Mondo Pop

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Moacyr Franco relê seus hits e causos em show único no RJ

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Por Fabian Chacur

A frase é um clichê, mas parece ter sido feita sob encomenda para ele: Moacyr Franco já era multimídia antes mesmo desse termo ter sido criado. Seu talento é tão multifacetado que muitos podem se esquecer do incrível talento desse cara como cantor e compositor. Aos 81 anos de idade e ainda na ativa, para felicidade de seus inúmeros fãs, ele é a atração no Rio neste sábado (28) às 21h no Teatro Bradesco Rio (Avenida das Américas, nº 3.900- Loja 160- Shopping VillageMall-Barra da Tijuca- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos de R$ 50,00 a R$ 120,00.

O jogo de cintura desse artista oriundo de Ituiutaba (MG) invadiu o Brasil há mais de 60 anos. Nesse tempo todo, ele esbanjou categoria como cantor, compositor, diretor, ator de cinema, TV e teatro, apresentador de TV, garoto propaganda, humorista e coisas das quais a gente nem se lembra ou imagina. Seu carisma e versatilidade o levaram a se tornar um astro a partir da década de 1960, e desde então sua figura se tornou presença segura na mídia em geral.

Neste show, Moacyr nos oferecerá uma geral em seu vasto repertório de sucessos musicais, entre os quais Doce Amargura, Coração Sem Juízo, Querida, Balada Nº 7, Cartas na Mesa, Suave é a Noite, Querida, Ainda Ontem Chorei de Saudade e a irreverente Tudo Vira Bosta, que Rita Lee gravou em seu CD Balacobaco, de 2003. Lógico que, entre uma música e outra, ele contará causos e histórias de sua trajetória de vida e carreira artística, com seu jogo de cintura e simpatia.

Moacyr Franco é um daqueles artistas do quais todos se lembram, sendo que cada um devido a uma de suas áreas de atuação. Recentemente, ele atuava no A Praça é Nossa, do SBT, mas saiu de lá, rumo a outros projetos bacanas. Até marchinhas de carnaval o cara já fez, e uma delas está mais atual do que nunca, aquela do delicioso refrão “hei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí”. Em poucas palavras, um gênio.

20 Super Sucessos- Moacyr Franco (ouça em streaming):

Rio Novo Rock mostra Purano e The Ocean Revives no Rio

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Por Fabian Chacur

Com quatro anos de existência, o projeto Rio Novo Rock (RNR) atraiu até hoje um total de mais de 15 pessoas, que curtiram 73 grupos da nova geração em 36 edições. Nesta quinta (26), a partir das 20h, o Rio de Janeiro verá duas bandas promissoras, a Purano (FOTO) e a The Ocean Revives, no Imperator Centro Cultural João Nogueira (rua Dias da Cruz, nº 170- Meier- fone 0xx21-2597-3897), com ingressos a R$ 10,00 (meia) e R$ 20,00 (inteira). Também participam a DJ Priscila Dau e o Photon Duo, dos VJs Miguel Bandeira e Rebecca Moure.

Criada no Rio em 2005, a banda Purano surgiu com influências do rock dos anos 60 e 70 e também de grunge, stoner, metal e blues. É integrado por Bruno Corrêa (vocal), Rodigo Tardin (guitarra), Fábio Calasans (guitarra), Vitor Neves (baixo) e Bruno Bordallo (bateria). Em seu currículo, três EPs, entre os quais Dias de Guerra, Segundos de Paz, e faixas impactantes como, por exemplo, a ótima Pecador, com direito a um clipe bacana e muito bem produzido.

Também carioca, a banda The Ocean Revives é bem mais recente, com três anos de atividades, mas já está fazendo fama no cenário do underground roqueiro, graças a uma sonoridade que mescla metalcore, pós-hardcore, peso e melodia. Seu EP lançado em 2016, Somos Seis Em Meio Ao Mar, teve boa repercussão. O time: Rodrigo Nascimento (vocal), Vic Corrêa (vocal), Charles Barreto (guitarra), Rafael Carrilho (guitarra), Rodrigo Andrade (baixo) e Kevin Duarte (bateria).

Pecador (clipe)- Purano:

Jane Duboc interpreta hits em show no Sesc Pompeia (SP)

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Por Fabian Chacur

A carreira de Jane Duboc equivale a uma belíssima viagem pelo mundo da música. Esta incrível cantora paraense está há mais de 40 anos na estrada, período durante o qual se consolidou como uma artista do mais alto gabarito. Menos reconhecida do que deveria pela mídia brasileira, ela dá uma geral em seus hits e momentos mais estelares no show Uma Vida Para a Música, que será apresentado em São Paulo nesta sexta (20) às 21h no Sesc Pompeia (rua Clélia, nª 93- Pompeia- fone 0xx11-3871-7700), com ingressos custando de R$ 9,00 a R$ 30,00 (mais detalhes aqui).

