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Tag: brasil 2012

Jack Bruce faz juz à fama em show em SP

Por Fabian Chacur

Jack Bruce, um dos melhores e mais influentes baixistas da história do rock, tocou pela primeira vez no Brasil na noite desta quarta-feira (24) no Teatro Bradesco (SP). Acompanhado pela sua Big Blues Band, o cantor, compositor e músico escocês conseguiu cativar a plateia presente, com direito a canções clássicas e solos marcantes.

Aos 69 anos de idade, Bruce é um sobrevivente, pois teve de superar sérios problemas de saúde na década passada. Sua voz continua potente, enquanto a habilidade com seu belo e sóbrio baixo cor de madeira se mostrou melhor do que nunca. Suas linhas de baixo fogem do óbvio e se baseiam em improvisos pulsantes, sem nunca sair do ritmo.

Ele teve a seu lado uma banda bastante afiada, com direito a naipe de metais e teclados vintage. Os destaques foram o trombonista Winston Rollins e o baterista Frank Tontoh, ambos responsáveis pelos solos mais eletrizantes da noite, fazendo juz ao fato de integrarem a atual banda do ex-integrante do Cream (que também tocou teclados em algumas músicas).

O set list incluiu várias músicas do repertório do Cream. O novo arranjo para Spoonful, por exemplo, tocado de forma mais compassada e valorizando os metais, arrepiou, assim como a marcante Politician, que explorou de forma inteligente seu marcante riff. Aliás, os arranjos da banda para essas músicas merecem elogios ao inovar, sem no entanto descaracterizar canções que fazem parte do imaginário do fã de classic rock.

A sequência de hits do Cream Deserted Cities Of The Heart (que Jack afirmou ser a sua canção favorita), White Room (seguida pelo solo mortal de bateria de Tontoh, com direito até a levadas de escola de samba!) e Sunshine Of Your Love (última canção antes do bis) acabou sendo o ponto alto de um show quente e que durou quase duas horas.

A comunicação entre Jack Bruce e o público presente se mostrou bastante positiva, com o músico mostrando simpatia e aparentando muita felicidade por enfim tocar no Brasil.

Estranhamente, ele, que havia saído do palco no fim do show normal de forma simpática, retirou-se de modo intempestivo logo após a segunda e última canção do bis. Teria ocorrido algo que o desagradou? Mas isso não tira o brilho de uma performance totalmente elogiável.

Spoonful, com Jack Bruce & His Blues Band:

Sunshine Of Your Love, com Jack Bruce & His Blues Band:

Elvis Presley in Concert em pleno 2012; pode?

Por Fabian Chacur

Elvis Presley morreu em 16 de agosto de 1977, quando eu estava chegando perto de completar 16 anos de idade. Naquela época, conhecia basicamente, de sua obra, o fenomenal single Burning Love, lançado em 1972, e as contagiantes Kiss Me Quick e Don’t Be Cruel, temas respectivamente das novelas de época globais Escalada (1974) e Estúpido Cupido (1976).

Lógico que não demorei a perceber que precisava conhecer mais esse seminal nome não só do rock and roll, mas da música em geral. E fiz isso. Mas sabia desde sempre que uma coisa eu nunca conseguiria fazer: ver o genial filho de Tupelo ao vivo, em um palco, cantando seus hits.

Bem, na noite deste sábado (13), eu consegui chegar o mais próximo possível de realizar esse sonho. Como todos sabem, Elvis The Pelvis nos deixou há 35 anos. Mas desde 1997, o show Elvis Presley In Concert está rodando o mundo, tornando-se a melhor opção para quem deseja saber como seria conferir o astro on stage.

A apresentação realizada na Via Funchal (SP) do espetáculo, que dias antes passou pelo Ginásio do Ibirapuera (SP), trouxe trunfos muito importantes. Logo de cara, três telões de alta definição mesclavam imagens do Rei do Rock extraídas basicamente dos filmes That’s The Way It Is (1970), Elvis On Tour (1972) e Elvis: Aloha From Hawaii (1973) com cenas dos músicos tocando ao vivo de verdade no palco.

A voz de Elvis foi extraída das gravações dos shows e preservada, sendo acompanhada no palco por uma banda/orquestra que inclui vários músicos que tocaram com ele nos anos 60/70, entre os quais os lendários James Burton (guitarra), Glenn Hardin (teclados), Ron Tutt (bateria) e Norbert Putnam (baixo), além da direção musical de Joe Guercio e vocais com alguns integrantes originais dos grupos vocais Sweet Inspirations e Imperials.

