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Xande de Pilares retorna com uma enxurrada de canções

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Por Fabian Chacur

Três anos se passaram desde que Xande de Pilares lançou Perseverança, seu primeiro álbum solo. Nesse período, ele se consolidou de vez no meio do samba, após ter sido integrante do grupo Revelação entre 1992 e 2014. Agora, ele volta, e com tudo, com um novo CD. Trata-se de Esse Menino Sou Eu, que esbanja fome de bola, especialmente pelo fato de trazer 17 canções, algo não muito comum nos lançamentos atuais.

Chega a ser curioso saber que, quando o cantor, compositor e músico carioca saiu do Revelação, ele pensou em largar mão de tudo. “Recebi muitos conselhos do Jorge Aragão, da Leci Brandão, do pessoal do Salgueiro, do Prateado, do Leandro Sapucahy, da minha mãe, eles não me deixaram desistir, e me fizeram acreditar no meu trabalho”, relembra, em entrevista a Mondo Pop.

Após a ótima repercussão do primeiro trabalho individual, ele preferiu preparar com calma um sucessor de Perseverança, algo que tem a ver com o seu jeito de ser. “Não sou um cara apressado em nada. Não estou preocupado com resultados imediatos, quero fazer história. Vide o Noel Rosa, que viveu pouco e se foi há muito tempo, mas cujo trabalho está aí até hoje”. A música Tem Que Provar Que Merece, uma das melhores do álbum, fala exatamente sobre isso, essa disposição de lutar para conseguir concretizar seus sonhos.

O seu som traz elementos das raízes do samba, mas sem se fechar a outras influências. “Não me submeto a mudanças. Procuro me adaptar e evoluir, mas sem deixar de ser eu. O samba está sempre aí, e respeito os outros estilos musicais”. Aliás, ele justifica o grande número de canções exatamente a essa vontade de investir em material de qualidade. “Tinha muitas músicas boas, a seleção inicial de repertório trazia umas 50, então não dava para deixar tanta coisa de fora”.

A explicação de Xande fica ainda mais clara quando ele revela que lançará um segundo volume de Esse Menino Sou Eu em um futuro não muito distante, com direito a mais 18 músicas e a participações especiais de nomes como Maria Rita e Seu Jorge, entre outros. Um DVD, que será o primeiro sem o Revelação, também está previsto para 2018.

Esse Menino Sou Eu, em seu primeiro volume, traz participações especiais de Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, André Renato e a mãe de Xande, Maura Helena. “Conhecer o Zeca e me tornar seu amigo foi um dos maiores presentes que o Arlindo Cruz me deu, pois foi ele quem me aproximou dos meus ídolos; o André Renato é filho do Sereno, do Fundo de Quintal, e sempre vi um grande potencial nele, tem um estilo de cantar bem próprio”.

A faixa Mãe é uma das mais emocionantes. “Esse disco fala muito da minha vida, e nessa faixa homenageio a minha mãe, que me influenciou muito musicalmente e que tem muita importância para mim, foi emocionante gravar ao lado dela”. Aliás, uma das coisas que Xande mais curte é trabalhar em equipe. “Vida compartilhada é muito melhor, música é você interagir com os outros, é aí que as coisas saem”.

Ele também aponta a importância do consagrado e experiente produtor Prateado na concretização desse novo projeto. “Nossa parceria fluiu muito no estúdio, também compusemos músicas juntos. Sempre quis trabalhar com ele, mas como sou muito tímido, espero sempre o momento certo para concretizar essas parcerias. Temos os mesmos gostos musicais, é um cara incrível”.

Aliás, o que não falta no currículo de Xande é parceria. Só com Zélia Duncan ele já compôs 17 músicas, sendo que 3 já foram gravadas por ela. Ele também destaca outros nomes importantes. “A Maria Rita virou minha irmã, ela gravou três músicas minhas. E também busco relação com os músicos das antigas, respeito muito eles, fui criado assim”.