No repertório dessa apresentação, teremos canções que estiveram nas paradas de sucesso nos anos 1980 e 1990. Entre elas, estão escaladas Chama da Paixão, Sonhos, Manuel o Aldaz, Besame, Só nós Dois, Todo Azul do Mar e Partituras. São músicas que frequentaram programas de TV e trilhas de novelas, em uma época que material de qualidade também conseguia essa façanha, hoje não tão simples.

Nascida em Belém (PA) em 16 de novembro de 1950, Jane Duboc morou por seis anos nos EUA quando ainda era adolescente. Nesse período, estudou orquestração, canto lírico, flauta e arte dramática na Faculdade de Música da Universidade da Georgia. Por lá, casou com o músico Jay Anthony Vaquer, que tocaria com Raul Seixas. Juntos, tiveram o filho Jay Vaquer, hoje um dos nomes mais promissores da nova geração.

Ao voltar ao Brasil em 1977, depois de trabalhar como cantora, musicista e professora nos EUA, ela participou de shows de Egberto Gismonti, integrou pequenos grupos musicais e gravou jingles, entre outras ocupações. Em 1980, lançou Languidez, seu primeiro álbum solo, que contou com participações especiais de Toninho Horta, Djavan e Sivuca, além de divulgação com clipe no Fantástico. Em 1982, obteve como intérprete o terceiro lugar no MPB Shell, promovido pela Rede Globo, com a canção Doce Mistério (Tentação).

Versátil, ela participou em 1983 do hoje clássico álbum O Grande Circo Místico, de Chico Buarque e Edu Lobo, cantando Valsa dos Clowns, e como vocalista do álbum Depois do Fim, do grupo de rock progressivo carioca Bacamarte. Bastante conhecida e respeitada entre os colegas, ela ainda não havia obtido um grande sucesso comercial. Isso viria logo a seguir, e de forma bastante significativa.

Em 1987, Jane lançou seu primeiro álbum pela gravadora Continental, e nele incluiu as duas canções que invadiram as paradas de sucesso de todo o país logo a seguir: as românticas Chama da Paixão e Sonhos, que a levaram a participar de programas populares de TV. A partir daí, até meados dos anos 1990, teve presença constante em trilhas de novelas.

Mesmo sem tanta divulgação na grande mídia, a carreira de Jane nos últimos 25 anos é repleta de momentos importantes. Em 1992, por exemplo, lançou o belo Movie Melodies, com releituras personalizadas de grandes temas de filmes. Em 1994, gravou em parceria com o consagrado músico de jazz americano Gerry Mulligan o álbum Paraíso, lançado no exterior pelo prestigiado selo Telarc Jazz Records.

Em alguns momentos, ela dedicou álbuns inteiros a repertório de compositores que admira. Ela fez isso com as obras de Flávio Venturini (Partituras, 1995), Egberto Gismonti (Canção da Espera, 2008) e o filho Jay Vaquer (Sweet Face Of Music, 2010). De 2000 a 2011, foi sócia da gravadora Jam Music, que durante sua existência lançou álbuns dela e de artistas como Angela Ro Ro, Beth Carvalho, Alaíde Costa, Oswaldo Montenegro, Celso Viáfora e Cristina Buarque, entre outros.

Seu mais recente trabalho é o CD Duetos, no qual conta com as participações especiais de Bianca e Egberto Gismonti, Oswaldo Montenegro, Celso Fonseca, Fábio Jr., Toquinho, Roupa Nova e Roberto Menescal. Ah, quer mais uma, e das boas, para finalizar? Jane participou em 6 de outubro de 1993, no Olympia, em São Paulo, de um show do astro do rock Peter Gabriel, cantando com ele Blood Of Eden. E acreditem: faltou muita coisa feita por ela nesse post. Muita mesmo!

Besame– Jane Duboc:

Bianca Gismonti homenageia Egberto Gismonti em show

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Por Fabian Chacur

Aos 9 anos de idade, Bianca Gismonti resolveu seguir os passos do pai famoso, o consagrado músico e compositor Egberto Gismonti. Não poderia ter tomado decisão mais acertada. Muito talentosa, ela se firmou no cenário nacional e internacional. Ela agora homenageia os 70 anos completados por seu genitor em dezembro com um show no Rio de Janeiro nesta quinta (19) às 22h30 no Blue Note (Avenida Borges de Medeiros, nº 1.424- 3º andar- Lagoa-fone 0xx21-3799-2500), com ingressos custando R$ 45,00 (meia) e R$ 90,00 (inteira).

