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Black Sabbath lança uma versão superdeluxe do clássico Paranoid

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Por Fabian Chacur

Em 18 de setembro de 1970, apenas sete meses após o lançamento de seu autointitulado álbum de estreia, o Black Sabbath ofereceu ao mundo Paranoid. Com esse trabalho, o quarteto atingiu o primeiro posto da parada britânica e o nº12 nos EUA, chamando a atenção para um novo estilo de rock que invadiria as paradas de sucessos nos anos vindouros, o heavy metal. Para celebrar os 50 anos desse trabalho histórico, será lançado no dia 9 de outubro uma versão Super Deluxe para alucinar os fãs mais fiéis dessa banda seminal.

A nova encarnação de Paranoid será disponibilizada em dois formatos, com 4 CDs ou 5 LPs de vinil. O conteúdo traz a versão remasterizada do álbum original, uma mixagem quadrafônica lançada originalmente em 1974 e duas gravações ao vivo de shows, uma realizada em 31 de agosto de 1970 em Montreux, Suíça, e outra alguns meses depois em Bruxelas, na Bélgica. Saiba mais aqui.

Além dos atrativos sonoros, a versão comemorativa de Paranoid traz um livro com capa dura com entrevistas com Ozzy Osbourne, Tony Iommy, Geezer Butler e Bill Ward, análises sobre o álbum, fotos raras e outras curiosidades adicionais.

Esse disco traz clássicos como a faixa-título, War Pigs e Iron Man, e se manteve durante décadas como o único trabalho do quarteto a pontear a parada britânica, tabu que foi quebrado em 2013 com o álbum 13, que de quebra chegou ao topo também nos EUA, onde eles nunca haviam conseguido tal façanha.

Eis as faixas de Paranoid Super Deluxe Edition:

CD1:
War Pigs / Luke’s Wall (2012 – Remaster)
Paranoid (2012 – Remaster)
Planet Caravan (2012 – Remaster)
Iron Man (2012 – Remaster)
Electric Funeral (2012 – Remaster)
Hand of Doom (2012 – Remaster)
Rat Salad (2012 – Remaster)
Jack the Stripper / Fairies Wear Boots (2012 – Remaster)

CD2:
War Pigs / Luke’s Wall (Quadradisc Mix In Stereo 1974)
Paranoid (Quadradisc Mix In Stereo 1974)
Planet Caravan (Quadradisc Mix In Stereo 1974)
Iron Man (Quadradisc Mix In Stereo 1974)
Electric Funeral (Quadradisc Mix In Stereo 1974)
Hand of Doom (Quadradisc Mix In Stereo 1974)
Rat Salad (Quadradisc Mix In Stereo 1974)
Jack the Stripper / Fairies Wear Boots (Quadradisc Mix In Stereo 1974)

CD3:
Intro (Live in Montreux 1970)
Paranoid (Live in Montreux 1970)
N.I.B. (Live in Montreux 1970)
Behind the Wall of Sleep (Live in Montreux 1970)
Iron Man (Live in Montreux 1970)
War Pigs (Live in Montreux 1970)
Fairies Wear Boots (Live in Montreux 1970)
Hand of Doom (Live in Montreux 1970)

CD4:
Paranoid (Live in Brussels 1970)
Hand of Doom (Live in Brussels 1970)
Rat Salad (Live in Brussels 1970)
Iron Man (Live in Brussels 1970)
Black Sabbath (Live in Brussels 1970)
N.I.B. (Live in Brussels 1970)
Behind the Wall of Sleep (Live in Brussels 1970)
War Pigs (Live in Brussels 1970)
Fairies Wear Boots (Live in Brussels 1970)

Ouça o álbum Paranoid em streaming:

Glenn Hughes volta a SP para show único no Carioca Club

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Por Fabian Chacur

Glenn Hughes, baixista e considerado um dos melhores vocalistas do rock pesado, voltará a São Paulo em breve. Ele fará um único show no dia 16 (domingo) às 19h no Carioca Club (rua Cardeal Arcoverde, 2.899- Pinheiros), com ingressos custando de R$ 100,00 (pista-meia entrada) a R$ 320,00 (camarote-inteira). Mais informações em www.ticketbrasil.com.br .

