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David Crosby e seu Sky Trails, mais um desses CDs incríveis

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Por Fabian Chacur

David Crosby é um dos grandes gênios do nosso amado rock. Não satisfeito em ter integrado algumas das mais importantes bandas de todos os tempos, The Byrds e Crosby, Stills & Nash/Crosby, Stills, Nash & Young, o cara ainda possui uma carreira solo das mais elogiáveis, e que anda bem produtiva nos últimos anos. Seu mais recente CD é o maravilhoso Sky Trails, que saiu cerca de um ano após outra maravilha, Lighthouse (2016- leia a resenha aqui).

Em sua trajetória musical, este brilhante cantor, compositor e músico americano que caminha para completar 77 anos de idade conseguiu criar uma sonoridade própria que mistura com desenvoltura rock, folk, country e jazz. Sabe harmonizar vozes como ninguém, tem uma voz belíssima, compõe com assinatura inconfundível e toca muito bem guitarra e, principalmente, violão.

Sky Trails guarda boas semelhanças com o trabalho da banda CPR, e não é para menos. O braço direito de Crosby durante todo o álbum é exatamente um de seus parceiros naquele trio, o filho tecladista e compositor James Raymond, sendo que em uma faixa, o incisivo rock midtempo Sell Me a Diamond, o terceiro integrante da banda, o guitarrista Jeff Pevar, marca presença com seus solos intensos.

O CPR lançou dois discos de estúdio e dois ao vivo entre 1998 e 2001, e nos oferecia uma mescla de jazz-rock e folk envolvente. E esse é basicamente o clima deste trabalho. A abertura fica por conta de uma composição solo de Raymond, a deliciosa e delicadamente funkeada She’s Got To Be Somewhere, com um jeitão de Steely Dan e muito swing.

Sky Trails, a faixa que dá nome ao disco, é uma parceria de Crosby com a talentosa cantora, compositora e guitarrista americana Bekka Stevens, dobradinha que já havia rendido uma faixa antes, no álbum Lighthouse, a incrível By The Light Of Common Day. A nova colaboração nos mostra o belo encaixa das vozes dos dois, em uma melodia delicada e de rara beleza, capaz de cativar o ouvinte logo nos seus primeiros segundos.

Parceria de Crosby com Michael McDonald (ex-Doobie Brothers, que não participou da gravação), Before Tomorow Falls On Love é uma bonita balada com piano em destaque no acompanhamento. Here It’s Almost Sunset aposta em clima mais acústico. Capitol investe em jazz rock, em um momento um pouco mais swingado.

De autoria de Joni Mitchell e lançada originalmente no álbum da estrela canadense Hejira (1976), Amelia mereceu uma releitura próxima do registro da autora, e não foi escolhida por acaso, pois sua letra segue a linha das viagens internas e externas propostas a rigor em todas as faixas do álbum, como as delicadas Somebody Home e Curved Air.

Uma marca registrada do CD é a participação destacada dos sopros em vários momentos, comandados pelo experiente Steve Tavaglione. Mais uma vez Crosby se concentra nos vocais, tocando seu violão endiabrado apenas na bela Home Free, que encerra o álbum. Sky Trails transmite paz de espírito, boas energias e muita emoção ao ouvinte, mostrando que, sim, a vida pode seguir em frente e nos surpreender positivamente. David Crosby é a prova concreta disso.

Sky Trails- David Crosby (ouça em streaming):

ChangesTwoBowie:relançado em CD após mais de 30 anos

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Por Fabian Chacur

Em 1981, chegou às lojas brasileiras a coletânea ChangesTwoBowie. Naquele momento, era uma rara oportunidade de se conferir alguns dos maiores hits de David Bowie, pois seus álbuns da fase RCA estavam fora de catálogo e custavam uma fortuna nos sebos da vida. Essa compilação chegou a sair em CD nos EUA em 1985, mas logo saiu de cena. Para felicidade dos colecionadores, esse disco acaba de voltar ao mercado nacional em versão remasterizada pela Warner, nos formatos CD e digital. No exterior, também está disponível em LP de vinil.

