Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Page 2 of 242

Frejat traz shows voz/violão a São Paulo e ao Rio de Janeiro

credito cristhian gau-400x

Por Fabian Chacur

Sem Frejat, o Barão Vermelho voltou à ativa com Rodrigo Suricato nos vocais. Por sua vez, o ex-cantor e guitarrista da banda carioca também mostra suas novas armas. Aliás, apenas duas: voz e violão. Será com esse formato básico e intimista que ele se apresenta nesta quinta (8) às 21h no Rio, no Teatro Bradesco Rio (avenida das Américas, nº 3.900- loja 160- Shopping VillageMall-Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos de R$ 60,00 a R$ 220,00, e nesta sexta (9) em São Paulo no Teatro Opus (avenida das Nações Unidas, nº 4.777- 4º piso- Shopping Villa Lobos- Alto de Pinheiros), com ingressos de R$ 70,00 a R$ 200,00.

Nessas apresentações, o cantor, compositor, guitarrista e violonista dará uma geral em canções de várias fases de seus mais de 30 anos de carreira, com a ex-banda ou em trajetória solo. Pérolas do quilate de Segredos, Amor Pra Recomeçar, Homem Não Chora, Por Você e Todo Amor Que Houver Nessa Vida. Como forma de homenagear alguns de seus compositores favoritos, ele também cantará Trocando em Miúdos e Carpinteiro do Universo, entre outras.

Sem nunca perder o seu espírito de rock ‘n’ roller, Frejat sempre se interessou por outros ritmos e sonoridades, e neste show mais cru e enxuto, trará aos fãs um aspecto mais básico de sua personalidade musical. “A ideia é fazer um show intimista tocando minhas músicas. Algumas delas sucessos e outras que não toco há muitos anos”, adianta.

Segredos (ao vivo)- Frejat:

Good Vibes é 1ª faixa autoral da cantora pop Luisa Sonza

LUISA_CLIPE_1-400x

Por Fabian Chacur

Mais de três milhões de visualizações. Eis o resultado, durante apenas uma semana no Youtube, do clipe de Good Vibes, primeira música autoral da cantora e compositora gaúcha Luisa Sonza. O single marca a estreia da loirinha de 18 anos na gravadora Universal Music, e também está fazendo ótima performance no Spotify. “Estou muito feliz, esperei muito por isso, é surreal para mim, fico emocionada só de falar”, revela, em entrevista a Mondo Pop.

Embora muito novinha, Luisa já tem um currículo respeitável. Oriunda da cidade gaúcha de Tuparendi, ela brinca, dizendo que canta desde que nasceu. E aos 7 anos, recebeu o convite para integrar uma banda, na qual ficou durante muito tempo e com a qual fazia apresentações para públicos de até 5 mil pessoas. “Cantava Beatles, Abba, música sertaneja, música gaúcha de raiz. Sou muito das antigas”, comenta.

Sua fama se espalhou a partir do momento em que passou a postar vídeos no Youtube com releituras acústicas de hits alheios. Com milhões de acessos, cativou até famosos como o youtuber Whindersson Nunes e Luan Santana, que gravaram vídeos com ela. “Gosto de estar perto das pessoas, e o Youtube me aproximou delas. Fico muito feliz com tudo que o Youtube me proporcionou, e não acho que perdi minha privacidade por causa disso”, avalia.

Good Vibes foi composta em um período de seis meses. A gravação foi produzida pela dupla Umberto Tavares e Mãozinha, que assinam os hits de inúmeros artistas pop brasileiros atuais. “Trabalhar com o Umberto foi uma honra, eu me senti muito segura com ele, que me ajudou a ter uma pegada mais pop, a parte eletrônica veio dele, pois eu estava acostumada a gravar de forma acústica”, comenta.

O clipe do single teve como cenário a paradisíaca Fernando de Noronha. “A ideia desde o início foi ter uma praia como cenário, e escolhi Fernando de Noronha porque considero um lugar com ótimas vibrações, com pessoas legais, tinha tudo a ver com a música”.

Nem é preciso dizer que as comparações com Anitta, principal estrela no segmento pop brasileiro atual, já começaram. Ela não liga. “Acho a Anitta uma artista incrível, falo muito com ela, somos amigas. É uma honra ser comparada a ela logo em meu primeiro single autoral”.

