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Tag: agosto 2018 (page 1 of 2)

Michael Jackson, rei do pop e sua viagem à Terra do Nunca

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Por Fabian Chacur

Michael Jackson teria completado 60 anos de idade nesta quarta-feira (29), se não nos tivesse deixado no dia 25 de junho de 2009. Mas confesso que nunca conseguiria imaginar este cantor, compositor, produtor, dançarino, entertainer etc como um tiozinho de meia-idade. Ele entrou no imaginário coletivo ainda criança, e esse espírito juvenil esteve a seu lado durante seus 50 anos e alguns meses de vida. Eternamente na Terra do Nunca, e seu inconteste rei do pop.

Oriundo de uma família repleta de irmãos e irmãs talentosos, ele no entanto não demorou a se mostrar o mais promissor de todos. O pai, Joseph, percebeu isso rapidamente. Se sua fama de tirano com os herdeiros se tornou lendária, não dá para negar que ele lhes ensinou uma forte senso disciplinar, bom caminho para quem deseja se tornar estrela da música. E desde molequinho Michael se mostrou um apaixonado por trabalho, o típico workaholic.

Se você quer ser o melhor, aprenda com e fique perto dos melhores, e isso ocorreu com o autor de Billie Jean durante toda a sua vida. Ao assinar com a Motown Records, ele e seu grupo, o Jackson 5, teve a oportunidade de trabalhar com o genial Berry Gordy. Logo no primeiro single pela gravadora, I Want You Back, lançado em 7 de outubro de 1969, ficava claro que algo novo estava surgindo no cenário do pop, com aqueles garotos energéticos e aquele molequinho vibrante a comandá-los, repleto de carisma e simpatia.

Até 1975, Michael aprendeu muito na gravadora surgida em Detroit. Só que, em um determinado momento, ficou claro que lá ele não conseguiria desenvolver plenamente suas aptidões, especialmente as de compositor e produtor. Aí, seu próximo passo, ao lado dos irmãos (exceto Jermaine, que preferiu ficar na Motown), foi assinar com a Epic. No início, optou por ser produzido por outros mestres da música, Kenny Gamble e Leon Huff (os criadores do “Som da Filadélfia”), mas sabendo ser aquele um momento provisório. Um novo aprendizado.

Em 1978, os Jacksons lançaram o álbum Destiny, e nele Michael Jackson daria pistas do que viria a seguir, com músicas fortes como Blame It On The Boogie (de Mick Jackson, que apesar do sobrenome não era seu parente) e Shake Your Body (Down To The Ground) (esta, parceria dele com o irmão Randy). O encontro com o produtor Quincy Jones na gravação da trilha do filme The Wiz, no mesmo ano, completaria a expectativa de dias ainda melhores.

No ano em que completou 21 anos, Michael Jackson já tinha muito o que comemorar. Sua trajetória com o Jackson 5/The Jacksons se mostrava até então repleta de grandes momentos. A carreira solo, iniciada ainda em 1971 com Got To Be There, também gerou belos frutos e inúmeras gravações maravilhosas. Se por ventura ele não conseguisse ir adiante, já teria um número de hits suficientes para lhe dar um lugar eterno na história da música pop.

Mas a ambição do rapaz era imensa, e seu talento lhe possibilitava ir muito além. E essa transformação de astro pop infanto-juvenil dos melhores para rei do pop teve início naquele 1979 com o lançamento do excepcional Off The Wall. O álbum fez tanto sucesso que a grande questão no cenário pop do início dos anos 1980 era de como aquele artista faria para conseguir lançar um novo trabalho tão impactante.

A resposta foi Thriller (1982), o disco mais vendido de todos os tempos, que de uma vez por todas o tornou um astro sem fronteiras. Michael sempre quis ser um artista que superasse as barreiras de raça, credo, idade e classe social, e conseguiu isso de forma avassaladora, vencendo até o preconceito inicial da MTV contra a música negra.

Michael Jackson consagrou-se como um artista completo: cantor excepcional, dançarino intenso, compositor de primeira, especialista em shows cativantes e o rei dos videoclipes. Sua trilogia Off The Wall, Thriller e Bad (1987), com sua fusão de black music, rock, pop e romantismo, mostrou ser a mais potente de todos os tempos.

Lógico que ninguém conseguiria ficar impune ao impacto desse sucesso todo, ainda mais alguém que a rigor não teve tempo de curtir a infância e adolescência, por viver uma trajetória totalmente dedicada ao trabalho. Aí, ele se viu envolvido em transformações visuais questionáveis, boatos terríveis sobre possíveis envolvimentos libidinosos com crianças, investimentos megalomaníacos como sua Disneylândia particular chamada Neverland e outros quetais. E tome quetais!