Além de composições inéditas dele e de outros autores, o ex-cantor do Revelação também escolheu a dedo algumas canções para regravar, dos repertórios de Benito di Paula, Jorginho do Império e Djavan. “Alegre Menina, por exemplo, foi lançada na trilha da novela Gabriela, em 1975, com o Djavan; ela soa natural, me dá uma grande emoção, pois me transporta para a minha infância”.

Além de todos os projetos previstos para o futuro próximo, ele também gostaria de regravar músicas de Roberto Carlos e Jorge Ben Jor. Desde último, ele até já sabe qual seria a escolhida. “Amo o álbum A Tábua de Esmeraldas (1974), e especialmente a faixa A Minha Teimosia é Uma Arma Pra Te Conquistar, essa seria muito legal de regravar”.

Tem Que Provar Que Merece– Xande de Pilares:

Alice Cooper grava com a sua antiga banda em Paranormal

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Por Fabian Chacur

Alice Cooper voltará a lançar um álbum de estúdio após seis anos. Seu novo trabalho, intitulado Paranormal, chegará às lojas físicas e virtuais a partir do dia 28. No Brasil, sairá em parceria do selo nacional Shinigami Records com a Ear Music. Será uma versão em formato de CD duplo, e um dos grandes atrativos é a participação de músicos de sua antiga banda, com a qual atuou entre 1969 e 1974.

O primeiro CD traz músicas inéditas gravadas em Nashville e produzidas por Bob Ezrin, que trabalhou com Alice em álbuns clássicos de sua bela discografia, entre eles Welcome To My Nightmare (1975), o primeiro que ele gravou como artista-solo. O álbum conta com faixas como Paranormal e Paranoiac Personality, e inclui participações especiais de Billy Gibbons (guitarrista do ZZ Top), Larry Mullen (baterista do U2) e Roger Glover (baixista do Deep Purple).

O segundo CD tem duas canções inéditas gravadas em estúdio, nas quais Cooper é acompanhado por Dennis Dunaway (baixo), Neal Smith (bateria) e Michael Bruce (guitarra), integrantes de sua banda original. As músicas são Genuine American Girl e You And All Of Your Friends. Também estão neste CD seis gravações ao vivo realizadas em 2016 nos EUA com sua banda atual de clássicos como School’s Out, Feed My Frankenstein, Billion Dólar Babies e No More Mr. Nice Guy.

Alice tocou recentemente ao vivo com seus ex-colegas de banda, e está programada para este ano turnê com eles no Reino Unido. Um único músico daquela formação estará de fora, o guitarrista Glen Buxton, que infelizmente nos deixou em 1997. A atual banda do roqueiro americano inclui Ryan Roxie (guitarra), Glen Sober (bateria), Chuck Garric (baixo), Nita Strauss (guitarra) e Tommy Henriksen (guitarra).

Paranormal– Alice Cooper:

Shania Twain lança um single e anuncia novo CD de estúdio

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Por Fabian Chacur

Longos 15 anos se passaram desde que Shania Twain lançou seu mais recente álbum de estúdio, Up!, que atingiu o topo da parada americana em 2002. Para felicidade de seus milhões de fãs, a cantora e compositora canadense não só divulgou um novo single, como também já anunciou a data em que sairá seu novo trabalho, 29 de setembro, nos formatos CD, LP de vinil e digital. Trata-se de Now, cuja capa ilustra este post.

O single Life’s About To Get Good tem uma pegada pop dançante com leve tempero country, e está obtendo ótima performance nas plataformas de streaming e redes sociais. Um bom início para a divulgação de Now, que em sua versão standard traz 11 faixas e tem como difícil missão competir com as incríveis vendagens de seus trabalhos anteriores, entre eles Come On Over (1997), que vendeu mais de 40 milhões.

Desde o lançamento de Up!, muita coisa aconteceu na vida e na carreira desta grande cantora country-pop. Ela se separou em 2008 de Robert John Mutt Lange, que era seu produtor, parceiro musical e considerado o grande responsável pela bela estrela atingir o megaestrelato. A moça também teve problemas com suas cordas vocais, superou-os, voltou à ativa na TV e também em longa temporada em Las Vegas.

