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Biquini Cavadão mostra o seu novo e ótimo CD em SP e RJ

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Por Fabian Chacur

Para quem anda meio cético em relação à qualidade da música lançada nos últimos tempos, uma boa notícia. O grupo Biquini Cavadão acaba de lançar As Voltas Que o Mundo Dá, um desses discos que já chegam ao mercado com a aura de clássico, tal a qualidade de seu conteúdo.

Eles mostram esse trabalho com shows nesta quinta-feira (15) às 20h no Rio no Teatro Imperator-Centro Cultural João Nogueira (rua Dias da Cruz, nº 170- Meyer- fone 0xx21-2597-3897), com ingressos de R$30,00 a R$ 60,00, e na próxima terça-feira (20) às 21h30 em São Paulo no Teatro Bradesco (rua Palestra Itália, nº 500- Perdizes- fone 0xx11-3670-4100), com ingressos de R$ 40,00 a R$ 160,00.

Após a turnê que comemorou seus 30 anos de carreira, o quarteto carioca se mostrou disposto a novas experiências. A primeira equivaleu a convidar o consagrado Liminha para ser o produtor do álbum. Ele não só aceitou a incumbência como também se incumbiu de tocar baixo e fazer gravações adicionais de guitarra, violão, bandolim e loops. A parceria não poderia ter dado mais certo, especialmente pela experiência dele com diversas sonoridades.

Bruno Gouveia (vocal), Carlos Coelho (guitarra, violão, dobro e bandolim), Miguel Flores da Cunha (piano, synth e órgão) e Álvaro ‘Birita’ (bateria e pandeiro) mergulham de cabeça em um pop rock delicioso, repleto de texturas sonoras, belas melodias, letras profundas e uma capacidade de unir sonoridades assimiláveis pelo público médio a uma sofisticação admirável, inspirados em grupos craques nessa praia como Prefab Sprout, Deacon Blue e até os Beatles.

Se possui grande apuro técnico e de arranjos, o que se sobressai no álbum são as canções, diversificadas e bastante inspiradas. O pop puro de Um Rio Sempre Beija o Mar e Como Eu Te Conheci, o clima etéreo de Arco-Íris, o rock mais agitado de Coragem e A Saudade é o Museu do Amor, o apelo de Você Marcou, é uma boa surpresa atrás da outra.

Nas letras, temas bem desenvolvidos, como as idas e vidas do amor, as incertezas de nossos rumos e a esperança em momentos mais iluminados. Nos shows, não devem faltar hits como Tédio, Vento Ventania e Timidez, certamente entremeadas com várias dessa nova e inspirada leva de canções. O Biquini Cavadão chega à maturidade artística proporcionando aos fãs um trabalho consistente, profundo, honesto e, acima de tudo, delicioso de se ouvir.

Um Rio Sempre Beija o Mar– Biquini Cavadão:

Nova coletânea dos Bee Gees sai em formato CD no Brasil

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Por Fabian Chacur

Se um dia o Guiness Book Of Records fizer uma apuração para saber qual é o artista/grupo com maior número de coletâneas de sucesso lançadas na história da indústria fonográfica, os Bee Gees certamente ocuparão uma posição bem alta no ranking. Isso, se não forem os vencedores dessa hipotética competição. Mais um item está sendo incluído nesta série interminável. Trata-se de Timeless-The All Time Greatest Hits, lançada em CD no Brasil pela Universal Music.

O álbum, também disponível em versão digital e nas plataformas de streaming, possui 21 faixas, e tem como atrativo o fato de ter tido seu repertório selecionado pelo único integrante do trio ainda vivo, Barry Gibb. Ele justificou suas escolhas com um texto, incluído na compilação:

“Há uma espiritualidade acerca deste álbum e dessas canções, que significam muito para nós. Então, é extraordinário que elas estejam juntas de uma maneira tão natural. Eu as escolhi com a intenção de ter uma ordem cronológica no álbum, e apesar de existirem várias outras canções, estas aqui eu sinto que são aquelas das quais Maurice, Robin e eu temos mais orgulho. Estas canções representam caminhos e momentos de nossas vidas. Momentos que nunca serão esquecidos”.

