Mondo Pop

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Tag: baixista

Rubem Farias toca com feras da nossa música em Sampa

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Por Fabian Chacur

Diga-me com quem tocas e eu te direi quem és. Eis uma frase que podemos usar para definir o atual estágio da carreira de Rubem Faria. O baixista brasileiro atualmente radicado em Estocolmo, Suécia, tem no currículo apresentações com grandes nomes da música instrumental do Brasil e exterior. E é com alguns deles que ele tocará nesta terça (6) às 21h30 no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com couvert artístico a R$ 35,00.

O elenco é estelar. O trombonista Raul de Souza, por exemplo, é considerado um dos melhores do planeta neste instrumentos desde os anos 1960, e além de ter tocado com gente do porte de Tom Jobim, Hermeto Pascoal, Sarah Vaughan, George Duke, Stanley Clarke, Sonny Rollins e Wayne Shorter, tem uma carreira solo das mais bem-sucedidas, incluindo discos de sucesso internacional como Sweet Lucy (1977) e Don’t Ask My Neighbours (1978).

Os fãs mais atentos do saudoso Gonzaguinha certamente se lembram do incrível baterista Paschoal Meirelles, que tocou com o cantor e compositor carioca durante mais de dez anos. Ele também trabalhou com Chico Buarque, Hélio Delmiro, Wagner Tiso e fundou com Mauro Senise o bem-sucedido grupo de música instrumental Cama de Gato.

Por sua vez, o guitarrista Nelson Faria atuou com João Bosco, Till Broener, Ivan Lins, Gonzalo Rubalcaba, Milton Nascimento, Cassia Eller, Leila Pinheiro e Paulo Moura. Além disso, tem atuação intensa como educador na área musical, e recentemente se tornou apresentador de um delicioso programa de entrevistas com astros da MPB, o ótimo Um Café Lá Em Casa. Fecha o time o cantor, compositor e violonista Filó Machado, com 50 anos de estrada e sólida carreira com 13 álbuns lançados e parcerias com Cesar Camargo Mariano, Djavan e outros.

Nascido em Salvador, Bahia, Rubem Farias tornou-se inicialmente conhecido por tocar com a efêmera banda de rock Jamp. Depois, ampliou seus horizontes e tocou e gravou com Randy Brecker, Filó Machado, Bocato, Leny Andrade, Lils Landgren e outros. Ele integra atualmente o Balaio Quarteto e o Freedoms Trio. No show no Bourbon Street, estarão no repertório músicas dele e de Nelson Faria, além de algumas inevitáveis surpresas, com um elenco desse calibre.

Ponta de Areia (ao vivo)- Rubem Farias (ao vivo):

Morre John Wetton, o incrível cantor e baixista de prog rock

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Por Fabian Chacur

John Wetton era aquele tipo de músico que fazia os concorrentes passarem vergonha na hora de comparar os currículos. Afinal de contas, esse cantor, compositor e baixista inglês tocou com alguns dos mais importantes grupos de rock de todos os tempos, especialmente em termos de rock progressivo. Ele nos deixou nesta terça-feira (31), aos 67 anos, após uma longa batalha contra o câncer.

Mesmo com problemas de saúde, ele não deixou de trabalhar nos últimos tempos. Inclusive, ele deveria começar em breve uma turnê com uma das bandas que o tornou famoso, a Asia, que faria shows em dobradinha com o Journey. Ele anunciou no dia 11 de janeiro que não poderia participar dos primeiros shows por determinação médica, sendo substituído pelo amigo Billy Sherwood (do grupo Yes). O músico também estava se dedicando a relançamentos de trabalhos-solo.

Além disso, está previsto para sair no dia 24 de fevereiro o lançamento de um novo trabalho do Asia, Symfonia- Live In Bulgaria 2013, que sairá em CD duplo e DVD. Os relançamentos de seus trabalhos-solo, assim como a disponibilização de gravações raras e/ou inéditas dele, estavam sendo realizadas por um selo próprio, o Primary Purpose.

Nascido na Inglaterra em 12 de junho de 1949, John Wetton começou no cenário do rock tocando em grupos como o Mogul Trash. Em 1971, entrou na banda Family, a qual acabou deixando em 1972 para aceitar um convite imperdível: ser o novo baixista e vocalista do King Crimson, seminal time de rock progressivo que naquele momento partia para uma nova formação. Ao lado de Robert Fripp (guitarra) e Bill Brufford (bateria), lançou três discos seminais do prog rock: Larks Tongue In Aspic (1973), Starless And Bible Black (1974) e Red (1974).