Life’s About To Get Good– Shania Twain:

Megadeth confirma shows no Brasil em outubro/novembro

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Por Fabian Chacur

Boa notícia para os fãs de thrash metal. O Megadeth, uma das bandas mais importantes dessa vertente do heavy metal, confirmou duas apresentações no Brasil em breve. Os shows serão no dia 31 de outubro às 22h em São Paulo no Espaço das Américas (rua Tagipuru, nº795- Barra Funda- fone 0xx11-3864-5566), com ingressos de R$ 100,00 a R$ 400,00, e no dia 1º de novembro, ás 22h, no Rio de Janeiro, no Vivo Rio (avenida Infante Don Henrique, nº 85- Parque do Flamengo- fone 0xx21-2272-2901), com ingressos de R$ 90,00 a R$ 360,00. Mais informações aqui.

Ele vivem grande fase graças a Dystopia (2016), 15º disco de estúdio da banda americana que atingiu o terceiro lugar na parada ianque e que marcou a entrada no time do guitarrista brasileiro Kiko Loureiro, conhecido por seu trabalho com o Angra. O álbum valeu ao grupo um troféu Grammy na categoria Melhor Performance de Metal, e tem se mostrado um dos mais bem-sucedidos da carreira do grupo.

Loureiro entrou com moral em cena, tanto que ele assina três das onze faixas do trabalho, escritas em parceria com o cantor, compositor e guitarrista Dave Mustaine, que ao lado de Dave Ellefson (baixo) criou a banda em 1983. Além dos dois e do brasileiro, que entrou em cena em 2015, completa a escalação atual do grupo o baterista belga Dirk Verbeuren, o que dá uma faceta global à esta line up.

Desde o lançamento de seu primeiro álbum, Killing Is Business…And Business Is Good (1985), o quarteto criado por Mustaine após ser demitido da função de guitarrista solo do Metallica teve várias mudanças de formação, mas sempre manteve um fã-clube enorme. Eles já vieram várias vezes ao Brasil, sendo a primeira no Rock in Rio 1991. Seu álbum mais popular de todos os tempos é Countdown To Extintion (1992), que traz o hit Symphony Of Destruction.

Poisonous Shadows– Megadeth:

Fernanda Takai dá um banho de sutileza em seu novo DVD

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Por Fabian Chacur

Em 2007, Fernanda Takai iniciou uma carreira-solo paralela à do grupo que a consagrou nacionalmente, o Pato Fu. Essa trajetória chega agora ao seu quinto lançamento, o DVD/CD (vendidos juntos, em embalagem digipack) Na Medida do Impossível- Ao Vivo No Inhotim (Deck). Trata-se de um trabalho no qual a sutileza, o bom gosto e o talento da cantora radicada há décadas em Minas Gerais se apresentam de forma superlativa.

O trabalho foi gravado ao vivo no Inhotim, um misto mágico e cativante de parque e galeria de arte ao ar livre situado em Brumadinho (MG) no dia 3 de setembro de 2016. Além da dona da festa no vocal principal e violão (e usando um belo vestido), temos Larissa Horta (baixo e vocais), Lenis Rino (bateria, MPC e vocais), Lulu Camargo (teclados e gaita) e Tiago Borba (guitarra, violão e vocais), um time afiado que se presta às várias sonoridades empregadas durante o espetáculo.

O repertório do DVD traz 18 faixas, sendo 11 das 13 canções incluídas em Na Medida do Impossível (CD de estúdio lançado em 2014), três de trabalhos anteriores e três novidades em seu repertório,

São elas De Onde Vens (que ela gravou em 2014 para o álbum-tributo a Nelson Motta, Nelson 70), Nada Para Mim (do marido e parceiro de Pato Fu John Ulhôa e gravada originalmente por Ana Carolina em 1999) e I Don’t Want To Talk About It (do saudoso Danny Whitten, do grupo Crazy Horse, sucesso em gravações de Rod Stewart e Everything But The Girl) e Fui Eu (hit de José Augusto nos anos 1980).

