Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

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Sai a primeira amostra da bela parceria Ney+Nação Zumbi

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Por Fabian Chacur

Desde que foi anunciada, a parceria entre Ney Matogrosso e Nação Zumbi se tornou uma das mais esperadas no cenário musical brasileiro de 2017. E não é para menos. Estarão juntos o vocalista do mais bem-sucedido grupo de rock do Brasil dos anos 1970, os Secos & Molhados, com a banda que chacoalhou o limoeiro nos anos 1990, a Nação. E acaba de ser divulgado o primeiro registro dessa bela dobradinha desde já histórica, Amor, que você pode ouvir e conferir aqui.

A gravação de Ney com a Nação foi realizada no Red Bull Studio São Paulo, durante ensaios que os caras fazem para o show. O resultado captou uma bela amostra do quão explosiva promete ser essa combinação, cujos termos foram explicados pelo baterista Puppilo, da Nação, para o site da Red Bull: “A gente propôs mexer com os dois discos do Secos e Molhados e o Ney falou que quer as músicas mais porrada da Nação. Então foi bacana porque houve uma troca de desejos”.

Puppilo se refere aos dois primeiros álbuns de estúdio dos Secos & Molhados, autointitulados e lançados respectivamente em 1973 e 1974. Por sua vez, Ney afirmou ao mesmo site que fazer algo com a Nação Zumbi era um desejo antigo, e que o projeto também vai englobar o que ele definiu como as faixas mais explosivas do grupo pernambucano.

Ney Matogrosso e Nação Zumbi estarão juntos no palco Sunset do Rock in Rio no dia 22 de setembro, em apresentação concebida especialmente para o evento. Tomara que isso seja registrado e lançado nos formatos físicos e digitais, pois já soa histórico mesmo antes de sua concretização.

Prévia sobre o show Ney Matogrosso + Nação Zumbi:

Pedro Batistélla capricha bem no formato físico em 1º álbum

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Por Fabian Chacur

Em uma época na qual muita gente opta por não lançar seus trabalhos no formato físico, Pedro Batistélla navega na contramão e nos oferece Lúcido, seu primeiro álbum, no formato CD. Com direito a embalagem digipack, encarte com letras e informações sobre as gravações e tudo o que o fã mais minucioso tem direito. “Amo o formato físico, sou muito ligado a essa parte visual do CD, das fichas técnicas, era importante nesse momento da minha carreira fazer um disco físico”, justifica.

Com distribuição a cargo da Tratore e também disponível nas plataformas digitais, o trabalho de estreia deste cantor e compositor nascido em Bebedouro (SP) e desde 2010 radicado em São Paulo (SP) selecionou as 8 faixas do disco em um universo de 40 composições. “É um disco mais orgânico e muito pessoal, o meu cartão de visitas; é muito sentimental, com melancolia, mas com um pouco de esperança, uma espécie de pop orquestral”, define o artista.

Um dos destaques do álbum, extremamente bem produzido e com uma sonoridade consistente que reporta à chamada nova MPB, pop internacional, r&b e até jazz, fica por conta da parceria com Roberta Campos na faixa Recomeçar de Vez, na qual ela também marca presença cantando. “Demoramos um oito meses para finalizar essa parceria. Ela adorou a melodia que eu mandei e fizemos essa parceria; ela tem uma emoção muito verdadeira em sua voz e trabalho”.

O disco poderia ter tido uma participação mais do que especial, a da estrela americana de r&b Macy Gray, mas isso não teve como ser concretizado por questões burocráticas e financeiras, segundo Pedro. “Conheci ela em 2014 no backstage de um show aqui no Brasil, e em agosto de 2015, fiquei dois dias no estúdio com a Macy, durante as gravações do CD The Way-Deluxe Version; ela me mandou depois uma carta com três páginas me incentivando”.

