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Campanha digital incentiva a carreira dos jovens artistas

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Por Fabian Chacur

Dificilmente um artista inicia sua carreira em tempo integral. Com frequência, a opção costuma ser abraçar uma ocupação que lhe renda o sustento e que lhe permita, dessa forma, dedicar-se sem pressões à música, arte dramática, cinema, artes plásticas etc. Tendo como inspiração o Dia do Trabalho, comemorado no dia 1º de maio, a Converse colocou no ar uma campanha digital homenageando os jovens que abraçaram essa verdadeira jornada dupla para viabilizar seus sonhos.

Essa ação da marca atinge Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru. Nomes importantes de cada um desses países aparecem em fotos nas quais personificam suas duas funções. No caso brasileiro, o personagem é o rapper Rico Dalasam, que antes de se dedicar em tempo integral à música ganhava a vida como cabeleireiro. Celebrar e reconhecer esses batalhadores é uma das intenções da campanha.

Aceite-C– Rico Dalasam:

John Pizzarelli volta ao Brasil com tributo a Paul McCartney

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Por Fabian Chacur

De bobo, Paul McCartney nunca teve nada (afora aquela negociação pelos direitos das músicas dos Beatles nos anos 1980, mas isso é exceção, não regra). Em maio de 2014, ele mandou uma carta ao genial jazzista John Pizzarelli sugerindo ao amigo, que participou de seu CD Kisses On The Bottom, que fizesse um álbum só com obras de McCartney. E o cara topou. Ele voltará a São Paulo no dia 12 de junho no Teatro Bradesco para show no qual vai mostrar o resultado, o CD Midnight McCartney.

Midnight McCartney, lançado no exterior em setembro de 2015 pelo selo Concord, é uma verdadeira aula de como reler um repertório de alta qualidade com personalidade e estilo. Uma delícia de disco, com brilhantes e suaves versões de maravilhas como No More Lonely Nights, Heart Of The Country, Maybe I’m Amazed e With a Little Luck, entre outras pérolas bem selecionadas da discografia pós-Beatles do Macca.

O bacana é que o repertório mescla músicas mais conhecidas, como My Love, com outras mais, digamos assim, “obscuras”, como a incrivelmente jazzy Heart Of The Country, do maravilhoso CD Ram (1971), Some People Never Know (1971), do primeiro álbum dos Wings (Wild Life) ou mesmo Wonderful Christmas Time, canção natalina lançada no formato single em 1979, ou até uma inesperada versão instrumental de Hi Hi Hi, single de 1972. Simplesmente incrível. E Michael McDonald (ex-Doobie Brothers) participa com categoria de Coming Up.

John Pizzarelli (voz e guitarra) será acompanhado pelos excelentes Martin Pizzarelli (seu irmão,baixo acústico),Kevin Kanner (bateria) e Konrad Paszkudziki (piano). No repertório, é muito provável que ele também inclua faixas de outro álbum relacionado a este, Meets The Beatles (1998), no qual releu com categoria clássicos dos Beatles como Can’t Buy Me Love, For No One, Get Back e Oh Darling.

Nascido em 6 de abril de 1960, John é filho do renomado guitarrista de jazz Bucky Pizzarelli, e nos seus mais de 30 anos de carreira consolidou-se como grande intérprete de standards e também de composições de autores fora do universo do jazz, como Joni Mitchell, Neil Young, Tom Jobim e a dupla Lennon & McCartney. Ele abriu shows para Frank Sinatra em 1993, e gravou dois CDs em homenagem a seu grande ídolo, o saudoso Nat King Cole.

John Pizzarelli- show Midnight McCartney– dia 12 de junho de 2016 (domingo) às 20h. Local: Teatro Bradesco (rua Palestra Itália, nº500- 3º piso- Bourbon Shopping- SP- www.teatrobradesco.com.br). Os ingressos custam de R$ 80,00 a R$ 280,00.

Ouça músicas de Midnight McCartney:

Ozzy diverte os jornalistas em coletiva do Monsters Of Rock

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Por Fabian Chacur

A grande atração para os fãs de rock pesado em São Paulo neste fim de semana é o festival Monsters Of Rock, que ocorre neste sábado (25) e domingo (26) na Arena Anhembi. Como forma de promover o evento, rolou na noite desta sexta (24) uma entrevista coletiva na qual a estrela foi o sempre impagável Ozzy Osbourne, que divertiu os jornalistas.

