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Bruno Mog lança seu primeiro álbum com show em São Paulo

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Por Fabian Chacur

Com 33 anos de idade, Bruno Mog lança o seu primeiro álbum. Uma fase da vida em que outros artistas já teriam lançado diversos outros trabalhos. Este cantor, compositor e músico nascido em Lins (SP), criado na região do Portal do Paranapanema (PR) e radicado em São Paulo desde 2005, preferiu, no entanto, não precipitar as coisas. “Procurei me preparar bem e fazer isso apenas quando me senti preparado”, explica. Ele mostra o repertório do álbum e músicas de outros artistas em show neste sábado (2) às 15h na Casa Pompeia (avenida Pompéia, nª 681- Vila Pompeia- fone 0xx11- 2597-0681), com ingressos a R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira), sendo que ambos os valores incluem de brinde a versão física do trabalho.

A estrada de Bruno até chegar ao primeiro CD foi longa. Ele se interessou por música desde moleque, e contou com o apoio incondicional do pai. “Meu pai sempre me incentivou a estudar, me cobrou muito isso”. Em 2005, ele se mudou para São Paulo com o intuito de cursar a faculdade de artes cênicas, e não demorou a se envolver com o teatro, trabalhando em diversos espetáculos. Paralelamente, atuava com uma banda na qual incluía músicas de sua autoria.

Há três anos, sentiu que havia chegado a hora de arregaçar as mangas para criar seu primeiro álbum solo, e passou a se concentrar nisso. Como inspiração, ouviu Tim Maia, Skank, Paralamas do Sucesso, Cazuza, Los Hermanos e Elis Regina, entre outros. Desse mix, saíram características de suas composições, que trazem elementos de blues, MPB, folk e rock. “No Brasil, a gente tem o costume de ouvir de tudo, os gêneros se misturam, isso é muito bom”.

O resultado é um trabalho disponível nas plataformas digitais e também em formato físico com sete músicas, escolhidas a partir de um universo de 14. “Não sou um Guilherme Arantes, que diz compor uma música por dia. Escrevo conforme vêm a inspiração. Crio em cima de coisas do mundo, misturo experiências próprias com aquilo que observo e transformo em canções”, define.

O álbum, extremamente consistente e que se divide em climas blueseiros e momentos mais próximos do folk, foi finalizado no Canadá com o engenheiro de som João Thiré, conhecido por seu trabalho com a cantora Mart’nália.

O som de Bruno Mog conta com generosas intervenções de metais como trombone, trumpete e sax. “Uso muito os metais como se fossem a extensão da minha voz, uma segunda ou terceira voz, e tem a ver com os artistas de que mais gosto, que também se valem desse recurso musical de forma criativa”.

No show deste sábado (2), Bruno cantará e tocará guitarra, acompanhado por uma banda com direito a naipe de metais, backing vocals, guitarra, baixo e bateria. Além das músicas autorais do disco, entre as quais as ótimas Flores de Outono, Avoa, Hey Man e Só Quero Ser Feliz, também teremos releituras de canções alheias, entre as quais Todo Amor Que Houver Nessa Vida, de Cazuza, e outras de Tim Maia, Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho. “Mas não faço versões iguaizinhas, procuro colocar o meu toque pessoal nelas”, adverte.

Ouça Flores de Outono, de Bruno Mog:

Johnny Mathis e Chic enfim tem seu álbum lançado em CD simples

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Por Fabian Chacur

Em 1981, o consagrado astro do jazz e do pop Johnny Mathis deveria ter lançado o álbum I Love My Lady, no qual foi produzido por Nile Rodgers e Bernard Edwards, do grupo Chic. Na prática, o LP equivale a uma espécie de álbum da banda disco com os vocais do cantor, pois composições, músicos e backing vocals ficaram por conta deles. No entanto, a gravadora Columbia Records resolveu abortar o projeto, e colocou-o em seus arquivos. Em 1ª de fevereiro, nos EUA, I Love My Lady, o fruto dessa parceria, enfim estará disponível no formato CD simples.

