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Ithamara Koorax faz show no RJ com suas canções favoritas

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Por Fabian Chacur

Em 1988, Ithamara Koorax fazia backing vocals para os cantores Tim Maia e Bebeto. Desde então, sua carreira tomou rumos extremamente positivos, e hoje ela celebra seus 30 anos de estrada com 21 álbuns lançados e fãs nos quatro cantos do mundo. A cantora dá uma geral no repertório desses trabalhos no show Minhas Canções Favoritas, que será realizado no Rio neste sábado (14) às 20h na Sala Municipal Baden Powell (Avenida Nossa Senhora de Copacabana, nº 360- Copacabana- fone 0xx21-2547-9147), com ingressos custando R$ 25,00 (meia entrada) e R$ 50,00 (inteira).

Acompanhada por Paula Faour (piano), Jorge Pescara (baixo) e Cesar Machado (bateria), a intérprete nascida em Niterói (RJ) investirá em um repertório composto por canções como Iluminada, O Grande Amor, A Rã, Se Queres Saber, Un Homme Et Une Femme e The Shadow Of Your Smile, entre outras escolhidas a dedo pela atista.

Ithamara viu sua carreira solo tomar impulso em 1990, quando a música Iluminada entrou na trilha sonora da minissérie global Riacho Doce. Seria a primeira de um total de dez gravações dela a integrar trilhas de produções daquela emissora de TV. A boa repercussão lhe valeu prêmios. Seu primeiro CD, Ithamara Koorax, saiu em 1994.

Com uma mistura de elementos de jazz, bossa nova, MPB e música erudita, ela desenvolveu um estilo próprio que levou Elizeth Cardoso a se declarar sua madrinha musical. Ela atuou ao lado de nomes do porte de Tom Jobim, Luiz Bonfá, Marcos Valle, Edu Lobo, Ron Carter, Larry Coryell, Dave Brubeck e John Mclaughlin, e fez shows em mais de 20 países, entre os quais EUA, França, Alemanha e Japão. De quebra, foi considerada uma das melhores cantoras de jazz do mundo por publicações como a conceituada Down Beat americana.

Iluminada-Ithamara Koorax:

Vitoria Maldonado lança o CD com o Ron Carter Quartet

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Por Fabian Chacur

A cantora, compositora e pianista paulistana Vitoria Maldonado iniciou a sua carreira musical na segunda metade da década de 1980, após se formar na conceituada Berklee College of Music, nos EUA. Madura artisticamente e esbanjando categoria, ela atinge um ponto incrível nessa trajetória ao lançar pela gravadora americana Summit Records (com distribuição no Brasil a cargo da Tratore) o CD Brasil L.I.K.E. (Love, Inspiration, Knowledge, Energy) ao lado do Ron Quartet Quartet e da Ruriá Duprat’s Brasilian Orchestra.

Ron Carter é um dos melhores contrabaixistas da história da música, sem nenhum exagero. Um dos recordistas mundiais em sessões de gravação, o músico de 80 anos de idade já tocou com Miles Davis, Roberta Flack, Tom Jobim e inúmeros outros. Detalhe: escolhe a dedo os seus projetos. Fã incondicional da música brasileira, ele convidou Vitoria para gravar com ele e seu quarteto, hoje integrado por ele, a consagrada pianista canadense Renee Rosnes (piano) e os também feras Payton Crossley (bateria) e Rolando Morales-Matos (percussão).

O time é completado por uma orquestra comandada pelo maestro e arranjador brasileiro Ruriá Duprat e composta por mais de 20 músicos de cordas e sopros. De quebra, ainda temos participações especiais de Roberto Menescal (violão), Proveta (sax), Randy Brecker (flugelhorn), Marcos Mincov (english horn), Toninho Ferragutti (acordeon) e Omar Izar (harmônica). Dá pra encarar? Cantar com uma escalação dessas não é para qualquer uma.