A seleção privilegiou os grandes sucessos, indo desde Spicks And Specks, de 1966, um de seus primeiros grandes hits na Austrália, até You Win Again, de 1987, estouro na Inglaterra e única canção dos anos 1980 incluída no CD. De resto, são os hits dos anos 1960 e1970, maravilhas como To Love Somebody, How Can You Mend a Broken Heart, Stayin’ Alive, Jive Talkin’ e Night Fever. Serve como boa introdução a uma obra superlativa. E como essas compilações logo são tiradas de catálogo, sempre é bom ter uma disponível.

Repertório de Timeless- The All Time Greatest Hits:

Spicks And Specks, New York Mining Disaster 1941, To Love Somebody, Massachussetts, Words, I’ve Gotta Get a Message To You, I Started a Joke, Lonely Days, How Can You Mend a Broken Heard, Jive Talkin’, Nights on Broadway, Fanny (Be Tender With My Love), You Should Be Dancing, How Deep Is Your Love, Stayin’ Alive, Night Fever, More Than a Woman, Too Much Heaven, Tragedy, Love You Inside Out, You Win Again.

Love You Inside Out– Bee Gees:

Débora Watts lança seu 1º CD autoral com um show no Rio

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Por Fabian Chacur

Depois de cantar clássicos da MPB durante muitos anos nos EUA, Débora Watts resolveu se dedicar a composições próprias, processo que teve início em 2013. A cantora e agora também autora vem ao Brasil para mostrar o repertório de seu primeiro CD com músicas de sua autoria, Um Samba Ao Contrário. O show será realizado no Rio de Janeiro nesta terça-feira (6) às 21h no Bar Semente (rua Evaristo da Veiga, nº 149- Lapa- fone 0xx21), com ingressos a R$ 20,00.

Natural de Saquarema (RJ), Débora mora nos EUA desde 1993. Por lá, recebendo incentivo de seu marido, o pianista John Allen Watts, passou a se apresentar em locais como o Brooklyn Museum e o Flushing Town Hall, acompanhada por músicos de lá e interpretando pérolas do samba, MPB, bossa nova e baião. Quando resolveu escrever suas próprias canções, teve como inspiração craques como Chico Buarque, Edu Lobo, Chiquinha Gonzaga, Tom Jobim e Noel Rosa, entre outros.

Um Samba ao Contrário traz 14 músicas feitas por Débora, nas quais uma sonoridade acústica marca presença em canções que vão do samba ao chorinho, passando por maxixe, valsinha e até bolero. No repertório, destaques para as canções Vampiros, O Vento e a Flor, Vou Te Contar Um Segredo, A História de Nós Dois e Calma.

No show no Rio, ela será acompanhada por Rogério Caetano (violão de 7 cordas), Luis Barcelos (bandolim e cavaquinho), Guto Wirtti (baixo acústico), Rafael Barata (bateria) e Kiko Horta (acordeon), boa parte dos músicos que marcaram presença no álbum, gravado no Rio por Carlos Fuchs no estúdio Tenda da Raposa e mixado/masterizado nos EUA por David Darlington, que possui um Grammy em seu currículo.

Vampiros– Débora Watts:

Canábicos mostram hard rock potente no ótimo CD Intenso

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Por Fabian Chacur

Dizem que a melhor forma de se aprimorar aquilo que se faz é fazendo, cada vez mais e sempre atento ao que se pode realizar para melhorar a qualidade do resultado final. O grupo Canábicos, na estrada desde 2013, aparentemente segue esse lema à risca, pois em quatro anos de estrada chega agora ao seu quarto álbum. E pela excelência de Intenso (Monstro Discos), o seu mais novo trabalho, o caminho é esse mesmo.

Cria de Araguari (MG), o grupo traz Clandestino (vocal), Murcego González (guitarra, também integra o ótimo Uganga), MM (baixo) e Mestre Mustafá. No currículos, os álbuns La Bomba (2013), Reféns da Pátria (2014), Alienígenas (2015) e o recém-lançado Intenso (2017). A vitória em 2015 no Fun Music, o maior festival universitário de música do Brasil, os ajudou muito na divulgação de seu trabalho.

