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Veja Elton John e Billy Joel em show no Japão

Por Fabian Chacur

Quando estourou mundialmente em 1977 com o megahit Just The Way You Are, Billy Joel foi apelidado por alguns críticos como o Elton John americano.

A comparação fazia sentido, pois ambos eram roqueiros com forte embasamento pop, grande habilidade como pianistas e compositores realmente consistentes, além de ótimos ao vivo.

Uma parceria entre os dois parecia algo natural, e isso acabou se concretizando a partir dos anos 90, quando fizeram vários shows e inclusive turnês conjuntas.

Para quem não teve a chance de ver a dupla ao vivo, sai no Brasil, a preço bem acessível, o DVD The Piano Men Live In Tokyo, que registra um show deles realizado em Tokio em 1998.

Na verdade, 0 espetáculo é mais focado em Joel, pois inclui nove músicas com o astro ianque, com apenas seis apresentando a dupla.

Juntos, eles mostram as canções de Elton Your Song, Don’t Let the Sun Go Down On Me e The Bitch Is Back, e os hits de Joel My Life, You May Be Right e Piano Man.

Sozinho, o americano nos oferece Angry Young Man, The Stranger, Just The Way You Are, Allentown, I Go To Extremes, The River Of Dreams, It’s Still Rock And Roll To Me e Big Shot, todas dele, além de uma bela releitura de Candle In The Wind, de Elton.

O show é ótimo, com excelente desempenho dos dois, acompanhados por suas ótimas bandas de apoio.

O momento mais divertido fica por conta de My Life, que Elton John canta usando máscara de Godzilla, arrancando gargalhadas de seu colega de espetáculo.

Veja My Life, com Elton “Godzilla” John e Billy Joel:

The Stranger, de Billy Joel, em reedição de luxo

por Fabian Chacur

Em 1977, Billy Joel se preparava para lançar o seu quinto álbum. Até ali, ele havia conquistado uma popularidade mediana, especialmente graças a suas ótimas performances ao vivo. Faltava algo para torná-lo um astro.

Esse algo era uma dessas canções mágicas, que por alguma razão misteriosa se transformam em chaves do estrelato. Que mudam o futuro de quem as compõe, e traz brilho a quem a lança.

No caso de Mister Joel, esse momento único atende pelo título Just The Way You Are. A balada de levada latina ajudou a tornar o tal do quinto álbum que sairia a seguir, The Stranger, em um divisor de águas em sua trajetória.

Just The Way You Are virou a Yesterday do cantor, compositor e pianista americano, vendendo milhões de cópias, sendo regravada pelo Planeta Terra (incluindo uma releitura maravilhosa de Barry White) e o tornando um grande vendedor de discos.

The Stranger foi relançado em 2008 em uma belíssima edição especial dupla. A versão remasterizada do álbum original prova que o disco vai muito além de ser apenas aquele que contém a chave do artista rumo ao estrelato.

Movin’ Out (Anthony’s Song), que abre The Stranger, é uma prova da excelência de Joel. Balançada, vibrante, tocou bastante em nossas rádios, onde ficou conhecida como a “melô do cacá”, por causa do efeito sonoro gerado pela repetição das sílabas “ack-ack-ack”.

A épica Scenes From An Italian Restaurant mostra influências dos Beatles, sendo que Joel a considera uma tentativa de repetir o clima do lado B da versão de vinil do célebre Abbey Road.

A delicadeza de Vienna, o pique dançante deliciosamente pop de Only The Good Die Young, o romantismo inspirado da balada She’s Always a Woman e a levada quase disco music de Get It Right The First Time também empolgam.

O segundo CD é um brinde maravilhoso. Trata-se de gravação ao vivo com qualidade técnica impecável de show realizado por Joel no dia 3 de junho de 1977 no lendário Carnegie Hall, em Nova York.

No show, ele mostra versões ainda incompletas (mas já interessantes) de Scenes From An Italian Restaurant e Just The Way You Are. É curioso ouvir o arranjo inacabado e a reação apenas morna da plateia para esta última, que pouco depois arrancaria urros do público a cada nova apresentação.

Ele também canta uma canção até então inédita e que não entraria em The Stranger, a boa She’s Got a Way.

Temos também momentos importantes de seus discos anteriores, com destaque para New York State Of Mind, Say Goodbye To Hollywood e Captain Jack.

A voz potente e encorpada de Joel e seu entrosamento com a banda de apoio tornam a coisa ainda melhor.

As influências de Elton John são nítidas, mas nunca soando como cópia. Não é de se estranhar que, décadas depois, eles fariam shows juntos, sendo que existe um DVD de uma dessas apresentações rolando por aí.

Aguardem, em breve, crítica do mesmo por aqui.

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