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Robert Plant lançará coletânea com três gravações inéditas

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Por Fabian Chacur

Uma das ocupações que Robert Plant vem tendo nos últimos tempos é apresentar Diggin Deep With Robert Plant, podcast com novos episódios disponibilizados a cada duas semanas nas quais ele toca músicas de várias fases de sua carreira-solo e conta histórias sobre suas gravações. Como forma de ter um produto ligado ao projeto, a Warner Music programa para o dia 2 de outubro nas plataformas digitais o lançamento da coletânea Diggin Deep: Subterranea, cujo formato CD duplo ainda não está confirmado para o mercado brasileiro.

Trata-se de uma viagem pelos 11 álbuns-solo do ex-cantor do Led Zeppelin. São 30 faixas, sendo três delas gravações inéditas. Charlie Patton Highway (Turn It Up- Part 1) é a primeiras a ser divulgada de Band Of Joy Volume 2, álbum que Plant promete lançar em um futuro não muito distante.

Nothing Takes The Place Of You, do artista de Nova Orleans Toussaint McCall, é um clássico do soul já gravado por ele e por artistas do calibre de Al Green, Brook Benton, Isaac Hayes, Joss Stone e Tab Benoit. Fecha o trio de novidades a releitura de Too Much Alike, de Charley Feathers, que ele interpreta em dueto com a cantora folk americana Patty Griffin.

Entre o repertório selecionado, lamente-se a ausência da sensacional Tall Cool One, lançada em 1988 no álbum Now And Zen e na qual ele contava com a participação do ex-colega de Led Zeppelin Jimmy. De resto, temos ótimas faixas na compilação, como Hurting Kind, Ship Of Fools e Heaven Knows.

Eis as faixas de Digging Deep:

1. Rainbow

2. Hurting Kind

3. Shine It All Around

4. Ship of Fools

5. Nothing Takes the Place of You *

6. Darkness, Darkness

7. Heaven Knows

8. In the Mood

9. Charlie Patton Highway (Turn It Up – Part 1) *

10. New World

11. Like I’ve Never Been Gone

12. I Believe

13. Dance with You Tonight

14. Satan Your Kingdom Must Come Down

15. Great Spirit (Acoustic)

16. Angel Dance

17. Takamba

18. Anniversary

19. Wreckless Love

20. White Clean & Neat

21. Silver Rider

22. Fat Lip

23. 29 Palms

24. Last Time I Saw Her

25. Embrace Another Fall

26. Too Much Alike (Feat. Patty Griffin) *

27. Big Log

28. Falling in Love Again

29. Memory Song (Hello Hello)

30. Promised Land

* Inéditas

Hurting Kind (clipe)- Robert Plant:

Sheryl Crow esbanja talento e maduridade em trabalho ao vivo

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Por Fabian Chacur

Quando o tema é grandes nomes femininos do rock, dificilmente alguém coloca Sheryl Crow no primeiro escalão. E isso é uma baita de uma injustiça. Algumas razões possíveis ficam por conta de a cantora, compositora e musicista americana ter perfil discreto, não apelar, não se deixar levar por modismos e ser uma fiel seguidora do rock and roll da escola Bob Dylan, Tom Petty, Eric Clapton e outros deste porte. A moça provou mais uma vez sua excelência em Live At The Capitol Theatre (2018), lançado no exterior no formato CD duplo+Blu-ray. Coisa finíssima!

O home vídeo, que integra atualmente a programação do canal a cabo brasileiro Bis, flagra Sheryl em gravação realizada no dia 10 de novembro de 2017 no imponente Capitol Theatre, em Port Chester, New York, local onde monstros sagrados do porte de Dylan, Clapton e o Grateful Dead se apresentaram, e onde ela nunca havia tocado antes. A cantora, então, encerrava a turnê de divulgação de seu mais recente álbum, Be Myself (2017).

Acompanhada por um sexteto caprichado no qual se destacam Peter Stroud (guitarra), Josh Grange (pedal steel guitar) e Jennifer Gunderman (teclados), a roqueira americana mostra sua desenvoltura se alternando entre violão, baixo e guitarra, além de cantar com uma voz potente e com assinatura própria que se mostra afiadíssima aos 55 anos (idade da cantora na época, pois em 11 de fevereiro ela completará 58 anos).

Com boa presença de palco e muita simpatia, Sheryl Crow realiza uma bela viagem pelos seus maiores hits, entre os quais All I Wanna Do, Leaving Las Vegas, If It Makes You Happy, a sublime releitura de The First Cut Is The Deepest (de Cat Stevens, hoje Yusuf) e Soak Up The Sun.

Seis faixas foram selecionadas de Be Yourself, todas ótimas, especialmente a canção que dá nome ao álbum, Atom Bomb e Halfway There. São 21 músicas que nos dão um belo panorama de uma carreira-solo que ultrapassou os 25 anos e é repleta de shows e discos de sucesso. Ela nos visitou em 1995, abrindo os shows de Elton John, e em 2001, no Rock in Rio, com performances impecáveis.

A grande lição que Sheryl Crow nos dá é que, sim, é possível seguir um rumo mais conservador em termos musicais sem necessariamente cair na mesmice ou na mera repetição de fórmulas já apresentadas anteriormente com sucesso. Basta ter o talento, a convicção e a segurança desta grande artista.

O vídeo também traz trechos de uma entrevista na qual a cantora fala sobre sua vida, incluindo a afirmação de que decidiu ter uma carreira-solo ao integrar a banda de Michael Jackson durante a turnê Bad, quando percebeu que gostaria de liderar seu próprio grupo. Vale lembrar que, naqueles shows, ela dividia o microfone com o chefão na música I Just Can’t Stop Loving You, fazendo ao vivo as partes de Siedah Garrett na gravação de estúdio.

All I Wanna Do (ao vivo)- Sheryl Crow:

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