Na verdade, este mitológico álbum já havia sido disponibilizado no formato CD anteriormente. No entanto, o interessado teria de adquirir The Voice Of Romance: The Columbia Original Album Collection, box set lançada em 2017 com 67 discos (!!!) e um livro com 200 páginas. No site da Amazon americana, está disponível pela “bagatela” de 362 dólares (bem mais do que mil reais, fora frete). A partir de 2010, algumas faixas do disco apareceram em coletâneas como Up All Night (The Chic Organization Album (2013, lançada no Brasil).

A nova versão do álbum, que será disponibilizada em CD e logo após em vinil, trará como atrativos adicionais uma nova capa, belíssima, e um encarte repleto de informações sobre as gravações de I Love My Lady com direito a uma entrevista com o próprio Johnny Mathis feita especialmente para esta ocasião. O selo responsável por tal reedição é o americano Real Gone Music, especialista em reeditar trabalhos bacanas há muito fora do mercado discográfico.

I Love My Lady traz oito faixas, e mostra o cantor se adaptando de forma competente à sonoridade concebida pelos geniais Nile Rodgers e Bernard Edwards. O repertório é muito bom, com direito a maravilhas como a swingada balada Fall In Love (I Want To), a sacudida e irresistivelmente dançante Something To Sing About (com um refrão fantástico e bela interação entre Mathis e as vocalistas de apoio), a elegante faixa-título e a gostosa Love And Be Loved.

Alguns podem achar os vocais de Mathis muito contidos em relação a outros trabalhos dele, mas a graça quem sabe esteja exatamente aí, ou seja, ele teve a humildade de se enquadrar na concepção musical do Chic. No fim das contas, valeu a pena esperar tanto para enfim ouvir essa parceria histórica. Pena que, só para variar, esse álbum não terá versão nacional no formato físico…

Something To Sing About– Johnny Mathis:

Culture Club lança o seu novo single e anuncia o álbum Life

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Por Fabian Chacur

Já está nas plataformas digitais Let Somebody Love You, single escolhido para anteceder o lançamento de Life, primeiro álbum de inéditas do Culture Club desde o ótimo (e injustamente ignorado) Don’t Mind If I Do (1999). O álbum será lançado no exterior em 26 de outubro deste ano no exterior nos formatos CD, vinil amarelo, digital e fita cassete, e ainda não tem previsão de chegar ao nosso mercado fonográfico/musical.

Let Somebody Love You é um reggae pop descompromissado e gostoso de se ouvir, e também já tem um videoclipe disponível. Esse lançamento concretiza o retorno da formação original da banda britânica, que conta com Boy George (vocal), Roy Hay (guitarra e teclados), Mikey Craig (baixo e teclados) e Jon Moss (bateria). Se bem que, em 2014, eles já haviam lançado outro single, o rock-balada More Than Silence (ouça aqui ), como prévia de um futuro álbum, na época intitulado Tribe e abortado alguns meses depois de seu anúncio.

Life traz Let Somebody Love You, More Than Silence e outras nove faixas, e é curiosamente creditado a “Boy George And Culture Club”, ao invés de apenas ao grupo, como de praxe. Eles viveram o seu auge entre 1981 e 1986, quando lançaram quatro álbuns e invadiram os charts de todo o mundo com hits contagiantes como Do You Really Want To Hurt Me, Miss Me Blind, Karma Chameleon e outros, marcados pela bela voz e visual andrógino do polêmico Boy George.

Após a primeira separação, Boy George investiu em uma carreira solo com altos e baixos, enquanto seus três colegas saíram de cena. O grupo teve alguns retornos, sendo o mais bacana o ocorrido entre 1998 e 2000, que gerou dois álbuns, o ao vivo Greatest Moments- VH1 Storytellers (1998) e o já citado Don’t Mind If I Do (1999).