Esta coletânea saiu como um complemento para ChangesOneBowie (1976). Ao contrário do que normalmente ocorre nesses casos, ela não se atém ao período posterior ao lançamento do volume 1, trazendo dez faixas abrangendo material de Hunky Dory (1971) até Scary Monsters (And Super Creeps) (1980). Seu grande atrativo na época era o raro single John I’m Only Dancing (Again), espécie de releitura disco gravada em 1975 do single John I’m Only Dancing (1972).

Além dessa faixa, que originalmente saiu em single em 1979 e depois foi incluída em outras compilações, o diferencial bacana desta compilação é a incrível capa, cuja foto foi feita pelo célebre Greg Gorman, ainda na ativa até hoje e conhecido por seus cliques de celebridades do mundo da música e do cinema como Jimi Hendrix, Elton John, Grace Jones, Richard Gere e inúmeros outros, desde o final da década de 1960.

Vale lembrar outra curiosidade envolvendo esta compilação. Quando o selo Rykodisc fez em 1990 o relançamento da discografia de Bowie de 1969 a 1980, optou por não incluir no pacote as coletâneas ChangesOneBowie e ChangesTwoBowie, criando uma nova compilação intitulada ChangesBowie (que saiu na época no Brasil em LP de vinil duplo pela EMI). Acho muito provável que fãs mais fieis de Bowie comprem essa nova edição de ChangesTwoBowie pela memória afetiva, capa e boa seleção de faixas, mas existem diversas outras coletâneas mais indicadas para quem quiser se iniciar na obra desse gênio do rock.

Conheça o repertório de ChangesTwoBowie:

Aladdin Sane (1913-1938-197?)
Oh! You Pretty Things
Starman
1984
Ashes To Ashes*
Sound And Vision
Fashion
Wild Is The Wind
John, I’m Only Dancing (Again) 1975
D.J.

Johnny I’m Only Dancing (Again)– David Bowie:

Lindsey Buckingham sai mais uma vez do Fleetwood Mac

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Por Fabian Chacur

A notícia surgiu nesta segunda (9) como uma verdadeira bomba no site da edição americana da revista Rolling Stone, e acabou sendo confirmada pelo site oficial do Fleetwood Mac pouco depois. O guitarrista, cantor e compositor Lindsey Buckingham não faz mais parte da banda. Ele será substituído por dois outros músicos de grife, o cantor, compositor e guitarrista neozelandês Neil Finn, da banda Crowded House, e o americano Mike Campbell, guitarrista integrante de Tom Petty & The Heartbreakers. Uma mudança repleta de detalhes e curiosidades.

A matéria da RS afirma que Buckingham teria sido demitido pelo grupo após um desentendimento entre ele e os outros integrantes em relação à próxima turnê do time. O comunicado oficial da banda afirmou o seguinte: “Estamos felizes em recepcionar o talento musical de Mike Campbell e Neil Finn na família Mac; Com eles, estaremos apresentando todos os nossos hits que os fãs amam e também iremos surpreender o público com algumas músicas do nosso histórico catálogo de músicas. O FM sempre tem tido uma evolução criativa”.

O comunicado prossegue assim: “Olhamos para a frente para honrar esse espírito em nossa próxima turnê; Fizemos uma jam session com Mike e Neil e a química entre nós funcionou e fez a banda sentir que temos a combinação correta para seguir adiante, com algo novo ainda que contenha o inconfundível som do FM”. Quem assinou o texto foi Mick Fleetwood, fundador da banda em 1967 e o seu comandante desde então, responsável pela decisões referentes a eles.

A turnê ainda não tem datas definidas, o que ocorrerá em breve. Em sua conta no Twitter, Neil Finn confirmou a entrada no FM não muito após a divulgação da novidade. Por sua vez, Lindsey Buckingham ainda não fez até o momento nenhum comentário em seu site oficial, que por sinal está desatualizado, sem nenhum post referente a 2018.