Vitoria Maldonado tem bagagem suficiente para encarar tamanho desafio. Além de ter acompanhado Marisa Monte (logo no início de sua carreira) e a dupla Sá & Guarabira, ela desenvolveu uma carreira repleta de shows, mas com poucos álbuns próprios. O primeiro, Vitoria (1994), foi lançado pela gravadora Warner e indicado ao prêmio Sharp.

Em 2011, ela nos ofereceu sua segunda obra, o excelente O Que Está Acontecendo Comigo, álbum disponível em luxuosa edição com direito a CD e a DVD no qual a artista interpreta as onze faixas do álbum (com cenas de estúdio), todas de sua autoria, sendo quatro instrumentais (com adoráveis vocalizes) e sete com letras. Um trabalho calcado na bossa nova, MPB e jazz e com um requinte melódico e harmônico impecáveis, destacando Oração, Desconhecido e My Deepest Love.

A colaboração entre Vitoria e Ron Carter traz um repertório de 13 faixas. Duas delas são da própria artista brasileira, Adoro Seu Sorriso e Saudade (esta uma parceria com Carter). As outras se dividem entre standards do jazz, bossa nova, MPB e doo-wop. O requintado tratamento instrumental não tira o aspecto cativante das melodias, todas muito valorizadas. E a forma suave e doce que Vitoria as interpreta faz toda a diferença. Seu lado pianista ficou reservado para uma única faixa, a já citada (e bela) Saudade.

Os músicos aproveitam os espaços proporcionados a eles para belas intervenções, mas as canções ditam o rumo de cada gravação. Uma delicia o resultado obtido em faixas como Night And Day, I Only Have Eyes For You, Saudade, Lugar Comum e They Can’t Take That Away From Me. Brasil L.I.K.E. equivale a um momento mágico na carreira de Vitoria Maldonado, e tomara que possa impulsioná-la rumo a um público maior no Brasil e, porque não, também no exterior.

Night And Day– Ron Carter Quartet & Vitoria Maldonado:

Fernanda Takai, Marcos Valle e Roberto Menescal, juntos

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Por Fabian Chacur

A música de Tom Jobim é eterna, e merece ser eternamente celebrada. Especialmente se isso ocorrer através de artistas de talento comprovado. A expectativa, portanto, é grande em relação ao trabalho que reunirá Roberto Menescal, Marcos Valle e Fernanda Takai, um álbum cujo título já está definido- O Tom da Takai– e que trará releituras de 12 composições do saudoso Maestro Soberano. O lançamento está previsto para maio, via gravadora Deck.

O encontro do trio ocorreu em um dos shows que celebrou em 2017 os 80 anos de idade de Roberto Menescal, violonista, compositor e um dos nomes mais importantes da história da bossa nova. Aliás, foi ali mesmo que ele fez o convite aos parceiros, de forma pública, e recebeu um sonoro sim como resposta. Os arranjos e a produção serão divididos meio a meio entre ele e o tecladista Marcos Valle, sendo que eles tocarão juntos em todas as faixas e Takai será a cantora.

Com gravações agendadas para o estúdio Tambor, no Rio de Janeiro, o álbum tem tudo para ser dos melhores, pois as recentes experiências de Fernanda Takai interpretando canções do repertório de Nara Leão foram simplesmente impecáveis. Com sua voz suave e afinadíssima, ela fez fama como cantora do grupo Pato Fu, e há dez anos desenvolve paralelamente uma carreira solo que tem gerado frutos bem bacanas, com forte presença de bossa nova no repertório.

Chega de Saudade (ao vivo)- Fernanda, Menescal e Valle:

Alexandra Jackson lança o EP com show no Blue Note Rio

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Por Fabian Chacur

Se já era fã da música brasileira, Alexandra Jackson mergulhou de vez nesse universo sonoro ao fazer diversos shows por aqui durante os Jogos Olímpicos de 2016 ao lado de Daniel Jobim. A cantora americana volta à Cidade Maravilhosa para um show nesta terça-feira (28) às 20h no Blue Note Rio (rua Borges de Medeiros, nº 1.424- fone 0xx21-3799-2500), com ingressos a R$ 90,00. O foco é o lançamento de seu EP Legacy & Alchemy.