O CD, por sua vez, conta com 14 faixas, sendo 12 iguais às do DVD e duas gravações de estúdio de Nada Pra Mim e I Don’t Want To Talk About It. Ainda no DVD, surgem duas versões de Partida, uma ao vivo que aparece nos extras junto com um making of de 6m37 de duração, e outra ilustrada por um clipe gravado nos domínios do Inhotim.

O curioso é que o show foi gravado à noite, com uma iluminação que dá uma ambientação de “festa à luz de velas”. Desta forma, o cenário natural fica em segundo plano, podendo ser confundido com um registro em teatro ou local fechado. A atmosfera de encantamento não é prejudicada por essa opção, que, ao contrário, não banaliza a natureza presente. E para quem deseja ver melhor o local, basta conferir o clipe da envolvente Partida, que cumpre essa função com eficiência.

O show flui com muita felicidade, com um repertório que se divide entre canções folk, pop, rock, eletrônica e um pouco de samba/bossa nova aqui e ali. Tudo isso pontuado pela voz doce de Fernanda, que com sua presença de palco delicada e simpática cativa o público e cria um clima de empatia sem grandes dificuldades.

Sem prejudicar a trajetória do Pato Fu, a carreira solo de sua talentosa cantora segue como uma boa forma de Takai externar sonoridades e canções que não caberiam tão bem na banda, podendo assim ampliar seus horizontes musicais. Boa sacada.

Partida (clipe)- Fernanda Takai:

Banda PAD lança um primeiro single pela Universal Music

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Por Fabian Chacur

Tem banda nova no cenário rock brasileiro. E com um bom pedigree. Trata-se da PAD. Criada em novembro de 2016, ela acaba de lançar seu primeiro single pela Universal Music, no formato digital e com direito a um lyric vídeo. Not So Vain tem título em inglês, mas a letra é em português, mesmo. Trata-se de uma amostra do primeiro álbum do sexteto, que está previsto para chegar ao mercado musical brasileiro ainda em 2017.

Not So Vain é um hard rock com levada swingada, e funciona como um interessante cartão de visitas para o time, que é composto por músicos bem experientes: Fábio Noogh (vocal, da banda cover The Soundtrackers), Marcos Kleine (guitarra, do Ultraje a Rigor), Thiago Biasoli (baterista, do Carranca Trio), Willian Bill de Oliveira (baixo- produtor do Dr. Sin e integrante do Trinta E3), Leandro Pit (guitarra- Os Travessos, Sensação e Intuição) e Rodrigo Simão (teclados).

A banda fez sua primeira apresentação em fevereiro deste ano, na Campus Party Brasil, em São Paulo. O seu nome surgiu de forma bem-humorada como uma espécie de trocadilho com “pé de galinha”, citação do nome Chickenfoot, superbanda americana liderada pelo vocalista e guitarrista Sammy Haggar, ex-Van Halen. Eles definem a letra do seu single de estreia como “Viver o momento intensamente e deixar o passado para trás. Não se apegar ao futuro”.

Not So Vain- PAD:

Turma do Pagode grava CD ao vivo com diversos convidados

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Por Fabian Chacur

Na última segunda-feira (12), em pleno Dia dos Namorados, o grupo Turma do Pagode gravou o seu novo CD ao vivo. O local foi o estúdio NaCena, em São Paulo, que contou com uma plateia composta por convidados especiais e integrantes de diversos fãs-clubes do grupo espalhados pelo Brasil. Ainda sem título definido ou data de lançamento programada, o trabalho trará bons atrativos para quem segue o seu trabalho.

Com 17 faixas, divididas entre regravações e inéditas, o repertório inclui, entre outras, Cobertor de Orelha, Se Eu Pudesse, Tá de Parabéns e Antes Só do Que Mal Apaixonada. O elenco de convidados é estelar, um verdadeiro “quem é quem” no cenário do pagode: Dodô (Pixote), Reinaldo- O Príncipe do Pagode, Netinho de Paula, Leandro Lehart e Márcio Art do Art Popular e os ex-Exaltasamba Chrigor e Péricles.