Com a separação do Crimson em 1974, Wetton ficou até 1977 participando de vários trabalhos alheios, tocando baixo com o Roxy Music em uma turnê da banda (ele aparece no incrível álbum Viva!, lançado por esta banda em 1976) e também participando (entre 1974 e 1978) de discos solo de Bryan Ferry e Phil Manzanera. Em 1975 e 1976, fez parte do Uriah Heep, com o qual gravou dois álbuns, entre eles o elogiado Return To Fantasy (1975).

Em 1977, Wetton cria a banda U.K. ao lado de outros músicos badalados, como Bill Brufford (Asia, King Crimson), Eddie Jobson (Roxy Music) e Alan Holdsworth. Com o fim da banda, em 1980, ele lança o seu primeiro disco solo, Caught In The Crossfire, que é elogiado mas não consegue boas vendagens. Aí, surgiria um projeto campeão de vendas para compensá-lo de forma massiva.

Era o Asia, que trazia ele como cantor e baixista ao lado de Geoff Downess (ex-Buggles e Yes, teclados), Steve Howe (guitarra, ex-Yes) e Carl Palmer (bateria, ex-Emerson, Lake & Palmer). O grupo tornou-se um verdadeiro fenômeno de vendas do pop-rock, vendendo milhões de discos, atingindo o primeiro lugar da parada nos EUA e ficando por lá durante nove semanas e se tornando o álbum mais vendido de 1982 pela Billboard, com hits como Heat Of The Moment e Only Time Will Tell.

A partir daí, já mais do que consagrado, John Wetton se dividiu entre o lançamento de trabalhos-solo, de um álbum em dupla com Phil Manzanera e inúmeros outros projetos bacanas. Em 1997, saiu My Own Time: The Authorized Biography Of John Wetton, de autoria de Kim Dancha. Wetton esteve no Brasil em 1991 com o Asia, onde fez alguns shows. Ele conseguiu superar o vício de bebidas alcoólicas, e ajudava outras pessoas com esse problema sério.

Do It Again (ao vivo)- John Wetton e Phil Manzanera:

Morre Mike Porcaro, 59 anos, ex-baixista da banda pop Toto

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Por Fabian Chacur

Morreu neste domingo (15) aos 59 anos o baixista americano Mike Porcaro, ex-integrante da banda Toto, da qual fez parte de 1982 até 2007. Ele foi vítima dos efeitos da “esclerose amiotrópica lateral” (doença de Lou Gehric), doença degenerativa que o afastou da música e contra a qual lutou durante quase dez anos.

O guitarrista Steve Lukather, seu ex-parceiro de banda, expressou via Twitter sua tristeza com a partida do amigo. “Meu irmão Mike Porcaro está agora em paz. Irei sentir muito mais falta dele do que eu poderia expressar em palavras. O meu mais profundo amor para a sua família. Deus o abençoe”. A informação é do site Pitchfork.

Nascido em 29 de maio de 1955, Mike é filho do baterista e percussionista de jazz Joe Porcaro (tocou com Frank Sinatra, Stan Getz, Gladys Knight e Madonna, entre outros) e irmão de dois outros ex-integrantes do Toto, o baterista Jeff Porcaro (1954-1992) e o tecladista Steve Porcaro. Antes de tocar oficialmente com o grupo dos irmãos, Mike acompanhou Seals & Crofts, Larry Carlton e Boz Scaggs.
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Mike entrou no Toto em 1982 no lugar do baixista e vocalista David Hungate, que saiu logo após gravar o álbum Toto IV, famoso pelos megahits Rosanna e Africa. O baixista estreou em disco com o time no CD Isolation (1984) e participou de sucessos da banda como o rock Stranger In Town e a balada I’ll Be Over You, entre outros, além de tocar em várias turnês com eles.

Além do trabalho com o Toto, Mike Porcaro também atuou bastante como músico de estúdio. Uma de suas atuações ocorreu no disco Bombom (1983), de Rita Lee e Roberto de Carvalho, gravado em Los Angeles e cujas faixas mais conhecidas são Desculpe o Auê e On The Rocks. Ele saiu da banda em 2007 por causa dos problemas de saúde.