O último show completo de Lindsey com o FM ocorreu em julho de 2017, sendo que em janeiro deste ano ele tocou com a banda em um pocket show. O repertório do show da nova encarnação do grupo deve mesclar grandes sucessos com lados B de seu vasto repertório, o que poderá incluir, por exemplo, canções da fase blues que marcou os anos iniciais desse time rocker.

O cantor, compositor e guitarrista americano Lindsey Buckingham entrou no Fleetwood Mac em 1975, junto com sua então namorada Stevie Nicks. Ao lado dos britânicos Mick Fleetwood (bateria), John McVie (baixo) e Christine McVie (teclados e vocal), integrou a formação clássica da banda, que estourou em termos mundiais com álbuns como Fleetwood Mac (1975), Rumours (1977) e Mirage (1982).

Em 1987, após o lançamento do CD Tango In The Night, Buckingham saiu da banda, para a qual retornou uma década depois, com o lançamento do álbum ao vivo The Dance (1997). Ele sempre se mostrou o integrante mais ousado e inovador do time, dando um tempero mais rocker ao pop-rock perfeito desenvolvido pelo quinteto.

Lindsey Buckingham iniciou uma carreira-solo quando ainda estava no Fleetwood Mac, em 1981, e tem no currículo seis CDs individuais gravados em estúdio, além de DVDs gravados ao vivo. Seu primeiro LP, Buckingham Nicks, gravado em parceria com Stevie Nicks antes de ambos entrarem no FM, saiu EM 1973. Em 2017, ele lançou Lindsey Buckingham Christine McVie, CD em dupla com a colega de FM Christine McVie, trabalho que foi divulgado com alguns shows (leia a resenha de Mondo Pop aqui).

Não é a primeira vez que um músico ilustre entra na vaga de Mr. Buckingham. Em 1995, o cantor e compositor Dave Mason, conhecido por ter integrado a banda Traffic nas décadas de 1960 e 1970, esteve no Fleetwood Mac, gravando com eles o álbum Time, um bom disco que, no entanto, tornou-se o maior fracasso comercial da história da banda. E seus novos substitutos tem belos currículos.

Neil Finn esteve em duas bandas de sucesso, a Split Enz e especialmente a Crowded House, que nos anos 1980 e 1990 conseguiu ótima repercussão nas paradas de diversos países graças a canções como Don’t Dream It’s Over, Better Be Home Soon, Weather With You, Chocolate Cake e It’s Only Natural, entre outras. Ele também gravou discos solo e em dupla com o talentoso irmão Tim Finn.

Por sua vez, Mike Campbell é um dos guitarristas mais respeitados no meio do rock mundial. Era o braço direito de Tom Petty nos Heartbreakers, e paralelamente atuou em projetos com nomes do porte de Don Henley (dos Eagles), Stevie Nicks (ele participou de discos-solo da cantora e também compôs com ela), Bob Dylan, Roy Orbison, Johnny Cash e inúmeros outros. Ou seja, a expectativa em torno dessa nova encarnação do FM é grande. E podem ter certeza de que Lindsey Buckingham nos oferecerá novos trabalhos bem bacanas sem eles.

Go Your Own Way– Fleetwood Mac:

The Beatles in India: filme vai ser lançado ainda este ano

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Por Fabian Chacur

Em fevereiro de 1968, os Beatles viajaram para Rishikesh, na Índia, com o intuito de estudar meditação transcendental com o guru local Maharishi Mahesh Yogi, que eles haviam conhecido em uma viagem do indiano pela Inglaterra no ano anterior. Essa curiosa passagem da trajetória da banda britânica é o tema do documentário The Beatles in India, que segundo informações da revista britânica Uncut, deve ser lançada mundialmente por volta de outubro.

