Mondo Pop

O pop de ontem, hoje, e amanhã...

Tag: CD (page 1 of 13)

Tony Babalu reafirma amor à música em seu novo trabalho

tony babalu Capa Live Sessions II-400x

Por Fabian Chacur

Os músicos sempre correm um grande risco quando possuem muito talento: achar que são mais importantes do que a própria música que tocam/criam. Quando isso ocorre, a autoindulgência os leva a se tornarem um pálida cópia do que eventualmente já foram anteriormente. Por isso, é muito bom quando podemos presenciar um grande músico não caindo nessa armadilha. É o caso de Tony Babalu, que brilha em seu novo álbum, Sessions II, lançamento da Amelis Records com distribuição da Tratore.

Babalu está na estrada desde os anos 1970, tendo trabalhado com o Made In Brazil e outros nomes bacanas do rock brasileiro, tocando e produzindo. Sua carreira solo, totalmente dedicada à música instrumental, o firmou como um dos melhores guitarristas brasileiros, menos popular do que merece mas certamente referência entre os colegas. Aquilo que alguns chamam de “músico dos músicos”. Só que, neste caso, um cara que pode ser ouvido por todos, bastando que a pessoa tenha bom gosto e abertura para sons mais sofisticados.

Sim, sofisticado, mas não necessariamente intrincado, complicado ou, usando um termo mais chulo, “chato”, como alguns mais superficiais rotulam alguns expoentes da música instrumental. Babalu demonstra muita perícia e técnica em cada acorde e/ou solo que toca, mas sem jogar conversa fora. Ele obviamente toca para seu prazer, mas também claramente para cativar seus ouvintes, e duvido que alguém o ouça e não tire essas mesmas conclusões.

Live Sessions II é o mais do que digno sucessor do ótimo Live Sessions At Mosh (2014- leia a resenha de Mondo Pop aqui). O conceito é o mesmo, com gravação ao vivo feita de forma analógica. Estão no seu time Adriano Augusto (teclados), Leandro Gusman (baixo) e Percio Sapia (bateria), músicos talentosos que mostram ótimo entrosamento.

São seis faixas. O álbum abre com Locomotiva, rock ágil e sacudido. Meio-Fio vem a seguir, marcada por belas variações de climas. Valentina é uma espécie de balada com temperinho blues que cativa por seu lirismo. Veia Latina tem aquele tempero Carlos Santana sem cair na mera cópia. O jazz fusion marca presença na intrincada e deliciosa Encrenca, enquanto In Black encerra o CD com uma levada funk cuja guitarra rítmica tem um quê do genial Nile Rodgers, do grupo Chic.

O bacana de Tony Babalu enquanto band leader é a forma como ele se integra aos músicos que o acompanham, sempre abrindo espaços para que cada um deles também tenha seus espaços para solar e dessa forma se destacar. Sessions II é uma verdadeira profissão de fé desse grande instrumentista em relação à sua musa eterna, a música, colocando-a no pedestal e a cultuando com o devido carinho e inspiração.

Encrenca (ao vivo)- Tony Babalu:

In Black (ao vivo)- Tony Babalu:

Amilton Godoy e Léa Freire e seu show em SP do novo CD

amilton godoy e lea freire-400x

Por Fabian Chacur

Léa Freire e Amilton Godoy se conheceram quando a primeira era aluna do CLAM (Centro Livre de Aprendizagem em Música), escola da qual o segundo é um dos criadores. Desde então, surgiu uma grande amizade e admiração entre os dois que acaba de gerar um segundo álbum, A Mil Tons. O show de lançamento em São Paulo ocorre nesta terça-feira (15) às 21h no Tupi Or Not Tupi (rua Fidalga, nº 360- Vila Madalena- fone 0xx11-3813-7404), com ingressos a R$ 40,00.

O primeiro álbum em parceria de Léa e Amilton saiu em 2013. Intitulado Amilton Godoy e a Música de Léa Freire, traz apenas composições dela. Nesta segunda experiência, coube ao consagrado pianista assinar todas as composições e arranjos. A formação é na base do piano do autor das músicas com a flauta da parceira. O resultado é um trabalho delicioso que reúne 10 faixas, sendo uma inédita, Três Irmãos, e outras extraídas de várias fases da trajetória de Amilton, incluindo Teste de Som, que o Zimbo Trio tocava nas passagens de som de seus shows.

