Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

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Jehane Saade lança videoclipe Fuego e busca novos rumos

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Por Fabian Chacur

Jehane Saade define como marco inicial de sua carreira musical a criação de sua primeira composição, Je Ne Veux Plus, em 2009. O fato de a letra ser em francês diz muito sobre o direcionamento da carreira desta descendente de libaneses. Ela inicia uma nova fase na sua trajetória com o lançamento do single Fuego, com letra mesclando castelhano e português e divulgada por um caprichado lyric vídeo gravado no Líbano.

Com levada dançante com forte tempero do reggaeton, Fuego equivale a uma amostra do que a cantora carioca quer fazer neste momento da carreira. “Pretendo ir lançando novas faixas aos poucos, fazendo músicas dentro dos padrões aceitáveis do pop atual, ampliando os meus horizontes, para entrar nas principais vitrines”, define.

Versátil, Jehane é cantora, compositora, dançarina, atriz e jornalista. Seu contato com a música foi bem precoce, pois sua mãe canta e o pai dava aulas de canto lírico, além de ser ator. “Ouvi muita ópera quando criança, e também Chico Buarque, George Moustaki e a música libanesa, que é muito profunda, com muitas modulações; minha veia artística sempre teve muito apoio da minha mãe”.

Além da música, ela sempre teve envolvimento com grupos teatrais, o que a ajudou a desenvolver sua expressão corporal. Em 2012, gravou em Los Angeles (EUA) um EP com o produtor e músico Erich Bulling, conhecido por seu trabalho com artistas do porte de Rita Lee, Fafá de Belém e Fábio Jr, entre outros. “Foi uma grande oportunidade que eu deveria ter aproveitado melhor, mas optei por voltar ao Brasil por razões familiares”, relembra.

Em 2016, ela lançou seu primeiro álbum, Exótica, disponível nas plataformas digitais e trazendo 11 faixas autorais com sonoridade eletrônica, dançante e hipnótica, entre as quais Pé na Estrada, Fora do Lugar, a pioneira Je Ne Veux Plus, Meia Noite em Paris e Caminho de Buda. “É um projeto autoral em todos os aspectos, totalmente genuíno”.

Jehane tem uma orientação de vida bastante voltada para o seu eu interior. “Nos tempos modernos, a arte começou a ser consumida de uma forma descartável e efêmera, e eu busco uma visão mais artística, com uma linguagem mais plástica, com tudo bem harmonizado, indo profundamente rumo ao meu interior; busco o eterno”.

Além de lançar novas músicas, a artista carioca também pretende estruturar um show no qual possa desenvolver de forma completa a sua concepção artística, na qual mescla elementos de música, teatro e dança. “Sempre imagino linguagens visuais para as músicas que faço, brincar com as linguagens, misturar teatro com música, mas de forma espontânea, traduzindo o que penso de forma aberta, deixar fluir”.

Fuego (clipe)- Jehane Saade:

Olivia Gênesi brilha com sua mistura doce de sonoridades

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Por Fabian Chacur

A cantora, compositora, arranjadora e tecladista paulistana Olivia Gênesi lançou o seu primeiro CD em 2000. Desde então, fez inúmeros shows, gravou diversos outros trabalhos, interpretou canções próprias e de outros autores e buscou se aprimorar como artista. Toda essa estrada soa nítida em seu novo CD, Amor e Liberdade, o décimo dessa trajetória pelo cenário independente.

Vamos começar pela cantora. Sua voz é delicada, suave, quase frágil, com ecos do timbre da grande Vânia Bastos. Olivia se vale dessas características com bastante desenvoltura nas 14 faixas de seu novo álbum, e de forma inteligente buscou uma sonoridade que se adequasse a ela. Nada mais importante para um intérprete do que saber usar de forma inteligente o seu potencial, e é exatamente isso o que essa artista faz com o seu canto.

Sua sonoridade é uma mistura de jazz, rock, folk e várias tendências da MPB, com uma abordagem minimalista e rica nos detalhes, que se sobressaem graças ao talento dos músicos que a acompanham no álbum. Entre outros, temos aqui Fernando Garcia (bateria), Fábio Dregs (guitarra), Arismar do Espírito Santo (guitarra), Hugo Hori (flauta) e Raquel Martins (guitarra), além da própria Olivia no piano, escaleta, percussão e arranjos.

