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Pitty relembra CD Anacrônico com edição especial e uma live

Pitty auto-retrato 400x

Por Fabian Chacur

Após lançar o bem-sucedido álbum de estreia Admirável Chip Novo (2003), Pitty teve de enfrentar o chamado “desafio do segundo álbum”, que assombra todo artista que consegue iniciar a carreira com um trabalho estourado logo de cara. E ela deu conta do recado. Como forma de celebrar os 15 anos do lançamento deste disco, Anacrônico, a badalada roqueira baiana lança uma Deluxe Edition do CD e fará uma live gratuita nesta sexta (21) às 22h (o link está aqui).

Intitulada Luau Anacrônico, a live, que será realizada no melhor estilo voz, violão e percussão, trará em seu repertório todas as músicas do álbum, entre elas os hits certeiros Na Sua Estante e Memórias, além das três faixas-bônus acrescidas à Deluxe Edition de Anacrônico, que está sendo lançada nas plataformas digitais neste mesmo dia pela gravadora Deck.

As três faixas incluídas como bônus na nova versão do álbum são bem interessantes. Déja Vu, por exemplo, é uma versão demo gravada por Pitty ainda com seu primeiro guitarrista, Peu Sousa. Por sua vez, O Muro é o primeiro registro com Martin Mendonça, até hoje incumbido da guitarra na banda da artista. Seu Mestre Mandou completa a trinca de novidades. Fica no ar a possibilidade de versões físicas deste lançamento.

Ainda dentro dessa celebração dos 15 anos do álbum, Pitty também nos ofereceu uma nova versão da faixa Anacrônico, divulgada por um belo lyric video, que ela interpreta em parceria com uma das mais expressivas representantes da nova geração da música brasileira, a também baiana Josyara.

Anacrônico (clipe)- Pitty e Josyara:

E lá se vão 15 anos de eterna saudade…

Por Fabian Chacur

No dia 22 de junho de 1996, senti na carne o sentido real da frase “nada dura para sempre”.

Naquele mais do que triste sábado, perdi minha mãe, Victoria Amorim Chacur, que em seus 70 anos e dois meses de existência foi uma pessoa que, definitivamente, soube fazer a diferença.

Nunca irei me esquecer do verdadeiro cortejo fúnebre que seguia o carro que a levava para sua última viagem (ela que tanto gostava de viajar).

Os carros passavam, e as pessoas, na avenida Paulista, se perguntavam: “quem será que era? Será que era alguém famoso?” E era, podem ter certeza.

Minha mãe ajudou muita, mas muita gente mesmo. Coração de ouro, pessoa generosa, prestativa, sempre pronta a dar uma força às pessoas que amava.

E tinha o gosto musical abrangente, sobre o qual já falei aqui neste mesmo Mondo Pop. Ia do brega à música clássica, sem preconceitos. E detonava o João Gilberto!

Quando tive dúvidas entre a profissão a seguir, se o jornalismo ou o direito, ela não negou que não achava o jornalismo uma boa opção.

Sei lá se ela não tinha razão, mas, bem, é o que sei fazer, escrever, e olhe lá. De qualquer forma, ela queria o meu bem. Sempre quis, sempre irá querer, esteja onde estiver.

São 15 anos sem ela. Um dia triste, sim, mas de certa forma, alegre, também.

Afinal de contas, você só sente saudade daquilo que foi importante, que valeu a pena, que fez a diferença, que te ajudou, que te fez feliz. E das pessoas que te fizeram ser o que você é.

Um abraço apertado e um beijo na senhora, mãe, e também em todos que por ventura partilhem dessa saudade dela comigo.

E, como diria ela, sol é vida, pois, nesse exato instante em que estou escrevendo, raios de sol invadem essa nublada manhã, como se fossem uma de suas gargalhadas contagiantes.

Victoria Amorim Chacur que, antes de se casar com o glorioso Fuad Chacur, era Victoria Irene Amorim. Será que o Caetano fez Irene para ela?

Ouça Irene, com Caetano Veloso e Gilberto Gil:

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