Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Page 2 of 253

Tim Reynolds inicia uma turnê de quatro shows pelo Brasil

tim reynolds-400x

Por Fabian Chacur

O violonista alemão radicado nos EUA Tim Reynolds inicia neste domingo (26) às 19h no Teatro Municipal de Niterói (RJ) uma curta turnê pelo Brasil que inclui também shows no dia 1º/12 no Rio de Janeiro (Blue Note Rio) e 2/12 em Belo Horizonte (A Autêntica). A sequência se encerra no dia 5/12 às 21h30 em São Paulo no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 194- Moema- fone 0xx11-6100), com ingressos de R$ 115,00 a R$ 160,00.

Nascido em 15 de dezembro de 1957 na Alemanha, filho de um militar americano, Reynolds tornou-se conhecido no cenário musical dos EUA a partir da década de 1990, como artista-solo, integrante do trio TR3 e também tocando com a Dave Matthews Band. Vale lembrar que ele foi um dos maiores incentivadores de Matthews a se tornar músico profissional, quando o hoje astro do rock era apenas um bartender de uma pequena casa de shows no interior dos EUA.

Os shows do artista serão acústicos, e provavelmente terão algum material do álbum That Way, gravado neste formato e previsto para sair em dezembro nos EUA. No repertório, canções próprias e também releituras de obras de artistas e grupo admirados por ele, como Prince, Jethro Tull, James Brown e Led Zeppelin.

O show terá convidados brasileiros: Carlos Malta (que já participou de shows da Dave Matthews Band e de nomes como Roberto Carlos, Caetano Veloso e muitos outros), Pedro Agapio (do grupo 3 Steps) e Fernando Anitelli (do Teatro Mágico). Reynolds já tocou no Brasil anteriormente, como integrante da Dave Matthews Band e com seu grupo paralelo, o TR3, projetos que ele intercala com a sua carreira-solo, que agora ele vem mostrar por aqui.

Leia a seguir entrevista feita por mim em 2013 por telefone com Tim Reynolds e que ficou inédita por razões alheias à minha vontade:

Nascido na Alemanha e criado desde moleque nos EUA, Reynolds se juntou à Dave Matthews Band quando o grupo estava em vias de gravar seu primeiro álbum por uma grande gravadora, Under The Table And Dreaming (1994). Ele já esteve algumas vezes no Brasil, com a DMB e o TR3, e tem ótimas recordações.

“Amei a música, a atmosfera e o público brasileiro, e é muito bom poder voltar agora com o meu próprio trabalho, tocando em um lugar mais intimista, onde a troca de energias é mais direta”.

A atual encarnação da TR3 (com a qual ele tocou por aqui em 2013) está na ativa há dez anos, e Reynolds a considera melhor do que a inicial, com a qual se apresentou no inicio de sua carreira, nos anos 80, e que deixou de lado ao entrar na DMB.

“Nossa formação atual é mais sólida, tocamos bastante juntos, somos como uma família. Sinto que crescemos a cada ano em termos musicais”, explica. Eles já lançaram os álbuns Radiance (2009), From Space And Beyond (2011) e Like Some Kind of Alien Invasion (2014). Ele normalmente não toca músicas da Dave Matthews Band em seus shows individuais. “Não faria sentido”, justifica.

Tim Reynolds garante curtir muito tocar com o TR3 e a Dave Matthews Band, além dos shows acústicos em duo que costuma fazer com Matthews (que geraram vários discos gravados ao vivo).
“Gosto de me dedicar a trabalhos diferentes entre si, são desafios bons de encarar. Com a DMB sou um “sideman” (músico de apoio), toco as partes de guitarra. Na TR3, componho, faço arranjos, mostro mais quem eu sou. E tem o duo de violões com Dave. Gosto de investir em coisas diferentes, aprender coisas novas”.

Dos diversos trabalhos que gravou com Dave Matthews nesses anos todos, ele aponta Away From The World (2012), como o seu favorito. “Gostei muito desse disco, pude improvisar mais como músico, e achei ótimo trabalhar de novo com o produtor Steve Lillywhite, que voltou a produzir um álbum da DMB após 14 anos”. Entre seus ídolos, ele aponta Led Zeppelin, Cream. Robin Trower e Golden Earring, que considera influências marcantes no som do TR3.

