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Coletânea é uma boa amostra da fase recente do Simply Red

simply red novelas e baladas-400xPor Fabian Chacur

Novelas & Baladas, CD lançado recentemente pelo selo brasileiro Lab344, pode parecer para o desavisado mais uma das várias compilações existentes no mercado com hits do Simply Red, um dos grupos de maior sucesso dos últimos 30 anos. Uma análise mais apurada, no entanto, mostra que a coletânea acaba sendo um bom resumo da fase mais recente da banda britânica. Bem legal mesmo.

Depois de muitos anos ligada às gravadoras Warner e Eastwest, a banda liderada com mão de ferro pelo genial cantor e compositor britânico Mick Hucknall entrou em nova fase a partir de 2003, quando inaugurou seu próprio selo, que desde então tem lançado os novos trabalhos do grupo com acordos de distribuição com gravadoras de diversos países.

Nesse período, o Simply Red lançou os discos de inéditas Stay (2003) e Home (2007) e também os álbuns com releituras de seus sucessos dos anos 1980 e 1990 e uma ou outra canção inédita Simplyfied (2005) e Songs Of Love (2010). E é essa a origem das 13 faixas desta coletânea, com gravações registradas entre 2003 e 2010.

Três são releituras bacanas dos hits For Your Babies, Holding Back The Years e Ev’ry Time We Say Goodbye. As outras equivalem a uma espécie de melhores momentos dessa fase mais recente do trabalho do Simply Red. A empolgante e sacudida Stay, por exemplo. A maravilhosa balada r&b So Not Over You. A certeira Home. A caliente e latina Perfect Love. E por aí vai. E vai muito bem.

É bom verificar que várias dessas músicas mais recentes do Simply Red podem ser comparadas sem susto aos clássicos gravados por eles nos anos 1980 e 1990. Todas as músicas aqui reunidas foram incluídas em trilhas de novelas televisivas como Amor À Vida, Celebridade, Belíssima, Roda de Fogo e Corpo e Alma, entre outras.

Novelas & Baladas pode servir como um bom complemento para quem já tem compilações com os hits da fase clássica do Simply Red, além de um aquecimento para aguardar os futuros shows da banda. Após aproximadamente cinco anos longe de cena, o grupo volta à ativa a partir de outubro para comemorar seus 30 anos de estrada.

Até o momento, só foram divulgadas as datas de shows na Europa, que irão rolar entre outubro e dezembro. No entanto, tudo leva a crer que a tour Big Love Tour 2015- The Return Of Simply Red irá atingir em 2016 outros mercados como Ásia, América do Norte, Central e (cruzemos os dedos) América do Sul, Brasil incluso.

Stay – Simply Red:

So Not Over You– Simply Red:

Home– Simply Red:

Nova coletânea do Queen nos dá três inéditas e outros hits

queen forever-400x

Por Fabian Chacur

Desde a morte prematura de Freddie Mercury em 1991, o fã do Queen tem sido consolado com discos póstumos, faixas inéditas lançadas em conta-gotas e shows de Brian May e Roger Taylor com parceiros diversos tocando material da banda. Mais um desses paliativos chega às lojas. Trata-se da compilação Queen Forever, lançada no Brasil pela Universal Music e já disponível nas lojas físicas e virtuais.

Trata-se de uma coletânea dupla com 36 faixas. O principal atrativo são três gravações inéditas. A mais badalada é There Must Be More To Life Than This, que reúne a banda com ninguém menos do que Michael Jackson. A gravação foi originalmente feita nos anos 1980 e ficou esse tempo todo guardada. Boa canção pop, com belos vocais de Mercury e Jackson e mixagem a cargo de William Orbit. Já vale o pacote, embora não seja uma canção nota dez.

Love Kills- the ballad é uma nova versão, desta vez com o Queen e num clima mais rock balada, de canção lançada originalmente por Freddie Mercury em sua carreira solo, sendo uma parceria dele com o premiado produtor Giorgio Moroder. A terceira inédita abre o álbum, a ótima Let Me In Your Heart Again, na qual o grupo esbanja seu poder de dar tempero pop ao rock.

O resto do repertório concentra-se em canções românticas do repertório do célebre grupo inglês, e o legal fica por conta da inclusão de faixas nunca antes incluídas em uma compilação deles, das quais destaco a maravilhosa Jealousy. Play The Game, It’s a Hard Life, Made In Heaven, These Are The Days Of Our Lives, é uma maravilha atrás da outra.

A embalagem de Queen Forever é belíssima, com direito a capa digipack, belo desenho ilustrando a parte da frente do pacote e um luxuoso encarte contendo as letras e belas fotos. Pode-se questionar o fato de apenas três inéditas terem sido incluídas no pacote, o que torna o álbum repetitivo para o colecionador mais fiel, mas ao menos o produto é luxuoso e está à altura da estatura dessa banda que realmente ficará para sempre em nossos corações.

