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Célia tem seu álbum de estreia relançado em vinil pela Polysom

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Por Fabian Chacur

A série Clássicos em Vinil, da Polysom, tem resgatado lançamentos importantes da história da MPB, no formato vinil de 180 gramas. O novo item da coleção foi, mais uma vez, escolhido a dedo. Trata-se de Célia, autointitulado álbum de estreia desta brilhante cantora paulistana (1947-2017), uma das melhores de sua geração e que merecia ter tido muito mais sucesso comercial e reconhecimento do que o obtido em seus 70 anos de vida. Ouça esse trabalho e sinta o porquê.

Lançado em 1971 pela gravadora Continental, este disco conta com a produção do jornalista Walter Silva, célebre por seu programa O Pickup do Picapau, em parceria com o músico e maestro Pocho Perez. Além do próprio Pocho, os arranjos das músicas foram divididos entre mestres indiscutíveis da nossa música. São eles Rogério Duprat, um dos grandes nomes ligados ao Tropicalismo, Arthur Verocai, um craque trabalhando para os outros e também para seus próprios trabalhos, e José Briamonte, que naquela época trabalhou alguns dos artistas mais importantes da nossa música.

O repertório de 11 músicas traz a assinatura de nomes então emergentes, como Joyce Moreno, Ivan Lins, Ronaldo Monteiro de Souza, Toninho Horta, Antonio Adolfo e Tibério Gaspar. Com uma afiada mistura de MPB com elementos de música pop, o disco traz maravilhas do porte de Adeus Batucada, No Clarão da Lua Cheia, Abrace Paul McCartney Por Mim e Fotograma. Nelas, a voz quente e envolvente de Célia se mostra um instrumento humano absurdo, exacerbando a beleza inerente em cada uma dessas belas canções. Tipo do disco que você não pode deixar de ouvir, hoje e sempre.

Célia (primeiro LP)- ouça em streaming:

Manaia aposta na mistura de estilos na sua carreira musical

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Por Fabian Chacur

A base é o pop rock, mas o universo sonoro pelo qual a cantora e compositora carioca Manaia se interessa é um verdadeiro balaio de gatos. “Escuto de tudo, desde pop bem chiclete a coisas bem diferentes, de tudo mesmo, como rock, heavy metal, sertanejo, pop”, explica. Ela acaba de lançar o clipe de Baby, música que deu início ao processo que deve gerar o seu primeiro álbum, com previsão de ser lançado em 2019.

Baby é uma balada rock poderosa, que é interpretada com vigor por uma cantora de voz potente e bem treinada. A canção tem forte ligação com o momento pelo qual a artista passou recentemente, deixando de lado trabalhos mais convencionais para assumir de vez sua faceta artística, vencendo dessa forma barreiras que surgiram à sua frente.

“Trabalhei com arquitetura e engenharia, formei-me nessa área, mas queria mesmo era me dedicar à música. Meu pai me deixou fazer um curso de verão de dois meses na Berklee School Of Music, e aí ficou claro qual seria o meu rumo. Baby tem a ver com esse momento, esse grito de liberdade, saí do escritório para fazer música”, explica.

Na verdade, a paixão musical de Manaia vem de sua infância. “Comecei a aprender piano aos seis anos de idade; via musicais com os meus pais, chegava em casa e tirava as músicas de ouvido. Minha ligação com a música é muito grande, fala comigo, toca a minha alma, é tudo para mim; vejo cores nas músicas, tenho uma conexão muito forte”.

Em 2015, ela lançou um EP digital pelo selo MZA Music com as músicas Birdy Bird, A Maçã e a Serpente (releitura de hit de Odair José com direito a solo de guitarra de Andreas Kisses, do Sepultura) e Voodoo. “Na época, eu ainda estava no começo, estava me encontrando, buscando as pessoas certas, me ajudou muito a descobrir o meu caminho”.

