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Phil Collins lançará biografia e reedições luxuosas de álbuns

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Por Fabian Chacur

Em comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira (12), Phil Collins revelou que lançará uma autobiografia em outubro de 2016. O livro, ainda sem título definido, será lançado na Inglaterra pela editora Century e pela Crown Archetype nos EUA, ambas vinculadas à renomada Penguin Random House. “Sempre me questionaram do porque eu ainda não ter escrito uma autobiografia mas eu nunca havia sentido ter chegado o momento certo, até agora!”, comentou no mesmo texto enviado à imprensa.

Quem já teve contato com o material escrito pelo ex-baterista e vocalista do grupo Genesis afirma que o livro será muito franco e honesto, e que revelará um Phil Collins que poucos conhecem. Ainda não está definido quem lançará este livro no Brasil, ou mesmo se essa esperada autobiografia chegará ao nosso mercado, mas é de se esperar que isso ocorra mais cedo ou mais tarde.

E os fãs do cantor, compositor e músico britânico também estão esfregando as mãos. Em novembro deste ano, mais precisamente no dia 6 daquele mês, sairão as duas primeiras edições do projeto de relançamentos luxuosos dos oito discos solo do autor de In The Air Tonight. Iniciam a série os álbuns Face Value (1981) e Both Sides (1993), com direito a CDs bônus repletos de faixas bônus inéditas gravadas ao vivo ou demo, além dos álbuns normais em versões remaster.

In The Air Tonight– Phil Collins:

Hand In Hand– Phil Collins:

I Missed Again– Phil Collins:

Both Sides Of The Story– Phil Collins:

Johnny Marr e seu belo CD solo The Messenger

Por Fabian Chacur

No ano em que irá comemorar 50 anos de idade, Johnny Marr enfim resolve encarar um momento solo. Em seus mais de 30 anos de carreira musical, o guitarrista, cantor e compositor britânico dedicou seus esforços a grupos próprios e a trabalhos alheios. Desta vez, ele nos oferece The Messenger, 1º trabalho individual. E se deu muito bem.

Considerado um dos melhores guitarristas e compositores da história do rock, Johnny Marr entrou para a história inicialmente como integrante dos Smiths. Tendo como parceiro o cantor Morrissey, ele compôs grandes clássicos e gravou álbuns e singles inesquecíveis com a banda, entre 1982 e 1987.

Depois do fim daquele grupo, integrou bandas como Electronic, Pretenders, The The, Modest Mouse e The Cribs e gravou e/ou fez shows com nomes do gabarito de Pet Shop Boys, Talking Heads, Bryan Ferry e muitos outros. Ele também liderou a banda Johnny Marr And The Healers, o mais próximo que esteve até então de ser um artista solo.

The Messenger (lançado no Brasil pela Warner) é um álbum compacto, sem exageros nem ambições exageradas. Trata-se de um trabalho de rock melódico, repleto de boas canções e centrado em torno delas. Marr não abriu mão de seu principal talento, que é o de adornar com raro bom gosto e muita criatividade as belas canções que escreve.

Um tempero de Smiths surge em alguns faixas, especialmente na que abre o álbum, a ótima The Right Thing Right, que lembra um pouquinho Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before (título que se torna irônico pela comparação), mas sem cair no plágio ou na autoreferência preguiçosa.

I Want The Heartbeat é um rockão bem sacudido, enquanto Lockdown cativa pela intensidade, riff perfeito de guitarra, bela melodia e um refrão certeiro. A faixa-titulo traz leves toques psicodélicos, e uma letra irônica, que afasta de si a pretensão de ser “um mensageiro”, ou seja, um “profeta pop” ou coisa do gênero.

Sun And Moon, com seu riff a la Kinks, e o rockão com letra descabelada Word Starts Attack são outros bons momentos de um álbum sem excessos nem sobras. Outro mérito de Marr é se valer com categoria de sua voz de timbre comum e pequena extensão, tornando-a muito mais agradável do que poderia se esperar.

