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Choro Pra Cinco fará os seus primeiros shows em São Paulo

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Por Fabian Chacur

O choro, ou chorinho, é um dos gêneros mais belos e nobres da música brasileira. Centenário, nunca some totalmente de cena, para felicidade de quem tem bom gosto e sabe escolher boas opções sonoras para curtir. Uma das formações mais bacanas da atualidade nessa praia é o Choro Pra Cinco, de Brasília, que enfim fará suas primeiras apresentações ao vivo em São Paulo, ambas com entrada gratuita. A primeira nesta quinta (14) às 19h no Centro Cultural São Paulo (rua Vergueiro, nª 1.000- Paraíso- fone 0xx11-3397-4002) e a segunda nesta sexta (15) às 19h na Galeria Olido (Avenida São João, nª 473- Centro- fone 0xx11-3331-8399).

Criado em 2012 na capital brasileira, o Choro Pra Cinco é integrado por Thanise Silva (flauta), George Costa (violão), Vinícius Magalhães (violão 7 cordas), Pedro Molusco (cavaquinho) e Gabriel Carneiro (pandeiro). Eles tem como principal mérito, além da perfeita coesão instrumental, o fato de mesclarem com inteligência nos shows clássicos do chorinho e da MPB com várias composições próprias, o que dá um sotaque próprio ao seu trabalho.

Essa habilidade está plenamente presente em seu álbum Caminho dos Ventos, disponível em CD e também nas principais plataformas digitais. Este trabalho altamente recomendável traz dez faixas, entre elas as deliciosas Pela Sombra (Thanise Silva), Âncora (George Costa), Antes Que Eu Me Esqueça (George Costa e Vinícius Magalhães), Pergunta Pra Rafa (Vinícius Magalhães), Sutil (Hamilton Costa e Sebastião Tapajós) e É Nessa Que Eu Vou (Rafael dos Anjos).

Nesses sete anos de estrada, o quinteto brasiliense fez vários shows em sua cidade natal e também em Araxá (MG), Curitiba, Recife e, agora, São Paulo. Eles já realizaram duas consistentes turnês internacionais, com direito a shows em locais fechados e ao ar livre e workshops na Alemanha, França, Suíça e Bélgica (veja um registro em vídeo da segunda tour aqui).

Pela Sombra (clipe)- Choro Pra Cinco:

Hamilton de Holanda celebra seu mestre em álbum e show

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Por Fabian Chacur

Com 42 anos de idade, Hamilton de Holanda é um dos grandes nomes do bandolim no Brasil. Ele não só ajudou a renovar a linguagem desse célebre instrumento musical, como também o aproximou das novas gerações. Para lançar o novo álbum do seu Hamilton de Holanda Trio, o ótimo 10zz, ele faz um show no Rio de Janeiro neste domingo (6) às 18h no Teatro OI Casa Grande (avenida Afrânio de Melo Franco, nº 209- Leblon- fone 0xx21-2511-0800), com ingressos a R$ 40,00 (meia) e R$ 80,00 (inteira).

O álbum, já disponível nas plataformas digitais e também em LP de vinil, é uma homenagem a um dos músicos que mais influenciam a obra deste consagrado músico carioca. Trata-se de Jacob do Bandolim, cujo centenário está sendo celebrado em 2018. O trabalho inicia uma série de discos que Hamilton irá gravar, e que serão posteriormente lançados de forma conjunta em um box pela gravadora Deck.

Ó intrigante título 10zz saiu da união das dez cordas do bandolim com o final da palavra jazz. “Procurei um título com poucas letras e um som direto, que pudesse dar significado à concepção deste trabalho. É o choro do Jacob com uma pitada de jazz. Não necessariamente todas as faixas são desse gênero, mas têm essa maneira de tocar, que utiliza muito a improvisação e solos criados no momento da gravação. O nome resumiu bem o espírito do disco”, explica o artista.

Ao lado de Guto Wirtti (contrabaixo acústico) e Thiago da Serrinha (percussão), Hamilton mostrará no show carioca faixas do álbum, que traz dez clássicos do repertório de Jacob, entre os quais Remelexo, Mágoas, Assanhado e Alvorada, e também a bela Naquela Mesa (homenagem feita ao saudoso pai por Sergio Bittencourt) e Serenata Jacarepaguá, composição do líder do trio celebrando seu ídolo.