O show, intitulado Gismonti 70, será realizado pelo Bianca Gismonti Trio, integrado pela sua líder (piano), Julio Falavigna (marido de Bianca, na bateria) e Antônio Porto (baixo). O repertório trará composições do homenageado, como Palhaço, Maracatu, Água e Vinho e Loro, e também material próprio. Teremos as participações especialíssimas de Olivia Byington (voz) e Robertinho Silva (percussão).

A apresentação equivale a uma preparação para shows que o trio fará em junho em Budapeste (Hungria), Kobe e Shiga (ambas no Japão). O selo húngaro Hunnia Records irá lançar o próximo álbum do grupo. Vale lembrar que o trabalho anterior deles, Primeiro Céu (2015), também saiu no exterior, pelos selos Quinton Records (Áustria) e Impartment (Japão). Leia mais sobre Bianca Gismonti aqui.

Palhaço (ao vivo)- Bianca Gismonti Trio:

Edu Lobo faz show em SP com Romero Lubambo e M. Senise

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Por Fabian Chacur

Desde o seu estouro em 1967 como cantor, compositor e músico em um festival promovido pela TV Record com a música Ponteio, Edu Lobo só viu o seu prestígio aumentar. Um dos grandes nomes da geração anos 1960 da MPB, ele felizmente se mantém ativo e com novos projetos. O mais recente rendeu o elogiado CD Dos Navegantes, gravado em parceria com Romero Lubambo e Mauro Senise. Ele mostra o repertório deste álbum em São Paulo com show nesta quinta (19) às 22h30 no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com ingressos custando R$ 245,00 (standard) e R$ 290,00 (premium).

Dos Navegantes reúne 11 composições de Edu Lobo, sendo uma delas a inédita Noturna (instrumental) e as outras 10 pinçadas das várias fases da carreira de Edu, com ênfase em momentos não tão conhecidos, embora da mesma qualidade que seus hits. Entre elas, temos Valsa Brasileira, Dos Navegantes, Gingado Dobrado, A Morte de Zambi e Toada.

O repertório do show deve incluir o repertório completo do CD do trio e mais alguns sucessos de seu protagonista, entre os quais Beatriz, História de Lily Braun e Choro Bandido. No palco, além dos três amigos, também teremos em cena a presença dos experientes Cristóvão Bastos (teclados), Luis Guello (percussão) e Bruno Aguiar (baixo).

Em seus mais de 50 anos de carreira, Edu Lobo soube como poucos mesclar bossa nova, música nordestina, música erudita e jazz, criando dessa forma uma sonoridade de acento próprio e brilhante. Suas parcerias com Chico Buarque geraram clássicos, mas sua obra vai muito além disso, e sempre abertas a novas experiências.

Com 62 anos, o violonista, guitarrista, compositor e arranjador carioca Romero Lubambo está radicado há anos nos EUA. Seu currículo inclui shows e gravações com gente do porte de Dianne Reeves, Cesar Camargo Mariano, Ivan Lins, Airto Moreira, Al Jarreau, Flora Purim e Grover Washington Jr, entre outros.

Por sua vez, Mauro Senise, de 57 anos, que toca sax, flauta e é arranjador, foi um dos fundadores do grupo de música instrumental Cama de Gato, e já trabalhou com Egberto Gismonti, Gal Costa, Milton Nascimento, Paulo Moura e Ney Matogrosso.

Gingado Dobrado– Edu Lobo, Romero Lubambo, Mauro Senise:

Ithamara Koorax faz show no RJ com suas canções favoritas

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Por Fabian Chacur

Em 1988, Ithamara Koorax fazia backing vocals para os cantores Tim Maia e Bebeto. Desde então, sua carreira tomou rumos extremamente positivos, e hoje ela celebra seus 30 anos de estrada com 21 álbuns lançados e fãs nos quatro cantos do mundo. A cantora dá uma geral no repertório desses trabalhos no show Minhas Canções Favoritas, que será realizado no Rio neste sábado (14) às 20h na Sala Municipal Baden Powell (Avenida Nossa Senhora de Copacabana, nº 360- Copacabana- fone 0xx21-2547-9147), com ingressos custando R$ 25,00 (meia entrada) e R$ 50,00 (inteira).

