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Bryan Adams grava com Jennifer Lopez e Ed Sheeran em novo CD

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Por Fabian Chacur

Boas novidades paras os inúmeros fãs de Bryan Adams. O cantor, compositor e músico canadense anunciou para o dia 1º de março o lançamento de Shine a Light, o seu novo álbum de inéditas. Para dar uma aquecida na expectativa de todos, o artista já disponibilizou duas faixas, ambas muito boas. Uma, o rock com violão em destaque Shine a Light, já tem até um clipe, por sinal dos mais legais, e é uma canção escrita por ele com o astro do momento, Ed Sheeran.

A outra chegou às plataformas digitais tipo hoje, That’s How Strong Our Love Is (ouça aqui), e é um dueto de Adams com a estrela Jennifer Lopez, a primeira gravação reunindo os dois. Trata-se de uma canção com uma levada estilizada de reggae, boa melodia e um encaixe bacana das vozes dos dois. “Trabalhar com Jennifer foi um sonho! Nossas vozes soam maravilhosas juntas”, afirmou ele, em press release enviado à imprensa pela gravadora Universal Music.

Shine a Light é o primeiro trabalho de inéditas de Bryan Adams desde 2015, quando lançou o excelente Get Up, produzido por Jeff Lynne (Electric Light Orchestra, Travelling Wylburys, George Harrison, Tom Petty etc). Vale lembrar que tanto este como o anterior, o álbum de covers Tracks Of My Years (2014), não foram lançados no Brasil em formato físico, fato surrealista se levarmos em conta que ele já fez shows lotados por aqui e sempre teve seus álbuns lançados em nosso mercado desde o início de sua carreira, em 1979. Cruzemos os dedos para tenhamos versão nacional em CD de Shine a Light.

Shine a Light (clipe)- Bryan Adams:

DVD registra Bryan Adams no auge da sua carreira, em 1996

bryan adams live wembley 1996

Por Fabian Chacur

Em 1996, Bryan Adams era um dos artistas mais populares do mundo. Seu mais recente álbum, 18 Til I Die, ocupava o primeiro posto na parada britânica, e vendia muito em diversos outros países. Foi nesse clima, no dia 27 de julho daquele ano, que o roqueiro canadense se apresentou para aproximadamente 70 mil pessoas no lendário estádio de Wembley, em Londres. Agora, enfim o show chega ao formato DVD no Brasil, com o título Wembley 1996 Live. Um registro histórico e incrível.

Para começo de conversa, são 143 minutos de show durante os quais o cantor, compositor e músico se vale apenas de ótima aparelhagem de som, iluminação discreta e cinco músicos. Entreter uma multidão em um estádio valendo-se apenas e tão somente de música não é coisa para qualquer artista. Hoje em dia, torna-se cada vez mais raro. Pois o nosso personagem dá conta da tarefa com carisma, talento e habilidade, sem apelar ou cair no vulgar.

Sua banda de apoio é absurdamente boa, a começar do guitarrista-solo Keith Scott, que o acompanha desde meados de 1982 e está com ele até hoje, com suas intervenções sempre precisas e sem jogar notas foras. Mickey Curry (bateria), Tommy Mandel (teclados e piano), Dave Taylor (baixo) e Danny Cummings (percussão) são os outros craques que se mostram prontos para quaisquer desafios, ajudando Adams a segurar a plateia o tempo todo.

Esse show é uma prova mais do que concreta de como são desinformados aqueles que classificam o autor de Heaven como “apenas um cantor romântico”. Em seus shows pelo mundo afora, o rock and roll básico e melódico sempre come solto, com direito a muita energia. Para que vocês possam ter uma ideia, a primeira balada, Have You Ever Really Loved a Woman?, aparece como sétima música do show, quando o espetáculo já conta com meia hora de duração.

Bryan Adams não é um daqueles artistas inovadores, ou criadores de novos rumos para o rock ou coisa assim. Ele soube estudar os grandes nomes do rock dos anos 50, 60 e 70 e tirar boas lições de suas obras. A partir dali, criou o seu jeito próprio de compor, tocar e cantar, que se não revolucionou nada, certamente ajudou a injetar energia positiva e muita emoção em fãs dos quatro cantos do planeta. E, porque não, influenciar muitos artistas que vieram depois dele.

Com uma voz potente e belíssima, ele encara tanto rockões como The Only Thing That Looks Good On Me Is You, Kids Wanna Rock e She’s Only Happy When She’s Dancin’ como power balllads matadoras como Heaven, It’s Only Love, Somebody e All For Love. Sua empatia com o público é tão grande que praticamente não precisa chama-los para cantar juntos, o que às vezes até o surpreende, algo captado pelas câmeras.

O repertório generoso traz 24 músicas, com direito a várias de 18 Til I Die e de seus trabalhos anteriores, além de alguns covers bacanas, entre os quais Wild Thing (The Troggs). Os arranjos seguem as gravações originais de estúdio, com direito a algumas brincadeiras legais, como Keith Scott brincando com os amplificadores e gerando microfonia e solos incríveis durante a música Touch The Hand, por exemplo.

O show é repleto de momentos legais, entre os quais temos a participação da estrela americana Melissa Etheridge fazendo as vezes de Tina Turner na impactante It’s Only Love. Outra parte marcante é quando o grupo sai do palco principal e toca cinco músicas em um palquinho colocado no meio do povão. Na hora em que apresentam a última música naquele espaço (She’s Only Happy When She’s Dancin’), um montão de gente sobe para dançar com o ídolo.

