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Malcolm e George Young são desfalques de família rocker

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Por Fabian Chacur

As últimas semanas não foram nada favoráveis à família Young. No último dia 22 de outubro, morreu o músico, produtor e compositor George Young. Neste sábado (18), foi a vez de seu irmão guitarrista e compositor Malcolm Young, que em 1973 fundou ao lado de outro irmão, Angus, o AC/DC, banda na qual se manteve até 2014, quando teve de se retirar por sofrer de demência. O passamento do músico foi comunicado pelo site oficial da banda de origem australiana.

George nasceu em 6 de novembro de 1946 na Escócia, e se mudou com os pais para a Austrália em 1963, sendo que foram com ele Malcolm (nascido em 6 de janeiro de 1953), Angus (13 de março de 1955) e o resto da família. No final de 1964, ele montaria ao lado do holandês radicado na Austrália Harry Vanda a banda The Easybeats, que ficaria conhecida mundialmente graças ao hit de 1966 Friday on My Mind, música posteriormente regravada por David Bowie e Peter Frampton.

Com o fim dos Easybeats, em 1969, surgiu a Vanda & Young, dupla formada pelos ex-colegas de banda dedicada à produção e composições. Em 1973, eles, que haviam se mudado para Londres em 1967, voltaram à Austrália, e firmaram parceria com a Albert Productions. E foi com essa produtora que a banda criada por George e Malcolm naquele mesmo ano começou a trabalhar, uma tal de AC/DC.

Vanda & Young produziram todos os discos lançados pelo grupo entre 1974 e 1978, período durante o qual eles estabeleceriam as bases do que os levaria, a partir de 1979, a atingir o primeiro escalão do rock mundial. Rotulada como banda de hard rock, o AC/DC na verdade gerou uma versão muito peculiar de rock and roll a la anos 1950, blues e rock pesado, na qual a guitarra base de Malcolm funcionava como alicerce da banda, abrindo caminho, com seus riffs poderosos, para os solos do desinibido Angus. Ele sempre se mantinha sério, na dele.

Além do AC/DC, George Young produziu outros artistas, entre eles o cantor e compositor escocês também radicado na Austrália (mas sem parentesco com ele) John Paul Young, que estourou com as canções Yesterday’s Hero (1975) e Love Is In The Air (1978), esta última um clássico perene da disco music. Ele e Vanda também criaram uma banda de estúdio, Flash And The Pan, que fez muito sucesso em 1982 com o hit tecnopop Waiting For a Train.

Malcolm e George Young se reencontrariam em 1988, quando a dupla Vanda-Young produziu o álbum Blow Up Your Video, do AC/DC, e novamente em 2000, quando apenas George se incumbiu da produção do CD Stiff Upper Lip. A partir daí, o irmão mais velho saiu de cena, só voltando às manchetes com o seu recente falecimento, aos 70 anos.

Por sua vez, Malcolm Young deixou o AC/DC em 2014, quando foi anunciado que ele sofria de demência e não conseguia mais se dedicar ao seu instrumento. Em setembro daquele mesmo ano, foi anunciado o seu substituto: ninguém menos do que um irmão mais novo, Stevie (nascido em 1956), que por sinal tinha ficado em seu lugar durante uma turnê pelos EUA em 1988 devido a problemas de Malcolm com as bebidas que o tiraram de cena por uns tempos.

Back in Black– AC/DC:

Morre Greg Ham, saxofonista do Men At Work

Por Fabian Chacur

Embora fosse um quinteto em seus anos áureos, o Men At Work teve sempre dois destaques: o vocalista e guitarrista Colin Hay e o saxofonista, flautista e tecladista Greg Ham. Pois este último infelizmente foi encontrado morto em sua casa, em Melbourne, Austrália no dia de ontem (18). Ele tinha 58 anos.

Não se sabe a causa da morte do músico, que morava sozinho. A polícia local inicia uma investigação para tentar descobrir o que teria originado a tragédia, e não revelou nenhum tipo de pista até o momento.

Greg Ham nasceu no dia 27 de setembro de 1953 e criou o grupo pop-rock Men At Work em 1979, ao lado de Colin Hay, Ron Strykert (guitarra), John Rees (baixo) e Jerry Speiser (bateria).

Após boa repercussão em sua terra natal, a Austrália, a banda ganhou fama mundial em 1982 graças ao seu álbum de estreia no mercado internacional, Business As Usual, que inclui megahits como Down Under e Who Can It Be Now?, entre outros.

Esse álbum se manteve no topo da parada americana durante 15 semanas, sendo apeado da liderança por um certo Michael Jackson, com o disco Thriller.

Em 1983, o segundo álbum, Cargo, também obteve ótima repercussão, graças a singles matadores como Overkill e It’s a Mistake. Os sucessos do quinteto sempre tinham o sax e a flauta tocadas por Ham como marcas registradas.Two Hearts (1985) não se deu bem nas paradas de sucesso e pouco depois o grupo se separou.

O retorno do Men At Work ocorreu em 1986, sendo que do time original se mantiveram apenas Hay e Ham. Naquele ano, eles fizeram shows bem-sucedidos no Brasil, onde inclusive gravaram um álbum ao vivo, Brazil ’96 (1997-BMG). Pouco depois, eles partiram para projetos individuais, sendo que Colin Hay volta e meia faz shows por aqui.

Veja o clipe de Overkill, com o Men At Work:

Cut Copy recicla com categoria pop oitentista

Por Fabian Chacur

O grupo Cut Copy deveria ter se apresentado no Brasil em junho, mas o caos aéreo causado pelas cinzas de um vulcão obrigou-os a adiar sua turnê em nossos palcos para o mês de outubro.

Enquanto isso, vale a pena esquentar as turbinas ouvindo o excelente terceiro álbum da banda, Zonoscope, recém-lançado no Brasil pela Universal Music.

Com 10 anos na estrada, a banda oriunda da cidade de Melbourne conta com Dan Whitford (vocal, teclados e guitarra), Tim Hoey (guitarra e samplers), Ben Browning (baixo) e Mitchell Scott (bateria).

Valendo-se de sons eletrônicos e timbres vintage de teclados dos anos 70 e 80, o grupo tem como influências principais nomes como Brian Ferry/Roxy Music, New Order, Talk Talk, Happy Mondays, Tears For Fears, Icehouse e outros seguidores do synth pop/technopop.

O quarteto sabe se valer com categoria das principais virtudes dos grupos e astros que se deram bem nessa praia, ou seja, quem soube utilizar boas melodias, batidas contagiantes e timbres instrumentais cativantes, além de bons vocais.

Zonoscope é um trabalho que inspira dança, reflexão, viagem e alto astral, além de possuir um repertório repleto de músicas com cara de sucessos instantâneos.

Need You Know, Take Me Over e Where I’m Going, que abrem nessa sequência o CD, já foram lançadas como singles e entraram com força nas paradas de sucesso internacionais, merecidamente, por sinal.

Blink And You’ll Miss a Revolution (o quarto single do álbum), This Is All We’ve Got e a viajante e extensa Sun God (que encerra o álbum com maestria) são outros momentos muito bacanas.

Se você é daqueles que curte música eletrônica com batidas irresistíveis, melodias bem concatenadas e vocais impecáveis, pode mergulhar de cabeça em Zonoscope sem contra-indicações.

Veja o clipe de Need You Now, do Cut Copy:

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