Acompanhada por Paula Faour (piano), Jorge Pescara (baixo) e Cesar Machado (bateria), a intérprete nascida em Niterói (RJ) investirá em um repertório composto por canções como Iluminada, O Grande Amor, A Rã, Se Queres Saber, Un Homme Et Une Femme e The Shadow Of Your Smile, entre outras escolhidas a dedo pela atista.

Ithamara viu sua carreira solo tomar impulso em 1990, quando a música Iluminada entrou na trilha sonora da minissérie global Riacho Doce. Seria a primeira de um total de dez gravações dela a integrar trilhas de produções daquela emissora de TV. A boa repercussão lhe valeu prêmios. Seu primeiro CD, Ithamara Koorax, saiu em 1994.

Com uma mistura de elementos de jazz, bossa nova, MPB e música erudita, ela desenvolveu um estilo próprio que levou Elizeth Cardoso a se declarar sua madrinha musical. Ela atuou ao lado de nomes do porte de Tom Jobim, Luiz Bonfá, Marcos Valle, Edu Lobo, Ron Carter, Larry Coryell, Dave Brubeck e John Mclaughlin, e fez shows em mais de 20 países, entre os quais EUA, França, Alemanha e Japão. De quebra, foi considerada uma das melhores cantoras de jazz do mundo por publicações como a conceituada Down Beat americana.

Iluminada-Ithamara Koorax:

Brian McKnight faz show em SP c/ Cesar Camargo Mariano

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Por Fabian Chacur

Um belo encontro de dois badalados nomes da música. Este é o roteiro da nova edição do projeto beneficente Música Pela Cura, promovido pela Tucca (Associação Para Crianças e Adolescentes com Câncer). A apresentação reunirá o cantor, compositor e músico americano Brian McKnight e o pianista, compositor e arranjador brasileiro Cesar Camargo Mariano. O show será realizado no dia 18 (quarta-feira) às 21h na Sala São Paulo (Praça Júlio Mesquita, nº 16- Campos Elísios- fone 0xx11-2344-1051), com ingressos de R$ 120,00 a R$ 320,00.

Criada há 20 anos, a Tucca é uma organização não governamental que oferece tratamento multidisciplinar de excelência a crianças e adolescentes carentes com câncer, sem cobrar nada de paciente e familiares. Já foram atendidos por essa ONG mais de três mil pessoas, com taxas de cura próxims a 80%, em parceria com o Hospital Santa Marcelina. A renda obtida com este show será doada aos seus projetos.

Além de McKnight nos vocais e Cesar no piano, o show terá em cena Danilo Santana (teclados), Marcelo Mariano (baixo), Peter Farrell (guitarra e violão), Marcelo Martins (sax e flauta), Jessé Sadoc (trompete) e Cuca Teixeira (bateria). O repertório trará grandes hits do astro do r&b americano como Back At One, Crazy e One Last Cry e também clássicos da nossa música arranjados pelo consagrado músico brasileiro especialmente para esta ocasião.

Com 48 anos de idade, Brian McKnight é cantor, compositor e multi-instrumentista. Ele é irmão mais novo de Claude McKnight III, integrante do bem-sucedido grupo vocal Take 6, e lançou seu primeiro álbum, autointitulado, em 1992. Investindo em um r&b romântico e melódico, ele emplacou quatro de seus álbuns entre os 10 mais da parada americana, entre os quais Back At One (1999), cuja faixa-título se manteve durante oito semanas em 2º lugar entre os singles mais vendidos, superada apenas por Smooth, de Carlos Santana.

McKnight gravou duetos de sucesso com artistas do porte de Mariah Carey, Vanessa Williams, Boys II Men e Earth, Wind & Fire, entre outros. No Brasil, gravou em 2002 uma nova versão de Back To One ao lado de Ivete Sangalo, e em 2013, Easier (Mais Fácil), com o grupo Sorriso Maroto. Seus trabalhos mais recentes são o CD/DVD/Blu-ray gravado ao vivo An Evening With Brian McKnight (2016-incluindo um dueto com o astro canadense Gino Vanelli) e Genesis (2017).

Na estrada desde a década de 1960, Cesar Camargo Mariano integrou os grupos Sambalanço Trio e Som Três no início de sua carreira. Depois, ficou famoso como arranjador e produtor de Wilson Simonal e Elis Regina, entre outros. Ele desenvolveu uma carreira própria que traz mais de trinta lançamentos, incluindo parcerias com Nana Caymmi, Hélio Delmiro, Romero Lubambo, Leny Andrade, Wagner Tiso e o filho Pedro Mariano. Cesar é cultuado mundialmente graças a um trabalho que mescla o culto às tradições com belos mergulhos na modernidade.