O cantor e compositor britânico nascido em 21 de agosto de 1952 terá a seu lado o guitarrista americano Dough Aldrich (que já tocou com Dio e Whitesnake) e o baterista sueco Pontus Engborg (tocou com Eric Martin, Joe Lynn Turner e Graham Bonnett, entre outros). O repertório terá músicas de sua carreira solo e das bandas das quais fez parte.

Ainda moleque, Hughes ficou conhecido como integrante da banda Trapeze, com a qual lançou trabalhos como Trapeze (1970) e Meduza (1972). Em 1974, substituiu Roger Glover no Deep Purple, participando com destaque como baixista e cantor de álbuns clássicos como Burn (1974), Stormbringer (1974) e Come Taste The Band (1975).

Seu primeiro trabalho solo, Play Me Out, saiu em 1977. Ele lançou vários outros, entre os quais Feel (1995), Greatest Hits: The Voice Of Rock (1996), Songs In The Key Of Rock (2003) e o CD/DVD Soulfully Live In The City Of Angels (2004). Nesse meio tempo, também tocou no Black Sabbath e com Tony Iommi, tendo gravado com este um CD.

Além disso, Hughes também integrou as bandas Black Rock Communion (com Joe Bonamassa e Jason Bonham) e California Breed (também com Jason Bonham). Em 2011, lançou a autobiografia Glenn Hughes- The Autobiography: From Deep Purple To Black Country Communion. Ele superou diversos problemas com drogas e voltou com força total.

Conheça as datas da turnê sul americana de Glenn Hughes:

13/08 – Centrica – Lima, Peru
15/08 – Bar da Montanha – Limeira, Brasil
16/08 – Carioca Club – São Paulo, Brasil
18/08 – Bar Opinião – Porto Alegre, Brasil
19/08 – Music Hall – Curitiba, Brasil
21/08 – Music Hall – Belo Horizonte, Brasil
22/08 – Teatro Odisseia – Rio de Janeiro, Brasil
24/08 – Teatro Nescafe de las Artes – Santiago, Chile
25/08 – Groove – Buenos Aires, Argentina

Smoke On The Water– Glenn Hughes e Doug Aldrich C/ King Of Chaos:

-Ouça o álbum solo Blues, de Glenn Hughes, em streaming:

Tony Iommi conta seus causos em uma autobiografia bacana

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Por Fabian Chacur

Para quem pensa que o Black Sabbath em sua formação original tinha só um doidão, no caso o impagável Ozzy Osbourne, recomendo a imediata leitura de Iron Man- Minha Jornada Com o Black Sabbath (Iron Man- My Journey Through Heaven And Hell With Black Sabbath-Editora Planeta), deliciosa autobiografia na qual Tony Iommi, o guitarrista da banda, conta seus impagáveis causos durante uma carreira iniciada nos anos 1960 e na ativa até hoje.

O livro tem início no episódio que poderia ter dado cabo de suas ambições no mundo da música. Aos 17 anos, em 1965, quando já dava os primeiros passos como guitarrista de rock, Iommi sofreu um acidente no seu último dia trabalhando em uma fábrica em sua cidade natal, Birmingham. Resultado: a perda das extremidades dos dois dedos do meio de sua mão direita.

Se isso já seria terrível para um músico destro, para o canhoto Iommi aquilo se mostrou praticamente a sentença de morte para ele em termos profissionais. O cara, no entanto, mostrou fibra e superou inúmeros desafios, criando no processo um estilo próprio e inimitável de tocar que ajudou a gerar alguns dos mais poderosos riffs da história do rock.

Com a ajuda de T.J. Lammers, que se incumbiu de colocar no papel os depoimentos, o guitarrista nos conta de forma detalhada como ocorreu todo esse doloroso processo. Sem choradeira e de forma bem-humorada. A história da banda que o tornou famoso mundialmente também surge de um jeito descontraído e esclarecedor.