No momento, Batistélla prepara o show de divulgação do disco, adaptando-o para os palcos. “O estúdio é um ambiente controlado, enquanto o ao vivo é novidade para mim, pois já fiz shows, mas não com o meu trabalho autoral”, explica. Além da canção gravada com Roberta Campos, ele também está divulgando Todo Dia nessa fase inicial de lançamento do CD. “Acho que é uma canção mais solar, mas adequada para abrir a divulgação do álbum”, justifica.

Recomeçar de Vez– Pedro Batistélla e Roberta Campos:

Almir Guineto, belo craque do samba, nos deixa aos 70 anos

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Por Fabian Chacur

Lá pelos idos de 1998, eu era colaborador da extinta revista Cavaco, especializada em samba, e tive a oportunidade de entrevista Almir Guineto no apartamento onde ele morava na época, no bairro de Santa Cecília, em São Paulo. De forma hospitaleira, o cara me ofereceu um suco. Como estava um calor daqueles, tomei rapidinho, e ele me ofereceu outra dose logo a seguir, com a frase clássica: “toma mais, porque por esse preço…”. Essa figuraça infelizmente nos deixou nesta sexta-feira (5), aos 70 anos.

Almir Guineto nasceu no Rio de Janeiro em 12 de julho de 1946, e é cria do Salgueiro. Nos anos 1970, no entanto, também passou a frequentar a sede do Bloco Cacique de Ramos, onde se enturmou e fez amizade com figuras emergentes do porte de Zeca Pagodinho, Ubirany, Bira Presidente e outros do mesmo porte. No fim daquela década, ele integrou por um curto período de tempo dois grupos. O primeiro foi os Originais do Samba, de Mussum e Cia, fundado pelo seu irmão Chiquinho e que gravou algumas de suas composições.

O Grupo Fundo de Quintal completa a dobradinha. Guineto marcou presença no primeiro álbum desse verdadeiro Butantã do samba (só tinha e só tem cobras), Samba é No Fundo de Quintal (1980). Vale lembrar que ele foi a rigor o músico que introduziu o banjo no samba, uma das várias inovações geradas pelo Fundo de Quintal. Ou seja, fica difícil qualificar o trabalho dele como “samba de raiz”, pois, embora tivesse forte ligação com as tradições deste gênero musical, ele no entanto apostou nas inovações e ajudou-o a progredir ainda mais.

Em 1981, fez muito sucesso com a música Mordomia, que defendeu no Festival MPB-Shel de 1981, da Globo, faixa de destaque de seu primeiro álbum solo, O Suburbano, lançado naquele mesmo ano pela efêmera divisão brasileira da gravadora K-Tel. Em 1985, estourou com Jiboia, e depois com Caxambu e diversas outras, em seus trabalhos individuais, sempre com sua voz grave e repleta de swing e personalidade, ora apostando no bom humor, ora no romantismo.

Grande amigo de Zeca Pagodinho, ele inclusive gravou em 1999 um autointitulado álbum pela Universal Music graças à indicação do parceiro. Ótimo interprete, ele no entanto teve mais sucesso como compositor, tendo sido parceiro na autoria de maravilhas do porte de Coisinha do Pai, Corda no Pescoço, Pediu ao Céu e inúmeras outras, gravadas por Beth Carvalho, Alcione, Zeca e outras feras do samba. Almir foi vítima de problemas renais crônicos, agravados por diabetes. Uma dessas perdas mais do que lamentáveis. Que descanse em paz!

Mordomia– Almir Guineto:

Banda Vodu: hits e novidades em show no Sesc Belenzinho

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Por Fabian Chacur

De volta à ativa após um bom período longe dos holofotes, a banda Vodu fará neste sábado (6) às 21h30 um show no Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, nº 1.000- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos custando de R$ 6,00 a R$ 20,00. Tipo do evento imperdível para os fãs do heavy metal brasileiro, e em especial para quem deseja ver em cena uma das bandas mais badaladas da cena metálica paulistana da década de 1980.