Paul Saltzman é um fotógrafo e cineasta canadense que tinha 23 anos quando teve a oportunidade de conhecer os Beatles na Índia, por absoluta coincidência. Convidado a conviver com eles naquela experiência, fez fotos e filmagens que registaram aquele momento de redescoberta do quarteto britânico. Seu documentário dá uma geral na viagem, e mostra os registros e também as músicas que, compostas lá, acabariam integrando o célebre Álbum Branco (cujo título de fato é simplesmente The Beatles), lançado naquele mesmo 1968.

Com mais de 300 filmes no currículo, entre documentários e dramas, Paul Saltzman tem em seu currículo o badalado Prom Night In Mississipi (2008), e também integra projetos humanitários. Uma exposição permanente de suas fotos dos Beatles na Índia tem como local um espaço no John Lennon Airport, em Liverpool, Inglaterra. Ele lançou dois livros com reproduções de suas célebres fotos, The Beatles in Rishikesh (2000) e The Beatles in India (2006), este último em edição limitada.

Dear Prudence (c/cenas do grupo na Índia)- The Beatles:

Sticky Fingers é relido ao vivo com maestria pelos Stones

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Por Fabian Chacur

Em 2006, quando iria iniciar as gravações de um show dos Rolling Stones para o que viria a ser o documentário Shine a Light (2008), o diretor Martin Scorsese entrou em pânico. Ao contrário do que poderia imaginar, ele não teve acesso prévio ao set list que a banda iria tocar, e dessa forma teve de improvisar seu trabalho. Isso é a cara do grupo liderado por Mick Jagger e Keith Richards, que sempre atuou no melhor estilo “bagunça organizada”. E foi dessa forma que eles gravaram Sticky Fingers Live At The Fonda Theater, DVD que integra a série Rolling Stones From The Vault.

Mas como assim “bagunça organizada?”, você deve estar se perguntando. Afinal de contas, estamos falando de uma banda que se mantém na ativa há mais de 50 anos, sempre com muito sucesso e uma infraestrutura digna de uma verdadeira transnacional roqueira. Se a organização existe, e sem dúvidas explica essa manutenção no topo do cenário rocker mundial, eles sempre tiveram um tempero rebelde, do tipo “vamos fazer do nosso jeito e dane-se o resto”.

Este trabalho é o exemplo mais concreto dessa postura das “Pedras Rolantes”. Eles se propuseram pela primeira vez em sua carreira a tocar ao vivo na íntegra o repertório de um de seus álbuns, mais especificamente o mitológico Sticky Fingers (1971). Para muita gente o melhor disco da ótima discografia do grupo britânico, trata-se de um marco na trajetória deles, quando ficou claro que os caras tinham se consolidado de vez no meio rocker.

Entre outras efemérides bacanas, conseguiu a inédita para eles façanha (que depois repetiriam várias vezes) de atingir o primeiro lugar nos EUA e no Reino Unido; estreou com força total o símbolo da língua que se tornou sua marca registrada. Deu o pontapé inicial na trajetória da sua própria gravadora, a RS Records, que tornou Jagger e Richards ainda mais ricos, e por aí vai. Um clássico supremo do rock and roll.

Só que, ao contrário da grande maioria dos outros grupos e artistas que se propuseram a apresentar trabalhos na íntegra, os Stones se recusaram a tocar ao vivo o repertório de Sticky Fingers na mesma ordem do registro de estúdio. Brown Sugar, por exemplo, que abre o LP, é a 11ª música a ser tocada no show. Dead Flowers, a 9ª do trabalho de estúdio, foi a 3ª no set list do show. E por aí vai… O mais engraçado: a abertura fica por conta de Start Me Up, que nem integra o trabalho em foco, sendo faixa de Tattoo You (1981).

Eles fizeram o seguinte: abriram o show com Start Me Up, em seguida tocaram as dez faixas de Sticky Fingers em seguida (mas sem a sequência do álbum original) e fecharam o show com um cover, Rock Me Baby, do amigo e ídolo B.B.King (que havia falecido seis dias antes da gravação deste DVD) e a empolgante Jumpin’ Jack Flash. Nos extras, temos três bônus: All Down The Line (do álbum Exile On Main Street, de 1972), When The Whip Comes Down (de Some Girls, de 1978) e um cover matador, I Can’t Turn You Loose, de Otis Redding, que na verdade encerrou o show, e sabe-se lá porque ficou aqui, nos bônus.