O repertório traz apenas uma música alheia, a deliciosa Lua No Céu de Janeiro, de Luis Carlos Sá e Dery Nascimento. Não faltam momentos preciosos, como o delicado rock Versiidade, a incrível mistura de jazz, forró, balada e psicodelia O Amor Vai Brotar, a jazzy Astrologia, o rock Mudada, a balada jazz O Feminino e o rock na veia Astrologia.

Forró da Bela serve como interessante amostra dessa perspectiva mestiça da criação de Olivia, pois parte do ritmo nordestino rumo a um resultado que tem variações sutis de climas que remetem a rock, jazz e pop. E ressalte-se o poder das ótimas letras, nas quais temas como amor, vida e relacionamentos afetivos são destrinchados com lirismo, paixão e um quê visionário também. E tem a deliciosa Amores Líquidos, repleta de toques e insights bacanas.

Amor e Liberdade é um título que serve como uma boa pista das intenções de Olivia Gênesi enquanto artista, pois mescla a paixão de quem visivelmente gosta do que faz com a liberdade de mergulhar nas misturas que achar cabíveis. Este álbum pode não agradar a todos, mas certamente será muito apreciado por quem tem bom gosto e sensibilidade poética e musical.

Amores Líquidos(clipe)- Olivia Gênesi:

Laura Pausini lança videoclipe e volta ao Brasil em agosto

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Por Fabian Chacur

Boas notícias para os fãs de Laura Pausini. A estrela pop italiana acaba de lançar um novo clipe, cuja função é divulgar o single Non è Detto, primeira faixa a ser divulgada de seu próximo álbum, intitulado Fatti Sentire e previsto para sair nas versões física e digital no dia 16 de março pela gravadora Warner. O CD será divulgado com uma turnê mundial que estreará na Itália nos dias 21 e 22 de julho no Circus Maximus.

Non è Detto é uma balada pop típica de Laura, e foi composta por ela em parceria com Niccolò Agliardi, Gianluigi Fazio e Edwin Roberts. O clipe teve como cenário a paradisíaca Praia Preta de Maratea, e possui uma produção caprichada que ressalta o teor romântico da letra, centrado em uma relação afetiva. Temos até uma cama na areia, em plena praia.

A turnê do álbum Fatti Sentire passará pelos EUA, Europa e América Latina. No Brasil, foram divulgadas datas em agosto nas cidades de São Paulo (dias 20 e 21, no Citibank Hall), Brasília (dia 23, no Teatro Guimarães) e Recife (dia 25, no Classic Hall). No dia 31 de agosto, a cantora que estourou na década de 1990 cantará no mitológico Radio City Music Hall, em Nova York, local destinado apenas às grandes estrelas da música. Ela merece.

Non È Detto (clipe)- Laura Pausini:

A trilha de Star Wars-The Last Jedi sai em CD em nosso país

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Por Fabian Chacur

Para quem é fã de trilhas de filmes e do formato físico, uma ótima notícia. A Universal Music acaba de lançar no Brasil em CD o álbum com o score (trilha sonora instrumental e incidental) de Star Wars- The Last Jedi (Stars Wars- Os Últimos Jedi), novo capítulo da franquia que se iniciou em 1977. O autor é o mesmo dos capítulos anteriores, o genial e consagrado compositor, maestro e pianista americano John Williams.

O repertório de temas instrumentais do novo Star Wars traz um total de 20 faixas, todas com aquele clima quase erudito que marca o trabalho de Williams. Entre outros, destacam-se os temas Main Title And Scape (com 7m25 e uma variação do tema do filme que deu origem à saga), The Rebellion Is Reborn (com 3m59) e The Fathiers (2m42). Trabalho orquestral impecável e ótimo de se ouvir.

Nascido em 8 de fevereiro de 1932, John Williams iniciou sua carreira no meio musical na década de 1950, trabalhando em estúdios e junto com o maestro Henri Mancini. Nos anos 1960, tornou-se conhecido ao assinar as trilhas de séries de TV como Perdidos no Espaço e Terra de Gigantes, entre outras. Em 1971, ganhou o primeiro dos cinco Oscars que faturou até hoje com a trilha para a versão cinematográfica do espetáculo teatral Um Violinista no Telhado.