Saiba mais sobre o Tucca e o projeto Música Pela Cura aqui.

Back At One (videoclipe)- Brian McKnight:

Lindsey Buckingham sai mais uma vez do Fleetwood Mac

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Por Fabian Chacur

A notícia surgiu nesta segunda (9) como uma verdadeira bomba no site da edição americana da revista Rolling Stone, e acabou sendo confirmada pelo site oficial do Fleetwood Mac pouco depois. O guitarrista, cantor e compositor Lindsey Buckingham não faz mais parte da banda. Ele será substituído por dois outros músicos de grife, o cantor, compositor e guitarrista neozelandês Neil Finn, da banda Crowded House, e o americano Mike Campbell, guitarrista integrante de Tom Petty & The Heartbreakers. Uma mudança repleta de detalhes e curiosidades.

A matéria da RS afirma que Buckingham teria sido demitido pelo grupo após um desentendimento entre ele e os outros integrantes em relação à próxima turnê do time. O comunicado oficial da banda afirmou o seguinte: “Estamos felizes em recepcionar o talento musical de Mike Campbell e Neil Finn na família Mac; Com eles, estaremos apresentando todos os nossos hits que os fãs amam e também iremos surpreender o público com algumas músicas do nosso histórico catálogo de músicas. O FM sempre tem tido uma evolução criativa”.

O comunicado prossegue assim: “Olhamos para a frente para honrar esse espírito em nossa próxima turnê; Fizemos uma jam session com Mike e Neil e a química entre nós funcionou e fez a banda sentir que temos a combinação correta para seguir adiante, com algo novo ainda que contenha o inconfundível som do FM”. Quem assinou o texto foi Mick Fleetwood, fundador da banda em 1967 e o seu comandante desde então, responsável pela decisões referentes a eles.

A turnê ainda não tem datas definidas, o que ocorrerá em breve. Em sua conta no Twitter, Neil Finn confirmou a entrada no FM não muito após a divulgação da novidade. Por sua vez, Lindsey Buckingham ainda não fez até o momento nenhum comentário em seu site oficial, que por sinal está desatualizado, sem nenhum post referente a 2018.

O último show completo de Lindsey com o FM ocorreu em julho de 2017, sendo que em janeiro deste ano ele tocou com a banda em um pocket show. O repertório do show da nova encarnação do grupo deve mesclar grandes sucessos com lados B de seu vasto repertório, o que poderá incluir, por exemplo, canções da fase blues que marcou os anos iniciais desse time rocker.

O cantor, compositor e guitarrista americano Lindsey Buckingham entrou no Fleetwood Mac em 1975, junto com sua então namorada Stevie Nicks. Ao lado dos britânicos Mick Fleetwood (bateria), John McVie (baixo) e Christine McVie (teclados e vocal), integrou a formação clássica da banda, que estourou em termos mundiais com álbuns como Fleetwood Mac (1975), Rumours (1977) e Mirage (1982).

Em 1987, após o lançamento do CD Tango In The Night, Buckingham saiu da banda, para a qual retornou uma década depois, com o lançamento do álbum ao vivo The Dance (1997). Ele sempre se mostrou o integrante mais ousado e inovador do time, dando um tempero mais rocker ao pop-rock perfeito desenvolvido pelo quinteto.

Lindsey Buckingham iniciou uma carreira-solo quando ainda estava no Fleetwood Mac, em 1981, e tem no currículo seis CDs individuais gravados em estúdio, além de DVDs gravados ao vivo. Seu primeiro LP, Buckingham Nicks, gravado em parceria com Stevie Nicks antes de ambos entrarem no FM, saiu EM 1973. Em 2017, ele lançou Lindsey Buckingham Christine McVie, CD em dupla com a colega de FM Christine McVie, trabalho que foi divulgado com alguns shows (leia a resenha de Mondo Pop aqui).

Não é a primeira vez que um músico ilustre entra na vaga de Mr. Buckingham. Em 1995, o cantor e compositor Dave Mason, conhecido por ter integrado a banda Traffic nas décadas de 1960 e 1970, esteve no Fleetwood Mac, gravando com eles o álbum Time, um bom disco que, no entanto, tornou-se o maior fracasso comercial da história da banda. E seus novos substitutos tem belos currículos.