Além de Baby, Manaia está lançando uma nova música, Medo, cujo clipe estará disponível em novembro. “Embora seja um rock, Medo foi feita por mim quando estava ouvindo muito música sertaneja”. Ela não segue uma linha rígida para compor. “Componho de várias formas, pode ser uma batida, uma melodia, letra, sou uma compositora compulsiva; a inspiração vem de várias formas, ligadas àquilo que eu vivo, que eu faço”.

Além de suas próprias canções, ela também interpreta ao vivo músicas de artistas dos quais gosta, entre os quais Foo Fighters, Lorde, Caetano Veloso e Tom Jobim. “Procuro não fazer igual, mexo um pouquinho, são sempre releituras, mesmo, nada de covers”, ressalta. Selecionar o repertório do primeiro álbum certamente será um processo trabalhoso, pois ela afirma ter mais de 300 composições próprias no acervo.

Baby (clipe)- Manaia:

Cher lançará álbum de covers do grupo Abba em setembro

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Por Fabian Chacur

Cher é uma das estrelas do filme Mamma Mia 2- Here We Go Again (no Brasil, Mamma Mia- Lá Vamos Nós de Novo), ao lado de Meryl Streep e extenso elenco. Para quem achou interessante o envolvimento dela com a música do Abba, uma notícia adicional dentro do mesmo universo. A cantora anunciou que lançará no dia 28 de setembro pela gravadora Warner o álbum Dancing Queen, com dez releituras de hits do célebre grupo sueco.

A premiada cantora, atriz, apresentadora e ativista política americana explicou as razões pela qual optou por esse novo projeto, em declaração divulgada em press-release pela gravadora:

“eu sempre gostei do Abba e vi o musical original de ‘Mamma Mia’, na Broadway, três vezes. Depois de filmar ‘Mamma Mia! Here We Go Again’, eu me lembrei novamente das músicas maravilhosas e pensei ‘por quê não fazer um álbum com música deles? As músicas eram mais difíceis de cantar do que eu imaginava, mas estou muito feliz com a forma como saiu. Estou muito animada para as pessoas escutarem. É um momento perfeito. ”

O CD foi gravado e produzido em sessões de gravação realizadas em Londres e Los Angeles por Mark Taylor, o mesmo produtor por trás do megahit Believe, que trouxe a estrela pop de volta às paradas de sucesso de todo o mundo há 20 anos. A primeira faixa a ser divulgada é Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight), que Madonna usou em 2005 como base de seu sucesso Hung Up.

Confirma a tracklist completa de Dancing Queen:

1. Dancing Queen
2. Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)
3. The Name Of The Game
4. SOS
5. Waterloo
6. Mamma Mia
7. Chiquitita
8. Fernando
9. The Winner Takes It All
10. One Of Us

Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)– Cher:

Cantora Naiá mostra seu pop eletrônico no Teatro Itália-SP

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Por Fabian Chacur

O pop eletrônico é uma das correntes musicais mais seguidas na música atual. A jovem cantora e compositora paulistana Naiá tenta se firmar nessa cena, e mostra bastante potencial para conseguir atingir esse cobiçado objetivo. Ela se apresenta em São Paulo nesta segunda (28) às 21h no Teatro Itália (avenida Ipiranga, nº 344- República- fone 0xx11-3120-6945, com ingressos a R$ 10,00.

A música faz parte desde sempre do cotidiano de Naiá. Ela começou a estudar canto erudito aos 16 anos. Posteriormente, morou na Inglaterra, onde aproveitou para aperfeiçoar seus estudos de canto, piano e sax. De quebra, ainda se formou em artes cênicas e também em economia. Ela busca se valer da técnica e da postura erudita para abordar o canto popular como um diferencial.

No show, ela será acompanhada por Raphael Coelho (percussão), China (percussão), André Cortada (guitarra e piano) e Edu Freitas (baixo). No repertório, composições próprias e de autores como Caetano Veloso, Marina Lima e Cazuza. Desde último, teremos Ideologia, que a cantora releu de forma eletrônica e bem original e cuja divulgação está sendo feita por um clipe envolvente, com cenas urbanas e teatrais.