Ou seja, eles tocaram o álbum em pauta inteirinho, mas do jeito deles, e com direito a canções adicionais. E é aí que entra a organização da bagunça. As performances de Jagger e sua turma (os três colegas de banda mais sete impecáveis músicos de apoio, gerando uma espécie de “Orquestra Rolling Stones”) são simplesmente arrebatadoras. Pelo fato de o show ter sido realizado em um teatro bem menor do que os estádios onde normalmente atuam, criou-se um clima de maior proximidade e intimidade com a plateia, com ótimo resultado.

As performances dos quatro Stones são um capítulo à parte. Jagger, na época com 72 anos de idade, entrega ao público energia e carisma dignas de alguém com uns 30, se tanto, e com direito a uma voz impecável, especialmente nos momentos mais lentos. Keith Richards cativa com seu jeitão de “pirata do Caribe”, sendo bem ladeado por Ronnie Wood, tal qual dois pistoleiros do Velho Oeste. E o vigor e a precisão do baterista Charlie Watts equivalem à arma secreta menos secreta do rock, tal a sua qualidade e consistência. Um dínamo humano.

Se algumas faixas de Sticky Fingers nunca saíram do set list dos shows da banda britânica desde que foram lançadas, como Brown Sugar e Wild Horses, outras foram tocadas em raras ocasiões, casos das maravilhosas Moonlight Mile, Dead Flowers, Sway, Sister Morphine e You Gotta Move. E é muito legal ver alguns closes na plateia, com pessoas cantando as letras dessas músicas junto, de cor e salteado.

Dificilmente os Rolling Stones repetirão esse show. Portanto, Sticky Fingers Live At The Fonda Theatre (teatro localizado em Hollywood, Los Angeles) é não só um registro único e histórico desta performance realizada em 20 de maio de 2015, como certamente a prova de que esse grupo consegue se manter na estrada dignamente. De forma bagunçada, sim, mas com organização suficiente para que a essência desse trabalho incrível se mantenha acesa e deslumbrante.

Brown Sugar (live ath the Fonda Theater-2015)- The Rolling Stones:

Rolling Stones lançam combo com Sticky Fingers ao vivo

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Por Fabian Chacur

Há alguns anos, virou moda no cenário rocker shows com bandas consagradas tocando na íntegra alguns de seus álbuns mais famosos. Os Rolling Stones fizeram isso em 2015, quando tocaram pela primeira e única vez ao vivo o repertório completo de Sticky Fingers. O registro desse evento histórico já está disponível no Brasil, e em vários formatos: DVD+CD, DVD+LP, Blu-Ray+CD e também nas plataformas digitais, tudo via Universal Music.

Com o título Sticky Fingers: Live At The Fonda Theatre 2015, parte integrante da série From The Vault, o combo apresenta o show realizado no dia 20 de maio de 2015 no Fonda Theatre, em Los Angeles. No DVD/Blu-Ray, temos também como bônus entrevistas com os integrantes da banda falando sobre o álbum e três faixas extras.

Lançado em 1971, Sticky Fingers foi o primeiro álbum lançado pelos Stones em seu próprio selo, cujo símbolo é a famosa língua, que desde então se tornou um dos maiores ícones da cultura pop. A capa gerou polêmica, com seu formato de calça jeans com um zíper apresentado em relevo e abrindo, em algumas edições. O toque do célebre artista plástico e ícone da pop art Andy Warhol deu o toque final na coisa toda.

Mas o melhor do disco é mesmo o seu conteúdo musical. Vendendo milhões de cópias e liderando as paradas de sucesso de todo o mundo, traz clássicos do repertório da banda de Mick Jagger e Keith Richard do porte de Brown Sugar, Wild Horses, Can’t You Hear Me Knocking, Sway e Bitch. Um discaço com muito rock, blues e country e considerado por muita gente como o melhor item da discografia desta mitológica banda.