No palco principal, em sua parte de trás, foi instalada uma arquibancada na qual dezenas de sortudos puderam ver o show de pertinho. Wembley 1996 Live é uma dessas provas de poder de fogo que poucos artistas no mundo podem se gabar de ter. E Bryan Adams, que se mantém ativo de forma admirável, tem em seu currículo um acontecimento como esse. Podem até ser apenas “tolas canções de amor” as que ele canta/compõe. Mas o que há de errado nisso, como diria Paul McCartney?

Heaven (live Wembley 1996)- Bryan Adams:

Bryan Adams lança livro de fotos e compõe

Por Fabian Chacur

Para quem já folheou revistas importantes como Vogue, Harper’s Bazaar, Interview e i-D (entre outras), viu belas fotos creditadas a Bryan Adams e pensou se tratar de um homônimo do roqueiro canadense, vai aí a informação: na verdade, trata-se do próprio. Aliás, ele no momento está se dedicando mais a essa ocupação, embora continue fazendo shows pelo mundo todo, com muito sucesso.

Em entrevista à revista americana Billboard, o autor e intérprete de Heaven, It’s Only Love, On a Day Like Today e inúmeros outros falou sobre o lançamento de Exposed, livro no qual reuniu uma seleção de fotos feitas por ele de astros como Mick Jagger, Elton John (autor do prefácio da publicação), Amy Winehouse, Michael J. Fox, Sting, Mickey Rourke, Ben Kingsley e inúmeros outros durante um período de mais ou menos 12 anos.

O livro está sendo divulgado com a realização de uma exposição dessas fotos que já passou por Moscou há alguns dias e irá ainda este ano para Hamburgo e Dallas, com outros locais em vários países em vista a serem visitados em 2013, segundo Adams.

Para aqueles que, como eu, são fãs de seu lado músico, a boa notícia fica por conta de que ele já compôs 30 novas canções, e prepara um novo álbum trabalhando com dois produtores distintos. Um é Bob Rock, que produziu A Day Like Today (1998) e que já atuou com Aerosmith, Metallica, Motley Crue e Bon Jovi, entre outros.

O outro é David Foster, canadense como Adams e Rock e conhecido por produzir álbuns e compor canções para gente como Celine Dion, Earth Wind & Fire, The Corrs, Josh Groban e Michael Bublé, só para citar alguns. Adams, por sinal, revelou que Foster quer contratá-lo para seu selo 143 Records, que lançaria seus álbuns nos EUA.

Não há até o momento previsão de quando este novo álbum será lançado. O mais recente lançamento do cantor, compositor e guitarrista canadense foi o single vendido só no formato digital incluindo as músicas Alberta Bound e What The Hell I Got?, lançado em 2011.

Antes, tivemos Bare Bones (2010), que mistura leituras acústicas de clássicos de seu repertório e quatro músicas inéditas, e 11 (2008), seu mais recente trabalho só de inéditas. Bryan Adams fez shows no Brasil em 2007 para o grande público (eu estive em um deles), além de um pocket show acústico em São Paulo em 2008 (também vi!).

Ouça Alberta Bound, com Bryan Adams:

Ouça What The Hell I Got?, com Bryan Adams:

Bryan Adams arrasa no esquema voz e violão

Por Fabian Chacur

Bryan Adams é tido por alguns analistas apressados e superficiais como “apenas um cantor de baladas”.

Lógico que os donos dessa opinião provavelmente nunca investigaram a fundo a discografia deste cantor, compositor e músico canadense, cuja carreira teve início no final dos anos 70.

Na essência, ele é um roqueiro que segue o mesmo caminho folk-country-rock de mestres como Bruce Springsteen, Bob Seger, John Mellencamp e outros do gênero.

Com voz potente e muito talento para compor canções simples, diretas e sempre boas de se ouvir, ele possui fãs nos quatro cantos do mundo.

Em seus shows, o lado rock and roller sempre se sobressai, como os brasileiros puderam conferir em sua turnê por aqui em 2007. Eu estava no Credicard Hall (SP) e vibrei com o show.

Em 2008, tive a oportunidade de conferir um pocket show do astro nos estúdios da Band, quando, no melhor esquema voz e violão, o cara simplesmente arrasou.

Bare Bones, novo álbum do artista que a Universal Music acaba de lançar por aqui, é um desenvolvimento desse conceito.

Gravado ao vivo durante shows em diversos países em 2010, o disco inclui apenas Adams no violão e vocal e Gary Breit no piano.

Para quem tem dúvidas acerca do talento desse cara baixinho, loiro e magrelo, é uma boa oportunidade de encerrá-las.

De peito aberto e sem medo de ser feliz, ele nos oferece 20 canções oriundas de diversas fases de seus 30 anos de estrada.

Os sucessos como Cuts Like a Knife, Please Forgive Me, Straight From The Heart e Heaven estão aqui, assim como músicas menos conhecidas e ótimas do mesmo jeito, como Here I Am, It Ain’t a Party (If You Can’t Come ‘Round) e Walk on By.

O roqueiro esbanja energia em cada canção, e deixa claro o prazer que tem em cantar ao vivo em cada nota, cada acorde, cada melodia.

Poucos artistas conseguem se submeter a esse desafio de cantar de forma básica, só na base do violão (e piano), e se dar tão bem.

Lógico. Quem tem um vozeirão como o de mr. Adams? E seu carisma? E sua capacidade de compor canções que todos gostam de cantar junto, tipo Summer Of 69 e Straight From The Heart?

Bryan Adams provou (e prova) durante a sua carreira que em inúmeros momentos da vida, o que vale mesmo é o bife com fritas bem feito.

E esse cara faz isso em termos musicais com tanta qualidade que um dia a crítica ainda irá perceber. Se isso não ocorrer, no entanto, você pode fazer por si próprio. Que tal?

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