Jacob 10ZZ- Hamilton de Holanda (ouça em streaming):

Oswaldo Gusmão/Nina Wirtti celebram Jacob do Bandolim

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Por Fabian Chacur

Uma das grandes efemérides ligadas ao mundo da música brasileira deste ano é a celebração do centenário de Jacob do Bandolim (1918-1969). Grande músico e um compositor inspirado, ele ajudou o chorinho e a música instrumental brasileira a seguirem sua belíssima história com muita categoria e brilhantismo. Como forma de celebrar essa data histórica, o compositor e musico Oswaldo Gusmão realizou uma verdadeira façanha, colocando letra na célebre O Voo da Mosca, de Jacob.

Tudo começou quando o amigo violonista Luis Filipe Lima sugeriu a Gusmão o desafio de “letrar” essa valsa instrumental, cuja melodia se mostrava bastante difícil de comportar palavras em uma sequência que fosse coerente e seguisse a inspiração sugerida por seu título. Pois o artista não só topou o desafio como conseguiu um resultado dos melhores. A gravação, já disponível nas plataformas de streaming e em videoclipe, conta com ele nos vocais e violão e com a participação certeira da cantora gaúcha radicada no Rio Nina Wirtti.

Oswaldo Gusmão estreou no mundo discográfico em 1998 com o álbum Olha Zé, produzido por Pedro Luis (do grupo Pedro Luis e a Parede) e vencedor do Prêmio Sharp na categoria Melhor Álbum de Samba. Desde então, ele nos proporcionou os CDs As Árvores (2005), Serenata (2007) e Sambas de Amor e Humor (2016), este último uma coletânea.

Por sua vez, Nina Wirtti estreou em disco com Joana de Tal… (2012), tendo lançado em 2017 o álbum Chão de Caminho- Voz e Bandolim, uma parceria com o músico Luis Barcelos.

O repertório de Jacob do Bandolim possui inúmeros outros clássicos além de O Voo da Mosca, entre os quais os mais badalados são Doce de Coco, Noites Cariocas, Vibrações e Receita de Samba. Ele também criou no início dos anos 1960 o grupo Época de Ouro, dedicado ao chorinho e um dos melhores nesse nobre segmento da nossa música.

O Voo da Mosca– Oswaldo Gusmão e Nina Wirtii:

Débora Watts lança seu 1º CD autoral com um show no Rio

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Por Fabian Chacur

Depois de cantar clássicos da MPB durante muitos anos nos EUA, Débora Watts resolveu se dedicar a composições próprias, processo que teve início em 2013. A cantora e agora também autora vem ao Brasil para mostrar o repertório de seu primeiro CD com músicas de sua autoria, Um Samba Ao Contrário. O show será realizado no Rio de Janeiro nesta terça-feira (6) às 21h no Bar Semente (rua Evaristo da Veiga, nº 149- Lapa- fone 0xx21), com ingressos a R$ 20,00.

Natural de Saquarema (RJ), Débora mora nos EUA desde 1993. Por lá, recebendo incentivo de seu marido, o pianista John Allen Watts, passou a se apresentar em locais como o Brooklyn Museum e o Flushing Town Hall, acompanhada por músicos de lá e interpretando pérolas do samba, MPB, bossa nova e baião. Quando resolveu escrever suas próprias canções, teve como inspiração craques como Chico Buarque, Edu Lobo, Chiquinha Gonzaga, Tom Jobim e Noel Rosa, entre outros.

Um Samba ao Contrário traz 14 músicas feitas por Débora, nas quais uma sonoridade acústica marca presença em canções que vão do samba ao chorinho, passando por maxixe, valsinha e até bolero. No repertório, destaques para as canções Vampiros, O Vento e a Flor, Vou Te Contar Um Segredo, A História de Nós Dois e Calma.

No show no Rio, ela será acompanhada por Rogério Caetano (violão de 7 cordas), Luis Barcelos (bandolim e cavaquinho), Guto Wirtti (baixo acústico), Rafael Barata (bateria) e Kiko Horta (acordeon), boa parte dos músicos que marcaram presença no álbum, gravado no Rio por Carlos Fuchs no estúdio Tenda da Raposa e mixado/masterizado nos EUA por David Darlington, que possui um Grammy em seu currículo.