Mike Porcaro fala sobre seus irmãos Jeff e Steve Porcaro:

I’ll Be Over You – Toto:

Stranger In Town – Toto:

Jack Bruce, mestre do baixo e da música, morre aos 71 anos

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Por Fabian Chacur

Nem acreditei quando fui escalado, em 2012, para entrevistar via telefone o célebre cantor, compositor e baixista britânico Jack Bruce. Ele estava agendado para tocar no Brasil, o que ocorreu em outubro daquele ano. A entrevista foi deliciosa (leia aqui) e o show do mestre da música em São Paulo, idem na mesma data (leia crítica aqui). Infelizmente, não o veremos mais. Ele nos deixou neste sábado (25) aos 71 anos, vítima de doença hepática. Descanse em paz, gênio brilhante!

Nascido em 14 de maio de 1943 em Glasgow, Escócia, Jack Bruce teve uma carreira brilhante como cantor e compositor, e é considerado um dos grandes virtuoses do baixo não só no rock, como em qualquer outro estilo musical. Mondo Pop deu uma geral em sua carreira e em seus pontos altos quando ele nos visitou em 2012 (leia aqui).

Normalmente, as matérias publicadas em jornais são editadas a partir de um texto de maior tamanho enviado pelo jornalista. No caso de minha entrevista com Jack Bruce para a Folha de S.Paulo, não foi diferente. A edição ficou bacana, mas omitiu algumas declarações do agora saudoso músico britânico. Para os curiosos, segue abaixo, na íntegra, o texto original da entrevista, sem os cortes posteriores:

“Jack Bruce, baixista e vocalista de um dos mais importantes grupos da história do rock, o Cream, enfim irá tocar no Brasil. Ele se apresenta em São Paulo no dia 24 de outubro (quarta-feira) no Teatro Bradesco ao lado da sua Big Blues Band.
Em entrevista exclusiva por telefone à Folha, o músico escocês confessou que não sabe o que esperar do público brasileiro.
“Não tenho a mínima ideia do que eu encontrarei aí, mas faz tempo que eu desejo tocar no Brasil”, diz.
Ele virá acompanhado por uma banda composta por sete músicos, com a qual gravou recentemente um álbum duplo ao vivo (“Live 2012”), e promete dar uma geral em suas cinco décadas de estrada, incluindo hits do Cream como “Sunshine Of Your Love”.
Os arranjos das músicas tendem para o blues, embora tenham fortes elementos de rock, soul e jazz no meio. Bruce diz que não é chegado a rótulos.
“Comecei a tocar ainda jovem, e desde o começo o meu grande prazer era improvisar, independente do gênero musical que toco. Aliás, eu não toco jazz, toco Jack”, diz, rindo.
Entre os inúmeros músicos com quem já trabalhou em sua carreira, Bruce destaca o baterista Tony Williams (1945-1997), considerado um dos melhores da história do jazz e com o qual tocou na banda Lifetime na década de 1970.
“Ele morreu jovem demais! Era um gênio, o maior gênio com quem toquei durante a minha carreira. Gravei o álbum “Spectrum Road” (2012) em homenagem a ele, ao lado de Vernon Reid (Living Colour, guitarra), John Medesky (Medesky, Martin & Wood, teclados) e Cindy Blackman Santana (bateria)”, diz.
“Não me culpem pelo heavy metal!”
Mesmo tendo um currículo longo e repleto de realizações, Jack Bruce costuma ser lembrado com mais frequência por ter feito parte do Cream, ao lado de Eric Clapton e Ginger Baker. Ele acha isso normal.
“O Cream foi uma ótima banda. Levamos a linguagem do blues para um rumo pop. Acho Eric Clapton um grande guitarrista, seus solos são ótimos, ele toca com muita paixão e amor. Foi a minha grande oportunidade de tocar em uma banda de rock de sucesso. Mas eu queria fazer outras coisas, por isso o grupo durou pouco”.
Ele só faz uma ressalva em relação a quem considera o trio britânico, que esteve na ativa entre 1966 e 1968 e teve um breve retorno em 2005, um dos criadores do heavy metal.
“Não me acho o pai do heavy metal, não. Culpem o Led Zeppelin por isso!”, disse, rindo bastante.
Outra parceria que Bruce relembra com carinho foi a que o ligou a Ringo Starr nos anos 1990. Ele integrou uma das várias formações da All Starr Band, ao lado de Ringo, Peter Frampton, Todd Rundgren e Gary Brooker, entre outros.
Das novas gerações, Bruce elogia muito o guitarrista Joe Bonamassa, com quem tocou ao vivo há alguns anos, e revela que adoraria gravar com ele, assim como com a cantora Christina Aguilera.”

