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Tag: anos 90

Mundo Livre SA lança DVD e CD com show em São Paulo

Mundo Livre S.A. - credito Felipe Martins .1-400x

Por Fabian Chacur

Para alguns críticos e fãs do rock brasileiro, o Mangue Beat foi o último movimento relevante desse estilo musical no Brasil. Capitaneando essa vertente sonora ao lado de Chico Science & Nação Zumbi, o grupo pernambucano Mundo Livre SA está lançando um pacote DVD+CD intitulado Mangue Bit Ao Vivo. Eles mostram o repertório desse trabalho com show nesta sexta-feira (5) em São Paulo no Sesc Pinheiros (rua Paes Leme, nº 195- Pinheiros-fone 0xx11-9400), com ingressos de R$ 12,00 a R$ 40,00.

Na estrada há mais de 20 anos, o Mundo Livre SA contará no show em São Paulo com Fred Zeroquatro (vocal), Xef Tony (bateria) e Pedro Santana (baixo), acompanhados por Leo D. (teclados e samples), Pedro Santana (percussão), Nilsinho Amarante (trompete) e Fabinho Costa (trombone). Se não conseguiram tanto sucesso quanto a Nação Zumbi, eles certamente conquistaram seguidores fiéis, fãs de seu som balançado e fruto da fusão de vários estilos musicais.

Gravado ao vivo no Sesc Belenzinho, em São Paulo, nos dias 10 e 11 de abril de 2015, Mangue Bit Ao Vivo traz uma faixa inédita, a quase samba-rock Loló Luiza, além de sucessos como Melô das Musas, Inocência, Ela é Indie, O Mistério do Samba, Pastilhas Coloridas e Computadores Fazem Arte. A embalagem do DVD/CD é luxuosa, no melhor estilo digipack e com direito a capa tripla e encarte com oito páginas.

Loló Luiza– Mundo Livre SA:

Ela é Indie– Mundo Livre SA:

Inocência– Mundo Livre SA:

Livro conta a nada imaginária trajetória do grupo The Cure

the cure capa livro

Por Fabian Chacur

O The Cure é uma das bandas mais peculiares da história do rock, e também uma das mais bacanas. Liderada pelo imprevisível cantor, compositor e guitarrista Robert Smith, angariou milhões de fãs mundo afora. Quem deseja conhecer melhor sua incrível e nada imaginária trajetória não pode perder A História do The Cure- Nunca é o Bastante, de Jeff Apter, que a Edições Ideal acaba de lançar no Brasil. Trata-se de um trabalho de fôlego e completo.

O australiano Apter trabalhou na edição local da Rolling Stone e atua na área musical há duas décadas. Para realizar esta biografia, entrevistou ex-integrantes, produtores e outras pessoas envolvidas com a carreira da banda britânica. Só não conseguiu falar com o chefão do time, mas compensou essa lacuna com vasta pesquisa feita em entrevistas concedidas pelo roqueiro para a imprensa em geral nesses anos todos.

O resultado é um trabalho abrangente, que vai desde a infância dos fundadores da banda (Smith, o baixista Michael Dempsey e o baterista e depois tecladista Laurence Lou Tolhurst) até 2009. A vida pessoal é abordada na medida, assim como as gravações de discos, as turnês, os inovadores videoclipes e cada música gravada pelo The Cure.

O texto é fluente e gostoso de se ler. Chega a ser curioso pensar que Smith e seus amigos tinham como grande objetivo em seu início apenas fugir de empregos formais que os obrigassem a acordar cedo e a dar duro. Oriundos da pequena Crawley, que fica entre a capital britânica Londres e a litorânea Brighton, viraram cidadãos do mundo.

Do início quase punk do álbum de estreia Three Imaginary Boys, além de singles básicos como Boys Don’t Cry e Killing An Arab eles mergulharam de cabeça no rock gótico e ajudaram a consolidar o estilo com Seventeen Seconds (1980), Faith (1981) e Pornography (1982).

Quando muitos esperavam um possível suicídio por parte de Robert Smith, o roqueiro mergulhou de cabeça no pop em canções como Let’s Go To Bed, The Walk e The Lovecats nos idos de 1983. A partir do brilhante álbum The Head On The Door (1985), passou a mesclar essas duas tendências em sua sonoridade, indo do introspectivo ao festivo em um mesmo álbum. Bela e original dualidade.

Nunca é o Bastante descreve em detalhes como foi essa trajetória, explicando as mudanças nas formações, as idas e vindas de músicos, as deliciosas histórias de bastidores e a inspiração por trás das canções dessa grande banda. Até mesmo a primeira turnê dos caras pelo Brasil em março de 1987 merece alguns parágrafos saborosos.

De quebra, temos uma discografia básica bem útil e uma ótima sessão de fotos cobrindo todas as fases e formações da banda desde seu início, na segunda metade dos anos 1970, até os dias de hoje. O livro é uma boa oportunidade para entendermos melhor esse verdadeiro enigma chamado Robert Smith, e tudo o que girou em torno de sua carreira.

Jumpin’ Someone Else’s Train– The Cure:

A Night Like This– The Cure:

The Lovecats– The Cure:

Matchbox Twenty volta e pode ser nº1 nos EUA

Por Fabian Chacur

O Matchbox Twenty, uma das melhores bandas surgidas no cenário rock americano dos anos 90, está de volta. A banda lançará seu primeiro álbum só de inéditas em 10 anos na próxima semana. North, o quarto disco de estúdio do atualmente quarteto, poderá levá-los ao topo da parada americana pela primeira vez.

Com quase 20 anos de estrada, o grupo formado por Rob Thomas (vocal), Paul Doucette (bateria), Kyle Cook (guitarra) e Brian Yale (baixo) tornou-se conhecido mundialmente com seu álbum de estreia, o excelente Yourself Or Someone Like You (1996), que só nos EUA vendeu mais de 12 milhões de cópias e inclui singles matadores como Push e Real World.