Sou um desses possíveis ingênuos que não acredita que Michael tenha assediado de fato alguma criança. Não alguém que sofreu tanto com a rigidez do pai. Na verdade, o mais provável é que ele amava ficar próximo das crianças como forma de, com esse convívio, vivenciar a infância a que não teve direito. Mas são questões irrelevantes e de cunho pessoal, no fim das contas. Como dizem por aí, visto de perto ser humano algum é normal. E ele era isso, um ser humano, apenas.

Como artista, Michael Jackson nos deixou um legado maravilhoso, mesmo que, a partir de 1996, pouco tenha nos oferecido que se comparasse ao que fez em seus anos de ouro. Aliás, uma das causas de sua morte prematura pode ter sido a pressão exercida por ele em si próprio, no propósito de realizar uma turnê que superasse todas as suas conquistas anteriores. Só que o nosso ídolo não tinha mais saúde para isso, e pagou um preço muito alto pela ousadia.

Uma pena. Com a morte prematura, Michael Jackson enfim chegou à Terra do Nunca, conquistando a juventude eterna e ficando distante das imensas dificuldades da convivência com os seres humanos, repletos de contradições e maledicências. A qualidade de seu legado, da infância até os trabalhos lançados de forma póstuma, certamente embalará e alegrará as vidas de muitas novas gerações, nos anos que virão por aí.

Forever, Michael!

One Day In Your Life– Michael Jackson:

Pedro Mariano lança um novo projeto com orquestra: DNA

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Por Fabian Chacur

Após a bem-sucedida turnê com a qual divulgou seu DVD/CD Pedro Mariano e Orquestra (2014), Pedro Mariano estava preparando um novo álbum gravado em estúdio, quando surgiu a proposta para outro trabalho com acompanhamento orquestral. Foi dessa forma que surgiu DNA, DVD/CD gravado ao vivo no Teatro Alfa, em São Paulo, mais um envolvimento do cantor com esse formato musical tão sofisticado.

Em entrevista exclusiva feita via telefone a Mondo Pop, o intérprete com 43 anos de idade, sendo 23 deles dedicados à música, explica como houve a mudança de foco que gerou seu novo trabalho, detalhes sobre ele e também sua visão da atual cena musical brasileira, e como se manter ativo em um momento tão complicado para todos.

MONDO POP- Sua ideia inicial, após ter lançado Pedro Mariano e Orquestra, era dar continuidade a essa experiência logo a seguir?
PEDRO MARIANO– Na verdade, não. Eu planejava gravar um álbum de estúdio, e já havia começado a planejá-lo. Só que eu havia concebido um novo projeto com orquestra para realizar daqui a algum tempo, e como essas leis de incentivo fiscal te obrigam a solicitar tudo com muita antecedência, foi o que fiz. E a autorização saiu muito antes do que eu esperava, e um patrocinador me perguntou se eu não poderia fazer esse projeto agora.

MONDO POP- Aí, o que era para ser uma coisa virou outra?
PEDRO MARIANO
– Isso. A ideia foi levar o que estávamos fazendo em estúdio para esse formato de orquestra, só que de uma forma diferente. No primeiro projeto, levei tudo para o ambiente orquestral. Neste, fiz o contrário, a orquestra veio até mim. O outro era mais classudão, mais tradicional. Este novo tem mais a ver com o meu som. E trabalhar com orquestra pode ter diversos formatos. Eu me inspirei muito nos feitos pelo Sting, pelo Metallica e pelo Peter Gabriel. As possibilidades são quase infinitas. Acho que isso não termina aqui.

MONDO POP- Como você compara um projeto com o outro, em termos de realização?
PEDRO MARIANO
– O primeiro DVD/CD orquestral foi marcante por diversos aspectos. Senti-me muito confortável para fazer este segundo, sendo que tudo foi muito complexo da primeira vez.

MONDO POP- O espírito geral do trabalho se manteve? Qual era a essência de tudo?
PEDRO MARIANO
– Pensava em reunir canções que tivessem como tema de onde você veio e para onde você quer ir, que tocassem no tema de uma forma introspectiva, analítica, emocional e psicológica. Tinha a música DNA (Edu Tedeschi) há uns cinco anos. Aí, o Jair Oliveira me mandou seis novas composições, e vi que uma delas, Labirinto, tinha a ver com algo que uma pessoa próxima a mim estava vivendo.

MONDO POP- Além dessas duas, temos mais duas inéditas. Como você faz normalmente a seleção de músicas para seus trabalhos?
PEDRO MARIANO
Alguém Dirá (Pedro Altério e Pedro Viáfora) e Enfim (Daniel Carlomagno) são as outras inéditas, e normalmente parto das composições inéditas para iniciar um trabalho. Também busco canções conhecidas inéditas na minha voz, pois ter músicas que as pessoas já conhecem no repertório sempre ajuda a esquentar as plateias, só canções inéditas deixa tudo meio monótono. E neste trabalho também incluí algumas do anterior, que mudaram muito durante a turnê de lançamento, e eu queria registrar essas novas roupagens.