Alexandra, que é filha do primeiro prefeito afroamericano da cidade de Atlanta, terá para acompanha-la uma banda composta por feras da nossa música, além da participação especial do badalado Pretinho da Serrinha. Eis a escalação do timaço: Marco Brito (piano e direção musical), David Feldman (teclados), João Castilho (guitarra), Marcelo Mariano (baixo), Teo Lima (bateria), André Siqueira (percusão), Aldivas Ayres (trombone), Marcelo Martins (sax), e Jessé Sadoc (trompete).

Com produção a cargo do experiente Robert Hebert, o EP mistura músicas brasileiras como Garota de Ipanema com obras internacionais, entre as quais Brazilica (de autoria de Maurice White, do grupo Earth, Wind & Fire, e gravada em 1976 por seu mentor, Ramsey Lewis) e Our Time Now (de Rod Temperton, autor de Thriller, Give Me The Night e outros grandes hits de Michael Jackson e George Benson).

Sunshine (ao vivo)- Alexandra Jackson:

Claudette Soares nos encanta com seu CD Canção de Amor

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Por Fabian Chacur

Claudette Soares iniciou a carreira ainda criança, na década de 1950. Carioca, ajudou de forma decisiva na divulgação da bossa nova em São Paulo nos anos 1960, interpretando canções do gênero ainda fresquinhas, recém-lançadas. Com o tempo, firmou-se como grande intérprete de música romântica. E, mesmo com mais de 60 anos de carreira, ainda se mostra inquieta e ativa. Canção de Amor, seu novo CD, lançado pela Kuarup, é encantador.

Inspirada no livro A Noite do Meu Bem, de Ruy Castro, a simpática e talentosa cantora mergulha no universo do samba-canção, gênero que só agora ela abraça. A razão: quando essa intensa vertente da música brasileira viveu o seu auge, na década de 1950, ela ainda era muito, digamos assim, novinha para encarar as letras dessas composições, que falam de forma forte e poética sobre as idas e vindas do amor.

O repertório traz 21 músicas, algumas delas agrupadas em pot-pourrys, que dão uma geral não só no auge do samba-canção, entre o fim dos anos 1940 e o início dos anos 1960, como também nos traz algumas amostras da produção posterior do gênero, dos anos 1970, 1980 e 1990. A seleção nos oferece obras de nomes como Maysa, Dolores Duran, Tom Jobim, Chico Buarque, João Donato e Cristóvão Bastos. São canções nunca menos do que excepcionais.

A moldura instrumental oferecida a Claudette pelo arranjador e pianista Alexandre Vianna é concisa e repleta de bom gosto, no melhor esquema piano-baixo acústico-sopros. O bom gosto do produtor, o jornalista Thiago Marques Luiz, que virou um especialista em resgatar de forma luxuosa grandes nomes da nossa música esquecidos pelas gravadoras multinacionais, mais uma vez nos oferece um produto daqueles para se ouvir de joelhos, tamanha a qualidade.

Toda essa estrutura proporciona à intérprete de hits como De Tanto Amor o campo necessário para brilhar, e é exatamente isso o que ela faz. Suas interpretações mesclam sensualidade, classe e uma capacidade de extrair o máximo de canções já excelentes em sua essência.

Impressionante como Claudette esbanja vitalidade, categoria e total controle de sua voz nestas gravações. Prova de que se mantém na ativa, acima de tudo, por prazer, por amar aquilo que faz. E faz bem.