A concepção musical do quarteto mineiro é centrada no hard rock de tempero setentista, com direito a influências bacanas como Led Zeppelin, Grand Funk Railroad, Deep Purple, Black Sabbath, Golpe de Estado e até Made In Brazil em seus momentos mais pesados. Temos enfurecidos riffs de guitarra, tocados de maneira tecnicamente admirável, acompanhados por uma cozinha sólida e um vocalista simplesmente demencial no seu carisma e poder de fogo.

Intenso é um título perfeito para o álbum, pois são oito faixas repletas de energia, elaboração e diversidade. Consegue conciliar a fúria com o bom gosto, algo nem sempre muito simples de se fazer. E o bacana é que as letras são todas em português, e muito boas em sua simplicidade e ataque direto e sem rodeios, prova concreta de que dá para se fazer hard rock ótimo sem ter de escolher o inglês como idioma.

O repertório do álbum é excelente, com direito à swingada Planeta Estranho, a incrível Lei do Cão (que merece entrar na programação de qualquer rádio rock que se preze) e a psicodélica Eu Não Sei o Que Vai Ser de Mim, que envolve o ouvinte e é encerrada pela repetição em looping de um sinistro som de saco de risos. Final surpreendente para um CD que contou com a ótima produção de Gustavo Vazquez, que deu ao álbum qualidade técnica internacional.

Planeta Estranho (clipe)- Canábicos:

Cantora Iá mostra o seu 1º CD em show único em São Paulo

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Por Fabian Chacur

A jovem cantora mineira radicada em São Paulo Iá acaba de lançar o seu primeiro CD. Intitulado Esquerdo Direito, o trabalho traz dez músicas, sendo quatro delas inéditas e as outras quatro de grandes nomes da música brasileira e mundial. Ela mostra esse repertório em show acústico neste sábado (27) em São Paulo na Cia. da Revista (Alameda Nothmann, nº 1.135- fone 0xx11-3791-5200- Santa Cecília), com ingressos a R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira), ambos dando direito ao CD autografado.

Esquerdo Direito equivale a uma bela estreia em disco para esta jovem intérprete. Com uma voz doce e sempre bem colocada, ela sabe como encarar momentos mais swingados e outros mais reflexivos em cada canção. Uma boa ajuda para a bela concretização deste CD ficou a cargo do paulistano Peter Farrell, que se incumbiu dos arranjos, produção, guitarras e violões. Ele tem entre seus fãs ninguém menos do que George Benson, e já tocou e gravou com gente do gabarito de Eumir Deodato, Pery Ribeiro e Jane Monheit, entre outros.

A sonoridade do álbum pode ser classificada como uma mistura de diversos ritmos, como jazz, MPB, música latina, rock e pop, sempre com um resultado sofisticado e bem trabalhado. Os novos arranjos para clássicos como Geraldinos e Arquibaldos (Gonzaguinha), Como Dois e Dois (Caetano Veloso) e Otherside (Red Hot Chili Peppers), assim como as deliciosas inéditas Bailarina (Marília Duarte) e Fim de Tarde (Italo Lencker e Camila de Oliveira) foram ótimas escolhas.

Iá é formada em música pela Faculdade Santa Marcelina, de São Paulo, e deu aulas de piano e canto, além de ter feito shows em bares. A ideia do primeiro CD surgiu em 2015, e o repertório foi sendo montado aos poucos. O resultado final mostra alguém com muito potencial surgindo no cenário da música brasileira, e que merece a sua atenção.

Geraldinos e Arquibaldos– Iá:

Bailarina– Iá:

Madonna lançará Rebel Heart Tour em diversos formatos

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Por Fabian Chacur

Madonna não lança um álbum à altura de seu passado de glórias desde Music (2000). A partir daí, seus trabalhos dedicados a faixas inéditas primam pela irregularidade. Os shows, no entanto, mantiveram-na no primeiro escalão do pop mundial, graças a muito profissionalismo, criatividade e ousadia. No dia 15 de setembro, ela lança Rebel Heart Tour, registro de sua mais recente tour mundial que ressalta esse clima de “rainha dos shows grandiosos”.

Este novo trabalho de Madonna chegará ao público nos formatos DVD, Blu-ray com bônus, CD simples e CD duplo, além das respectivas versões digitais para cada versão. A direção do filme ficou a cargo de Danny B. Tull e Nathan Rissman, enquanto a arte de capa foi feita por Aldo Diaz. Vale lembrar que uma versão prévia esteve na tela do canal americano por assinatura Showtime em dezembro de 2016.