MONDO POP- Como foi para você gravar o dueto virtual com sua mãe, Elis Regina, em Casa No Campo, contracenando com o vídeo?
PEDRO MARIANO
– Eu tinha lançado essa música como single no ano passado. Quando gravo shows ao vivo, gosto de fazer o show de forma contínua, não curto ficar regravando, só mesmo quando ocorre algum problema técnico. Mas Casa No Campo eu tive de fazer umas duas ou três vezes, por causa da sincronia com o vídeo. Foi emocionante.

MONDO POP- Você iniciou a sua carreira no auge de vendas dos CDs, vendendo mais de cem mil cópias de um deles (Voz no Ouvido-2000), que te rendeu um disco de ouro. Muita coisa mudou desde então. Como você encara o cenário atual?
PEDRO MARIANO
– Não se consome música como antigamente. Em termos de receita, isso te limita, e tem outros problemas que não falam a língua da música que te atrapalham bastante. A internet te abre caminhos, não sei se isso é para o bem ou para o mal, pois muitas dessas perguntas que surgiram nesses últimos anos não tem uma resposta clara. Tem artistas se posicionando bem com as plataformas digitais, que, como sabemos, não pagam nada.

MONDO POP- Qual é a vantagem de estar inseridos nelas, então?
PEDRO MARIANO
– Elas te dão notoriedade, mas você na verdade não sabe se dá certo. Minhas músicas mais bem-sucedidas no Spotify, por exemplo, são as que lancei de dez anos para cá. As pessoas procuram as coisas mais contemporâneas, e é o que as plataformas oferecem a elas. O que me preocupa é a forma como as pessoas tem consumido música, não acompanham mais os artistas, suas ramificações. Ninguém procura a informação, tem muito “mais do mesmo”.

MONDO POP- Como será a divulgação de DNA, em termos de shows? Todos os shows da turnê serão acompanhados por orquestra?
PEDRO MARIANO
– Faço shows com vários formatos (voz e piano, banda, orquestra etc) porque o barco tem de seguir. Na turnê anterior, fiz shows acompanhado por orquestras locais, mas o custo não caiu tanto como seria de se imaginar.

MONDO POP- Você lançou DNA pelo seu selo, o Nau, em parceria com a gravador LAB 344. Como avalia essa experiência de ter o próprio selo nos últimos anos, depois de ter sido contratado de gravadoras grandes?
PEDRO MARIANO
– O meu selo está sendo muito produtivo. Tenho bons parceiros. Quero sempre continuar fazendo meus trabalhos no meu tempo, do jeito que quero. Era difícil, continua difícil, mas esse nunca foi o foco. Vou sentindo o clima, não planejo nada nem para daqui a seis meses. Continuo lançando CDs e DVDs, mas o formato físico virou mais um portfólio do que um produto de consumo, tem mais um efeito emotivo, é um presente que você pode autografar.

De Peito Aberto (do DVD DNA)- Pedro Mariano:

Zé Brasil, o roqueiro classudo, lança primeiro CD solo em SP

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Por Fabian Chacur

Zé Brasil é merecedor da denominação “roqueiro classudo”. Afinal, com quase 50 anos de trajetória dedicado ao velho e bom rock and roll, nunca, jamais, perdeu a classe, mesmo perante as dificuldades que se apresentaram à sua frente nesse tempo todo. Ele enfim lança o seu primeiro álbum solo, autointitulado, e mostra esse trabalho em show em São Paulo na próxima sexta (31) às 21h30 na comedoria do Sesc Belenzinho (rua Padre Adelino, nº1.000- fone 0xx11-2076-9700), com ingressos custando de R$ 6,00 a R$ 20,00.

Na estrada desde 1970 e com passagens por EUA, Reino Unido, França e Espanha, Zé Brasil integrou bandas bacanas como Apokalypsis, UHF, Delinquentes de Saturno e Space Patrol, esta última um embrião da Patrulha do Espaço. Parceiro do mutante Arnaldo Baptista na música Cabelos Dourados (homenagem a Rita Lee), este cantor, músico, produtor e compositor já fez trabalhos com diversos nomes do rock brasileiro. Ele é uma cabeças pensantes do projeto 70 de Novo, que busca resgatar o espírito criativo e visionário do rock dos anos 1970.

Zé Brasil, o CD, que também está disponível nas principais plataformas digitais, traz 11 faixas, sendo dez delas inéditas e uma a releitura de sua faixa mais conhecida, Novo Eden, que ele gravou em parceria com a cantora e parceira de vida Silvia Helena. Trata-se de um trabalho dos mais consistentes, no qual ele mescla rocks básicos ótimos, como Borocoxô, Louco de Rock e Passarinho Rock And Roll, com baladas roqueiras bacanas como Segredo da Vida e Tudo a Ver.