No dia 7 de julho, já está programado o lançamento de um novo single autoral, com a música Olhos Castanhos. Por enquanto, não há previsão de um lançamento a curto ou médio prazo de um álbum completo, sendo a perspectiva mais clara a de lançar um EP no final deste ano ou no começo de 2018. Convidados podem pintar, mas Luisa prefere manter segredo. Ela iniciou uma turnê em maio, com shows nos quais canta músicas autorais e covers de seus ídolos.

Good Vibes– Luisa Sonza:

Farufyno mostra o seu samba rock turbinado em São Paulo

farufyno grupo-400x

Por Fabian Chacur

Anda com baixo astral, mora em São Paulo e quer ir a um show para mandar o mau humor para a casa do cacete? Uma dica certeira é ir na próxima quinta-feira (8) às 21h30 no Sesc Pompeia- Comedoria (rua Célia, nº 93- Pompeia), com ingressos de R$ 6,00 a R$ 20,00. Estará em cena o grupo Farufyno, que há 15 anos cumpre a nobre missão de sacudir os esqueletos com seu som swingado e pra cima.

Integram o grupo paulistano os músicos Marcelo Kuba (voz e violão), Rodrigo Pirituba (percussão), Mario Souza Lima (baixo) e Flávio Ferreira (guitarra). O seu som é basicamente samba rock, aquela incandescente mistura de samba, funk, rock, pop e MPB que bota fogo nas pistas de dança tupiniquins desde a década de 1960, criada por feras do porte de Jorge Benjor, Erasmo Carlos, Originais do Samba e Marku Ribas.

No repertório deste show, o quarteto promete dar uma geral em seu repertório e também apresentar algumas surpresas. Entre outras, o público poderá conferir as contagiantes Elroy O Office-boy, Várzea, Concentração, Parte Dela, Cajaíba, Parei na Sua e O Bicho Pega.

Elroy o Office-boy– Farufyno:

Barros de Alencar, radialista e cantor, nos deixa aos 84 anos

Barros de Alencar 02-400x

Por Fabian Chacur

“Barros de Alencar, vai apresentar, as sétimas do dia, as sete campeãs!” Após essa vinheta, uma voz grave e cativante anunciava: “sétima”. Eis uma das lembranças mais marcantes da minha infância. A emissora era a rádio Tupi Am, e quem a ouvia era minha querida e saudosa mãe Victoria. O filho pegava carona, e nessas ouvia os hits do momento. O dono daquele vozeirão se foi na manhã desta segunda (5) aos 84, o gente boa Barros de Alencar.

Entre os sucessos tocados lá pelos idos de 1969 por esse paraibano de Uiraúna, tinha de tudo, até os Beatles, geralmente com Ob-ladi Ob-lada, que ele anunciava de forma bem-humorada como “Os Britos”. Barros era um campeão de audiência, e também tocava as músicas que gravava, ora interpretando normalmente, a la Julio Iglesias (que nem estava em cena ainda) ou no melhor estilo recitativo, seara também seguida por Francisco Cuoco e outros, já nos anos 1970.

Lembro da surpresa de, ao entrevista-lo no finalzinho dos anos 1980, pelo Diário Popular, constatar que aquela voz potente vinha de um baixinho. Era incrível sua simpatia ao relembrar histórias de vida e carreira, e também da forma despretensiosa como encarava a carreira de cantor, sem se levar muito a sério. Mas ele vendeu muitos e muitos discos com canções como Meu Amor é Mais Jovem do Que Eu e Soleado.

Mas ele era quente mesmo como apresentador de rádio e também de TV, com um estilo descontraído. Na televisão, nos anos 1980, ajudou a popularizar diversos cantores populares e até as bandas de rock emergentes, como Magazine e Metrô, só para citar duas delas. Seus concursos de covers de Michael Jackson também marcaram época. Ele sofria com problemas cardíacos, e agora já deve estar ao lado de outros gênios do rádio, como Hélio Ribeiro, lá no céu radiofônico.

