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Chitãozinho & Xororó lançam DVD c/ convidadas especiais

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Por Fabian Chacur

Desde o início de sua carreira, há mais de 40 anos, a dupla Chitãozinho & Xororó tem como marca nunca deitar em cima dos louros conquistados. Com mais de 40 milhões de álbuns vendidos nessa trajetória tão vitoriosa, eles voltam a surpreender o seu público com um lançamento. Desta vez, será Elas em Evidências, que sairá no dia 8 de dezembro nos formatos DVD, CD e álbum digital.

A marca registrada do novo trabalho dos irmãos oriundos de Astorga (PR) é o elenco de participações especiais, pela primeira vez composta apenas por mulheres. Estão no supertime Alcione, Simone & Simaria, Maiara e Maraisa, Paula Fernandes, Anavitória, Marília Mendonça, Ana Clara, Bruna Viola, Kell Smith e Tânia Maria (ufa!).

Gravado ao vivo em 4 de outubro no KM de Vantagens Hall no Rio de Janeiro, o DVD/CD/Álbum Digital é justificado por Xororó: “Não tem como ouvir uma música bonita e não pensar em alguma protagonista para ela, por isso resolvemos juntar grandes vozes femininas de vários ritmos e estilos diferentes para montar esse trabalho. A ideia é justamente mesclar tudo e mostrar a força e independência feminina”.

Nesta segunda-feira (4/12), a gravadora Universal Music, responsável pelo lançamento, divulgará nas plataformas digitais o clipe de Evidências, gravada ao vivo com a participação de todo o elenco. Elas em Evidência tem tudo para ser um dos lançamentos mais badalados e procurados pelo grande público neste fim de 2017.

Conheça o repertório completo:

01. Abertura / Nascemos Para Cantar

02. Sistema Bruto

03. Um Homem Quando Ama

04. Sinônimos (Paula Fernandes)

05. Brincar de Ser Feliz (Paula Fernandes)

06. Falando Às Paredes

07. Eu Menti (Simone e Simaria)

08. Alô (Simone e Simaria)

09. Nuvem de Lágrimas (Maiara e Maraísa)

10. 60 Dias Apaixonado (Maiara e Maraísa)

11. Chovendo na Roseira (Anavitória)

12. No Rancho Fundo (Anavitória)

13. Caipira (Bruna Viola)

14. A Majestade, O Sabiá (Bruna Viola)

15. Malagueña Salerosa

16. Vá Pro Inferno Com Seu Amor

17. Galopeira

18. Fio de Cabelo (Tânia Mara)

19. João e Maria (Ana Clara) – Inédita

20. Se Deus Me Ouvisse

21. Como Nossos Pais

22. Página de Amigos (Marília Mendonça)

23. Foi Só Um Caso (Marília Mendonça) – Inédita

24. Era Uma Vez (Kell Smith)

25. Pode Ser Pra Valer (Kell Smith)

26. Separação (Alcione)

27. Evidências (Todos)

Veja o trailer de Elas em Evidências:

Chitãozinho & Xororó viajam no belo sertão de Tom Jobim

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Por Fabian Chacur

Em seus mais de 40 anos de carreira, Chitãozinho & Xororó sempre tiveram como marca a quebra de barreiras. Essa história de “não pode” nunca fez parte do dicionário da dupla. Mais uma prova acaba de chegar às lojas, via Universal Music. Trata-se do CD Tom do Sertão, no qual eles relêm com classe e propriedade 14 músicas de ninguém menos do que Tom Jobim, o Maestro Soberano.

Em entrevista coletiva realizada esta semana no estúdio Trama, onde parte do álbum foi gravado, os irmãos paranaenses explicaram como surgiu a ideia desse novo trabalho. Tudo começou com o fato de Xororó estar ouvindo muito os discos do autor de Águas de Março. Daí, Chitãozinho sugeriu o título de Tom do Sertão para um trabalho deles em cima da obra dele. E começava a tarefa.

“O Tom Jobim representa muito a cultura brasileira no exterior, e não é a toa. Ele é a pérola da música brasileira, e queríamos mostrar para o nosso público esse lado sertanejo do trabalho do Tom, que se mostrou ainda mais forte do que imaginávamos após a pesquisa que fizemos”, explica Chitãozinho. Para tal missão, eles contaram com a ajuda dos experientes produtores Ney Marques e Edgard Poças, além do produtor da própria dupla, Cláudio Paladini.

