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Tag: 1947-2013

Morre Marku Ribas, fera da black music

Por Fabian Chacur

Para minha imensa tristeza, sou obrigado a divulgar que morreu neste sábado (6) em Belo Horizonte, vítima de um câncer de pulmão, o genial cantor, compositor e músico mineiro Marku Ribas. Ele não resistiu às consequências dessa terrível doença, que o atormentava há uns dois anos, e estava internado no hospital Lifecenter, na capital mineira, desde a última quarta-feira (3). Descanse em paz, fera!

Nascido no dia 19 de maio de 1947 na cidade de Pirapora, no interior de Minas Gerais, Marku Ribas iniciou sua carreira nos anos 60, e pode ser considerado um dos pioneiros da black music brasileira, além de um dos primeiros músicos daqui a investir com qualidade artística no reggae jamaicano, e mesmo a usar dreadlocks. Ele morou durante alguns anos no exterior.

Samba rock, samba funk, soul, jazz, samba, reggae, o cara não impunha limites a seu talento artístico em termos musicais. Entre outras músicas maravilhosas, tem em seu currículo a fantástica Zamba Ben, que Marcelo D2 plagiou para fazer sua Maldição do Samba, sem dar crédito a Marku. Rolou até processo na Justiça por causa disso.

Marku tocou com grandes nomes da música, entre os quais Chico Buarque, Nara Leão, Tim Maia, Emílio Santiago (que também se foi há pouco) e até mesmo os Rolling Stones. Embora não tenha sido creditado e nem tenha ganho por isso, o mestre gravou percussão na faixa Back To Zero, do álbum Dirty Work (1986). Ele também viveu o papel do baterista da banda de Mick Jagger no clipe da música Just Another Night (1984), gravado no Brasil.

O talento de Marku Ribas ia além da música. Ele trabalhou como ator em diversos filmes no Brasil e no exterior, entre eles o delicioso Chega de Saudade, na qual faz o papel de um cantor de banda de bailes ao lado de Elza Soares. Generoso, sempre foi aberto a parcerias com jovens talentos, como a feita com o rapper mineiro Flávio Renegado na insana Mil Grau.

Uma das melhores entrevistas que fiz na minha carreira como jornalista da área musical foi com essa figuraça, em 2009. Inicialmente arredio, ele aos poucos foi abrindo o peito e me contando momentos maravilhosos de sua sensacional trajetória. Dê-me a honra de ler essa entrevista aqui, e você não se arrependerá.

Ouça Zamba Ben, com Marku Ribas:

Veja o clipe de Just Another Night, com Mick Jagger:

Morre Peter Banks, da fase inicial do Yes

Por Fabian Chacur

Morreu no último dia 7 de março, em Londres, vítima de parada cardíaca, o músico britânico Peter Banks. Ele tinha 65 anos e ficou conhecido no universo do rock progressivo como o primeiro guitarrista do Yes, com o qual gravou os bons álbuns Yes (1969) e Time And a Word (1970).

Embora tenha saído do Yes ainda em sua fase inicial, quando o sucesso comercial da célebre banda inglesa ainda não era tão grande, Banks deixou sua marca na obra do grupo, e é considerado por especialistas como um dos músicos mais talentosos da história do rock progressivo. Seu desempenho no brilhante cover de Every Little Thing, dos Beatles, serve como boa prova dessa afirmação.

Depois de deixar Jon Anderson e sua turma, Peter Banks integrou bandas como a Flash e a Empire, além de investir em carreira solo razoavelmente produtiva, embora sem tanta repercussão. Ele nasceu em 15 de julho de 1947, e reza a lenda que foi dele a sugestão de que o grupo britânico até hoje na ativa fosse batizada como Yes, nomenclatura assumida de forma provisória pelo grupo em princípio, mas que logo se solidificou.

Every Little Thing, com o Yes:

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