Ideologia (clipe)- Naiá:

Gabily investe no funk carioca em seu novo single, “Toma”

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Por Fabian Chacur

Gabily ficou conhecida no cenário nacional ao lançar, no final de 2016, um EP pela Universal Music do qual se destacou a faixa Deixa Rolar, de pegada pop dançante e apelo romântico. A cantora carioca de 23 anos agora volta com um novo single pela mesma gravadora, Toma, gravado em parceria com o MC WM, no qual mergulha de cabeça no funk carioca. Ela afirma ser o início de uma nova fase em sua carreira.

“Em 2018, pretendo trabalhar mais no funk. Acho que o público pode estranhar um pouco, pois eu nasci no pop e agora estou vindo para o funk, o contrário do que normalmente ocorre. Mas estou totalmente funk agora, acho que o funk te dá uma liberdade de expressão em dança, em música, em fala, a mulher se sente livre, encara os preconceitos”, explica, em entrevista a Mondo Pop.

Toma, a faixa que inaugura esse nova fase, já está disponível nas plataformas digitais em áudio e clipe. Trata-se de um exemplo dessa liberdade que ela busca em seu trabalho. “Essa música defende uma igualdade entre o homem e a mulher, que um pode usar para o outro a mesma abordagem, sem preconceitos nem limitações”, explica ela, que diz admirar o trabalho do MC WM como funkeiro e como produtor.

Para Gabily, o EP Deixa Rolar ajudou a posicioná-la perante o cenário musical. Quem curtiu o formato pop desse trabalho pode aguardar futuramente algo nessa linha, pois se há algo que a artista carioca preza é liberdade artística. “Minha ideia é lançar uns quatro singles na linha do funk até o final deste ano, mas a seguir já tenho uma faixa nessa linha romântica, não quero ficar presa a um único jeito de fazer música”.

Os formatos single e EP serão seguido pela artista, que não pensa em lançar álbuns. “Hoje não existe um padrão rígido de formatos musicais, pode ser single, álbum, o que for. Aqui no Rio essa coisa do álbum acabou faz tempo, todos investem nos singles, que te permitem dar ao público aquele gostinho de mistério, de fugir do padrão único que as músicas de um álbum costumam seguir. Acho melhor lançar um DVD com os clipes, uma espécie de álbum visual”, explica.

Desde 2015, quando lançou sua primeira música de trabalho, Não Enrola, Gabily já gravou parcerias com vários artistas, entre os quais Ludmilla, Mika (Mikael Borges, ex-Rebelde) e a dupla Lucas e Orelha. Algumas rolam por sugestão de seus produtores, os badalados Umberto Tavares e Mãozinha. “Mas eu dou palpite em tudo na minha carreira. Isso até me atrapalha um pouco, pois gosto de acompanhar tudo de perto”.

Dos 16 aos 21 anos, Gabriela Batista (seu nome de batismo) trabalhou em um banco, e nesse período cursou três semestres do curso universitário de Gestão Financeira na Unigranrio. Ela abandonou a faculdade ao decidir se concentrar integralmente na carreira musical, que ela havia experimentado ainda criança ao lançar um CD gospel quando tinha apenas 9 anos de idade.

Aliás, o fato de ser filha de pais evangélicos não trouxe complicações a Gabily, quando ela resolveu se dedicar à música secular (termo usado pelos evangélicos para definir música que não seja a religiosa). “Meus pais me apoiaram demais, assim como os meus amigos. Para eles, continuo sendo a Gabriela, o meu trabalho não tem a ver com a minha religiosidade, que continua a mesma, indo à igreja e tudo o mais”.