O repertório traz 22 músicas que cobrem os mais de 30 anos de carreira da cantora e compositora americana, com direito a Material Girl, Candy Shop, Illuminati, Music, Who’s That Girl e Holiday, trazendo novos arranjos, efeitos visuais espetaculares e coreografias de tirar o fôlego. Aquele tipo de espetáculo padrão “Broadway Plus” que a artista sabe fazer como poucos, e com recursos técnicos de cair o queixo.

A mais recente turnê mundial da Material Girl teve início em 9 de setembro de 2015 em Montreal, Canadá, passou por 55 cidades de quatro continentes e durou sete meses. Foram 82 apresentações, mais uma adicional e especial, intitulada Tears Of a Clown e realizada em Melbourne, Austrália. Exatos 1.045.479 pagantes proporcionaram uma arrecadação de 169.8 milhões de dólares. Garota material mesmo!

Trailer Rebel Heart Tour- Madonna:

Alexandre Grooves volta com o álbum Multi e show em SP

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Por Fabian Chacur

Foram seis longos anos afastado da música, período usado para cuidar de uma lesão nas cordas vocais. Felizmente, deu tudo certo, e o cantor, compositor e músico paulistano Alexandre Grooves está de volta. E com força total. Ele está lançando o seu segundo álbum, Multi, e mostrará o repertório dele em show no dia 18 (quinta) às 22h30 no Bourbon Street (rua dos Chanés, nº 127- Moema- fone 0xx11-5095-6100), com ingressos a R$ 50,00 (quem comprar antecipadamente ainda leva o CD na faixa).

O envolvimento de Grooves com a música teve início quando ele tinha apenas sete anos e começou a ter aulas de piano e contrabaixo na escola Clam, do Zimbo Trio. Ele fez parte das bandas de Mauricio Manieri, Seu Jorge, Claudio Zoli e Jair Oliveira, além de integrar os grupos Funk Como Le Gusta, Grooveria e Paumandado. Em 2007, iniciou a carreira solo com o elogiado álbum Amanhã Eu Não Vou Trabalhar, que teve participações de Céu, Seu Jorge e Mauricio Manieri e recebeu muitos elogios por parte da crítica especializada.

Ele abriu o show da cantora britânica KT Tunstall na Via Funchal, em 2008, e também fez uma turnê pelos EUA no ano seguinte. Canjas ilustres de feras do porte de Wilson Simoninha, Luciana Mello, Jair Oliveira, Max de Castro, Milton Guedes e Gabriel Moura, além dos nomes já citados anteriormente, ocorreram em vários de seus shows.

Multi contou com produção arranjos e composições a cargo do próprio artista. A exceção no aspecto autoral é Ska, dos Paralamas do Sucesso, que com Alexandre ganhou um andamento mais jazzy e um frescor simplesmente incrível. Em termos vocais, fica nítido que ele está completamente curado, pois o timbre está melhor do que nunca, adequando-se feito luva às levadas que variam de faixa para faixa, com direito a bem deglutidas influências de Lenine, Djavan, Stevie Wonder e Gilberto Gil, entre muitos outros.

São dez faixas, que envolvem o ouvinte tanto pelos grooves como por suas ótimas letras, abordando temas essenciais como amor, tolerância, convivência pacífica entre os seres humanos e coisas assim. É Tudo Gente, Garota da Capa, Pra Viver Só Com Você e Respeite-me são destaques, mas Multi traz como principais méritos o equilíbrio e a excelência de seu repertório, que motivam o ouvinte a repetir a audição de novo, de novo e de novo. Show de bola!!! E a apresentação da versão em CD é impecável. Ouça em streaming aqui.

Garota da Capa– Alexandre Grooves:

Pedro Batistélla capricha bem no formato físico em 1º álbum

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Por Fabian Chacur

Em uma época na qual muita gente opta por não lançar seus trabalhos no formato físico, Pedro Batistélla navega na contramão e nos oferece Lúcido, seu primeiro álbum, no formato CD. Com direito a embalagem digipack, encarte com letras e informações sobre as gravações e tudo o que o fã mais minucioso tem direito. “Amo o formato físico, sou muito ligado a essa parte visual do CD, das fichas técnicas, era importante nesse momento da minha carreira fazer um disco físico”, justifica.