Neil Finn esteve em duas bandas de sucesso, a Split Enz e especialmente a Crowded House, que nos anos 1980 e 1990 conseguiu ótima repercussão nas paradas de diversos países graças a canções como Don’t Dream It’s Over, Better Be Home Soon, Weather With You, Chocolate Cake e It’s Only Natural, entre outras. Ele também gravou discos solo e em dupla com o talentoso irmão Tim Finn.

Por sua vez, Mike Campbell é um dos guitarristas mais respeitados no meio do rock mundial. Era o braço direito de Tom Petty nos Heartbreakers, e paralelamente atuou em projetos com nomes do porte de Don Henley (dos Eagles), Stevie Nicks (ele participou de discos-solo da cantora e também compôs com ela), Bob Dylan, Roy Orbison, Johnny Cash e inúmeros outros. Ou seja, a expectativa em torno dessa nova encarnação do FM é grande. E podem ter certeza de que Lindsey Buckingham nos oferecerá novos trabalhos bem bacanas sem eles.

Go Your Own Way– Fleetwood Mac:

Guilherme Arantes cativa seu público com show em Jaú (SP)

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Por Fabian Chacur

Com 42 anos de carreira-solo, Guilherme Arantes se mostra um artista com muita fome de palco. Isso ficou evidente na noite desta sexta (6), quanto, perante aproximadamente três mil pessoas, no Sesi de Jaú (SP), o cantor, compositor e músico paulistano esbanjou energia, carisma, descontração e talento em quase duas horas de performance, que o público presente demonstrou ter adorado, dançando, cantando e se emocionando com cada canção.

Guilherme viveu o seu auge em termos comerciais nas décadas de 1970 e 1980. Se não invade mais as paradas de sucesso com a mesma frequência, este artista sempre inquieto se manteve ativo, com direito a shows pelos quatro cantos do país e do mundo e também discos de ótima qualidade artística, sendo os mais recentes os elogiados Condição Humana (2013) e Flores e Cores (2017). “Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar”, como diz trecho de sua clássica Aprendendo a Jogar.

Em momento realmente alto dessa sua trajetória brilhante, o artista trouxe a Jaú uma banda de apoio simplesmente iluminada, integrada por Luiz Carlini (guitarra), Willy Verdaguer (baixo), Alexandre Blanc (guitarra) e Gabriel Martini (bateria). No comando, ele, nos vocais e teclados. Um time que esbanja entrosamento, vibração e desenvoltura. Também, não é para menos.

Luiz Carlini tocou com Rita Lee nos anos 1970, liderando o grupo Tutti Frutti e sendo parceiro da maior roqueira brasileira em clássicos do porte de Agora Só Falta Você, Corista de Rock e Sem Cerimônia, além de ter feito o antológico solo de guitarra na gravação original de estúdio de Ovelha Negra. Ele já tocou com Guilherme em outras ocasiões, e também com Erasmo Carlos. Um dos grandes da guitarra rock brasileira.

Por sua vez, o baixista argentino Willy Verdaguer é radicado no Brasil desde 1967, e tocou e gravou ao lado de Caetano Veloso (em Alegria, Alegria, por exemplo), Gilberto Gil, Raul Seixas e Secos & Molhados, além de ter criado os grupos Raices de América e Humauaca (este de música instrumental e ainda ativo). Blanc e Martini mostram envergadura para tocar com o trio, o que nos permite considerar essa uma espécie de Guilherme Arantes All Stars.

O show não poderia ter sido melhor. Arantes começou com músicas de seus mais recentes álbuns, e depois nos ofereceu um hit atrás do outro. Ouvir em um mesmo show maravilhas do naipe de Êxtase, Amanhã, Deixa Chover, Meu Mundo e Nada Mais, A Cidade e a Neblina, Cheia de Charme, Um Dia Um Adeus, Coisas do Brasil, Cuide-se Bem, Brincar de Viver e Lindo Balão Azul (só para citar algumas), todas apresentadas com alto teor de performance, não é coisa que se veja/ouça todo o dia em um espetáculo. Imagine ainda gratuito!

Como forma de dar um tempero bem particular, o sempre verborrágico astro paulistano nos proporcionou deliciosos depoimentos sobre algumas das músicas, e também sobre suas experiências de vida, para deleite do público. Como em todo show ótimo que se preze, as duas horas pareceram dois minutos, de tão rápido que passaram. E vale elogiar a organização do Sesi de Jaú, que ofereceu um espaço e equipamento à altura do espetáculo.

