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Annie Lennox cativa em show com músicas de CD Nostalgia

annie lennox dvd capa-400x

Por Fabian Chacur

Annie Lennox lançou em 2014 o belíssimo álbum Nostalgia, no qual releu de forma personalizada standards do soul e do jazz que a encantaram na infância, adolescência e vida adulta (leia resenha de Mondo Pop aqui). Em 28 de janeiro deste ano, a cantora mostrou esse repertório ao vivo, e o resultado está no esplêndido DVD An Evening Of Nostalgia With Annie Lennox, que a Universal Music acaba de lançar no Brasil. Imperdível!

Ex-vocalista do grupo Eurytmics, que fez grande sucesso nos anos 1980, Annie completou 60 anos de idade no último dia 25 de dezembro. Ela iniciou a carreira solo em 1992 com o excelente álbum Diva, e desde então só grava quando realmente tem algo bom a apresentar. Nesse meio tempo, lá pelos idos de 1999, teve rápida volta com o grupo, mas logo voltou a ser solo.

An Evening Of Nostalgia With Annie Lennox traz o registro do único show no qual a cantora escocesa mostrará na íntegra o repertório de 13 músicas do álbum Nostalgia. Para acompanha-la, uma orquestra composta por 19 músicos, incluindo metais, vocais de apoio e toda a parafernália necessária para uma embalagem sonora de luxo.

Mas isso não significa megalomania ou exagero. Os arranjos são extremamente delicados, sem exagerar na massa sonora e dando a moldura perfeita para que o vozeirão de Miss Lennox brilhe de forma intensa. E a belíssima loira de cabelos adoravelmente curtinhos não nega fogo, mostrando-se em plena forma e com muito tesão no palco.

Com muita elegância e carisma, a intérprete relê com incrível classe músicas maravilhosas como Memphis In June, Georgia On My Mind, Summertime, September In The Rain e Mood Indigo, cativando a plateia presente no lindo Orpheum Theatre em Los Angeles, que simplesmente baba ao ver um espetáculo com direito a bela iluminação e cenário e, principalmente, muita música boa.

Na hora do bis, Annie oferece uma bela surpresa: canta, acompanhando-se ao piano, dois clássicos dos Eurythmics (Here Comes The Rain Again e Sweet Dreams Are Made Of This) e dois de sua carreira individual (No More I Love You’s e Why). Em No More I Love You’s, ela encanta ao reger a plateia fazendo o coro que tornou essa canção um dos maiores hits de sua trajetória individual. Impressionante.

Este DVD é a prova de que Annie Lennox continua sendo uma das principais intérpretes de sua geração, capaz de reler canções alheias com assinatura própria da mesma forma que sempre nos oferece composições próprias da melhor qualidade. Essa é diva mesmo, com voz e presença de palco dignas do rótulo. E eu a vi cantar de pertinho em 1990!(saiba mais aqui).

Memphis In June (live)- Annie Lennox:

September In The Rain (live)- Annie Lennox:

Mood Indigo (live)- Annie Lennox:

Annie Lennox relê clássicos e dá aula em seu CD Nostalgia

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Por Fabian Chacur

Poucas cantoras no universo da música pop poderiam se dar ao luxo de intitular um de seus discos com a palavra Diva sem cair no ridículo ou na extrema arrogância. Annie Lennox se encontra nesse seleto elenco, e fez isso em sua estreia como artista solo em 1992, após uma década como vocalista do duo Eurythmics. E a moça continua mais afiada do que nunca, vide seu novo álbum, o excelente Nostalgia, que a Universal Music acaba de lançar.

Desde o início de sua carreira, como vocalista do grupo The Tourists no fim dos anos 70, a cantora, compositora e pianista escocesa sempre se pautou pela excelência naquilo que faz. Com formação teórica em música (estudou na Royal Academy Of Music, em Londres), ela soube usar esses conhecimentos a seu favor no competitivo cenário da música.

Com um vozeirão poderoso e com cara de soul music, Miss Lennox na verdade cantou de tudo em sua carreira, sempre com muita categoria. Uma explicação para esse mergulho bem-sucedido é o fato de que ela nunca se mete a interpretar aquilo de que não gosta. Ou seja, a sua alma sempre tem de estar 100% envolvida naquilo que faz, pois senão, ela não faz. Simples assim.

Nostalgia é o seu segundo álbum dedicado exclusivamente a repertório alheio. Medusa (1995), o primeiro nessa linha, trazia como mote canções de várias épocas cujas versões originais haviam sido interpretadas por homens. Desta vez, o tema é afetivo: clássicos da soul music e standards de jazz que a encantaram em sua adolescência e vida adulta.