Ozzy, por exemplo, surgiu na vida de Iommi ainda na escola, quando tiveram pouco contato, pois o cantor era um pouco mais novo do que ele. Anos depois, quando estava atrás de um vocalista para o que viria a ser o Black Sabbath, o guitarrista tomou um susto ao ver que o cara que respondeu o anúncio que havia colocado era aquele colega pateta.

Durante o decorrer das 400 páginas do livro (que você devora com avidez), o coautor de clássicos como Sabbath Bloody Sabbath, Iron Man, Paranoid, Heaven And Hell e Tomorrow’s Dream, entre inúmeros outros, nos conta como foram gravados seus álbuns, bastidores das turnês do grupo, o entra e sai de músicos e tudo o mais.

Sabemos, por exemplo, como foi a curta passagem de Tony pelo Jethro Tull, com direito a participação no mitológico filme Rock And Roll Circus, dos Rolling Stones, as brincadeiras que os músicos do grupo faziam entre si, incluindo botar fogo (literalmente!) no baterista Bill Ward, o consumo de drogas e mesmo as relações afetivas do músico britânico.

Entre outras curiosidades, ficamos sabendo que um dos vocalistas testados para substituir Ozzy Osbourne em sua saída do Black Sabbath em 1980 foi ninguém menos do que Michael Bolton, que, depois, tornou-se astro do soul pop. Ele, na época, cantou em uma banda de hard rock ao lado do guitarrista Bruce Kulick, que depois integraria o Kiss.

A entrada no Sabbath de Ronnie James Dio tem bom espaço no livro, incluindo as brigas entre ele e Iommi, o retorno dessa formação nos anos 1990 e uma nova encarnação dessa escalação, já como Heaven & Hell (nome do disco mais famoso dessa era) nos anos 2000. Fica claro que Dio e Ozzy se odiavam de forma intensa.

A narrativa vai até 2010, meses antes do lançamento do livro no exterior (saiu por aqui em 2013). Não relata, portanto, as gravações do disco do retorno aos estúdios da formação original do Black Sabbath (13) e os recentes problemas de saúde de Iommi, que aparentemente estão sendo controlados. Um livro muito bom de se ler para quem quer saber mais sobre um dos inventores do heavy metal.

Sabbath Bloody Sabbath– Black Sabbath:

Tomorrow’s Dream– Black Sabbath:

Heaven And Hell– Black Sabbath:

Black Sabbath pode liderar parada nos EUA

Por Fabian Chacur

Se a repercussão perante a crítica especializada de 13, álbum que marca o reencontro em estúdio da trinca de ouro do Black Sabbath após 35 anos, está sendo das melhores, os fãs pelo visto não ficarão atrás na louvação ao novo disco. É o que indica a notícia publicada no site americano da célebre revista Billboard.

Segundo a publicação, considerada a bíblia da indústria fonográfica mundial, o novo álbum gravado por Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra) e Geezer Butler (baixo) deve vender em sua primeira semana nas lojas físicas e virtuais nos EUA mais de 120 mil exemplares, o que lhe proporcionará o primeiro lugar na parada da terra de Elvis Presley na próxima semana.

Essa vendagem dará ao Black Sabbath o seu primeiro álbum número 1 na parada ianque. Seu melhor resultado até hoje ocorreu no longínquo 1971, quando Master Of Reality atingiu o 8º posto naquele mercado fonográfico. O ao vivo Reunion (1998), por exemplo, atingiu o 11º lugar, e vendeu 62 mil cópias em sua semana inicial.

O Black Sabbath fará shows no Brasil em breve (leia mais sobre isso aqui e aqui), enquanto o álbum 13 já está chegando às lojas tupiniquins, para delírio dos fãs do melhor heavy metal.

Em carreira solo, Ozzy Osbourne sempre vendeu mais do que a banda que o revelou, como prova seu mais recente CD individual, Scream (2010), com 81 mil cópias comercializadas em sua primeira semana no mercado que lhe valeram um significativo 4º lugar nas listas dos mais vendidos em solo americano, um de seus mercados consumidores mais fiéis.

