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Carole King conta sua bela história em Natural Woman

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Por Fabian Chacur

Em uma época na qual a participação feminina no mundo da música parece aumentar e ser mais valorizado, nada melhor do que relembrar a trajetória de uma pioneira no setor. Carole King é o tema do excelente documentário Natural Woman (2016), integrante da série American Masters, já lançado em DVD no exterior. O filme, com aproximadamente 60 minutos de duração, será exibido pelo Canal Bis nesta terça (22) às 13h30 e nesta quarta (23) às 10h na faixa Arquivo Musical, além de já estar disponível na plataforma de streaming pago do canal, a Bis Play.

Nascida em Nova York em 9 de fevereiro de 1942, Carole King começou a tocar piano ainda criança, e não demorou a dominar o instrumento. Ainda adolescente, já compunha, e em 1959 não só arrumou um parceiro para composições, o letrista Gerry Goffin, como ganhou de quebra um marido, pois eles se casaram naquele ano. O documentário registra bem esse período, no qual ela e Goffin escreviam músicas para outros artistas, emplacando hits clássicos como Up On The Roof, The Loco-Motion, One Fine Day, Chains, Will You Love Me Tomorrow, Take a Giant Step, Going Back e (You Make Me Feel Like a) Natural Woman, só para citar alguns dos mais bem-sucedidos.

Com uma mescla de entrevistas feitas em épocas diferentes (incluindo uma realizada especialmente para Natural Woman), a cantora, compositora e pianista relembra com franqueza a dolorosa separação de Goffin, o início de sua carreira como cantora, a parceria musical com James Taylor e o estouro do álbum Tapestry (1971), que vendeu milhões de cópias e a consagrou de uma vez por todas. Os problemas com os outros maridos, a dificuldade de fazer shows e ter de ficar semanas longe das filhas são outros temas muito bem abordados.

Foram aproveitadas imagens de vários momentos da vida de Carole, incluindo fofíssimas cenas de quando ela era criança e começava a tocar piano. Temos também deliciosos depoimentos de amigos e cúmplices do mundo da música como James Taylor, o guitarrista fantástico Danny Kortchmar, o produtor Peter Asher, o casal de compositores Barry Mann e Cynthia Weil, a letrista Toni Stern (parceria dela em hits como It’s Too Late), o produtor Lou Adler e outros.

Natural Woman aproveita muito bem o curto espaço de tempo para abranger uma brilhante carreira que beira 60 anos e equivale a um belíssimo cartão de apresentações para quem não tem muita ideia de quem seja essa tal de Carole King. Duvido que, após ver esse documentário, você não se disponha a ouvir mais, ver mais e saber mais sobre a obra dessa incrível artista, que além de ter uma obra incrível no pop-rock ainda arruma tempo para um ativismo civil muito importante. Temos até ela recebendo o importante prêmio Guershwin das mãos do então presidente americano Barack Obama em 2013.

Veja o trailer do documentário Natural Woman:

Carole King: 75 anos de ótima e brilhante trajetória musical

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Por Fabian Chacur

A primeira vez que ouvi a voz de Carole King na vida foi provavelmente quando It’s Too Late tocou muito nas rádios brasileiras, lá pelos idos de 1971. Mas o contato mais próximo ocorreu em 1973, quando meu saudoso irmão Victor comprou um compacto simples dela, trazendo as músicas Corazón de um lado e Believe in Humanity do outro. Pronto. Não parava mais de tocar aquele raio daquele disco. Ela ganhava mais um fã, entre os seus milhares (milhões?) em todo o mundo.

Miss King chega aos 75 anos nesta quinta-feira (9) como um dos grandes marcos da presença feminina na história do rock e da música pop. Essa cantora, compositora e pianista americana nasceu no dia 9 de fevereiro de 1942, e iniciou sua trajetória musical ainda adolescente. Nessa época, era amiga de dois jovens e ainda desconhecidos músicos, Paul Simon e Neil Sedaka. Este último não só teve um namorico com ela, como também compôs o hit Oh! Carol em sua homenagem.

Nessa época (fim dos anos 1950), era bastante comum o que se denominou de “canções-resposta”, ou seja, uma música respondendo à temática de outra, e Carole King gravou sua estreia como intérprete em 1959, com Oh! Neil. Na mesma época, conheceu o letrista Gerry Goffin, que se tornou não só seu parceiro de composições como de vida, mesmo. Eles ficaram casados entre 1959 e 1968.

Em termos musicais, Goffin & King virou uma verdadeira grife pop, assinando hits como Up On The Roof, The Loco-Motion, Chains, Will You Love Me Tomorrow, One Fine Day, Going Back, Pleasant Valley Sunday e (You Make Me Feel Like) A Natural Woman, gravadas por artistas do porte de Aretha Franklin, Beatles, The Drifters, The Monkees, The Byrds e inúmeros outros. De tanto ouvir elogios à sua voz nas demos que enviava aos artistas que gravavam suas composições, a moça resolveu dar a cara para bater e assumir uma carreira como intérprete.

