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Rosa Marya Colin hipnotiza o ouvinte em CD com dois álbuns

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Por Fabian Chacur

Rosa Marya Colin parece ter sido a cantora que inspirou aquela célebre frase “capaz de extrair emoção até de um catálogo telefônico”, coisa que não existe há muito, vale dizer. Mas se existisse, não tenham dúvidas, você se emocionaria ao ouvi-la interpretando suas linhas burocráticas. Gravou muito pouco, mas sempre bem. E agora nos oferece Rosa (Gravadora Eldorado-Nova Estação), um trabalho à altura de seu imenso talento, e que merece ser apreciado e divulgado com a mesma intensidade e profissionalismo que ela teve ao conceber este belíssimo CD.

Nessas mais de duas décadas que ficou longe da gravação de discos, Rosa se manteve atuando como atriz em novelas e séries globais como Deus Salve o Rei (2018) e Fina Estampa (2011). Mas essas “férias” musicais felizmente acabaram.

Coproduzido por ela em parceria com o talentoso LC Varella e produção executiva a cargo de Thiago Marques Luiz (sempre ele!), Rosa equivale a um banho de vitalidade, maturidade e sensibilidade dessa cantora mineira radicada no Rio de Janeiro que completará 73 anos no próximo dia 27 de fevereiro.

Com dez faixas, o novo trabalho de Rosa Marya Colin traz o blues e o jazz no seu DNA, em algumas de forma direta, como Um Blues Para Rosa (Lula Barbosa-Celso Prudente), Depois das Seis (Sylvia Patricia), Man (Alzira Espindola-Itamar Assumpção) e Eu Canto Esse Blues (Arlindo Cruz-Rogê Cury-Gabriel Moura), em outras no tempero, como em Giz (Renato Russo-Marcelo Bonfá-Dado Villa-Lobos), Mas Até Lá (Roney Giah) e É Por Você Que Vivo (Rosa Maria e Tim Maia).

General da Banda (José Alcides-Satiro de Melo-Tancredo Silva), maior sucesso do grande e saudoso Blecaute, é relido com grande impacto. Tema de Eva (Taiguaira) prima pela delicadeza. E o final fica com Alma Cigana (Edu Rocha e Orlando) na qual a intérprete, a capella, se incumbe de todas as vozes de forma magistral.

Os arranjos são precisos, sem excessos ou ausências sonoras, no ponto certo. E Rosa demonstra um domínio pleno de sua potência vocal, sem arroubos exagerados ou contenção excessiva, dando a cada nota e a cada palavra o que elas pedem. Ela mostra que conhece todos os atalhos, proporcionando ao ouvinte maciças doses de prazer auditivo. Blues, jazz, folk, rock, MPB, tudo aqui soa às mil maravilhas, vindos de uma profissional que respeita cada canção que escolhe com muito bom gosto para seu repertório.

Em uma boa sacada que acaba valorizando a versão física do álbum, Rosa traz como bônus nada menos do que a íntegra de outro álbum da intérprete, Vagando, lançado pela Gravadora Eldorado em 1980 e há algum tempo fora de catálogo. Trata-se de um disco mais próximo da estética da MPB, no qual a intérprete encanta com Dancing Cassino (Fátima Guedes), Vagando (Paulinho Pedra Azul), Coração de Strass (Paulinho Nogueira e Zezinha Nogueira), Romeiros (Djavan) e Espírito do Som (Chico Evangelista e Pericles Cavalcante). Discaço!

É um exercício de apreciação bem interessante ouvir as 10 faixas de Rosa e logo a seguir as 10 de Vagando, comparando as nuances da intérprete aos 34 anos de idade e em sua fase atual. Mas posso adiantar que ambas as versões são maravilhosas. Essa cantora encantadora, cujo maior hit foi a releitura de California Dreamin’ (dos The Mamas And The Papas) em 1988, merece a sua atenção. Aliás, na verdade, você merece, mesmo, é ser encantado, hipnotizado e cativado por essa voz maravilhosa. Um bálsamo para tempos difíceis!

Ouça Rosa e Vagando em streaming:

Célia tem seu álbum de estreia relançado em vinil pela Polysom

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Por Fabian Chacur

A série Clássicos em Vinil, da Polysom, tem resgatado lançamentos importantes da história da MPB, no formato vinil de 180 gramas. O novo item da coleção foi, mais uma vez, escolhido a dedo. Trata-se de Célia, autointitulado álbum de estreia desta brilhante cantora paulistana (1947-2017), uma das melhores de sua geração e que merecia ter tido muito mais sucesso comercial e reconhecimento do que o obtido em seus 70 anos de vida. Ouça esse trabalho e sinta o porquê.

