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Linda Ronstadt brilha em álbum ao vivo inédito gravado em 1980

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Por Fabian Chacur

Com mais de 35 álbuns lançados em seus 50 anos de carreira discográfica, Linda Ronstadt nunca havia nos ofertado um disco gravado ao vivo. Pois essa lacuna acaba de ser preenchida de forma brilhante com Live In Hollywood, que a Warner Music lançou nos formatos CD e vinil no exterior, e também nas plataformas digitais de todo o mundo. Eis um registro sensacional de uma cantora considerada uma das grandes da história do country rock, e não só dele, por sinal.

Infelizmente, esta icônica artista se afastou do cenário musical em 2011. Em agosto de 2013, revelou a razão: é portadora do mal de Parkinson, que a impede de desempenhar o dom que a tornou capaz de emplacar três álbuns no topo da parada americana, de ganhar 13 troféus Grammy, vender mais de 30 milhões de discos em todo o mundo, entrar no Rock And Roll Hall Of Fame e ser considerada a pioneira entre as roqueiras solo a lotar grandes arenas, na década de 1970.

Live In Hollywood foi gravado ao vivo em um show registrado para exibição no canal a cabo HBO em 24 de abril de 1980 no Television Center Studios, em Hollywood. Aos 33 anos (completaria 34 no dia 15 de julho daquele mesmo ano), a moça vivia o auge em termos de popularidade, estando no início da turnê que divulgou o álbum Mad Love, lançado dois meses antes e que atingiu o terceiro lugar na parada ianque graças a hits como I Can’t Let Go e How Do I Make To You, que por sinal fazem parte do set list do show que gerou este trabalho ao vivo.

O elenco de músicos que a acompanha no show é uma verdadeira seleção de craques da cena de Los Angeles, mais precisamente do bittersweet rock e do country rock. O saudoso Kenny Edwards (guitarra), que esteve a seu lado no efêmero (porém influente) grupo The Stone Poneys em 1967-1968 e depois se tornou seu braço direito, Danny Kortchmar (guitarra), Dan Dugmore (pedal steel), Russell Kunkel (bateria), Bob Glaub (baixo), Bill Payne (do grupo Little Feat, teclados), Wendy Waldman (vocais de apoio) e Peter Asher (seu produtor, percussão e vocais de apoio). Um timaço, nomes que você encontra em discos das feras dessa praia, tipo James Taylor, Jackson Browne e tantos outros.

Além das músicas do álbum mais recente, ela também nos mostra hits bacanas do seu repertório, entre os quais uma explosiva releitura de You’re No Good com direito a belas performances dos músicos, incluindo um solo de guitarra espetacular de Kenny Edwards. Outras canções matadoras são Just One Look, Back In The U.S.A. e Desperado. Aliás, vale recordar que esta última foi composta e gravada originalmente por uma banda que em 1971, por alguns meses, foi sua banda de apoio, e deixou a função para se aventurar no voraz mundo do rock. Seu nome: The Eagles, ninguém menos do que eles.

Coincidência ou não, Live In Hollywood sai no ano em que a carreira-solo de Linda Ronstadt completa 50 anos, ela que anteriormente havia gravado três álbuns com os Stone Poneys. Em 1969, a cantora lançou Hand Sown…Home Grown, e se criou no cenário do clube Troubadour (West Hollywood, California), que revelou ela, os Eagles, Jackson Browne, James Taylor, Carole King (como cantora) e até mesmo o britânico Elton John (que iniciou sua conquista do mercado americano com um show lá em 1970).

Com forte veia roqueira, Linda no entanto não se limitou a esse estilo musical em sua carreira. Quando criança e adolescente, ouviu literalmente de tudo na casa dos pais, e a partir da década de 1980, deu vasão a essa veia eclética gravando standards do jazz, música mexicana, gospel, ópera e até new age. Entre esses trabalho, destacam-se os gravados com direção do célebre arranjador e maestro Nelson Riddle (que trabalhou com Frank Sinatra) e o grupo Trio, que integrou ao lado das amigas Dolly Parton e Emmylou Harris. Vale recordar que ela foi uma das primeiras a gravar músicas de Elvis Costello.

Eis as músicas de Live In Hollywood:

1. I Can’t Let Go
2. It’s So Easy
3. “Willin’
4. Just One Look
5. Blue Bayou
6. Faithless Love
7. Hurt So Bad
8. Poor Poor Pitiful Me
9. You’re No Good
10. How Do I Make You
11. Back In The U.S.A.
12. Desperado”

You’re No Good (ao vivo)– do álbum Live In Hollywood:

Karla Bonoff lançará disco de estúdio com boas novidades

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Por Fabian Chacur

A excelente cantora, compositora e musicista americana Karla Bonoff (saiba mais sobre ela aqui) divulgou em seu site oficial que em breve lançará um novo trabalho. Trata-se de Carry Me Home, CD independente que será o seu primeiro trabalho de estúdio desde New World (1988) e em qualquer configuração desde o duplo ao vivo Karla Bonoff Live (2007).