Amilton Godoy se tornou conhecido no Brasil e no mundo como integrante do Zimbo Trio, que criou em 1964 ao lado de Rubens Barsotti (bateria) e Luiz Chaves (baixo). Uma das grandes referências da música instrumental brasileira, o grupo gravou inúmeros trabalhos e fez shows pelos quatro cantos do planeta. Ele também foi um dos fundadores do CLAM, e desde 2013 lidera o Amilton Godoy Trio, que lançou seu primeiro CD naquele mesmo ano e promete o segundo para breve.

Por sua vez, Léa Freire estudou piano e violão até se envolver com a flauta, instrumento no qual é autodidata. Além de desenvolver uma sólida carreira solo e compor com desenvoltura, ela também é integrante do Quinteto Vento Em Madeira, que acaba de lançar um novo CD, Arraial. Há 20 anos, criou o selo Maritaca, que lançou quase 50 títulos dela e de outros artistas, sempre prezando pela qualidade artística. Ela é parceira da grande Joyce Moreno, que já gravou várias músicas compostas pelas duas.

Caucaia do Alto (ao vivo)- Amilton Godoy e Léa Freire:

Lulu Santos celebrará Rita Lee em álbum via Universal Music

lulu-santos-400x

Por Fabian Chacur

Após ler Rita Lee- Uma Autobiografia, Lulu Santos sentiu-se disposto a gravar um álbum só com releituras de clássicos do repertório da cantora e compositora paulistana. Arregaçou as mangas, começou a preparar o material e, agora, anuncia a parceria com a Universal Music, que lançará ainda este ano esta obra, provavelmente em CD e digital.

O repertório ainda não foi divulgado, mas uma música certamente estará no trabalho. Trata-se de Desculpe o Auê, pois segundo o informativo da gravadora foi exatamente a releitura desta música apresentado por Lulu que entusiasmou a Universal a querer participar do projeto. Como a influência de Rita aparece desde sempre no trabalho do cantor, compositor e guitarrista carioca, a expectativa é de que esse seja um álbum bem interessante e popular.

Vale lembrar que Lulu teve uma passagem anterior pela Universal, nos tempos em que esse selo ainda atendia pelo nome Polygram. Nesse curto período (entre 1992 e 1993), ele lançou o ótimo álbum Mondo Cane (1992), que trazia a belíssima Apenas Mais Uma de Amor, e o single Autoestima (1993), com a faixa-título então inédita e três faixas do álbum anterior. Os discos passaram batidos, e Lulu em 1994 iria para a BMG, na qual veria o ressurgimento de sua carreira em formato dance.

Curiosamente, Apenas Mais Uma de Amor e Autoestima se tornariam grandes sucessos ao serem regravadas em versões acústicas em 2000 no álbum Acústico MTV, que vendeu mais de 600 mil cópias na época. Em 2013, Lulu lançou outro trabalho de releituras de obras alheias, Lulu Canta & Toca Roberto e Erasmo, dedicado ao repertório de Roberto e Erasmo Carlos e um grande êxito de vendas.

Autoestima– Lulu Santos (clipe 1993):

Lindsey Buckingham faz dupla perfeita com Christine McVie

lindsey buckingham christine mcvie 2-400x

Por Fabian Chacur

Em 1975, o grupo britânico Fleetwood Mac ganharia um fôlego redobrado com a entrada de dois americanos no time. A partir dali, o quinteto conquistou as paradas de sucesso de todo o mundo, vivenciou histórias incríveis e encarou separações e retornos surpreendentes. Agora, chega a vez de dois de seus integrantes lançarem um álbum em dupla pela primeira vez. Lindsey Buckingham Christine McVie é, desde já, um dos grandes lançamentos de 2017.

A semente deste álbum teve início em 2014, quando a cantora, compositora e tecladista britânica Christine McVie voltou ao Fleetwood Mac após mais de uma década longe do grupo que a consagrou. Naquela época, ela, o cantor, compositor e guitarrista americano Lindsey Buckingham, o baixista britânico John McVie (ex-marido de Christine) e o baterista Mick Fleetwood resolveram fazer gravações de material inédito para um possível álbum de retorno.