Meu Amor é Mais Jovem do Que Eu– Barros de Alencar:

O brilhante Arthur Verocai é a atração em show gratuito

arthur verocai foto-400x

Por Fabian Chacur

O incrível compositor, arranjador e músico Arthur Verocai fará em São Paulo, neste domingo (4), às 14h, na Praça da Sé, um show gratuito. O espetáculo é parte integrante do Red Bull Music Academy Festival, que teve início nesta sexta (2) e irá até o dia 11, com diversas atividades bacanas (saiba mais aqui). Imperdível para os fãs de boa, melhor, ótima música. Leia entrevista de Mondo Pop com ele aqui.

Na ativa desde os anos 1960, Arthur Verocai trabalhou com alguns dos grandes nomes da música brasileira, entre eles Ivan Lins, Jorge Ben, Erasmo Carlos e inúmeros outros. Em 1972, lançou seu primeiro álbum solo, que na época não teve repercussão alguma, mas que a partir da década de 1980 foi aos poucos sendo redescoberto pelo público e se tornou um merecido clássico da nossa música, com sua fusão intensa de MPB, rock, soul, jazz e música erudita.

Verocai lançou em 2016 o álbum No Voo do Urubu, um trabalho incrível do qual participaram Mano Brown, Danilo Caymmi, Seu Jorge, Criolo, Vinícius Cantuária e Lu Oliveira. Mais uma bela reunião de grandes canções e temas instrumentais. Seu repertório será a base para o show, cuja expectativa por parte do artista é grande:

“Eu nunca toquei numa praça, de dia, ao ar livre, num evento como esse. Estou muito ansioso e espero que o público goste muito do que ouvirá. Vai ser emocionante, com certeza”.

No Voo do Urubu (em streaming)- Arthur Verocai:

Débora Watts lança seu 1º CD autoral com um show no Rio

debora watts-400x

Por Fabian Chacur

Depois de cantar clássicos da MPB durante muitos anos nos EUA, Débora Watts resolveu se dedicar a composições próprias, processo que teve início em 2013. A cantora e agora também autora vem ao Brasil para mostrar o repertório de seu primeiro CD com músicas de sua autoria, Um Samba Ao Contrário. O show será realizado no Rio de Janeiro nesta terça-feira (6) às 21h no Bar Semente (rua Evaristo da Veiga, nº 149- Lapa- fone 0xx21), com ingressos a R$ 20,00.

Natural de Saquarema (RJ), Débora mora nos EUA desde 1993. Por lá, recebendo incentivo de seu marido, o pianista John Allen Watts, passou a se apresentar em locais como o Brooklyn Museum e o Flushing Town Hall, acompanhada por músicos de lá e interpretando pérolas do samba, MPB, bossa nova e baião. Quando resolveu escrever suas próprias canções, teve como inspiração craques como Chico Buarque, Edu Lobo, Chiquinha Gonzaga, Tom Jobim e Noel Rosa, entre outros.

Um Samba ao Contrário traz 14 músicas feitas por Débora, nas quais uma sonoridade acústica marca presença em canções que vão do samba ao chorinho, passando por maxixe, valsinha e até bolero. No repertório, destaques para as canções Vampiros, O Vento e a Flor, Vou Te Contar Um Segredo, A História de Nós Dois e Calma.

No show no Rio, ela será acompanhada por Rogério Caetano (violão de 7 cordas), Luis Barcelos (bandolim e cavaquinho), Guto Wirtti (baixo acústico), Rafael Barata (bateria) e Kiko Horta (acordeon), boa parte dos músicos que marcaram presença no álbum, gravado no Rio por Carlos Fuchs no estúdio Tenda da Raposa e mixado/masterizado nos EUA por David Darlington, que possui um Grammy em seu currículo.

Vampiros– Débora Watts:

Sgt. Pepper’s ao vivo em duas visões distintas em São Paulo

original_Vanguart_-_por_Felipe_Ludovice_-2_cp-400x

Por Fabian Chacur

Estamos todos comemorando em 2017 os 50 anos de lançamento do mais badalado e icônico álbum de rock de todos os tempos. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967) marcou a sua época, e desde então é cultuado por fãs de todos os tipos, que aumentam anualmente. Nesta quinta (1º), duas bandas mostrarão em São Paulo, em locais diferentes, o repertório na íntegra deste grande clássico da música popular.

