e tantos outros clássicos da MPB. Composições próprias como Não Muda Não e Me Disseram convivem bem com canções de então jovens amigos como Paulinho da Viola, Toninho Horta, Francis Hime, Marcos Valle e Ruy Guerra.

Há momentos particularmente arrepiantes, como Anoiteceu, parceria de Francis Hime e Vinícius de Moraes lançada naquele álbum de estreia e que faria sucesso em 1978, quando Hime a regravou em seu álbum Passaredo e a mesma entrou na trilha de novela global Sinal de Alerta, e Bloco do Eu Sozinho, de Marcos Valle e na qual o autor faz uma participação simplesmente perfeita nos teclados e arranjo.

No papel de faixas-bônus, temos duas composições inéditas que trazem em suas letras uma espécie de diálogo com a Joyce de 1968 e uma declaração de intenções da atual Joyce Moreno. A primeira é Com o Tempo, parceria dela com Zélia Duncan e belo dueto dessas talentosas artistas. A segunda, que fecha o álbum, é a irresistível A Velha Maluca, na qual a artista esbanja bom humor e deixa claro que ainda vem muita coisa pela frente. Como duvidar disso?

No fim das contas, 50 serve como bela recriação para aquele primeiro LP, mostrando ao mesmo tempo um presente incrível apontado para um futuro que promete muita coisa boa. Sem nunca ter se traído em termos artísticos, Joyce Moreno construiu uma carreira respeitada no Brasil e no exterior. Quem apostou naquela talentosa menina de 1968, como o saudoso Vinícius de Moraes, deve se orgulhar dessa trajetória repleta de luz e som do bom. Que bela “Velha Maluca” de responsa aquela jovem morena promissora se tornou!

Bloco do Eu Sozinho– Joyce Moreno:

Izzy Gordon mostra seu novo álbum com show em Sampa

Izzy Gordon _ Crédito_ Gabriel Wickbold-400x

Por Fabian Chacur

A garota tem sangue nobre na área musical. Filha do excelente cantor Dave Gordon, sobrinha da inesquecível Dolores Duran… No entanto, a moça em questão, a cantora Izzy Gordon, há muito dispensa esses atributos como forma de ser reconhecida, pois seu talento gerou belos frutos nessas mais de três décadas de carreira. Ela mostra em São Paulo o seu novo trabalho, o álbum Pra Vida Inteira, com show nesta quinta (2) às 21h no Sesc 24 de Maio (rua 24 de Maio, nº 109- Centro- fone 0xx11-3350-6300), com ingressos de R$9,00 a R$ 30,00.

Pra Vida Inteira, já disponível nas principais plataformas digitais, é o quarto álbum solo de Izzy, cuja carreira começou a deslanchar após sua participação com destaque no premiado musical Emoções Baratas, dirigido no fim dos anos 1980 pelo diretor José Possi Neto. O trabalho traz oito faixas, sendo cinco inéditas e três releituras.

As recriações são Lata D’Água, hit de Elza Soares, Boa Noite, de Djavan, e Ideias Erradas, parceria de Dolores Duran com J. Ribamar. Entre as inéditas, temos Together, parceria dela com seu diretor musical neste trabalho, o excelente tecladista e arranjador Rogerio Rochlitz. A mixagem e gravação do álbum ficaram a cargo de outro cara talentoso e experiente, Alexandre Fontanetti.

No show desta quinta, Izzy terá a seu lado os músicos que gravaram com ela: Rogerio Rochlitz (teclados), Gilberto de Syllos (baixo) e Thiago Silva (bateria). Farão participações especiais o cantor Tony Gordon, irmão da intérprete, e o lendário trombonista Bocato. Bom elenco para acompanhar uma cantora que já recebeu elogios de Bono (com o qual até deu uma canja) e Quincy Jones.