O álbum já começa a mil, com o pot-pourry A Noite do Meu Bem/Foi a Noite/Fim de Noite, e vai até o fim arrancando arrepios, suspiros e, porque não, lágrimas dos ouvintes. Saia do Caminho/Molambo, Tatuagem, Tola Foi Você, Meu Mundo Caiu/Resposta/Ouça e Resposta ao Tempo são momentos bem elogiáveis que fazem com que nos sintamos sentados em um barzinho, no clima proposto por esse rico repertório.

Coroa esse álbum incrível a sua capa, nitidamente inspirada naquelas dos discos clássicos daquele período, além da embalagem digipack, encarte com as letras e fotos belíssimas. Canção de Amor é mais uma prova concreta de que precisamos respeitar e cultuar com carinho e respeito os artistas veteranos, pois eles frequentemente ainda tem muito a nos oferecer, especialmente em um cenário musical tão pobre como o que nos é apresentados pelos grandes meios de comunicação.

Tatuagem– Claudette Soares:

Polysom relança em vinil dois álbuns do Maestro Soberano

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Por Fabian Chacur

A Polysom, em parceria com a gravadora Warner, está acrescentando dois belíssimos itens a sua coleção Clássicos em Vinil, que está relançando em vinil de 180 gramas alguns dos grandes clássicos da nossa música popular. Desta vez, foram pinçados álbuns da discografia do saudoso Maestro Soberano, que todos sabem ser o eterno Tom Jobim. Os títulos são Urubu (1975) e Terra Brasilis (1980), ambos com a qualidade habitual da obra deste grande mestre da Bossa Nova.

Urubu foi gravado em Nova York por Tom, que cantou, tocou piano acústico e elétrico e também violão. Os arranjos e regência da orquestra que o acompanhou ficaram a cargo do célebre maestro alemão Claus Ogerman. Entre outros, participaram do álbum feras como Ron Carter (baixo), João Palma (bateria), Ray Armando (percussão) e Miúcha (vocais na faixa Boto). Ligia, Ângela e Saudades do Brasil são algumas das oito faixas deste antológico trabalho.

Terra Brasilis é um LP duplo produzido pelo lendário produtor Aloysio de Oliveira, com arranjos escritos por Claus Ogerman. O disco conta com releituras de maravilhas do porte de Wave, Dindi, Samba de Uma Nota Só, Desafinado, Modinha e Se Todos Fossem Iguais a Você, em um total de 20 faixas. Uma curiosidade é a participação, tocando violão, de Bucky Pizzarelli, grande músico de jazz que também é pai do guitarrista John Pizzarelli, outro fã de Tom e de bossa nova.

Urubu- Tom Jobim (álbum na íntegra em streaming):

Luiz Eça é celebrado em show com grandes nomes da MPB

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Por Fabian Chacur

Luiz Eça (1936-1992) foi um dos grandes nomes da Bossa Nova. Seu trabalho como pianista, arranjador e compositor é louvado pelos maiores especialistas do gênero e pelos colegas mais antenados. O seu filho Igor fez uma bela homenagem ao pai com o CD Em Casa Com Luiz Eça, que em breve também sairá em versão DVD. O show, que traz ele e os brilhantes Dori Caymmi, Toninho Horta e Zé Renato, passa por São Paulo nesta terça (1º/8) às 21h no Theatro Net São Paulo (rua Olimpíadas, nº 360- Shopping Vila Olímpia- fone 4003-1212), com ingressos a R$50,00.

O trabalho de Luiz Eça e também o de seu grupo mais famoso, o Tamba Trio, mesclou brasilidade com jazz e música erudita. Ele também curtia muito tocar com os colegas, e é esse clima descontraído e produtivo que Igor procurou reproduzir neste show, que reúne os convidados em diversas formações diferentes, interpretando clássicos do repertório de Eça e também músicas dos repertórios dos participantes.

A música Tamba é uma das que reunirá todo o elenco no palco. Búzios marcará a performance em duo de Dori Caymmi e Zé Renato, enquanto Toninho Horta mergulhará em The Dolphin, tema de autoria do saudoso jazzista americano Bill Evans. Alegria de Viver, com Zé Renato e Toninho Horta, e Menino da Noite, compositor de Igor que homenageia o pai, são outras músicas previstas o repertório deste show, um grande tributo à nossa rica música popular.