Let Me In Your Heart Again – Queen:

Love Kills – the ballad– Queen:

Coletânea luxuosa mostra o Creedence

Por Fabian Chacur

Durante os quatro anos em que esteve atuando no cenário do rock and roll, entre 1968 e 1972, o Creedence Clearwater Revival lançou sete álbuns, sendo que dois deles atingiram o primeiro lugar na parada americana, e nove singles (extraídos desses CDs) atingiram o Top 10 ianque. Poucos grupos conseguiram tanta repercussão em termos comerciais em tão pouco tempo.

Até hoje, 41 anos após sua dissolução, a banda continua vendendo muitos discos, sendo 26 milhões deles nos EUA e algo do gênero no resto do mundo. John Fogerty, cantor, compositor, guitarrista e líder do time, continua cantando esses hits mundo afora, assim como seus ex-colegas Doug Cosmo Clifford (bateria) e Stu Cook (baixo), esses no grupo Creedence Clearwater Revisited.

Mas o que essa banda, que também contava com o saudoso Tom Fogerty (1942-1990), guitarra-base e irmão de John, fez para merecer tantos fãs? Ao contrário de alguns artistas marca barbante que também venderam muito a custa de tramoias comercialóides e de quem hoje ninguém mais lembra, eles fizeram pura e tão somente o melhor rock and roll possível. E que rock and roll!!!

Uma boa forma de conhecer ou de recordar a obra do CCR é a recém-lançada no Brasil coletânea Greatest Hits & All Time Classics, a mais abrangente e acessível em termos de preço (menos de R$ 50 por três CDs!) já disponibilizada no mercado fonográfico. Temos aqui dois discos com 40 das 65 faixas lançadas nos álbuns da banda, mais um terceiro CD com 12 músicas registradas ao vivo.

A seleção das músicas é ótima, sendo que a sequência delas, embora não siga ordem cronológica, permite uma audição fluente e deliciosa. Temos todos os hit singles, como Proud Mary e Have You Ever Seen The Rain?, além de faixas bem bacanas extraídas dos LPs e não tão conhecidas, entre as quais as sublimes It Came Out Of The Sky, Porterville, Bootleg e Tombstone Shadow. A capa é linda e traz ótimas fotos, e temos também um belo encarte com textos e informações sobre as gravações.

O CCR serve como bom exemplo de como uma banda pode partir de estéticas musicais preexistentes, no caso rock and roll básico dos anos 50, blues, rhythm and blues, country, folk e soul music, criar uma abordagem própria e se tornar imortal. A rigor, John Fogerty não criou nada em termos gerais. No entanto, refinou essas linguagens de forma tão genial que se tornou mais importante do que muitos criadores de fato.

Com um vozeirão impactante, guitarra sempre ágil e composições que exploram o legado dos ritmos em que se baseou de forma ao mesmo tempo respeitosa e criativa, Fogerty virou um dos nomes mais espetaculares do rock and roll. Lógico que o apoio da sólida guitarra-base do irmão e da irrepreensível e swingada cozinha rítmica formada por Cook e Cosmo tornaram a coisa ainda melhor.

Ao vivo, o quarteto (que se tornou trio a partir do final de 1970 com a saída de Tom) arrepiava, o que as faixas ao vivo incluídas no CD 3 desta compilação exemplificam muito bem. Para mim, o ideal é mesmo ter todos os álbuns do CCR (incluindo dois ótimos CDs ao vivo Live in Europe-1973 e The Concert-1980), mas esta coletânea é a melhor e mais abrangente, se esse for o seu desejo.

O importante, mesmo, é mergulhar de cabeça em um dos melhores acervos de rock and roll de todos os tempos, e curtir cada sutileza, cada virada rítmica, cada improvisação, e cair na gargalhada toda vez que algum cabeça de alfinete vir com aquela conversa de que “rock básico é música dura e sem criatividade, com só três acordes”. Vá na desses caras…e quebre a cara!!!

Ouça vários hits do Creedence Clearwater Revival em streaming:

Nova coletânea dos Stones sai em novembro

Por Fabian Chacur

GRRR!, nova coletânea que fará parte das comemorações dos 50 anos de carreira dos Rolling Stones, já tem data para chegar às lojas de todo o mundo: 12 de novembro, uma segunda-feira.

A compilação estará disponível em três embalagens distintas. Uma, a super deluxe box set, incluirá uma foto 12×12, 4 CDs com 80 músicas no total, um CD bônus, um compacto simples de vinil, um livreto, pôster em tamanho grande e cinco postais exclusivos.

O segundo formato físico estará no tamanho da embalagem de um DVD e inclui três CDs, um livreto com 36 páginas e cinco cartões como brinde. O terceiro é um CD triplo em formato tradicional.

A compilação inclui sucessos de todas as fases da carreira da banda de Mick Jagger e Keith Richards, entre os quais Come On, The Last Time, (I Can’t Get No) Satisfaction, Get Off Of My Cloud, Jumpin’ Jack Flash, Start Me Up e Miss You, além de duas faixas inéditas gravadas recentemente na França especialmente para o projeto.