Ozzy, que será a atração principal de hoje, veio ao hotel Renaissance (local da coletiva) acompanhado pelos músicos de sua banda de apoio, que elogiou (“tenho muita sorte por sempre tocar com os melhores músicos”). Ele também jogou confetes em seus fãs brasileiros (“vocês tem música no seu sangue, nas suas veias”). Quanto ao show, ele afirma que, toda a noite, “desejo fazer o melhor show da minha vida, seja onde for ou como for”.

Com várias respostas curtas, em alguns momentos o cantor não entendia as perguntas feitas diretamente em inglês pelos jornalistas (não havia intérprete), e pedia ajuda ao músico que estava do seu lado. Ria o tempo todo. “Não sei como consigo ter tantos fãs adolescentes atualmente, mas adoro isso”. Quanto à idade, ele diz se sentir mais jovem hoje do que quando tocou no Monster Of Rock no Brasil em 1995.

Quando um jornalista tentou tirar uma declaração negativa dele em relação ao astro pop Justin Bieber, ele cortou na hora: “ele é um bom amigo!”. Também não deu importância a uma questão sobre qual seria seu personagem favorito de histórias em quadrinhos. “Eu não leio histórias em quadrinhos!”. E anunciou que fará a última turnê com o Black Sabbath em 2016.

O fim da coletiva não poderia ter sido melhor. Duas garotas perguntaram como ele fazia para se manter em forma, e afirmaram que ele era muito sexy no palco. O cara riu. Quando a coletiva acabou, ele tirou foto aos lado das duas garotas, que saíram de cena com um sorriso de orelha a orelha. Príncipe das Trevas ou Príncipe do Bom Humor?

Judas Priest e as outras bandas

Antes de Ozzy dar seu show particular, tivemos a presença de outra banda marcante na história do heavy metal, o Judas Priest. Com quatro décadas de estrada, eles atualmente vivem uma grande fase em termos comerciais. Redeemer Of Souls (2014), seu mais recente CD, atingiu o sexto posto na parada americana, o lugar mais alto atingido por um de seus trabalhos por lá.

Glenn Tipton, um dos guitarristas da banda, atribui um pouco da responsabilidade por tal sucesso ao também guitarrista Richie Faulkner, que em 2011 entrou no lugar de KK Downing. “É incrível como Richie se encaixou bem na banda, como músico e também como pessoa, ele foi um catalizador para a fase atual que vivemos, que é muito positiva”.

O vocalista Rob Halford, um dos maiores ícones do rock e apelidado de Metal God por fãs e pela crítica especializada, afirmou ter boas lembranças da primeira presença do Judas Priest no Brasil, que ocorreu na edição de 1991 do Rock In Rio, realizado no estádio do Maracanã. “Tenho uma foto aqui no meu iPhone dos ensaios no Rio. Foi incrível e intimidador tocar no Brasil pela primeira vez diante de tanta gente, uma experiência incrível”.

O grupo alemão Primal Fear conta com um trunfo para seu show no Monsters Of Rock. Na estrada desde 1997, eles incorporaram recentemente ao time o baterista sul-africano radicado no Brasil Aquiles Priester, conhecido por seu trabalho com bandas como Hangar e Angra. “Quando o Hangar estava no começo, tocávamos duas músicas do Primal Fear. Hoje, quando toco essas mesmas músicas, como integrante do Primal Fear, parece um conto de fadas para mim”.

O Primal Fear havia acabado de voltar de Curitiba, onde fez shows, e os integrantes dizem ter adorado o público e também os vários tipos de caipirinha que experimentaram por lá. De quebra, um deles começou a cantar Ai Se Eu Te Pego, de Michel Teló, enquanto outro imitou a famosa coreografia. Até o mundo do metal se rendeu a esse hit sertanejo!

Uma das bandas mais interessantes incluídas na programação do Monsters Of Rock veio à coletiva representada pelos argentinos Sr. Flavio (baixista, conhecido por seu trabalho com a consagrada banda Los Fabulosos Cadillacs) e Andres Gimenez (cantor da banda punk Animal). O grupo também inclui o brasileiro Andreas Kisser (Sepultura) na guitarra e o mexicano Alex González (Maná) na bateria.