Betrayal (live)- Tim Reynolds:

Prêmio Grão de Música 2017 faz evento para vencedores

premio grao de musica 2017-400x

Por Fabian Chacur

Mesmo com o advento da internet, ainda são difíceis os espaços para compositores e intérpretes de talento reconhecido. A grande mídia com muita frequência prefere dar oportunidades a apenas um pequeno elenco, enquanto inúmeros artistas de qualidade ficam à margem. Por isso, iniciativas como o Prêmio Grão de Música merecem todo o apoio. Sua 4ª edição será celebrada com a entrega de troféus aos 15 vencedores, com shows de três deles. Rola neste sábado (25) em São Paulo a partir das 19h na Sala Olido (Avenida São João, nº 473- Centro- fone 0xx11-3331-8399), com ingressos gratuitos.

A premiação teve idealização e realização a cargo da cantora e compositora paraibana Socorro Lira, que se vale de recursos e esforços próprios para viabilizar seu projeto. A ideia é destacar anualmente artistas, iniciantes ou veteranos, pelo conjunto de suas obras, e abrange compositores, compositoras e intérpretes oriundos do país inteiro.

Nesta edição, por exemplo, os 15 vencedores são oriundos de 12 estados diferentes. A identidade visual da premiação como um todo fica a cargo do genial designer gráfico e ilustrador Elifas Andreato, que assinou capas de discos de nomes do porte de Elis Regina, Paulinho da Viola e Martinho da Vila, entre muitos outros.

Os shows na Sala Olido ficarão a cargo de Estela Ceregatti, Calé Alencar e Áurea Martins. Cada artista recebe um troféu confeccionado com bronze e a inclusão de uma faixa em uma coletânea com canções dos vencedores, disponível gratuitamente pela via virtual e também no formato CD. Saiba mais sobre essa importante premiação aqui.

Eis os vencedores do Prêmio Grão de Música 2017, e as faixas que cada um interpretou na coletânea produzida pelo evento, com capa assinada por Elifas Andreato que ilustra este post:

01. Flor de Romã (Bartholomeu Mendonça) com Wilma Araújo (Maceió-AL)
02. Não Nasci para o Amor (Juliano Holanda e Thiago Emanoel Martins) com Almério (Caruaru-PE)
03. Vasta Ilha (Ian Faquini e Mauro Aguiar) com Paula Santoro (Belo Horizonte-MG)
04. Viola Quebrada (Mário de Andrade) com Cida Moreira (São Paulo-SP)
05. Cartão Postal (Joésia Ramos e Maria Cristina Gama) com Joésia Ramos(Aracaju-SE)
06. Bola no Bola (Vidal Assis e Hermínio Belo de Carvalho) com Áurea Martins (Rio de Janeiro-RJ)
07. Pé de Crioula (Ana Paula da Silva e Sérgio Almeida) com Ana Paula da Silva
08. Negra (Calé Alencar) com Calé Alencar (Fortaleza-CE)
09. Cunhantã (Zeca Torres, Aníbal Beça e Thiago de Mello) com Márcia Siqueira (Manaus-AM)
10. Milonga Flor (Érlon Péricles) com João Triska (Curitiba-PR)
11. Corpo (Déa Trancoso) com Déa Trancoso (Almenara-MG)
12. Açoite da Brisa Monte (Jânio Arapiranga) com Jânio Arapiranga (Arapiranga-Rio de Contas-BA)
13. Os Desejos da Mulher (Mocinha de Passira) com Mocinha de Passira e Luzivan Matias (Passira-PE)
14. Noite de São João (Fred Martins e Alberto Caieiro) com Fred Martins (Niterói-RJ)
15. Segundo Quarto (Estela Ceregatti) com Estela Ceregatti (Cuiabá-MT)

Viola Quebrada (ao vivo)- Cida Moreira:

Rolling Stones lançam combo com Sticky Fingers ao vivo

rolling stones sticky fingers live-400x

Por Fabian Chacur

Há alguns anos, virou moda no cenário rocker shows com bandas consagradas tocando na íntegra alguns de seus álbuns mais famosos. Os Rolling Stones fizeram isso em 2015, quando tocaram pela primeira e única vez ao vivo o repertório completo de Sticky Fingers. O registro desse evento histórico já está disponível no Brasil, e em vários formatos: DVD+CD, DVD+LP, Blu-Ray+CD e também nas plataformas digitais, tudo via Universal Music.

Com o título Sticky Fingers: Live At The Fonda Theatre 2015, parte integrante da série From The Vault, o combo apresenta o show realizado no dia 20 de maio de 2015 no Fonda Theatre, em Los Angeles. No DVD/Blu-Ray, temos também como bônus entrevistas com os integrantes da banda falando sobre o álbum e três faixas extras.

