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B.B. King, Lemmy e os outros astros que partiram em 2015

b b king 2007-400x

Por Fabian Chacur

Em 2015, perdemos um verdadeiro festival de grandes nomes da música, em todas as áreas. O seminal embaixador do blues B.B.King (foto) é um dos mais expressivos, mas inúmeros outros nomes bacanas, também das mais variadas épocas, nos deixaram rumo à eternidade. Na medida do possível, Mondo Pop procurou homenagear essa turma da pesada nesse ano tão difícil.

Abaixo, fizemos uma lista com um número significativo desses grandes artistas que fizeram nossa alegria com suas canções, acordes, poesias etc. Quando for o caso de existir um texto de Mondo Pop sobre o artista em questão, o link aparece logo na sequência. Que a boa música feita por eles continue nos inspirando dia após dia, até o tal do “fim dos tempos”.

É uma lista bem abrangente, mas obviamente não é completa.

MÚSICOS QUE MORRERAM EM 2015:

– Dallas Taylor (baterista Crosby Stills Nash & Young)- 7/4/1948- 18/1/2015

– Edgar Froese (Tangerine Dream)- 6/6/1944- 20/1/2015

– Demis Roussos (cantor- ex-Aphrodite’s Child) – 15/6/1946- 25/1/2015

http://www.mondopop.net/2015/01/morre-aos-68-anos-na-grecia-o-cantor-egipcio-demis-roussos/

– Sam Andrew (guitarra- Big Brother & The Holding Company)- 18/12/1941- 12/2/2015

http://www.mondopop.net/2015/02/morre-sam-andrew-o-eterno-guitarrista-da-diva-janis-joplin/


– Lesley Gore (cantora pop)- 2/5/1946- 16/2/2015

– Daevid Allen (Soft Machine)- 13/1/1938- 13/3/2015

– Mike Porcaro (baixo- Toto)- 29/5/1955- 15/3/2015

http://www.mondopop.net/2015/03/morre-mike-porcaro-59-anos-ex-baixista-da-banda-pop-toto/

– A.J. Pero(bateria- Twisted Sister)- 14/10/1959- 20/3/2015

– Kim Fowley (produtor Runaways etc)- 21/7/1939- 15/1/2015

– Pino Danielle (cantor e compositor italiano)- 19/3/1955- 4/1/2015

– Andy Fraser (baixista- Free)- 3/7/1952-16/3/2015

– Steve Strange (cantor- Visage)- 28/5/1959- 12/2/2015

– Jimmy Greenspoon (teclados- Three Dog Night)- 7/2/1948- 11/3/2015

– Percy Sledge (cantor)- 25/11/1940- 14/4/2015

– Ben E. King (cantor)- 28/9/1938- 30/4/2015

http://www.mondopop.net/2015/05/ben-e-king-de-stand-by-me-morre-nos-eua-aos-76-anos/

– Jack Ely (vocal e guitarra- The Kingsmen)- 11/9/1943- 28/4/2015

– Erroll Brown (cantor- Hot Chocolate- 11/12/1943- 6/5/2015

http://www.mondopop.net/2015/05/morre-errol-brown-vocalista-da-banda-pop-hot-chocolate/

– B.B. King (rei do blues)- 16/9/1925- 14/5/2015

http://www.mondopop.net/2015/05/b-b-king-o-rei-e-embaixador-que-deixa-um-legado-dourado/

– Louis Johnson (baixista- Brother Johnson)- 13/4/1955- 21/5/2015

http://www.mondopop.net/2015/05/morre-louis-johnson-um-dos-melhores-baixistas-do-mundo/

– James Horner (compositor e maestro)- 14/8/1953- 22/6/2015

– Chris Squire (baixista- Yes)- 4/3/1948- 27/6/2015

http://www.mondopop.net/2015/06/chris-squire-fundador-do-yes-sai-da-cena-rock-com-67-anos/

– Lynn Anderson (cantora country)- 26/9/1947- 30/7/2015

– Bryn Merrick (baixo- The Damned)- 12/10/1958- 12/9/2015

– Gary Richrath (guitarrista- Reo Speedwagon)- 18/10/1949- 13/9/2015

– Lemmy Kilmister (baixo e vocal- Motorhead)- 24/12/1945- 28/12/2015

http://www.mondopop.net/2015/12/lemmy-no-brasil-seus-filmes-e-mais-sobre-o-lendario-rocker/

– Phillip Philty Animal Taylor (baterista Motorhead)- 21/9/1954- 11/11/2015

– Scott Weiland (vocal- Stone Temple Pilots e Velvet Revolver)- 27/10/1967- 4/12/2015

http://www.mondopop.net/2015/12/morre-cantor-scott-weiland-do-velvet-revolver-e-do-stp/