O problema foi que a quinta integrante do time, a cantora e compositora americana Stevie Nicks (ex-mulher de Lindsey) resolveu fazer uma turnê solo, o que adiou por meses a continuidade dos trabalhos. Quando ficou claro que Stevie participaria dos shows, mas não de um disco novo (pelo menos, não no prazo que os colegas desejavam), Christine e Buckingham resolveram realizar um sonho antigo e lançar um disco em dupla, algo que ele e Nicks fizeram em 1973, quando ainda eram ilustres desconhecidos, um LP raríssimo e inédito no formato CD.

Vale lembrar que, no FM, eles já haviam feito quatro músicas em parceria, além de dividido os vocais na célebre Don’t Stop, de autoria de McVie. Para seu primeiro trabalho em dupla, selecionaram três composições em parceria, duas só de Christine e cinco só de Lindsey. Também participam do CD como músicos John McVie (baixo), Mick Fleetwood (bateria) e Mitchell Froom (teclados, ex-marido de Suzanne Vega, aquela do hit Luka).

São dez faixas muito boas. O início é com o rockão Sleeping Around The Corner, com refrão matador e tempero percussivo. Feel About You é um pop rock típico de Christine, embora assinado pelos dois, e possui um refrão envolvente, o que explica ter sido escolhida como o primeiro single a ser divulgado pela gravadora.

In My World é um daqueles ótimos rocks em tom menor de Lindsey, e agrada. Red Sun tem uma levada pop-rock bem balançada, e é assinada pela dupla. Os fãs do lado violonista de Lindsey irão vibrar com Love Is Here To Stay, que tem andamento de valsa e na qual ele faz um acompanhamento envolvente com o instrumento, com direito a belo refrão no qual as vozes dos dois se encaixam feito luva.

Too Far Gone, outra parceria, é um rockão potente com tempero percussivo típico de Mick Fleetwood. Lay Down For Free é um pop rock bem bacana do guitarrista, enquanto Game Of Pretend traz o DNA das baladas da cantora, com piano proeminente. On With The Show é outro momento rocker do músico, enquanto Carnival Begin é uma inspirada balada rock de Christine com um solo arrasador de Buckingham.

Como Lindsey Buckingham é creditado como tocando guitarra, teclados, baixo, bateria, percussão e vocal, dá para deduzir que algumas das faixas tenham ele como um quase “one man band”, com os acréscimos fornecidos por Christine e Mitchell Froom.

Não há créditos individualizados para quem toca o quê em cada faixa, mas parece evidente que John McVie e Mick Fleetwood não participaram de todas as sessões, sendo que algumas delas foram feitas no estúdio caseiro de Buckingham, o que reforça essa suspeita.

Uma das coisas mais difíceis no rock é fazer canções que ao mesmo tempo sejam peças artísticas e tenham forte apelo comercial, e essa sempre foi uma marca do Fleetwood Mac em sua formação clássica pós-1975. Lindsey Buckingham-Christine McVie mantém esse alto padrão de qualidade, e equivale a outro grande momento da carreira deles.

Os dois, por sinal, farão shows como dupla paralelos aos do FM, com músicos de apoio. O álbum atingiu o 17º posto na parada ianque. Eles bem que poderiam tocar por aqui, heim? Fica o sonho no ar…

Too Far Gone– Lindsey Buckingham- Christine McVie:

Lencker lança o CD Forasteiro com um show em São Paulo

italo lencker-400x

Por Fabian Chacur

O cantor, compositor e músico paulistano Lencker está lançando o seu primeiro álbum, Forasteiro, disponível em CD e em versão digital pela gravadora Kuarup. Ele mostra o repertório desse trabalho com um show em São Paulo nesta sexta-feira (28) às 21h no Espaço Cia da Revista (Alameda Nothmann, nº 135- Centro- fone 0xx11-2122-4070), com ingressos custando de R$ 20,00 a R$40,00 e participações especiais de Bruna Moraes e Natan Oliveira.

Ítalo Lencker começou a compor e a tocar aos 14 anos, e tem como uma de suas inspirações o tio-avô Zé Menezes, que criou trilhas sonoras e vinhetas para programas da TV Globo como Os Trapalhões, Viva o Gordo e Chico City. Desde o início, mostrou uma tendência a não se concentrar em apenas uma sonoridade, viajando pelas várias possibilidades da MPB e incluindo nessa mistura elementos de jazz, música erudita e latinidades diversas.