Vampiros– Débora Watts:

Nilze Carvalho apresenta seu novo projeto em show no Rio

Nilze Carvalho_ Foto Choro Canção (Crédito Tyno Cruz)-400x

Por Fabian Chacur

Nilze Carvalho é uma daquelas artistas das quais a gente não exagera ao dizer que começaram a carreira ainda no berço. Afinal de contas, a trajetória desta cantora, compositora, bandolinista e cavaquinhista teve início quando ela ostentava apenas cinco aninhos de idade. Ela se reencontra com as suas origens musicas neste sábado (28) e domingo (29), sempre às 20h, no Solar de Botafogo (rua General Polidoro, nº 180- Rio de Janeiro- fone 0xx21- 2543-5411), com ingressos de R$ 20,00 a R$ 40,00.

Precoce, Nilze gravou quatro álbuns dos 12 aos 14 anos de idade, uma série intitulada Choros de Menina nas quais foi acompanhada, em dois volumes, pelo histórico grupo Época de Ouro, um dos mais importantes e badalados da história do chorinho. Com o tempo, ampliou os seus horizontes musicais e mostrou muito talento, sendo que seu mais recente CD, Verde Amarelo Negro Anil, recebeu muitos elogios e concorreu a prêmios em 2015.

Choro Canção mostrará a artista de 47 anos nascida em Nova Iguaçu (RJ) investindo em um repertório com obras oriundas desde o século 19 até os dias de hoje, assinadas por autores como Joaquim Antônio da Silva Callado, Pixinguinha, Bororó, Edu Krieger, Marisa Monte e Arnaldo Antunes. Entre outras músicas, teremos Flor Amorosa, 1×0, Curare, Novo Amor e De Mais Ninguém. Nilze (que tocará bandolim, violão e cavaquinho) será acompanhada por Hudson Santos (violão sete cordas) e Netinho Albuquerque (percussão).

Chorei– Nilze Carvalho:

Corina Magalhães explora do seu jeito a mineirice no samba

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Por Fabian Chacur

Tem mais uma mineira das boas no samba. Trata-se da cantora Corina Magalhães. Com 32 anos de idade e natural da cidade de Cambui (MG), a moça estreia em disco de forma segura e inspirada, mostrando que se preparou muito bem para executar essa tarefa, algo que infelizmente muitos artistas não fazem em seus primeiros trabalhos. O álbum, intitulado de forma simples e direta Tem Mineira no Samba, é um verdadeiro banho de swing, classe e sutileza. Bom demais da conta!

O conceito por trás do CD que abre a discografia desta intérprete é simples, mas muito bem desenvolvido. Ela selecionou 13 composições de autores mineiros de várias épocas, mais uma, Guerreira, escrita por dois cariocas (João Nogueira e Paulo Cesar Pinheiro), que, no entanto, foi feita e gravada pela mais famosa e bem-sucedida sambista mineira de todos os tempos, a saudosa Clara Nunes.

Com um repertório muito bem selecionado, o próximo passo foi criar uma moldura musical adequada e que se afastasse do óbvio, e nisso Corina mais uma vez se mostrou craque. Sua concepção musical temperou o baticum sambista com bons elementos de chorinho e especialmente de jazz, apostando na sutileza, nas nuances e em um delicioso diálogo entre voz e instrumentos em vários momentos, algo típico dos intérpretes jazzísticos mais bem dotados.

O resultado é um disco que flui gostoso a cada faixa. Uma grande qualidade desta mineirinha é o fato de se valer de um registro vocal doce e suave sem cair em uma mesmice, ou seja, sem se lambuzar de doçura e correr o risco de nos oferecer um trabalho sem variações e proibido para diabéticos. Nada disso. Corina prova que é possível ser suave e ao mesmo tempos nos oferecer variações de timbre e interpretação das mais expressivas, sem gritar ou exagerar.

Corina se porta bem na árdua missão de nos oferecer novas leituras para algumas músicas bem conhecidas, como Sem Compromisso (Geraldo Pereira-Nelson Trigueiro), Ai Que Saudade da Amélia (Ataulfo Alves-Mário Lago), Escurinho (Geraldo Pereira) e Falsa Baiana (Geraldo Pereira). Todas elas aparecem aqui de roupa nova, não se assemelhando a releituras anteriores e soando muito legais.

As três que ela pinçou da obra dos geniais João Bosco e Aldyr Blanc ficaram matadoras. São elas Casa de Marimbondo, Prêt-a-Porter de Tafetá e A Nível de…, esta última um dos momentos mais bem-humorados e sarcásticos da dupla mineiro-carioca. Em Aqui é o País do Futebol (Milton Nascimento-Fernando Brant), a intérprete dá uma aula no quesito suavidade-tensão, trocando de registros com uma categoria absurda.