Can You Hear Me Knocking (ao vivo)- The Rolling Stones:

Novo CD de Ringo Starr chega às lojas brasileiras em breve

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Por Fabian Chacur

Para os fãs do formato físico, mais precisamente do CD, e de Ringo Starr, neste caso, uma boa notícia. Está chegando às lojas brasileiras nos próximos dias o novo álbum do ex-Beatle, Give More Love, que também está sendo disponibilizado para download pago e nas diversas plataformas de streaming. A edição será a mesma que já saiu no exterior.

Give More Love é o sucessor de Postcards From Paradise (2015), e não está indo muito bem das pernas em termos comerciais. Nos EUA, atingiu apenas a posição de número 128, ainda pior do que a de seu antecessor, que chegou ao posto de nº 99. Curiosamente, até o momento a melhor performance do álbum foi na República Tcheca, na qual o trabalho do baterista mais famoso do mundo chegou ao nº18 dos charts locais.

O novo álbum do astro britânico traz um elenco repleto de amigos célebres no cenário musical, como tem sido praxe em sua carreira solo. O maior deles, Paul McCartney, marca presença em We’re On The Road Again e Show Me The Way. Aliás, o título da primeira (estamos na estrada novamente) tem tudo a ver, pois McCartney tocará no Brasil em outubro, e Ringo tem oito datas para cumprir em Las Vegas.

Além do velho e bom Macca, Mr. Starkey tem a seu lado em Give More Love os craques Steve Lukather, Peter Frampton, Richard Marx, Dave Stewart, Joe Walsh, Glen Ballard, Timothy B. Schmit e Edgar Winter, entre outros. O álbum traz 10 composições inéditas de Ringo escritas com diversos parceiros. Como bônus, releituras de Back Off Boogaloo, Photograph, You Can’t Fight Lightining e Don’t Pass Me By.

O projeto inicial de Ringo era gravar um álbum totalmente country, mas essa ideia acabou sendo deixada de lado, sendo que a única faixa que se encaixa bem nessa praia é a bela So Wrong For So Long. De resto, temos rock básico, baladas e um pouco de pop, com destaque para We’re On The Road Again, Show Me The Way e Standing Still. Um trabalho despretensioso, básico e divertido de se ouvir.

We’re On The Road Again– Ringo Starr:

The Who não morreu e chega à maturidade com categoria

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Por Fabian Chacur

Ah, a juventude. Nela, dizemos coisas que nem sempre são realmente sinceras. Em 1965, Pete Townshend afirmou, na letra de seu hit My Generation: “hope I die before I get old” (espero morrer antes de ficar velho). Que bom esse “desejo” não ter se concretizado. Dessa forma, enfim os brasileiros puderam ver o seu grupo, o The Who, mais de 50 anos após o seu surgimento. E valeu a pena aguardar tanto. Que maturidade e que categoria!

Em São Paulo, na noite desta quinta-feira (21), o público presente ao Allianz Parque estava lá para ver o The Who. Antes, tivemos a eficiência insossa do hard rock grungeado do Alter Bridge e a vibração e pegada do hard gótico do The Cult. Este segundo agradou bastante, com hits como She Sells Sanctuary, Love Removal Machine, Phoenix, Sweet Soul Sister e Wild Flower. Fizeram um show compacto e ótimo. Mas eles já nos visitaram algumas vezes. A novidade era outra.

E pontualmente às 21h30, com I Can’t Explain (exatamente o primeiro single da carreira da banda, de 1965), enfim Roger Daltrey e Pete Townshend pisaram em um palco brasileiro. Infelizmente, Keith Moon e John Entwistle já não se encontram mais entre nós, mas seus ex-colegas sabem como carregar um legado tão poderoso como o desta banda britânica, acompanhados por um timaço que traz Simon Townshend (irmão de Pete) e Zack Starkey.