Há um ano e meio na estrada e com um álbum autointitulado no currículo, o quarteto canta suas músicas em português e castelhano. “Os músicos precisam ter a liberdade de cantar na língua que acharem melhor, da forma que se sintam mais cômodos”, defendem. Eles voltarão ao Brasil em setembro para tocar no Rock in Rio. “É uma honra tocar em eventos tão grandes como esses”.

Monsters Of Rock 2015- Line up:

Sábado, 25 de abril

12h – De La Tierra
13h05 – Primal Fear
14h20 – Coal Chamber
15h50 – Rival Sons
17h20 – Black Veil Brides
18h50 – Motörhead
20h40 – Judas Priest
22h30 – Ozzy Osbourne

Domingo, 26 de abril

12h15 – Doctor Pheabes
13h05 – Steel Panther
14h20 – Yngwie Malmsteen
15h50 – Unisonic
17h20 – Accept
18h50 – Manowar
20h40 – Judas Priest
22h30 – Kiss

Preços: R$ 400,00 (um dia) e R$700,00 (os dois dias)

fone 4003-1212

http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=38297O

Veja a coletiva de Ozzy Osbourne:

No More Tears– Ozzy Osbourne:

Breaking The Law– Judas Priest:

Maldita Historia– De La Tierra:

Cantora Martha Reeves fará show grátis em SP, diz jornal

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Por Fabian Chacur

Para tristeza geral dos fãs da soul music e da música pop como um todo, a lendária cantora americana Martha Reeves foi obrigada a cancelar o show que faria em maio durante a Virada Cultural em São Paulo devido a uma chuva terrível. Um horror. Pois agora temos uma boa notícia: ela voltará à cidade ainda este ano, segundo nota publicada na coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo desta terça-feira (14).

O primeiro show no Brasil desta verdadeira diva da música pop, hoje com 73 anos, está marcado para o dia 16 de novembro no Ibirapuera, como parte do programa Circuito SP, da prefeitura da cidade. A entrada será gratuita, sem horário do show ainda confirmado. Eis uma bela forma de se conferir uma das mais importantes cantoras da geração dos anos 60 que ainda se mantém na ativa.

Martha Reeves nasceu em 18 de julho de 1941 e batalhou muito até conseguir uma oportunidade no meio musical. As coisas começaram a clarear para ela quando foi contratada para ser secretária do departamento artístico da gravadora Motown. Quando o diretor Mickey Stevenson viu o quanto ela cantava bem, começou a usá-la para gravar demos de canções para outros contratados da gravadora.

Em 1962, ela apresentou o grupo vocal que havia criado com duas outras amigas, Martha Reeves And The Vandellas, e inicialmente participaram de singles de Marvin Gaye, entre eles Stubborn Kind Of Fellow e Hitch Hike. Naquele mesmo ano, gravaram seu primeiro single, com pouca repercussão. Mas as coisas mudariam logo.

Come And Get These Memories chegou ao top 30 nos EUA em junho de 1963, criando uma expectativa de que coisas maiores viriam para Martha e sua turma. E isso se confirmou com (Love Is Like a) Heat Wave, que em setembro daquele ano atingiria o quarto lugar na parada ianque. Seria o primeiro de uma série de sucessos.

Com uma sonoridade pra cima e bem dançante, Martha Reeves And The Vandellas emplacariam hits até 1971 na Motown Records, entre eles as estupendas Nowhere To Run, Dancing In The Streets e Jimmy Mack. O grupo parou por uns tempos nos anos 70, quando Martha Reeves dedicou-se a uma carreira solo sem grande repercussão.

Se os discos solo não venderam tanto, embora conquistassem elogios por parte de alguns críticos e fãs, o grupo acabou voltando à tona anos depois, entrando no circuito nostálgico de shows pelo mundo afora. Afinal, quem não quer ouvir essas músicas tão marcantes? E Martha as canta, seja nas eventuais reuniões do grupo, seja sozinha.

Ela teve alguns problemas de saúde em sua trajetória pós-sucesso, mas felizmente os superou, e atualmente se encontra em plena turnê comemorativa dos 50 anos de lançamento do single Dancing In The Streets, denominada “Calling Out Around The World Tour 2014”.