Das novas gerações, boa representante é a deliciosa Galo e Cruzeiro, do versátil Vander Lee. E tem três do mestre Ary Barroso, Faceira, Camisa Amarela e Morena Boca de Ouro. E quer saber? Melhor você ir atrás e descobrir por si só esta bela obra, uma das estreias mais consistentes dos últimos anos. Muita cantora por aí tem se metido a cantar samba atualmente, mas poucas com esta consistência, esta categoria e essa fluência. Coisa muito, mas muito fina mesmo!

obs.: ah, e também merece muitos elogios a apresentação visual do CD, simplesmente espetacular, com direito a belíssima capa tripla no formato digipack, com direito a um belo encarte com as letras e ficha técnica. Coisa de primeiro mundo.

Aqui é o País do Futebol– Corina Magalhães:

Guerreira– Corina Magalhães:

Faceira– Corina Magalhães:

Choronas mostram sua musicalidade no GOA

Por Fabian Chacur

O Grupo As Choronas, um dos melhores dedicados ao chamado “jazz brasileiro”, o chorinho, é a nova atração do projeto Audições, realizado pelo restaurante GOA-Gastronomia Saudável (rua Cônego Eugênio Leite, 1.152-Pinheiros- fones 0xx11 3031-0680 e 3097-9536). O show será realizado no dia 24 de agosto a partir das 21h30, com couvert artístico custando R$ 20.

Com 16 anos de estrada, As Choronas tem como integrantes Ana Cláudia (cavaquinho), Gabriela Machado (flauta), Paola Picherzky (violão sete cordas) e Miriam Capua (pandeiro). Integram sua discografia os CDs Atraente (2000), Choronas Convida (2004) e O Brasil Toca Choro (2008). O quarteto já se apresentou nos quatro cantos do Brasil e também no exterior, e tem como marcas o bom gosto no repertório e a fluência musical, com direito a belos solos.

Outra característica marcante no trabalho das Choronas é a busca de uma aproximação entre o repertório clássico do chorinho e o contemporâneo, sem se prender a apenas uma das vertentes de sua rica história e demonstrando dessa forma uma visão mais abrangente e arejada deste gênero musical, um dos primeiros e mais cultuados da nossa riquíssima música popular brasileira. Baião, maxixe e samba também integram sua mistura musical.

O set list para o show no GOA irá mesclar clássicos do chorinho como Apanhei-te Cavaquinho (Ernesto Nazareth), incursões de craques da MPB no gênero como Salve Copinha (de Hermeto Pascoal) e composições de autores contemporâneos como Marcos Cesar, do Recife (Lela Não Tem Reclamado) e da integrante do grupo Gabriela Machado (Serelepes).

Ouça As Choronas tocando ao vivo Tico-Tico No Fubá:

Chorinhos em Desfile agora no céu, Altamiro

Por Fabian Chacur

Minha mãe era fã incondicional de música, da clássica à popular, e costumava ter sempre uma boa trilha sonora para seus afazeres de dedicada dona de casa que era. Eu, quando criança, tive a honra de ouvir com minha eterna dona Victoria vários de seus LPs.

Entre eles, um dos favoritos era Chorinhos em Desfile (1959), lançado pela gravadora Copacabana e creditado a Altamiro Carrilho e Seu Conjunto Regional. Era o “disco do passarinho”, devido à sua bela capa, com uma ave cantando nos galhos de uma árvore, em foto colorida que você pode ver ilustrando este post.

Esse álbum incluía 11 faixas, entre as quais maravilhas como Tico-Tico No Fubá (Zequinha de Abreu), André de Sapato Novo (André Victor Corrêa) e Canarinho Teimoso (Altamiro Carrilho e Ary Duarte), só para citar algumas que permanecem firmes na minha memória musical.

Através desse disco fantástico, gravado pelo flautista fluminense Altamiro Carrilho quando ele tinha 35 anos de idade, conheci um dos gêneros musicais mais cativantes da música brasileira, o chorinho, com seus improvisos, melodias deliciosas, predominância instrumental e berço/inspiração de músicos brilhantes, entre os quais o próprio AC.

Infelizmente, esse verdadeiro gênio da flauta e da música popular nos deixou no dia 15 (quarta-feira), vítima de um câncer no pulmão, e irá se juntar a minha saudosa mãe (1926-1996), apenas uma entre as inúmeras fãs desse verdadeiro gênio da música.