Em 1974, iniciou uma parceria com o cineasta Steven Spielberg que rendeu trabalhos antológicos como as trilhas de Tubarão (1975), Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977), ET- O Extraterrestre (1983) e das sagas Indiana Jones e Jurassic Park. No seu incrível currículo, também constam 24 troféus Grammy e 4 Globos de Ouro.

Star Wars- The Last Jedi- ouça a trilha em streaming:

Maroon 5 envolve os ouvintes com seu ótimo Red Pill Blues

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Por Fabian Chacur

Adam Levine é atualmente um dos nomes mais badalados do show business. Desde 2011, atua como coach (treinador) no reality show musical The Voice, que tem grandes índices de audiência. Além disso, trabalhou como ator em filmes e séries de TV e frequenta as colunas de celebridades com namoros aqui e ali. Felizmente ele não abriu mão de sua carreira como vocalista e líder do Maroon 5. Com o mais recente álbum da banda, Red Pill Blues, ele e sua turma provam que sua vocação para o pop dançante bem feito continua sendo bem explorada.

Na ativa desde 2001 como Maroon 5, após uma fase inicial com outra sonoridade e outro nome (Kara’s Flowers), esta banda americana traz como marca a sua vocação pop, mesmo tendo uma raiz rocker. Além de Levine no vocal e guitarra, o grupo traz dos tempos de Kara’s Flowers Jesse Carmichael (teclados e guitarra) e Mickey Madden (baixo). Completam o time James Valentine (guitarra desde 2011), Matt Flynn (bateria e percussão, desde 2006), PJ Morton (teclados, desde 2012) e Sam Farrar (guitarra, teclados e baixo, desde 2016).

Com seis álbuns e diversos singles de sucesso em seu currículo, o agora septeto adotou nesta década em seus álbuns um formato que sempre reúne diversos colaboradores, entre compositores, produtores, músicos de apoio e convidados especiais. O resultado é a potencialização máxima de seu DNA pop, com direito a faixas frequentemente dançantes e com eventuais espaços para momentos românticos. Tudo pontuado pela suave e carismática voz de Levine.

Red Pill Blues é altamente indicado para quem curte um trabalho alto astral e gosta de ter como trilha sonora algo que o motive, que o torne mais feliz e animado. Experimentalismo e busca por sonoridades inéditas não é a praia desses caras. Mas e daí? O importante é que, dentro dessa proposta assumidamente pop, eles capricham muito no conteúdo, oferendo aos fãs um trabalho que merece mesmo disputar a ponta das paradas de sucesso.

Lançado no exterior em novembro, o álbum atingiu o segundo lugar na parada americana, tem vários singles já estourados lá fora, e outros com potencial para realizar o mesmo rumo. What Lovers Do (com a participação da cantora revelação do r&b SZA), Best 4 U, Wait, Lips On You, Help Me Out (com a ótima Julia Michaels nos vocais, ela que abrirá os shows do grupo na atual turnê) e Whiskey (com ASAP Rocky) são bons exemplos dessa cara “hit instantâneo bacana”.

O ponto alto do álbum é a arrebatadora Closure, que dura 11m28 e conta com uma extensa parte instrumental com levada funky/jazz. Esse é o momento em que os músicos mostram todo o seu talento, sem abrir mão da batida dançante. Uma verdadeira aula de groove e balanço, daquelas que você nem nota que durou tanto tempo, quase quatro vezes o total habitual de um single pop. Eis uma ousadia bacaníssima.

A edição física de Red Pill Blues lançada no Brasil pela Universal Music traz quatro boas faixas-bônus e um CD adicional com seis músicas gravadas ao vivo, com quase meia hora de duração e hits como Moves Like Jagger, This Love e Animals.

O encarte colorido traz também um código de acesso que permite ao comprador curtir em um site exclusivo faixas-bônus e conteúdos exclusivos como vídeos, livreto digital, imagens etc. Ah se todo grupo/artista pop tivesse o capricho desta banda na hora de gravar…

Closure- Maroon 5:

Eduardo Dussek faz show em SP no melhor estilo voz/piano

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Por Fabian Chacur

Eduardo Dussek é um artista que merece a denominação entertainer, termo em inglês cuja tradução aproximada seria “entretenedor”, digamos assim. Afinal de contas, o cara canta, compõe, toca piano e possui um carisma capaz de encantar os mais diferentes tipos de plateias. Ele estará em São Paulo neste sábado (27) às 20h no Tupi Or Not Tupi (rua Fidalga, nº 360- Vila Madalena- fone 0xx11-3813-7404) para um show cujo ingresso (que custa R$ 180,00) também dá direito a um jantar.