Lançado em 1971 pela gravadora Continental, este disco conta com a produção do jornalista Walter Silva, célebre por seu programa O Pickup do Picapau, em parceria com o músico e maestro Pocho Perez. Além do próprio Pocho, os arranjos das músicas foram divididos entre mestres indiscutíveis da nossa música. São eles Rogério Duprat, um dos grandes nomes ligados ao Tropicalismo, Arthur Verocai, um craque trabalhando para os outros e também para seus próprios trabalhos, e José Briamonte, que naquela época trabalhou alguns dos artistas mais importantes da nossa música.

O repertório de 11 músicas traz a assinatura de nomes então emergentes, como Joyce Moreno, Ivan Lins, Ronaldo Monteiro de Souza, Toninho Horta, Antonio Adolfo e Tibério Gaspar. Com uma afiada mistura de MPB com elementos de música pop, o disco traz maravilhas do porte de Adeus Batucada, No Clarão da Lua Cheia, Abrace Paul McCartney Por Mim e Fotograma. Nelas, a voz quente e envolvente de Célia se mostra um instrumento humano absurdo, exacerbando a beleza inerente em cada uma dessas belas canções. Tipo do disco que você não pode deixar de ouvir, hoje e sempre.

Célia (primeiro LP)- ouça em streaming:

ClaudetteSoares-AlaídeCosta são realmente o fino da bossa

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Por Fabian Chacur

Muitas homenagens aos 60 anos da Bossa Nova estão sendo feitas neste ano, e uma das mais louváveis e bem realizadas acaba de chegar às lojas e às plataformas digitais. Trata-se do estupendo álbum 60 Anos de Bossa Nova, lançado pela gravadora Kuarup e que reúne duas expoentes do gênero, as cantoras Claudette Soares e Alaíde Costa. O show de lançamento no Rio ocorre nesta terça (9) às 21h o Theatro Net Rio (rua Siqueira Campos, nº 143- 2º piso- fone 0xx21-2147-8060), com ingressos de R$ 50,00 a R$ 100,00.

As cariocas Claudette e Alaíde estavam na área quando João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e outros mestres desse naipe deram o pontapé inicial no gênero musical que somou o swing do samba com a elaboração do jazz. Foram participantes desde o começo, e ajudaram a divulgar essa “batida diferente” no Rio e principalmente em São Paulo, onde elas se radicaram ainda na década de 1960. Ou seja, as moças possuem conhecimento suficiente para encarar a tarefa.

Com produção musical a cargo de Thiago Marques Luiz, que há muito já virou uma verdadeira grife desses projetos envolvendo craques da nossa música com muita estrada nas costas, as duas intérpretes foram acompanhadas no show que deu origem ao álbum e gravado em 23 de março de 2018 em São Paulo no Teatro Itália por Giba Estebez (produção musical, arranjos e piano), Renato Loyola (baixo acústico) e Nahame Casseb (bateria, o célebre Naminha, que integrou o grupo Língua de Trapo na década de 1980).

Com arranjos classudos e despojados a acompanha-las, as cantoras deram conta do recado diante de um repertório composto por 18 faixas, sendo algumas delas pot-pourris. Em alguns momentos elas atuam juntas, mas na maior parte se incumbem de blocos solo. A seleção traz canções integrantes do songbook máximo da bossa, entre as quais Insensatez, Dindi, Caminhos Cruzados, Chega de Saudade, O Barquinho, Os Grilos, Oba-la-la e Vem Balançar, só para citar algumas.

Os estilos das protagonistas se mostram bem claros. Alaíde é mais contida, discreta e doce, brilhando muito nos momentos intimistas. Por sua vez, Claudette é serelepe, sabendo alternar partes introspectivas com momentos de puro swing, encantando e sendo capaz de conquistar até o ouvinte mais distante e cético em relação ao gênero musical homenageado. A interação entre as duas é ótima e cordial, proporcionando momentos de raro prazer ao ouvinte.

60 Anos de Bossa Nova flui deliciosamente em sua viagem encantadora pelas preciosidades bossa novísticas, e demonstra que Claudette e Alaíde se mantém em plena forma, capazes ainda de oferecer a seus inúmeros fãs shows maravilhosos e discos com este altíssimo padrão artístico e técnico. Prova mais do que concreta de que elas continuam o fino da bossa, 60 anos depois, e que esse repertório é para sempre.

