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Maroon 5 envolve os ouvintes com seu ótimo Red Pill Blues

maroon 5 red pill blues cover-400x

Por Fabian Chacur

Adam Levine é atualmente um dos nomes mais badalados do show business. Desde 2011, atua como coach (treinador) no reality show musical The Voice, que tem grandes índices de audiência. Além disso, trabalhou como ator em filmes e séries de TV e frequenta as colunas de celebridades com namoros aqui e ali. Felizmente ele não abriu mão de sua carreira como vocalista e líder do Maroon 5. Com o mais recente álbum da banda, Red Pill Blues, ele e sua turma provam que sua vocação para o pop dançante bem feito continua sendo bem explorada.

Na ativa desde 2001 como Maroon 5, após uma fase inicial com outra sonoridade e outro nome (Kara’s Flowers), esta banda americana traz como marca a sua vocação pop, mesmo tendo uma raiz rocker. Além de Levine no vocal e guitarra, o grupo traz dos tempos de Kara’s Flowers Jesse Carmichael (teclados e guitarra) e Mickey Madden (baixo). Completam o time James Valentine (guitarra desde 2011), Matt Flynn (bateria e percussão, desde 2006), PJ Morton (teclados, desde 2012) e Sam Farrar (guitarra, teclados e baixo, desde 2016).

Com seis álbuns e diversos singles de sucesso em seu currículo, o agora septeto adotou nesta década em seus álbuns um formato que sempre reúne diversos colaboradores, entre compositores, produtores, músicos de apoio e convidados especiais. O resultado é a potencialização máxima de seu DNA pop, com direito a faixas frequentemente dançantes e com eventuais espaços para momentos românticos. Tudo pontuado pela suave e carismática voz de Levine.

Red Pill Blues é altamente indicado para quem curte um trabalho alto astral e gosta de ter como trilha sonora algo que o motive, que o torne mais feliz e animado. Experimentalismo e busca por sonoridades inéditas não é a praia desses caras. Mas e daí? O importante é que, dentro dessa proposta assumidamente pop, eles capricham muito no conteúdo, oferendo aos fãs um trabalho que merece mesmo disputar a ponta das paradas de sucesso.

Lançado no exterior em novembro, o álbum atingiu o segundo lugar na parada americana, tem vários singles já estourados lá fora, e outros com potencial para realizar o mesmo rumo. What Lovers Do (com a participação da cantora revelação do r&b SZA), Best 4 U, Wait, Lips On You, Help Me Out (com a ótima Julia Michaels nos vocais, ela que abrirá os shows do grupo na atual turnê) e Whiskey (com ASAP Rocky) são bons exemplos dessa cara “hit instantâneo bacana”.

O ponto alto do álbum é a arrebatadora Closure, que dura 11m28 e conta com uma extensa parte instrumental com levada funky/jazz. Esse é o momento em que os músicos mostram todo o seu talento, sem abrir mão da batida dançante. Uma verdadeira aula de groove e balanço, daquelas que você nem nota que durou tanto tempo, quase quatro vezes o total habitual de um single pop. Eis uma ousadia bacaníssima.

A edição física de Red Pill Blues lançada no Brasil pela Universal Music traz quatro boas faixas-bônus e um CD adicional com seis músicas gravadas ao vivo, com quase meia hora de duração e hits como Moves Like Jagger, This Love e Animals.

O encarte colorido traz também um código de acesso que permite ao comprador curtir em um site exclusivo faixas-bônus e conteúdos exclusivos como vídeos, livreto digital, imagens etc. Ah se todo grupo/artista pop tivesse o capricho desta banda na hora de gravar…

Closure- Maroon 5:

Duas vaciladas com Mick Jagger no meio

Por Fabian Chacur

Mick Jagger nunca se deu muito bem em suas investidas musicais fora dos Rolling Stones, seja em termos artísticos, seja em termos comerciais.

Por coincidência, dois projetos estão chegando agora ao mercado relacionados com o vocalista da mitológica banda inglesa, um inspirado nele, e outro com o próprio na liderança.

Já noticiada aqui em Mondo Pop, a banda SuperHeavy inclui, além de Jagger, a loirinha Joss Stone, o produtor e músico Dave Stewart (ex-Eurythmics), Damian Marley (filho do Rei do Reggae) e A.R. Rahman.

O primeiro álbum do grupo, auto-intitulado, sairá nas próximas semanas, mas o single Miracle Worker já está na rede, com direito a videoclipe e tudo. E é de doer.

Trata-se de um reggae bem banal e diluído, mediano, mesmo, que só piora devido ao envolvimento de artistas tão talentosos nele. Do tipo “já ouvi isso antes, e muito melhor”.

O clipe é constrangedor, com Mick Jagger se valendo de um visual com direito a paletó rosa tipo cafetão, e Joss Stone tipo patricinha tentando dar uma de hippie descolada. De dar dó.

O outro ítem “jaggeriano” é na verdade o que deveria ter sido uma homenagem de Adam Levine, o cantor do grupo Maroon 5, e a estrelinha pop Christina Aguilera ao roqueiro.

Eles atualmente estão participando de um reality show (The Voice) nos EUA como treinadores vocais, e a música Moves Like Jagger surgiu por lá, meio que de brincadeira.

Só que eles resolveram lançá-la, creditando-a ao Maroon 5. O single atingiu o topo da parada americana (bem, “maravilhas” como Ice Ice Baby já conseguiram tal façanha…), e foi adicionada a uma nova edição de Hands All Over, mais recente álbum da banda.

O clipe inclui cenas de Mick Jagger em vários momentos de sua carreira, e Christina aparece como convidada. A música soa como sobra de discos anteriores do Maroon 5, pois tem a cara de seu som, mas sem a força de seus melhores momentos.

É, Mick Jagger não poderia ter inspirado projetos mais sem graça do que esses. Mas esperemos o álbum cheio do SuperHeavy, pois quem sabe lá no meio não surja algo muito melhor do que Miracle Worker?

Mas vale registrar que eles tocaram oito músicas do disco ao vivo recente,emte, e essa faixa chinfrim foi escolhida para ser a primeira de trabalho pelo público, que a considerou a melhor. Sei lá o que virá a seguir….

Veja o clipe de Miracle Worker, com o SuperHeavy:

Veja o clipe de Moves Like Jagger, com o Maroon 5:

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