Conheça os títulos das músicas de Life:

1. God & Love
2. Bad Blood
3. Human Zoo
4. Let Somebody Love You
5. What Does Sorry Mean
6. Runaway Train
7. Resting Bitch Face
8. Different Man
9. Oil & Water
10. More Than Silence
11. Life

Let Somebody Love You (clipe)- Culture Club:

Izzy Gordon mostra seu novo álbum com show em Sampa

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Por Fabian Chacur

A garota tem sangue nobre na área musical. Filha do excelente cantor Dave Gordon, sobrinha da inesquecível Dolores Duran… No entanto, a moça em questão, a cantora Izzy Gordon, há muito dispensa esses atributos como forma de ser reconhecida, pois seu talento gerou belos frutos nessas mais de três décadas de carreira. Ela mostra em São Paulo o seu novo trabalho, o álbum Pra Vida Inteira, com show nesta quinta (2) às 21h no Sesc 24 de Maio (rua 24 de Maio, nº 109- Centro- fone 0xx11-3350-6300), com ingressos de R$9,00 a R$ 30,00.

Pra Vida Inteira, já disponível nas principais plataformas digitais, é o quarto álbum solo de Izzy, cuja carreira começou a deslanchar após sua participação com destaque no premiado musical Emoções Baratas, dirigido no fim dos anos 1980 pelo diretor José Possi Neto. O trabalho traz oito faixas, sendo cinco inéditas e três releituras.

As recriações são Lata D’Água, hit de Elza Soares, Boa Noite, de Djavan, e Ideias Erradas, parceria de Dolores Duran com J. Ribamar. Entre as inéditas, temos Together, parceria dela com seu diretor musical neste trabalho, o excelente tecladista e arranjador Rogerio Rochlitz. A mixagem e gravação do álbum ficaram a cargo de outro cara talentoso e experiente, Alexandre Fontanetti.

No show desta quinta, Izzy terá a seu lado os músicos que gravaram com ela: Rogerio Rochlitz (teclados), Gilberto de Syllos (baixo) e Thiago Silva (bateria). Farão participações especiais o cantor Tony Gordon, irmão da intérprete, e o lendário trombonista Bocato. Bom elenco para acompanhar uma cantora que já recebeu elogios de Bono (com o qual até deu uma canja) e Quincy Jones.

Lata D’Agua/Pra Vida Inteira– Izzy Gordon:

Jorge Ailton lança o seu 3º CD solo com “arembi” elegante

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Por Fabian Chacur

O cantor, compositor e músico carioca Jorge Ailton iniciou a sua trajetória profissional há 19 anos, tocando na banda de Sandra de Sá. Desde então, além de acompanhar artistas do calibre de Mart’nália, Toni Garrido, Paula Toller e Lulu Santos (com quem toca há oito anos), ele também investe em uma carreira solo que acaba de gerar seu terceiro fruto, o álbum Arembi, lançado pela gravadora Lab 344.

O título do CD (também disponível nas plataformas digitais), uma transcrição fonética adaptada do original r&b (rhythm and blues) é uma forma criativa de explicitar o desejo de Ailton em termos musicais.

“O título do álbum parece um nome suburbano, aquela coisa colaborativa. O r&b, o soul, são na verdade sotaques, como o samba; ouvi isso a vida inteira, frequentei os bailes, os ambientes, curti as variações desse estilo musical, via o pessoal dançar, aí surgiu naturalmente a minha forma de mostrar essa sonoridade”, explica.

Arembi traz 11 músicas, sendo cinco só dele e outras seis escritas com parceiros como Lulu Santos, Ronaldo Bastos, Fernanda Abreu e Hyldon. “Esse disco é como se eu tivesse chegado em casa, enquanto nos discos anteriores (O Ano 1, de 2010, e Canções em Ritmo Jovem, de 2013) eu ainda estava no caminho. Agora eu me sinto mais à vontade”.

O baixista considera muito importante as experiências que teve integrando bandas de apoio de outros artistas. “Acho que o mais bacana do artista é manter a antena sempre ligada. Procuro pegar o que cada artista que acompanhei tem de bom, como a explosão da Sandra e da Mart’nália, a organização do Lulu… Peguei um pouquinho de como cada um deles lida com as suas carreiras e procurei aprender, além de trazer coisas para a minha própria”.