A sonoridade do cara mescla rock básico, folk e muito mais, com influências de Bob Dylan, Jethro Tull e Beatles, entre outros. Temos até um reggae, Tudo a Ver. As letras trazem mensagens positivas e bom humor. Já Era de Aquarius, Maya, Peregrino e Victor são outros momentos importantes de um CD ótimo e repleto de personalidade. Opa, citei todas as faixas do álbum… E elas mereceram!

O disco conta com a participação de diversos músicos conhecidos com os quais Zé Brasil já trocou muitas figurinhas em sua carreira, entre os quais Edgard Scandurra (Ira!), Billy Forghieri (Blitz), Rolando Castello Junior (Patrulha do Espaço), Xando Zuppo (Harpia, Patrulha do Espaço), Adriano Grineberg e Jimmy Pappon, entre outros. Além, é claro, dos vocais de Silvia Helena. No show, Zé terá a seu lado Julio Manaf (guitarra), Mario Baraçal (baixo), Alexandre Barreto (bateria) e Silvia Helena (voz). Para ver, curtir e celebrar junto!

CD Zé Brasil-ouça em streaming:

Elvis Presley tem um inédito CD gospel lançado nos EUA

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Por Fabian Chacur

Como forma de marcar os 41 anos sem Elvis Presley, a gravadora Sony Music, através de seu selo RCA Legacy, lançou nos EUA um álbum inédito do eterno Rei do Rock. Intitulado Where No One Stands Alone, este trabalho foi disponibilizado nos formatos CD, vinil e digital. Existem também duas edições com tiragem limitada, uma em vinil azul e outra em fita cassete. Ainda não temos informações de se esse trabalho sairá no Brasil.

O álbum traz 14 músicas com os vocais gravados originalmente por Elvis com um novo acompanhamento instrumental. Nos vocais de apoio, foram escalados intérpretes que trabalharam com o lendário cantor, entre os quais as incríveis Cissy Houston e Darlene Love, além de integrantes dos ótimos grupos vocais The Stamps (Donnie Sumner, Bill Baize, Ed Hill and Larry Strickland) e Imperials (Terry Blackwood, Armond Morales and Jim Murray).

O momento mais emocionante fica por conta do dueto virtual do lendário e saudoso astro americano com sua filha, Lisa Marie, na canção que dá nome ao álbum. O resultado ficou muito bom, com a agora cinquentona intérprete encarando de forma competente o desafio de realizar essa gravação. Ela produziu o álbum em parceria com Joel Weinshanker e Andy Childs. O clipe mescla cenas de Lisa ainda criança com o pai e ela em estúdio gravando seus vocais.

O repertório se divide entre baladas e canções mais próximas do ritmo roqueiro. Entre elas, temos clássicos do porte de Crying In The Chapel, Amazing Grace, How Great Thou Art, Saved e You’ll Never Walk Alone. Elvis sempre confessou ser um grande fã de música gospel, e gravou vários discos nessa área, além de habitualmente fazer aquecimentos vocais antes de seus shows interpretando canções do gênero.

Elvis Presley – Where No One Stands Alone Track List

1.I’ve Got Confidence
2.Where No One Stands Alone (with Lisa Marie Presley)
3.Saved
4.Crying In The Chapel
5.So High
6.Stand By Me
7.Bosom Of Abraham
8.How Great Thou Art
9.I, John
10.You’ll Never Walk Alone
11.He Touched Me
12.In The Garden
13.He Is My Everything
14.Amazing Grace

Where No One Stands Alone– Elvis e Lisa Marie Presley:

Robert Plant:70 anos de idade com Led Zeppelin e bem mais

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Por Fabian Chacur

Em 1968, o ex-cantor do obscuro grupo Band Of Joy recebeu um convite irrecusável. Jimmy Page, guitarrista que havia se tornado famoso no cenário musical como músico de estúdio e integrante da última formação do celebrado The Yardbirds, ofereceu ao vocalista em questão uma vaga em sua nova banda. A resposta positiva equivale ao pontapé inicial rumo ao estrelato do sujeito em questão, um certo Robert Plant, que celebrou 70 anos de idade nesta segunda (20) ainda ativo e relevante.

Quando a banda de Page e Plant lançou seu álbum de estreia, em janeiro de 1969, rapidamente se transformou em uma das formações mais celebradas e icônicas do rock. Em seus 12 anos de existência, o Led Zeppelin vendeu milhões de discos, lotou estádios, superou a perseguição da crítica especializada de então e provou que o rock pesado podia ter horizontes musicais mais amplos e criativos do que alguns roqueiros mais radicais poderiam imaginar.