60 Anos de Bossa Nova- ouça em streaming:

Angela Maria, um marco para os fãs da música brasileira

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Por Fabian Chacur

Angela Maria entrou no meu universo de fã de música lá pelos idos de 1977. Vá Mas Volte, composição do saudoso Wando e gravada por ela, entrou na trilha sonora da novela global Duas Vidas, e não demorou para se transformar em um monstruoso sucesso nacional. Uma dessas baladas matadoras, mereceu uma interpretação que mistura precisão e muita emoção, dando à intérprete a chance de conquistar novos fãs.

Esse verdadeiro ícone da canção brasileira nos deixou neste sábado (29) em São Paulo, aos 89 anos, e felizmente teve a chance de receber as flores em vida. Ela estava internada há 34 dias, e foi vítima de uma infecção generalizada. Seu mais recente álbum saiu em 2017, o elogiado Angela Maria e as Canções de Roberto & Erasmo, e em 2015 o jornalista Rodrigo Faour lançou Angela Maria, a Eterna Cantora do Brasil, uma biografia caudalosa e à altura da artista enfocada.

Nascida em 13 de maio de 1929 com o nome de batismo Abelim Maria da Cunha, a cantora iniciou sua carreira contra o desejo de seus familiares, e foi por isso que, em 1947, adotou o nome artístico Angela Maria, como forma de não ser percebida por eles. Mas com tanto talento, isso um dia teria de acabar. Como deixar aquela pequena e bela intérprete longe dos holofotes?

Angela foi uma das últimas grandes estrelas da chamada era do rádio, e a partir do lançamento de seu primeiro disco, em 1951, logo conquistou um verdadeiro séquito de fãs. Entre eles, estava o então presidente Getúlio Vargas, que deu a ela o apelido de Sapoti, que a acompanhou durante toda a sua longa e bem aproveitada vida.

Com um vozeirão de timbre extremamente agradável de se ouvir, ela emplacou sucessos como Babalu, a já citada Vá Mas Volte, Gente Humilde e uma dezena de outros. Ao contrário de várias colegas de geração, ela sempre soube se renovar, mantendo dessa forma uma popularidade suficiente para sempre atrair as atenções de imprensa, TV e rádio.

Citada como influência por artistas como Elis Regina, Milton Nascimento e Ney Matogrosso, só para citar alguns, Angela Maria teve boas parcerias com Cauby Peixoto e Agnaldo Timóteo, sendo que ela se mostrou decisiva para impulsionar a carreira artística deste último. Romântica até a medula, mas sem nunca perder a classe, ela se tornou um verdadeiro mito da canção brasileira.

Angela Maria era uma das últimas representantes da era do rádio ainda entre nós, e soube se manter durante todos esses anos na ativa, com muita dignidade e qualidade artística. Um verdadeiro exemplo para as novas gerações de cantoras. Mais uma perda difícil de assimilar para um país que tem vivido tantas dificuldades. Descanse em paz, Sapoti!

Vá Mas Volte-Angela Maria:

Vânia Bastos volta a SP com a homenagem a Pixinguinha

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Por Fabian Chacur

Desde sua estreia, em abril de 2013, o show Concerto Para Pixinguinha, de Vânia Bastos e Marcos Paiva, não só passou por palcos nobres e plateias idem como também gerou o elogiadíssimo CD homônimo (leia a resenha de Mondo Pop aqui). Com novo cenário e figurinos, o espetáculo volta a São Paulo nesta terça(7) às 21h no Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, nº 740- Campos Elísios- fone 0xx11-3226-7300), com ingressos custando de R$ 30,00 a R$ 80,00.

O show, assim como o CD, oferecem ao público uma caprichada seleção de clássicos do repertório de Pixinguinha (1897-1973), um dos nomes mais importantes da história da nossa música popular, dono de uma obra densa e deliciosa. Aquela incrível combinação de letras poéticas e melodias que, embora sofisticadas, tem o eterno dom de cativar os ouvintes de todas as faixas etárias e classes sociais. Vânia e Paiva souberam reler essas canções com reverência e ousadia.

Vânia terá a seu lado no show o Marcos Paiva Quarteto, integrado por seu experiente líder no contrabaixo, arranjos e direção musical, Cesar Roversi (sax tenor e soprano, clarinete e flauta), Jônatas Sansão (bateria) e Nelton Essi (vibrafone). Canções como Rosa, Carinhoso, Isso É Que É Viver e Urubu Malandro são alguns dos destaques. O CD foi lançado pelo selo Conexão Musical, de Fran Carlo e Petterson Melo, em parceria com a gravadora Atração Fonográfica.