Criada em São Paulo nos idos de 1985, o Vodu não só fez shows próprios concorridos como também abriu apresentações no Brasil de bandas importantes como Venon, Exciter, Motorhead e Nasty Savage. Atualmente, a formação do time traz André Gois (vocal), J.Luis Xinho Gemignani (guitarra), Paulo Lanfranchi (guitarra), André “Pomba” Cagni (baixo) e Sérgio Facci (bateria).

O primeiro álbum da banda, The Final Conflict (1986), foi relançado no formato CD em janeiro, e os outros, respectivamente Seeds Of Destruction (1987), No Way (1988) e Endless Trip (1989), terão o mesmo destino, todos pela gravadora Classic Metal Records, sendo que na época, saíram pela Rock Brigade Records.

Embora tenha um passado significativo, o Vodu não trará apenas lembranças desses bons tempos em seu show. Segundo o quinteto, o repertório da apresentação trará seis músicas inéditas, cinco hits oitentistas e também algumas surpresas. Eles prometem para breve um álbum de inéditas, mas não descartam um possível trabalho ao vivo.

“Estamos fazendo Heavy Metal puro, mantendo a tradição do nosso som, mesclando rapidez e quebras, mas com uma pegada atual”, acrescentou o baixista André “Pomba” Cagni, também muito conhecido como DJ e por ser o criador, há mais de 20 anos, da revista, site e fundação Dynamite, forte fomentador do rock brasileiro.

Seeds Of Destruction– Vodu (ouça em streaming):

Bandas Baleia e Drenna são as atrações do Rio Novo Rock-RJ

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Por Fabian Chacur

O projeto Rio Novo Rock (RNR), que uma vez por mês agita o cenário rock do Rio de Janeiro, terá a edição de maio nesta quinta-feira (4), a partir das 20h, no Imperator- Centro Cultural João Nogueira (rua Dias da Cruz, nº 170- Meier- Rio de Janeiro- fone 0xx21-2597-3897), com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00. Na programação, as bandas cariocas Drenna e Baleia (FOTO), além da DJ Suirá e do VJ Miguel Bandeira.

Há oito anos na ativa, a Drenna possui forte ligação com o RNR, pois foi exatamente a que abriu o projeto, em 2014. Fazem parte do time a cantora e guitarrista Drenna, Junior Macedo (guitarra), Bruno Moraes (baixo) e Milton Carlos (bateria). Com um rock básico e bastante energético, eles atualmente divulgam seu novo álbum, Desconectar.

Sofia Vaz (vocal), Gabriel Vaz (vocal), Cairê Rego (baixo), Felipe Ventura (violino e guitarra), David Rosenblit (teclados) e João Pessanha (bateria) integram o Baleia, que tem dois álbuns em seu currículo: Quebra Azul (2013) e Atlas (2016), este último elogiado pelo escritor português Valter Hugo Mãe. Eles fazem um rock denso com influências de MPB, world music e até mesmo Tropicalismo, com um clima envolvente.

Desconectar– Drenna:

Belchior nos deixa fina poesia, brilho e belíssimas canções

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Por Fabian Chacur

Há mais de dez anos, Belchior estranhamente sumiu do cenário artístico, deixando seus fãs órfãos e só aparecendo nas manchetes devido a notícias sensacionalistas e bizarras. Pois ele infelizmente ocupa de novo os holofotes por uma razão triste. Aliás, a mais triste de todas. Ele foi encontrado morto na noite deste sábado (29) na casa onde morava há um ano, na cidade de Santa Cruz do Sul (RS). Ele tinha 70 anos, e seu corpo deve encontrar sua moradia final em Sobral (CE), onde nasceu em 26 de outubro de 1946.

Muito triste essa saída de cena. Cenas de um próximo capítulo nada desejado por seus inúmeros fãs. Minha ligação com Belchior é muito forte desde sempre. Vi dois shows dele ao vivo, um em 1980, em um colégio na região da Avenida Paulista, e outro em 1984, no Tuca, ambos muito legais. Fui conhece-lo pessoalmente lá pelos idos de 1985, por uma razão corriqueira: trabalhava na agência da Receita Federal da Vila Mariana, em São Paulo, e entreguei a ele uma restituição de imposto de renda que ele não havia recebido na sua devida época.