O grupo cuiabano Vanguart (FOTO) mostrará as 13 canções do álbum dos Beatles às 21h no Centro Cultural São Paulo- Sala Adoniran Barbosa (rua Vergueiro, nº 1.000- Paraíso- fone 0xx11-3397-4002), com entrada gratuita. A banda, conhecida pela qualidade de seu folk rock, conta com Hélio Flanders (voz e violão), Reginaldo (baixo e voz), David Dafré (guitarra e bandolim) e Fernanda Kostchek (violinos). Espere arranjos diferenciados e originais por parte deles.

Para quem busca mais fidelidade ao objeto original, a dica é a apresentação do Beatles Abbey Road a partir das 22h30 no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com couvert artístico a R$ 60,00. Das inúmeras bandas existentes no Brasil que se dedicam a tocar o repertório dos Fab Four, este quarteto é certamente um dos mais talentosos, com direito a figurinos e instrumentos iguais aos tocados pelos artistas coverizados.

Mais: Ricardo Júnior (Paul McCartney), Luis Fernando Gomes (John Lennon), Maury D’Ambrósio (George Harrison) e Carlos Picchi (Ringo Starr) são excelentes músicos, reproduzindo com fidelidade o instrumental e os vocais da banda que tornou Liverpool conhecida mundialmente. Músicas como She’s Leaving Home, Getting Better, With a Little Help From My Friends e A Day In The Life serão mostradas com riqueza de detalhes. Absolutamente imperdível.

The Beatles Abbey Road- trechos de músicas ao vivo:

10.000 Maniacs faz shows em São Paulo, Rio e Porto Alegre

10000 maniacs-400x

Por Fabian Chacur

Após um bom período fora dos holofotes, a banda americana 10.000 Maniacs, que fez bastante sucesso nos anos 1980 e 1990, surge novamente em cena com um álbum ao vivo, Playing Favorites, lançado no exterior em junho de 2016. O sexteto volta ao Brasil para shows em São Paulo (quinta-1º/6), Rio de Janeiro (sexta-feira-2/6) e Porto Alegre (sábado-3/6).

Criada em 1981 na cidade de Jamestown, no estado de Nova York, o grupo lançou seu primeiro álbum, The Secrets Of The I Ching, em 1983. O sucesso começou a aparecer com o terceiro álbum, In My Tribe (1987), que emplacou hits como What’s The Matter Here e Hey Jack Kerouak, seguido por Blind Man’s Zoo (1989). Sua mistura de folk, pop e rock cativou o público dito alternativo.

Os trabalhos Our Time In Eden (1992) e MTV Unplugged (1993), especialmente este último, pareciam indicar o estrelato para a banda, mas logo a seguir a cantora Natalie Merchant resolveu sair fora rumo a uma bem-sucedida carreira-solo, e isso deu uma certa complicada na rota do grupo, que inicialmente ficou meio perdido.

A solução veio com o retorno do guitarrista e vocalista John Lombardo, ele que havia integrado o grupo de 1981 a 1986, e da cantora Mary Ramsey, que atuou em dupla com Lombardo e também fez parte da banda de apoio dos Maniacs entre 1991 e 1993. A nova escalação rendeu dois ótimos álbuns, Love Among The Ruins (1997) e The Earth Pressed Flat (1999), e foi nessa época que o grupo se apresentou ao vivo por aqui, com direito a show no extinto Palace, em São Paulo.

A morte do guitarrista Robert Buck em 2000, aos 42 anos, deu outra boa balançada no grupo, que a partir daí passou por várias entradas e saídas de integrantes, fazendo alguns shows mas sem a mesma repercussão dos bons tempos. As coisas melhoraram a partir do lançamento de Music From The Motion Picture (2013), seguido por Twice Told Tales (2015), este último marcando um novo retorno de Lombardo ao time.