Em 1968, seu casamento com Gerry Goffin se acabou, e ela criou ao lado dos músicos Charles Larkey (com que se casou a seguir) e Danny Kortchmar a banda The City, que lançou em 1968 um excelente e pouco ouvido álbum, Now That Everything’s Been Said. Em 1970, saía o ótimo Writer, 1º álbum solo, do qual participou um amigo recente que se tornou outro parceiro bacana, ninguém menos do que James Taylor.

Em 1971m essa parceria renderia belos frutos aos dois músicos. James Taylor se tornaria o verdadeiro astro maior do chamado bittersweet rock com o estouro do álbum Mud Slide Slim And The Blue Horizon, cuja faixa de maior sucesso, You’ve Got a Friend, é uma composição de Carole King, que participa do álbum. Por sua vez, a descendente de judeus enfim conseguiu um sucesso à altura de seu imenso talento, com o estouro de Tapestry.

Considerado um dos melhores discos de todos os tempos independente de gênero musical, Tapestry é uma verdadeira aula de música pop, com fortes doses de soul music, rock, folk, latinidade e country, com direito a belas melodias, letras confessionais e uma voz simplesmente deliciosa. Empurrado pelo incrível single It’s Too Late, dolorido retrato de uma separação entre um casal, o disco chegou ao topo da parada americana.

A partir daí, a carreira-solo de Carole King se tornou imensa, com direito a mais dois álbuns no topo da parada americana (Music, no mesmo 1971, e Wrap Around Joy, em 1974) e hits deliciosos como Jazzman, Corazón, Believe in Humanity e inúmeros outros.

A partir da década de 1980, sua produção discográfica tornou-se um pouco mais esparsa e sem o sucesso comercial de antes, mas a qualidade não caiu, vide os ótimos City Streets (1988) e Colour Of Your Dreams (1993), este último com direito a participação especial de Slash, do Guns N’ Roses, e o hit Now And Forever.

Em 1990, por sinal, Carole King esteve no Brasil pela primeira e por enquanto única vez para shows, tendo se apresentado em São Paulo no extinto Olympia. Não estive no show, mas participei da entrevista coletiva com ela, que se mostrou de uma simpatia impressionante. A ponto de ter tido uma reação bem-humorada a um jornalista desinformado que lhe perguntou sobre o seu “casamento” com James Taylor. “A Carly Simon chegou antes”, brincou.

Na ativa de forma tranquila desde então, ela voltou ao topo das paradas em 2010, quando lançou um histórico álbum gravado ao vivo com James Taylor, Live At The Troubadour (também disponível em DVD), que chegou ao quarto lugar na parada americana e os mostrou de volta ao histórico palco do Troubador, em Los Angeles, onde tocaram no início dos anos 70, pouco antes de estourarem.

Sem exageros ou radicalismos, Carole King teve presença atuante e decisiva na abertura de maiores espaços para as mulheres no universo do rock, abrindo as portas para inúmeras colegas que vieram depois. As belas canções que compôs fazem parte do songbook da música pop, que será relido eternamente. Afinal, o que é bom, é para sempre!!!

Corazón- Carole King:

Morre Gerry Goffin, 75 anos, grande letrista do pop rock

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Por Fabian Chacur

Foi anunciada nesta quarta-feira (19) a morte de Gerry Goffin, um dos melhores e mais bem-sucedidos letristas da história do rock e da música pop. Ele tinha 75 anos, e morreu de causas naturais em sua casa em Los Angeles, segundo divulgou sua esposa, Michelle. Sua parceira mais conhecida foi Carole King, com quem esteve casado entre 1959 e 1968.

Nascido no Brooklin (Nova York) em 11 de fevereiro de 1939, Gerry Goffin tornou-se conhecido inicialmente no mundo da música como um dos compositores do chamado Brill Building, prédio situado em Nova York que concentrava pequenas salas nas quais compositores profissionais compunham músicas para as mais diversas editoras musicais e artistas entre os anos 50 e 60.

A parceria de Gerry com a esposa Carole King se tornou uma das mais bem-sucedidas daquele cenário, com direito a hits marcantes. The Loco-Motion, por exemplo, ocupou os primeiros lugares nas paradas de sucesso em três décadas seguidas: anos 60 com The Shirelles, anos 70 com o Grand Funk Railroad e anos 80 com a australiana Kylie Minogue.

Os Monkees gravaram três músicas marcantes do casal, as maravilhosas Take a Giant Step, Porpoise Song e Pleasant Valley Sunday. Os Beatles incluíram Chains logo em seu álbum de estreia (Please Please Me), enquanto os Byrds gravaram com categoria e originalidade as psicodélicas Going Back e I Wasn’t Born To Follow.

