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Morre cantor Scott Weiland, do Velvet Revolver e do STP

The IMDb & Amazon Instant Video Studio At The Village At The Lift - Day 2 - 2015 Park City

Por Fabian Chacur

Para Billy Corgan, líder da banda Smashing Pumpkins, Kurt Cobain (Nirvana), Layne Staley (Alice in Chains) e Scott Weiland (Stone Temple Pilots e Velvet Revolver) são os melhores cantores da sua geração. Todos nasceram em 1967. Cobain nos deixou em 1994. Staley, em 2002. Infelizmente, agora chegou a vez de Weiland, que foi encontrado morto em seu ônibus de turnê nesta quinta-feira (3). Ele tinha 48 anos, e era, de fato, um ótimo cantor.

O rocker, que estava fazendo turnê para divulgar o álbum Blaster (2015), que gravou acompanhado pela banda The Wildabouts, iria entrar em cena em show que deveria ter ocorrido na cidade americana de Minnesota. Foi encontrada cocaína no local onde ele dormia. Os problemas do cantor com drogas e bebidas alcoólicas o levaram a cumprir penas de prisão algumas vezes nos últimos 20 anos.

Nascido em 27 de outubro de 1967 na cidade de San Jose, Califórnia, Scott Weiland criou em 1986 ao lado dos irmãos Dean (guitarra) e Robert DeLeo (baixo) e de Eric Kretz (bateria) a banda Stone Temple Pilots. O grupo conseguiu notoriedade no auge do grunge, e seu álbum de estreia, Core (1992), vendeu muito e atingiu o terceiro posto na parada americana, impulsionado pelas músicas Plush e Sex Type Thing.

Purple (1994), o segundo álbum da banda, bateu no topo da parada ianque logo na semana de seu lançamento. Em 1995, montou uma banda paralela de curta existência, a The Magnificent Bastards, que só lançou oficialmente duas faixas, sendo uma delas um ótimo cover de How Do You Sleep?, de John Lennon, incluída no álbum tributo Working Class Hero- A Tribute To John Lennon (1995).

Após o lançamento de Tiny Music- Songs From The Vatican Gift Shop (1996), no qual o STP investiu em elementos que ajudaram a diversificar sua sonoridade grunge, Scott começou a atrair a atenção das publicações sensacionalistas, todas em busca do novo “roqueiro morto por overdose”. Seu envolvimento com drogas o levou a prisões e deu uma atrapalhada na carreira, retomada em 1998 com o primeiro CD solo, 12 Bar Blues, que teve participações especiais de Sheryl Crow, Daniel Lanois e Brad Mehldau, entre outros.

Nº4 (1999) e Shangri-La Dee Da (2001) deram continuidade com sucesso à carreira dos Stone Temple Pilots. Em 2000, Scott participou do especial de TV VH1 Storytellers ao lado dos três remanescentes dos The Doors, cantando com eles as músicas Break On Through (To The Other Side) e Five To One. E em 2003, acabou saindo fora do grupo.

Não demorou muito para que outro projeto importante entrasse em sua trajetória. Os ex-Guns N’ Roses Slash (guitarra), Duff McKagan (baixo) e Matt Sorum (bateria), aliados a Dave Kushner (guitarra), o convidaram para integrar uma nova banda, que seria um sucesso instantâneo. Trata-se da Velvet Revolver, que em 2004 lançou Contraband, álbum que chegou ao primeiro lugar nos EUA com os hits Slither e I Fall To Pieces.

Libertad (2007) chegou ao mercado discográfico em 2007, e apesar de sua boa repercussão e músicas bacanas como The Last Fight, seria o último trabalho de estúdio lançado pela banda. Em 2010, ele voltava ao Stone Temple Pilots, que lançou naquele ano um álbum autointitulado. Depois de vários shows, Weiland foi dispensado do time por seus colegas, em função dos boatos de um retorno do Velvet Revolver.