A ideia era buscar na extensa obra do cantor, compositor e músico carioca canções que tivessem aspectos condizentes com a música rural, tanto em termos de temas do campo como do romantismo habitual na canção sertaneja. “Estudamos a obra dele com a ajuda do Ney e do Edgard para fazer a coisa bem feita. Se não fosse para respeitar o Tom, não faríamos”, garante Chitãozinho.

O repertório inclui sete parcerias de Tom com Vinícius de Moraes, duas só dele e cinco com outros parceiros. A presença de Vinícius/Tom é facilmente explicável por Xororó. “O Vinícius foi quem fez a parte mais romântica das músicas escritas com o Tom, e esse romantismo tem tudo a ver conosco e com a música sertaneja, que também tem músicas românticas com boas harmonias e letras, como ‘Evidências'”.

Morto em 1994, Tom infelizmente não terá a oportunidade de conhecer este belo Tom do Sertão. Mas Chitãozinho se lembra do único encontro que teve com o genial compositor, há quase 30 anos. “Encontrei ele em um restaurante e fui cumprimenta-lo. Ele foi muito simpático, disse que conhecia a obra da dupla e que teríamos muito futuro”, relembra.

Tom do Sertão inclui músicas como Águas de Março, Chovendo na Roseira, Chega de Saudade, Eu Sei Que Vou Te Amar, Correnteza e Caminhos Cruzados, entre outras, e conta com arranjos sofisticados e que trazem tais canções para o universo musical da dupla, sem descaracterizá-las, fruto de um trabalho que durou mais de um ano.

O CD será divulgado com um show especial que deve incluir entre 10 a 15 datas, ser gravado e gerar um DVD a ser lançado provavelmente ainda este ano. Tom do Sertão será lançado também no formato LP de vinil. “A gente é movido por emoção e por desafios desde o início de nossa carreira, e será sempre assim”, finaliza Xororó.

Tom do Sertão- Chitãozinho & Xororó- na íntegra em streaming:

Não gostar de um gênero musical é preconceito?

Por Fabian Chacur

Lendo matéria publicada na nova encarnação do jornal paulistano Shopping News, que fez seu nome nos anos 70 e 80 quando era distribuído gratuitamente aos domingos, fiquei com uma questão importante na cabeça.

A análise em questão falava sobre o atual momento positivo da música sertaneja, com diversos artistas estourados nas paradas de sucesso. Em determinado ponto,  era citado um possível preconceito que impediu durante anos esse estilo musical de ter destaque nos grandes centros urbanos.

Aí, fica a pergunta que me levou a escrever esse post: será que o fato de a gente gostar ou não de um determinado estilo musical implica necessariamente em preconceito?

Não seria esse argumento usado por alguns de forma excessiva e até leviana por aí? Afinal de contas, ninguém chamará alguém que afirme não gostar de rock de preconceituoso. Ou de quem não curte MPB. Ou ainda aqueles que não se liguem em jazz ou música erudita.

No caso da música de cunho popular, sempre fica essa razão no ar. Não seria uma espécie de “complexo de vira-lata” por parte de quem sempre toca nesse ponto para justificar o porque alguém com formação intelectual mais elaborada não curte estilos como sertanejo, axé ou música romântica?

Dou o meu exemplo pessoal. Não tenho o menor preconceito contra a música sertaneja. Minha mãe nasceu na gloriosa Buri (SP) e tenho inúmeros parentes no interior deste e de outros estados.

Respeito muito esse estilo musical, e existem artista nele que considero excelentes, como Chitãozinho & Xororó, por exemplo. Mas sabem quantos discos desse estilo eu comprei para mim? Nenhum. E provavelmente nunca comprarei. Por preconceito? Não! A razão é simples: não me agrada, não me cativa, não me envolve e não me identifico com ele. Simples assim.

Essa coisa de sempre colocar o preconceito com explicação para certas coisas é um princípio meio perigoso. Lógico que tem gente que possui essa característica de rotular as coisas antes de conhecê-las, ou que associa uma opinião imediatamente com a posição social ou cultural de quem a emite.

Mas não dá para generalizar. Pois se fosse dessa forma, todos teríamos de obrigatoriamente gostar dos gêneros musicais populares, sob pena de sermos considerados discriminatórios, preconceituosos, metidos a besta. E não é por aí. Viva a liberdade de escolha, sempre!

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