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Patricia Marx procura fugir do tédio em seu novo álbum, Nova

Patricia Marx-400x

Por Fabian Chacur

Patricia Marx está de volta ao universo das canções inéditas, após o sucesso de seu álbum Trinta (2013), no qual releu sucessos de seus trabalhos anteriores. Apropriadamente intitulado Nova e lançado pela gravadora LAB 344, o novo CD da cantora e compositora paulistana nos oferece 14 faixas, com direito a letras em português e inglês, participações especiais bacanas e uma consistência artística compatível com sua extensa experiência artística.

Em entrevista a Mondo Pop, ela dá detalhes sobre o seu 13º álbum de carreira, além de falar sobre sua trajetória e novos projetos, um deles sendo uma parceria com Luciano Nassyn intitulada Trem da Alegria Celebration, na qual os dois integrantes do célebre grupo infantil de muito sucesso nos anos 1980 irão reler os hits daqueles tempos em shows ao vivo.

Mondo Pop- Como você define o álbum Nova, comparado com seus trabalhos anteriores?
Patricia Marx
– Consegui experimentar mais nesse álbum do que nos anteriores. Teve um ganho gigantesco, eram ideias que eu já tinha, e que agora consegui concretizar. É um disco no qual você vai descobrindo novas coisas a cada audição, tem sutilezas, como a faixa a capella Cathedral, por exemplo. A gravadora LAB 344 me deu liberdade para fazer isso, me deixou muito livre.

Mondo Pop- Em termos de estilo, musicalmente falando, que caminhos o Nova tomou?
Patricia Marx
– É um trabalho de pop, soul,com umas coisas estranhas no meio. Se eu me sinto me repetindo, fico entediada, sempre busco coisas novas. Não é uma mudança radical em relação ao que já fiz, mas a mudança está lá.

Mondo Pop- Como começou a sua parceria musical com o Herbert Medeiros, e qual a importância dele neste CD?
Patricia Marx
– O Herbert é um coautor desse álbum, meu braço direito, o parceiro musical perfeito, além de arranjador, músico, parceiro de composições. Começamos a trabalhar juntos quando ele era músico da banda do Trinta, inicialmente só como músico e depois como arranjador e tudo o mais.

Mondo Pop- O álbum tem algumas parcerias bem legais. Com o Paul Pesco, por exemplo.
Patricia Marx
– O Paul Pesco, produtor americano que trabalhou com Daryl Hall & John Oates, Madonna, Steve Winwood, Mary J. Blige e Miguel, entre outros, eu conheci através do Sérgio Martins (diretor e criador da LAB 344). Começamos a nos comunicar via whatsapp, ele de Nova York e eu e o Herbert daqui. Gostei demais de trabalhar com ele, que é muito rápido.

Mondo Pop- Tem outros parceiros bacanas, também, fale sobre eles.
Patricia Marx
– O Jorge Ailton, que toca na banda do Lulu Santos e lançou um disco solo há pouco (Arrembi, pela mesma LAB 344), é meu parceiro na música Lá No Espaço. O Marc Mac, da banda londrina 4Hero, fez letras em inglês. O Jair Oliveira é parceiro na música Luz Numa Lágrima, enquanto o rapper francês radicado no Canadá Lou Piensa participou da música Don’t Break My Heart.

Mondo Pop- Aliás, o disco mescla letras em inglês com outras em português. Isso tem um pouco a ver com a repercussão que seu trabalho tem no exterior, e do fato de você ter morado em Londres?
Patricia Marx
– Eu, por mim, teria feito um álbum inteiro em inglês, mas é muito bom cantar na minha língua, também. Desde 2001, quando morei em Londres, tive abertura para me divulgar no exterior, estou no mundo há algum tempo.

Mondo Pop- Para encerrar, diga algo sobre seus projetos para 2019.
Patricia Marx
– Farei um show para divulgar o Nova, vou bolar uma forma nova de fazer isso. Pretendo lançar uma biografia, e farei junto com o Luciano Nassyn o Trem da Alegria Celebration, uma série de shows com músicas do Trem de Alegria, cujos discos foram disponibilizados nas plataformas digitais.

You Showed Me How (clipe)- Patricia Marx:

Morgana Kurmann apresenta fase autoral com Hurricane

Morgana Kurmann - Hurricane (capa do single)-400x

Por Fabian Chacur

Aos 31 anos de idade, Morgana Kurmann dá o pontapé inicial em sua carreira autoral. Ela acaba de lançar nas plataformas digitais o single Hurricane, que é também a faixa-título de seu primeiro álbum, previsto para ser lançado em maio. Antes de se aventurar nesse universo de canções próprias, elas interpretou músicas alheias, formou-se em arquitetura, atuou como atriz e se preparou para esse importante passo em sua carreira.

O álbum traz 12 faixas escritas por Morgana, que mora desde 2004 em Araraquara (SP), e todas são em inglês. Ela explica a opção. “Sempre compus em inglês, por influência do que eu ouvia. Gravar em inglês no Brasil não é um caminho fácil, mas acho que há muitas pessoas por aqui que consomem música nesse idioma, e é o trabalho no qual acredito, é verdadeiro para mim”. Ela começou a compor algo em português recentemente, mas preferiu deixar para um futuro lançamento.

Hurricane, uma balada pop com sonoridade próxima do country moderno, curiosamente foi a última música composta para o álbum. “Essa música é uma espécie de resumo do tema do álbum, que é a briga entre o que é concreto e o que é abstrato, sobre como a gente planeja as coisas de um jeito e as coisas acontecem de outro”, teoriza.

Morgana buscou mostrar várias facetas de sua musicalidade no álbum. Ela cita a canção com arranjo jazzístico I’ll Let You In, a bossa estilizada meio longe Parallel World e a balada Searchin’ For You All Around como bons exemplos dessa diversidade. “Ouço muito pop, jazz, blues, soul e cantoras como Ella Fitzgerald, Aretha Franklin e Billie Holiday, busco nuances diferentes na minha voz, que vem de tudo o que ouço”.

A preocupação com sua preparação em termos musicais se reflete no fato de ela atualmente estudar canto lírico, mesmo sendo uma cantora pop, opção que ela justifica. “O canto lírico me ajuda a conhecer melhor a minha voz, o som que eu posso fazer, descobrir ainda mais os recursos do meu instrumento, a ter o domínio da minha voz”. Os arranjos das músicas foram feitos em parceria com o guitarrista Cleber Shimu, enquanto Deivid Leme dirigiu o clipe de Hurricane.

As gravações tiveram como local o estúdio Paulinas Comep, em São Paulo, a mixagem ficou por conta de Luis Paulo Serafim, e a masterização teve como realizador Mike Couzzi, na Florida (EUA). O álbum sairá em versões digital e física, sendo que esta última em uma tiragem inicial de 1.000 cópias viabilizadas pela Lei Rouanet e com o apoio do Grupo Curimbada (MG), Guabi Fios (SC) e Librelato (SC).

Hurricane– Morgana Kurmann:

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