Dancing In The Street– Martha Reeves And The Vandellas:

Nowhere To Run – Martha Reeves ANd The Vandellas:

Projeto Espelhos faz shows e divulga novo álbum no Brasil

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Por Fabian Chacur

Com o intuito de resgatar a poesia popular e erudita da música popular portuguesa de uma forma moderna e com assinatura própria, o projeto Espelhos-Canções Portuguesas lançou recentemente um belo CD. O grupo composto por músicos oriundos de Moçambique, Lisboa e Bruxelas e sediado nesta última cidade (na Bélgica) volta ao Brasil para uma série de shows no estado de São Paulo que terá início nesta sexta-feira (3).

O grupo, que já passou pelo Brasil em 2011, é integrado por Cristina Rosal (cantora), Ana Milena Rocha (cantora), Pierre Gillet (violões de seis e sete cordas), Miguel Rosal (baixo e contrabaixo acústico) e Thibault Dilla (acordeon), e terá a participação especial dos brasileiros Nailor Proveta no primeiro show, Swami Jr. no segundo e Igor Ribeiro em todos os outros espetáculos.

A cantora Cristina Rosal deu uma entrevista exclusiva via e-mail a Mondo Pop falando sobre o projeto Espelhos-Canções Portuguesas. Leia aqui . Conheça o roteiro com os locais onde o quarteto tocará no Estado de São Paulo durante o mês de outubro, em unidades do Sesc:

Sesc Bom Retiro, em São Paulo-SP: dias 3 (sexta) às 20h e 4 (sábado) às 19h.
Sesc Ribeirão Preto (SP): dia 10 (sexta) às 20h30.
Sesc Osasco (SP): dia 11 (sábado) às 20h.
Sesc Sorocaba (SP): dia 12 (domingo) às 19h.
Sesc Santos (SP): dia 15 (quarta-feira) às 21h.

saiba mais aqui e aqui.

Ouça Alto Mar, com o Espelhos:

Michael Bublé traz sua turnê To Be Loved para Rio e SP

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Por Fabian Chacur

Após uma bem-sucedida passagem pelo Brasil em 2012, o cantor canadense Michael Bublé se prepara para retornar a nossos palcos. Ele irá se apresentar no Rio no dia 17/9 e em São Paulo de 19 a 21/9. O astro trará um aparato de equipamentos com mais de 10 toneladas, incluindo equipamentos de som, luz e pirotecnia, além da novidade de dois palcos, A e B, que permitirão ainda mais interação entre o intérprete e seus fãs.

A assessoria de imprensa dos shows divulgou que o músico deseja experimentar pratos típicos da cozinha brasileira, além de comidas saudáveis feitas com azeite de oliva. De quebra, também solicitou vinho e cervejas locais, indo na contramão daqueles astros que solicitam marcas difíceis de serem obtidas ou bebidas mais complicadas do que discurso de político.

Com mais de 50 milhões de cópias vendidas no mundo inteiro e contratado de gravadoras majors desde 2003, Michael Bublé tem como marcas registradas o carisma, o estilo de crooner inspirado em ícones como Frank Sinatra e adaptado para a música atual e uma voz marcante, que passeia com desenvoltura por standards do pop, jazz, soul e rock sem medo de ser feliz.

No repertório do novo show, canções de seu mais recente álbum, To Be Loved, entre os quais It’s a Beautiful Day, Close Your Eyes e To Love Somebody, mais sucessos como Haven’t Met You Yet, Everything e Home, além de releituras de clássicos antigos e recentes da música pop como Cry Me a River, Feeling Good e Get Lucky,tudo à sua moda.

O show no Rio será no dia 17/9 (quarta-feira) às 22h no HSBC Arena (avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3.401- Barra da Tijuca), com ingressos custando de R$ 180,00 a R$ 750,00. Em São Paulo, os shows serão no dia 19/9 (sexta) às 22h e 20/9 (sábado) e 21/9 (domingo) às 21h30 no Ginásio do Ibirapuera (rua Manoel da Nóbrega,1.361-Ibirapuera), com ingressos de R$ 280,00 a R$ 980,00. Mais informações sobre os shows: www.livepass.com .