Brazil 1970- Luiz Eça (ouça em streaming):

O brilhante Arthur Verocai é a atração em show gratuito

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Por Fabian Chacur

O incrível compositor, arranjador e músico Arthur Verocai fará em São Paulo, neste domingo (4), às 14h, na Praça da Sé, um show gratuito. O espetáculo é parte integrante do Red Bull Music Academy Festival, que teve início nesta sexta (2) e irá até o dia 11, com diversas atividades bacanas (saiba mais aqui). Imperdível para os fãs de boa, melhor, ótima música. Leia entrevista de Mondo Pop com ele aqui.

Na ativa desde os anos 1960, Arthur Verocai trabalhou com alguns dos grandes nomes da música brasileira, entre eles Ivan Lins, Jorge Ben, Erasmo Carlos e inúmeros outros. Em 1972, lançou seu primeiro álbum solo, que na época não teve repercussão alguma, mas que a partir da década de 1980 foi aos poucos sendo redescoberto pelo público e se tornou um merecido clássico da nossa música, com sua fusão intensa de MPB, rock, soul, jazz e música erudita.

Verocai lançou em 2016 o álbum No Voo do Urubu, um trabalho incrível do qual participaram Mano Brown, Danilo Caymmi, Seu Jorge, Criolo, Vinícius Cantuária e Lu Oliveira. Mais uma bela reunião de grandes canções e temas instrumentais. Seu repertório será a base para o show, cuja expectativa por parte do artista é grande:

“Eu nunca toquei numa praça, de dia, ao ar livre, num evento como esse. Estou muito ansioso e espero que o público goste muito do que ouvirá. Vai ser emocionante, com certeza”.

No Voo do Urubu (em streaming)- Arthur Verocai:

Claudette Soares relembra a década de 50 em show em SP

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Por Fabian Chacur

Bem-humorada e extremamente simpática, Claudette Soares brincou com a sua pequena estatura em termos físicos ao lançar em 1969 o LP Quem Não é a Maior Tem de Ser a Melhor. Em termos profissionais, no entanto, sempre primou pela seriedade, bom gosto e talento lapidado, o que explica o fato de ela estar na ativa há mais de 60 anos. Neste sábado (13) às 21h30, ela canta em São Paulo na comedoria do Sesc Pompeia (rua Clélia, nº 93- Pompeia-fone 0xx11-3871-7700), com ingressos a R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira).

O show tem tudo para ser marcante, pois o seu roteiro é baseado no livro A Noite do Meu Bem- A História e as Histórias do Samba-Canção. Aliás, o autor do livro e do roteiro do espetáculo são o mesmo, o jornalista e escritor Ruy Castro, com direção geral do badalado Thiago Marques Luiz e direção musical e arranjos de Alexandre Vianna, líder do quarteto que acompanhará a intérprete carioca durante a apresentação.

No repertório, teremos canções célebres ligadas a nomes que dominaram o cenário musical brasileiro na década de 1950, período apelidado de Anos Dourados. Dorival Caymmi, Vinícius de Moraes, Lupicínio Rodrigues, Dolores Duran, Maysa, Tito Madi, Johnny Alf, Elizeth Cardoso, Nora Ney, Isaurinha Garcia, Doris Monteiro e Carmem Costa são algumas dessas celebridades marcantes em uma era pontuada por canções densas, belas e ligadas aos temas do romance. A cantora Alaíde Costa fará uma participação especial no show.

Claudette nasceu no Rio de Janeiro e iniciou sua carreira ainda criança, na década de 1950, e logo se envolveu com os ritmos em voga na época, o baião, o samba-canção e a então iniciante bossa nova. Mostrou talento para encarar todos, e consolidou sua carreira nos anos 1960 e 1970, tendo como marcas a versatilidade, uma voz encantadora e a opção por canções românticas. Lançou em 1968 o ousado Gil, Chico e Veloso Por Claudette Soares, com músicas dos então ainda iniciantes Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso.