Se esse fato se efetivar, 13 (leia a crítica aqui) irá tirar do topo curiosamente o álbum de outra banda de rock que nunca havia chegado antes a tal posição. Trata-se de …Like Clockwork, do Queens Of The Stone Age, grupo que em março se apresentou no Brasil durante o Lollapalooza Brasil 2013 com grande repercussão. O álbum vendeu 91 mil cópias em sua semana inicial, sendo 12 mil delas em vinil.

Veja o videoclipe de God Is Dead, do Black Sabbath:

13 leva Black Sabbath de volta aos anos 1970

Por Fabian Chacur

Em recente entrevista concedida a mim e publicada na versão online da Folha de S.Paulo, o cantor Dee Snyder, do Twisted Sister, explicou-me que não gravava nada inédito há mais de 30 anos com sua banda porque teria muito trabalho para, no fim das contas, os fãs irem comprar cerveja durante os shows justo na hora em que tocaria essas canções novas.

Pois Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra) e Geezer Butler (baixo) resolveram contrariar essa opinião de Snyder, e lançam no próximo dia 11, pela Universal Music, o álbum 13, que os reúne pela primeira vez para um trabalho de estúdio trazendo só composições inéditas longos 35 anos após Never Say Die.

Da formação clássica, ficou de fora o baterista Bill Ward, substituído aqui por Brad Wilk, conhecido por sua atuação na banda Rage Against The Machine. A produção ficou a cargo de Rick Rubin, conhecido por seus trabalhos com Red Hot Chili Peppers, The Cult, Public Enemy, Rage Against The Machine e inúmeros outros.

O álbum, que inclui oito faixas em sua versão standard e 11 na deluxe, equivale a um mergulho na sonoridade que a banda tornou mundialmente conhecida na década de 70. Mais uma vez, temos aqui riffs pesadíssimos, andamentos geralmente mais cadenciados, climas soturnos, baixo sólido e a voz de tom sinistro de Ozzy.

O grupo optou por não flertar com novas sonoridades ou experiências fora do que os fãs mais fieis aprenderam a admirar nos anos áureos de Paranoid, Sabbath Bloody Sabbath, Iron Man, Black Sabbath, Changes e tantas outras maravilhas proporcionadas durante os anos 70 pelo grupo oriundo de Birmingham, Inglaterra.

Como essa escolha do grupo parece ter sido tomada de forma entusiástica e repleta de muito prazer, o resultado não poderia ter sido mais adequado. Não temos inovações, mas o sabor desse bife com fritas e salada é simplesmente incrível. Não atrairá novos fãs, provavelmente, mas certamente manterá a enorme clientela fiel.

A longa (mais de oito minutos) End Of The Beggining abre a festa com riffs certeiros, o baixo tonitroante de Butler, a voz grave de Osbourne e um destaque: os belíssimos e um destaque que se manterá durante todo o álbum: os solos viscerais e diversificados de Tony Iommi, tocando melhor do que nunca. E Wilk dá conta do recado sem inventar muito.

A faixa de trabalho, a polêmica God Is Dead?, a mais melódica Zeitgeist, a soberba Damaged Soul e a quase épica Dear Father são destaques de um álbum que mais do que tudo segue um estilo criado pela própria banda e que se tornou não só clássico como extremamente influente. Nada mais lógico do que Osbourne-Iommi-Butler continuarem a segui-lo, ainda mais tendo tanta energia e disposição para tal.

Se o público irá comprar cerveja ou ir ao banheiro durante a execução das músicas de 13 nos shows da turnê que o Black Sabbath fará por aqui em breve (bastante aguardados, por sinal), não sei dizer. Mas que o álbum merece ser ouvido a todo volume para infernizar a vida dos seus vizinhos pagodeiros, ah, lá isso merece!

End Of The Beggining (ao vivo) com o Black Sabbath:

God Is Dead? (estúdio) com o Black Sabbath:

Saiba tudo sobre o Black Sabbath no Brasil

Por Fabian Chacur

Começam nesta segunda-feira (6) a ser vendidos via internet e de forma presencial os ingressos para os três shows que o Black Sabbath fará no Brasil. As apresentações serão em outubro, em Porto Alegre (9, quarta-feira, às 20h, no estacionamento da FIERGS), São Paulo (11, sexta-feira, às 19h, no Campo de Marte) e Rio de Janeiro (13, domingo, às 18h, na Praça da Apoteose).