Zack, filho de Ringo Starr, é uma das explicações pela qual a atual encarnação do The Who está tão empolgante. Ele conseguiu pegar a essência do estilo do inimitável dínamo Keith Moon, e com a energia de quem tem 20 anos a menos do que seus dois patrões, equivale ao motorzinho do time, energizando os colegas e não deixando a peteca ir ao chão em momento algum.

O show deu um mergulho na história da banda de 1965 a 1982. A amostra dessa obra tão consistente é um ode ao talento de Townshend como compositor. Versátil, o cara começou com rocks ágeis e simples, precursores do que depois recebeu o rótulo de power pop.

Depois, mergulhou na psicodelia, ajudou a formatar as óperas-rock, flertou com o rock progressivo e o hard rock, inspirou o punk rock, escreveu baladas maravilhosas, e investiu em versos que vão do amor à filosofia, com direito ao atualíssimo protesto de Won’t Get Fooled again, por exemplo. Rock eletrônico, new wave, essa mistura é original e única.

Townshend é um compositor que usa a guitarra a favor das canções. Seu estilo de tocar é sem frescuras nem exibicionismos fúteis, embora capaz de empolgar com seus power chords ou solos envolventes. De quebra, ainda canta, e muito bem, por sinal, embora a concorrência na banda seja bastante desleal

Por outro lado, reafirmo pela milésima vez: Roger Daltrey é um dos vocalistas mais subestimados da história do rock. Dificilmente é citado entre os melhores. Uma baita injustiça. A capacidade que esse cara tem de emocionar os fãs com sua bela voz é algo de impressionar. E também sem exibicionismos ou tecnicismos bestas. A voz também a favor das canções. Coisa linda!

Em Sampa City, foram aproximadamente duas horas de rock and roll que simplesmente deixaram o público presente ao Allianz Parque de queixo caído. Sim, com seus celulares o tempo todo filmando e tirando fotos, costume às vezes irritante. Mas gostando e urrando, em especial durante as músicas mais conhecidas da maioria, como Who Are You, Baba O’Riley, Won’t Get Fooled Again, Pinball Wizard e See Me Feel Me.

O show deste sábado (23), no Rock in Rio, teve de ser reduzido em mais de 20 minutos devido ao fato de, horror dos horrores, esse time histórico e clássico ter sido escalado para ficar encaixotado entre o roquinho insosso do Sucubus e a milésima apresentação do Guns N’ Roses no Brasil. Mesmo assim, e diante de uma plateia que estava lá para ver Axl, Slash e sua turma, deram conta do recado com a categoria de quem soube envelhecer com honra. Baita show! Mas Medina e sua turma não deram a chance de nem um bis para o grupo. Vergonha!

Quem por ventura perdeu, que dê uma de Kleiton & Kledir: vá para Porto Alegre e tchau. Pete Townshend e sua trupe do bem tocam na cidade nesta terça (26). E quem perder, provavelmente vai ficar chupando o dedo, pois pelo teor do papo do guitarrista em entrevista ao Multishow logo após a sua excelente performance, a ideia dele é tirar um período sabático e cuidar de carreira solo. Mas mesmo que seja o fim, que fim para uma incrível jornada!

Setlist do show de São Paulo:
Início: 21h30

I Can’t Explain
The Seeker
Who Are You
The Kids Are Alright
I Can See For Miles
My Generation (com trechos de Cry If You Want)
Bargain
Behind Blue Eyes
Join Together
You Better You Bet
I’m One
The Rock
Love Reign O’er Me
Eminence Front
Amazing Journey
Sparks
Pinball Wizard
See Me, Feel Me
Baba O’Riley
Won’t Get Fooled Again

bis

5:15
Substitute final: 23h30 (aproximado)

Set List Rock In Rio

Início: 22h41

I Can’t Explain
Substitute
The Kids Are Alright
I Can See For Miles
My Generation (com trechos de Cry If You Want)
Bargain
Behind Blue Eyes
Join Together
You Better You Bet
I’m One
5:15
Love Reign O’er Me
Amazing Journey
Sparks
Pinball Wizard
See Me Feel Me
Baba O’Riley
Won’t Get Fooled Again
final: 00h17