Lata D’Agua/Pra Vida Inteira– Izzy Gordon:

Wander Taffo homenageado com um show em São Paulo

wander taffo-400x

Por Fabian Chacur

Wander Taffo (1954-2008) se foi há 10 anos, mas nos deixou um belo legado. Seu trabalho como guitarrista em bandas como Rádio Taxi, Banda Taffo, Joelho de Porco, Made in Brazil e acompanhando Rita Lee, Guilherme Arantes, Marina Lima e outros entrou para os anais do pop-rock brasileiro. Neste sábado (4) em São Paulo, às 21h30, será realizado em sua homenagem o show Viva Wander Taffo, na Comedoria do Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, nº 1.000- Belenzinho- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos a R$ 10,00 e R$ 20,00.

Além de grande músico e um ser humano adorável, Wander Taffo também se destacou na área da educação musical ao criar a IG&T (Instituto de Guitarra e Tecnologia), moderna escola de música situada em São Paulo no bairro do Jabaquara que ajudou a desenvolver muitos talentos. Uma pena ter nos deixado de forma tão prematura. Mas a música que criou permanece presente.

O show no Sesc Belenzinho reunirá ótimos músicos, sendo que alguns tocaram com ele. O elenco traz Maurício Gasperini (vocal, ex-Rádio Taxi), Marco Bavini (voz e violão), Edu Ardanui (guitarra), Ivan Busic (bateria e vocal, ex-Banda Taffo), Andria Busic (baixo e vocal, ex-Banda Taffo) e Tiago Mineiro (teclados).

No repertório, teremos músicas das várias fases da carreira de Taffo, entre as quais Me Dê Sua Mão, Olhos de Neon, Pra Dizer Adeus, Vento Sol e também hits do Rádio Taxi (possivelmente Garota Dourada e Você se Esconde farão parte do set list), certamente a banda mais popular entre as quais integrou como um de dos líderes.

Me Dê a Tua Mão– Banda Taffo:

Karla Bonoff lançará disco de estúdio com boas novidades

karla bonoff-400x

Por Fabian Chacur

A excelente cantora, compositora e musicista americana Karla Bonoff (saiba mais sobre ela aqui) divulgou em seu site oficial que em breve lançará um novo trabalho. Trata-se de Carry Me Home, CD independente que será o seu primeiro trabalho de estúdio desde New World (1988) e em qualquer configuração desde o duplo ao vivo Karla Bonoff Live (2007).

Carry Me Home trará 16 faixas, sendo 13 delas releituras de músicas importantes do repertório da artista, entre as quais Home, Someone To Lay Down Beside Me, All My Life e Tell Me Why , e três novidades. São elas a releitura de Something Fine, lançada pelo autor Jackson Browne em seu autointitulado álbum de estreia, de 1972, Carry Me Home, composição inédita de Karla, e On My Way To Heaven, do saudoso Kenny Edwards (1946-2010), que trabalhou com ela por mais de duas décadas.

O formato da gravação foi bem minimalista. Além da protagonista nos vocais e piano, temos a guitarrista Nina Gerber, e em alguns momentos os vocais de Glenn Phillips, cantor e líder da banda de rock alternativo Toad The Wet Sprocket, que fez sucesso especialmente durante a década de 1990. Vale informar que Bonoff tem feito vários shows nesse formato voz, piano e guitarra em sua fase mais recente, sempre com ótima repercussão por parte do público.

Conheça as faixas de Carry Me Home:

Home

All My Life

Carry Me Home

Tell Me Why

Rose In the Garden

Something Fine

Wild Heart of the Young

All the Way Gone

New World

On Your Way To Heaven

Daddy’s Little Girl

Restless Nights

Goodbye My Friend

Someone To Lay Down Beside Me

Lose Again

The Water Is Wide

All My Life- The Best Of Karla Bonoff (em streaming):

Tony Babalu toca com o swing roqueiro na Sala Olido-Sampa

Tony Babalu - Foto Marcos Kishi-400x

Por Fabian Chacur

Em 2017, Tony Babalu lançou um dos melhores discos de qualquer estilo musical no Brasil naquele ano, o envolvente e criativo Live Sessions II (leia a resenha de Mondo Pop aqui). Além de boas críticas, ele recebeu o troféu Catavento, idealizado pelo histórico produtor musical Solano Ribeiro em parceria com a Rádio Cultura. Ele fará show em São Paulo nesta sexta-feira (3) às 19h na Sala Olido (avenida São João, nº 473- Centro- fone 0xx11-3331-8399), com entrada gratuita.