– Cynthia Robinson (trompete- Sly & The Family Stone)- 12/1/1946- 23/11/2015

– Allen Toussaint (músico)- 14/1/1938- 10/11/2015

– Andy White (baterista)- 27/7/1930- 9/11/2015

– Cory Wells (cantor- Three Dog Night)- 2/2/1941- 20/10/2015

– Phil Woods (sax alto-jazz e pop)- 2/11/1931- 1/10/2015

– Natalie Cole (cantora)- 6/2/1950- 31/12/2015

http://www.mondopop.net/2016/01/morre-aos-65-anos-de-idade-a-otima-cantora-natalie-cole/

– Lincoln Olivetti (músico e produtor)- 17/4/1954- 13/1/2015

http://www.mondopop.net/2015/01/musico-lincoln-olivetti-morre-aos-60-anos-e-deixa-saudade/

– Renato Rocha (baixo- Legião Urbana)- 27/5/1961- 22/2/2015

– José Rico (cantor sertanejo)- 29/6/1946- 3/3/2015

– Inezita Barroso (cantora etc)- 4/3/1925- 8/3/2015

http://www.mondopop.net/2015/03/inezita-barroso-foi-a-hebe-da-musica-rural-e-fara-muita-falta/

– Percy Weiss (cantor- Made In Brazil)- 1/3/1955- 14/4/2015

– Mangabinha (Trio Parada Dura)- 16/3/1942- 23/4/2015

– Fernando Brant (compositor)- 9/10/1946- 12/6/2015

http://www.mondopop.net/2015/06/fernando-brant-faz-travessia-e-nos-deixa-com-pura-saudade/

– Wilma Bentivegna (cantora)- 17/7/1929- 2/7/2015

– Claudia Barroso (cantora)- 23/4/1932- 9/10/2015

– Luis Carlos Miele (produtor)- 31/5/1938- 14/10/2015

– Marilia Pera (atriz e cantora)- 22/1/1943- 5/12/2015

– Flávio Basso-Júpiter Maçã (cantor)- 26/1/1968- 21/12/2015

– Cristiano Araújo (cantor)- 24/1/1986- 24/6/2015

Uma homenagem a todos esses nomes da música que se foram:

B.B. King: o rei e embaixador que deixa um legado dourado

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Por Fabian Chacur

O blues perdeu na noite desta quinta-feira (14) seu rei e seu embaixador maior. Deixou-nos aos 89 anos, vítima de causas geradas por uma diabetes 2 que o afligia há mais de 20 anos, o cantor, compositor e guitarrista americano B.B. King. Se há alguém no meio artístico que merecia o adjetivo “lenda”, era ele. Uma perda incalculável. A saudade dói demais. Um mestre!

A essa altura dos acontecimentos, todos já leram sobre a importância desse gênio, nascido em 16 de setembro de 1925. Ele entrou no meio musical tocando e também como radialista. Na década de 1950, iniciou uma trajetória profissional no meio da música que o manteve na ativa durante mais de 60 anos. Só parou há pouquíssimo tempo, quando a saúde o abandonou.

Considerado o rei do blues, ele também foi denominado por muitos como o embaixador desse seminal gênero musical, pois muita gente o conheceu através dos inúmeros shows e discos lançados por Riley Ben King durante sua mais do que produtiva trajetória. Mas ele nunca foi daqueles artistas restritos a um único jeito de tocar ou cantar.

Em uma entrevista, o Blues Boy afirmou que o grande lance para um artista é incorporar novas influências e experiências ao seu trabalho. “Você não pode ficar no mesmo groove o tempo todo”, dizia. E foi a sua receita para uma vida toda. Em sua carreira, fez parcerias com artistas dos mais distintos estilos e gerações, como poucos na história da música.

Entre outros, fez shows e gravações com astros do naipe de U2, Eric Clapton, The Rolling Stones. Willie Nelson, David Gilmour, Joe Cocker, Heavy D., Mick Hucknall, Ringo Starr, Mick Fleetwood, Stevie Nicks, Stevie Wonder, Grover Washington Jr., Bobby “Blue” Bland, Branford Marsalis, The Crusaders e Albert Collins, só para citar alguns.

King era um talento completo. Compunha bem, embora não tivesse problemas em gravar composições alheias, sempre muito bem escolhidas. Tocava guitarra com um estilo próprio, marcante e influente. E tinha uma voz poderosa, quem sabe sua maior qualidade. Curiosidade: ele não conseguia cantar e tocar ao mesmo tempo. Mas precisava?

Tenho boas histórias para contar dessa lenda da música. A primeira rolou em 1986, quando ele esteve por aqui para fazer alguns shows. Eu e meu amigo José Carlos Dopazo fomos ao hotel Transamérica (SP), onde seria realizada uma entrevista coletiva com o mestre. O taxista que nos levou errou o caminho e chegamos muito atrasados ao local.

A coletiva já havia se encerrado. Como já estávamos ali, ficamos na porta, esperando que ao menos pudéssemos ver o mestre de perto. Os assessores de imprensa do evento nos desestimularam, mas ficamos ali. E não é que King apareceu? Mais: simpático, não só nos deu autógrafos em vários LPs, como também conversou conosco, com rara simpatia.

