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Alex Kapranos relê clássico dos anos 1960 com Clara Luciani

alex kapranos summer wine single 400x

Por Fabian Chacur

O cantor, compositor e músico escocês Alex Kapranos, vocalista da banda Franz Ferdinand, aproveitou bem sua quarentena gerada pela pandemia do novo coronavírus. Ele se uniu à cantora francesa Clara Luciani para, juntos, relerem um clássico dos anos 1960. Trata-se de Summer Wine, canção do cantor e compositor country americano Lee Hazelwood gravado por ele em 1967 em um dueto com a cantora Nancy Sinatra, filha de vocês sabem quem.

A primeira vez em que Kapranos e Luciani interpretaram essa música ocorreu durante um show dela no icônico Olympia, em Paris, e o resultado agradou tanto que ficou no ar a possibilidade de um registro em estúdio. Kapranos explica:

“Quando a quarentena começou, nós decidimos gravá-la – mais para nós que para qualquer outra coisa. Queríamos criar uma atmosfera de um mundo imaginário longe do confinamento que estávamos vivendo. Não que estivéssemos infelizes, mas a imaginação é o maior meio de escape e aventura. Foi gravada na minha casa na Escócia e mixada por nossos amigos Antonie e Pierre no estúdio em Paris. Quando tocamos para os nossos selos eles sugeriram um lançamento, então, aí está o single”.

Clara é uma das mais badaladas cantoras da nova geração do pop francês, e, graças à boa repercussão de seu bastante elogiado álbum Sainte-Victoire (2018), ganhou o prêmio Victories de La Musique (uma espécie de Grammy da França) como artista feminina este ano.

Summer Wine voltou às paradas de sucesso em 2017 em sua gravação de 1967 (ouça aqui) ao ser utilizada em um comercial de uma loja de departamentos de cunho mundial. A composição de Lee Hazelwood já foi regravada inúmeras vezes, incluindo versões com Demis Roussos e Nancy Boyd, The Corrs e Bono, Evan Dando e Sabrina Brooke e Lana Del Rey e Barrie-James O’Neill, para citar algumas das releituras mais conhecidas.

Summer Wine (clipe)- Alex Kapranos e Clara Luciani:

Franz Ferdinand divulga capa de seu novo CD

Por Fabian Chacur

O grupo escocês Franz Ferdinand divulgou a capa de seu novo CD. O álbum, intitulado Right Thoughts, Right Words, Right Action, deverá chegar às lojas físicas e virtuais no dia 27 de agosto, pelo selo Domino. Trata-se do quarto álbum da banda, que sairá quatro longos anos após o anterior, Tonight (2009), que atingiu o nono lugar na parada americana no seu lançamento.

Quem comprar a versão física standard do CD levará como brinde um disco adicional gravado ao vivo e intitulado Right Notes Right Words Wrong Order. A gravadora também promete uma edição de luxo, intitulada Passport Edition, que inclui um CD, um LP de vinil e também faixas adicionais e conteúdo exclusivo em relação aos outros formatos.

O quarto álbum do quarteto escocês liderado pelo carismático cantor e guitarrista Alex Kapranos foi gravado em sessões realizadas em estúdios situados na Escócia, Londres, Estocolmo e Oslo. O grupo também promete divulgar em breve em seu site oficial algumas parcerias que teriam ocorrido em faixas deste álbum.

Algumas das novas músicas do Franz Ferdinand (como Fresh Strawberries) fizeram parte do set list apresentado por eles em Sâo Paulo no dia 30 de março de 2013, no Jockey Club, durante sua participação no Lollapaloza Brasil 2013, festival do qual foram um dos destaques em termos de repercussão e reação do público presente.

Eis as músicas da edição standard do novo álbum do Franz Ferdinand:

1. Right Action
2. Evil Eye
3. Love Illumination

4. Stand On The Horizon
5. Fresh Strawberries

6. Bullet

7. Treason! Animals.

8. The Universe Expanded
9. Brief Encounters
10. Goodbye Lovers & Friends

Veja o show do Franz Ferdinand no Lollapalooza Brasil 2013:

Franz Ferdinand faz show elétrico em SP

Por Fabian Chacur

Não gosto da postura de algumas pessoas da minha geração (que se aproxima dos 50 anos de idade) em apostar no saudosismo puro. Não acreditar em novos artistas de qualidade é viver do passado o tempo todo. Péssima opção.

Se curto imensamente artistas “das antigas”, como dizem por aí, nunca fecho os meus ouvidos para os novos valores. Dar a eles o benefício da dúvida é algo imprescindível. E o grupo escocês Franz Ferdinand é bom exemplo.

Com menos de dez anos de estrada e três álbuns apenas no currículo, o quarteto liderado pelo carismático cantor e guitarrista Alex Kapranos esbanja aqueles elementos que fazem um grupo de rock seminal.

Energia é o que não falta em seus shows, como pude conferir na noite da última terça-feira (23) na Via Funchal, em São Paulo. Os caras se entregam, devolvendo em suor, garra e dedicação cada centavo pago pela enorme plateia presente.

A fórmula utilizada pelos britânicos é uma mistura de elementos do rock de várias épocas, especialmente do som de XTC do começo, Devo, Gang Of Four e Talking Heads (também de sua fase inicial), bandas pós-punk que surgiram no final dos anos 70.

Riffs diretos e pegajosos de guitarra, refrãos contagiantes e forte apelo dançante que os elementos de electro ajudam a ressaltar. O resultado soa moderno, criativo, potente e original.

Kapranos e sua turma ganharam o público logo ao entrar no palco, às 22h19. Não tiveram medo de tocar seus três principais hits na primeira metade do show, entre os quais as infernais Do You Want To e Take Me Out.

Afinal, pra que medo, se eles tocam cada música com a mesma vibração, contagiando o público do mesmo jeito? A performance da banda foi uma celebração ao espírito de liberdade e entrega do melhor rock and roll.

No final do show (antes do bis), eles fizeram uma coisa incrível. A bateria foi colocada na frente do palco, e os quatro passaram a tocar apenas percussão, sem perder um único compasso da música que executavam e levando todos à loucura. Essa eu nunca vi em um show. Isso, após uma hora e 10 minutos. E ainda teve um ótimo bis.

Se quiserem, os quatro integrantes do Franz Ferdinand logo farão shows em estádios e seguirão a mesma trajetória de Rolling Stones, U2 e outras bandas desse mesmo calibre. E Alex Kapranos ainda esbanja carisma e simpatia, ele que, surpreendentemente, tem 38 anos, embora aparente bem menos.

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