Com distribuição a cargo da Tratore e também disponível nas plataformas digitais, o trabalho de estreia deste cantor e compositor nascido em Bebedouro (SP) e desde 2010 radicado em São Paulo (SP) selecionou as 8 faixas do disco em um universo de 40 composições. “É um disco mais orgânico e muito pessoal, o meu cartão de visitas; é muito sentimental, com melancolia, mas com um pouco de esperança, uma espécie de pop orquestral”, define o artista.

Um dos destaques do álbum, extremamente bem produzido e com uma sonoridade consistente que reporta à chamada nova MPB, pop internacional, r&b e até jazz, fica por conta da parceria com Roberta Campos na faixa Recomeçar de Vez, na qual ela também marca presença cantando. “Demoramos um oito meses para finalizar essa parceria. Ela adorou a melodia que eu mandei e fizemos essa parceria; ela tem uma emoção muito verdadeira em sua voz e trabalho”.

O disco poderia ter tido uma participação mais do que especial, a da estrela americana de r&b Macy Gray, mas isso não teve como ser concretizado por questões burocráticas e financeiras, segundo Pedro. “Conheci ela em 2014 no backstage de um show aqui no Brasil, e em agosto de 2015, fiquei dois dias no estúdio com a Macy, durante as gravações do CD The Way-Deluxe Version; ela me mandou depois uma carta com três páginas me incentivando”.

No momento, Batistélla prepara o show de divulgação do disco, adaptando-o para os palcos. “O estúdio é um ambiente controlado, enquanto o ao vivo é novidade para mim, pois já fiz shows, mas não com o meu trabalho autoral”, explica. Além da canção gravada com Roberta Campos, ele também está divulgando Todo Dia nessa fase inicial de lançamento do CD. “Acho que é uma canção mais solar, mas adequada para abrir a divulgação do álbum”, justifica.

Recomeçar de Vez– Pedro Batistélla e Roberta Campos:

Sergio Mendes promete CD e um documentário para 2018

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Por Fabian Chacur

Aos 76 anos de idade muito bem vividos, Sergio Mendes não parece disposto a desacelerar. Pelo menos, essa é a conclusão que temos ao saber de suas boas novidades. Segundo a edição americana do site da Billboard, o músico e produtor brasileiro conhecido no mundo todo promete para 2018 um novo álbum e também um documentário sobre seus mais de 60 anos de carreira. Ou seja, vem coisas boas, muito boas, por aí.

O documentário será dirigido por John Scheinfeld, conhecido por trabalhos muito bons nessa área específica, entre os quais destacam-se The U.S. Vs. John Lennon (2006), Who Is Harry Nilsson? (2006) e Chasing Time: The John Coltrane Documentary (2016). Teremos uma geral na carreira dele, com direito a cenas de arquivo, entrevistas e também registros de shows que o maestro fará este ano, e para os quais está atualmente ensaiando no Rio de Janeiro.

Quando ao CD, o que se divulgou até o momento é que terá músicas inéditas e também algumas releituras de clássicos do seu repertório. O parceiro Will.i.am, do Black Eyed Peas, que já atuou junto com ele no álbum Timeless (2006), trabalhará com Mendes em algumas faixas, e outros nomes das novas gerações devem marcar presença. Vale lembrar que ele já bateu bola com astros atuais como John Legend, India Arie, Jill Scott e Justin Timberlake, entre outros.

Sergio Mendes nasceu em Niterói (RJ) em 11 de fevereiro de 1941, e ainda novo se destacou na então ainda emergente bossa nova, no finalzinho dos anos 1950/começo dos anos 1960. Com o tempo, percebeu que poderia ter futuro no mercado internacional e se mudou para os EUA, após ter lançado alguns discos por aqui. Em 1966, lançou Herb Alpert Presents Sergio Mendes & Brasil 66, álbum do qual foi extraído o single Mas Que Nada, de Jorge Ben, que rapidamente o levou ao top 10 da parada ianque.

