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Cyndi Lauper e Rod Stewart: dupla anuncia tour pelos EUA

cyndi lauper e rod stewart ao vivo-400x

Por Fabian Chacur

De um lado, um astro que se tornou popular na década de 1970 e desde então se mantém firme nos palcos de todo o mundo. Do outro, uma cantora festiva e talentosa que a partir da década de 1980 invadiu as paradas de sucesso do planeta. São eles, respectivamente, Rod Stewart e Cyndi Lauper. A dupla anunciou esta semana que fará 18 shows em parceria nos EUA durante os meses de julho e agosto, com início em 6 de julho na Flórida e final em Houston, Texas, dia 12 de agosto.

No momento, os dois artistas se encontram em estúdio finalizando projetos individuais. Rod prepara o sucessor do ótimo Another Country (2015- leia a resenha de Mondo Pop aqui), enquanto Cyndi grava um novo trabalho, após o êxito de Detour (2016), álbum de pegada country que contou com as participações de Willie Nelson e Emmylou Harris.

A cantora americana está em fase de parcerias, pois também divulgou shows que fará na Nova Zelândia em abril em dobradinha com a banda Blondie, da musa Debbie Harry. Cyndi e Rod são amigos há muito tempo, e chegaram mesmo a apresentar o vencedor de uma premiação pop em 1988, da qual o vencedor foi o grupo australiano Inxs.

Rod Stewart e Cyndi Lauper apresentando um prêmio em 1988:

Cyndi Lauper arrasa como cantora de blues

Por Fabian Chacur

Aos 57 anos, Cyndi Lauper ainda se mostra capaz de surpreender. A cantora americana nos apresenta em Memphis Blues, lançado no Brasil pela gravadora Lab 344 (cujo catálogo é surpreendente) o seu lado blueseira. Sim, trata-se de um álbum do mais puro blues de Chicago.

Miss Lauper encarna intérpretes das antigas, como a saudosa Ma Rainey (a quem ela dedica o CD), e solta a voz de forma vibrante, intensa e ardida, sem dó de suas cordas vocais. O prazer de ouvi-la nessa nova encarnação é indescritível.

Memphis Blues conta com participações especialíssimas de feras do blues como o gaitista Charlie Musselwhite (que tocou até com os Rolling Stones), o pianista Allen Toussaint (mestre do funk jazz de New Orleans),  Jonny Lang, Ann Peebles e ninguém menos do que B. B. King em pessoa.

O eterno embaixador mundial do blues faz dueto com Cyndi e ainda toca sua guitarra inconfundível em Early In The Morning, com o piano de Toussaint arrasando (ele está em mais duas outras faixas).

A ambientação sonora do álbum é a do blues mais sujo e direto, que veste com categoria standards como How Blue Can You Get?, Rollin’ And Tumblin‘, Crossroads, Shattered Dreams e Romance In The Dark.

O grande mérito de Memphis Blues é o fato de Cyndi Lauper não soar como uma cantora pop tentando cantar blues, e sim como uma verdadeira blues singer, que se quiser pode passar a vida inteira interpretando esse tipo de música com categoria que ninguém irá reclamar. Simples assim.

Musas do Pop reúne videos sem muito critério

Por Fabian Chacur

Tenho virado uma espécie de especialista em adquirir DVDs a preços acessíveis nas lojas Americanas da vida. O mais recente, Musas do Pop- Cyndi Lauper/Kate Bush (NFK), faz parte de uma série feita meio no tapa.

Afinal de contas, o que os trabalhos de Cyndi Lauper e Kate Bush tem em comum, exceto pelo fato de as duas serem mulheres? Lógico que ambas tem elementos pop em seus trabalhos, mas cada qual de sua forma.

Enfim, foram reunidos neste DVD sete videoclipes de cada uma. Os de Cyndi: Girls Just Want To Have Fun, She Bop, I Drove All Night, Time After Time, True Colors, Who Let In The Rain e Change Of Heart.

A qualidade de vídeo não é excelente, mas dá para o gasto, assim como o áudio. Os melhores clipes são os de Girls Just Want To Make Fun, Time After Time e She Bop. Teria sido legal se a vibrante Money Changes Everything e seu clipe no qual a cantora chuta uma lata de lixo tivesse entrado.

As sete faixas de Kate Bush são mais interessantes pelo fato de raramente serem exibidas por aí. São elas: Wuthering Heights, Babooshka, Running Up That Hill, Suspended In Gaffa, The Man With The Child In His Eyes, Don’t Give Up (com Peter Gabriel) e Sat In Your Lap.

Quem cresceu nos anos 70 certamente lembrará da performance acrobática de Kate no clipe de Wuthering Heights. As músicas são excelentes amostras do pop quase progressivo da cantora, compositora e tecladista britânica, com gravações feitas entre 1978 e 1986.

O destaque fica por conta da parceria dela com Peter Gabriel que fez parte de um dos álbuns dele (So, de 1986), e que é ao mesmo tempo simples e sofisticado, pois basicamente mostra os dois abraçados, com o rosto de cada um aparecendo no momento em que o mesmo sola.

Se na prática é um caça-níqueis (e vendido a R$ 15 em média, um preço razoável), Musas do Pop serve para preencher uma lacuna no mercado, já que não havia nada disponível de Kate Bush nesse formato, no Brasil.

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