Up On The Roof, lançada pelo grupo vocal The Drifters, também fez bastante sucesso nas releituras de Laura Nyro, James Taylor e da própria Carole King, que, mesmo separada de Gerry Goffin em 1968, continuou a gravar músicas feitas pelos dois. Aliás, vale ressaltar que Goffin também tem várias músicas de sucesso com outros parceiros.

Gladys Knight And The Pips, por exemplo, fizeram bastante sucesso com duas músicas assinadas por Gerry Goffin, as belíssima So Sad The Songs (escrita com Michael Masser) e I’ve Got To Use My Imagination (com Barry Goldberg). Goldberg é também coautor de It’s Not The Spotlight, que visitou as paradas nas vozes de Rod Stewart e Kim Carnes.

Outra canção que poucos associam a Gerry Goffin é a balada Nothing’s Gonna Change My Love For You, parceria com Michael Masser gravada originalmente por George Benson e tornada um grande sucesso em proporções mundiais em 1990 na releitura feita pelo cantor pop Glenn Medeiros. Até o trio vocal SNZ (das filhas de Pepeu Gomes e Baby do Brasil) gravou versão em português desta canção.

Gerry Goffin é um dos últimos compositores da era de ouro do pop rock a nos deixar, e sua classe e sutileza na hora de escrever certamente fará muita falta. Só nos resta, como de praxe, matar a saudade ouvindo as inúmeras gravações feitas de suas belas canções, sete delas atingindo o número 1 nos EUA, sendo um total de 59 ocupando o Top 10 por lá.

I Wasn’t Born To Follow – The Byrds:

Take a Giant Step– The Monkees:

Chains – The Beatles:

Will You Still Love Me Tomorrow– Carole King:

Morre fotógrafo de Tapestry, de Carole King

Por Fabian Chacur

Maldito espaço de título. Por restrições de número de caracteres, tive de produzir esse título besta acima para poder noticiar a morte do fotógrafo Jim McCrary, que nos deixou aos 72 anos.

McCrary morreu no dia 29 de abril, mas seu falecimento só foi anunciado agora, pelo jornal americano LA Times. Ele sofria de uma doença que afetava seu sistema nervoso, e estava na cidade de Palo Alto, na California.

Durante sua carreira profissional, Jim prestou serviços durante muitos anos para a gravadora A&M Records. Em 1971, ficou a seu cargo fazer a foto que acabou na capa de Tapestry, de Carole King, um dos melhores álbuns de todos os tempos em qualquer estilo musical e contendo faixas tocantes como It’s Too Late e I Feel The Earth Move.

Lou Adler, produtor daquele álbum e parceiro de McClary na A&M declarou ao LA Times que seu colega tinha a rara capacidade de entender perfeitamente o que os artistas desejavam para ilustrar seus LPs/CDs. “Vide a capa de Tapestry, na qual o gato de Carole King acabou entrando e dando um clima perfeito para a cena”, disse.

Capas de álbuns de artistas importantes como Joe Cocker e os grupos The Carpenters e Flying Burrito Brothers tiveram fotos de Jim McCrary.

Ouça It’s Too Late, com Carole King e James Taylor, ao vivo:

Filme mostra o berço dos singer-songwriters

Por Fabian Chacur

Há casas de shows que entram para a história pelos espaços importantes que abriram para artistas que posteriormente se tornaram ídolos e ícones da música.

Criada em 1957 em Hollywood, California, na lendária Santa Monica Boulevard (eternizada na letra da música All I Wanna Do, de Sheryl Crow), a Troubadour é uma das mais exemplares e icônicas.

Embora tenha proporcionado espaço para diversos estilos musicais e bandas e artistas iniciantes como Guns N’ Roses, Motley Crue, Radiohead, Franz Ferdinand e inúmeros outros, esse espaço é um dos principais marcos de uma praia específica, a dos singer/songwriters.

Inspirados na folk music, country e rock e tendo em Bob Dylan uma espécie de padrinho improvável, essa geração do rock apareceu no finalzinho dos anos 60, e teve em James Taylor e Carole King suas figuras de ponta.

Afinal, foi graças aos discos Sweet Baby James (1970) e Mud Slide Slim And The Blue Horizon (1971), de Taylor, e Tapestry, de Carole, que o também chamado bittersweet rock alçou voo rumo à estratosfera em termos artísticos e comerciais.

E o Troubaudor, clube criado pelo empresário e músico Doug Weston, serviu como base de lançamento de muitos astros associados a esse estilo, como Taylor, Carole, Linda Ronstadt, The Eagles e Elton John, que no início da carreira era bittersweet total e que fez lá, no dia 25 de agosto de 1970, seu primeiro show em território americano.