Como artista solo, Scott também lançou Happy In Galoshes (2008), A Compilation Of Scott Weiland Cover Songs (2011) e The Most Wonderful Time Of The Year (2011), além de Blaster (2015), com o The Wildabouts. Em 2011, ele lançou a autobiografia Not Dead & Not For Sale, escrita com o consagrado David Ritz. Sua voz potente e personalizada ficará para sempre marcada como uma das mais bacanas surgidas no cenário do grunge dos anos 90.

Plush– Stone Temple Pilots:

Sex Type Thing– Stone Temple Pilots:

Fall To Pieces– Velvet Revolver:

Slither– Velvet Revolver:

The Last Fight– Velvet Revolver:

Morre aos 70 anos a lenda de Woodstock, a fera Joe Cocker

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Por Fabian Chacur

Joe Cocker e o meu saudoso irmão Victor tinham algo em comum: a data e o mês de nascimento, 20 de maio, sendo que o primeiro nasceu no ano de 1944 e o segundo em 1954. Agora, infelizmente possuem uma segunda afinidade: ambos já se encontram do outro lado do mistério. O intérprete de With a Little Help From My Friends e tantos outros sucessos morreu nesta segunda-feira (22), vítima de câncer. Ele tinha 70 anos. Victor era fã dele. Eu também.

O britânico Cocker iniciou sua carreira fonográfica em 1964 ao lançar um single com bela releitura de I’ll Cry Instead, dos Beatles. O compacto não vendeu nada, mas ele não desistiu, e montou a Grease Band, da qual também faziam parte o baixista e tecladista Chris Stainton e o guitarrista Henry McCullough (que depois tocaria nos Wings; é dele o célebre solo da gravação original de My Love). Em 1968, sua sorte começaria a mudar.

Com nova regravação de uma música dos Beatles, desta vez uma explosiva nova roupagem blues rock para With a Little Help From My Friends, Joe Cocker entrou com força nas paradas de sucesso do Reino Unido, e sua participação em 1969 no Festival de Woodstock o tornou ainda mais conhecido, especialmente após o lançamento do filme.

Com uma voz rouca inconfundível, uma performance de palco destrambelhada e irresistível e muito carisma, Cocker logo se tornou um dos destaques do rock. Entre 1969 e 1971, fez shows com uma trupe de mais de 30 músicos, liderados pelo tecladista Leon Russell e com o título Mad Dogs And Englishmen. O álbum ao vivo da turnê chegou ao segundo lugar nos EUA.

Completamente exausto devido ao número excessivo de shows e também pelo alto consumo de drogas e bebidas alcoólicas, o cantor aos poucos foi se enrolando em termos de carreira nos anos 1970, mas conseguiu lançar diversos hits marcantes, entre os quais Delta Lady, High Time We Went, Midnight Rider, Woman To Woman e You Are So Beautiful.

Quando parecia ter virado apenas uma relíquia do passado, Cocker voltou à tona com tudo em 1982 quando gravou em dueto com a cantora Jennifer Warnes a balada Up Where We Belong, que chegou ao primeiro lugar na parada americana e ganhou um Grammy e um Oscar, este último como tema do filme A Força do Destino (An Officer And a Gentleman).

A partir daí, a sorte voltou a sorrir para ele, com novos sucessos e shows pelos quatro cantos do mundo. Outro tema de filme, You Can Leave Your Hat On (9 Semanas e 1/2 de Amor), e também Unchain My Heart (releitura do hit de Ray Charles), When The Night Comes (de Bryan Adams) e Edge of a Dream o fizeram frequentar as paradas de todo o mundo nos anos 1980.

A carreira de Joe Cocker se manteve bastante ativa nas últimas décadas, com direito a novos álbuns e turnês. O mais recente CD saiu em 2012, Fire It Up. Se a voz já não era a mesma, ele compensava com experiência e jogo de cintura. O astro tocou no Brasil em 1977, 1991 (no Rock in Rio II- eu estava lá, bela performance!)e em 2012. Fique com Deus, mestre, e mande um abraço pro Victor, que era seu grande fã!

You Can Leave Your Hat On– Joe Cocker:

When The Night Comes – Joe Cocker:

Woman To Woman – Joe Cocker:

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