Boa prova dessa capacidade de envolver o público é o fato de, neste show, o astro carioca atuar no melhor estilo piano/voz. Assim, sozinho, ele dá mostras de sua maestria como músico e cantor, além de cativar a todos com um bom humor e simpatia irresistíveis. De quebra, tem a seu favor um repertório composto por hits certeiros como Aventura, Barrados no Baile, Rock da Cachorra, Brega Chique, Nostradamus e inúmeros outros. Jogo ganho e muito bem ganho, por sinal.

Nascido em 1º de janeiro de 1954, Eduardo Dussek começou a tocar piano ainda criança. Aos 16 anos, já participava de musicais, sendo contemporâneo e amigo da trupe Asdrúbal Trouxe o Trombone. No finalzinho dos anos 1970, teve músicas gravadas por Ney Matogrosso (Seu Tipo, faixa-título a um dos discos do cantor), Maria Alcina (Folia no Matagal, que Ney regravaria anos depois) e Frenéticas (Vesúvio).

Ao participar do festival MPB Shell, da Globo, em 1980, com a música Nostradamus, ele tornou-se conhecido no país todo, e logo a seguir lançou o seu primeiro álbum, Olhar Brasileiro. Em 1982, mergulhou no rock and roll com o impagável LP Cantando No Banheiro, que traz como destaques a faixa título e Rock da Cachorro.

Brega Chique/Chique Brega (1984) reforçou sua versatilidade, provada também por canções melódicas e românticas como Cabelos Negros e Aventura. Ele também atuou diversas vezes como ator, incluindo novelas como a global I Love Paraisópolis (2015). Em 2011, lançou o irresistível DVD Dussek é Show, no qual registra em uma mídia perene a extensão de seu enorme talento.

Aventura (ao vivo)- Eduardo Dussek:

Dire Straits Legacy conta com um elenco de craques do rock

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Por Fabian Chacur

Após o sucesso obtido em sua primeira passagem pelo Brasil em maio de 2017, o Dire Straits Legacy está de volta. Eles se apresentarão em São Paulo nesta quinta (25) às 22h no Espaço das Américas (rua Tagipuru, nº 795- Barra Funda- fone 0xx11-2027-0777), com ingressos de R$ 140,00 a R$ 380,00. Para alguns, pode parecer apenas uma banda cover de luxo, mas na prática é a oportunidade de se ver ao vivo, juntos e em um mesmo espetáculo, músicos com currículos impecáveis.

Em relação ao time do ano passado, temos duas belas novidades. Uma delas é o cantor, compositor, produtor e músico Trevo Horn, uma verdadeira lenda viva. O cara integrou o duo The Buggles, célebre pelo megahit Video Killed The Radio Star, cujo clipe foi o primeiro a ser exibido pela MTV americana, em 1981. Pouco antes, em 1980, foi o vocalista do Yes no álbum Drama, além de ter ajudado na produção e ainda ser o coautor de várias músicas do disco.

Quando o Yes voltou à tona em 1983, Horn já havia saído, mas se incumbiu da produção do excelente álbum 90125, aquele que traz o clássico Owner Of a Lonely Heart. Nessa mesma época, foi o mentor e produtor do grupo tecnopop Frankie Goes To Hollywood (1984), famoso pelos hits Relax e Two Tribes e do álbum Welcome To The Pleasurdome. Ele também trabalhou com Seal em seus discos mais bem-sucedidos comercialmente, e com Malcolm McLaren no icônico álbum Duck Rock (1983), um dos pioneiros da fase inicial do rap/hip hop.

O outro “novato” do DSL é o baterista Steve Ferrone, que começou a se tornar conhecido no meio musical como baterista da Average White Band, nos anos 1970 e 1980. Em 1986, entrou no Duran Duran, participando de álbuns como Notorious (1986) e de turnês. Nos anos 1990, tornou-se o baterista da banda Tom Petty And The Heartbreakers, com quem tocou até 2017. Ele também tocou e gravou com Tina Turner, Eric Clapton e Chaka Khan, entre muitos outros.