Forasteiro equivale a uma bela estreia, com arranjos sofisticados, vocalizações impecáveis e dez canções autorais muito bem escolhidas, trazendo letras poéticas, românticas e irônicas em doses precisas. A música nordestina é o eixo, com direito a forró, baião e outras variações da cultura musical de lá. Mas também estão presentes bossa nova, samba, soul e jazz, só para citar algumas outras influências presentes.

Se o repertório é bem consistente, vale destacar algumas das faixas, como a belíssima Amuleto, dueto com Bruna Moraes que provavelmente será repetido no show, já que ela é convidada do mesmo, ao lado de Natan Oliveira. A sacudida Baião Digital, que conta com a presença de Ricardo Herz nos violinos, é uma boa amostra desse baião renovado e apontando para o futuro. Um CD repleto de belas e inspiradas sutilezas que merece ser apreciado de ponta a ponta.

Amuleto– Lencker e Bruna Moraes:

Biquini Cavadão mostra o seu novo e ótimo CD em SP e RJ

biquini cavadão foto vinicius mochizuki-400x

Por Fabian Chacur

Para quem anda meio cético em relação à qualidade da música lançada nos últimos tempos, uma boa notícia. O grupo Biquini Cavadão acaba de lançar As Voltas Que o Mundo Dá, um desses discos que já chegam ao mercado com a aura de clássico, tal a qualidade de seu conteúdo.

Eles mostram esse trabalho com shows nesta quinta-feira (15) às 20h no Rio no Teatro Imperator-Centro Cultural João Nogueira (rua Dias da Cruz, nº 170- Meyer- fone 0xx21-2597-3897), com ingressos de R$30,00 a R$ 60,00, e na próxima terça-feira (20) às 21h30 em São Paulo no Teatro Bradesco (rua Palestra Itália, nº 500- Perdizes- fone 0xx11-3670-4100), com ingressos de R$ 40,00 a R$ 160,00.

Após a turnê que comemorou seus 30 anos de carreira, o quarteto carioca se mostrou disposto a novas experiências. A primeira equivaleu a convidar o consagrado Liminha para ser o produtor do álbum. Ele não só aceitou a incumbência como também se incumbiu de tocar baixo e fazer gravações adicionais de guitarra, violão, bandolim e loops. A parceria não poderia ter dado mais certo, especialmente pela experiência dele com diversas sonoridades.

Bruno Gouveia (vocal), Carlos Coelho (guitarra, violão, dobro e bandolim), Miguel Flores da Cunha (piano, synth e órgão) e Álvaro ‘Birita’ (bateria e pandeiro) mergulham de cabeça em um pop rock delicioso, repleto de texturas sonoras, belas melodias, letras profundas e uma capacidade de unir sonoridades assimiláveis pelo público médio a uma sofisticação admirável, inspirados em grupos craques nessa praia como Prefab Sprout, Deacon Blue e até os Beatles.

Se possui grande apuro técnico e de arranjos, o que se sobressai no álbum são as canções, diversificadas e bastante inspiradas. O pop puro de Um Rio Sempre Beija o Mar e Como Eu Te Conheci, o clima etéreo de Arco-Íris, o rock mais agitado de Coragem e A Saudade é o Museu do Amor, o apelo de Você Marcou, é uma boa surpresa atrás da outra.

Nas letras, temas bem desenvolvidos, como as idas e vidas do amor, as incertezas de nossos rumos e a esperança em momentos mais iluminados. Nos shows, não devem faltar hits como Tédio, Vento Ventania e Timidez, certamente entremeadas com várias dessa nova e inspirada leva de canções. O Biquini Cavadão chega à maturidade artística proporcionando aos fãs um trabalho consistente, profundo, honesto e, acima de tudo, delicioso de se ouvir.

Um Rio Sempre Beija o Mar– Biquini Cavadão:

Nova coletânea dos Bee Gees sai em formato CD no Brasil

bee gees-400x

Por Fabian Chacur

Se um dia o Guiness Book Of Records fizer uma apuração para saber qual é o artista/grupo com maior número de coletâneas de sucesso lançadas na história da indústria fonográfica, os Bee Gees certamente ocuparão uma posição bem alta no ranking. Isso, se não forem os vencedores dessa hipotética competição. Mais um item está sendo incluído nesta série interminável. Trata-se de Timeless-The All Time Greatest Hits, lançada em CD no Brasil pela Universal Music.