Não muito tempo depois, iria reencontrá-lo, só que desta vez como jornalista e crítico musical, por volta de 1987. Entre esse ano e o final dos anos 1990, foram vários papos, sempre deliciosos, nos quais criei um vínculo de amizade não só com ele, mas também com um de seus produtores, o Paulo Roberto Magrão, uma das figuras mais atenciosas e gente fina que já tive a chance de conhecer em minha trajetória como jornalista especializado em música.

Bel (como o chamávamos) vai fazer muita falta, independente de estar há muito tempo sem lançar novos trabalhos. Com uma obra consistente, ele nos deixa como legado canções maravilhosas, repletas de idealismo, poesia, inteligência e ironia, com aquela inspiração contida apenas em gênios. E ele era um deles. Não consigo escrever mais nada, perdoem-me. Leiam a homenagem que fiz quando ele completou 70 anos em outubro de 2016 aqui , e a resenha da caixa Três Tons de Belchior, seu mais recente lançamento, aqui . Descanse em paz, amigo. Apenas um rapaz latino americano? O cacete!

Alucinação– Belchior (ouça o álbum em streaming):

Morgana Kurmann apresenta fase autoral com Hurricane

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Por Fabian Chacur

Aos 31 anos de idade, Morgana Kurmann dá o pontapé inicial em sua carreira autoral. Ela acaba de lançar nas plataformas digitais o single Hurricane, que é também a faixa-título de seu primeiro álbum, previsto para ser lançado em maio. Antes de se aventurar nesse universo de canções próprias, elas interpretou músicas alheias, formou-se em arquitetura, atuou como atriz e se preparou para esse importante passo em sua carreira.

O álbum traz 12 faixas escritas por Morgana, que mora desde 2004 em Araraquara (SP), e todas são em inglês. Ela explica a opção. “Sempre compus em inglês, por influência do que eu ouvia. Gravar em inglês no Brasil não é um caminho fácil, mas acho que há muitas pessoas por aqui que consomem música nesse idioma, e é o trabalho no qual acredito, é verdadeiro para mim”. Ela começou a compor algo em português recentemente, mas preferiu deixar para um futuro lançamento.

Hurricane, uma balada pop com sonoridade próxima do country moderno, curiosamente foi a última música composta para o álbum. “Essa música é uma espécie de resumo do tema do álbum, que é a briga entre o que é concreto e o que é abstrato, sobre como a gente planeja as coisas de um jeito e as coisas acontecem de outro”, teoriza.

Morgana buscou mostrar várias facetas de sua musicalidade no álbum. Ela cita a canção com arranjo jazzístico I’ll Let You In, a bossa estilizada meio longe Parallel World e a balada Searchin’ For You All Around como bons exemplos dessa diversidade. “Ouço muito pop, jazz, blues, soul e cantoras como Ella Fitzgerald, Aretha Franklin e Billie Holiday, busco nuances diferentes na minha voz, que vem de tudo o que ouço”.

A preocupação com sua preparação em termos musicais se reflete no fato de ela atualmente estudar canto lírico, mesmo sendo uma cantora pop, opção que ela justifica. “O canto lírico me ajuda a conhecer melhor a minha voz, o som que eu posso fazer, descobrir ainda mais os recursos do meu instrumento, a ter o domínio da minha voz”. Os arranjos das músicas foram feitos em parceria com o guitarrista Cleber Shimu, enquanto Deivid Leme dirigiu o clipe de Hurricane.

As gravações tiveram como local o estúdio Paulinas Comep, em São Paulo, a mixagem ficou por conta de Luis Paulo Serafim, e a masterização teve como realizador Mike Couzzi, na Florida (EUA). O álbum sairá em versões digital e física, sendo que esta última em uma tiragem inicial de 1.000 cópias viabilizadas pela Lei Rouanet e com o apoio do Grupo Curimbada (MG), Guabi Fios (SC) e Librelato (SC).