Lançado em 1971, Sticky Fingers foi o primeiro álbum lançado pelos Stones em seu próprio selo, cujo símbolo é a famosa língua, que desde então se tornou um dos maiores ícones da cultura pop. A capa gerou polêmica, com seu formato de calça jeans com um zíper apresentado em relevo e abrindo, em algumas edições. O toque do célebre artista plástico e ícone da pop art Andy Warhol deu o toque final na coisa toda.

Mas o melhor do disco é mesmo o seu conteúdo musical. Vendendo milhões de cópias e liderando as paradas de sucesso de todo o mundo, traz clássicos do repertório da banda de Mick Jagger e Keith Richard do porte de Brown Sugar, Wild Horses, Can’t You Hear Me Knocking, Sway e Bitch. Um discaço com muito rock, blues e country e considerado por muita gente como o melhor item da discografia desta mitológica banda.

Can You Hear Me Knocking (ao vivo)- The Rolling Stones:

Malcolm e George Young são desfalques de família rocker

malcolm young ac dc-400x

Por Fabian Chacur

As últimas semanas não foram nada favoráveis à família Young. No último dia 22 de outubro, morreu o músico, produtor e compositor George Young. Neste sábado (18), foi a vez de seu irmão guitarrista e compositor Malcolm Young, que em 1973 fundou ao lado de outro irmão, Angus, o AC/DC, banda na qual se manteve até 2014, quando teve de se retirar por sofrer de demência. O passamento do músico foi comunicado pelo site oficial da banda de origem australiana.

George nasceu em 6 de novembro de 1946 na Escócia, e se mudou com os pais para a Austrália em 1963, sendo que foram com ele Malcolm (nascido em 6 de janeiro de 1953), Angus (13 de março de 1955) e o resto da família. No final de 1964, ele montaria ao lado do holandês radicado na Austrália Harry Vanda a banda The Easybeats, que ficaria conhecida mundialmente graças ao hit de 1966 Friday on My Mind, música posteriormente regravada por David Bowie e Peter Frampton.

Com o fim dos Easybeats, em 1969, surgiu a Vanda & Young, dupla formada pelos ex-colegas de banda dedicada à produção e composições. Em 1973, eles, que haviam se mudado para Londres em 1967, voltaram à Austrália, e firmaram parceria com a Albert Productions. E foi com essa produtora que a banda criada por George e Malcolm naquele mesmo ano começou a trabalhar, uma tal de AC/DC.

Vanda & Young produziram todos os discos lançados pelo grupo entre 1974 e 1978, período durante o qual eles estabeleceriam as bases do que os levaria, a partir de 1979, a atingir o primeiro escalão do rock mundial. Rotulada como banda de hard rock, o AC/DC na verdade gerou uma versão muito peculiar de rock and roll a la anos 1950, blues e rock pesado, na qual a guitarra base de Malcolm funcionava como alicerce da banda, abrindo caminho, com seus riffs poderosos, para os solos do desinibido Angus. Ele sempre se mantinha sério, na dele.

Além do AC/DC, George Young produziu outros artistas, entre eles o cantor e compositor escocês também radicado na Austrália (mas sem parentesco com ele) John Paul Young, que estourou com as canções Yesterday’s Hero (1975) e Love Is In The Air (1978), esta última um clássico perene da disco music. Ele e Vanda também criaram uma banda de estúdio, Flash And The Pan, que fez muito sucesso em 1982 com o hit tecnopop Waiting For a Train.

Malcolm e George Young se reencontrariam em 1988, quando a dupla Vanda-Young produziu o álbum Blow Up Your Video, do AC/DC, e novamente em 2000, quando apenas George se incumbiu da produção do CD Stiff Upper Lip. A partir daí, o irmão mais velho saiu de cena, só voltando às manchetes com o seu recente falecimento, aos 70 anos.

Por sua vez, Malcolm Young deixou o AC/DC em 2014, quando foi anunciado que ele sofria de demência e não conseguia mais se dedicar ao seu instrumento. Em setembro daquele mesmo ano, foi anunciado o seu substituto: ninguém menos do que um irmão mais novo, Stevie (nascido em 1956), que por sinal tinha ficado em seu lugar durante uma turnê pelos EUA em 1988 devido a problemas de Malcolm com as bebidas que o tiraram de cena por uns tempos.