Com 15 anos de estrada, o grupo formado por Leiz (tantã e voz), Caramelo (banjo e voz), Rubinho (pandeiro), Marcelinho (cavaquinho), Leandro Filé (violão), Fabiano Art (surdo e percussão), Neni Art (repique de mão, pandeiro, cuica e percussão) e Thiagão (percussão) atualmente faz shows para divulgar seu DVD/CD XV Anos (2016), que traz como chamariz a faixa Deixa em Off, um dos grandes sucessos recentes do pagode, com mais de 55 milhões de acessos no Youtube.

Deixa em Off (ao vivo)- Turma do Pagode:

Good Vibes é 1ª faixa autoral da cantora pop Luisa Sonza

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Por Fabian Chacur

Mais de três milhões de visualizações. Eis o resultado, durante apenas uma semana no Youtube, do clipe de Good Vibes, primeira música autoral da cantora e compositora gaúcha Luisa Sonza. O single marca a estreia da loirinha de 18 anos na gravadora Universal Music, e também está fazendo ótima performance no Spotify. “Estou muito feliz, esperei muito por isso, é surreal para mim, fico emocionada só de falar”, revela, em entrevista a Mondo Pop.

Embora muito novinha, Luisa já tem um currículo respeitável. Oriunda da cidade gaúcha de Tuparendi, ela brinca, dizendo que canta desde que nasceu. E aos 7 anos, recebeu o convite para integrar uma banda, na qual ficou durante muito tempo e com a qual fazia apresentações para públicos de até 5 mil pessoas. “Cantava Beatles, Abba, música sertaneja, música gaúcha de raiz. Sou muito das antigas”, comenta.

Sua fama se espalhou a partir do momento em que passou a postar vídeos no Youtube com releituras acústicas de hits alheios. Com milhões de acessos, cativou até famosos como o youtuber Whindersson Nunes e Luan Santana, que gravaram vídeos com ela. “Gosto de estar perto das pessoas, e o Youtube me aproximou delas. Fico muito feliz com tudo que o Youtube me proporcionou, e não acho que perdi minha privacidade por causa disso”, avalia.

Good Vibes foi composta em um período de seis meses. A gravação foi produzida pela dupla Umberto Tavares e Mãozinha, que assinam os hits de inúmeros artistas pop brasileiros atuais. “Trabalhar com o Umberto foi uma honra, eu me senti muito segura com ele, que me ajudou a ter uma pegada mais pop, a parte eletrônica veio dele, pois eu estava acostumada a gravar de forma acústica”, comenta.

O clipe do single teve como cenário a paradisíaca Fernando de Noronha. “A ideia desde o início foi ter uma praia como cenário, e escolhi Fernando de Noronha porque considero um lugar com ótimas vibrações, com pessoas legais, tinha tudo a ver com a música”.

Nem é preciso dizer que as comparações com Anitta, principal estrela no segmento pop brasileiro atual, já começaram. Ela não liga. “Acho a Anitta uma artista incrível, falo muito com ela, somos amigas. É uma honra ser comparada a ela logo em meu primeiro single autoral”.

No dia 7 de julho, já está programado o lançamento de um novo single autoral, com a música Olhos Castanhos. Por enquanto, não há previsão de um lançamento a curto ou médio prazo de um álbum completo, sendo a perspectiva mais clara a de lançar um EP no final deste ano ou no começo de 2018. Convidados podem pintar, mas Luisa prefere manter segredo. Ela iniciou uma turnê em maio, com shows nos quais canta músicas autorais e covers de seus ídolos.

Good Vibes– Luisa Sonza:

Barros de Alencar, radialista e cantor, nos deixa aos 84 anos

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Por Fabian Chacur

“Barros de Alencar, vai apresentar, as sétimas do dia, as sete campeãs!” Após essa vinheta, uma voz grave e cativante anunciava: “sétima”. Eis uma das lembranças mais marcantes da minha infância. A emissora era a rádio Tupi Am, e quem a ouvia era minha querida e saudosa mãe Victoria. O filho pegava carona, e nessas ouvia os hits do momento. O dono daquele vozeirão se foi na manhã desta segunda (5) aos 84, o gente boa Barros de Alencar.