Baba O’Riley (ao vivo-SP)- The Who:

Alice Cooper grava com a sua antiga banda em Paranormal

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Por Fabian Chacur

Alice Cooper voltará a lançar um álbum de estúdio após seis anos. Seu novo trabalho, intitulado Paranormal, chegará às lojas físicas e virtuais a partir do dia 28. No Brasil, sairá em parceria do selo nacional Shinigami Records com a Ear Music. Será uma versão em formato de CD duplo, e um dos grandes atrativos é a participação de músicos de sua antiga banda, com a qual atuou entre 1969 e 1974.

O primeiro CD traz músicas inéditas gravadas em Nashville e produzidas por Bob Ezrin, que trabalhou com Alice em álbuns clássicos de sua bela discografia, entre eles Welcome To My Nightmare (1975), o primeiro que ele gravou como artista-solo. O álbum conta com faixas como Paranormal e Paranoiac Personality, e inclui participações especiais de Billy Gibbons (guitarrista do ZZ Top), Larry Mullen (baterista do U2) e Roger Glover (baixista do Deep Purple).

O segundo CD tem duas canções inéditas gravadas em estúdio, nas quais Cooper é acompanhado por Dennis Dunaway (baixo), Neal Smith (bateria) e Michael Bruce (guitarra), integrantes de sua banda original. As músicas são Genuine American Girl e You And All Of Your Friends. Também estão neste CD seis gravações ao vivo realizadas em 2016 nos EUA com sua banda atual de clássicos como School’s Out, Feed My Frankenstein, Billion Dólar Babies e No More Mr. Nice Guy.

Alice tocou recentemente ao vivo com seus ex-colegas de banda, e está programada para este ano turnê com eles no Reino Unido. Um único músico daquela formação estará de fora, o guitarrista Glen Buxton, que infelizmente nos deixou em 1997. A atual banda do roqueiro americano inclui Ryan Roxie (guitarra), Glen Sober (bateria), Chuck Garric (baixo), Nita Strauss (guitarra) e Tommy Henriksen (guitarra).

Paranormal– Alice Cooper:

Stevie Nicks regrava o seu hit Gypsy para abrir nova série

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Por Fabian Chacur

Trinta e cinco anos após o seu lançamento, em 1982, a música Gypsy volta aos holofotes da cultura pop. Sua autora, a cantora e compositora americana Stevie Nicks, a regravou para a abertura da série Gypsy, cuja primeira temporada composta por dez episódios a Netflix disponibilizará para os seus assinantes a partir desta sexta-feira (30).

A criadora da atração, Lisa Rubin, afirmou ter se inspirado no registro original da canção, feita pelo grupo Fleetwood Mac (do qual Stevie faz parte), para escrever seu roteiro. Ao saber disso, a cantora se ofereceu para fazer uma regravação solo dessa música, que contou com a produção de Greg Kurstin, conhecido por trabalhos com Adele e Sia.

Segundo ela, a nova versão, basicamente centrada no formato voz e piano, está mais próxima da forma original como a canção foi concebida. A série será estrelada pela atriz Naomi Watts, estrela de King Kong e Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos e o ator Billy Crudup, este último celebrizado pelo papel do guitarrista Russell Hammond no maravilhoso filme Quase Famosos (Almost Famous-2000).

Gypsy foi escrita em 1979, e inicialmente era cogitada para entrar em seu primeiro álbum solo, Bella Donna (1981). No entanto, acabou ficando para o repertório do Fleetwood Mac, e lançada no CD Mirage (1982), que atingiu o primeiro posto na parada americana naquele ano. Lançada no formato single, Gypsy atingiu o posto de nº 12 nos EUA, e é um dos principais hits da carreira dessa grande diva do rock.

Gypsy (releitura)- Stevie Nicks:

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