Com sua voz potente, capaz de alcançar agudos poderosos e também desempenhar muito bem nas regiões mais graves, Robert Plant ainda trazia como atrativos uma postura de palco extremamente eficiente e muito talento como compositor. Sua versatilidade como cantor ajudou o quarteto, que tinha também os brilhantes John Paul Jones (baixo e teclados) e John Bonham (bateria), a mergulhar em sonoridades distintas, criativas e repletas de prazer auditivo.

Não é qualquer cantor que pode se meter a cantar em uma mesma banda rocks pesados como Communication Breakdown, Celebration Day e Whole Lotta Love, blues ardidos e poderosos como Since I’ve Been Loving You, You Shook Me e I Can’t Quit You Baby, canções folk como Tangerine e híbridos como a folk-rock-soul Over The Hills And Far Away e a balada pesada Stairway To Heaven. E isso só para citar algumas das vertentes desenvolvidas pelo grupo…

Com o fim do Zeppelin em 1980, Robert Plant poderia facilmente ter se tornado um daqueles artistas que passa a viver do seu passado de glória. Mas isso não ocorreu. Em 1982, dava início a uma produtiva carreira solo com o lançamento do álbum Pictures At Eleven. Rapidamente se firmou na nova opção de carreira, e em momento algum caiu na tentação de fazer só um pastiche da antiga banda, mesmo não abandonar o rock.

Hits dos anos 1980, como a fortemente influenciada pelo tecnopop Little By Little, o rockão Tall Cool One, a belíssima balada Ship Of Fools e a vigorosa Hurting Kind (I’ve Got My Eyes On You) ilustram bem essa nova fase de sua carreira, ajudando-o a ser o bem-sucedido Robert Plant, e não “apenas” o ex-cantor do Zeppelin.

Com o tempo, retomou sua paixão pelo folk e pelo country e investiu em consistentes trabalhos nesses segmentos, dos mais o mais bem-sucedido em termos artísticos e de vendagens foi o excelente álbum Raising Sand (2007), gravado em dupla com a cantora, compositora e musicista americana Alison Krauss e que lhe rendeu cinco troféus Grammy (incluindo o de álbum do ano), algo que não havia conseguido em sua época de Led Zeppelin.

Nessa abertura por projetos diferenciados, ele foi em 1984 o vocalista principal do EP The Honeydrippers Volume One, no qual releu ao lado de amigos como Jimmy Page, Jeff Beck e Nile Rodgers cinco clássicos do r&b, entre eles a deliciosa balada Sea Of Love, que acabou se transformando em seu maior hit em termos comerciais fora do Zepp.

O mérito de Robert Plant é ainda maior se levarmos em conta que ele teve problemas com as cordas vocais em alguns momentos dessa trajetória, inclusive nos tempos de Zeppelin. Felizmente, conseguiu se recuperar, embora tenha passado a se concentrar um pouco mais nos registros vocais mais graves, sempre de forma inspirada e deliciosa.

Os fãs do Led Zeppelin sempre sonharam com um retorno do grupo, mesmo sem o saudoso baterista John Bonham, cuja morte em setembro de 1980 causou o fim da banda. No entanto, eles só deram algumas poucas oportunidades para saciar as saudades de todos: em 1985, no Live Aid, em 1988, no aniversário de 40 anos da Atlantic Records, e em 2007, com um show completo em Londres registrado e lançado posteriormente em DVD, Blu-ray e CD.

Page e Plant também proporcionaram aos fãs o lançamento de dois álbuns em dupla, No Quarter (1994) e Walking Into Clarksdale (1998). A turnê de divulgação do primeiro os trouxe ao Brasil em janeiro de 1996, em shows no Rio e em São Paulo durante a última edição do festival Hollywood Rock.

Robert Plant cantou no Brasil pela primeira vez em janeiro de 1994, no Rio e em São Paulo, como atração do festival Hollywood Rock. Nessa ocasião, tive a oportunidade de participar da entrevista coletiva concedida por ele em São Paulo no hotel Maksoud Plaza, na qual ele se mostrou simpático e bem-humorado, brincando que ele sempre se mantinha com o visual “carneirinho”, por causa da cabeleira cacheada.

Nessa mesma ocasião, consegui que ele me autografasse a coletânea em vinil Ten For Forty Seven. Lembro que dei a ele a contracapa para o autógrafo, e ele não reconheceu de pronto o álbum, olhando a seguir para a capa e comentando “ah, é Ten For Forty Seven…”.

Seu mais recente trabalho, o CD Carry Fire, saiu em outubro de 2017 e conseguiu ótimo resultado comercial e bons elogios por parte da crítica especializada. Ele foi acompanhado novamente pela banda the Sensational Space Shifters. Em março de 2015, vi o show deles no Lollapalooza Brasil, e fiquei impressionado com a ótima performance de Plant em termos vocais. Feliz 70 anos, mestre!