Uma experiência surreal e deliciosa

Desde 1987, tive a oportunidade, como jornalista e crítico musical, de entrevistar Guilherme Arantes uma dezena (ou mais) de vezes. Acabamos criando um vínculo de amizade muito forte nesse tempo todo, com direito a franqueza, elogios e também eventuais críticas construtivas. Em 2012, ele me deu a honra de me dedicar, durante um show, minha música favorita de seu fantástico repertório, Cuide-se Bem (leia essa história aqui). Mas agora, ele me “quebrou as pernas”.

Ao ar livre, o show possuía uma área com cadeiras. Eu fiquei exatamente atrás dessa área, junto com a minha esposa, Virgínia (que ficou sentada em uma cadeira, mas fora daquela área). A visão do palco era boa, mas não estava tão perto assim. Pelo menos, assim pensava esta besta que voz tecla. Porque depois de algumas músicas, no fim de uma delas, eis que a estrela da noite me solta esta frase, apontando de longe para mim: “você é quem eu estou pensando que você é?”

Obviamente surpreso, eu acenei, de forma afirmativa. Aí, ele me apresentou à plateia de forma gentil e elogiosa, com a generosidade que lhe é peculiar. De quebra, me ofereceu a música que iria tocar logo a seguir, “apenas” Meu Mundo e Nada Mais, a canção que, em 1976, abriu-lhe as portas das rádios e da grande mídia e do público como tema da novela global Anjo Mau.

Imaginem só a minha cara, perante aquela multidão toda, com os holofotes voltados para mim… De quebra, o cidadão ainda dedicou Deixa Chover à minha mãe e, antes de começar o pot-pourry que encerrou o show, Fã-Número 1/Lindo Balão Azul, afirmou ser “meu fã”. Até parece, não é, seo Guilherme? Eu, sim, sou seu fã, e dos grandes. Você não tem a ideia de como tanta generosidade me fez bem, além de me dar a certeza de que, quem sabe, na minha vida, o melhor esteja para começar, como diz uma de suas canções (leia a homenagem que fiz quando ele completou 60 anos de idade aqui ).

Êxtase (ao vivo em Jaú)- Guilherme Arantes:

Cazuza 60 é na verdade 100, mil, mais do que dois mil e um

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Por Fabian Chacur

Nesta quarta-feira (4), Cazuza comemoraria 60 anos de idade. Infelizmente, o roqueiro carioca se foi naquele triste sete de julho de 1990, com apenas 32 anos bem vividos, e deixou um vazio não só no rock, como na música e cultura brasileira como um todo.

Tive a honra de entrevistá-lo duas vezes, e de ver um dos shows mais emblemáticos de sua brilhante e breve carreira solo. Vou relembrar alguns momentos desses três contatos de forma aleatória, sem querer ser detalhista demais. O que me vier à mente.

Em 1987, vivi o início de minha carreira jornalística em tempo integral, após dois anos de frilas conciliados com um emprego, digamos, convencional. E em abril daquele ano, participei da entrevista coletiva que Cazuza concedeu em São Paulo para divulgar Só Se For a Dois, seu segundo trabalho solo.

A coletiva ocorreu no bairro do Paraíso, onde ficava na época a sede paulistana da gravadora Polygram, hoje Universal Music. Era a estreia dele pelo selo, após ter lançado o LP que inclui Exagerado em 1985 na Som Livre, meses depois de sair do Barão Vermelho.

Gravei a entrevista no meu heroico gravador grandão, grande parceiro. Tenho essa fita até hoje, e um dia (quando a encontrar, obviamente; mas ela está comigo, tenho certeza) a transcreverei na íntegra para os leitores de Mondo Pop. Por enquanto, ofereço recordações superficiais. Ele foi extremamente simpático com todos.

Ele respondeu todas as nossas perguntas, sem frescuras, e após o final, tirou fotos e deu autógrafos a todos que os solicitaram, eu incluso. Também tirei fotos com ele. Uma saiu meio ruim por causa do flash, e infelizmente é a única que me sobrou, pois a outra foi roubada por uma sobrinha. Que ódio! E tenho fotos da entrevista coletiva, essas bem legais. Preciso escaneá-las, também.

Naquele mesmo dia de 1987, tive a oportunidade de conhecer um de meus ídolos na área do jornalismo musical, o inimitável Ezequiel Neves, com quem também tirei foto, junto com o amigo Humberto Finatti.

Na época, trabalhava na editora Imprima, coordenando as revistas de textos de lá, que se notabilizou pelas revistinhas com cifras para violão e guitarra. Um tempo bom, de aprendizado e que me proporcionou a chance de conhecer muita gente boa.