Na ativa desde a década de 1970, o guitarrista, compositor e produtor conseguiu nesses anos todos se consolidar como um dos melhores músicos de rock do Brasil. Além de ter tocado com a banda Made In Brazil e produzir trabalhos de diversos artistas, ele desenvolveu uma carreira solo dedicada ao rock instrumental, conseguindo a proeza de cativar os fãs de ousadia técnica com uma sonoridade capaz de agradar qualquer pessoa que curta rock, sem complicações.

Em seu show na Sala Olido, localizada no Centro Cultural Olido, Babalu mostrará músicas do mais recente álbum, do anterior, o também excelente Live Sessions At Mosh (2014- leia a resenha de Mondo Pop aqui) e também material inédito. Tocarão com ele Adriano Augusto (teclados), Leandro Gusmão (baixo) e Percio Sapia (bateria).

In Black (ao vivo)- Tony Babalu:

Jorge Ailton lança o seu 3º CD solo com “arembi” elegante

Jorge Ailton 4-400x

Por Fabian Chacur

O cantor, compositor e músico carioca Jorge Ailton iniciou a sua trajetória profissional há 19 anos, tocando na banda de Sandra de Sá. Desde então, além de acompanhar artistas do calibre de Mart’nália, Toni Garrido, Paula Toller e Lulu Santos (com quem toca há oito anos), ele também investe em uma carreira solo que acaba de gerar seu terceiro fruto, o álbum Arembi, lançado pela gravadora Lab 344.

O título do CD (também disponível nas plataformas digitais), uma transcrição fonética adaptada do original r&b (rhythm and blues) é uma forma criativa de explicitar o desejo de Ailton em termos musicais.

“O título do álbum parece um nome suburbano, aquela coisa colaborativa. O r&b, o soul, são na verdade sotaques, como o samba; ouvi isso a vida inteira, frequentei os bailes, os ambientes, curti as variações desse estilo musical, via o pessoal dançar, aí surgiu naturalmente a minha forma de mostrar essa sonoridade”, explica.

Arembi traz 11 músicas, sendo cinco só dele e outras seis escritas com parceiros como Lulu Santos, Ronaldo Bastos, Fernanda Abreu e Hyldon. “Esse disco é como se eu tivesse chegado em casa, enquanto nos discos anteriores (O Ano 1, de 2010, e Canções em Ritmo Jovem, de 2013) eu ainda estava no caminho. Agora eu me sinto mais à vontade”.

O baixista considera muito importante as experiências que teve integrando bandas de apoio de outros artistas. “Acho que o mais bacana do artista é manter a antena sempre ligada. Procuro pegar o que cada artista que acompanhei tem de bom, como a explosão da Sandra e da Mart’nália, a organização do Lulu… Peguei um pouquinho de como cada um deles lida com as suas carreiras e procurei aprender, além de trazer coisas para a minha própria”.

A ideia de Jorge Ailton é conciliar a carreira solo com o trabalho com outros artistas enquanto for possível. “Acho uma tendência normal no futuro ser só artista solo, mas continuo fazendo as duas coisas. O escritório do Lulu é muito bem organizado, e ele sempre dá muito espaço para quem toca com ele, sabe reconhecer talentos. O Davi Moraes, por exemplo, também concilia o trabalho solo com atuação em bandas de outros cantores”.

As onze faixas de Arembi investem em várias tendências da black music de forma envolvente. “Acho que o meu som tem uma sensualidade elegante que mistura sons eletrônicos e orgânicos; esse é um disco feito com amigos, todos os envolvidos tem uma vida pregressa comigo, como o Mondego (produtor do CD), que conheço há mais de 20 anos”.

Isso Que Não Tem Nome (clipe)- Jorge Ailton:

Fernanda Takai lança clipe de Estrada do Sol e fará um show

Fernanda_Takai_por_Weber_Padua_(6)cp-400x

por Fabian Chacur

Já está no ar o clipe de Estrada do Sol, uma das faixas de O Tom da Takai, novo trabalho solo de Fernanda Takai que está disponível em CD e nas plataformas digitais pela gravadora Deck e em vinil e fita cassete pela Polysom. O álbum traz composições de Tom Jobim, e conta com produção e participação de dois craques da bossa nova, Roberto Menescal e Marcos Valle.