Tall Cool One (clipe)- Robert Plant:

Mirco Patarini faz show único e com entrada franca em SP

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Por Fabian Chacur

O acordeon costuma ser imediatamente associado à música sertaneja/caipira no Brasil. No entanto, trata-se de um instrumento musical versátil e utilizado em diversos contextos musicais, inclusive na música erudita. E um dos grandes nomes do acordeon erudito mundial, o italiano Mirco Patarini, fará em São Paulo neste domingo (19) às 11h uma apresentação no Circolo Italiano San Paolo (avenida Ipiranga, nº 344- República- fone 0xx11-3154-2908), com entrada gratuita. Boa chance de se ver um mestre em ação.

Nascido na cidade italiana de Spoleto, Patarini começou a estudar o acordeon aos 12 anos de idade. Com o tempo, tornou-se um dos craques em seu país. Ele foi o mais jovem músico a vencer a Copa Mundial do Acordeon, maior competição mundial dedicada a esse instrumento e promovida pela CIA- Confederação Internacional do Acordeon. Com o tempo, amealhou mais de 50 vitórias em certames desse tipo.

O repertório desse músico de 52 anos é essencialmente composto por composições de autores eruditos, mas também possui espaço para outros de viés popular. Entre outros, ele interpreta obras de nomes como Johannes Brahms, Niccolò Paganini, Viacheslav Semjonov, Astor Piazzola e até mesmo dos brasileiros Oswaldinho do Acordeon e Sivuca.

Mirco Patarini já tocou em países como França, Suíça, Portugal, Venezuela, EUA, Rússia, China, Alemanha, Reino Unido, Egito, Japão, Austrália e Brasil. Hoje, além de suas apresentações pelo mundo, algumas delas acompanhado por orquestras, ele também é o presidente da Confederação Internacional do Acordeon e da Scandalli, esta última a maior e mais prestigiada fábrica de acordeons do mundo, além de ser o diretor artístico do Strumenti & Musica Festival.

Programa do espetáculo de Mirco Patarini em SP:

1. Corale in Strofe Variate (Guido Farina)

2. Balletomania (Vittorio Melocchi)

3. Finale della Sonata 1 (Nikolaj Tschaikin)

4. Danza Espanola n°2 Oriental (Enrique Granados)

5. Capriccio °24 in La minore (Niccolò Paganini)

6. La Cumparsita (Geraldo Matos Rodriguez) – arranjo de Luciano Fancelli

7. Um Tom Para Jobim – (Oswaldinho do Acordeon/ Sivuca)

8. Don Rhapsody – (Viachelsav Semjonov)

Um Tom Para Jobim (ao vivo)- Mirco Patarini:

Joan Osborne, de “One of Us”, faz show único em São Paulo

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Por Fabian Chacur

One hit wonder (maravilha de um sucesso só, em tradução livre) é a frase com a qual são definidos artistas que possuem um único hit em suas carreiras. A cantora e compositora americana, com a sua maravilhosa One of Us, infelizmente se inclui nessa categoria de estrelas pop. Isso, no entanto, não significa que essa moça de 56 anos não tenha uma carreira das mais respeitáveis.

Ela se apresenta pela primeira vez em São Paulo na próxima terça-feira (21) às 21h no Theatro Net São Paulo (Shopping Vila Olímpia- 5º andar- rua Olimpíadas, nº 360- fone 0xx11-3448-5061), com ingressos de R$ 45,00 a R$ 380,00. O show faz parte da turnê com a qual ela está divulgando o seu mais recente álbum, Songs of Bob Dylan (2017).

A carreira de Joan teve início na década de 1980, com direito a shows e a lançamentos pela via independente. Em 1991, lançou dessa forma o álbum Soul Show: Live At Delta 88. Com esse lançamento, no qual mostrava uma mistura de rock, soul e pop, atraiu as atenções da Mercury Records. Pela gravadora, estreou em 1995 com o CD Relish, no qual contou com o apoio de Eric Bazilian e Rob Hyman, da banda The Hooters, a mesma que acompanhou Cyndi Lauper no álbum que tornou essa cantora uma estrela, She’s So Unusual (1983).

A dupla deu a Osborne o mesmo impulso, pois Relish atingiu a posição de nº 9 na parada americana, emplacando como single a balada rock One of Us, que atingiu o 4º lugar entre os singles mais vendidos nos EUA. O CD também tinha outras faixas bem legais, como Right Hand Man, Dracula Moon, St Teresa e Spider Web, tornando a cantora um sucesso em diversos países, além da sua terra natal.

Infelizmente, Joan nunca mais conseguiu emplacar um novo hit. E não foi por falta de tentativas. O simpático álbum Righteous Love (2000), por exemplo, que tinha a dura missão de suceder Relish, não passou da posição de número 90 na parada ianque, o que levou a Mercury (que faz parte da Universal Music) a não renovar o seu contrato.