O célebre grupo de heavy metal, que virá pela primeira vez ao Brasil com Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler juntos (leia mais detalhes aqui), está lançando um álbum de inéditas, 13, cuja faixa God is Dead? já está sendo divulgada com força total na mídia.

O show em Porto Alegre terá ingressos custando de R$ 90 a R$ 500. Em São Paulo, os preços vão de R$ 150 a R$ 600 , mesmos valores cobrados para a apresentação no Rio. Segundo a organização da turnê no Brasil, serão colocados à venda para os shows respectivamente 30 mil ingressos (Porto Alegre), 70 mil (São Paulo) e 30 mil (Rio).

A turnê traz como banda de abertura a Megadeth, liderada pelo cantor e guitarrista Dave Mustaine. Mais informações: 4003-5588 (para todo o Brasil) e www.ticketsforfun.com.br . O Black Sabbath é considerado um dos inventores do heavy metal, e tem no currículo álbuns clássicos como Paranoid (leia mais sobre esse álbum aqui), além de ter revelado o astro Ozzy Osbourne (leia mais sobre ele aqui).

Ouça God is Dead?, nova música do Black Sabbath, do álbum 13:

Black Sabbath desfalcado virá ao Brasil

Por Fabian Chacur

Uma grande produtora de shows anunciou oficialmente nesta quarta-feira (3) que em outubro o Black Sabbath fará três shows no Brasil. As cidades que receberão a lendária banda de heavy metal serão Rio, São Paulo e Porto Alegre. O mesmo comunicado informou que maiores informações sobre os shows- preços, locais etc- serão divulgados em maio.

Mais uma vez veremos esta seminal banda britânica sem a sua formação original. Será, como diria o amigo de fé, irmão, camarada (e grande jornalista e biógrafo) Ayrton Mugnaini Jr., um “Black Sabbath à prestação”. A explicação para a genial expressão virá logo a seguir. Ele a criou nos anos 80 devido a uma situação vivida por mim.

Nunca tive a honra de ver o Police ao vivo. Não consegui ir aos shows que a banda realizou apenas no Rio em 1982 e 2007. No entanto, vi o Sting mais de uma vez (a primeira em 1987) e estava no show de abertura da segunda encarnação do Projeto SP, inaugurado com um show que reuniu a cantora Debra Holland (quem?) e os monstros sagrados Stanley Clarke (baixo) e os outros integrantes do The Police, Stewart Copeland (bateria) e Andy Summers (guitarra).

Diante desse fato, Mugnaini me soltou a pérola: “bem, no fim das contas você viu o The Police à prestação, pois teve a chance de ver seus três integrantes ao vivo em ocasiões diferentes”. É o mesmo que alguns fãs do Black Sabbath mais velhos (ou mais experientes, you name it) poderão dizer se os shows de outubro de fato se concretizarem.

A segunda visita do Black Sabbath ao Brasil ocorreu em agosto de 1994 no festival Philips Monsters Of Rock. Naquela ocasião, a banda trouxe o vocalista Tony Martin, acompanhado por Iommy, Butler e o baterista original do time, Bill Ward.

Ozzy Osbourne, como todos sabem, cantou aqui pela primeira vez em janeiro de 1985, no primeiro Rock in Rio, e voltou em outras ocasiões, incluindo uma na edição de 1995 do mesmo Philips Monsters Of Rock. Como tive a oportunidade de ver esses dois shows, eu também vi a formação original da banda que criou clássicos como Iron Man a prestação. Eita!

Desta vez, será Bill Ward quem não marcará presença nos shows da nova turnê do Sabbath. Ele saiu fora do time em 2012, alegando discordâcias em relação aos valores que seriam pagos por sua participação na turnê. Para substituí-lo, entrou no time Brad Wilk, baterista da banda de metal alternativo Rage Against The Machine.