O álbum, também disponível em versão digital e nas plataformas de streaming, possui 21 faixas, e tem como atrativo o fato de ter tido seu repertório selecionado pelo único integrante do trio ainda vivo, Barry Gibb. Ele justificou suas escolhas com um texto, incluído na compilação:

“Há uma espiritualidade acerca deste álbum e dessas canções, que significam muito para nós. Então, é extraordinário que elas estejam juntas de uma maneira tão natural. Eu as escolhi com a intenção de ter uma ordem cronológica no álbum, e apesar de existirem várias outras canções, estas aqui eu sinto que são aquelas das quais Maurice, Robin e eu temos mais orgulho. Estas canções representam caminhos e momentos de nossas vidas. Momentos que nunca serão esquecidos”.

A seleção privilegiou os grandes sucessos, indo desde Spicks And Specks, de 1966, um de seus primeiros grandes hits na Austrália, até You Win Again, de 1987, estouro na Inglaterra e única canção dos anos 1980 incluída no CD. De resto, são os hits dos anos 1960 e1970, maravilhas como To Love Somebody, How Can You Mend a Broken Heart, Stayin’ Alive, Jive Talkin’ e Night Fever. Serve como boa introdução a uma obra superlativa. E como essas compilações logo são tiradas de catálogo, sempre é bom ter uma disponível.

Repertório de Timeless- The All Time Greatest Hits:

Spicks And Specks, New York Mining Disaster 1941, To Love Somebody, Massachussetts, Words, I’ve Gotta Get a Message To You, I Started a Joke, Lonely Days, How Can You Mend a Broken Heard, Jive Talkin’, Nights on Broadway, Fanny (Be Tender With My Love), You Should Be Dancing, How Deep Is Your Love, Stayin’ Alive, Night Fever, More Than a Woman, Too Much Heaven, Tragedy, Love You Inside Out, You Win Again.

Love You Inside Out– Bee Gees:

Débora Watts lança seu 1º CD autoral com um show no Rio

debora watts-400x

Por Fabian Chacur

Depois de cantar clássicos da MPB durante muitos anos nos EUA, Débora Watts resolveu se dedicar a composições próprias, processo que teve início em 2013. A cantora e agora também autora vem ao Brasil para mostrar o repertório de seu primeiro CD com músicas de sua autoria, Um Samba Ao Contrário. O show será realizado no Rio de Janeiro nesta terça-feira (6) às 21h no Bar Semente (rua Evaristo da Veiga, nº 149- Lapa- fone 0xx21), com ingressos a R$ 20,00.

Natural de Saquarema (RJ), Débora mora nos EUA desde 1993. Por lá, recebendo incentivo de seu marido, o pianista John Allen Watts, passou a se apresentar em locais como o Brooklyn Museum e o Flushing Town Hall, acompanhada por músicos de lá e interpretando pérolas do samba, MPB, bossa nova e baião. Quando resolveu escrever suas próprias canções, teve como inspiração craques como Chico Buarque, Edu Lobo, Chiquinha Gonzaga, Tom Jobim e Noel Rosa, entre outros.

Um Samba ao Contrário traz 14 músicas feitas por Débora, nas quais uma sonoridade acústica marca presença em canções que vão do samba ao chorinho, passando por maxixe, valsinha e até bolero. No repertório, destaques para as canções Vampiros, O Vento e a Flor, Vou Te Contar Um Segredo, A História de Nós Dois e Calma.

No show no Rio, ela será acompanhada por Rogério Caetano (violão de 7 cordas), Luis Barcelos (bandolim e cavaquinho), Guto Wirtti (baixo acústico), Rafael Barata (bateria) e Kiko Horta (acordeon), boa parte dos músicos que marcaram presença no álbum, gravado no Rio por Carlos Fuchs no estúdio Tenda da Raposa e mixado/masterizado nos EUA por David Darlington, que possui um Grammy em seu currículo.

Vampiros– Débora Watts:

Canábicos mostram hard rock potente no ótimo CD Intenso

Capa Canabicos Intenso-400x

Por Fabian Chacur

Dizem que a melhor forma de se aprimorar aquilo que se faz é fazendo, cada vez mais e sempre atento ao que se pode realizar para melhorar a qualidade do resultado final. O grupo Canábicos, na estrada desde 2013, aparentemente segue esse lema à risca, pois em quatro anos de estrada chega agora ao seu quarto álbum. E pela excelência de Intenso (Monstro Discos), o seu mais novo trabalho, o caminho é esse mesmo.