Hurricane– Morgana Kurmann:

O Violeta de Outono faz show em SP com formação original

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Por Fabian Chacur

O Violeta de Outono, um dos grupos mais relevantes da cena paulistana da segunda metade dos anos 1980 e ainda hoje na ativa, dará um belo presente aos seus fãs. No dia 27 de maio, às 21h30, no Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompeia- fone 0xx11- 3871-7700), o grupo fará um show único no qual sua formação original se reunirá após mais de dez anos. A apresentação marca o relançamento de seu primeiro álbum, de 1987, agora em versão remasterizada.

A banda paulistana surgiu lá pelos idos de 1985, quando Fábio Golfetti (vocal e guitarra) e Cláudio Souza (bateria) saíram da banda Zero e resolveram partir para um novo projeto. Com a adição do baixista Angelo Pastorello, eles fizeram seu primeiro show em dezembro de 1985, no mitológico Teatro Lira Paulistana. Em março de 1986, fariam a primeira de uma série de apresentações no Sesc Pompeia. Naquele mesmo ano, lançaram o seu primeiro EP, pelo selo Wop Bop, cuja repercussão foi tão boa que os levou rumo a uma grande gravadora.

Eles receberam o convite do Plug, selo exclusivo de rock criado pela gravadora BMG-Ariola, e estrearam por lá com Violeta de Outono (1987). O álbum conseguiu ótima repercussão perante o público roqueiro, com um rock psicodélico e autoral com influências progressivas e músicas como Outono e Dia Eterno, e também uma incrível releitura para Tomorrow Never Knows, dos Beatles.

O trio lançou em 1989 Em Toda Parte, e logo a seguir saíram do selo Plug. A partir dos anos 1990, o grupo passou por várias trocas em sua formação, com Fábio sendo o único a se manter de forma constante. Vale lembrar que Angelo Pastorello se tornou um dos fotógrafos mais bem-sucedidos no Brasil na área de moda.

O mais recente álbum de inéditas do Violeta de Outono, intitulado Spaces, saiu em outubro de 2016, e nele Mr. Golfetti tem a seu lado Gabriel Costa (baixo), Fernando Cardoso (teclados) e José Luiz Dinóia (bateria). Os ingressos para o show da formação clássica do grupo no Sesc Pompeia custarão de R$ 6,00 a R$ 20,00.

Outono– Violeta de Outono:

Gustavo Macacko apresenta o repertório de 1º DVD no Rio

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Por Fabian Chacur

Nascido em Goiânia, registrado em Minas Gerais, capixaba de coração e radicado atualmente no Rio de Janeiro, Gustavo Macacko vem conseguindo destaque entre os expoentes da chamada nova MPB. Ele está lançando o seu primeiro DVD, Macacko Ao Vivo, e mostra o seu repertório com show no Rio neste sábado (29) a partir das 22h no Circo Voador (rua dos Arcos, s/nº- Lapa- Rio de Janeiro- fone 0xx21- 2533-0354), com ingressos a R$ 40,00 e R$ 80,00. Na programação, também teremos o ótimo Bahia, com participação especial de Zé Geraldo.

Gustavo Macacko lançou seu 1º CD, Macaco, Chiquinho e o Cavalo, em 2010. Depois, viria Despontando Para o Anonimato (2014). Ele já fez parcerias com artistas como Gabriel O Pensador, Otto, Julia Bosco, Leo Lichote e Emerson Leal. Em seu currículo, seis turnês europeias, com passagens pelo mitológico Festival de Montreux, na Suíça, e Tomada da Bastilha, na França, e shows na Alemanha, Itália, Portugal e Espanha.