A seguir, o bandleader se mostrou craque não só em dar um formato pop à bossa nova como também a “bossanovear” clássicos da música pop daquela época, como The Fool On The Hill (dos Beatles) e The Look Of Love (de Burt Bacharach e Hal David). O seu som orquestral balançado e sempre com vocalistas femininas, entre as quais Lani Hall e Gracinha Leporace (com a qual se casaria), soube se manter atualizado.

Tanto que volta e meia ele volta às paradas de sucesso, o que ocorreu em 1983 com o single Never Gonna Let You Go, em 1992 com o álbum Brasileiro e em 2006 com o CD Timeless. Em seu currículo, milhões de álbuns vendidos e três troféus Grammy, o Oscar da música.

Curiosamente, ele sempre foi detonado por boa parte dos críticos no Brasil, durante décadas, algo que só se reduziu de uns anos para cá. Como dizem por aí, a verdade e o talento sempre vencem, no fim das contas. Bem, nem sempre, mas ao menos neste caso específico.

The Fool On The Hill- Sergio Mendes:

Nana Caymmi: suas deliciosas “canções para novelas de TV”

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Por Fabian Chacur

Nana Caymmi é uma cantora de personalidade forte. Embora não seja uma compositora de ofício (só tem uma composição em seu currículo, Bom Dia, parceria com o ex-namorado Gilberto Gil), é daquelas que não grava nada que não a agrade, e que não tenha sido escolhido com critério e bom gosto. Uma boa prova é Nana Novelas, coletânea que reúne 15 músicas de seu repertório que integraram trilhas de novelas e minisséries globais. Quer algo mais popular do que uma novela global?

No entanto, nenhuma dessas gravações cai no popularesco ou na vulgaridade que algumas canções selecionadas para embalar romances ficcionais possuem. Nada disso. Quando uma gravação da filha de Dorival Caymmi é escolhida, o selecionador sabe que terá em mãos um registro de alta qualidade artística, com belas letras, melodias caprichadas e interpretações daquelas que vem do fundo da alma, sem concessões ao sentimentalismo barato.

O bacana é que Nana tem como tema básico de seu repertório as idas e vindas do amor, um dos setores mais explorados pelos artistas de viés comercial. Em seu caso, ela dá um tratamento classudo ao romance, ao olho no olho, aos suspiros no portão. Difícil ouvir uma interpretação dessa carioca nascida em 29 de abril de 1941 e não ficar com lágrimas nos olhos, pois ela sabe tocar no nervo daqueles corações apaixonados.

O repertório de Nana Novelas traz músicas de trilhas de novelas lançadas pela Globo entre 1977 e 2010. Não coube tudo. Então, maravilhas do porte de Beijo Partido e Doce Presença, por exemplo, ficaram de fora. O consolo é que nenhuma das que entraram pode ser considerada como bicona nesse reino de maravilhas sonoras. Não há um único acorde aqui que não possa proporcionar prazer aos enamorados.

Temos bolero, bossa nova, samba canção e MPB,com arranjos inspirados que vão da utilização de orquestras a momentos intimistas. Duas faixas são duetos, uma com Erasmo Carlos (Não se Esqueça de Mim, de Roberto e Erasmo Carlos), outra com Chico Buarque (Até Pensei, do próprio Chico, cuja presença na faixa não foi creditada no CD).

Só tem autor craque aqui. Milton Nascimento e Ronaldo Bastos (Cais, de arrepiar até zumbi), Ivan Lins e Vitor Martins (Mudança dos Ventos), Agustin Lara (Solamente Uma Vez), Gonzaguinha (De Volta ao Começo), Tom Jobim (Só Em Teus Braços), Aldir Blanc e Cristóvão Bastos (Suave Veneno e Resposta ao Tempo), João Bosco e Aldir Blanc (Quando o Amor Acontece), papai Dorival Caymmi e Carlos Guinle (Não Tem Solução)…

Só faltou um pequeno, porém importante, detalhe para que Nana Novelas merecesse uma nota dez com louvor. O encarte possui apenas quatro páginas, trazendo só o nome das músicas, os autores e de que trilha sonora de novela ou minissérie cada gravação fez parte. Como forma de valorizar o produto físico, a publicação das letras das canções e um texto contextualizando as gravações seria essencial. Apesar disso, trata-se de um disco para se ouvir suspirando de felicidade.

Cais– Nana Caymmi:

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