Cria de Araguari (MG), o grupo traz Clandestino (vocal), Murcego González (guitarra, também integra o ótimo Uganga), MM (baixo) e Mestre Mustafá. No currículos, os álbuns La Bomba (2013), Reféns da Pátria (2014), Alienígenas (2015) e o recém-lançado Intenso (2017). A vitória em 2015 no Fun Music, o maior festival universitário de música do Brasil, os ajudou muito na divulgação de seu trabalho.

A concepção musical do quarteto mineiro é centrada no hard rock de tempero setentista, com direito a influências bacanas como Led Zeppelin, Grand Funk Railroad, Deep Purple, Black Sabbath, Golpe de Estado e até Made In Brazil em seus momentos mais pesados. Temos enfurecidos riffs de guitarra, tocados de maneira tecnicamente admirável, acompanhados por uma cozinha sólida e um vocalista simplesmente demencial no seu carisma e poder de fogo.

Intenso é um título perfeito para o álbum, pois são oito faixas repletas de energia, elaboração e diversidade. Consegue conciliar a fúria com o bom gosto, algo nem sempre muito simples de se fazer. E o bacana é que as letras são todas em português, e muito boas em sua simplicidade e ataque direto e sem rodeios, prova concreta de que dá para se fazer hard rock ótimo sem ter de escolher o inglês como idioma.

O repertório do álbum é excelente, com direito à swingada Planeta Estranho, a incrível Lei do Cão (que merece entrar na programação de qualquer rádio rock que se preze) e a psicodélica Eu Não Sei o Que Vai Ser de Mim, que envolve o ouvinte e é encerrada pela repetição em looping de um sinistro som de saco de risos. Final surpreendente para um CD que contou com a ótima produção de Gustavo Vazquez, que deu ao álbum qualidade técnica internacional.

Planeta Estranho (clipe)- Canábicos:

Cantora Iá mostra o seu 1º CD em show único em São Paulo

ia esquerdo direito capa-400x

Por Fabian Chacur

A jovem cantora mineira radicada em São Paulo Iá acaba de lançar o seu primeiro CD. Intitulado Esquerdo Direito, o trabalho traz dez músicas, sendo quatro delas inéditas e as outras quatro de grandes nomes da música brasileira e mundial. Ela mostra esse repertório em show acústico neste sábado (27) em São Paulo na Cia. da Revista (Alameda Nothmann, nº 1.135- fone 0xx11-3791-5200- Santa Cecília), com ingressos a R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira), ambos dando direito ao CD autografado.

Esquerdo Direito equivale a uma bela estreia em disco para esta jovem intérprete. Com uma voz doce e sempre bem colocada, ela sabe como encarar momentos mais swingados e outros mais reflexivos em cada canção. Uma boa ajuda para a bela concretização deste CD ficou a cargo do paulistano Peter Farrell, que se incumbiu dos arranjos, produção, guitarras e violões. Ele tem entre seus fãs ninguém menos do que George Benson, e já tocou e gravou com gente do gabarito de Eumir Deodato, Pery Ribeiro e Jane Monheit, entre outros.

A sonoridade do álbum pode ser classificada como uma mistura de diversos ritmos, como jazz, MPB, música latina, rock e pop, sempre com um resultado sofisticado e bem trabalhado. Os novos arranjos para clássicos como Geraldinos e Arquibaldos (Gonzaguinha), Como Dois e Dois (Caetano Veloso) e Otherside (Red Hot Chili Peppers), assim como as deliciosas inéditas Bailarina (Marília Duarte) e Fim de Tarde (Italo Lencker e Camila de Oliveira) foram ótimas escolhas.

Iá é formada em música pela Faculdade Santa Marcelina, de São Paulo, e deu aulas de piano e canto, além de ter feito shows em bares. A ideia do primeiro CD surgiu em 2015, e o repertório foi sendo montado aos poucos. O resultado final mostra alguém com muito potencial surgindo no cenário da música brasileira, e que merece a sua atenção.

Geraldinos e Arquibaldos– Iá:

Bailarina– Iá:

Older posts

© 2017 Mondo Pop

Theme by Anders NorenUp ↑