Toma– Gabily e MC WM:

Dolores O’Riordan, a cantora de voz deliciosa, nos deixou

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Por Fabian Chacur

Nos anos 1990, em meio à fúria do grunge, do heavy metal e do gangsta rap, uma banda irlandesa conseguiu muito sucesso com seu rock melódico, com toques folk, pop e um pouquinho de punk na mistura. Eram os Cranberries, do qual se destacava a cantora Dolores O’Riordan. Na tarde desta segunda (15), seu assessor de imprensa, Lindsey Holmes, anunciou sua inesperada morte, aos 46 anos, ocorrida em Londres. Uma tristeza daquelas…

Nascida em 6 de setembro de 1971, Dolores entrou nos Cranberries (inicialmente The Cranberry Saw Us) em 1990 para substituir o primeiro cantor do time, Niall Quinn. Não demorou para que seu entrosamento com os irmãos Noel (guitarra) e Mike Hogan (baixo) e Fergal Lawler (bateria) se mostrasse dos melhores.

Após lançamentos pela via independente e demos, foram contratados pela gravadora Island, indicados pelo grande Denny Cordell (que descobriu Tom Petty e Joe Cocker, entre outros). O primeiro álbum, Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We?, veio em 1993, e com ele seu primeiro grande hit, a deliciosa Linger.

No Need To Argue saiu em 1994 e ajudou a firmar o sucesso da banda, que trazia como destaque aquela vocalista de cabelos mutantes (ora loiros, ora escuros, ora médios, ora curtíssimos), voz deliciosa e muita personalidade, além das charmosas pintinhas no rosto. A bela Ode To My Family foi o destaque deste álbum, que chegou ao número 2 na parada britânica e ao nº 6 nos EUA. O quarteto irlandês ganhava o mundo.

A energética Salvation e a ótima Free To Decide impulsionaram o álbum To The Faithfull Departed (1996) ao segundo posto no Reino Unido e aos quarto lugar nos EUA. Aí, rusgas entre Dolores e os colegas, assim como problemas pessoas, levaram à banda a um pequeno hiato, quebrado em 1999 com Bury The Hatched, que traz a minha música favorita da banda, a maravilhosamente pop (junto com um clipe mágico) Just My Imagination. Animal Instinct e You and Me são outros destaques.

A partir daqui, os Cranberries passaram a viver tempos de queda de popularidade. O álbum Wake Up And Smell The Coffee (2001) vendeu muito menos do que os anteriores. Após o lançamento da coletânea Stars- The Best Of 1992-2002, o grupo anunciou a sua separação, para a tristeza dos fãs de todo o mundo.

Em 2007, Dolores volta com os cabelos longos e o primeiro álbum solo, Are You Listening?, cuja turnê a trouxe ao Brasil pela primeira vez, com show em São Paulo na extinta Via Funchal. No Baggage (2009), segundo trabalho individual, no qual ela aparecia na capa com um novo corte de cabelo bem mais curto, precedeu o anúncio, algum tempo depois, do retorno dos Cranberries à ativa.

Inicialmente, fizeram apenas shows (vieram ao Brasil em 2010), até que em 2012 lançaram o álbum Roses, que atingiu o 37º lugar na parada britânica, e o nº 33 nos EUA. Something Else (2017), o último CD lançado com Dolores ainda entre nós, trouxe versões acústicas de dez hits da banda, como Linger, Ode To My Family e Zombie, e também três inéditas: The Glory, Rupture e Why.

Dolores também integrou nos últimos tempos a banda D.A.R.K. (ex-Jetlag) ao lado de Olé Koretsky (vocal) e Andy Rourke (baixista- ex-The Smiths). Em 2017, os Cranberries interromperam uma turnê de divulgação de Something Else devido a problemas que a cantora estaria tendo com a sua coluna vertebral, que depois alegou ter superado.

Just My Imagination-The Cranberries:

Aiace lança um clipe do dueto com o grande Luiz Melodia

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Por Fabian Chacur

A cantora baiana Aiace acaba de lançar um videoclipe no qual interpreta a música Samba é Sacerdócio, parceria do seu pai, Gileno Felix, com o produtor e músico Paulo Mutti. O registro foi feito em estúdio e é histórico, pois mostra a participação especial do grande Luiz Melodia, provavelmente uma de suas últimas gravações. O samba com elementos afro ficou delicioso, e mostra uma bela química entre os dois cantores.