Em 1989, vi um dos shows que ele realizou no extinto Olympia, em São Paulo. Excepcional. O momento mais divertido ficou por conta de quando ele fez uma tremenda onda e, depois, jogou uma palheta para a plateia, que a disputou avidamente. Ai, pouco depois, começou a arremessar uma atrás da outra, para felicidade dos fãs, que se divertiram com seu bom humor.

Vi o mestre novamente em 2006, em entrevista coletiva em um hotel na região da avenida Paulista. Simpático e carismático, flertou com as jornalistas presentes. Ao final, distribuiu autógrafos. Aproveitei para pegar mais um, o cumprimentei e afirmei que nunca mais lavaria as mãos, após ter tocado as mãos do rei do blues. Ele deu boas risadas. O show novamente foi maravilhoso, desta vez na Via Funchal, também extinta casa de shows paulistana.

B.B. King é um exemplo para muitos artistas metidos a besta por aí, que não tem um centésimo de seu talento e que, no entanto, esbanjam arrogância e antipatia. Com todo o seu currículo, era acessível e camarada com todos que o abordavam. Dessa forma, elevou o blues a um patamar dos mais altos. Um mestre que nos deixa como herança grandes gravações e bela lição de vida.

The Thrill Is Gone– B.B. King:

When Love Comes To Town– B.B. King & U2:

Rock Me Baby -B.B.King/Eric Clapton/Buddy Guy/Jimmy Vaughan:

Riding With The King– B.B. King & Eric Clapton:

Into The Night – B.B. King:

BB King & Bobby “Blue” Bland – Let The Good Times Roll:

Cyndi Lauper arrasa como cantora de blues

Por Fabian Chacur

Aos 57 anos, Cyndi Lauper ainda se mostra capaz de surpreender. A cantora americana nos apresenta em Memphis Blues, lançado no Brasil pela gravadora Lab 344 (cujo catálogo é surpreendente) o seu lado blueseira. Sim, trata-se de um álbum do mais puro blues de Chicago.

Miss Lauper encarna intérpretes das antigas, como a saudosa Ma Rainey (a quem ela dedica o CD), e solta a voz de forma vibrante, intensa e ardida, sem dó de suas cordas vocais. O prazer de ouvi-la nessa nova encarnação é indescritível.

Memphis Blues conta com participações especialíssimas de feras do blues como o gaitista Charlie Musselwhite (que tocou até com os Rolling Stones), o pianista Allen Toussaint (mestre do funk jazz de New Orleans),  Jonny Lang, Ann Peebles e ninguém menos do que B. B. King em pessoa.

O eterno embaixador mundial do blues faz dueto com Cyndi e ainda toca sua guitarra inconfundível em Early In The Morning, com o piano de Toussaint arrasando (ele está em mais duas outras faixas).

A ambientação sonora do álbum é a do blues mais sujo e direto, que veste com categoria standards como How Blue Can You Get?, Rollin’ And Tumblin‘, Crossroads, Shattered Dreams e Romance In The Dark.

O grande mérito de Memphis Blues é o fato de Cyndi Lauper não soar como uma cantora pop tentando cantar blues, e sim como uma verdadeira blues singer, que se quiser pode passar a vida inteira interpretando esse tipo de música com categoria que ninguém irá reclamar. Simples assim.

B. B. King volta, ZZ Top vem pela primeira vez

por Fabian Chacur

No dia 16 de setembro de 2010, Deus irá permitir que B.B. King comemore o seu aniversário de número 85. Antes disso, porém, o mestre supremo do blues voltará a nos visitar para mais um show inesquecível.

O intérprete de The Thril Is Gone e tantos outros clássicos, uma das figuras mais simpáticas que já tive a honra de entrevistas, tem show marcado para o dia 19 de março em São Paulo, na Via Funchal.

OK, eu adoro tirar sarro de artista que vem toda hora ao Brasil, mas não dá para reclamar quando o nome em questão é o de alguém desse porte. Vi Mister King em 2006, e posso garantir que seus shows continuam seminais.

Meu primeiro papo com Riley B King foi em um distante 1986, no hotel Transamérica, um dos momentos mais emocionantes de minha carreira. E tive outras oportunidades de falar com ele. Que simpatia!

Alguns artistas com muitíssimo menos bagagem e metidos a besta que dá medo deveriam aprender com esse embaixador mundial do blues como se trata as pessoas e os jornalistas. Ganhariam muito!

Na categoria estreias, o ZZ Top enfim vai dar o ar de sua graça em nossos palcos. Em Sampa City, o show também será na Via Funchal, no dia 20 de maio, curiosamente aniversário do meu saudoso irmão Victor.

Com 40 anos de estrada, o trio americano formado por Billy Gibbons (guitarra e vocal), Dusty Hill (baixo) e Frank Beard (bateria) criou uma espécie de boogie rock que ainda se mantém contagiante.

Pode não ser aquela banda que faz parte do top 10 de pessoas como eu, mas certamente é do time que venceu pelo talento, faz shows vibrantes e possui fãs pelos quatro cantos do mundo. Reserve o seu ingresso!

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