Macacko Ao Vivo foi feito com o conceito de “filme musical”, mesclando gravações feitas em seus shows e depoimentos dando uma geral em sua carreira. Além de músicas de seus dois CDs, o repertório também traz as inéditas Trova a Troá, Bicho Grilo e Chico e Patty. Em seu trabalho, podem ser sentidas influências de Belchior, Sérgio Sampaio, Arnaldo Antunes, Arnaldo Baptista, Blitz e mesmo do cronista Rubem Braga.

Chico e Patty– Gustavo Macacko:

Nico Rezende viaja com classe pelo repertório de Chet Baker

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Por Fabian Chacur

Nico Rezende tem várias afinidades com o saudoso cantor e trompetista americano Chet Baker (1929-1988). Ambos começaram como músicos, inserindo o canto em suas trajetórias logo a seguir, com sucesso. Outra característica: a pinta de galã. Sorte que Nico não seguiu outra marca do jazzista, o forte envolvimento com as drogas e bebidas e uma vida desregrada que o destruiu durante as duas últimas décadas de sua breve vida. Firme, forte e em plena forma, o músico brasileiro lança Nico Rezende Canta Chet Baker, belíssimo DVD com repertório de Baker.

Chet Baker viveu o auge de sua trajetória musical durante a década de 1950 e parte da de 1960. Seu trabalho seguia a linha do cool jazz, também chamado de West Coast pelo fato de ter sido predominante no oeste americano nos anos 1950. Músico refinado, elogiado até por feras como Charlie Parker, que o ajudou no início de sua carreira, ele começou a brilhar como cantor com o álbum Chet Baker Sings (1954).

Compositor não muito frequente, ele se valia bastante do repertório de standards da música americana, aquela coleção maravilhosa de composições assinadas por nomes como Cole Porter, George & Ira Gershwin, Sammy Cahn, Richard Rodgers & Lorenz Hart, Johnny Mercer e outros do mesmo altíssimo gabarito. A seleção de repertório feita por Nico enveredou por esse caminho, sendo que 8 das 17 faixas marcam presença no clássico Chet Baker Sings.

Para acompanha-lo nesta bela viagem musical, Nico, que se incumbiu dos vocais e do piano, convidou os excelentes Guilherme Dias Gomes (trompete), Fernando Clark (guitarra), Alex Rocha (contrabaixo acústico) e André Tandeta. A gravação foi feita durante o show que o quinteto realizou em Niterói (RJ), como parte do Tudo Blues Festival, no dia 5 de junho de 2016, no Teatro do Centro Artes UFF.

O timbre e o estilo de cantar de Nico se encaixaram feito luva neste repertório, e o entrosamento entre ele e os músicos de sua banda rendeu performances impecáveis, sempre abrindo espaços na hora certa para os improvisos e tratando com todo o carinho cada canção.

O registro visual, em tons mais escuros, cria um clima de casa noturna americana, como se estivéssemos nos EUA durante a década de 1950, ouvindo os reis do cool jazz. E o comandante da festa se mostra um ótimo mestre de cerimônias, com direito a uma bela interação com a plateia na parte inicial da música You’d Be So Nice To Come Home To.

Quando às 17 músicas incluídas no DVD, louvemos maravilhas como But Not For Me, Time After Time, Let’s Get Lost, You Don’t Know What Love is, There Will Never Be Another You, My Funny Valentine, As Time Goes By e That Old Feeling, canções que provam com veemência que o que é bom, é para sempre, não tem data nem época. Atemporais até a medula!

Nico Rezende Canta Chet Baker é uma bela forma que o cantor, compositor e músico nascido em São Paulo em 13 de outubro de 1961 e radicado há anos no Rio escolheu para comemorar os 30 anos do lançamento de seu primeiro álbum solo, autointitulado, do qual o hit Esquece e Vem saiu rumo às paradas de sucesso de todo o mundo. Ele também atuou como músico e arranjador para artistas do porte de Ritchie, Lulu Santos, Marina Lima, Roberto Carlos e Gal Costa.

There Will Never Be Another You– Nico Rezende:

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