A sincronia entre a voz gravada do cantor americano e a banda tocando ao vivo (com quase 20 componentes) era impecável, enquanto as imagens ajudavam a criar a ilusão de que estávamos mesmo realizando o sonho de ver um dos grandes mitos do século XX, que nos deixou com apenas 42 anos, durante os quais conseguiu criar um acervo musical riquíssimo.

O espetáculo foi dividido em duas partes de aproximadamente 50 minutos cada. A primeira incluiu rocks como See See Rider, Burning Love, Johnny B Goode, That’s All Right, Hound Dog, Blue Suede Shoes e Don’t Be Cruel, com direito ao blues Steamroller e às baladas Love Me Tender, In The Ghetto, If I Can Dream e Are You Lonesome Tonight.

A segunda parte nos proporcionou maravilhas como Polk Salad Annie, You’ve Lost That Loving Feeling, You Don’t Have To Say You Love Me, I Got a Woman, Bridge Over Troubled Water e Suspicious Minds, sendo esta última a canção que mais agitou e mais arrancou aplausos por parte do público presente.

Tal qual um show de Elvis Presley nos anos 70, a apresentação teve como última música Can’t Help Falling In Love, com direito, logo após a “saída” do cantor de cena, com See See Rider instrumental ao fundo, a um locutor soltando a lendária frase “Elvis Has Left The Building” (Elvis já saiu deste prédio). Caça-níqueis de luxo? Pode ser, mas foi bastante divertido conferir de perto essa experiência curiosa.

Veja a abertura de Elvis Presley In Concert, no Ginásio do Ibirapuera:

Elvis Presley In Concert na Via Funchal

Por Fabian Chacur

Em seus breves 42 anos de vida, Elvis Presley fez apenas cinco shows fora dos EUA, todos em 1957 e em apenas três cidades do Canadá. O mundo aprendeu a amá-lo através de discos, rádio, TV e cinema. Só os sortudos conterrâneos viram seus shows.

Como forma de minorar um pouco essa lacuna, foi criado em 1997 o Elvis Presley In Concert, show no qual músicos que tocaram com o Rei do Rock acompanham gravações em áudio e vídeo do cantor em ação, nos anos 70.

Esse projeto não só se aperfeiçoou, no decorrer dos últimos 15 anos, como também visitou os palcos de EUA, Europa, Austrália e Japão. Em outubro, será a vez do Brasil conhecer esse conceito inovador (e meio bizarro, é importante dizer) de espetáculo ao vivo.

As imagens são apresentadas no fundo do palco com um telão de última geração, extraídas (assim como o áudio) dos filmes Elvis That’s The Way It Is (1970), Elvis On Tour (1972) e Elvis Aloha From Hawaii (1973), belos registros do cantor on stage.

O ponto alto, na minha opinião, fica por conta da banda que acompanha de forma sincronizada os áudios e vídeos de Mr. Presley. São em sua maioria músicos de altíssimo gabarito que tocaram com ele, entre os quais os lendários James Burton (guitarra), Ron Tutt (bateria), Glen Hardin (piano) e Norbert Putnam (baixo), entre outros.

Além de um show que já estava agendado para o Ginásio do Ibirapuera no dia 8 de outubro, acaba de ser confirmado um segundo para o dia 13 de outubro, desta vez na Via Funchal, com ingressos entre R$ 500 e R$ 1.200 (fone 0xx11 3846-2300 e www.viafunchal.com.br). É o mais perto que conseguiremos do sonho impossível que seria ver Elvis The Pelvis ao vivo…

Are You Lonesome Tonight?, do show Elvis Presley In Concert, Zurich 2012:

The Wall Live chega ao Brasil neste domingo

Por Fabian Chacur

Após passar pela Argentina com grande sucesso, a turnê The Wall Live, de Roger Waters, chega ao Brasil neste domingo (25), com show no estádio Beira Rio, em Porto Alegre.

O show, durante o qual o ex-baixista e cantor do Pink Floyd canta na íntegra o repertório do álbum The Wall, também passará pelo Rio (dia 29, no estádio do Engenhão) e São Paulo (dias 1º e 3 de abril, no estádio do Morumbi).

Waters iniciou essa tour em 2010, e conseguiu arrecadar a bagatela de 89,5 milhões de dólares nos EUA naquele ano, em 56 shows, sendo a turnê mais lucrativa realizada naquele país durante 2010.

O show é um espetáculo grandioso, com direito a um muro com mais de 137 metros de largura, cenários com bonecos infláveis gigantes (incluindo o célebre porco), um avião batido e som quadrafônico.

Um dos momentos que mais emocionaram o público durante os shows é o Fallen Loved Ones, após a canção Another Brick In The Wall, quando o telão exibe fotografias e histórias de pessoas que perderam a vida em guerras ao redor do mundo, entre os quais o pai de Waters.