Aiace conheceu Melodia em um sarau, e logo surgiu uma sintonia musical entre os dois que desembocou na gravação desse swingado dueto. A faixa integra o repertório do seu primeiro trabalho solo, Dentro Ali, que traz faixas como De Qualquer Maneira e Nega Margarida e deverá estar disponível nas principais plataformas digitais em novembro.

Além da recém-iniciada trajetória individual, a jovem artista baiana faz parte da elogiada banda Sertanília, na ativa desde 2010 e com um ótimo currículo de apresentações e participações em premiações e eventos bacanas, além de contar com dois álbuns em sua discografia, Ancestral (2012) e o recente Gratia (2017).

Samba é Sacerdócio (clipe)- Aiace e Luiz Melodia:

Clau lança singles autorais na gravadora Universal Music

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Por Fabian Chacur

Tudo começou em 2009, quando a adolescente gaúcha Ana Cláudia Riffel começou a postar vídeos no Youtube nos quais relia algumas de suas canções favoritas. Com o tempo, foi ganhando muitos fãs e sentindo confiança para apostar em um projeto autoral, o que teve início em 2016. Agora, chega a vez de Clau firmar parceria com uma grande gravadora, a Universal Music, parceria que acaba de render dois singles digitais. Aos 20 anos, a cantora e compositora está a mil por hora.

A paixão de Clau pela música é antiga. “A música sempre foi o único caminho que eu imaginava para mim, embora achasse difícil conseguir realizar esse objetivo morando em Passo Fundo”, relembra a cantora, em entrevista a Mondo Pop. Mas a internet acabou se incumbindo de tornar esse sonho mais próximo, graças à ótima repercussão de seus vídeos, interpretando músicas alheias de vários estilos musicais.

Quando começou a investir em músicas próprias, o foco da artista gaúcha ganhou contornos um pouco mais definidos. “Meu estilo fica entre o rap e o pop, sem aquela rima seca, tem a ver com o r&b, Rihanna, Beyonce, gosto de explorar mais isso”. Aí, surgiu em sua vida um profissional que a ajudaria bastante no sentido de atingir esses objetivos: o produtor e compositor Pedro Dash, conhecido por seus trabalhos como Projota, Anitta e outros.

“Foi ele quem me indicou à Universal. Ele entende do underground do rap e trabalha com a Anitta, conhece bem os dois lados. No estúdio, deu super certo a nossa parceria”. A escolha para que Menina de Ouro fosse o primeiro single pela gravadora tem uma explicação bastante lógica. “Desde que o Pedro me mandou a base instrumental eu vi que seria essa a primeira música de trabalho pois me define como artista e como pessoa, fala sobre mim”.

Para gravar Menina de Ouro, Clau trabalhou com uma professora de canto, algo inédito em sua trajetória artística. “Até então, eu tinha feito tudo de forma intuitiva. Quero me aperfeiçoar profissionalmente. Quando componho uma música, já penso na coreografia no clipe, tudo começa comigo, para depois desenvolver com os outros profissionais”.

O segundo single da artista gaúcha já está disponível na rede mundial. Não, acompanhada por lyric vídeo, faz parte da estratégia inicial da dobradinha Clau/Universal. “Vamos sentir a reação do público para ver como vamos agir depois, se lançando um EP, se novos single ou mesmo um álbum completo”, adianta.

A inevitável comparação com Anitta, até pelo fato de trabalhar com um profissional que já atuou com ela, não a incomoda. “Comparações como essa são inevitáveis, mas sou muito diferente dela em termos de estilo musical. Acho uma comparação legal pelo fato de ela ter crescido muito em termos profissionais, e é exatamente isso o que eu busco”.

Menina de Ouro (clipe)- Clau:

Signe Anderson nos deixa no mesmo dia de Paul Kantner!