Acharam pouco? Pois a folha corrida do resto da turma também merece registro. O tecladista Alan Clark, por exemplo, integrou o Dire Straits entre 1980 e 1993. De quebra, gravou e fez shows ao lado de Tina Turner, e gravou em discos de Bee Gees, Prefab Sprout e Gerry Rafferty. O guitarrista Phil Palmer trabalhou bastante ao lado do amigo Trevor Horn, esteve no Dire Straits durante a turnê On Every Street (1991-92), trabalhou com Eric Clapton e, de quebra, é sobrinho dos irmãos Ray e Dave Davies, fundadores do The Kinks.

O percussionista Danny Cummings também esteve no álbum e turnê On Every Street. Por sua vez, o saxofonista Mel Collins esteve no Dire Straits entre 1983 e 1985, e no progressivo King Crimson em sua fase inicial e nos anos 2000. Ele é o responsável por dois solos de sax icônicos: o de Miss You (1978), dos Rolling Stones, e de Private Dance (1984), música de Mark Knopfler e gravada pela diva Tina Turner.

Completam o time dois artistas italianos que, embora não tão famosos como os colegas de DSL, esbanjam talento. São eles o cantor e guitarrista Marco Caviglia e o tecladista Primiano Dibase. No repertório do show, maravilhas do porte de Sultans Of Swing, Romeo And Juliet, Walk Of Life, On Every Street e Once Upon a Time In The West. Belíssimo time esse daí, heim? Elenco estrelado é pouco!

Once Upon a Time In The West (live)- DSL:

Fernanda Takai faz shows em SP para lançar seu novo DVD

Foto: Bruno Senna

Foto: Bruno Senna

Por Fabian Chacur

Fernanda Takai é daquelas artistas que adora trabalhar. Em 2017, ela não só lançou um novo CD com o Pato Fu, o adorável Música de Brinquedo 2, como também foi para a estrada divulgar o álbum (leia mais sobre este disco aqui). De quebra, ainda lançou um novo DVD solo, o excelente Na Medida do Impossível- Ao Vivo No Inhotim (leia a resenha aqui).

E é exatamente para divulgar esse trabalho individual que a cantora, compositora e musicista radicada há muito tempo em Minas Gerais volta a São Paulo após três meses. Os shows serão neste fim de semana no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros (rua Paes Leme, nº 195- fone 0xx11-3095-9400), sendo sexta (19) e sábado (20) às 21h e domingo (21) às 18h, com ingressos custando de R$ 12,00 a R$ 40,00.

Acompanhada por Larissa Horta (baixo e vocais), Lenis Rino (bateria e vocais), Camila Lordy (teclados) e Tiago Borba (guitarra, violões e vocais), Fernanda dará uma geral no repertório do DVD, incluindo Seu Tipo, Quase Desatento, Doce Companhia, Fui Eu e I Don’t Want To Talk About It, canção do saudoso Danny Whiten (da banda Crazy Horse, conhecida por seu trabalho com Neil Young) que fez sucesso em gravações de Rod Stewart e Everything But The Girl. A releitura de Takai entrou na trilha da novela global O Outro Lado do Paraíso.

I Don’t Want To Talk About It– Fernanda Takai:

Elza Soares assina com a Deck e prepara um novo trabalho

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Por Fabian Chacur

Ainda em meio à ótima repercussão de seu mais recente CD, A Mulher do Fim do Mundo (2016), Elza Soares prova mais uma vez que não é de ficar parada. A incrível diva da música brasileira anuncia que assinou com a gravadora Deck, após 21 anos atuando como artista independente. O primeiro trabalho na nova casa está previsto para sair em abril, e já possui título: Deus é Mulher.

As gravações do que virá a ser o 33º álbum de Elza estão sendo realizadas no Rio e em São Paulo, respectivamente nos estúdios Tambor e Red Bull. Com direção artística de Romulo Froes e produção musical de Guilherme Kastrup, marcam presença os músicos Marcelo Cabral (baixo e bass synth), Rodrigo Campos (cavaquinho e guitarra), Kiko Dinucci (guitarra, sintetizador e sampler), Mariá Portugal (bateria, percussão e MPC) e Maria Beraldo (clarinete e clarone).