Playing Favorites foi gravado ao vivo precisamente na cidade natal da banda, e marcou outro retorno bacana, o da cantora Mary Ramsey. Além dela e de Lombardo, o time inclui hoje o guitarrista Jeff Erickson, que era o roadie de Buck e se tornou seu substituto, e três membros da formação clássica da banda, Jerome Augustyniak (bateria), Dennis Drew (teclados e vocais) e Steve Gustafson (baixo).

O novo álbum, ainda inédito no Brasil (assim como os outros a partir de 2000), traz 14 releituras dos grandes hits do grupo, como as músicas já citadas neste post e também Trouble Me, Candy Everybody Wants, More Than This (belo cover do Roxy Music e maior sucesso da fase com Mary Ramsey no vocal principal) e Rainy Day.

Serviço dos shows dos 10.000 Maniacs no Brasil:

São Paulo- 1º/6 (quinta-feira)- 22h- Espaço das Américas (rua Tagipuru, nº 795- Barra Funda- fone 0xx11-3868-5860), com ingressos custando de R$ 80,00 a R$ 380,00.
Rio de Janeiro- 2/6 (sexta-feira)- 22h- Vivo Rio (avenida Infante Dom Henrique, nº 85- Parque do Flamengo- fone 0xx21-3531-1227), com ingressos custando de R$ 95,00 a R$ 320,00.
Porto Alegre- 3/6 (sábado)- 21h- Auditório Araújo Vianna (avenida Osvaldo Aranha, nº 685- Porto Alegre- call center 4003-1212), com ingressos custando de R$ 110,00 a R$ 380,00.

More Than This– 10.000 Maniacs:

Canábicos mostram hard rock potente no ótimo CD Intenso

Capa Canabicos Intenso-400x

Por Fabian Chacur

Dizem que a melhor forma de se aprimorar aquilo que se faz é fazendo, cada vez mais e sempre atento ao que se pode realizar para melhorar a qualidade do resultado final. O grupo Canábicos, na estrada desde 2013, aparentemente segue esse lema à risca, pois em quatro anos de estrada chega agora ao seu quarto álbum. E pela excelência de Intenso (Monstro Discos), o seu mais novo trabalho, o caminho é esse mesmo.

Cria de Araguari (MG), o grupo traz Clandestino (vocal), Murcego González (guitarra, também integra o ótimo Uganga), MM (baixo) e Mestre Mustafá. No currículos, os álbuns La Bomba (2013), Reféns da Pátria (2014), Alienígenas (2015) e o recém-lançado Intenso (2017). A vitória em 2015 no Fun Music, o maior festival universitário de música do Brasil, os ajudou muito na divulgação de seu trabalho.

A concepção musical do quarteto mineiro é centrada no hard rock de tempero setentista, com direito a influências bacanas como Led Zeppelin, Grand Funk Railroad, Deep Purple, Black Sabbath, Golpe de Estado e até Made In Brazil em seus momentos mais pesados. Temos enfurecidos riffs de guitarra, tocados de maneira tecnicamente admirável, acompanhados por uma cozinha sólida e um vocalista simplesmente demencial no seu carisma e poder de fogo.

Intenso é um título perfeito para o álbum, pois são oito faixas repletas de energia, elaboração e diversidade. Consegue conciliar a fúria com o bom gosto, algo nem sempre muito simples de se fazer. E o bacana é que as letras são todas em português, e muito boas em sua simplicidade e ataque direto e sem rodeios, prova concreta de que dá para se fazer hard rock ótimo sem ter de escolher o inglês como idioma.

O repertório do álbum é excelente, com direito à swingada Planeta Estranho, a incrível Lei do Cão (que merece entrar na programação de qualquer rádio rock que se preze) e a psicodélica Eu Não Sei o Que Vai Ser de Mim, que envolve o ouvinte e é encerrada pela repetição em looping de um sinistro som de saco de risos. Final surpreendente para um CD que contou com a ótima produção de Gustavo Vazquez, que deu ao álbum qualidade técnica internacional.

Planeta Estranho (clipe)- Canábicos:

O roqueiro Gregg Allman nos deixa aos 69 anos de idade

gregg allman-400x

Por Fabian Chacur

Nos últimos tempos, o rock sai de um luto para o outro como que por um passe de sombria mágica. Neste sábado (27), quem nos deixou foi o cantor, compositor, tecladista e guitarrista americano Gregg Allman. Ele tinha 69 anos e ficou conhecido como líder da Allman Brother Band, além de ter desenvolvido uma carreira-solo e também outra banda, a Gregg Allman Band. Ele precisou fazer um transplante de fígado em 2010, e foi diagnosticado com Hepatite C em 1999.