O ótimo How Sweet It Is (2000), lançado por um selo independente e com covers de rock e soul, foi pior ainda nas paradas, mesmo com a releitura de I’ll Be Around, hit na década de 1970 com os Spinners, tendo tido alguma repercussão, inclusive no Brasil. Ela lançaria outros álbuns bem legais só com releituras de sucessos alheios: Bring It On Home (2012), Breakfast In Bed (2007) e o recente Songs of Bob Dylan.

Mesmo uma reunião com Eric Bazilian, Rob Hyman e o produtor Rick Chertoff, o elogiado Little Wild One, com repertório de inéditas, não conseguiu espantar a zica. Em 2010, ela passou a conciliar a carreira solo com o posto de cantora da banda de rock Trigger Hippy, com a qual gravou um álbum autointitulado em 2014.

Osborne fez algumas parcerias bem bacanas nesses anos todos. Em 2002, por exemplo, ela foi uma das convidadas no incrível documentário Standing In The Shadows of Motown, que contou a história dos Funk Brothers, grupo de músicos que participou das gravações da lendária gravadora Motown em singles e álbuns antológicos de astros como Stevie Wonder, Marvin Gaye, The Four Tops, The Supremes etc.

Ela gravou acompanhada por eles no documentário e em sua trilha sonora boas releituras de (Love is Like a) Heatwave (hit com Martha Reeves & The Vandellas) e What Becomes of The Brokenhearted (sucesso com o cantor Jimmy Ruffin) e participou de uma turnê ao lado de alguns daqueles músicos incríveis.

A cantora participou com destaque de alguns álbuns-tributo e também integrou uma turnê com o grupo country feminino The Dixie Chicks. No repertório de seu show em São Paulo, teremos, entre outras, One of Us, I’ll Be Around, Crazy Baby, Hallelujah In The City, What You Gonna Do, To The One I Love, além de canções de Songs Of Bob Dylan.

One of Us– Joan Osborne:

Nila Branco nos delicia com as suas canções folk-pop-rock

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Por Fabian Chacur

Há 20 anos, a cantora mineira radicada em Goiânia (GO) Nila Branco lançava o seu autointitulado primeiro álbum. Manteve-se na ativa em tempo integral até 2006, quando problemas particulares a fizeram levar a carreira de forma um pouco mais espaçada, embora não a abandonasse. De uns anos para cá, no entanto, ela retomou o foco total na música, e vai batalhando para retomar a atenção do público. Se depender da qualidade artística de seu novo CD, Azul Anil, conseguirá seu intento sem dificuldades.

Com uma voz deliciosa de timbre grave que tem afinidades com a de Zélia Duncan, Nila conseguiu emplacar músicas em trilhas de novelas da Globo, SBT e Record. No seu currículo, constam seis CDs (incluindo o novo) e três DVDs. Ela compõe, mas abre generosos espaços para outros compositores, e investe em uma sonoridade que mistura rock, folk, country e MPB com direito a melodias bacanas e letras românticas sem cair na banalidade ou redundância de viés comercial.

Azul Anil inclui 11 canções, sendo apenas uma (Com Açúcar, Sem Engano) assinada por ela, em parceria com Marcelo Dinelza. Temos faixas escolhidas a dedo escritas por compositores como Roberta Campos, Karine Bizinoto, Samuel Fujimoto, Beto Marcio, Maura Matiuzzi, Dulce Abreu e Marcelo Dalla, entre outros. Como toda boa intérprete, Nila incorpora cada letra e melodia como se fossem suas, tornando-se uma coautora espiritual delas.

Ouvir este trabalho é um exercício de puro prazer. Se não oferece inovações ou ousadias ao seu ouvinte, a cantora proporciona algo muito melhor, que é a garantia de prazer em cada momento. Acompanhada por excelentes músicos, que dão a ela uma moldura sonora simples e bem consistente, Nila mergulha com fé nas idas e vindas do amor com interpretações que nunca se perdem em exageros ou inconsistências. Um banho de sensibilidade e bom gosto pop.

Não faltam momentos bacanas em Azul Anil. Com Açúcar Sem Engano, Eu Não Sei Mais Ficar Só , Jardim da Vida e Eu Te Amo mereciam se tornar hits massivos, pois cativam os ouvidos de forma quase que instantânea. Como faixa “diferente”, digamos assim, destaca-se Cuidado, com uma interpretação meio falada mezzo rap-mezzo dylaniana com uma letra forte e filosófica com bons conselhos embutidos.