No press release que divulgou as novidades de Elza, o álbum anterior da cantora é definido como propondo o fim de uma era essencialmente machista e preconceituosa. O novo, uma espécie de consequência do anterior, sugere o nascimento de uma nova era conduzida pela energia feminina. A sonoridade tem tudo para seguir essa instigante mistura de samba, MPB, soul, jazz e música eletrônica que tem marcado o trabalho da artista nos últimos anos e revigorou sua trajetória musical.

Mulher do Fim do Mundo– Elza Soares:

Dolores O’Riordan, a cantora de voz deliciosa, nos deixou

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Por Fabian Chacur

Nos anos 1990, em meio à fúria do grunge, do heavy metal e do gangsta rap, uma banda irlandesa conseguiu muito sucesso com seu rock melódico, com toques folk, pop e um pouquinho de punk na mistura. Eram os Cranberries, do qual se destacava a cantora Dolores O’Riordan. Na tarde desta segunda (15), seu assessor de imprensa, Lindsey Holmes, anunciou sua inesperada morte, aos 46 anos, ocorrida em Londres. Uma tristeza daquelas…

Nascida em 6 de setembro de 1971, Dolores entrou nos Cranberries (inicialmente The Cranberry Saw Us) em 1990 para substituir o primeiro cantor do time, Niall Quinn. Não demorou para que seu entrosamento com os irmãos Noel (guitarra) e Mike Hogan (baixo) e Fergal Lawler (bateria) se mostrasse dos melhores.

Após lançamentos pela via independente e demos, foram contratados pela gravadora Island, indicados pelo grande Denny Cordell (que descobriu Tom Petty e Joe Cocker, entre outros). O primeiro álbum, Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We?, veio em 1993, e com ele seu primeiro grande hit, a deliciosa Linger.

No Need To Argue saiu em 1994 e ajudou a firmar o sucesso da banda, que trazia como destaque aquela vocalista de cabelos mutantes (ora loiros, ora escuros, ora médios, ora curtíssimos), voz deliciosa e muita personalidade, além das charmosas pintinhas no rosto. A bela Ode To My Family foi o destaque deste álbum, que chegou ao número 2 na parada britânica e ao nº 6 nos EUA. O quarteto irlandês ganhava o mundo.

A energética Salvation e a ótima Free To Decide impulsionaram o álbum To The Faithfull Departed (1996) ao segundo posto no Reino Unido e aos quarto lugar nos EUA. Aí, rusgas entre Dolores e os colegas, assim como problemas pessoas, levaram à banda a um pequeno hiato, quebrado em 1999 com Bury The Hatched, que traz a minha música favorita da banda, a maravilhosamente pop (junto com um clipe mágico) Just My Imagination. Animal Instinct e You and Me são outros destaques.

A partir daqui, os Cranberries passaram a viver tempos de queda de popularidade. O álbum Wake Up And Smell The Coffee (2001) vendeu muito menos do que os anteriores. Após o lançamento da coletânea Stars- The Best Of 1992-2002, o grupo anunciou a sua separação, para a tristeza dos fãs de todo o mundo.

Em 2007, Dolores volta com os cabelos longos e o primeiro álbum solo, Are You Listening?, cuja turnê a trouxe ao Brasil pela primeira vez, com show em São Paulo na extinta Via Funchal. No Baggage (2009), segundo trabalho individual, no qual ela aparecia na capa com um novo corte de cabelo bem mais curto, precedeu o anúncio, algum tempo depois, do retorno dos Cranberries à ativa.

Inicialmente, fizeram apenas shows (vieram ao Brasil em 2010), até que em 2012 lançaram o álbum Roses, que atingiu o 37º lugar na parada britânica, e o nº 33 nos EUA. Something Else (2017), o último CD lançado com Dolores ainda entre nós, trouxe versões acústicas de dez hits da banda, como Linger, Ode To My Family e Zombie, e também três inéditas: The Glory, Rupture e Why.

Dolores também integrou nos últimos tempos a banda D.A.R.K. (ex-Jetlag) ao lado de Olé Koretsky (vocal) e Andy Rourke (baixista- ex-The Smiths). Em 2017, os Cranberries interromperam uma turnê de divulgação de Something Else devido a problemas que a cantora estaria tendo com a sua coluna vertebral, que depois alegou ter superado.

Just My Imagination-The Cranberries:

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