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Culture Club lança o seu novo single e anuncia o álbum Life

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Por Fabian Chacur

Já está nas plataformas digitais Let Somebody Love You, single escolhido para anteceder o lançamento de Life, primeiro álbum de inéditas do Culture Club desde o ótimo (e injustamente ignorado) Don’t Mind If I Do (1999). O álbum será lançado no exterior em 26 de outubro deste ano no exterior nos formatos CD, vinil amarelo, digital e fita cassete, e ainda não tem previsão de chegar ao nosso mercado fonográfico/musical.

Let Somebody Love You é um reggae pop descompromissado e gostoso de se ouvir, e também já tem um videoclipe disponível. Esse lançamento concretiza o retorno da formação original da banda britânica, que conta com Boy George (vocal), Roy Hay (guitarra e teclados), Mikey Craig (baixo e teclados) e Jon Moss (bateria). Se bem que, em 2014, eles já haviam lançado outro single, o rock-balada More Than Silence (ouça aqui ), como prévia de um futuro álbum, na época intitulado Tribe e abortado alguns meses depois de seu anúncio.

Life traz Let Somebody Love You, More Than Silence e outras nove faixas, e é curiosamente creditado a “Boy George And Culture Club”, ao invés de apenas ao grupo, como de praxe. Eles viveram o seu auge entre 1981 e 1986, quando lançaram quatro álbuns e invadiram os charts de todo o mundo com hits contagiantes como Do You Really Want To Hurt Me, Miss Me Blind, Karma Chameleon e outros, marcados pela bela voz e visual andrógino do polêmico Boy George.

Após a primeira separação, Boy George investiu em uma carreira solo com altos e baixos, enquanto seus três colegas saíram de cena. O grupo teve alguns retornos, sendo o mais bacana o ocorrido entre 1998 e 2000, que gerou dois álbuns, o ao vivo Greatest Moments- VH1 Storytellers (1998) e o já citado Don’t Mind If I Do (1999).

Conheça os títulos das músicas de Life:

1. God & Love
2. Bad Blood
3. Human Zoo
4. Let Somebody Love You
5. What Does Sorry Mean
6. Runaway Train
7. Resting Bitch Face
8. Different Man
9. Oil & Water
10. More Than Silence
11. Life

Let Somebody Love You (clipe)- Culture Club:

Coletânea celebra 40 anos da Virgin Records

Por Fabian Chacur

Em 1973, um sujeito chamado Richard Branson resolveu criar uma gravadora, e a batizou como Virgin Records. Logo no primeiro lançamento, Tubular Bells, do artista de rock progressivo Mike Oldfield, se deu incrivelmente bem. Graças à inclusão de um de seus temas com destaque no filme O Exorcista, o álbum vendeu milhões de cópias, e deu início a uma grife de muito sucesso no cenário da música pop mundial.

Como forma de celebrar os 40 anos deste selo, a Universal Music (atual detentora da marca) está lançando o álbum triplo Virgin Records: 40 Years Od Disruptions, que traz 42 faixas e cujo objetivo é mostrar um pouco da amplitude dessa marca em termos musicais. A apresentação é no formato digipack, com direito a um encarte estilo pôster que traz fotos, pequenos textos e informações, além de reproduções de capas de álbuns lançados por eles.

Creio que o ponto fraco do pacote é exatamente a inexistência de um texto um pouco mais extenso contando a história da Virgin Records e de seu ousado criador, que depois deixaria a música em segundo plano para investir em diversos outros ramos comerciais, incluindo até mesmo uma companhia aérea. Seria bacana o comprador da coletânea ter acesso a uma análise dessa trajetória, que tem momentos muito peculiares e curiosos.

Outro ponto negativo fica por conta do terceiro CD, com apenas seis músicas e qualificado como disco bônus. Nele, temos releituras de hits antigos da Virgin feitos pela nova geração de artistas que gravam atualmente por ela. As regravações são até interessantes, mas porque não incluir mais do que apenas seis faixas? Com a palavra, os organizadores da compilação.

Pontos negativos à parte, a compilação inclui um elenco bem diversificado, que vai desde o pioneiro Mike Oldfield (com Tubular Bells-Opening Theme) até a recente revelação Emeli Sandé (Next To Me), passando por Sex Pistols (God Save The Queen), The Human League (Don’t You Want Me), XTC (Senses Working Overtime), Malcolm McLaren (Buffalo Gals), Simple Minds (Don’t You Forget About Me), Shaggy (Boombastic), Culture Club (Do You Really Want To Hurt Me) e Lenny Kravitz (Fly Away), além da parceria entre Phillip Oakey, do The Human League, com o genial Giorgio Moroder (Together In Electric Dreams).