Na turnê brasileira, será homenageado o brasileiro Jean Charles de Menezes, morto no metrô de Londres em 2005.

Além de Waters no vocal e baixo, temos uma banda composta por 12 músicos, entre os quais o tecladista Harry Waters, filho do ex-integrante do Pink Floyd.

Snowy White (guitarra) e Jon Carin (teclados) participaram de turnês do Pink Floyd nos anos 70, 80 e 90 como músicos de apoio, enquanto G.E. Smith integrou a banda do programa Saturday Night Live e também tocou e gravou discos com Bob Dylan e a dupla Daryl Hall & John Oates.

Também merecem destaque Mark, Pat e Kipp Lenon, vocalistas de apoio ao lado de John Joyce. Eles integram um grupo infelizmente desconhecido no Brasil, o Venice, que está na estrada há mais de 20 anos e faz um folk-country-pop-rock de primeiríssima linha, tendo entre seus fãs David Crosby e Graham Nash. A banda americana gravou belos discos, entre os quais Born And Raised (1997) e Spin Art (1999).

The Wall foi lançado pelo Pink Floyd em novembro de 1979, e se tornou um dos mais bem-sucedidos álbuns da história do rock em termos comerciais.

Ainda existem ingressos à venda para os quatro shows de Roger Waters no Brasil, segundo a empresa Time 4 Fun.

Shows de Rogers Waters no Brasil – Turnê The Wall Live

Porto Alegre (RS)
Quando: 25/3 (domingo) às 20h
Onde: Estádio Beira-Rio
Quanto: de R$ 180,00 a R$ 500,00
Informações: 4003-5588 e www.ticketsforfun.com.br

Rio de Janeiro (RJ)
Quando: 29/3 (quinta-feira às 21h)
Onde: Estádio do Engenhão
Quanto: de R$ 180,00 a R$ 600,00
Informações: 4003-5588 e www.ticketsforfun.com.br

São Paulo (SP)
Quando: 1º/4 (domingo às 19h30) e 3/4 (terça-feira às 21h)
Onde: Estádio do Morumbi
Quanto: de R$ 180,00 a R$ 600,00 (dia 1º/4) e de R$ 180,00 a R$ 900,00 (dia 3/4).
Informações: 4003-5588 e www.ticketsforfun.com.br

Another Brick In The Wall, com Roger Waters:

Scorpions, Joe Cocker e The Kooks no Brasil

Por Fabian Chacur

Mais três opções de shows para os fãs de rock estão sendo oferecidas ao público brasileiro em 2012. Foram confirmadas datas de Joe Cocker, Scorpions e The Kooks por aqui, artistas que agradarão publicos distintos.

Dos três, Joe Cocker é o que há mais tempo não dava as caras por aqui. O cantor britânico se apresentou no Brasil anteriormente em 1977 e em 1991, sendo nesta ultima ocasião no Rock in Rio, realizado em janeiro daquele ano no estádio do Maracanã. Ele cantará no dia 29 de março de 2012 na Via Funchal (www.viafunchal.com.br), com ingressos de R$ 140 a R$ 300.

Cocker lançou recentemente o álbum Hard Knocks (2010) e certamente tocará músicas deles, mas não ficarão de fora sucessos que o consagraram em seus mais de 40 anos de carreira, entre os quais You Can Leave Your Hat On, You Are So Beautiful e a magistral releitura de With a Little Help From My Friends, dos Beatles, que ele tornou um dos grandes momentos do Festival de Woodstock, em 1969.

Os fãs do heavy rock certamente marcarão presença no Credicard Hall no dia 20 de setembro de 2012, pois será lá que os Scorpions farão a até agora única (e provavelmente última) apresentação no Brasil. Os ingressos começarão a ser vendidos a partir do dia 15/2 (www.ticketsforfun.com.br), e os preços ainda não foram divulgados.

Com mais de 40 anos de estrada, a banda alemã capitaneada por Klaus Meine (vocal) e Rudolf Schenker (guitarra) faz atualmente uma anunciada última turnê mundial, dando uma geral em seus grandes hits e também tocando músicas dos álbuns mais recentes, Sting In The Tail (2010) e ComeBlack (2011).

O quarteto britânico The Kooks, que tocou por aqui em 2009, volta aos nossos palcos no dia 11 de maio de 2012 na Via Funchal (www.viafunchal.com.br), com ingressos de R$ 100 a R$200.

Liderado pelo vocailista Luke Pritchard, este grupo tem em sua discografia os álbuns Inside In/Inside Out (2006), Konk (2008) e o recente Junk Of The Heart, e é considerado um dos nomes mais consistentes da nova geração do rock do Reino Unido.

Veja With a Little Help From My Friends, com Joe Cocker:

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