Em um momento no qual o mainstream pop aposta em muita apelação e pouca consistência artística, Nila Branco prefere seguir os conselhos do mestre Paul McCartney, que em 1976 perguntava o que havia de errado em investir em “silly love songs”, que de tolas não tinham rigorosamente nada. Eis exatamente o que essa ótima artista mineiro/goiana nos proporciona. Como reclamar? Prefiro ouvir essa dose intensa de simples beleza musical e me deliciar mais uma vez.

Jardim da Vida– Nila Branco:

Dusty Old Fingers retornam e fazem um show em Campinas

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Por Fabian Chacur

Depois de uns bons anos longe de cena, volta à ativa um dos grupos mais bacanas do rock brasileiro desta década. Trata-se do Dusty Old Fingers. Oriundo de Campinas (SP), o afiadíssimo time roqueiro lançou em 2013 um excelente álbum conceitual, The Man Who Died Everyday (leia a resenha de Mondo Pop aqui).

Eles iniciam essa nova fase com show em Campinas neste sábado (11) às 19h30 na Fundação Jurgensen (rua Frei Antônio de Pádua, nº 889- Jardim Guanabara), com ingressos a R$ 15,00 (antecipados) e R$ 25,00 (na hora- mais informações pelo fone 0xx19-3242-1769). A abertura fica por conta da banda Les Miserables.

O Dusty Old Fingers traz como figuras de ponta o carismático cantor e guitarrista Fabiano Negri, que também investe em uma consistente carreira solo, e o guitarrista e backing vocalista Tony Monteiro, um dos mais competentes críticos de rock deste país. Temos também os ótimos músicos Joni Leite (baixo) e Rick Machado (bateria). Ao vivo, completam o time as backing vocalistas Nara Leão e Sheila Le Du.

No show, a banda mostra as músicas de seu álbum de estreia, cujo tema é a vida do saudoso Brian Jones, guitarrista dos Rolling Stones nos anos 1960 e morto tragicamente em 1969, com apenas 27 anos. Músicas como Lost Eyes e Blond Hair Baby Face mergulham nos aspectos da trajetória daquele músico genial com uma sonoridade mesclando rock, blues, folk e country. A ótima inédita Never Drive Faster Than My Angel Can Fly também estará no set list.

Dois dos integrantes da Dusty Old Fingers farão jornada dupla neste show, pois também integram o Les Miserables. São eles Tony Monteiro e Joni Leite, que terão a seu lado Marcos Machado (vocal), David Andres (guitarra) e Junior Baroni (bateria). O repertório do quinteto dará uma geral em clássicos do rock brasileiro da década de 1970.

Lost Eyes (clipe)- Dusty Old Fingers:

Alaíde Costa e Toninho Horta fazem 4 shows em São Paulo

Toninho Horta e Alaíde Costa -foto Geraldo Rocha-400x

Por Fabian Chacur

A amizade entre Alaíde Costa e Toninho Horta teve início entre o fim dos anos 1960 e o início dos anos 1970, nos bons tempos do Clube da Esquina. Em 2011, o produtor Geraldo Rocha teve a ideia de reuni-los, projeto que se concretizou em 2015 com o lançamento do elogiado álbum Alegria é Guardada em Cofres Catedrais. A dupla estará em São Paulo para shows de quinta a domingo (9 a 12), sempre às 19h15, na Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, nº111- Centro- fone 0xx11-3321-4400), com entrada gratuita.

Alaíde Costa tornou-se conhecida do grande público na fase inicial da bossa nova, e se firmou como uma das elogiadas intérpretes da nossa música. Por sua vez, Toninho Horta apresentou seu talento como cantor, guitarrista, violonista e compositor ao lado de Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges e companhia bela. Em 1972, Alaíde participou do seminal álbum Clube da Esquina, em estupenda regravação de Me Deixa Em Paz (Monsueto) ao lado do Bituca. Horta também marcou presença nesse álbum clássico da música brasileira e mundial.

Alegria é Guardada em Cofres Catedrais, o CD, traz basicamente um resgate de clássicos dos anos 1960 e 1970 dos geniais compositores mineiros, entre os quais Travessia, Outubro, Beijo Partido, Nascente, Sol de Primavera e Tudo o Que Você Podia Ser. Também entrou no repertório Sem Você (Tom e Vinícius), que Horta afirma ter sido a primeira música que ouviu na voz de Alaíde, faixa de seu álbum Alaíde Joia Moderna, lançado em 1961 e com o genial Baden Powell no violão.

O show será em um formato bem intimista, com Alaíde cantando e Toninho se alternando entre violão e guitarra. Ambos também tem projetos individuais sendo concretizados. No caso do músico mineiro, um songbook com o melhor de sua bela produção musical. Já Alaíde lançará em breve o seu primeiro DVD, em parceria com o Canal Brasil. Também teremos no futuro um documentário registrando a parceria histórica entre esses dois grandes artistas.

Tudo Que Você Podia Ser– Alaíde Costa e Toninho Horta:

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