Show de Michael Bublé Caught In The Act em streaming:

O versátil Marcus Miller volta para dois shows em São Paulo

Marcus Miller

Por Fabian Chacur

Marcus Miller é um daqueles talentos multifacetados não muito frequentes no mundo da música. Baixista, tecladista, compositor, produtor, arranjador, o cara é bom em todas essas áreas. De quebra, navega por vários estilos musicais. Ele será a atração no dia 6 de agosto (quarta-feira) no Bourbon Street (rua dos Chanés, 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100).

Ao lado de Lee Hogans (trompete), Alex Han (saxofone), Brett Williams (teclados), Adam Agati (guitarra) e Louis Cato (bateria), Miller dará uma geral no seu repertório como artista solo, em show instrumental com ênfase em jazz e funk no qual tocará baixo elétrico e baixo clarinete. O show terá duas sessões no mesmo dia, uma às 21h e outra às 23h30, com ingressos entre R$120,00 a R$ 230,00 para cada uma delas.

Nascido em 1959, Marcus Miller é filho de músico e já tocava aos 13 anos de idade. Identificado com a música negra, ele no entanto nunca se restringiu a ela. Em seu extenso currículo, conta com trabalhos ao lado de astros tão diversificados como Donald Fagen, Eric Clapton, George Benson, Wayne Shorter, Dizzy Gillespie, Miles Davis, Roberta Flack, Billy Idol, Jay-Z, Paul Simon, Mariah Carey etc. E tome etc!

Além de atuar como baixista, produtor e arranjador, ele também é compositor dos bons e dono de uma carreira solo repleta de bons trabalhos, entre os quais podemos destacar os álbuns The Sun Don’t Lie (1993) e Tales (1995). Ele também fez trilhas para filmes e séries de TV, entre os quais a da divertida série Todo Mundo Odeia o Cris, sempre reprisada na TV Record e em canais a cabo.

Sempre aberto a novas parcerias, ele integrou dois supergrupos: o S.M.V. ao lado de Stanley Clarke e Victor Wooten e o DMS com George Duke e David Sanborn, formações com as quais fez shows e gravou discos. Calcula-se que ele tenha participado de mais de 500 álbuns, sempre acrescentando muito a cada trabalho ao qual se dedicou.

Power (live)- Marcus Miller:

Show de Marcus Miller realizado em 2012, na íntegra:

Patty Austin fará shows em Parati e SP

Por Fabian Chacur

Patty Austin, talentosa cantora americana com extenso currículo, será uma das atrações da 6ª edição do Bourbon Festival Paraty, com apresentação marcada para o dia 25 (domingo) às 21h no palco Matriz. Ela também se apresentará em São Paulo no dia 27 (terça-feira) às 21h30 no Bourbon Street (rua dos Chanés, 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com ingressos a R$ 170,00.

Nascida no bairro do Harlem, em Nova York, no dia 10 de agosto de 1950, Patty Austin começou a cantar ainda criança, e já aos 5 anos de idade conseguia um contrato com a RCA Records. Filha de um músico de jazz, ela desenvolveu de forma admirável seu talento nos anos seguintes, tendo como padrinhos musicais o lendário produtor Quincy Jones e a cantora Dinah Washington.

Destacar momentos importantes da trajetória de Miss Austin é uma tarefa difícil, pois são muitos. Em 1979, por exemplo, ela participou do multiplatinado álbum Off The Wall, de Michael Jackson, cantando em dueto com o Rei do Pop a música It’s The Falling In Love. Pouco depois, em 1980, faria um dueto com George Benson (com quem trabalhou como backing vocal em diversos álbuns) na música Moody’s Mood.

Seu parceiro de maior sucesso foi o cantor James Ingram. Juntos, gravaram duas músicas que entraram no top 10 de singles nos EUA, as envolventes How Do You Keep The Music Playing? e Baby Come To Me. Também trabalhou com artistas como Johnny Mathis, Roberta Flack, Paul Simon e Cat Stevens, além de ter gravado uma música do nosso Ivan Lins. Do You Love Me?/ The Genie foi outro sucesso importante.

Depois dessa fase áurea na área do rhythm and blues entre o fim dos anos 1970 e o começo dos anos 1990, Patty começou a se dedicar um pouco mais à sua primeira paixão, o jazz, e foi nessa seara que ganhou seu primeiro Grammy, o Oscar da música. Isso ocorreu em 2007 com o álbum Avant Gershwin, na categoria melhor álbum de jazz vocal, em trabalho dedicado à obra de George Gershwin (1898-1937), um dos maiores compositores da história da música.