A ideia de Jorge Ailton é conciliar a carreira solo com o trabalho com outros artistas enquanto for possível. “Acho uma tendência normal no futuro ser só artista solo, mas continuo fazendo as duas coisas. O escritório do Lulu é muito bem organizado, e ele sempre dá muito espaço para quem toca com ele, sabe reconhecer talentos. O Davi Moraes, por exemplo, também concilia o trabalho solo com atuação em bandas de outros cantores”.

As onze faixas de Arembi investem em várias tendências da black music de forma envolvente. “Acho que o meu som tem uma sensualidade elegante que mistura sons eletrônicos e orgânicos; esse é um disco feito com amigos, todos os envolvidos tem uma vida pregressa comigo, como o Mondego (produtor do CD), que conheço há mais de 20 anos”.

Isso Que Não Tem Nome (clipe)- Jorge Ailton:

Ricardo Bacelar mostra swing e bom gosto em Sebastiana

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Por Fabian Chacur

Ricardo Bacelar ficou mais de uma década longe da música, após ter integrado por 11 anos o grupo Hanói Hanói e lançado o CD solo In Natura (2001). O também advogado voltou à sua paixão eterna com força total, com o excelente DVD/CD Concerto Para Moviola- Ao Vivo (2016, leia entrevista sobre o álbum aqui). Agora, ele nos apresenta o CD (também lançado em vinil) Sebastiana, uma bela sequência lógica do trabalho anterior, com a mesma alta qualidade artística.

Em Concerto Para Moviola- Ao Vivo, Bacelar nos ofereceu uma elogiável e gostosa releitura do som fusion/jazz rock dos anos 1970 e 1980. Aquela sonoridade ao mesmo tempo bastante sofisticada e acessível ao ouvido médio do público se mantém presente em Sebastiana, só que desta vez com um pouco mais de ênfase em brasilidade e tempero latino, além de abertura para vocais em quatro das quinze faixas presentes neste trabalho.

Para concretizar este álbum, o artista cearense contou com o velho amigo Cesar Lemos como braço direito, incumbindo-o da produção, guitarra e baixo. Também foram convocados artistas oriundos de vários países, como os americanos Steve Hinson (pedal steel guitar) e Maye Osorio (vocal), os venezuelanos Anderson Quintero (bateria e percussão) e Andrea Mangiamarchi (vocal) e o argentino Gabriel Fernandez (bandoneon), entre outros.

O repertório traz composições de Ivan Lins, Milton Nascimento, Luiz Gonzaga, Gilberto Gil e Tom Jobim, entre outros, além de duas parcerias Bacelar/Lemos e três de Bacelar sozinho. A performance do time escalado para o álbum não poderia ter sido melhor, esbanjando entrosamento, qualidade artística e swing, ajudando a dar ao conjunto desta obra uma consistência admirável.

Influências de lounge e new bossa também podem ser identificadas ao longo do álbum. Com vocais, Nothing Will Be As It Was (versão de Nada Será Como Antes, de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos), e Somewhere In The Hills (de Tom Jobim e Vinícius de Moraes) receberam roupagem eletrônica envolvente, enquanto o balanço afro de Toda Menina Baiana, de Gilberto Gil, ganha nuances jazzísticas bem bacanas.

Sebastiana equivale a uma mais do que agradável viagem pelo mundo da fusion, bossa nova, easy listening, lounge, jazz, pop, new bossa e latin music, comandada pela mão hábil de Ricardo Bacelar. A Volta da Asa Branca, Partido Alto, Depois dos Temporais e Sambadouro são bem elogiáveis, mas o repertório é muito equilibrado e bom, como um todo.

O álbum no seu formato físico também será lançado na América Latina, EUA, Japão e Europa, algo bastante lógico, pois é muito provável que consiga melhor repercussão no mercado internacional do que por aqui. Bom por um lado, ruim pelo outro, pois o brasileiro deveria abraçar com mais entusiasmo e carinho um trabalho tão bom e tão representativo do melhor da nossa música como esse aqui.

Obs.: a embalagem do CD é deslumbrante, com direito a belíssima capa digipack e um caprichado encarte recheado de fotos e informações sobre a concepção do álbum, além de ficha técnica completa. Prova de que o formato físico é insuperável para os verdadeiros fãs de música, se desenvolvido com o nível de excelência deste ótimo Sebastiana.