Vale lembrar que uma outra encarnação do Black Sabbath também tocou duas vezes por aqui, desta vez com o lendário e saudoso Ronnie James Dio nos vocais. Em 1992, usaram o nome Black Sabbath mesmo (eu estava lá!), e em 2009, em seu retorno, o nome do álbum mais cultuado dessa fase da banda, Heaven And Hell. Ufa!!!

Veja o clipe de Iron Man, com o Black Sabbath:

DVD mergulha na vida de Ozzy Osbourne

Por Fabian Chacur

Ozzy Osbourne é de longe uma das figuras mais marcantes e controversas da história desse gênero musical que tanto amamos chamado rock and roll.

Chega a ser inacreditável que alguém com seu histórico de vida, repleto de sexo, rock and roll, muitas drogas e estrepolias beirando o bizarro tenha conseguido chegar aos 63 anos de idade ainda na ativa.

Uma boa forma de tentar entender como esse verdadeiro milagre ocorreu é o documentário God Bless Ozzy Osbourne, que acaba de ser lançado em DVD no Brasil pela ST2.

Com produção a cargo de seu filho Jack, o filme é um mergulho intenso no universo dessa cria da classe operária britânica, que quase virou bandido (e chegou a cumprir pena por roubo em sua adolescência) e no fim das contas virou um grande astro do heavy metal.

Temos aqui excelentes cenas de arquivo e entrevistas reveladoras feitas com o próprio Ozzy, seus colegas de Black Sabbath e nomes como Henry Rollins, Tommy Lee (do Motley Crue) e até mesmo Paul McCartney, além dos filhos, irmãs e a esposa Sharon.

De quebra, há o registro da mais recente turnê mundial de Ozzy, na qual a intimidade do roqueiro e sua atual fase positiva são explicitadas, com o astro finalmente livre das drogas e muito mais saudável do que poderia se esperar de alguém que aprontou tanto.

A franqueza pontua os depoimentos de todos os participantes, com direito a momentos hilariantes, emocionantes e chocantes. Ozzy não foge de nenhum tema, até mesmo admitir que o pior momento de sua vida de viciado em drogas e bebidas ocorreu exatamente lá pelos idos de 2011, quando o programa The Osbournes o tornava uma das figuras mais populares da TV.

A dor de ser demitido do Black Sabbath em 1980, a dolorosa perda de Randy Rhoads, guitarrista que o ajudou no início de sua carreira solo, os escândalos, as brigas com Sharon, é assunto pra mais de metro.

Nos extras, temos entrevistas adicionais e um bate-papo entre Jack e Ozzy que chega a arrepiar. God Bless Ozzy Osbourne cumpre com maestria a tarefa de mostrar por completo a carreira e a vida do fenomenal roqueiro inglês.

Veja o clipe Black Sabbath, com o Black Sabbath:

DVD conta a história do álbum Paranoid, um dos clássicos do Black Sabbath

Por Fabian Chacur

Durante muitos anos, a crítica especializada tinha como diversão baixar o cacete em algumas bandas, e o Black Sabbath era uma delas. Para eles, o quarteto inglês fazia um som tosco, caricato e sem criatividade.

Nada como o tempo para provar se algo é consistente ou não. Precisos 40 anos depois de sua estreia no mercado fonográfico, o grupo liderado pelo vocalista Ozzy Osbourne acabou rindo por último.

Na área do heavy metal, poucas bandas conseguiram influenciar tanta gente e conquistar novos fãs a cada passagem de geração como essa aqui. E merecidamente. Eles ajudaram a criar os parâmetros desse tipo de som, com riffs pesados, letras macabras e visual repleto de cores escuras, especialmente preto.

Em novo volume da essencial coleção de DVDs Classic Albums, lançada no Brasil pela ST2, temos disponível nas lojas um documentário sobre as gravações e a importância do segundo álbum do Sabbath, Paranoid, lançado em 1970.

Se com o autointitulado álbum de estreia Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommy (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria) haviam cativado muitos fãs, o segundo disco tornou-os uma das sensações do rock and roll em termos comerciais na época.

Isso, mesmo com eles indo totalmente na contramão da geração paz e amor de Woodstock. Aqui, o que importava era o peso, o clima sinistro, o protesto agressivo, a cara de mau. Arriscaram muito e se deram bem.