Carry Me Home trará 16 faixas, sendo 13 delas releituras de músicas importantes do repertório da artista, entre as quais Home, Someone To Lay Down Beside Me, All My Life e Tell Me Why , e três novidades. São elas a releitura de Something Fine, lançada pelo autor Jackson Browne em seu autointitulado álbum de estreia, de 1972, Carry Me Home, composição inédita de Karla, e On My Way To Heaven, do saudoso Kenny Edwards (1946-2010), que trabalhou com ela por mais de duas décadas.

O formato da gravação foi bem minimalista. Além da protagonista nos vocais e piano, temos a guitarrista Nina Gerber, e em alguns momentos os vocais de Glenn Phillips, cantor e líder da banda de rock alternativo Toad The Wet Sprocket, que fez sucesso especialmente durante a década de 1990. Vale informar que Bonoff tem feito vários shows nesse formato voz, piano e guitarra em sua fase mais recente, sempre com ótima repercussão por parte do público.

Conheça as faixas de Carry Me Home:

Home

All My Life

Carry Me Home

Tell Me Why

Rose In the Garden

Something Fine

Wild Heart of the Young

All the Way Gone

New World

On Your Way To Heaven

Daddy’s Little Girl

Restless Nights

Goodbye My Friend

Someone To Lay Down Beside Me

Lose Again

The Water Is Wide

All My Life- The Best Of Karla Bonoff (em streaming):

Debbie Harry aos 70 continua a eterna pin up do rock ‘n’ roll

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Por Fabian Chacur

A “classe de 1945” é repleta de grandes nomes da música. Estão chegando aos 70 anos (em vida ou em memória) gênios do porte de Eric Clapton, Raul Seixas, Elis Regina, Ivan Lins, Bob Marley e Pete Townshend, só para citar alguns. Neste 1º de junho, chegou a vez da pin up do rock and roll, a genial cantora e compositora americana Debbie Harry. Outro ícone da música pop.

Nascida em Miami e criada em New Jersey e Nova York, Debbie demorou a mergulhar de cabeça na carreira de cantora. Antes de isso ocorrer, foi vocalista de apoio, dançarina de boates e até mesmo coelhinha da Playboy, atuando em um dos clubes de Hugh Hefner. Aí, conheceu o guitarrista e compositor Chris Stein, e sua vida enfim tomaria o rumo certo, já aos 30 anos de idade.

Com ele, que se tornaria seu parceiro musical e afetivo, criou a banda Blondie, que se tornou conhecida atuando em lugares como o célebre CBGB e conseguiu um contrato com a Chrysalis Records, lançando o primeiro álbum em 1976. Em plena efervescência do punk rock, o Blondie aproveitou o som energético daquele movimento para ir além.

Pode-se dizer que Harry, Stein e sua turma foram fundamentais na criação da new wave, estilo roqueiro que propunha uma mistura de rock, funk, o então ainda incipiente rap, pop e o que mais pintasse com uma roupagem sacudida e calcada em boas melodias e batidas rítmicas. Como ponta de lança, a ótima voz e o visual blonde ambition de Harry.

Em pouco tempo, Debbie Harry se tornou um dos rostos mais marcantes do rock and roll. Lógico que só a beleza não conseguiria tornar a loira fatal tão marcante. Além de ótima voz, seu carisma nos palcos e as ótimas composições feitas por ela em parceria com Stein e os outros colegas de banda foram os responsáveis por tanto sucesso.

O catálogo do grupo americano inúmeras maravilhas. One Way Or Another, por exemplo, é o punch do punk lapidado rumo a uma pegada rocker mais tradicional. Rapture traz o rap para o olho do furacão pop em 1980, enquanto The Tide Is High faz o mesmo com uma releitura pop deliciosa do reggae. Heart Of Glass, por sua vez, com a então no auge disco music. E por aí vai. e vai muito bem.

E outros hits devem ser citados: Atomic, Call Me (bela parceria com Giorgio Moroder), Union City Blues, Picture This… Após 18 anos longe dos palcos, o grupo voltou à cena em 1999 com outro sucesso explosivo, Maria, e desde então vem se mantendo na ativa, tendo lançado um novo trabalho em 2014.

Como artista solo, Miss Harry também lançou alguns trabalhos bacanas, entre os quais Koo Koo (1981), produzido por Nile Rodgers e incluindo a ótima Backfired. Ela também atuou como atriz em diversos filmes, incluindo o perturbador Videodrome. Caso típico de incrível beleza externa e interna. Parabéns!!!

Heart Of Glass– Blondie:

One Way Or Another– Blondie:

Rapture– Blondie:

Call Me– Blondie:

Backfired– Debbie Harry:

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