Nothing Will Be As It Was– Ricardo Bacelar:

Grupo 5 a Seco lança um novo álbum com show único no Rio

5 a Seco - Síntese

Por Fabian Chacur

Com quase oito anos de estrada, o grupo 5 a Seco lançou seu primeiro trabalho em 2012, o CD/DVD Ao Vivo no Auditório Ibirapuera, com elementos sonoros mais orgânicos. Policromo (2014) marcou uma fase com mais experimentalismo e busca de novas sonoridades. Agora, eles partem para uma fusão entre as duas propostas que já se entrega no título do novo álbum: Síntese. Eles lançam esse trabalho no Rio com show neste sábado (17) às 21h no Teatro Bradesco Rio (Avenida das Américas, nº 3.900- loja 160 do Shopping VillageMall- fone 0xx21-3431-0100), com ingressos custando de R$ 40,00 a R$ 130,00.

O 5 a Seco se vale de conceitos típicos dos anos 2000, definindo-se como um coletivo de compositores, ao invés de uma banda tradicional. Seus integrantes são Pedro Viáfora, Leo Bianchini, Vinícius Calderoni, Tó Brandileone e Pedro Altério, todos cantores, compositores e músicos que também se dedicam a outros projetos. Sua sonoridade reflete várias influências musicais, sendo a MPB pop uma das mais facilmente identificáveis, assim como o rock e o eletrônico, com uma especial predileção por boas composições.

O repertório do show trará músicas do novo álbum, entre as quais O Dia de Encontrar Você, Na Onda, Ventos de Netuno e Brisa, além de material oriundo dos trabalhos anteriores. O estilo inquieto e diversificado dos cinco se mostra de forma bastante evidente ao vivo, embora seu esmero nos esforços registrados em estúdio tenha apontado um direcionamento que equilibra essas duas facetas, o palco e as gravações.

Síntese (álbum inteiro em streaming)- 5 a Seco:

John Williams lançará um CD com seus clássicos do cinema

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Por Fabian Chacur

Que tal um álbum com dez dos principais temas de filmes clássicos como Star Wars, Tubarão, E.T., Jurassic Park e Harry Potter, com novas gravações a cargo da London Symphony Orchestra? Pois este CD já tem data pré-determinada para chegar às lojas (e também às plataformas digitais): 4 de maio, através da Universal Music. O autor de todas essas verdadeiras maravilhas sonoras é o genial John Williams, um dos maiores compositores de trilhas de todos os tempos.

Com 86 anos de idade, o americano John Williams completou 60 anos como autor de temas para cinema e TV. Como forma de comemorar, ele lança este novo álbum, que tem como título A Life in Music, no qual a London Symphony Orchestra (LSO) foi regida pelo maestro Gavin Greenaway. A versão para cello do tema de A Lista de Schindler é inédita, um atrativo para colecionadores.

Outro momento comemorativo este ano será uma apresentação da LSO no mitológico Royal Albert Hall, de Londres, com regência a cargo de Williams, algo que não ocorre há 22 anos por ali. Parceiro constante de Steven Spielberg, o compositor americano é considerado uma verdadeira lenda no meio musical e cinematográfico, tendo em seu currículo 5 Oscars, 24 Grammys, 4 Globos de Ouro e 5 Emmys, só para não esticar demais o assunto.

Saiba o repertório completo de A Life in Music:

1. Main Title – From Star Wars
2. Theme – From Jurassic Park
3. Hedwig’s Theme – From Harry Potter And The Sorcerer’s Stone
4. The Raiders March – From Raiders Of The Lost Ark
5. Flying Theme – From E.T.
6. Theme – From Schindler’s List
7. The Flight To Neverland – From Hook
8. Hymn To The Fallen – From Saving Private Ryan
9. Shark Theme – From Jaws
10. Williams: Superman March – From Superman

Making of sobre o álbum A Life in Music:

Fernanda Takai, Marcos Valle e Roberto Menescal, juntos

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Por Fabian Chacur

A música de Tom Jobim é eterna, e merece ser eternamente celebrada. Especialmente se isso ocorrer através de artistas de talento comprovado. A expectativa, portanto, é grande em relação ao trabalho que reunirá Roberto Menescal, Marcos Valle e Fernanda Takai, um álbum cujo título já está definido- O Tom da Takai– e que trará releituras de 12 composições do saudoso Maestro Soberano. O lançamento está previsto para maio, via gravadora Deck.