A coletânea será divulgada em 50 cidades e 3.000 locais situados em cinco continentes com uma campanha global de realidade aumentada em 3D envolvendo a capa do álbum, que traz o desenho de um gorila com a célebre língua de fora stoneana, feito pelo artista Walton Ford, especialista em focar imagens de animais selvagens de forma criativa.

No Brasil, o local onde essa inovadora ação de marketing terá sua concretização será o hotel Copacabana Palace, no Rio. A repercussão deverá ser enorme, tudo leva a crer.

Ouça The Last Time, com os Rolling Stones:

Coletânea dos Beatles volta às paradas; saiba

Por Fabian Chacur

Lembro-me muito bem da minha reação ao saber que a gravadora EMI iria lançar, naquele ano de 2000, uma coletânea dos Beatles intitulada 1, com 27 faixas e nada inédito.

Achei, em um primeiro momento, tratar-se de uma atitude tola por parte da gravadora, pois não trazia novidades e ainda soava redundante, pois inúmeras compilações com os hits dos Fab Four já haviam sido lançadas anteriormente, incluindo 1962-1966, 1967-1970 e Past Masters Vols. 1 e 2.

Pois, para a minha total surpresa, 1 rapidamente se tornou um fenômeno de vendas em todo o planeta, ficando no topo da parada americana por oito semanas e vendendo, até hoje, o total de 11.8 milhões de cópias, tornando-se o sexto álbum mais vendido no país de Barack Obama nos últimos 20 anos.

Lógico que aí o espertalhão aqui enfim entendeu a razão de tal fenômeno.

Essa compilação inclui todas as canções dos Beatles que atingiram o número 1 no formato single nos EUA e Reino Unido, oferecendo ao comprador a melhor relação custo-benefício de uma coletânea, pois são 27 sucessos indiscutíveis em um único CD. Ótima iniciação para os neófitos, também.

Pois bem. 1 volta a fazer barulho no mercado americano, agora pelo fato de ter sido lançada pela primeira vez no formato digital, na loja virtual iTunes, ao preço promocional de 9.99 dólares.

Além do preço convidativo, outra peça ótima de marketing: incentivar os fãs a participar de uma enquete no Twitter, com a hash tag #mybeatles1, nomeando sua música preferida do álbum 1.

Além de milhões de fãs comuns, também votaram celebridades como Justin Bieber (She Loves You), Ke$ha (I Want To Hold Your Hand), Foo Fighters (Hey Jude) e Coldplay (Something).

Resultado: a compilação, que no formato físico havia vendido apenas mil cópias na semana anterior, atingiu a marca de 60 mil nesta semana, o que a recolocou na parada da Billboard, desta vez na posição de número 4.

Beatles For Ever, sem sombra de dúvidas, é uma frase mais atual do que nunca!

Veja Hey Jude, com os Beatles:

Sai mais uma coletânea do Aerosmith. Pode?

Por Fabian Chacur

O Aerosmith lançou seu último álbum de inéditas em 2011, o mediano Just Push Play.

Desde então, a banda do vocalista Steven Tyler se limitou a lançar um álbum de covers, Honkin’ on Bobo (2004), trabalhos ao vivo e coletâneas.

Aliás, desde os anos 90 as gravadoras Sony e BMG (hoje, ironicamente fundidas em uma mesma empresa) se notabilizaram por lançar no mercado inúmeras coletâneas com material dos roqueiros.

Enquanto correm rumores de que finalmente o grupo oriundo de Boston enfim voltará ao estúdio para um novo trabalho, chega às lojas Tough Love – Best Of The Ballads, nova compilação de hits.

A ideia é batida, mas ainda não havia sido usada no caso da banda: reunir os maiores hits de cunho romântico gravados pelos hard rockers nesses quase 40 anos de carreira.

São 16 músicas, sendo que pelo menos três não se encaixam de forma alguma no formato balada: o bem humorado rock Love in a Elevator, a energética e dançante Rag Doll e a agressiva e contagiante Sweet Emotion. Você consegue imaginar alguém dançando de rostinho colado ao som desses três petardos?

De resto, temos belos sucessos como I Don’t Want To Miss a Thing, Dream On, Janie’s Got a Gun (cuja letra também não tem rigorosamente nada a ver com música romântica), Crazy e Angel.

Outro ponto negativo fica por conta do encarte, que só traz os nomes das músicas, fotos dos cinco integrantes da banda e mais nada, deixando de lado informações técnicas, de que álbum cada música foi extraída, letras etc. Só a capa é legal. Muito legal, por sinal!

Ou seja, Tough Love – The Best Of Ballads é uma coletânea totalmente dispensável, sendo indicada apenas a quem não gosta muito de rock, mas é ligado em baladas roqueiras. E olhe lá.

Provavelmente, foi lançada para faturar uns trocos, em função da nova turnê dos caras, que passará pelo Brasil e os trará aqui pela quarta vez (1993, 2007 e 2010 foram as anteriores).

Veja o clipe de Cryin’, do Aerosmith:

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