Patty Austin, que veio ao Brasil pela primeira vez aos 15 anos como backing vocal da banda de seu mentor Quincy Jones, terá a seu lado em seus shows por aqui uma banda integrada por Steve Hass (bateria), Mike Ricchiuti (piano), Sandro Albert (guitarra) e Richard Hammond (baixo). Como grande atração, sua belíssima voz, uma das mais versáteis e bem trabalhadas da música americana de ontem, hoje e sempre.

Baby Come To Me, com Patty Austin e James Ingram:

It’s The Falling In Love– Michael Jackson e Patty Austin:

Moody’s Mood– George Benson e Patty Austin:

Deck lançará 4 obras do Black Keys no Brasil

Por Fabian Chacur

O duo The Black Keys estourou com seus álbuns Brothers (2010) e El Camino (2011), que venderam milhões de cópias, atingiram as primeiras posições da parada americana e lhes renderam seis troféus Grammy, o Oscar da música. Mas eles já estavam na estrada há uns bons anos. Como forma de resgatar um pouco dessa história, a Deck lançará no Brasil pela 1ª vez quatro trabalhos importantes dos rapazes.

O guitarrista e cantor Dan Auerbach e o baterista Patrick Carney tocam juntos desde meados dos anos 90, mas lançaram seu primeiro álbum em 2002, The Big Come Up. O pacote que a Deck disponibilizará ao público nos formatos físico e digital a partir de março tem como primeiro item o segundo trabalho deles, Thickfreakness (2003), com 11 faixas e incluindo como destaque o cover Have Love Will Travel, de Richard Berry.

Rubber Factory (2004) marca a primeira vez que a dupla oriunda de Akron, Ohio, entrou no Top 200 da Billboard. O DVD Live (2005), primeiro registro ao vivo da carreira deles, foi gravado em show realizado em Sidney na Austrália, com 17 faixas. O quarteto de lançamentos da Deck se completa com Chulahoma: The Songs Of Junior Kimbrough (2006), EP com cinco músicas do blueseiro Junior Kimbrough, entre as quais Keep Your Hands Off Her.

Os álbuns Brothers e El Camino saíram no Brasil via Warner, com direito a hits como a irresistível Lonely Boy. O duo tocou no Brasil como uma das atrações principais do Lollapalooza Brasil em 2013, com boa repercussão por parte do público e crítica especializada. Garage rock revisitado e blues rock são duas definições cabíveis para o som do duo, que é cru, agitado e bem interessante, além de ter boa presença de palco.

Veja o clipe de Lonely Boy, com The Black Keys:

Ringo e seus amigos agitam o Credicard Hall

Por Fabian Chacur

Se há um grupo que merece o nome que tem é certamente a All Starr Band. Em seus 24 anos de existência, sempre capitaneada pelo ex-Beatle Ringo Starr, teve em suas fileiras alguns dos mais importantes e talentosos músicos da história do rock. E a atual formação, que tocou nesta terça-feira (29) no Credicard Hall (SP) manteve a excelência habitual. Entretenimento de primeira linha.

Durante as quase duas horas de show, Ringo e sua turma nos ofereceram um hit atrás do outro, extraídos do repertório dos Beatles, da carreira solo de Mr. Starkey e também do currículo dos ilustres músicos presentes. Tudo tocado com muita garra, swing e disposição. Delicioso ver o empenho de cada um deles para tornar o momento solo do colega muito especial. Um luxo.

Lógico que seria muito complicado fazer uma análise bacana do show em bases tradicionais. Então, tive a ideia de encarar o espetáculo como se fosse um jogo de futebol, especificamente naquele capitulo de dar notas individuais a cada jogador, detalhando suas atuações. Lógico que nesta adaptação musical, a nota de todos é a máxima. Vamos aos detalhes, então.

Ringo Starr – O ex-Beatle deu um banho como baterista, tocando em parceria com Greg Bissonette, e também como cantor, naquele estilo descompromissado e sacudido. Simpático, soube cativar a plateia, além de dar generosos espaços para seus colegas de time brilharem. Entre outras, ele cantou Boys, Don’t Pass Me By, Photograph, It Don’t Come Easy, Matchbox, Yellow Submarine, I Wanna Be Your Man, With a Little Help From My Friends e duas de Ringo 2012, Wings e Anthem. Em forma aos 73 anos, é uma lenda mais viva do que nunca.