O encontro do trio ocorreu em um dos shows que celebrou em 2017 os 80 anos de idade de Roberto Menescal, violonista, compositor e um dos nomes mais importantes da história da bossa nova. Aliás, foi ali mesmo que ele fez o convite aos parceiros, de forma pública, e recebeu um sonoro sim como resposta. Os arranjos e a produção serão divididos meio a meio entre ele e o tecladista Marcos Valle, sendo que eles tocarão juntos em todas as faixas e Takai será a cantora.

Com gravações agendadas para o estúdio Tambor, no Rio de Janeiro, o álbum tem tudo para ser dos melhores, pois as recentes experiências de Fernanda Takai interpretando canções do repertório de Nara Leão foram simplesmente impecáveis. Com sua voz suave e afinadíssima, ela fez fama como cantora do grupo Pato Fu, e há dez anos desenvolve paralelamente uma carreira solo que tem gerado frutos bem bacanas, com forte presença de bossa nova no repertório.

Chega de Saudade (ao vivo)- Fernanda, Menescal e Valle:

Olivia Gênesi brilha com sua mistura doce de sonoridades

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Por Fabian Chacur

A cantora, compositora, arranjadora e tecladista paulistana Olivia Gênesi lançou o seu primeiro CD em 2000. Desde então, fez inúmeros shows, gravou diversos outros trabalhos, interpretou canções próprias e de outros autores e buscou se aprimorar como artista. Toda essa estrada soa nítida em seu novo CD, Amor e Liberdade, o décimo dessa trajetória pelo cenário independente.

Vamos começar pela cantora. Sua voz é delicada, suave, quase frágil, com ecos do timbre da grande Vânia Bastos. Olivia se vale dessas características com bastante desenvoltura nas 14 faixas de seu novo álbum, e de forma inteligente buscou uma sonoridade que se adequasse a ela. Nada mais importante para um intérprete do que saber usar de forma inteligente o seu potencial, e é exatamente isso o que essa artista faz com o seu canto.

Sua sonoridade é uma mistura de jazz, rock, folk e várias tendências da MPB, com uma abordagem minimalista e rica nos detalhes, que se sobressaem graças ao talento dos músicos que a acompanham no álbum. Entre outros, temos aqui Fernando Garcia (bateria), Fábio Dregs (guitarra), Arismar do Espírito Santo (guitarra), Hugo Hori (flauta) e Raquel Martins (guitarra), além da própria Olivia no piano, escaleta, percussão e arranjos.

O repertório traz apenas uma música alheia, a deliciosa Lua No Céu de Janeiro, de Luis Carlos Sá e Dery Nascimento. Não faltam momentos preciosos, como o delicado rock Versiidade, a incrível mistura de jazz, forró, balada e psicodelia O Amor Vai Brotar, a jazzy Astrologia, o rock Mudada, a balada jazz O Feminino e o rock na veia Astrologia.

Forró da Bela serve como interessante amostra dessa perspectiva mestiça da criação de Olivia, pois parte do ritmo nordestino rumo a um resultado que tem variações sutis de climas que remetem a rock, jazz e pop. E ressalte-se o poder das ótimas letras, nas quais temas como amor, vida e relacionamentos afetivos são destrinchados com lirismo, paixão e um quê visionário também. E tem a deliciosa Amores Líquidos, repleta de toques e insights bacanas.

Amor e Liberdade é um título que serve como uma boa pista das intenções de Olivia Gênesi enquanto artista, pois mescla a paixão de quem visivelmente gosta do que faz com a liberdade de mergulhar nas misturas que achar cabíveis. Este álbum pode não agradar a todos, mas certamente será muito apreciado por quem tem bom gosto e sensibilidade poética e musical.

Amores Líquidos(clipe)- Olivia Gênesi:

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