O repertório mostra que, mesmo com bastante diversidade, a Virgin Records sempre apontou rumo ao pop, apostando tanto em nomes que se firmaram como outros que passaram rapidinho pela cena do sucesso, como os perecíveis (embora bacanas) T’Pau (China In Your Hands), Inner City (Good Life) e o pioneiro projeto de rap de Malcolm McLaren, seu maior legado depois do punk rock dos Pistols, que gerou o histórico álbum Duck Rock.

Ouvir os CDs contidos nesta compilação na sequência é um exercício divertido para quem deseja ter uma ideia do legado da Virgin Records, além de ser uma verdadeira sucessão de hits. Não estranhe a inclusão aqui de artistas como Phil Collins, cuja obra foi sempre distribuída no Brasil e em outros países pela Warner, ou de Brian Ferry, cujo selo EG era distribuído pela Virgin. Coisas e peculiaridades da indústria fonográfica.

Together In Electric Dreams, com Phillip Oakey e Giorgio Moroder:

Cancelado show de Boy George em São Paulo

Por Fabian Chacur

Outro dia, ao comentar o novo álbum de Boy George, Ordinary Alien, lançado aqui pela gravadora Lab 344, aproveitei para dar um toque do show que o ex-cantor do Culture Club faria por aqui. Faria. Não fará mais.

A apresentação, que estava marcada para o dia 27 de fevereiro no HSBC Brasil em São Paulo foi cancelada.

Segundo o organizador, a não confirmação do show do astro na Argentina tornou inviável trazê-lo para o Brasil, o que levou ao cancelamento.

Para quem não sabe, turnês internacionais normalmente são viabilizadas na América do Sul graças a shows amarrados em vários países próximos, o que diminui custos e torna a parte logística bem mais tranquila.

Uma pena, pois, como os leitores de Mondo Pop também sabem, o último show dele no Brasil, realizado em outubro na Via Funchal e resenhada por este que vos tecla, foi sensacional.

Para servir como consolação, confira agora o clipe de Cold Shoulder, música do ótimo (e mais recente) álbum de inéditas do Culture Club, Don’t Mind If I Do, lançado em 1999.

Sabe Deus porque essa canção não fez sucesso, pois é excepcional. Divirta-se, e tomara que o intérprete de Karma Chameleon e tantos outros hits volte logo ao nosso Brasil Varonil.

Boy George lança CD de dance music eletrônica

Por Fabian Chacur

Em seus 30 anos de carreira artística, Boy George investiu em duas vertentes bem distintas e nítidas em termos musicais.

Com o grupo que o tornou conhecido mundialmente, o Culture Club, e em alguns momentos da carreira solo, o cantor e compositor apostou em uma bela mistura de soul, pop, rock, country e reggae.

A outra parte da carreira solo e de projetos eventuais, o polêmico astro britânico dedicou à dance music de vertente eletrônica, e também à função de DJ.

Ele, que volta ao Brasil em fevereiro para alguns shows, explora a segunda faceta em seu mais recente álbum, Ordinary Alien, que acaba de sair no Brasil via gravadora Lab 344.

O subtítulo do álbum (The Kinky Roland Files) fala muito sobre ele, pois destaca o nome do coprodutor do álbum e coautor de várias faixas.

A aposta em batidas eletrônicas, dançantes e repetitivas é bastante adequada às pistas, embora não exija tanto da voz desse grande cantor, uma espécie de Smokey Robinson da sua geração.

Mesmo quem não curtir tanto o estilo, mas for fã do Culture Club, irá encontrar coisas bem bacanas no CD.

Yes We Can, por exemplo, que ele fez em homenagem ao presidente americano Barack Obama e que tivemos a oportunidade de ouvir em primeira mão nos shows do cantor no Brasil em 2008.

Amazing Grace também agrada em cheio, com ótima melodia e levada bem interessante.

O momento mais curioso fica por conta de uma versão totalmente heterodoxa e quase irreconhecível de um clássico do Fleetwood Mac.

Go Your Own Way, de Lindsey Buckingham e faixa do clássico álbum Rumours (1977), ganhou uma roupagem inusitada. É ouvir e tirar suas próprias conclusões.

Eu achei válida, embora nem sequer próxima da magnífica gravação original do grupo angloamericano.

A faixa mais roqueira do álbum é a virulenta Kill The A&R, na qual o autor de Karma Chameleon detona os diretores artísticos de gravadoras.

No encarte, Boy George aparece usando um boné com a palavra Forever (para sempre) estampada, e usando um colar com a imagem de Michael Jackson. Bela homenagem ao Rei do Pop.

Veja o clipe de Amazing Grace:

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