Dance The Night Away – Cream:

Sunshine Of Your Love- Cream:

Morre Trevor Bolder, do Uriah Heep e Spiders

Por Fabian Chacur

O mundo do rock perdeu nesta terça-feira (21) um de seus grandes baixistas. Trata-se do britânico Trevor Bolder, que nos deixou aos 62 anos após lutar contra um câncer que o obrigou a deixar os palcos e estúdios de gravação no início deste ano. A notícia foi divulgada pelo site oficial do grupo Uriah Heep.

Nascido em 9 de junho de 1950, Trevor Bolder começou no mundo do rock atuando nos grupos The Rats e Rono ao lado do guitarrista Mick Ronson. Ele e o amigo ficariam famosos ao integrar pouco tempo depois a banda Spiders From Mars, que entre 1972 e 1973 acompanharia David Bowie na fase glam rock/glitter rock de sua carreira.

Bolder tocou baixo nos álbuns Hunky Dory (1971), The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars (1972), Alladin Sane (1973) e Pin Ups (1973), além de ter participado das turnês que Bowie fez naqueles anos históricos.

Em 1976, o baixista entrou no Uriah Heep, célebre banda de heavy metal da qual fez parte até o início de 2013, com um pequeno hiato, entre 1981 e 1983, período no qual esteve em outro grupo bastante badalada no cenário roqueiro de então, os também britânicos Wishbone Ash.

Na primeira visita do Uriah Heep ao Brasil, ocorrida em julho de 1989, Trevor estava no time, ao lado de Mick Box (guitarrista e líder do grupo), Lee Kerslake (bateria), Bernie Shaw (vocal) e Phil Lanzon (teclados). Eles tocaram no Rio (4 e 5/7, no Canecão) e São Paulo (7, 8 e 9/7 no Olympia), atraindo as atenções dos fãs de rock pesado.

Tive a honra de participar da entrevista coletiva concedida pela banda, realizada no Hilton Hotel (então situado no centro de São Paulo) no dia 7 de julho de 1989, e consegui autógrafos dos músicos no então recém-lançado Live In Moscow, álbum gravado ao vivo na antiga União Soviética que saiu por aqui pela extinta gravadora RGE (Legacy Records na Inglaterra) e não incluído, sabe-se lá o porque, na discografia oficial da banda.

Após a coletiva, consegui conversar rapidamente com Trevor, que se mostrou muito simpático e respondeu duas perguntas adicionais sobre sua participação nos Spiders From Mars. Para ele, os registros ao vivo dos shows da banda não davam a exata medida de como aquelas apresentações foram excitantes. Gente fina. Que descanse em paz. Viverá para sempre nos discos de Bowie e do Uriah Heep de que participou com brilhantismo.

Ouça The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars, na íntegra:

Morre Nenê Benvenuti, dos Incríveis

Por Fabian Chacur

Morreu nesta quarta-feira (30), vítima de câncer, o músico Nenê Benvenuti. Aos 65 anos de idade, o ex-integrante do grupo Os Incríveis foi vítima de câncer, e nos deixa como herança uma discografia repleta de bons momentos. Ele também tocou com gente do gabarito de Elis Regina e Raul Seixas, entre outros, e era uma das figuras mais simpáticas e bem informadas do meio musical.

A carreira musical de Nenê teve início quando ele tinha apenas 12 anos, integrando como baterista o grupo The Rebels. Eles foram descobertos pelo lendário e pioneiro radialista e empresário Miguel Vaccaro Netto em 1959, e no mesmo ano a banda lançou seu primeiro disco, um compacto de 78 rotações pelo selo Young (de Vaccaro) com uma releitura de Ding Dong Daddy Wants To Rock, de autoria do The Killer Jerry Lee Lewis.