Gregory Lenoir Allman nasceu em Nashville em 8 de dezembro de 1947. Ele iniciou a carreira ao lado do irmão, o guitarrista Duane Allman (1946-1971), e juntos montaram duas bandas a Allman Joys e a Hour Glass. Esta última lançou dois álbuns, Hour Glass (1967) e Power Of Love (1968). Em 1969, mudaram-se para Macon, Georgia, e por lá criaram a The Allman Brothers Band, que lançou seu 1º LP em 1970.

A coisa pegou no breu para a banda com seu terceiro álbum, o ao vivo At Fillmore East (1971), considerado um dos melhores trabalhos do gênero, e que atingiu o 13º lugar na parada americana. Paralelamente à banda, Duane se tornou um concorrido músico de estúdio, e também integrou a banda de Eric Clapton (intitulada Derek & The Dominoes) no aclamado Layla & Other Assorted Love Songs (1970).

Aí, a tragédia entrou em cena na vida de Gregg. O irmão morreu em um acidente de moto durante as gravações do álbum Eat a Peach (1972), que levou o grupo ao 3º lugar nos EUA, o último com Duane e que firmou o som mesclando rock, blues, country e folk que recebeu o rótulo de Southern rock. Pouco depois, foi a vez do baixista Berry Oakley (1948-1972), às vésperas do lançamento de um outro novo trabalho.

Este LP, Brothers And Sisters (1973), com duas faixas com Oakley (entre elas Ramblin Man), marcou o auge da banda, atingindo o 1º lugar na parada americana, com destaque para o vocal de Gregg. Win, Lose Or Drawn (1975) equivaleu ao fim desse período áureo, atingindo o 5º lugar nos EUA. Pouco depois, rolou a primeira separação da banda, que voltaria em 1979, sairia de cena entre 1981 e 1990 e depois retornaria, lançando seu último CD de estúdio em 2003, Hittin’ The Note.

Além do trabalho com a Allman Brothers Band, que mesmo sem novos trabalhos de estúdio continuou a fazer shows (o último se realizou em 28 de outubro de 2014), Gregg também criou uma banda própria, a Gregg Allman Band, que gravou alguns álbuns, e lançou diversos trabalhos solo, sendo o mais bem-sucedido e elogiado Laid Back (1973), que teve como pico a 13ª colocação na parada ianque.

Gregg Allman casou diversas vezes, sendo o mais famoso o mantido com a estrela da música e do cinema Cher. Juntos, tiveram um filho, o músico Elijah Blue Allman, e gravaram um disco em dupla, creditado a “Allman And Woman” e intitulado Two The Hard Way (1977).

Gregg+Allman+Two+The+Hard+Way-400x

Este LP vendeu pouco e nunca foi relançado, sendo hoje uma raridade cuja capa escandalosa é mais lembrada do que seu conteúdo musical. Curiosidade: Ramblin Man, dos Allman Brothers, atingiu o segundo lugar na parada americana em 1973, atrás de Half Breed, de…Cher!!!

Um CD inédito do roqueiro americano, intitulado Souther Blood, está previsto para chegar ao mercado ainda este ano. Será seu 7º trabalho solo. O anterior, Low Country Blues (2011), rendeu a ele sua melhor performance sem a banda que o tornou famoso, atingindo o posto de nº 5 e vendendo muito bem. Em 2016, o ao vivo dos Allman Brothers Live From The A&R Studios, com gravações feitas pela banda em 1971, chegou ao número 34 nos EUA.

obs.: no dia 24 de janeiro de 2017, também se foi outro integrante da formação clássica da The Allman Brothers Band, o baterista Butch Trucks, que teria feito 70 anos de idade no último dia 11 de maio.

Ramblin Man– Allman Brothers Band:

« Older posts Newer posts »

© 2017 Mondo Pop

Theme by Anders NorenUp ↑