Após emplacar aquela que foi provavelmente a canção de maior sucesso de seu repertório, De Tanto Amor (de Roberto e Erasmo Carlos) e lançar dois discos em parceria com Dick Farney, Claudette saiu de cena por uns anos, mas voltou nos anos 1990. Em 2000, lançou Claudette Soares ao Vivo, do qual participaram Roberto Menescal, Paulinho da Viola, Claudinha Telles, Jorge Benjor e Garganta Profunda, entre outros. Em 2015, saiu Claudette Soares e a Bossa de Caymmi, lançamento do selo Nova Estação, de Thiago Marques Luiz.

De Tanto Amor– Claudette Soares:

Sergio Mendes promete CD e um documentário para 2018

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Por Fabian Chacur

Aos 76 anos de idade muito bem vividos, Sergio Mendes não parece disposto a desacelerar. Pelo menos, essa é a conclusão que temos ao saber de suas boas novidades. Segundo a edição americana do site da Billboard, o músico e produtor brasileiro conhecido no mundo todo promete para 2018 um novo álbum e também um documentário sobre seus mais de 60 anos de carreira. Ou seja, vem coisas boas, muito boas, por aí.

O documentário será dirigido por John Scheinfeld, conhecido por trabalhos muito bons nessa área específica, entre os quais destacam-se The U.S. Vs. John Lennon (2006), Who Is Harry Nilsson? (2006) e Chasing Time: The John Coltrane Documentary (2016). Teremos uma geral na carreira dele, com direito a cenas de arquivo, entrevistas e também registros de shows que o maestro fará este ano, e para os quais está atualmente ensaiando no Rio de Janeiro.

Quando ao CD, o que se divulgou até o momento é que terá músicas inéditas e também algumas releituras de clássicos do seu repertório. O parceiro Will.i.am, do Black Eyed Peas, que já atuou junto com ele no álbum Timeless (2006), trabalhará com Mendes em algumas faixas, e outros nomes das novas gerações devem marcar presença. Vale lembrar que ele já bateu bola com astros atuais como John Legend, India Arie, Jill Scott e Justin Timberlake, entre outros.

Sergio Mendes nasceu em Niterói (RJ) em 11 de fevereiro de 1941, e ainda novo se destacou na então ainda emergente bossa nova, no finalzinho dos anos 1950/começo dos anos 1960. Com o tempo, percebeu que poderia ter futuro no mercado internacional e se mudou para os EUA, após ter lançado alguns discos por aqui. Em 1966, lançou Herb Alpert Presents Sergio Mendes & Brasil 66, álbum do qual foi extraído o single Mas Que Nada, de Jorge Ben, que rapidamente o levou ao top 10 da parada ianque.

A seguir, o bandleader se mostrou craque não só em dar um formato pop à bossa nova como também a “bossanovear” clássicos da música pop daquela época, como The Fool On The Hill (dos Beatles) e The Look Of Love (de Burt Bacharach e Hal David). O seu som orquestral balançado e sempre com vocalistas femininas, entre as quais Lani Hall e Gracinha Leporace (com a qual se casaria), soube se manter atualizado.

Tanto que volta e meia ele volta às paradas de sucesso, o que ocorreu em 1983 com o single Never Gonna Let You Go, em 1992 com o álbum Brasileiro e em 2006 com o CD Timeless. Em seu currículo, milhões de álbuns vendidos e três troféus Grammy, o Oscar da música.

Curiosamente, ele sempre foi detonado por boa parte dos críticos no Brasil, durante décadas, algo que só se reduziu de uns anos para cá. Como dizem por aí, a verdade e o talento sempre vencem, no fim das contas. Bem, nem sempre, mas ao menos neste caso específico.

The Fool On The Hill- Sergio Mendes:

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