Em 1988, quando começava no Diário Popular (hoje Diário de S. Paulo), pude rever Cazuza quando ele veio a São Paulo divulgar, com show no extinto (e então badaladíssimo) Aeroanta, no largo da Batata, em Pinheiros, o seu então novo álbum, o incrível Ideologia.

Lembro que tomei um susto (que disfarcei) ao vê-lo bem mais magro do que no encontro anterior. Mas a energia, a simpatia e as ideias bacanas continuavam ali, firmes. O fato de ele portar o vírus HIV ainda não havia se tornado público. Pena que vacilei e não vi aquele show.

Para minha sorte, no final de 1988 Cazuza voltou a São Paulo, desta vez para tocar no antigo Palace (hoje CitiBank Hall) e fazer o show que acabaria gerando, ao ser gravado no Rio, o emblemático álbum ao vivo O Tempo Não Para- Cazuza Ao Vivo. Um show inesquecível.

No início, apesar da energia do roqueiro e de sua banda, a plateia reagiu de forma um pouco fria. Isso, mesmo com o início arrepiante, com o cover de Vida Louca Vida, de Lobão, que no entanto a interpretação apaixonada do autor de Exagerado tornou sua para sempre.

Mesmo irritado, ele tocou o barco. Aos poucos, o público foi entrando no espírito anárquico do artista e se soltou, dançando, pulando, cantando junto e transformando o emepebístico Palace em uma arena rocker.

Aí, Cazuza se soltou, agradecendo o apoio, dizendo que queria fazer shows para pessoas bem loucas e descontraídas, sem frescuras, e proporcionando aos presente um show de maravilhoso rock and roll.

Exagerado, Faz Parte do Meu Show, a então inédita O Tempo Não Para (que Simone regravou de forma canhestra), Brasil (idem com Gal Costa) e Codinome Beija-Flor, só para citar alguns dos clássicos tocados por ele, fizeram a minha noite e a dos milhares de fãs presentes inesquecível.

No Diário Popular, no extinto caderno cultural intitulado Revista, coisa inédita para a publicação: duas críticas. Uma de minha autoria elogiando o show e a atitude de Cazuza em pedir a participação de todos.

Outra do editor (e meu mestre) Osvaldo Faustino criticando o cantor pelo fato de ele ter intimado os presentes a participar. Belo exercício de democracia. E as duas opiniões faziam total sentido, eram pontos de vista que se completavam muito bem, modéstia à parte.

E então, meses de sofrimento de vê-lo doente, da campanha idiota da revista Veja contra ele, o lançamento do inconsistente e duplo Burguesia em 1989 (na verdade uma desculpa para alguém muito doente ter motivação para conseguir se manter vivo, sem sombra de dúvidas) e, em 1990, a morte precoce aos 32 anos.

Duas curiosidades, uma engraçada, outra mórbida. A primeira: no lançamento de Burguesia, a Polygram realizou uma festa na qual todos recebiam o LP. Seis deles vieram com cupons, incluindo o meu. Dois desses seis foram sorteados e ganharam viagens para os Estados Unidos. Eu perdi. Foi o mais perto que fiquei, até hoje, de ir ao exterior…

A outra é quase macabra. No início de 1989, a morte do roqueiro do bem parecia iminente. Então, meu editor na época, Danilo Angrimani Sobrinho, pediu-me uma matéria sobra a carreira de Cazuza, para ficar na gaveta e ser publicada rapidamente no caso da morte do artista. Fiz a contragosto, rezando para que nunca fosse publicada.

Se a morte acabou sendo inevitável, ao menos demorou um ano e meio para que aquela matéria “mortuária” chegasse às páginas do jornal. Mas uma ironia: na época, a redação ainda era na base das máquinas de escrever, laudas de papel, edição na raça etc. E a matéria havia sido feita quando ainda não se sabia como seria Burguesia.

Nem o seu título, que durante meses foi divulgado como A Volta do Barão. Eu estava de folga, e quem publicou a matéria não se preocupou em revisar isso. Ou seja, o leitor do finado Dipo “ganhou” um álbum inexistente de Cazuza…

Cazuza foi um roqueiro perfeito. Voz cheia de energia que superava defeitos técnicos do tipo língua presa, letras maravilhosas e melodias sempre trazidas por parceiros inspirados. Quantas coisas boas a mais ele não teria feito, se não tivesse saído de cena em 1990… Ele só viveu 32 anos, que, no entanto, equivaleram a 60, 100, mais do que 2001… Saudades, exagerado, você faz muita falta!

Ritual– Cazuza:

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