Com arranjos delicados, indo desde o básico piano e voz até acompanhamentos com banda e cordas, o álbum prima pela classe, sempre com a moldura certa para a voz especial da ex-cantora dos Eurythmics. Sem forçar a barra, ela procura trazer cada uma das 12 músicas para o seu universo, sem perder a essência desses clássicos perenes. E é preciso ressaltar: ela, de quebra, continua tão linda como sempre. O pacote completo.

Georgia On My Mind, I Put a Spell On You, Strange Fruit, God Bless The Child, Mood Indigo, You Belong To Me,, Summertime, é uma maravilha atrás da outra. Nelas, Annie, que completará 60 anos no próximo dia 25 de dezembro, mostra que atingiu a maturidade enquanto artista, mantendo o frescor e a qualidade de sua voz em doses altas de prazer para o felizardo do seu ouvinte.

Summertime– Annie Lennox:

I Put a Spell On Me– Annie Lennox:

Annie Lennox lança ótimo CD natalino

Por Fabian Chacur

Annie Lennox faz aniversário no dia 25 de dezembro.

Ou seja, por pouco não recebeu o nome Natália ou Natalina, algo ocorrido com várias garotas que vieram ao mundo nesta bela data.

No próximo sábado, a cantora e compositora britânica comemorará 56 aninhos festejando o lançamento de seu primeiro trabalho dedicado à festa de Noel.

A Christmas Cornucopia, que a Universal Music acaba de colocar em nossas lojas, é um projeto antigo da estrela, que afirma em texto incluído no encarte do álbum cantar há muito essas canções.

Ela também admite não seguir nenhuma religião em particular, louvando especialmente a tolerância e a convivência pacífica entre todas as crenças.

Temos aqui 12 canções tradicionais do período natalino, com novos arranjos minimalistas e de muito bom gosto.

Além da própria Annie nos vocais, teclados, percussão e sopros, os músicos Mark e Mike Stevens e o coral The African Children’s Choir.

O repertório traz desde canções bem conhecidas como Silent Night e Universal Child até outras menos divulgadas, porém não menos belas, como Angels From The Realms Of Glory.

A voz da intérprete, consagrada por trabalhos com o grupo Eurythmics e também em sólida carreira solo, continua especial e tocante, o que torna o álbum bem indicado para trilha sonora desse período do ano.

Annie Lennox me deixou com o queixo caído

Por Fabian Chacur

Cobri todas as edições do extinto festival Hollywood Rock pelo também extinto jornal Diário Popular, com exceção da última, realizada em janeiro de 1996. Tenho belas lembranças de shows e entrevistas coletivas desse evento.

Uma delas ocorreu em janeiro de 1990. Tive a oportunidade de participar, em um hotel em São Paulo, da entrevista coletiva com Annie Lennox e Dave Stewart, respectivamente vocalista e guitarrista do Eurythmics.

O duo britânico fez muito sucesso nos anos 80 graças a hits como Sweet Dreams (Are Made Of This), Revival, The Miracle Of Love e dezenas de outros. Eles estiveram por aqui durante uma turnê que seria a última por quase dez anos.

Curiosamente, considero Peace (1999), o disco que marcou a volta provisória do duo à ativa, como o melhor de sua carreira.

Além da produção apurada e dos ótimos dotes de Dave Stewart como músico, o Eurythmics tinha como arma a voz poderosa e negroide de Annie Lennox, uma das melhores da história do pop. Sua carreira solo, iniciada nos anos 90, é também excelente, como discos como Diva (1992) e Medusa (1995) comprovam.

Além disso, tinha o visual da moça, com seus marcantes cabelos curtíssimos e loiros (vez por outra, vermelhos, também) e um rosto belíssimo. Uma mulher cativante, estonteante e única. Essa beleza se mostrou ainda mais evidente na coletiva.

Simpáticos, Stewart e Lennox falaram sobre carreira, show e tudo com muita simpatia e atenção. Mas o melhor ficou mesmo para o final. Eles explicaram que, sempre após encerrar suas coletivas de imprensa, tocavam uma música para os jornalistas.

Com Dave no violão e Annie nos vocais, eles mandaram ver um arranjo estilo blues mais lento do sensacional rock Missionary Man. Em pouco tempos os jornalistas entraram em êxtase, a ponto de não se assustarem quando o músico quebrou um copo, que usava para fazer efeitos de slide guitar, em mesa próxima a ele. Pelo contrário, todos vibraram, adrenalina a mil!

Ao final, aplaudíamos entusiasmados. Nunca vou esquecer dessa performance exclusiva a que apenas eu e mais alguns repórteres tivemos a oportunidade e a honra de conferir.

Por mim, eles teriam ficado ali tocando por no mínimo umas duas horas…. O show? Foi legal, mas nada comparável a esse aperitivo acústico. E exclusivo.

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