Após ter se destacado na primeira metade dos anos 1980 como integrante da célebre banda Sabor de Veneno, de Arrigo Barnabé, Vânia Bastos lançou seu primeiro álbum solo em 1986. Desde então, firmou-se como intérprete talentosa e de muito bom gosto na seleção de repertório, dedicando projetos a Edu Lobo, Tom Jobim, Caetano Veloso, Clube da Esquina e Pixinguinha, firmando-se como dona de uma das mais consistentes carreiras entre as melhores cantoras brasileiras.

Concerto Para Pixinguinha- Vânia Bastos e Marcos Paiva:

Izzy Gordon mostra seu novo álbum com show em Sampa

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Por Fabian Chacur

A garota tem sangue nobre na área musical. Filha do excelente cantor Dave Gordon, sobrinha da inesquecível Dolores Duran… No entanto, a moça em questão, a cantora Izzy Gordon, há muito dispensa esses atributos como forma de ser reconhecida, pois seu talento gerou belos frutos nessas mais de três décadas de carreira. Ela mostra em São Paulo o seu novo trabalho, o álbum Pra Vida Inteira, com show nesta quinta (2) às 21h no Sesc 24 de Maio (rua 24 de Maio, nº 109- Centro- fone 0xx11-3350-6300), com ingressos de R$9,00 a R$ 30,00.

Pra Vida Inteira, já disponível nas principais plataformas digitais, é o quarto álbum solo de Izzy, cuja carreira começou a deslanchar após sua participação com destaque no premiado musical Emoções Baratas, dirigido no fim dos anos 1980 pelo diretor José Possi Neto. O trabalho traz oito faixas, sendo cinco inéditas e três releituras.

As recriações são Lata D’Água, hit de Elza Soares, Boa Noite, de Djavan, e Ideias Erradas, parceria de Dolores Duran com J. Ribamar. Entre as inéditas, temos Together, parceria dela com seu diretor musical neste trabalho, o excelente tecladista e arranjador Rogerio Rochlitz. A mixagem e gravação do álbum ficaram a cargo de outro cara talentoso e experiente, Alexandre Fontanetti.

No show desta quinta, Izzy terá a seu lado os músicos que gravaram com ela: Rogerio Rochlitz (teclados), Gilberto de Syllos (baixo) e Thiago Silva (bateria). Farão participações especiais o cantor Tony Gordon, irmão da intérprete, e o lendário trombonista Bocato. Bom elenco para acompanhar uma cantora que já recebeu elogios de Bono (com o qual até deu uma canja) e Quincy Jones.

Lata D’Agua/Pra Vida Inteira– Izzy Gordon:

Joyce Moreno lança um belo e envolvente novo single no ar

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Por Fabian Chacur

Em 31 de janeiro, Joyce Moreno celebrou 70 anos de uma vida muito bem dedicada à música. Em termos profissionais, já temos meio século de atuação dessa seminal e incrível cantora, compositora e violonista carioca. Para celebrar essa segunda efeméride, ela acaba de lançar um novo e contagiante single, já disponível nas plataformas digitais. Trata-se da deliciosa A Velha Maluca, que pode ser o prenúncio de um novo álbum.

Aliás, esse single está sendo divulgado como o início dessa comemoração. E tem de festejar, mesmo, pois essa jovial e inquieta artista esbanja energia, criatividade e poder de seduzir seus fãs pelos quatro cantos do mundo. Com uma letra muito bem-humorada e aquela batida de violão que marca sua produção, além do acompanhamento perfeito de sua banda, a moçoila esbanja swing e nos diverte com versos como “a velha maluca já viu coisas demais”.

E olha que o álbum de inéditas mais recente dela saiu no ano passado, Palavra e Som, bastante elogiado e com participação especial do amigo Dori Caymmi. Joyce conseguiu em seu trabalho unir o violão da bossa nova com elementos de várias vertentes da música brasileira e também com elementos de jazz. Sua discografia é belíssima, com destaque para o incrível Feminina (1980), um dos melhores álbuns de todos os tempos. Mais do que nunca, queremos ouvir Joyce Moreno!

A Velha Maluca– Joyce Moreno:

Elza Soares assina com a Deck e prepara um novo trabalho

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Por Fabian Chacur

Ainda em meio à ótima repercussão de seu mais recente CD, A Mulher do Fim do Mundo (2016), Elza Soares prova mais uma vez que não é de ficar parada. A incrível diva da música brasileira anuncia que assinou com a gravadora Deck, após 21 anos atuando como artista independente. O primeiro trabalho na nova casa está previsto para sair em abril, e já possui título: Deus é Mulher.