The Messenger é um trabalho extremamente bem formatado, no qual fica fácil entender o porque Johnny Marr continua sendo tão influente entre as novas bandas. Poucos músicos conseguem ter um estilo tão marcante e usá-lo de forma tão sensata e com tanta habilidade como ele, que não poderia ter estreado melhor como artista solo.

Ouça The Messenger, com Johhny Marr:

George Harrison aos 70: doce, filosófico, genial

Por Fabian Chacur

No dia 24 de fevereiro de 1943, nasceu em Liverpool, Inglaterra, um dos mais importantes nomes da história do rock e da música em geral. Se estivesse vivo, George Harrison teria completado 70 anos. Infelizmente, ele nos deixou em 2001, com apenas 58 primaveras. Quanta coisa boa ele ainda teria nos proporcionado!

Mas não vale a pena lamentar. Afinal de contas, o cantor, compositor e guitarrista britânico nos deixou um legado que irá durar muito mais do que o mais forte corpo humano suportaria. Sua herança musical traz belas canções, letras profundas, acordes caprichados, solos de guitarra elaborados, voz doce…

Se sua participação na maior banda de todos os tempos, os Beatles, já bastaria para lhe garantir a eternidade, a belíssima carreira solo que construiu depois do fim dos Fab Four também teria lhe valido essa difícil vitória, tamanha a qualidade do que compôs e gravou sem John Lennon, Paul McCartney e Ringo Starr. Genial só ou bem acompanhado.

Como homenagem às sete décadas decorridas desde seu nascimento, selecionei sete canções de sua carreira solo, fugindo das mais óbvias e apostando em profundidade, memória afetiva, pura beleza e intensidade. Ouçam cada uma delas e reflitam se dá para dizer que George Harrison está morto. Que nada! Sua música é imortal!

Don’t Let Me Wait Too Long -(Living In The Material World -1973)

A capacidade de George em criar melodias pop envolventes era incrível, e esta canção é uma boa prova disso. Ritmo delicioso, melodia marcante e uma letra de simplicidade elaborada que me conquistaram ainda moleque, com 12 aninhos.

Any Road (Brainwashed -2002)

O álbum lançado de forma póstuma em 2002 (excelente, por sinal) traz essa canção fantástica, com letra incrível e uma das frases mais profundas que já ouvi na vida: “se você não sabe para onde vai, qualquer estrada pode te levar até lá.

That’s The Way It Goes (Gone Troppo-1982):

Mesmo em trabalhos não tão inspirados como Gone Troppo George sempre nos reservava ao menos umas duas canções realmente estelares. Essa balada aqui, com direito a sua inigualável slide guitar, é bom exemplo desse dom do “beatle quieto”.

Crackerbox Palace (Thirty Three & 1/3 – 1976):

No álbum mais funky/soul da carreira de Harrison, esta música particularmente me emociona, e nem sei explicar bem o porque, além de sua óbvia beleza. Acho que tem a ver com a associação que faço dela com a saudade da infância e dos sonhos de criança, e da crença de que Deus está dentro de todos nós.

Beware Of Darkness (All Things Must Pass – 1970):

Em um álbum repleto de clássicos como esse, escolhi esta canção de tom sombrio, que nos adverte a ter cuidado com as coisas ruins que nos cercam e que podem, se vacilarmos, acabar com tudo o que sonhamos e tentamos preservar de bom. Uma advertência melódica e inspirada, só para variar.

Blow Away (George Harrison– 1978):

Até me arrepia lembrar da primeira vez que eu ouvi essa maravilha tocar no rádio, lá pelos idos de 1978, quando tinha 17 anos. Balada pop certeira, com letra positiva e um daqueles arranjos que só mesmo o autor de Something sabia nos oferecer. Fico arrepiado ao ouvi-la até hoje, e ficarei sempre, pelo visto.

Blood From a Clone (Somewhere In England-1981):

Reza a lenda que a gravadora Warner queria que George fizesse uma canção que tivesse sonoridade próxima do que a new wave e/ou a disco music ofereciam, naquela época. Harrison nos proporcionou esse petardo, com guitarras nervosas, ritmo sofisticado e ágil e forte apelo pop dançante. Nunca desafie um craque da canção…

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