Altamiro Carrilho começou a tocar ainda muito jovem, aos 5 anos, e no decorrer dos anos passou a se dedicar à flauta e ao estudo da música, enquanto trabalhava como farmacêutico. No início dos anos 50, passou a atuar como músico em tempo integral.

Além de gravar inúmeros discos, entre os quais o citado Chorinhos em Desfile, Carrilho também atuou como músico de estúdio, sendo utilizado por grandes astros e sempre em posição de destaque em incontáveis gravações antológicas.

Dois de seus momentos marcantes como flautista estão nas gravações originais de estúdio de dois grandes clássicos da MPB, Detalhes (1971), de Roberto Carlos, e Meu Caro Amigo (1976), de Chico Buarque. Só essas duas participações bastariam para que eu o considerasse um gênio. E ele fez muito, mas muito mais.

Tive a honra de entrevistar esse monstro sagrado da música brasileira lá pelos idos de 1992, e fiquei cativado por sua simpatia e simplicidade, características que o marcavam também no intercâmbio com músicos mais jovens, dividindo seu talento com generosidade e inteligência.

Altamiro Carrilho (21.12.1924-15.8.2012) é mais um músico do primeiríssimo escalão da MPB que nos deixa. Sorte que temos os discos e vídeos para matarmos a saudade. Entre os quais Chorinhos em Desfile, que eu herdei da Dona Victoria. Que herança maravilhosa!

André de Sapato Novo, com Altamiro Carrilho:

Meu Caro Amigo, com Chico Buarque e Altamiro Carrilho:

Detalhes, com Roberto Carlos (flauta tocada por Altamiro Carrilho):

Grupo Quatro a Zero faz show gratuito em SP

Por Fabian Chacur

O grupo paulista Quatro a Zero será a atração desta sexta-feira (20) às 22h30 do projeto Música Para Todos. O show terá como palco o Teatro Coletivo (rua da Consolação, 1.623- São Paulo- fone 0xx11-3255-5922), com entrada gratuita. Os convites devem ser retirados até meia-hora antes do espetáculo.

Criado em São Paulo há mais de dez anos, o Quatro a Zero já gravou três elogiados CDs, sendo o mais recente Alegria (2011). Sua formação atual inclui Daniel Muller (piano e acordeon), Danilo Penteado (baixo), Eduardo Lobo (guitarra) e Lucas Casacio (bateria). Este último substituiu Lucas de Rosa, morto em 2009.

O som do quarteto paulista se vale do chorinho como base do seu trabalho, misturando esse marcante estilo musical com diversas outras linguagens e ritmos, gerando um som instrumental original, moderno e criativo.

Em seus shows, o grupo toca músicas como Enfim, primavera, Bacalhau ou Caipirinha? e Flamengo, entre outras. Eles acabam de voltar de uma turnê europeia que incluiu shows em Paris e Portugal. O Quatro a Zero também se apresentam com frequência nas mais importantes capitais e cidades brasileiras.

Ouça Flamengo, com o grupo Quatro a Zero:

Flautista americana lança livro sobre chorinho em SP

Por Fabian Chacur

A música brasileira gera paixão pelos quatro cantos do mundo. Que o diga a musicista americana Julie Koidin.

A flautista e professora veio ao Brasil pela primeira vez em 1997. Desde então, tornou-se visitante frequente.

Até aí, tudo normal. O que torna o relacionamento dela com a nossa cultura especial é que Julie se apaixonou pelo chorinho, um dos gêneros mais originais da música brasileira, e se tornou uma de suas grandes divulgadoras.

Além de gravar discos dedicados ao gênero ao lado do violonista brasileiro Paulinho Garcia (com quem formou o duo Dois no Choro), agora a nativa da cidade de Chicago lança um projeto ainda mais ambicioso e benvindo.

Trata-se de Os Sorrisos do Choro (editora Choro Music, R$ 46), livro com mais de 500 páginas no qual Julie apresenta 52 entrevistas com músicos do naipe de Altamiro Carrilho, Nailor Proveta, Hermeto Pascoal, Guinga etc.

Como forma de lançar a publicação por aqui, ela estará no dia 18 (sábado) a partir das 17h participando de uma roda de choro na Casa do Núcleo (rua Padre Cerda, nº 25 – Alto de Pinheiros – fone 0xx11 3032-8401).

O evento é gratuito, e músicos podem levar seus instrumentos, se por ventura desejarem tocar com Julie. Afinal, nada mais democrático do que uma velha e boa roda de chorinho.

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