No meio dos anos 60, já como baixista, entrou nos Incríveis, banda com a qual se tornou famoso em todo o Brasil e mesmo em outros países com seu rock básico e muito bem tocado. Envolvidos com a Jovem Guarda, eles estouraram com hits como O Milionário, Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles e os Rolling Stones, Vendedor de Bananas e Eu Te Amo Meu Brasil, entre outros, e gravaram até em japonês.

Os Incríveis sempre faziam jus ao nome graças ao talento de Nenê e de seus colegas Netinho (bateria), Manito (sax e diversos outros instrumentos), Risonho (guitarra) e Mingo (vocal). O time se separou em meados dos anos 70, sendo que Nenê voltou a tocar com eles em algumas ocasiões, em retornos ocorridos nos anos 80 e 90.

Ao sair dos Incríveis, Nenê passou a ser um requisitado músico de estúdio, ampliando seus horizontes musicais e gravando outros estilos musicais. Em 1979, integrou a banda de Elis Regina durante a turnê de divulgação do álbum Essa Mulher, trabalho que aumentou ainda mais o conceito em torno de sua excelência como músico.

Em 1985, fez inúmeros shows com Raul Seixas e também participou, em 1987, do álbum Uah-Bap-Lu-Bat-Lah Béin Bum!, que inclui o hit Cowboy Fora da Lei. Entre 2005 e 2006, integrou o grupo The Originals, ao lado de ex-integrantes dos Incríveis, Renato e Seus Blue Caps e The Fevers. Com este verdadeiro supergrupo, gravou um CD e sua única participação em um DVD, agora um registro histórico.

Em 2010, Benvenuti lançou o livro de memórias Os Incríveis Anos 60-70…E Eu Estava Lá, lançado pela editora Novo Século, que inclui um CD com músicas inéditas e instrumentais gravadas por Nenê. Em 2010, ele participou do excelente programa Sala de Música, da rádio CBN, falando sobre o livro. Ouça aqui. Nenê é mais um cara gente finíssima que tive a honra de entrevistar e que se vai cedo. Descanse em paz, fera!

Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles e os Rolling Stones:

Morre Bob Babbit, um dos Funk Brothers

Por Fabian Chacur

Morreu nesta segunda-feira (16) aos 74 anos o baixista americano Bob Babbit. Ele entrou para a história como um dos músicos de estúdio da Motown Records nas décadas de 60 e 70.

Desde o seu início, em 1959, a gravadora Motown Records criou uma estrutura própria de trabalho, que incluia um elenco de músicos que se incumbia da parte instrumental das gravações de seus astros, basicamente cantores.

Esse elenco de excelentes profissionais, vários com formação jazzística e até erudita, ajudou lendas da música pop como Marvin Gaye, Stevie Wonder, The Supremes, The Temptations, The Four Tops, Jackson 5 e tantos outros a estourarem mundialmente.

No entanto, esses músicos ficaram durante muito tempo anônimos perante o grande público, pois os discos da Motown não traziam fichas técnicas que dessem os devidos créditos a esses verdadeiros gênios. Eles durante anos ficaram conhecidos pelo apelido Funk Brothers.

Bob Babbit participou do elenco de músicos de apoio da Motown entre 1967 e 1972, e gravou linhas de baixo antológicas, entre as quais as de Signed, Sealed, Delivered (I’m Yours), de Stevie Wonder, Ball Of Confusion, dos Temptations, War, de Edwin Starr, e Inner City Blues, de Marvin Gaye, só para citar algumas das mais geniais.

Em 2002, o excelente documentário Standing In The Shadows Of Motown trouxe à tona a história dos Funk Brothers, fazendo enorme sucesso e mostrando a face de alguns daqueles músicos fantásticos, Babbit entre eles. Saiu em DVD no Brasil. Veja hoje!!!

A partir daí, surgiu um grupo de fato denominado Funk Brothers, que trazia três integrantes originais da banda da Motown: Babbit no baixo, Uriel Jones na bateria e Eddie Willis na guitarra, acompanhados por mais sete músicos. Eles lançaram o excelente DVD Funk Brothers Live In Orlando, gravado ao vivo em 2005. Também saiu por aqui. Já sabe…

What Becomes Of The Broken Hearted, com Joan Osbourne e os Funk Brothers:

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