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Por Fabian Chacur

A vida às vezes nos prega umas peças duras de serem aceitas. No dia 28 de janeiro de 2016, ou seja, há apenas cinco dias, lamentei profundamente a morte de Paul Kantner, fundador de uma de minhas bandas favoritas, a Jefferson Airplane (leia aqui). Pois aquele dia ainda teve outra surpresa lamentável para mim. Só agora fiquei sabendo que outro integrante da mesma banda se foi na mesma data de Kantner. Trata-se de Signe Anderson, a primeira vocalista do grupo. Dá para encarar?

Signe Toly Anderson morreu no mesmo dia 28 de janeiro de 2016 em que Paul Kantner se foi, e com a mesma idade. Ambos nasceram em 1941 e faleceram com 74 anos, sendo que o criador do Airplane fazia aniversário no dia 12 de março, e a cantora no dia 15 de setembro. Ela, que durante a vida teve de lutar contra vários e sérios problemas de saúde, incluindo um câncer ainda nos anos 1970, foi vítima de problemas envolvendo seus pulmões.

Nascida em Seattle e criada em Portland, Oregon, Signe começou seu envolvimento com a música cantando folk e jazz em bandas locais. Ela foi convidada a entrar no Jefferson Airplane quando a banda nem havia ainda sido batizada, em 1965, para ser o grupo residente do bar Matrix, em San Francisco, e provou que tinha muito carisma e uma voz deliciosa e versátil. Em pouco tempo, a banda se destacou no cenário da Bay Area.

Em 1966, o grupo americano lançou seu álbum de estreia, Jefferson Airplane Takes Off, e nele a presença de Signe era marcante. Seus solos vocais em Chauffeur Blues e And I Like It, com fortes pitadas de blues, e na melódica Come Up The Years, com uma vocalização folk e melódica que lembra a dos The Mamas And The Papas, ela mostrou que tinha tudo para se tornar uma das cantoras mais badaladas do rock. Até que….

Ela casou em 1965 e teve sua primeira filha em 1966. Com o tempo, ficou claro que ela não conseguiria cuidar adequadamente da sua garotinha e assumir o posto de cantora de uma das bandas mais solicitadas do rock da época, e em julho anunciou aos colegas que sairia do time. Um pedido do empresário Bill Graham a manteve com eles até outubro, mais precisamente até o dia 15 de outubro.

Naquele dia, Signe fez seus dois derradeiros shows com o Airplane, e um deles foi gravado e lançado apenas em 2010 com o título Live At The Fillmore Auditorium 10/15/1966, como parte da série Collectors Choice Music Live da Sony Music. No dia seguinte, Grace Slick, ex-cantora do grupo The Great Society, assumiu o seu posto, e nos meses seguintes o grupo se tornou um dos mais populares do rock psicodélico.

Enquanto isso, a jovem mamãe voltou para Oregon, cantando com o grupo Carl Smith And The Natural Gas Company, na qual se manteve até os anos 1970. Era uma banda pequena e local, que lhe permitia cuidar da sua menina. E logo viria outra filha. Ainda naqueles anos, teve de lutar contra um câncer, mas felizmente se safou, mas a saúde sempre lhe pregou peças, nos anos que se seguiriam.

Alguns sortudos tiveram a chance de ver canjas eventuais dadas por Signe Anderson com o Jefferson Starship, o Hot Tuna e a KBC Band, o máximo que ela se aproximou novamente do mainstream do rock. Em deliciosa entrevista concedida em 2010 à radialista Iris Harrison (ouça aqui ), Signe se mostrou jovial e nada arrependida de sua decisão. “Você tem de ver as prioridades em sua vida, o que de fato importa, e a minha filha precisava de mim”, comenta, sobre sua saída do Airplane.