As gravações do que virá a ser o 33º álbum de Elza estão sendo realizadas no Rio e em São Paulo, respectivamente nos estúdios Tambor e Red Bull. Com direção artística de Romulo Froes e produção musical de Guilherme Kastrup, marcam presença os músicos Marcelo Cabral (baixo e bass synth), Rodrigo Campos (cavaquinho e guitarra), Kiko Dinucci (guitarra, sintetizador e sampler), Mariá Portugal (bateria, percussão e MPC) e Maria Beraldo (clarinete e clarone).

No press release que divulgou as novidades de Elza, o álbum anterior da cantora é definido como propondo o fim de uma era essencialmente machista e preconceituosa. O novo, uma espécie de consequência do anterior, sugere o nascimento de uma nova era conduzida pela energia feminina. A sonoridade tem tudo para seguir essa instigante mistura de samba, MPB, soul, jazz e música eletrônica que tem marcado o trabalho da artista nos últimos anos e revigorou sua trajetória musical.

Mulher do Fim do Mundo– Elza Soares:

Joyce Cândido faz show no RJ para celebrar a sua carreira

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Por Fabian Chacur

Em 2006, Joyce Cândido lançou Panapaná, seu primeiro CD. Desde então, esta cantora, compositora e pianista viu seu currículo aumentar bastante, com o direito a vários lançamentos, shows no Brasil e exterior e a ter fãs ilustres como Chico Buarque, João Bosco, Jorge Aragão, Milton Nascimento e Bibi Ferreira. Ela celebra essa década com show nesta terça (12) no Rio às 21h no Theatro Net Rio (rua Siqueira Campos, nº 143- Copacabana- fone 0xx21-2147-8060), com ingressos a R$ 60,00 (balcão) e R$ 80,00 (plateia).

Joyce Cândido é daquelas raras artistas que procurou se preparar de forma consistente para desenvolver o seu talento inerente. Ela estudou piano em Marília (SP) e se formou em música na Universidade Estadual de Londrina (PR), cidade na qual residia quando lançou o seu disco de estreia. Logo a seguir, mudou-se para Nova York, onde estudou canto, dança e teatro no Broadway Dance Center, além de cantar no circuito de bares daquela cidade americana.

Ao voltar ao Brasil, gravou o CD O Bom e Velho Samba Novo (2011). Em 2013, saiu o DVD/CD O Bom e Velho Samba Novo- Ao Vivo, com participações especiais de João Bosco, Elza Soares, Toninho Geraes e Carlinhos de Jesus. O EP O Que Sinto (2015), o CD Imaginidade (2017) e o recém-lançado single Fino Trato são seus outros lançamentos. Ela também participou do sambabook de Jorge Aragão.

Em sua apresentação no Theatro Net Rio, Joyce dará uma geral em seu repertório, concentrado basicamente em samba e MPB, e contará com as participações especiais de Badi Assad, Toninho Geraes, Fabiano Salek, Alceu Maia, Rildo Hora e Carlinhos de Jesus, entre outros. Boa oportunidade para se conferir essa talentosa artista de 34 anos.

Cê Pó Pará (ao vivo)- Joyce Cândido:

Aiace lança um clipe do dueto com o grande Luiz Melodia

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Por Fabian Chacur

A cantora baiana Aiace acaba de lançar um videoclipe no qual interpreta a música Samba é Sacerdócio, parceria do seu pai, Gileno Felix, com o produtor e músico Paulo Mutti. O registro foi feito em estúdio e é histórico, pois mostra a participação especial do grande Luiz Melodia, provavelmente uma de suas últimas gravações. O samba com elementos afro ficou delicioso, e mostra uma bela química entre os dois cantores.

Aiace conheceu Melodia em um sarau, e logo surgiu uma sintonia musical entre os dois que desembocou na gravação desse swingado dueto. A faixa integra o repertório do seu primeiro trabalho solo, Dentro Ali, que traz faixas como De Qualquer Maneira e Nega Margarida e deverá estar disponível nas principais plataformas digitais em novembro.

Além da recém-iniciada trajetória individual, a jovem artista baiana faz parte da elogiada banda Sertanília, na ativa desde 2010 e com um ótimo currículo de apresentações e participações em premiações e eventos bacanas, além de contar com dois álbuns em sua discografia, Ancestral (2012) e o recente Gratia (2017).

Samba é Sacerdócio (clipe)- Aiace e Luiz Melodia:

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