Entre os sucessos tocados lá pelos idos de 1969 por esse paraibano de Uiraúna, tinha de tudo, até os Beatles, geralmente com Ob-ladi Ob-lada, que ele anunciava de forma bem-humorada como “Os Britos”. Barros era um campeão de audiência, e também tocava as músicas que gravava, ora interpretando normalmente, a la Julio Iglesias (que nem estava em cena ainda) ou no melhor estilo recitativo, seara também seguida por Francisco Cuoco e outros, já nos anos 1970.

Lembro da surpresa de, ao entrevista-lo no finalzinho dos anos 1980, pelo Diário Popular, constatar que aquela voz potente vinha de um baixinho. Era incrível sua simpatia ao relembrar histórias de vida e carreira, e também da forma despretensiosa como encarava a carreira de cantor, sem se levar muito a sério. Mas ele vendeu muitos e muitos discos com canções como Meu Amor é Mais Jovem do Que Eu e Soleado.

Mas ele era quente mesmo como apresentador de rádio e também de TV, com um estilo descontraído. Na televisão, nos anos 1980, ajudou a popularizar diversos cantores populares e até as bandas de rock emergentes, como Magazine e Metrô, só para citar duas delas. Seus concursos de covers de Michael Jackson também marcaram época. Ele sofria com problemas cardíacos, e agora já deve estar ao lado de outros gênios do rádio, como Hélio Ribeiro, lá no céu radiofônico.

Meu Amor é Mais Jovem do Que Eu– Barros de Alencar:

Canábicos mostram hard rock potente no ótimo CD Intenso

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Por Fabian Chacur

Dizem que a melhor forma de se aprimorar aquilo que se faz é fazendo, cada vez mais e sempre atento ao que se pode realizar para melhorar a qualidade do resultado final. O grupo Canábicos, na estrada desde 2013, aparentemente segue esse lema à risca, pois em quatro anos de estrada chega agora ao seu quarto álbum. E pela excelência de Intenso (Monstro Discos), o seu mais novo trabalho, o caminho é esse mesmo.

Cria de Araguari (MG), o grupo traz Clandestino (vocal), Murcego González (guitarra, também integra o ótimo Uganga), MM (baixo) e Mestre Mustafá. No currículos, os álbuns La Bomba (2013), Reféns da Pátria (2014), Alienígenas (2015) e o recém-lançado Intenso (2017). A vitória em 2015 no Fun Music, o maior festival universitário de música do Brasil, os ajudou muito na divulgação de seu trabalho.

A concepção musical do quarteto mineiro é centrada no hard rock de tempero setentista, com direito a influências bacanas como Led Zeppelin, Grand Funk Railroad, Deep Purple, Black Sabbath, Golpe de Estado e até Made In Brazil em seus momentos mais pesados. Temos enfurecidos riffs de guitarra, tocados de maneira tecnicamente admirável, acompanhados por uma cozinha sólida e um vocalista simplesmente demencial no seu carisma e poder de fogo.

Intenso é um título perfeito para o álbum, pois são oito faixas repletas de energia, elaboração e diversidade. Consegue conciliar a fúria com o bom gosto, algo nem sempre muito simples de se fazer. E o bacana é que as letras são todas em português, e muito boas em sua simplicidade e ataque direto e sem rodeios, prova concreta de que dá para se fazer hard rock ótimo sem ter de escolher o inglês como idioma.

O repertório do álbum é excelente, com direito à swingada Planeta Estranho, a incrível Lei do Cão (que merece entrar na programação de qualquer rádio rock que se preze) e a psicodélica Eu Não Sei o Que Vai Ser de Mim, que envolve o ouvinte e é encerrada pela repetição em looping de um sinistro som de saco de risos. Final surpreendente para um CD que contou com a ótima produção de Gustavo Vazquez, que deu ao álbum qualidade técnica internacional.

Planeta Estranho (clipe)- Canábicos:

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