As cenas do clipe foram registradas em um estúdio durante as gravações do disco, e mostram em cena, além da cantora do Pato Fu, os músicos Roberto Menescal (guitarra), Marcos Valle (Rhodes),João Cortez (bateria), Adriano Giffoni (baixo) e Adriano Souza (piano, vibrafone e órgão), um time afiadíssimo que dá a Estrada do Sol uma levada latina deliciosa que a voz suave da cantora complementa com categoria.

Fernanda mostrará o repertório de O Tom da Takai em show no Rio de Janeiro que será realizado dia 3 de agosto (sexta) no Blue Note Rio (avenida Borges de Medeiros, nº 1.424- Lagoa- fone 0xx21-3799-2500), com ingressos a R$ 75,00 (meia) e e R$ 150,00 (inteira) por sessão. Sim, teremos duas sessões no mesmo dia, uma às 20h e a outra às 22h30.

Estrada do Sol (clipe)- Fernanda Takai:

Chico Lobo /Zé Alexandre em show de lançamento de CD

chico lobo e ze alexandre-400x

Por Fabian Chacur

Há não muito tempo, o cantor, compositor e violeiro Chico Lobo iniciou uma parceria com o cantor, compositor e violonista Zé Alexandre. O encontro gerou a música Esperança. Era o pontapé inicial do que viria a ser o CD Tempo de Paz, lançado pela gravadora Kuarup. Eles vão mostrar o repertório desse trabalho em pocket show nesta quinta-feira (26) em São Paulo às 19h30 na Livraria da Vila (rua Fradique Coutinho, nº 915- Pinheiros- fone 0xx11-3814-5811), com entrada gratuita.

Centrado em sonoridades da música rural brasileira e essencialmente acústico, Tempo de Paz traz 11 faixas, sendo três parcerias de Lobo e Alexandre, seis composições deles (solo ou com outros parceiros) e duas releituras. Uma é Bandolins, de Oswaldo Montenegro, que Zé Alexandre apresentou ao lado do autor no Festival da Tupi de 1979 com grande sucesso, e a outra é Cruzada, dos craques mineiros integrantes do Clube da Esquina Tavinho Moura e Márcio Borges.

Delicioso, o álbum flui com facilidade nos ouvidos, com destaque para a endiabrada viola de Chico e para as belas vozes dos dois parceiros. Suas composições em dupla são muito boas: Esperança, Tempo de Paz e Estradar. As letras trazem poesia de primeira. Participam do álbum músicos como Milton Guedes (gaita), Carlinhos Ferreira (percussão) e Sérgio Chiavazolli (violão de 12 cordas e bandolim).

Com mais de 30 anos de carreira e natural de São João Del Rey (MG), Chico Lobo tem mais de 20 CDs, dois DVDs e um livro lançados, além de ter feito shows pelo Brasil e vários outros países. De quebra, ainda tem no currículo trabalhos com Maria Bethânia, que escolheu sua composição Criação para o DVD Abraçar e Agradecer e ainda participou do álbum Viola de Mutirão, do músico, interpretando a canção Maria, feita em homenagem à estrela baiana.

Nascido no Rio de Janeiro e criado em Brasília, Zé Alexandre tornou-se conhecido nacionalmente ao interpretar Bandolins com Oswaldo Montenegro, de quem virou parceiro em inúmeros shows e projetos. A seguir, mergulhou em uma carreira solo que já rendeu quatro álbuns, entre os quais Alma de Músico e Zé Alexandre Ao Vivo. Recentemente, lançou o CD e livro infantil Pedrinho e o Formigueiro, do qual participaram Sandra de Sá, Luis Melodia, Oswaldo Montenegro e Eduardo Dussek, entre outros.

Caipira (ao vivo)- Chico Lobo:

« Older posts Newer posts »

© 2018 Mondo Pop

Theme by Anders NorenUp ↑