Em 1999, Thomas ficou famoso por ser coautor e vocalista de Smooth, megahit que ajudou o álbum Supernatural (1999) a se tornar o marco do retorno triunfal de Carlos Santana às paradas de sucesso. A música, por sinal, lembra um pouco Guajira, do próprio Santana.

Nos últimos 10 anos, o grupo perdeu o guitarrista Adam Gaynor (saiu do time em 2005) e lançou em 2007 a coletânea Exile On Mainstream, que inclui 11 sucessos e 6 ótimas canções inéditas gravadas em estúdio. More Than You Think You Are (2002) foi o último trabalho composto só por músicas inéditas até o retorno do grupo de Orlando, Flórida.

Embora tenha ocupado boas posições na parada de seu país, o Matchbox Twenty possui apenas um número 1, o single Bent, lançado em 2000. Segundo informações do site americano da Billboard, North deve vender em torno de 110 mil cópias nesta sua semana de estreia, o que será suficiente para garantir a Thomas e sua turma seu primeiro álbum nº1.

She’s So Mean, o primeiro single do CD, é um rock básico bem legal, e conta com um clipe divertido, no qual uma garota lindíssima inferniza a vida da banda, com direito a quebrar guitarras e botar fogo no baterista e em seu instrumento.

North sairá no Brasil via Warner, assim como saíram todos os seus trabalhos anteriores, incluindo os discos solo de Rob Thomas. Aliás, o primeiro deles, …Something To Be (2005), largou no primeiro posto da parada ianque. Ou seja, o cantor sozinho já tinha em seu currículo o que sua banda só conseguirá agora. Coisas da vida.

Veja o clipe de She’s So Mean, do Matchbox Twenty:

Veja o clipe de Real World, do Matchbox Twenty:

Veja o clipe de Push, do Matchbox Twenty:

Soul Asylum lançará novo CD após cinco anos

Por Fabian Chacur

O Soul Asylum promete lançar em breve seu primeiro álbum em cinco anos, com o título (ainda provisório) de Rough Air.

O trabalho anterior da banda americana, Silver Lining, chegou ao mercado em 2006.

As gravações estão sendo feitas nas cidades de Minneapolis e Nova Orleans.

Formado em 1983 na cidade de Minneapolis, também terra natal de Prince e dos Replacements, o Soul Asylum mantém dois de seus integrantes originais, o vocalista e guitarrista Dave Pirner e o guitarrista Dan Murphy.

A atual formação inclui, além de Pirner e Murphy, o baixista Tommy Stinson (ex-Replacements e atualmente também no Guns N’ Roses) e o baterista Michael Bland (que tocou com Prince e Nick Jonas, do Jonas Brothers).

O Soul Asylum se tornou conhecido mundialmente graças a seu sétimo álbum, Grave Dancers Union (1992), do qual se destacam o o rockão Somebody To Shove e a balada rock Runaway Train, esta última o maior sucesso dos rapazes.

A banda americana tocou no Brasil em 1994. Pirner também ficou conhecido por ter namorado a atriz Wynona Rider.

Veja o clipe de Runaway Train:

Veja o clipe de Somebody To Shove:

Ah, os carnavais dos gloriosos anos 90…

Por Fabian Chacur


Entre 1988 e 1995, trabalhei no extinto jornal Diário Popular, que durante um bom tempo nos anos 90 foi o mais vendido nas bancas paulistanas.

Pois naqueles anos, tive a oportunidade de cobrir o Carnaval de São Paulo em cinco ocasiões diferentes.

Quatro foram consecutivas, de 1992 a 1995, todas pelo finado Dipo, sendo a derradeira em 1997 pelo jornal O Dia, quando trabalhei em sua sucursal em Sampa City.

Cobria o desfile das principais escolas, no glorioso sambódromo, ou Pólo Cultural do Anhembi, ou seja lá do que chamavam aquele raio daquele lugar.

Era uma verdadeira maratona, que em um determinado chegou a durar 24 horas consecutivas.

A gente cobria o desfile inteiro, que naquele tempos começava por volta das 18h de sábado, indo até a manhã do domingão, às vezes beirando as 8h da matina.

Depois, íamos para a redação, que ficava no centro, comíamos qualquer coisa rapidinho e íamos escrever um caderno especial de umas 8 páginas em quatro pessoas.

Não sou exatamente um fã de carnaval, então, imaginem como era aquilo para mim…

Lógico que existem coisas muito piores de se fazer, e que até deu para me divertir em alguns momentos, mas sinceramente não encararia uma parada dessas novamente.

Em um desses anos, choveu durante praticamente todo o desfile, o que me obrigou a trabalhar usando aquelas ridículas capas de chuva.

Imaginem a cena: aquele cabeludo gordo com cara de baterista de banda ruim de heavy metal com um bloco na mão entrevistando Deus e o mundo, anotando coisas o tempo todo, rezando para aquilo não encharcar e ficar ilegível.

Em um dado momento, um dos colegas fotógrafos me chamou, eu olhei e, pronto, lá estava um registro grotesco para a posteridade.

O mané com o bloquinho na mão, molhado até a alma, com o saco na lua, e olhando com uma cara que dava pena, tipo cachorro sem dono.

Não deu outra: o jornalzinho interno da empresa fez uma matéria sobre a nossa cobertura carnavalesca, e adivinhe se não foi exatamente aquele registro patético o que ilustrou o texto?

Socorro! Curto samba, respeito profundamente o Carnaval e a sua rica cultura, mas prefiro desfilar em casa na Escola de Samba Unidos do Rock And Roll!

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