Back in Black– AC/DC:

Antônio Carlos & Jocafi fazem show com Ithamara Koorax

antonio carlos e jocafi com ithamara koorax-400x

Por Fabian Chacur

O público carioca terá o privilégio de conferir nesta sexta-feira (17) às 20h um encontro muito bacana entre integrantes de duas gerações da música brasileira. A dupla Antônio Carlos & Jocafi irá fazer um show no qual terão a seu lado a cantora Ithamara Koorax. O show vai ocorrer no Blue Note Rio (avenida Borges de Medeiros, nº 1.424- Lagoa- Rio- fone 0xx21- 3799-2500), com ingressos custando de R$ 40,00 a R$ 250,00.

Chega a ser ridículo pensar, hoje em dia, que os baianos Antônio Carlos & Jocafi eram encarados de forma bastante negativa pela crítica especializada em música durante a fase áurea de sucesso desses caras, durante os anos 1970. Afinal de contas, o trabalho deles conseguiu aliar de forma extremamente competente apelo popular com grande qualidade artística e musical, um samba-pop de primeira linha.

Eles estouraram com músicas como Você Abusou, interpretada ao vivo até por Stevie Wonder, Desacato (destaque no Festival Internacional da Canção de 1971), Mudei de Ideia, Toró de Lágrimas, Opus 2, Minhas Razões e Jesuíno Galo Doido, além das incríveis trilhas sonoras para as novelas O Primeiro Amor (1972) e Supermanoela (1974).

Além de dar uma geral em seus grandes sucessos, a dupla também promete mostrar uma música inédita, Lívia, baseada em personagem do livro Mar Morto, de Jorge Amado. Eles já haviam escrito anteriormente uma canção homenageando uma obra do autor baiano, o hit Dona Flor e Seus Dois Maridos, lá pelos idos de 1974-75. A parceria com Ithamara Koorax, consagrada cantora de MPB, jazz e bossa com fama internacional, promete ser bem bacana.

Dona Flor e Seus Dois Maridos– Antônio Carlos & Jocafi:

Tribalistas se divertem muito e os fãs observam pela fresta

tribalistas 2017 cd e dvd-400x

Por Fabian Chacur

A parceria entre Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown vem dos anos 1990. Em 2002, eles surpreenderam a todos ao lançar um álbum como se fossem um grupo, adotando o nome Tribalistas. Grande sucesso. Embora continuassem a fazer trabalhos juntos aqui e ali, deixaram o grupo hibernando durante 15 anos. Agora, quando ninguém mais esperava um retorno, eis que surge o segundo trabalho da trinca, em DVD, CD e nas plataformas digitais.

Em uma época na qual até um espirro na rua é capaz de criar polêmicas agressivas, este lançamento obviamente acirrou opiniões, algumas dadas até mesmo antes de conferir o conteúdo de Tribalistas (título igual ao do trabalho de estreia, no melhor estilo Roberto Carlos). Por isso, nada melhor do que esperar a poeira baixar para publicar uma análise deste pacote, que envolve 10 canções, oferecidas ao público em vídeo e também só em áudio.

Tribalistas é um grupo que traz acoplado a si vários elementos que se repetem nas obras que lançou. A sonoridade tem um forte elemento folk pop que influenciou decisivamente artistas do pop nacional surgidos neste século. Adicionados, entram doses de world music, bossa, MPB dos anos 1970 (especialmente Novos Baianos), rock e uma atmosfera hippie impregnada em cada nota tocada e cantada por Marisa, Arnaldo, Carlinhos e seus parceiros habituais (Dadi e Cézar Mendes).

A apresentação em vídeo das músicas é perfeita para o entendimento do projeto como um todo. Temos aqui cenas registradas durante as gravações do álbum, com direito a alguns momentos mais íntimos entre os três integrantes. A aparente curtição entre eles exala um clima de “como são lindos os nossos umbigos”, num êxtase que aparentemente ignora o mundo exterior.

O espectador atento perceberá que em momento algum o grupo tenta algum tipo de interação mais intensa com o público, que se sente como se estivesse presenciando uma festa estranha com gente esquisita através de uma fresta, sem ser convidado para o regabofe. Somos lindos, geniais e se por ventura você não estiver gostando, azar o seu. Sacou?

Isso obviamente não significa que o trabalho seja totalmente autoindulgente, ou que não tenha criatividade e qualidade. Afinal de contas, são três artistas bastante talentosos e com uma trajetória repleta de momentos interessantes, incluindo o primeiro álbum no formato trinca, com os deliciosos hits Já Sei Namorar e Velha Infância.