Todd Rundgren– Integrante das bandas Nazz e Utopia e um artista solo dos mais consistentes, esse cara soube como poucos em sua trajetória misturar rock, pop, soul, rock progressivo, power pop e o que mais pintasse na sua frente. Um gênio, que também tem belíssimo currículo como produtor e que nos visitou pela primeira vez. Na All Starr Band, ele tocou basicamente guitarra e violão, com grande presença de palco, correndo o tempo todo. Ele trouxe, de seu repertório, a pérola power pop I Saw The Light, a fantástica balada Love Is The Answer e a agitadíssima Bang The Drum All Day, na qual cantou e tocou percussão. Ah como eu queria ver um show solo dele! Mas valeu a amostra.

Richard Page– Baixista, cantor e compositor do Mr. Mister, boa banda de pop rock dos anos 80, ele mostrou o porque é tão procurado para fazer vocais em discos alheios. Toca baixo com precisão e muito swing, e canta que é uma beleza. Do repertório do seu extinto grupo, trouxe os megahits Kyrie e Broken Wings, além de uma música inédita. Para quem não o conhece, recomendo com entusiasmo o álbum Welcome To The Real World (1985), que inclui os dois hits e também Is It Love (tema do filme Tocaia), um belo álbum de pop rock. Pat Mastelotto, o baterista do grupo, depois foi integrar o King Crimson de Robert Fripp.

Steve Lukather – Além de guitarrista e vocalista do Toto, uma das mais bem-sucedidas bandas de pop rock dos anos 70/80, esse cara participou de mais de mil discos como músico de estúdio, entre eles um certo Thriller, de um tal de Michael Jackson. Ao vivo, esbanjou carisma, técnica, pegada e bom gosto, deixando no ar a pergunta: porque dificilmente seu nome é citado no Brasil quando o tema é melhores guitarristas de pop rock de todos os tempos? O cidadão é um monstro! Ele interpretou com categoria três hits de sua ex-banda, apoiado vocalmente pelos colegas: Rosanna, Africa e Hold The Line, três petardos que incendiaram a festa roqueira em Sampa City.

Mark Rivera – Além de diretor musical da All Starr Band há quase 20 anos, esse saxofonista, percussionista, vocalista e tecladista tem no currículo trabalhos com gente do naipe de John Lennon, Daryl Hall & John Oates, Simon & Garfunkel, Billy Joel e um caminhão de outros. Ele não tem momentos solo, mas ajuda de forma efetiva nas performances de todos os outros. Tipo do músico “pau pra toda obra”, esbanjando simpatia, boa voz e excelente desempenho nos instrumentos de sopro. Craque.

Greg Rollie – Esse cantor e tecladista integrou a Santana Band em sua espetacular fase inicial, que rendeu álbuns do naipe de Abraxas (1970) e Santana III (1971), e também fundou e integrou durante anos o Journey. Além de arrasar no Hammond e no teclado convencional, capitaneou performances de três clássicos do repertório da banda que o tornou conhecido mundialmente: Evil Ways, Oye Como Va e Black Magic Woman, que deram aos músicos a chance de improvisar de forma swingada e vibrante. Gerou os momentos latinos e salerosos do show. Vamos bailar la salsa!

Greg Bissonette – Baterista que tocou com Dave Lee Roth, Steve Lukather, Duran Duran, Richard Marx, Andy Summers e inúmeros outros, é um verdadeiro dínamo, esbanjando energia e muita técnica, sem perder um único beat. Não é nada fácil tocar ao lado de um mito como Ringo Starr, mas Bissonette se mostrou mais do que aprovado nesse desafio, dividindo com generosidade e categoria o espaço com o chefinho famoso. Versátil, encarou rock básico, hard, latinidade, baladas e pop com desenvoltura de quem sabe tudo. Fera demais!!!

obs.:a foto que ilustra esse post foi feita por Raul Bianchi, com quem tive a honra de ver esse show maravilhoso e sem o qual… Valeu, grande amigo!!!

Ouça o álbum Ringo (1973), de Ringo Starr, na íntegra:

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