Incluindo clássicos perenes do metal pesado como Iron Man, War Pigs, Electric Funeral e a faixa título, Paranoid é dissecado canção a canção, acorde por acorde, riff por riff, neste seminal DVD.

A análise levará os desavisados a perceberem as inusitadas influências de jazz na abordagem musical da banda, de onde vieram suas características sonoras básicas e como cada música era composta.

Os quatro integrantes deram entrevistas esclarecedoras, assim como o engenheiro de som do disco, Tom Allom. Também foram intercalados depoimentos de fãs ilustres do grupo, entre os quais o sempre bem articulado Henry Rollins.

Um vídeo indispensável para quem curte rock pesado, e com direito a 42 minutos adicionais de entrevistas.

Morre Ronnie James Dio, um estilista do metal

Por Fabian Chacur

Morreu na manhã deste domingo (16) nos Estados Unidos o cantor e compositor Ronnie James Dio. A morte foi anunciada por sua esposa Wendy e lamentada nos quatro cantos do mundo pelos fãs de rock.

E não é para menos. Dio, como era mais popularmente conhecido, pode ser considerado como um dos grandes estilistas do heavy metal, com seu vozeirão e uma bela carreira dedicada ao estilo.

Nascido nos Estados Unidos no dia 10 de julho de 1942, Ronald James Padavona se envolveu com o rock desde moleque, inicialmente em bandas de rockabilly. A coisa foi se tornando mais pesada com o tempo.

Em 1969, criou o grupo ELF, que abriu diversos shows do Deep Purple. Em 1975, quando resolveu sair dessa banda, o guitarrista Ritchie Blackmore levou Dio e os outros integrantes do ELF a integrar uma nova banda, a célebre Rainbow.

Dio ficou com Blackmore até 1979 e gravou alguns discos bastante elogiados pelos especialistas em rock pesado. Naquele mesmo ano, foi convidado a assumir a vaga do demitido Ozzy Osbourne no Black Sabbath.

Inteligente, em nenhum momento tentou imitar o carismático antecessor, imprimindo à banda em sua primeira passagem por ela seu estilo poderoso e potente.

Heaven And Hell (1980), Mob Rules (1981) e Live Evil (1982) foram os bons frutos fonográficos dessa fase de sua carreira, com destaque para o primeiro, um grande clássico metálico.

Ao sair fora, trouxe consigo o baterista Vinny Appice e montou a própria banda, intitulada Dio, que em sua fase inicial teve o ótimo guitarrista Vivian Campbell. Holy Diver (1982) e The Last In Line (1984) são os grandes momentos desse período. Com outras formações, o grupo lançou outros trabalhos nos anos 90 e 2000.

Em 1992, voltou por um período de pouco mais de um ano a integrar o Black Sabbath, gravando o álbum Dehumanizer e participando de uma turnê que o trouxe ao Brasil no mesmo ano. Vi o show em São Paulo e fiquei impressionado com seu vozeirão e carisma.

Ficaria ainda mais impressionado quando tive a honra de entrevistá-lo via telefone para o extinto jornal Diário Popular. Mesmo tendo ligado muito depois do horário combinado por uma falha da telefonista do jornal, ele me atendeu com simpatia e paciência. Belo papo!

Nos últimos anos, Dio se reuniu mais uma vez a Tony Iommi, Geezer Butler e Vinny Appice para novos shows e gravações, só que dessa vez assumindo o nome do primeiro álbum de estúdio desse time como nome, ou seja, Heaven And Hell.

Além de faixas inéditas para uma coletânea do Sabbath nos anos de Dio, eles também lançaram um novo álbum, The Devil You Know. No mês de maio de 2009, eles tocaram por aqui. Quem poderia imaginar que seriam seus últimos shows em nosso país?

Em comunicado enviado à imprensa, o cantor de rock Joe Lynn Turner lamentou a morte de Dio e o denominou um verdadeiro gentleman do rock. Penso o mesmo. Descanse em paz!

Último toque: sim, foi ele o responsável pela popularização dos célebres chifrinhos feitos com as mãos em shows de rock pesado…

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