Pois acaba de ser lançado lá fora em DVD (em parceria dos selos Concord Music Group, Hear Music, Rhino Music e Warner) o documentário Troubadours – The Rise of The Singer-Songwriter,  que conta a história do movimento tendo o clube como gancho e mote.

Trazendo cenas da época misturadas a entrevistas feitas para o projeto com Taylor, Carole, Jackson Browne, David Crosby, Bonnie Raitt, Elton John e outros, trata-se de uma deliciosa viagem pelo surgimento e desenvolvimento de uma das mais interessantes vertentes da música pop.

Outro mote para o vídeo foi o show realizado em 2007 e registrado em DVD/CD reunindo James Taylor e Carole King para comemorar os 50 anos do clube, o fantástico Live At The Troubadour, que obteve a façanha de atingir o segundo lugar na parada americana, algo raro nos dias de hoje para astros de sua geração.

Os depoimentos são ótimos. Elton John, por exemplo, responde, ao ser questionado sobre uma possível mágoa de Doug Weston (morto em 1999) pelo fato de ele não ter mais tocado lá, após estourar mundialmente.

“Foi ótimo tocar no Troubadour, mas o que ele queria, que eu ficasse tocando lá para sempre?”.

Como brinde, temos um CD com dez músicas representativas da fase áurea do bittersweet rock dos anos 70.

Eis a seleção:

Sweet Baby James – James Taylor

Desperado – Linda Ronstadt

Dixie Chicken – Little Feat

Take Me To The Pilot– Elton John

Ol’ 55 – Tom Waits

Love Has No Pride – Bonnie Raitt

Sail Away – Randy Newman

Why Me – Kirs Kristofferson

It’s Too Late – Carole King

Obs.: o único problema do DVD é não ter legendas em inglês. Até que me dei bem ao ouvir as entrevistas, mas entender o que David Crosby fala, por exemplo, não é exatamente uma tarefa das mais simples…

Carole King e James Taylor brilham em reencontro emocionante no Troubadour

Por Fabian Chacur

O Troubadour é um pequeno clube situado na célebre Santa Monica Boulevard, em Los Angeles. Fundado em 1967, deu espaço para que vários nomes hoje mitológicos da música pop se apresentassem pela primeira vez com visibilidade de público e imprensa. Carole King e James Taylor estão entre eles.

Eles tocaram juntos lá em novembro de 1970. Na época, Carole já era conhecida como compositora, mas ainda dava seus primeiros passos para se tornar uma cantora de sucesso, enquanto Taylor acabava de lançar seu segundo álbum, Sweet Baby James.

No ano seguinte, a cantora, compositora e tecladista alcançaria o estrelato com Tapestry, uma das grandes obras-primas do rock da década de 70, com a dupla tocando por lá novamente.

Para celebrar aqueles anos importantes e intensos, os dois astros tocaram no Troubadour novamente em 2007, durante a celebração dos 40 anos do local, no qual também brilharam The Eagles, Linda Ronstadt, Daryl Hall & John Oates e Elton John.

Para alegria de quem não esteve por lá, a Universal Music acaba de lançar por aqui Live At The Troubadour, dobradinha DVD/CD que traz as 15 músicas tocadas por Carole King e James Taylor, todas extraídas de seus seminais Sweet Baby James e Tapestry.

Além da dupla, o show também conta com a participação dos músicos que os acompanhavam naquela época, os ótimos Danny Kortchmar (guitarra), Leland Sklar (baixo) e Russel Kunkel (bateria).

O show é emocionante em todos os sentidos. A execução das músicas respeita quase sempre os arranjos originais, com as vozes dos dois intérpretes ainda afiadas e afinadas, além de extremamente entrosadas. Os músicos dão um banho de swing e refinamento.

O repertório inclui alguns dos momentos mais brilhantes do chamado bittersweet rock (ou rock agridoce), entre os quais So Far Away, Carolina In My Mind, It’s Too Late, Something In The Way She Moves, Fire And Rain, Country Road, I Feel The Earth Move e Will You Love Me Tomorrow.

São canções de beleza perene, que continuam e continuarão a embalar corações e a tocar as emoções de seres humanos nos quatro cantos do mundo. Para quem curte ouvir músicos brilhantes no auge da forma, aprecie com atenção o sublime solo de Danny Kortchmar em It’s Too Late, só para citar um dos momentos marcantes do DVD/CD nesse setor.

O DVD é particularmente lindo, especialmente nos momentos em que Carole e Taylor trocam olhares de cumplicidade. Vale a lembrança de que eles nunca namoraram ou foram um casal romântico, mas sua afinidade musical sempre foi impecável.

Live At The Troubadour entrou na parada americana direto no segundo lugar, prova de que, sim, há lugar para música de qualidade no cenário atual do pop, independente de ser feita em 1970, hoje ou em qualquer outro momento. Música boa é para sempre.

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