Jefferson Airplane: Live at The Fillmore Auditorium 10/15/66 Signe’s Farewell (conheça as músicas incluídas no CD):

1.”Jam” (Signe Anderson, Paul Kantner, Marty Balin, Jorma Kaukonen, Jack Casady, Spencer Dryden)
2.”3/5 of a Mile in 10 Seconds” (Balin)
3.”Runnin Round This World ” (Balin, Kantner)
4.”Tobacco Road” (John D. Loudermilk)
5.”Come Up The Years” (Balin, Kantner)
6.”Go To Her” (Kantner, Irving Estes)
7.”Fat Angel” (Donovan Leitch)
8.”And I Like It” (Balin, Kaukonen)
9.”In the Midnight Hour” (Wilson Pickett, Steve Cropper)
10.”Goodbye To Signe 1″ (Balin)
11.”Chauffeur Blues” (Lester Melrose)
12.”High Flyin’ Bird” (Billy Edd Wheeler)
13.”Goodbye To Signe 2″ (Bill Graham)

Chauffeur Blues– Jefferson Airplane:

And I Like It– Jefferson Airplane:

Come Up The Years– Jefferson Airplane:

Morre aos 65 anos de idade a ótima cantora Natalie Cole

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Por Fabian Chacur

No último dia do ano em que foram completados 50 anos da morte de seu pai, o ícone da música Nat King Cole, foi a vez de Natalie Cole dar adeus ao cenário pop. No dia 31 de dezembro de 2015, mais um nome de grande calibre musical nos deixa, em um período repleto de grandes perdas no setor. Ela tinha 65 anos, estava internada no hospital Cedar Sinai em Los Angeles e foi vítima de problemas com uma hepatite C que a infernizava há pelo menos sete anos.

A doença, que ela admite ter sido contraída devido a consumo de drogas, lhe custou um transplante de rim em 2009. O vício em heroína, crack, cocaína em álcool levaram a cantora a passar por seis meses em uma clínica de reabilitação em 1983, problemas que ela contou de forma franca em sua autobiografia, Angel On My Shoulder, lançada em 2000. A intérprete continuou fazendo shows e gravando, apesar de tudo.

Nascida em Los Angeles em 6 de fevereiro de 1950, Natalie iniciou a carreira aos 11 anos, cantando ao lado do pai, Nat King Cole. Apesar da morte precoce de Nat em 1965 aos 45 anos, vítima de câncer, ela manteve firme o sonho de também se tornar uma estrela, e isso se concretizou em 1975 com o sucesso de seu álbum de estreia, Inseparable, que lhe rendeu hits como a faixa título e também o Grammy de melhor artista novo daquele ano.

A carreira se manteve bem até o fim dos anos 70 no cenário do pop e da soul music, com direito a sucessos como This Will Be (An Everlasting Love) e I’ve Got You On My Mind, até que as drogas começaram a cobrar o seu preço. Após passar pela reabilitação, aos poucos retomou o pique, emplacando em 1988 nas paradas uma ótima releitura de Pink Cadillac, de ninguém menos do que Bruce Springsteen.

Em 1991, lançou seu projeto mais ambicioso: Unforgettable With Love, álbum dedicado ao repertório do pai e no qual fez um dueto tecnológico com ele em Unforgettable. O CD surpreendeu a todos, ficando por cinco semanas no primeiro lugar da parada americana, faturando sete troféus Grammy (incluindo as três categorias mais importantes) e vendendo mais de 13 milhões de cópias. O pop tradicional encarou com garra o grunge, o rap e os outros ritmos então na moda.

A cantora conseguiu se manter na ativa com bons discos e shows nos anos que se seguiram, incluindo outro dueto tecnológico com o pai, When I Fall In Love, em 1996, que lhe rendeu mais um Grammy, e uma segunda parte do álbum de sucesso, Still Unforgettable, em 2008. Natalie procurou mesclar momentos mais próximos do pop e da soul music com o jazz pop tradicional, e se deu bem, com uma voz sempre muito boa de se ouvir.

I’ve Got You On My Mind– Natalie Cole (1977):

Inseparable– Natalie Cole (1975):

This Will Be (An Everlasting Love)– Natalie Cole (1975):

Pink Cadillac– Natalie Cole (1988):

Unforgetabble– Natalie e Nat King Cole (1991):

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