Em uma era em que certos produtores são capazes de vender a alma por mais um hit nas paradas de sucesso, é bom ver artistas que não abrem mão de seus conceitos. Agora, isso tem um preço, que neste caso específico é cativar apenas aqueles que se propuserem a mergulhar nessa atmosfera extremamente peculiar sem dar umas bocejadas ou sentir um certo ar de déjá vu aqui e ali.

Elementos individuais de cada artista transparecem, como as viagens poéticas de Arnaldo, o lirismo romântico de Marisa e o experimentalismo percussivo de Brown. Surpreende o panfletarismo ingênuo de Trabalivre e Lutar e Vencer, ou o momento quase world music de Diáspora. Surpreendem, mas não entusiasmam.

Um Só vai pelo lado do dub e uma letra que tenta por todos os seres humanos em uma mesma cesta. Fora da Memória vai em uma levada meio bossa, enquanto Aliança parece um momento menos inspirado da faceta romântica-valsa extraída de um disco solo de Miss Monte. Baião do Mundo conta com uma levada meio tribal e é o que mais parece ter cara de um hit potencial por aqui, com temática aquática que a aproxima de Segue o Seco, de certa forma.

Um jeitão de cantiga de ninar meio psicodélica impregna Ânima. Feliz e Saudável exala a influência dos Novos Baianos, e Os Peixinhos conta com a participação da cantora e compositora portuguesa Carminho, com um clima delicado e elementos inusitados na percussão.

No fim das contas, o novo capítulo deste projeto musical mantém a essência do anterior sem acrescentar nada muito significativo ao pacote, o que não é algo ruim em sua essência. O problema básico é essa dificuldade em cativar o ouvinte/espectador e envolve-lo na brincadeira. Ao contrário de Tribalistas 1, este volume 2 não leva jeito de que será tão lembrado por público e crítica nos próximos anos. Com a palavra, o tal do senhor da razão, o tempo.

Baião do Mundo (clipe)- Tribalistas:

Manifesto Bar realiza a sua 1ª feira do vinil nesta quarta (15)

feira do vinil manifesto bar-400x

Por Fabian Chacur

Aberto em 1994, o Manifesto Bar é um espaço sempre aberto para shows de rock, tanto de bandas autorais como de artistas cover nacionais e internacionais. Até o lendário grupo Jefferson Starship se apresentou naquele palco. Agora, o espaço será aberto para a sua primeira Feira do Vinil, que será realizada nesta quarta (15), em pleno feriadão, das 15 às 22h, com entrada gratuita. O endereço é rua Iguatemi, nº 36- Itaim Bibi- fone 0xx11-3168-9595.

O visitante terá a oportunidade de ver o acervo de diversos expositores especializados em vários estilos musicais, com ênfase no velho e bom rock and roll. Além dos LPs e também dos CDs, também teremos por lá flash day tattoo e venda de camisetas e outros acessórios ligados ao rock. Uma boa oportunidade para você procurar aquele disco raro do REO Speedwagon, por exemplo, ou da sua banda favorita, seja ela qual for. Isso, em um espaço agradável e de fácil acesso.

Tough Guys– REO Speedwagon:

Tears For Fears lança o álbum com seus hits e duas inéditas

Tears-For-Fears-Rule-The-World-400x

Por Fabian Chacur

Para quem ficou encantado com o show feito pelo Tears For Fears em setembro, no Rock in Rio, e gostaria de ter uma compilação com os maiores hits do duo britânico, boa notícia. Já está disponível nas plataformas digitais Rule The World: The Greatest Hits, cuja versão física chegará às lojas brasileiras no dia 8 de dezembro, via Universal Music.

Como tem sido praxe há muito tempo na indústria musical, esta nova compilação do grupo formado há 36 anos por Roland Orzabal e Curt Smith traz atrativos para os fãs casuais e também para quem coleciona tudo o que eles lançam. Quem se encaixa no segundo grupo deve saber que o álbum inclui duas faixas inéditas: a sacudida I Love You But I’m Lost e a mais introspectiva Stay, ambas bem interessantes.

Além das duas inéditas, a compilação tem como diferencial trazer pela primeira vez faixas representando todas as fases da banda, inclusive o período sem Curt Smith (Raoul And The Kings Of Spain, do álbum homônimo, de 1995) e o álbum do retorno Everybody Loves a Happy Ending (Closest Thing To Heaven,de 2004).

Eis a relação das faixas incluídas em Rule The World: 1. Everybody Wants To Rule The World / 2. Shout / 3. I Love You But I’m Lost / 4. Mad World / 5. Sowing The Seeds Of Love / 6. Advice For The Young At Heart / 7. Head Over Heels / 8. Woman In Chains / 9. Change / 10. Stay / 11. Pale Shelter / 12. Mothers Talk / 13. Break It Down Again / 14. I Believe / 15. Raoul And The Kings Of Spain / 16. Closest Thing To Heaven.

I Love You But I’m Lost– Tears For Fears:

Kompha retorna com show no Clube Pinheiros em São Paulo

kompha-5386- Crédito Sandro Felippin-400x

Por Fabian Chacur

Foram longos anos de espera. Quase 20, para ser mais preciso. Mas enfim o grupo Kompha, que fez sucesso no cenário rocker paulistano dos anos 1970, está de volta. Eles comemoram essa nova fase da carreira com um show em São Paulo neste sábado (11) às 21h no Esporte Clube Pinheiros (Rua Tucumã, 142 – Jardim Europa), com ingressos a R$ 30,00 (associados) e R$ 45,00 (convidados de associados). Será só o início dessa nova era.

O Kompha estreou em 8 de novembro de 1969, e tinha como marca registrada um repertório composto pelo melhor do rock feito naquela época por nomes como The Doobie Brothers, Elton John, Free, Steve Winwood, James Taylor e inúmeros outros. Eles fizeram a sua fama em shows pela capital paulistana, especialmente nas célebres domingueiras promovidas no Círculo Militar.

Além do repertório alheio, eles gravaram compactos simples de muito sucesso como Beacher/Since I Feel For You (1972), Fat Lady/Bridges (1973) e Lalala Blues/Happy Song (1974). Um de seus destaques era o vocalista Ray Mattar, que infelizmente nos deixou em 1996 e será homenageado no show deste sábado.

A atual formação do grupo paulistano traz Alberto Niccoli Junior (bateria), Marinho Murano (teclados), Zé Roberto (guitarra-base) e Tuca Aun (guitarra), dos tempos de glória, e atualmente também traz José Aquino (baixo) e os convidados especiais Enio Di Bunito (percussão) e o cantor canadense Joe Roberts.

Eles prometem iniciar uma nova série de shows que deve invadir 2018 com força total, e com a mesma energia que marcou seu último retorno de fato, ocorrido em 2000 no projeto Rock ‘N’ Roll Celebration, homenageando as bandas daqueles tempos animados e roqueiros.

Beacher– Kompha:

Thiago Ramil lança videoclipe de Amora, do seu novo álbum

thiago ramil amora clipe-400x

Por Fabian Chacur

Amora, faixa do álbum Leve Embora, mais recente trabalho do cantor, compositor e músico gaúcho Thiago Ramil, já está disponível no Youtube. Trata-se de uma canção leve e quase hipnótica, levada pelo violão tocado pelo artista, e na qual é relatada de forma singela uma improvável e imaginária paixão de um pé de amora por uma bailarina.

Para quem achou o sobrenome familiar, vale lembrar que Thiago é sobrinho de Kleiton, Kledir e Vitor Ramil, artistas com belíssima reputação artística conquistada em décadas de trabalho sério e consistente. Pelo andar da carruagem, esse novo representante do clã musical gaúcho deve nos próximos anos pedir passagem para consolidar seu trabalho e também entrar nesse universo restrito de popularidade.

O videoclipe foi registrado na Praça Jornal do Comércio, situada no bairro Santo Antônio, em Porto Alegre. A presença de um grupo de crianças equivale a um desdobramento do projeto Acalanto, que une psicologia e música, as duas área em que Thiago (psicólogo formado) desenvolve trabalhos. A música fala sobre o amor partindo de outras perspectivas que vão muito além do mero amor romântico e envolvem a bela ingenuidade da infância.

“Dialogar musicalmente com as crianças abriu muitas perspectivas. Por isso, pensamos na montagem do clipe ampliando sentidos através do olhar de criança, que representa mais que uma fase do nosso desenvolvimento, mas uma forma de ver o mundo”, explica o artista.

Amora(clipe)- Thiago Ramil:

« Older posts Newer posts »

© 2017 Mondo Pop

Theme by Anders NorenUp ↑